SOU FORTE, SOU GUERREIRO, SOU BRASILEIRO!

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Enquanto Houver Razões Eu Não Vou Desistir

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Mineiro afirma não ser a favor da criação de outra universidade federal em Caicó

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Foto: Google (Congresso da UEE/RN)
Deputado Fernando Mineiro - PT/RN
Por Robson Pires
Esta semana, o deputado estadual e pré-candidato a deputado federal, Fernando Mineiro (PT), passou por Caicó, e disse em entrevista ao programa Comando Geral da Rádio Caicó, quando perguntado por um ouvinte se era a favor da criação da Universidade Federal do Seridó, que defende, na verdade, melhorias no ensino superior e apoio as universidades já existentes na cidade.
“Eu sou favor da luta pela questão do ensino superior. Não acho que precise ser criada uma outra universidade. Eu não acho isso. O que nós precisamos é reforçar o campus da UFRN em Caicó e também do IFRN e da UERN. É preciso se discutir o papel da UFRN no Seridó, ela que está sendo atacada agora. Os jovens que chegaram na universidade estão ameaçados de não ter bolsas e de não poder estudar. A UFRN é grande formadora de professores e isso não pode parar“, afirmou.

Governo promete proteger identidade de quem pede informação pública

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Foto: Google - Prédio da CGU em Brasília
Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) vai permitir que qualquer cidadão possa solicitar informações e dados públicos ao governo sem que o órgão questionado saiba quem fez a pergunta. A ideia é evitar represálias ou ameaças a quem pergunta e evitar viés nas respostas.
A partir da mudança, qualquer pessoa que quiser saber informações do governo poderá pedir, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), que sua identidade seja ocultada do servidor público que irá fornecer a resposta.
Somente a própria CGU terá acesso ao nome do solicitante. A medida era amplamente defendida por especialistas, por garantir o princípio da impessoalidade na administração pública. A mudança, até o momento, vale apenas para os órgãos federais.
Por Robson Pires

O PRÉ CANDIDATO A DEPUTADO FEDERAL FERNANDO MINEIRO/PT ESTARÁ HOJE (13) EM NOVA CRUZ/RN


Hoje (13) ás 19 horas no Espaço Lidiane Festa, localizado na Rua Capitão José da Penha - Bairro São Sebastião - Nova Cruz/RN o pré candidato a Deputado Federal, FERNANDO MINEIRO estará se reunindo com amigos/as para falar das suas lutas, convicções, prestando conta de seu atual mandato de Deputado Estadual e de suas propostas para o FUTURO bem próximo.

O mesmo estará acompanhado do Pré Candidato a Deputado Estadual Toinho, professor e coordenador da Regional do SINTE em Nova Cruz (licenciado).

Estarão presentes também várias lideranças novacruzenses, entre elas  sindicalistas e a população em geral.o presidente da Câmara Municipal de Nova Cruz, Evado, radialistas, Claudio Lima e João Maria Promoções, Eduardo Vasconcelos - Presidente do CPC/RN. entre outros.

Mineiro foi diretor do SINTE (antiga APERN). Clic no link e conheça seus projetos como deputado estadual: http://mineiropt.com.br/projetos-de-lei/ , entre esses projetos um é destaque recentes em vários blogs, como o Projeto de Utilidade Pública nº 10.412, sancionado pelo Governo do Estado em, 01 de agosto de 2018, que reconhece como de Utilidade Publica o CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC/RN, com sede e foro em Nova Cruz/RN.

Desde já todos se sintam convidados para esse momento importante politicamente falando.

domingo, 12 de agosto de 2018

DIA DOS PAIS - DIA EM QUE MINHA LINDA FILHA ME ESCREVEU UMA LINDA CARTA!

Foto arquivo família: Da esquerda; Hudson - Eduardo - Heloiza e Heitor Vasconcelos

Hoje (12) como de costume me levantei cedo para fazer o que mais gosto nessa VIDA! Escrever e alimentar os blogs que estão sob minha responsabilidade e me deparei com UMA CARTA DENTRO DO MEU NOTBOOK! Carta essa escrita e assinada pela minha LINDA FILHA HELOIZA VICTÓRIA! De imediato começo a lê e de repente também comecei a viajar no tempo, desde o seu nascimento, desenvolvimento e até hoje como adulta, me emocionei todo! Sempre soube que "ELA" é muito inteligente, sábia e carinhosa, mas sua carta me comoveu de maneira que me inspirou a escrever essas poucas linhas para registrar o que estou sentido neste momento em que é comemorado em todo o mundo o DIA DOS PAIS! Presente melhor do que esse não existe!

Tenho três lindos filhos: Hudson (o mais velho), Heitor (o do meio) e Heloiza (a caçula), AMO-OS em igualdades. Para eles só tenho a dizer que apesar de não ter dados-lhes o amor constante, a educação exemplar, mas desde os seus primeiros dias de vidas, procurei dar-lhes carinho, amor e amá-los de forma ímpar! Sei das ausências com inúmeras viagens minhas o qual os mesmos sentiram e ainda sente minha falta! Mas a vida tem dessas coisas.

Hoje reflito tudo isso e cheguei a uma conclusão: Pedir-lhes DESCULPAS pelas minhas falhas e prometer-los que procurarei ser mais presente e a ama-los cada vez mais. Para o Hudson que se encontra hoje casado, morando um pouco distante da gente, digo-lhe que a muito tempo fico triste, primeiro por nunca ter-lo pedido perdão pela minha ausência em boa parte de sua vida, mas tenho em mente muito momentos lindos, desde do seu nascimento até uma boa parte de sua adolescência e que hoje ainda me emociono, Hoje você se encontra distante, mas  penso em você meu filho todos os dias! Deus estará com VOCÊ, SEMPRE!

