Por Thiago Lavado, G1
Laboratório de pesquisa diz que elas
foram criadas por funcionários de gabinetes da Presidência, dos filhos de
Bolsonaro e de outros políticos do PSL. Segundo a rede social, responsáveis
tentavam esconder identidade.
Por
Thiago Lavado, G1
O Facebook removeu na última quarta-feira (8)
uma rede de contas e perfis falsos que, segundo a empresa, estava organizada para gerar desinformação e enganar usuários na plataforma e que eram ligadas a funcionários de
gabinetes do presidente Jair Bolsonaro, dos filhos dele, Flavio e Eduardo
Bolsonaro, e de políticos do Partido Social Liberal (PSL), pelo qual o
presidente foi eleito.
Foram
derrubados 87 perfis e páginas do Facebook e/ou do Instagram,
além de um grupo do Facebook. A rede social, no entanto, não divulgou os nomes
das páginas e contas removidas. Mas elas foram citadas em uma investigação
feita pelo Laboratório de Pesquisa Forense Digital (DFRLab, na sigla em
inglês).
É um instituto
associado à organização Atlantic Council, dos Estados Unidos, que, em 2018,
iniciou uma parceria com o Facebook para avaliar grupos responsáveis por
disseminar desinformação em eleições democráticas.
Eles
tiveram acesso a um total de 80 páginas e perfis antes que fossem
removidos pelo Facebook. A partir desses canais, o laboratório traçou uma teia
de relacionamento entre eles, que tem 91 pontos. Com base nesse relatório,
o G1 constatou que 42 das páginas
foram derrubadas (veja a lista abaixo).
Além delas, a
investigação cita outros 33 perfis e contas, muitos com nomes duplicados e
semelhantes. O Facebook já havia afirmado que os responsáveis pelas páginas
derrubadas tentaram esconder suas identidades.
"Entre esses
ativos estavam duplicatas e contas falsas que promoviam Bolsonaro e seus
aliados em diversos grupos do Facebook, bem como páginas com centenas de
milhares de seguidores, que publicavam memes pró-Bolsonaro e outros conteúdos
depreciando seus críticos", afirmou o DFRLab em nota.
Veja a lista
das páginas removidas no Facebook,
que constam do relatório do DFRLab e foram encontradas pelo G1, e o que a
investigação apontou sobre elas:
·
20 Oprimir - página foi relacionada com outra também removida, chamada
Nordestinos com Bolsonaro
·
AlanaOpressora - página de apoio a Alana Passos (PSL-RJ), a deputada mulher mais
votada no Rio de Janeiro nas eleições de 2018
·
Anticomunismo Brasil (Facebook) - mesmo logo que a conta no Instagram
·
Bolsonaro 2026 - Algoritmo do
Facebook sugeriu “Vanessa Navarro”, assessora do deputado Anderson Moraes, como
página relacionada
·
Bolsonaro News - página no Facebook da conta do Instagram criada por Tercio
Arnaud, assessor da Presidência
·
Bolsoneas (Facebook) - página de Leonardo Rodrigues de Barros Neto, ex-assessor da
deputada Alana Passos
·
Cúpula Conservadora - página relacionada a evento que aconteceu em dezembro de 2018,
em que Eduardo Bolsonaro foi um dos organizadores
·
Extrema vergonha na cara - página era curtida por Tercio Arnaud, assessor da Presidência
·
Jogo Político - página criada por Leonardo Rodrigues de Barros Neto
·
Nordestinos com Bolsonaro 2018 - Algoritmo do Facebook sugeriu “20 Oprimir” como página
relacionada
·
Notícias de São Bernardo do Campo - Grupo do Facebook que foi excluído
·
The Brazilian Post - Página de site criada por Paulo Chuchu, assessor de Eduardo
Bolsonaro, e Andre Benetti
·
The Brazilian Post ABC - Página de site criada por Paulo Chuchu, assessor de Eduardo
Bolsonaro, e Andre Benetti
·
Vim do Futuro pra Dizer que o Bolsonaro
Virou Presidente - Página estava offline segundo
o DFRLab
Lista de contas
removidas no Instagram, e o que a investigação apontou sobre elas:
