terça-feira, 10 de julho de 2018

Robinson Faria e governadores do Nordeste denunciam perseguição de Sérgio Moro contra Lula

O governador Ricardo Coutinho (PSB) e os outros governadores do Nordeste, além do de Minas Gerais e do Acre publicaram uma nota oficial em que criticam o juiz Sérgio Moro, especialmente no caso do Habeas corpus concedido a Lula pelo desembargador plantonista Rogério Favreto, no domingo (8). A ordem judicial de soltura foi questionada por Moro, pelo relator do processo do ex-presidente Gebran Neto e pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª ragião (TRF4).
O site de Lula traz o seguinte argumento. “Lula, como todos os brasileiros, não pode ser beneficiado por privilégios ilegais. Mas também não pode ser perseguido, como evidentemente tem sido.”
Veja a nota dos governadores, na íntegra.
Na manhã de hoje, o povo brasileiro recebia a auspiciosa notícia da libertação do Presidente Lula. O Desembargador competente para apreciar liminares durante o plantão reconduzia o Brasil à senda da legalidade democrática e respondia às aspirações nacionais de reconstitucionalização do país.
A condenação do Presidente Lula se deu de forma contrária às leis brasileiras e à jurisprudência de nossas cortes superiores. A decisão condenatória foi proferida por magistrado desprovido de competência legal, cujas condutas tem revelado, reiteradamente, total ausência de imparcialidade. Basta lembrar da divulgação ilegal de diálogos telefônicos mantidos pelo Presidente Lula, que foi prontamente rechaçada pelo Supremo Tribunal Federal.
Agora, o mesmo magistrado, atipicamente, se insurgiu contra a decisão do desembargador de plantão, determinando às autoridades policiais que se abstivessem de cumpri-la. Essa atitude revela muito mais que zelo na condução dos processos submetidos à sua jurisdição: revela inaceitável parcialidade, além de desprezo pela organização hierárquica do Judiciário.
De modo ainda mais atipico, o Desembargador prevento antecipa o retorno de suas férias e avoca o julgamento do habeas corpus, revogando a liminar concedida.
Lula, como todos os brasileiros, não pode ser beneficiado por privilégios ilegais. Mas também não pode ser perseguido, como evidentemente tem sido.
Apenas a aplicação imparcial das leis que dispõem sobre a liberdade e as condições de elegibilidade podem dar lugar a eleições legitimas em 2018.
Por Robson Pires

CNJ irá apurar conduta de Moro e desembargadores no caso Lula

Moro
Do G1
O corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro João Otávio de Noronha, determinou nesta terça-feira (10) abertura de um procedimento para apurar a conduta do desembargador Rogério Favreto, plantonista do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que mandou soltar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último domingo (8), e do relator do caso na Corte, João Pedro Gebran Neto, que suspendeu a decisão do colega. O corregedor também determinou procedimento para apurar a conduta do juiz Sérgio Moro no mesmo caso.
Segundo nota divulgada pela corregedoria, os oito questionamentos apresentados no CNJ contra Favreto e os dois contra Moro serão unificados em uma única apuração ampla dos fatos ocorridos no último domingo.
“As oito representações apresentadas até agora ao CNJ, Conselho Nacional de Justiça, contra o Desembargador Rogério Favreto e as duas apresentadas contra o Juiz Sérgio Moro serão sobrestadas e apensadas ao Procedimento determinado pelo Corregedor Nacional, já que se trata de uma apuração mais ampla dos fatos”, diz nota.
Segundo Noronha, os trabalhos serão iniciados “imediatamente” pela Corregedoria.
A decisão do corregedor se refere a um procedimento preliminar. Para que um processo disciplinar seja aberto, é preciso uma decisão do plenário do CNJ. As punições vão de censura a aposentadoria compulsória (perda do cargo, mas manutenção do salário).
(…)
Fonte: DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO - DCM (O ESSENCIAL)

segunda-feira, 9 de julho de 2018

ENCONTREI!!! NOVA CRUZ/RN TEM CLUBE TURISMO! WWW.EUDES.CLUBE.TUR.BR

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Fiquei muito feliz! Estava ha cerca de uma semana tentando comprar uma (1) passagem para Brasília nos sites das empresas áreas no cartão de débito ou no boleto bancário e não conseguia, talvez tenha sido "a internet", findei desistindo e decepcionado.

E hoje (9) pela manhã me preparei para ir a Natal resolver essa questão, quando passei de fronte ao estabelecimento comercial do meu amigo, EUDES me deparei com um cartaz de fronte (calçada): CLUBE TURISMO - "Uma boa viagem começa com uma BOA ESCOLHA!". Imediatamente entrei para pedir informações e fui recepcionado por três jovens educadas e sorridentes, dizendo: "Em que possamos lhe ajudar?" Eu de imediato, disse: comprar uma passagem para Brasília! E num toque de mágica, em aproximadamente 10 minutos eu estava com a minha passagem nas mãos!