O Heitor meu segundo filho também vai no mesmo sentimento que tenho poo Hudson, um pai ausente a quem também peço-lhe desculpas, mas saiba que o tenho também como um grande e valioso filho, e que o amo de forma igual a todos e que peço a Deus que o ilumine sempre e que tenhas uma vida promissora ao lado da sua amada, Nadja e quem sabe um dia vai me presentear com um lindo presente... Um neto! O mesmo serve para o Hudson e a Heloiza! E se possível colocá-lo o nome do avô paterno, seria um presente que ficará em minha memória para sempre!Eduardo ou Eduarda, presente melhor que esse não existe!

No mais meus filhos, Hudson, Heitor e Heloiza peço ao senhor Deus que os-iluminem sempre os seus caminhos e que possam vencer na vida, pois nunca é tarde para recomeçar! Amo-os todos e os seus presentes SÃO VOCÊS!  Sempre os AMAREI e sempre estarei com vocês na mente e no coração! AMO-OS!!! Sim! Desculpem os erros de português, nunca fui bom para escrever, mas o impulso foi maior. Beijos!  Seu PAI, EDUARDO VASCONCELOS.

sábado, 11 de agosto de 2018

Globo e a Lava Jato colocam Haddad na linha de tiro. Por Joaquim de Carvalho

 
Desde o mensalão, setores do Judiciário brasileiro parecem ter colocado seu calendário em sintonia com o das eleições.
Sempre que se aproxima um evento eleitoral importante, são colhidos depoimentos ou cumpridos mandados que podem provocar desgaste nas campanhas do PT.
Quem não se lembra de Alexandre de Morais, em campanha pelo PSDB em Ribeiro Preto, em 2016, antecipando a eleitores que, na semana seguinte, haveria algo impactante relacionado à Lava Jato?
“Vocês vão se lembrar de mim”, disse, com um sorriso maroto.
Dito e feito: na semana seguinte, às vésperas da eleição para governador, Antonio Palocci foi preso, por ordem de Sergio Moro.
O teatro agora se repete.
Ontem, a cinco dias da data de registro da candidatura de Lula e Haddad na justiça eleitoral, o Jornal Nacional deu destaque ao depoimento da publicitária Mônica Moura, colaboradora da Lava Jato, ao juiz Sergio Moro, ele de novo.
Mônica prestou depoimento num processo específico sobre o departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht, que, segundo a Lava Jato, fazia os pagamentos de propina.
Fez acusações graves, num depoimento gravado (com áudio, sem imagem), em que menciona Fernando Haddad e Dilma Rousseff.
Não apresentou uma mísera prova, mas suas falas mereceram destaque no Jornal Nacional:
“Chegavam com o dinheiro em mochila, malas ou na roupa, jaquetas, meia, diversas formas. Eu esperava no local pré-determinado, a pessoa chegava, me pedia a senha, entregava o dinheiro e ia embora”.
Disse também:
“Negociei com a Dilma, o valor foi todo negociado diretamente com ela, eu e ela. Pela primeira vez na vida eu negocio diretamente com uma presidente e com um candidato, valores”.
No depoimento, Mônica Moura também citou supostos pagamentos via caixa dois feitos pela Odebrecht nas campanhas para prefeitura de Fernando Haddad e Patrus Ananias, em 2012, além de campanhas no exterior. Disse:
“Nesse caso dos depósitos, que somam US$ 3 milhões, teve um fato inusitado. Como em 2012 foi o ano que fizemos recorde de campanhas, a Odebrecht estava colaborando em quatro das cinco campanhas: Angola, Venezuela, São Paulo Haddad e Minas Gerais, Patrus Ananias. Esses valores, quebradinhos, cada parte se refere a uma dívida. Mas todos campanhas políticas, não todos do PT”.
A repórter Ana Zimmerman, da Globo, informou que a Lava Jato identificou nas planilhas da Odebrecht repasses que somam 23,5 milhões ao casal, em contas no exterior, entre 2014 e 2015, e frisa: “quando a Lava Jato estava em andamento”.
Lembre-se que, nesse período, o casal João Santana/Mônica Moura, fez campanhas no exterior, sempre a serviço da Odebrecht, o que, no mínimo, deveria levantar a desconfiança de que os dois eram, primeiramente, ligado ao grupo empresarial.
Além disso, a repórter não informa que essas planilhas estão sob suspeita de fraude. A perícia da PF não conseguiu comprovar sua autenticidade, já que os arquivos originais, de onde foram extraídas as planilhas, estão inacessíveis.
Há indícios de que seriam mesmo provas forjadas.
Rodrigo Tacla Durán, advogado que trabalhou no setor de Operações Estruturadas da Odebrecht e que nunca foi sequer mencionado na Globo, já apresentou cópias de arquivos em seu poder que são diferentes das que foram juntadas pelo Ministério Público Federal nos processos sob condução de Moro.
Se Moro quer buscar a verdade — razão de qualquer processo — sobre como funcionava o setor de Operações Estruturadas, deveria ouvir Tacla Durán.
Mas ele foge do advogado como o rato foge do gato, com o pré-julgamento de que não falaria a verdade.
Pode-se dizer que, nesse processo, o testemunho de Tacla Durán não foi solicitado. Mas, em outros, foi. E Moro não quer nem ouvir falar dele.
A Globo também não apresenta esse contraponto, sonega de seu público a oportunidade de colocar na balança tudo o que se refere à Lava Jato e formar sua opinião.
Não é difícil entender por que. Desde que o nome de Haddad começou a ser ventilado como possível alternativa à candidatura de Lula, no PT já se esperava ataques rasteiros a ele.
Já se sabia que viriam da Lava Jato, com repercussão na Globo. Não deu outra. Mônica Moura foi a primeiro petardo. Vêm outros.
Hoje, a Lava Jato é um núcleo da disputa pelo poder político. Escrevi sobre isso em abril de 2018, no artigo “Preste atenção neste nome: Álvaro Dias. Ele é o candidato da Lava Jato e da Globo”.
A Polícia Federal, Ministério Público e a justiça federal em Curitiba, agindo em conjunto, são capazes de atuar para levantar nomes e derrubar outros.
Sozinhas, sem o apoio dos grandes veículos de comunicação — a velha imprensa —, não conseguem muito.
Mas, quando uns seguram (os aparelhos do Estado) e outros batem (a velha imprensa), provocam estragos.
É isso que se viu ontem, no Jornal Nacional. Com a boca de Mônica Moura, deram uma demonstração de força.
Não ficará só nisso.
Eles podem fazer o “faz de conta deles”, mas nós não precisamos engolir calados.
A cada tiro desses, é preciso reagir e contar que o objetivo da Lava Jato é qualquer coisa menos permitir que a democracia tenha o seu funcionamento normal.
Haddad está na mira deles, mas o público em geral já não acredita naquela farsa de Moro super herói. Ele age como parte. Mais do que isso, como político.
Esses tiros podem sair pela culatra.
Fonte: DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO - DCM