·
alanaopressora (Instagram) - conta de suporte à deputada Alana Passos
·
anticomunismo_brasil (Instagram) - bio direciona para página no Facebook
·
Arquivodoolavo - bio direciona para a página TV Anticomunismo Brasil
·
Avozdopovonews - fazia comentários na página Artilharia do Bem, também excluída
·
Bolsogordos - conta do Instagram que seguia Paulo Eduardo Lopes, conhecido como
Paulo Chuchu, assessor do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP)
·
Bolsonarobravo - conta do Instagram que seguia as contas BolsonaroNews e Vanessa
Navarro, assessora do deputado Anderson Moraes, como página relacionada
· Bolsonaronewsss - página do Instagram registrada por Tercio Arnaud, assessor da
Presidência
· Bolsonaroni - conta que promovia o deputado estadual Anderson Moraes e a página
Ideologia Brasil
· bolsonaropr2022 (Instagram) - páginas no Facebook linkavam para esta conta no Instagram
· bolsonaroprnoplanalto - DFRLab não deu mais informações
·
Bolsonarorepost - link na bio da página AliancapeloBrasilZN ia para esta conta
· Bolsoneas (Instagram) - página de Leonardo Rodrigues de Barros Neto, ex-assessor da deputada
Alana Passos
·
Casalbolsonaro - links na bio direcionavam para a página Bolsonéas no Facebook
·
Comomeudinheironao - conta do Instagram que seguia Vanessa Navarro, assessora do deputado
Anderson Moraes, como página relacionada
·
Cupulaconservadora - conta no Instagram relacionada a evento que aconteceu em dezembro de
2018, em que Eduardo Bolsonaro foi um dos organizadores
·
Didireita2018 - seguia a conta Bolsonaronewsss
·
direitazonanorterj - era linkada pelas páginas AliançapeloBrasilZN e Arquivo do Olavo
·
Fechadocombolsonar - sem informações dadas pelo DFRLab
·
Gato_Fingido - seguia Paulo Chuchu, assessor de Eduardo Bolsonaro
·
Ideologiabrasil - conta de movimento que Leonardo Rodrigues de Barros Neto,
ex-assessor da deputada Alana Passos, e o deputado Anderson Moraes afirmam
fazer parte
·
jogopoliticobr - conta criada por Leonardo Rodrigues de Barros Neto
·
Passarinhovoou - DFRLab não deu informações
·
porqueobolsonaro- Conta do Instagram que segue Bolsonaronewsss e Bolsonéas
·
thebrazilianpost - Conta do Instagram de site criado por Paulo Chuchu e Andre Benetti
·
Trumptrust9876 - DFRLab não deu informações
·
tudoehbolsonaro - conta do Instagram que seguia Bolsonaronewsss
·
tvanticomunismobrasil - conta do Instagram que tinha tags para Vanessa Navarro,
assessora do deputado Anderson Moraes, e a página Bolsonéas
Além das páginas e
do grupo citados acima, o DFRLab também identificou perfis falsos e contas
homônimas que eram ligados a essa rede. Veja a lista dos perfis que foram apagados
segundo a investigação do DFRLab:
·
Aldous Müller
·
Anderson LM
·
Anderson Luis
·
Eduardo Guimarães
·
Fábio Muniz
·
John Benetti
·
John Bennet
·
John Bennett
·
John Bennett II
·
John Bernardo
·
Jonathan Benetti
·
Jonathan Benetti
·
Leo Leo
·
Leonardo Barros
·
Leonardo Barros
·
Leonardo Neto
·
Leonardo Rodrigues
·
Luiza Lara
·
Marcos Antonio Diniz
·
Marta Silva
·
Paulo Eduardo
·
Rodrigo Weikert
·
Tercio Arnaud Tomaz
·
Vanessa Nascimento
·
Vanessa Navarro
·
Vanessa Navarro
·
Vanessa Vanessa
·
William Person
·
kadu1975 (Instagram)
·
paulochuchu (Instagram)
·
vanessabolsonaro17 (Instagram)
·
vanessannavarro (Instagram)
·
vanessannavarro1108 (Instagram)
A 'teia'
O DRFLab também
mencionou outros nomes e perfis que não foram removidos pelo Facebook, e
páginas antigas, apagadas anteriomente.
A conexão entre os
perfis e as páginas (veja na ilustração abaixo) foi feita pelo
laboratório observando os proprietários das contas, seus seguidores e padrão de
curtidas entre eles.