Desembargador admite ignorar lei para manter Lula preso

João Pedro Gebran Neto. Foto: Divulgação/Flickr/TRF-4

De acordo com nota publicada pelo Radar, da Veja, o desembargador Gebran Neto admitiu a amigos que ignorou a letra fria da lei ao dar decisão contrária à soltura de Lula, desconsiderando a competência do juiz de plantão. Gebran alegou que era a única saída para evitar um “erro” ainda mais danoso: libertar o ex-presidente.
Fonte: Diário do Centro do Mundo - DCM

HOJE (11/08) DIA DO ESTUDANTE, TEMOS ALGO PARA COMEMORARMOS?

Cartaz do CPC/RN
Hoje (11) comemorado o DIA DO ESTUDANTE, apesar de não termos muita coisa para comemorar, pois a realidade atual nos deixam muito preocupados pelo fato das políticas adotadas pelo governo federal não muito a favor dos estudantes brasileiros, pois sérias as ameaças de tiradas de DIREITOS GARANTIDOS COM MUITO LUTA E DETERMINAÇÃO, como o FIES, as ameaças com a "implantação da Escola sem Partido", cortes nas vagas nas universidades via o FIES, entre tantas outras mazelas vinda do desgoverno Temer, além disso temos aqui no Rio Grande do Norte o fechamento do Núcleo da UERN em Nova Cruz, região do Agreste Potiguar, previsto para o final de setembro próximo. E isso tudo acontecendo e "EU AQUI NA PRAÇA DANDO MILHOS AOS POMBOS", portanto ou vamos para as ruas para garantimos nossos direitos ou aos poucos os perderemos. Portanto que hoje sej um dia de REFLEXÃO para podermos amadurecermos as idéias e IRMOS PARA A LUTA! Façamos a nossa parte! Lutemos! Abraço do Eduardo Vasconcelos, presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN e coordenador da Comissão em Defesa dos Campus da UERN e UFRN.

Dia do Estudante. O Dia do Estudante é uma data especial, pois é uma homenagem a todas as pessoas que valorizam o conhecimento e o crescimento pessoal. É comemorado em 11 de agosto porque esta é a data em que foram criados os dois primeiros cursos de nível superior no país: ciências jurídicas e ciências sociais.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Política - Eleições 2018 - Com "50 tons de Temer" e sem PT, debate da Band fica no zero a zero