Rede que o DFRLab criou ao analisar as contas e páginas que foram
removidas pelo Facebook. — Foto: Reprodução/DFRLab
De acordo com a
investigação do DFRLab, algumas dessas contas eram criadas e mantidas por
assessores de gabinetes da família Bolsonaro e dos deputados estaduais Alana
Passos (PSL-RJ) e Anderson Moraes (PSL-RJ). Esses nomes foram citados pelo
Facebook no anúncio de exclusão das páginas.
O DFRLab
identificou diversos perfis com nomes parecidos com os de assessores desses
políticos, com abreviações ou mudanças de sobrenome. Foi o caso de Vanessa
Navarro, funcionária do gabinete de Anderson Moraes, e de Leonardo Barros Neto,
ex-assessor de Alana Passos.
De acordo com o
laboratório, os dois tinham "uma estratégia similar de contas falsas, e
aparentam estar conectados a 13 contas que usavam variantes de seus nomes.
Essas contas eram usadas para postar conteúdo pró-Bolsonaro em diferentes
grupos de páginas".
Tercio Arnaud Tomaz, outro nome citado como administrador de contas falsas, é assessor da Presidência da República e faria parte do chamado "gabinete do ódio".
Ele também
administrou as redes sociais de Jair Bolsonaro na eleição de 2018. Antes,
trabalhou no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro, no Rio de Janeiro, no cargo
de auxiliar de gabinete. Sua página no Facebook foi excluída.
O DFRLab aponta que
Tomaz era o responsável por "Bolsonaro Opressor 2.0", uma página já
removida que publicava conteúdos a favor do presidente, fazia ataques a
adversários políticos, como o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel
(PSC), e até ex-ministros do governo, como Luiz Henrique Mandetta (Saúde) e
Sergio Moro (Justiça), além de divulgar notícias falsas. A página tinha mais de
1 milhão de seguidores no Facebook.
Ainda, Tomaz era
responsável pela página "@bolsonaronewsss" no Instagram, também
derrubada pelo Facebook. Embora o dono da página fosse anônimo, a informação de
registro em seu código-fonte mostra que ela pertence a ele, segundo a investigação.
Ela tinha 492 mil seguidores e um total de 11 mil publicações.
Outro nome que
apareceu na apuração do DFRLab foi o de Eduardo Guimarães, assessor de Eduardo
Bolsonaro. Ele já foi apontado pela CPMI das fake news como criador e
administrador de páginas que faziam ataques contra adversários do presidente.
Perfis pessoais dele foram apagados na última quarta.
Paulo Eduardo
Lopes, conhecido como Paulo Chuchu, é o outro assessor de Eduardo Bolsonaro
apontado na investigação como um dos principais operadores dessa rede que
Facebook derrubou.
“Ele registrou, por
exemplo, um site que era um site teoricamente de notícias independentes, mas
que na verdade era pró-Bolsonaro. Ele é um dos coordenadores da Aliança, o
partido que o Bolsonaro está tentando formar", afirmou Luiza Bandeira,
chefe para a América Latina do DFRLab, ao Jornal Nacional na última quarta.
"Ele é um dos
coordenadores da Aliança em São Bernardo do Campo. Então, eles tinham um grupo
no Facebook também, que faziam se passar por notícias independentes, por
jornalismo independente, quando, na verdade, é um esforço de propaganda ligado,
nesse caso, a um assessor do Eduardo Bolsonaro.”
Ainda segundo o
relatório do DFRLab, Jonathan William Benetti, assessor do deputado Coronel
Nishikawa (PSL-SP) também fazia parte da rede.
Aviso de página removida no Facebook que aparece em páginas listadas
pelo DRFLab. —
Foto: Reprodução
Como agiam
A rede social já
tinha informado que decidiu derrubar as contas, não com base no conteúdo que as
elas compartilhavam, mas pelo comportamento e atividade conjunta que, segundo a
investigação, visava enganar outros usuários sobre quem são e o que estão fazendo.
Mensagens dessa
rede de apoio com perfis falsos ligada ao presidente Jair Bolsonaro começaram a
ser divulgadas antes da eleição presidencial de 2018. Contudo, se
intensificaram muito no fim de 2019, quando foram feitos sistemáticos ataques a
ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ao presidente da Câmara, Rodrigo
Maia (DEM-RJ), e outras autoridades classificadas como adversários políticos do
presidente. Essa rede se manteve ativa mesmo depois da instalação da CPI das
fake news e da abertura dos inquéritos pelo STF. F.