Debate
Os candidatos protagonizaram um morno confronto na Band
Foi de Guilherme Boulos, do PSOL, um dos melhores bordões do morno debate realizado pela TV Bandeirantes nesta quinta-feira 9 entre os candidatos à Presidência. Dos oito participantes, seis defenderam o impeachment de Dilma Rousseff em 2016. Segundo Boulos, Henrique Meirelles, do MDB, não era o único candidato de Michel Temer: havia ali "50 tons de Temer".
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Na ausência de um representante do PT, os principais concorrentes fugiram de confrontos mais duros. Ciro Gomes, do PDT, criticou a reforma trabalhista defendida por Geraldo Alckmin, do PSDB, mas não o atacou excessivamente. Marina Silva, da Rede, classificou o acordo do "centrão" costurado pelo tucano como uma aliança "só por tempo de televisão", mas não chegou a criticá-lo diretamente. Jair Bolsonaro, do PSL, se indispôs com Ciro, mas manteve relativa calma quando Boulos o atacou. 
O encontro revelou-se apenas um aquecimento da campanha, possivelmente sob o olhar atento do "elefante na sala" (ou no estúdio) que a maioria preferiu ignorar, para o bem ou para o mal. Líder nas pesquisas de intenção de voto, Lula, preso há quatro meses em Curitiba, pouco foi mencionado pelos participantes. O único a criticar sua prisão e sua ausência do debate, impedida pela Justiça mesmo por teleconferência, foi Boulos.
Após desavenças públicas com o PT, Ciro pouco mencionou o ex-presidente. Ele fez críticas à política econômica de Dilma, mas chamou seu impeachment de golpe. Por outro lado, elogiou o trabalho do juiz Sérgio Moro para o País, embora tenha criticado o recebimento de auxilio-moradia pelo magistrado, que tem imóvel próprio. 
Paralelamente ao debate, o PT organizou uma "live" em seu Facebook com a presença de Fernando Haddad, apontado como substituto de Lula caso o ex-presidente não possa concorrer, Manuela D'Ávila, que será a vice na chapa a partir de 15 agosto, além de Gleisi Hoffmann, presidenta do PT, e o coordenador de campanha José Sérgio Gabrielli. Para estudar seus adversários, a legenda enviou "olheiros" para o debate da Band, a exemplo do tesoureiro Emídio de Souza.
Bolsonaro foi atacado principalmente por Boulos. Na primeira pergunta entre candidatos do debate, ele o chamou de "racista e homofóbico". O candidato do PSOL perguntou ao deputado "quem era Val", apontada como funcionária fantasma do parlamentar em reportagem da Folha de S.Paulo. Afirmou que ele aprovou apenas dois projetos, mas comprou cinco imóveis em 26 anos de Congresso. "Você não tem vergonha?".
Ao seu estilo, o postulante do PSL respondeu: "Eu teria vergonha se ficasse invadindo a casa dos outros", em referência ao fato de Boulos ser líder do Movimentos do Trabalhadores Sem Teto. 
Apesar de ter mantido a calma por grande parte do debate, Bolsonaro perdeu a linha ao ser criticado por Ciro por ter aprovado, entre seus dois projetos bem-sucedidos, o uso da chamada "pilula do câncer", a fosfoetanolamina. O candidato esbravejou por um direito de resposta, mas não foi atendido. 
Logo no início do debate, Bolsonaro defendeu a posição dos empresários sobre reduzir direitos trabalhistas, e reconheceu que sua posição poderia custar votos. "Todos nós sabemos que o salário do Brasil é pouco para quem recebe, e muito para quem paga. Os empresários tem dito para mim: menos direitos, e emprego, ou todos os direitos, e desemprego."
Enquanto o candidato do PSL buscou trabalhar seu temperamento, Cabo Daciolo, do Patriota, disparou contra tudo e todos. No debate graças aos cinco parlamentares de seu partido na Câmara, ele se definiu como "servo do Deus vivo" ao longo de todo o encontro e se irritou até com jornalistas."Todos os brasileiros que estão fora do País, voltem, pois a transformação está próxima", orou ao final de uma critica a Alckmin por seu acordo com o "centrão". Assim como Bolsonaro, atacou o "comunismo". Não à toa, o chamou de "irmão". 
Estacionado nas pesquisas com 1% das intenções de voto, Henrique Meirelles, ex-ministro de Temer, não teve vida fácil. Foi lembrado sempre que possível de sua ligação com o presidente mais impopular desde o fim da ditadura. Pouco habituado ao papel de candidato, o economista demonstrou dificuldade para defender sua política econômica. Curiosamente, ele foi um dos poucos a citar Lula, ao lembrar que foi presidente do Banco Central durante seu governo. O ex-ministro disse não trabalhar nem para o petista e nem para Temer, mas "para o País". 
Enquanto a prisão de Lula não foi alvo de debates dos candidatos, a Operação Lava Jato foi elogiada por diversos deles, em especial Álvaro Dias, do Podemos. O candidato reiterou o convite a Sérgio Moro para ser seu ministro da Justiça e prometeu que transformará a operação "em uma política de Estado". 
Em matéria de economia, a maior parte dos candidatos repetiu fórmulas prontas. Marina e Alckmin praticamente alinharam o discurso ao afirmarem que o caminho para a retomada econômica é aumentar o investimento e recuperar a credibilidade. Ciro foi mais objetivo, ao apresentar uma proposta de retomada de obras públicas e um esforço para tirar os brasileiros da lista suja do Sistema de Proteção ao Crédito (SPC). 
Ao fim do debate, a impressão é a de que a campanha ainda não começou, mas revela-se apenas um desdobramento da rodada de sabatinas anteriores. Com a indefinição sobre a situação de Lula e do PT, os candidatos não atacam nem defendem o "elefante na sala", líder nas pesquisas, ou mesmo seu provável substituto. Por ora, apenas tentaram se apresentar aos eleitores nesta confusa eleição. 
Fonte: Carta Capital

Polícia suspeita de envolvimento de políticos do MDB no assassinato de Marielle

Por Redação.

Os parlamentares investigados são Edson Albertassi, Jorge Picciani e Paulo Melo – todos estão presos desde 2017, acusados de envolvimento com uma máfia de empresários de ônibus.

Três deputados estaduais do MDB-RJ estão sendo investigados por participação no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), ocorrido em 14 de março, segundo o deputado estadual Marcelo Freixo (Psol-RJ). Em entrevista ao site da revista Veja, Freixo contou que ele participou de reunião com procuradores do Ministério Público Federal para tratar da ligação de políticos emedebistas na morte de Marielle.

Os parlamentares investigados são Edson Albertassi, Jorge Picciani e Paulo Melo – todos estão presos desde 2017, acusados de envolvimento com uma máfia de empresários de ônibus. Freixo não descarta a participação dos deputados no crime. Para Freixo, o assassinato de Marielle foi um crime político – no atentado também morreu o motorista Anderson Gomes. “Quem matou mandou um recado. E, se continuar solto, vai matar mais gente”, concluiu.

Em 11 de maio, a polícia tinha indícios da participação de “políticos importantes” no caso. Nesta terça, (07/08), o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou que o assassinato de Marielle envolve agentes de Estado, inclusive políticos. A Polícia Civil trabalha numa linha de investigação que liga o assassinato a políticos do MDB. 

De acordo com essa linha de investigação, o assassinato seria uma forma de vingança para atingir o próprio Freixo – Marielle entrou na política como assessora do deputado, que se referia à vereadora como “minha filha”. Por conta de seu trabalho à frente da CPI das Milícias, ele sofreu várias ameaças de morte e, há dez, anos anda em carros blindados, protegido por policiais militares, o que dificultaria um atentado contra ele.

Assim, os políticos do MDB atribuiriam ao parlamentar do PSOL a responsabilidade por eles terem sido presos – decisão tomada em ação judicial protocolada por Freixo, a Justiça impediu que o deputado Edson Albertassi disputasse uma cadeira de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado. Se fosse conselheiro do TCE, Albertassi teria seus processos judiciais remetidos para o Superior Tribunal de Justiça, em Brasília. Denunciados no mesmo processo receberiam o mesmo benefício.

Pelas normas do TCE, a vaga de conselheiro iria para um técnico da instituição. Mas, no fim do ano passado, o governo estadual decidiu que a cadeira seria de Albertassi. A nomeação passou a ser tratada com urgência. No dia 7 de novembro, Freixo foi à tribuna da Assembleia Legislativa e criticou de maneira dura a indicação. Freixo entrou com a ação judicial contra a escolha de Albertassi que, derrotada em primeira instância, obteria, no dia 13, uma liminar no TJRJ, impedindo a ida do deputado para o TCE.