“É uma rede antiga,
tem páginas que são bem antigas, bem antes da eleição, mas a atividade
principal que a gente vê delas foi no final de 2019, início de 2020. Então, tem
muitas coisas relacionadas à Covid-19. Tem muitas coisas como eu falei sobre o
Congresso, sobre o STF, o que está acontecendo no Brasil agora, então essa rede
estava atuando com muita força agora até ela ser retirada do ar pelo Facebook”,
destacou Luiza.
"A gente vê,
todo brasileiro sabe disso, a gente vê no WhatsApp, tem muitos ataques às
pessoas, a gente vê no Twitter, então não é só isso, a informação está sempre
conectada. Então, o que se estava tentando fazer ali era criar uma narrativa e
uma ideia de que aquelas pessoas eram pessoas que deveriam ser desqualificadas
por vários motivos distintos."
O que é o DFRLab?
O Laboratório de
Pesquisa Forênsica Digital é um grupo de pesquisa independente que anunciou uma
parceria com o Facebook em 2018 para investigar o papel das mídias sociais em
eleições e tentativas de disseminação de desinformação política.
O grupo é parte
menor de uma entidade chamada Atlantic Council, um instituto político
norte-americano bipartidário baseado na capital dos EUA, Washington. Esse
instituto faz pesquisa em política internacional e assuntos econômicos, com
foco na região do Atlântico.
Desde o anúncio da
parceria, o DFRLab trabalha com informações do Facebook sobre remoção de grupos
coordenados, responsáveis por promover o que a rede social chama de “conteúdo
inautêntico” — quando um grupo de páginas e pessoas atuam em conjunto para
enganar outros usuários sobre quem são e o que estão fazendo.
O DFRLab afirma
estar à frente de pesquisa em código aberto, com foco em governança,
tecnologia, segurança e a interseção dessas áreas. “O DFRLab se mantém
comprometido com identificar, expor e explicar a desinformação, onde e quando
ela existir”, afirmou o Atlantic Council em comunicado que anunciou a parceria.
Outro lado
O G1 procurou as
assessorias dos parlamentares citados pelo Facebook e os assessores Eduardo
Guimarães, Jonathan William Benetti, Leonardo Barros Neto, Paulo Eduardo Lopes,
Tercio Arnaud Tomaz, Vanessa Navarro, além da Secretaria Especial de
Comunicação Social (Secom), órgão da Presidência da República.
Veja abaixo as
respostas recebidas até a última atualização desta reportagem.
Nota
do PSL
"A
respeito da informação que trata da suspensão de contas do Facebook de alguns
políticos no Brasil, não é verdadeira a informação de que sejam contas
relacionadas a assessores do PSL, e sim de assessores parlamentares dos
respectivos gabinetes, sob responsabilidade direta de cada parlamentar, não
havendo qualquer relação com o partido.
Ainda,
o partido esclarece que os políticos citados, na prática, já se afastaram do
PSL há alguns meses com a intenção de criar um outro partido, inclusive, tendo
muitos deles sido suspensos por infidelidade partidária. Ainda, tem sido o
próprio PSL um dos principais alvos de fake news proferidos por este
grupo."
Nota
da assessoria do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos -RJ)
"O
governo Bolsonaro foi eleito com forte apoio popular nas ruas e nas redes
sociais e, por isso, é possível encontrar milhares de perfis de apoio. Até onde
se sabe, todos eles são livres e independentes.
Pelo
relatório do Facebook, é impossível avaliar que tipo de perfil foi banido e se
a plataforma ultrapassou ou não os limites da censura.
Julgamentos
que não permitem o contraditório e a ampla defesa não condizem com a nossa
democracia, são armas que podem destruir reputações e vidas."
Eduardo
Bolsonaro, deputado federal (PSL-SP)
Em uma rede social,
o deputado Eduardo Bolsonaro escreveu que, mesmo sem definição do que seja
crime de ódio, a rede de Mark Zuckerberg excluiu diversos perfis conservadores
no Facebook e no Instagram.