No dia seguinte, 8 de novembro, PF e o MPF deflagraram a Operação Cadeia Velha, prendendo um filho de Picciani e a realização de buscas em escritórios e residências dos três deputados. Dois dias depois, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região determinou a prisão dos três – isto não teria sido possível caso Albertassi tivesse ido para o TCE.
Freixo desconfia da versão de uma testemunha de que Marielle tenha sido morta por ter contrariado interesse de milicianos envolvidos em disputas de terras na Zona Oeste. A testemunha relacionou o crime ao assassinato de Carlos Alexandre Pereira, o Cabeça, assessor informal do vereador Marcello Siciliano (PHS). Um policial foi afastado ao não relacionar os dois fatos.
Fonte: revistaforum.com.br

Guilherme Boulos chama Bolsonaro de racista, fascista e machista… e pergunta sobre a Val

Boulos fuzila Bolsonaro. Foto: Reprodução/YouTube
No debate da Band:
“Bolsonaro, o senhor é racista, fascista e machista. Mas eu queria saber… quem é a Val”, perguntou Boulos sobre a funcionária fantasma dele denunciada pela Folha de S.Paulo.
Jair Bolsonaro disse que ela é uma funcionária honesta e acusou Guilherme Boulos de invadir propriedades privadas. Ó o nível.
Fonte: DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO - DCM

Aberto prazo para renovação de contratos do Fies

Está aberto o prazo de renovação da participação no programa de financiamento estudantil (Fies) para contratos celebrados até dezembro de 2017. A manutenção do benefício deve ser registrada no sistema do Ministério da Educação até o dia 31 de outubro deste ano.
Fies é o programa de financiamento estudantil voltado a instituições de ensino particulares. Ele oferece empréstimos a alunos que desejam ingressar em cursos nessas universidades e faculdades, com percentuais variando a partir da renda dos candidatos e de outras variáveis. Para este ano, as regras do programa foram alteradas.
A renovação vale para quem está nas regras vigentes até 2017. Ela deve ser feita pelas Comissões Permanentes de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) de cada instituição de ensino. Os alunos devem acompanhar esse processo por meio do sistema do MEC para verificar se o pedido foi encaminhado, se os dados estão corretos e para validar as informações.
O prazo para a confirmação é de até 20 dias após o registro da renovação no sistema. Concluído o processo, o estudante pode retirar um certificado atestando sua situação regular na comissão. Se for encontrado algum problema, será preciso procurar a Comissão de Acompanhamento para que solicitar a correção.
Caso o aluno decida ou precise mudar as condições de financiamento, como a quantidade ou os valores das parcelas, precisa levar a documentação do contrato ao banco operador do empréstimo. Neste caso, o prazo é menor e se encerra no dia 30 de setembro.
Por Robson Pires

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Bolsonaro propõe barbaridades na educação

Para Paulo Freire, patrono da educação brasileira

Tem gente que pensa que a candidatura de Bolsonaro é um problema exclusivo da direita e, do ponto de vista eleitoral, realmente é. Isso porque o candidato da continuidade do golpe e de suas políticas neoliberais, que é o tucano Geraldo Alckmin, e o candidato formal do golpe, que é Henrique Meirelles, terão que disputar parte dos eleitores conservadores com a extrema direita e sua truculência.

Entretanto, a democracia e os direitos humanos são princípios inegociáveis. Tratam-se de valores civilizatórios que devem ser defendidos por toda a sociedade, sempre. A democracia é um regime de governo tão fantástico que permite até aqueles que a ameaçam e a agridem, defensores da ditadura militar e de uma suposta intervenção militar, serem candidatos. E ainda, os que acreditam que a formação do povo brasileiro está relacionada à “indolência dos indígenas e à malandragem dos africanos” disputarem o voto popular, de uma população majoritariamente afrodescendente.

O próprio candidato apoia publicamente notórios torturadores, como no caso do voto que proferiu, no plenário da Câmara dos Deputados, em razão do golpe contra a presidenta Dilma. Também pediu, no passado recente, o fuzilamento dos que defendiam as privatizações, que, agora, ele próprio apoia incondicionalmente.

Mas, entre tantas barbaridades, o que mais choca são as propostas para a educação. Sob o falacioso pretexto de combater o marxismo e implantar uma proposta educacional obscurantista, homofóbica e preconceituosa, inspirada na chamada “escola sem partido”, o candidato propõe a descabida troca da educação presencial pela educação à distância, em todos os níveis de ensino.

No ensino fundamental ainda temos um imenso desafio para a alfabetização, o exame que introduzimos, em 2012, de Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), revelou que 22% das crianças não leem, 34% não escrevem e 54% não dominam os princípios básicos da aritmética, até os oito anos de idade, como deveriam. E 75% dessa defasagem está concentrada em crianças que vivem em situação de pobreza, na periferia das grandes cidades, semiárido nordestino e população ribeirinha da Amazônia. Iniciamos um imenso esforço de cobertura para creches e pré-escola para fortalecer o processo de aprendizagem e convivência, especialmente para esse público das crianças de famílias pobres e não letradas, que estão concentradas em 180 mil escolas. Lançamos o Pacto Nacional para Alfabetização na Idade Certa (Pnaic) assegurando material pedagógico, uma bolsa de estudos e um programa de formação continuada, em parceria com as universidades públicas, para todos os 300 mil professores e professoras alfabetizadoras. Paralelamente, avançamos na escola de tempo integral, complementando a formação com reforço em português e matemática, com mais atividades de educação física e artes. O Ideb tem avançado acima do esperado nos anos iniciais do ensino fundamental. E a grande dificuldade está nas escolas em regiões de pobreza, onde falta muito, inclusive banda larga e internet.

Pois bem, o candidato quer tirar as crianças do processo de convivência e de aprendizagem na escola e substituir por educação à distância.

Essa proposta já está presente na reforma do ensino médio do governo do golpe, que pretende substituir parte substancial da grade curricular por ensino à distância, efetivar a inaceitável privatização do Fundeb, sem qualquer controle de qualidade, quando todos sabem das carências de recursos e de investimentos em grande parte das escolas públicas brasileiras.

Na prática, o que o candidato está defendendo é a liberação desenfreada da educação à distância com o claro objetivo de privatizar a educação pública. O pior é que esse disparate vem acompanhado da flexibilização da ação do Estado na regulação e no controle da qualidade, com o fim da exigência de fiscalização sobre os polos presenciais no ensino superior e a oferta de cursos técnico-profissionalizante que não constem no Catálogo Nacional de Cursos Técnicos, como está ocorrendo no governo Temer.

Sem qualquer controle de qualidade sobre as instituições e os conteúdos que serão oferecidos pela modalidade a distância, vivenciaremos uma segregação educacional selvagem. É a institucionalização de um verdadeiro apartheid educacional, entre os alunos das escolas privadas com ensino presencial e da escola pública com ensino à distância, que esteve muito presente na história do Brasil.

A expansão da educação hibrida, que combina a presencial e a distância, vem ocorrendo em todo o mundo, mas com acompanhamento dos critérios de controle e de qualidade. As novas tecnologias devem ser utilizadas como complemento da jornada escolar, ou seja, para aprimorar a relação professor-aluno, para enriquecer a convivência escolar e para inserir os alunos na sociedade do conhecimento. Foi para isso que ampliamos o número de laboratórios de informática nas escolas e distribuímos tabletes para professores do ensino médio. As novas tecnologias digitais não devem esvaziar as escolas, a pretexto de uma patrulha ideológica fundamentalista e descabida.

Além disso, a convivência escolar é fundamental para a formação dos nossos estudantes. A escola é um ambiente de descoberta do conhecimento, do convívio com a diversidade, a cultura e a formação, tendo como complementação o ensino das artes e da educação física. A escola deve preparar para a vida em um sentido amplo, familiar, social e profissional. Nas periferias dos grandes centros urbanos, em que violência e as drogas estão tão presentes, a exclusão do ambiente escolar é um imenso e perigoso atraso civilizatório e um aumento do risco para as crianças, os jovens e suas famílias.

O candidato realiza um ataque permanente à discussão sobre a diversidade nas escolas, contribuindo para o aumento do preconceito e do obscurantismo. Acontece que, por mais que alguns queiram negar, há diversos casos de crianças que sofrem com o bullying e que voltam para casa chorando, todos os dias, vítimas de agressões, em razão da intolerância. Por isso, a escola deve ser acolhedora, permitindo a convivência respeitosa com todas as diferenças.

Bolsonaro também declarou, recentemente, que usaria um lança-chamas para queimar e retirar os simpatizantes do patrono da educação brasileira, Paulo Freire, do Ministério da Educação. Conheci Paulo Freire quando ele voltou do exílio, no final dos anos 70 e dávamos aula na PUC/SP. Um intelectual brilhante, denso, criativo, inovador e uma pessoa delicada, respeitosa, que sempre tinha algo a ensinar, em cada frase, em todos os gestos.

Além de ser o brasileiro com maior número de títulos de doutor honoris causa em todo mundo, Paulo Freire é um homem que dedicou sua vida à educação e deu uma contribuição inestimável para o país, a partir da construção da pedagogia libertadora para a educação na alfabetização de jovens e adultos. Ele passou parte importante de sua vida no exilio forçado, para superar a perversa herança histórica do analfabetismo. É só lembrar que em 1920, 75% da população brasileira era analfabeta.

Em vida, Paulo Freire foi perseguido pela ditadura militar, que exilou, torturou, censurou e amordaçou a democracia brasileira. Agora, já morto, tem sua memória e sua obra afrontadas por um candidato à presidência da República, que agride recorrentemente o Estado democrático de direito. Mas, assim com a luta democrática derrotou a ditadura militar, nas eleições de 2018, com o voto popular, vamos derrotar os candidatos dos golpes, todos eles, sejam do golpe de 1964 ou 2016.

Aloizio Mercadante, economista foi ministro da Educação

Fonte: contextolivre.com.br

Projeto Inova Jovem tem inscrições abertas até segunda-feira

Diminuir a vulnerabilidade de jovens em bairros carentes através do estímulo ao empreendedorismo. Esse é um dos objetivos do Projeto Inova Jovem, cujas inscrições estão abertas até a próxima segunda-feira (13), às 12 horas, através do site: http://www.inovajovem.com.br ou pessoalmente no Departamento de Políticas Públicas para a Juventude, na Secretaria Municipal de Governo, no Palácio Felipe Camarão. O curso será realizado de forma presencial a partir do próximo dia 23, no CEU Manoel Marinheiro.
O projeto, inédito na capital potiguar, é uma parceria entre a gestão municipal e o Governo Federal. Segundo o chefe do setor de projetos, Wesley Lima, durante o período de uma semana, com carga horária de 30 horas, os jovens vão aprender a abrir seu próprio negócio. “Eles vão tirar o próprio sonho do papel, abrir um negócio, gerar renda para a família e tornar-se independente”, explica.
Por Robson Pires

Zenaide participa de solenidade em homenagem aos 60 anos da UFRN na Câmara Federal