Nota
da assessoria da deputada estadual Alana Passos (PSL-RJ), citando o ex-assessor
Leonardo Barros Neto:
"O
Leonardo (Barros Neto) não é mais funcionário do
gabinete desde abril deste ano, quando pediu exoneração para investir em
projetos pessoais. No período em que esteve na equipe, me acompanhou em agendas
internas e externas (fazendo a cobertura de minha participação em eventos,
inclusive nas unidades militares) para produzir fotos e vídeos. Além de
editá-los, também era responsável pelas artes gráficas para as minhas redes sociais,
que são devidamente verificadas. Cumpria suas funções com excelência e
profissionalismo, respeitando todos os horários estabelecidos.
Eu
não acompanhava postagens fora das minhas redes e não posso responder pelo que
ele publicava nos seus perfis pessoais, mas considero a ação do Facebook
arbitrária, num nítido cerceamento da liberdade de expressão. Foi uma ação
direcionada somente às páginas de grupos ou pessoas ligadas à aliados ao
Presidente Bolsonaro e com grande número de seguidores. Os movimentos ligados à
esquerda continuam podendo postar livremente, até mesmo expressando o ódio mais
veemente e radical, sem que recebam o mesmo tratamento por parte do
Facebook."
Nota
da assessoria do deputado estadual Anderson Moraes (PSL-RJ)
"Tenho
um perfil verificado, que não sofreu bloqueio ou qualquer aviso de ter violado
qualquer regra da rede. Mas excluíram a conta de uma pessoa que trabalha no
gabinete, uma pessoa com perfil real, não é falsa. A remoção da conta foi
absurda e arbitrária, porque postava de acordo com ideologia e aquilo que
acreditava.
O
Facebook em nenhum momento apontou o que estava em desacordo com as regras.
Qual motivo excluíram? Falam em disseminação de ódio, mas será que também vão
deletar perfis de quem desejou a morte do presidente?
O governo
Bolsonaro foi eleito com forte apoio nas redes sociais, perfis livres. Querem
tolher a principal ferramenta da direita de fazer política. Estão atentando
contra a liberdade de expressão e isso contraria princípios democráticos."
Nota
da assessoria do deputado Coronel Nishikawa (PSL-SP), que também cita Jonathan
Benetti, funcionário de seu gabinete:
"Segundo
noticiado pela imprensa o funcionário do gabinete Jonathan William Benetti
teria contas canceladas ou suspensas pelo Facebook por postagens nas redes
sociais com violações e discursos de ódio.
Cumpre
esclarecer que Jonathan William Benetti é funcionário do meu gabinete desde
18/03/2019 e que, quando perguntado do ocorrido, informou que sua conta pessoal
na rede social foi bloqueada sem saber o motivo.
Pauto
meu mandato com lisura e honestidade, jamais compactuaria com tais práticas de
disseminação de ódio ou Fake News, por isso, apesar de não ter controle sobre
as redes sociais particulares dos funcionários, decidi retirar deste
funcionário a administração de minhas redes sociais institucionais até que os
fatos sejam apurados.
Fico
à disposição para qualquer esclarecimento adicional e continuo servindo a
população do meu Estado de São Paulo referente ao mandato de Deputado Estadual
que me foi confiado."
Vanessa
Navarro, funcionária do gabinete do deputado Anderson Moraes (PSL-RJ)
Vanessa disse
ao G1 que "tinha uma conta
pessoal no Facebook, uma no Instagram e outra no Twitter, e ambas foram
banidas". Segundo ela, não houve uma explicação do Facebook. "Informaram
que, por segurança, não poderiam fornecer maiores informações e não me deram
opção de recorrer."
"Infelizmente
de forma injusta, deletaram toda uma luta, e a minha história. Tinham fotos
minhas, da minha família, meu pedido de noivado, tudo isso apagado",
afirmou. "Injustamente, nunca publiquei mentiras, minhas postagens eram
sobre notícias do governo e minhas opiniões pessoais, ultimamente eu postava
muitas frases para motivar que as pessoas não desistissem de lutar pelo País e
que confiassem no Presidente, nada além disso."
"Não obtive
nenhuma resposta da rede quanto ao que estão alegando", disse. "Eu
não tinha essas contas, estou aguardando ainda eles me informarem o porquê de
deletarem minha conta".
Fonte: G1.GLOBO.COM
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