Por Robson Pires
Em Brasília, a deputada federal Zenaide participou na manhã desta quinta-feira (09) da sessão solene em homenagem aos 60 anos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O evento aconteceu no Plenário Ulysses Guimarães, com a presença da reitora Ângela Cruz e convidados. Em seu discurso, Zenaide ressaltou a grande potência que é a UFRN, como um grande motor do desenvolvimento humano, econômico e social desde sua criação.
“A UFRN, por ser uma instituição pública, foi o maior fator de inclusão social nos últimos 60 anos no Estado. Eu tive o prazer de fazer meu curso de medicina, minha residência médica e trabalhar no Hospital Universitário Onofre Lopes por 30 anos. A UFRN é uma referência na educação e nos orgulha muito enquanto potiguares. Merecedora a homenagem! Parabéns a Universidade Federal do Rio Grande do Norte”, declarou Zenaide.
Fundada em 1958, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) fez aniversário no último dia 25 de junho.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Há uma geração que não viveu a ditadura e que, por isso, rejeita menos a direita, diz Claudio Couto

do IBRE 
Leia a entrevista de Claudio Couto, do Departamento de Gestão Pública da FGV Eaesp à Conjuntura
Conjuntura Econômica – Desde a redemocratização, ser politicamente de direita alimentou uma conotação negativa. Mas hoje vemos que Jair Bolsonaro tem se sustentado nas pesquisas de opinião, e uma ala do PSDB mudando sua posição no espectro político, buscando consolidar candidaturas de centro. Podemos considerar que esses são indicativos de que a “direita envergonhada” está virando coisa do passado? 
Creio que a percepção negativa do pertencimento à direita, após o regime autoritário, deve-se principalmente ao fato de que esse regime era de direita. Por isso, colocar-se como de direita poderia implicar, em boa medida, uma associação ao autoritarismo do regime militar. Além disso, as demais ditaduras latino-americanas, com exceção de Cuba, eram todas de direita, o que reforçava tal percepção. Por fim, associar-se à esquerda significava apresentar-se como defensor de ideias inerentes a este campo do espectro ideológico que em boa medida se universalizaram, como é o caso da igualdade e da justiça social. Portanto, dizer-se de direita significaria assumir-se como defensor da desigualdade e despreocupado com a justiça social. Por todas essas razões, os direitistas no Brasil preferiam dizer-se “de centro”; não é à toa que o bloco de direita na Assembleia Nacional Constituinte se autodenominou “centrão”, termo que depois foi associado a outros grupos parlamentares semelhantes noutras casas legislativas. Isto ainda subsiste hoje, tanto que candidatos de direita ainda se definem e são chamados por muitos como “de centro”.

A direita brasileira saiu do armário por uma série de razões. Primeiramente, como reação a governos de esquerda no plano nacional; neste sentido, trata-se de uma direita literalmente reacionária. Em segundo lugar, reagindo ao avanço (no Brasil e no mundo) de valores e modos de vida contrários às formas tradicionais, sobretudo no que concerne a questões identitárias como gênero e raça; a este avanço do igualitarismo (e, portanto, esquerdismo) identitário, seguiu-se uma reação que defende valores e práticas tradicionais, ensejando uma direita identitária. Movimentos como o “Escola sem Partido”, a crítica à chamada “ideologia de gênero”, o ataque às cotas raciais e à própria ideia de ações afirmativas de um modo geral pertencem a este campo.
 
Desde que se constituiu a polarização PSDB-PT na política nacional, no início dos 1990, a disputa entre o que era originalmente um partido de centro-esquerda e outro de esquerda tornou-se a polarização entre um partido de esquerda (o PT) e o único que a ele se opunha de forma efetiva (o PSDB). Com isto, os tucanos atraíram os votos e a adesão de uma base social direitista que havia ficado politicamente órfã, com a decadência da velha direita brasileira, muito vinculada à ditadura e à corrupção. As políticas dos governos petistas aguçaram essa polarização e suscitaram uma reação que foi bastante alimentada por certos publicistas da grande imprensa e da blogosfera, os quais focavam seus ataques ao PT e, por tabela, à esquerda de um modo geral. 

Esses ataques se caracterizam por uma estigmatização deslegitimadora, associando a esquerda automaticamente à corrupção (“petralha”), a algum tipo de doença mental (“esquerdopata”), à hipocrisia (“esquerda caviar”) e assim por diante. Isso nutriu um ódio político que, num primeiro momento, foi instrumentalizado pelo PSDB e seus aliados, mas que depois se tornou demasiado para eles, cevando o surgimento de uma direita extremista como aquela representada por Bolsonaro e seu irracionalismo de corte neofascista. Mas há outros, uns mais próximos desse extremismo (como Olavo de Carvalho), outros menos, mas ainda assim marcados pela intolerância política (algo incompatível com o professado liberalismo), como é o caso do MBL.
 
É possível traçar algum paralelo do que acontece hoje no Brasil com o cenário político internacional – principalmente em países com o mesmo grau de desenvolvimento?
 
Depois de uma onda progressista ou de esquerda no mundo, assistimos agora a uma onda direitista – claro, com nuances tanto durante o primeiro movimento, como agora, durante o segundo. Na América Latina tivemos a emergência de uma esquerda de tipo socialdemocrata no Brasil, Chile e Uruguai; de uma esquerda populista na Argentina, Bolívia, Equador e – principalmente – Venezuela. Nos Estados Unidos, surgiu Barack Obama; partidos socialdemocratas também tiveram sucesso em alguns países europeus, embora de forma menos vistosa do que na América Latina. Hoje, presenciamos a ascensão de Trump e de governos direitistas – alguns deles de tipo populista – na Europa. Na América Latina, os governos de esquerda foram derrotados no Chile e na Argentina, substituídos por administrações de direita, ainda que de uma direita moderada, sobretudo se comparada a figuras como Bolsonaro, Trump ou o uribismo, que acaba de vencer as eleições na Colômbia, removendo um governo de centro-direita. 
 
Considerando que essa maior tolerância à direita seja algo conjuntural, qual resíduo poderá deixar para o futuro do jogo político brasileiro?
 
Não creio que se trate de algo apenas conjuntural. Há uma geração que não viveu a ditadura e que, por isso, rejeita menos a direita. Ademais, os erros cometidos pela esquerda brasileira, sobretudo na incapacidade de se renovar e fazer uma autocrítica dos problemas relacionados à corrupção, alimentaram e deram pretextos para o discurso direitista. O problema da violência é também favorável à direita, que tradicionalmente tem o discurso do endurecimento das políticas de segurança. Ou seja, parece-me que temos uma direita que veio para ficar, embora isso não necessariamente implique a adesão a posições autoritárias e mesmo neofascistas, como aquelas representadas por Bolsonaro e os defensores da intervenção militar. Há uma direita que se marca por posições de fato liberais na economia e na política (minoritária); outra que se caracteriza pelo liberalismo econômico associado a conservadorismo social (que me parece majoritária); uma liberal na economia, mas autoritária na política, numa espécie de “pinochetismo” (como parecem ser alguns dos simpatizantes da candidatura de Bolsonaro atuantes no mercado financeiro); e há, por fim, uma direita autoritária que posa de liberal apenas por conveniência circunstancial, como é o caso de Bolsonaro e certos grupos de pensamento similar ao dele..
 
Uma reorganização de DEM e PP e sua relação com a bancada evangélica – cujos planos são ampliar a representação no Congresso – tem a ver com essa tendência? Em caso positivo, o que esperar de uma direita com essas características?
 
Certamente DEM e PP têm uma raiz na velha Arena, embora o DEM seja muito mais consistente politicamente do que o PP, tanto que foi oposição aos governos petistas durante todo o tempo. O PP, ao mesmo tempo em que abrigou velhos representantes da ditadura e direitistas ideológicos duros (como Bolsonaro), virou um partido de adesão que apoiou tanto governos tucanos como petistas e se refestelou na corrupção da Petrobras. A bancada evangélica é transversal aos partidos, predomina nos partidos à direita, mas tem forte presença nos partidos de adesão, que foram base dos governos tucanos e petistas em troca de benesses estatais, independentemente da ideologia. Por isso, mobiliza-se como uma bancada de fato apenas em situações específicas, relacionada a problemas religiosos ou morais. Claro que esse retorno da religião à política, na forma de um antissecularismo, é no Brasil um fenômeno direitista, embora possa haver secularismo de direita (como ocorre na França) e religiosidade de esquerda (como na Teologia da Libertação, tão forte na América Latina dos anos 1970 e 80 e presente na criação do PT). A meu ver, a direita que emerge hoje no Brasil é multifacetada, tendo diversas facções internas que, após sua ascensão, começam também a se conflagrar. Por isso, embora acredite que a presença de uma direita assumida seja algo que veio para ficar entre nós, não considero que tal direita possa ser percebida como um todo monolítico. Pelo contrário, está bem longe disso.  

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Fonte: jornalggn.com.br (Luis Nassif)

RETROSPECTIVA: Filmes: "Machuca" - TRÁGICO E DOLOROSO

TRÁGICO E DOLOROSO

Assista este filme para entender porque, afinal, ninguém tem coragem de se assumir como sendo de “direita” na América Latina...

- por André Lux, crítico-spam

Você já se perguntou por que ninguém tem coragem de admitir que seja de “direita” na América do Sul? Assista “Machuca” e vai saber a resposta. Este filme chileno do diretor Andrés Wood se passa durante os últimos meses do governo socialista de Salvador Allende, quando o padre que dirige uma escola para crianças da classe média alta implanta uma política do governo que reserva vagas para alunos oriundos das classes pobres.

Um desses meninos é justamente o Machuca do título, que acaba ficando amigo de Gonzalo, um filho das “elites” e provável alter-ego do próprio cineasta (o filme termina com uma frase em homenagem a um padre real, que obviamente deve ter semelhanças com o personagem de "Machuca").

A amizade dos dois representa o abismo que existe entre as classes sociais, o qual fica escancarado quando um vai visitar a casa do outro. Gonzalo, que mora numa bela residência, tem um pai boa praça, porém ausente e alienado, enquanto sua mãe é a personificação da “dondoca” suburbana fútil e louca por dinheiro (ao ponto de ser amante de um político rico do qual recebe vários “presentes” chiques). A irmã do menino namora uma boçal violento e agressivo que faz parte do “Comando de Caça a Comunistas” chileno.

Já Machuca mora numa favela com a mãe, a irmã e um tio. Seu pai é um bêbado que aparece só para arrancar dinheiro da mãe e dar porrada nos filhos. Só por curiosidade, li um profissional da opinião dizendo que o filme “falha” ao mostrar a pobreza de forma idílica! Concordo com ele, afinal quem é que não sonha em morar num barraco feito de tábuas e lonas enquanto recebe uns sopapos do pai bêbado e cafetão dia sim, dia não?

Enfim, dessa improvável amizade acompanhamos os dois meninos passando por várias situações que servem para reforçar o caos político promovido pelos golpistas que se abatia sobre o país. O tio de Machuca ganha a vida vendendo bandeiras dos partidos de direita e de esquerda nas várias passeatas contra e a favor do governo. E leva os garotos juntos, que ignorantes do que se passava, saiam alegremente repetindo os jargões dos manifestantes, seja de qual tendência eram representantes.

Mas as coisas começam a mudar para Gonzalo quando encontra o namorado truculento da irmã e a própria mãe numa das passeatas, durante a qual a irmã de Machuca é humilhada e agredida por fazer parte da “ralé”. Em outra cena emblemática e muito triste, os pais da high society protestam numa reunião do colégio contra a presença das crianças pobres que, nas palavras deles, não devem se misturar com seus filhos. Uma das mães pobres faz então um tocante discurso sobre a trágica história de toda sua família, só para ser acusada por uma dondoca de “ressentida, rancorosa, volte para o lugar de onde veio!”.

Não quero revelar mais da trama, mas basta dizer que o filme segue o ritmo dos golpistas até a sangrenta derrubada do governo socialista pelos milicos do general Pinochet, que lançaram sobre o Chile a mais brutal e selvagem ditadura da América Latina. Ditadura que foi notável também por ter sido o primeiro regime a implantar - sobre o cadáver de milhares de cidadãos que ousaram lutar por um mundo mais justo e menos desigual - a nefasta ideologia neoliberal, que hoje colocou o mundo de joelhos.

Nem preciso dizer que o final de “Machuca” será terrivelmente trágico e doloroso. E basta assisti-lo para entender porque, afinal, ninguém tem coragem de se assumir como sendo de “direita” por essas bandas...

Cotação: * * * *
SÁBADO, 17 DE JUNHO DE 2017)