Sim! O preço! Paguei menos do que eu imaginava! MARAVILHA!

Por isso estou escrevendo essa matéria (depoimento) para registrar a minha satisfação com o "EUDES.CLUBE.TUR.BR !"...PRATA DA CASA! 

Por isso recomendo a todos os agresteiros e em especial os novacruzenses, que passagens áreas é com www.eudes.clube.tur.br , em Nova Cruz!

TUDO o que você precisa para viajar! Passagens aéreas, hotéis, seguro viagem, CRUZEIROS, PACOTES NACIONAIS E INTERNACIONAIS, COTAS DE LUA DE MEL, ETC... EM ATÉ 10 VEZES SEM JUROS! Preços Imbatíveis! CONFIRAM!

Vamos dar valor também aos amigos comerciantes/empresários da nossa cidade!

Eu já estou fazendo a minha parte!Comprei e adorei o atendimento, o preciso e o principal! Carinho, juntando com o profissionalismo! PARABÉNS, MESMO!!!

Mais informações: (84) 99481 6384 / 99957 1142 ou eudes.home@clubeturismo.com.br 

EDUARDO VASCONCELOS - Radialista e presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN

PLANETA EM CRISE: Queridos amigos e amigas, Diego Casaes - Avaaz

ASSINE AQUI

A matança desenfreada dos botos cor-de-rosa pode levar a extinção desses animais tão fofos! Mas não são apenas os botos que estão correndo risco -- há uma extinção em massa acontecendo, e a culpa é do homem! Cientistas influentes estão apoiando uma ideia ambiciosa: proteger metade do planeta para que as espécies se recuperem -- mas precisamos urgentemente que o governo brasileiro e outros países abracem essa ideia. Uma importante conferência de meio ambiente está ACONTECENDO AGORA -- assine a campanha global para proteger a natureza -- a Avaaz vai entregar nosso apelo durante o encontro!
ASSINE AQUI
Queridos amigos e amigas,

É cruel: caçadores estão matando os fofos botos cor-de-rosa para usar de ISCA para pescar peixes. A caça ilegal está matando todos os botos e os ameaçando de extinção… Mas não são apenas os botos que sofrem por causa da ação humana! 

Uma extinção em massa está a caminho e nós humanos somos os grandes responsáveis. Nos últimos 50 anos, quase dois terços dos animais selvagens desapareceram! 

Cientistas dizem que a solução é preservar metade do planeta e deixar que a natureza se recupere sozinha! Mas nossos políticos estão de braços cruzados frente a essa crise porque para eles defender a natureza não dá notícia! 

E temos uma janela de oportunidade para mudar isso: uma importante conferência de meio ambiente está ACONTECENDO AGORA em Montreal, onde nossos governos discutirão os caminhos para proteção do planeta nos próximos 30 anos! Assine essa campanha global para proteção da natureza -- a Avaaz vai entregar nossas assinaturas durante o encontro e vai contar a história que nossos líderes precisam ouvir: 


Sobrepesca, pesticidas mortais, desmatamento, caça ilegal...a lista é enorme. Os humanos estão colocando todos os animais e plantas do planeta em risco. Inclusive nós mesmos! Um painel da ONU com 550 cientistas afirmou que essa perda colossal da biodiversidade pode desequilibrar a cadeia alimentar global, nossos oceanos, o ar que respiramos e até nossa economia. 

Mas não precisa ser assim -- se conseguirmos colocar em prática um plano para vivermos em harmonia com a natureza, protegendo 50% de nossas terras e mares e usando de forma sustentável a outra metade, poderemos parar isso antes de cairmos num precipício. Precisamos chamar atenção para essa crise agora -- toda vez que a Avaaz se encontra com políticos, em qualquer parte do mundo, eles dizem a mesma coisa: "as pessoas não ligam pra isso, não dá notícia!" Mas eles disseram a mesma coisa sobre as mudanças climáticas, até que levamos milhões às ruas e rodamos campanhas até que defender o clima fosse manchete no mundo todo. O resultado foi o histórico Acordo de Paris. 

Agora precisamos fazer o mesmo para a natureza -- vamos soar o alarme para nossos governos e garantir que isso esteja no topo de suas prioridades. Assine agora em nome da fauna e da flora: 


Nosso movimento está na linha de frente para proteção ambiental -- recentemente, 1.8 milhão de membros da Avaaz forçaram o governo brasileiro a proteger um pedaço da Amazônia do tamanho da Dinamarca; por QUATRO vezes ajudamos a criar novos parâmetros para a criação da maior reserva marinha do mundo para salvar nossos oceanos e muito mais. Chegou a hora de nos unirmos novamente para proteger os companheiros que dividem esse planeta conosco: os animais e plantas majestosas. 

Com esperança e determinação,

Diego, Marigona, Danny, Alice, Patri e todo time da Avaaz

MAIS INFORMAÇÕES:

Chefe do 'IPCC da biodiversidade' faz alerta sobre declínio de espécies (G1)
http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/05/chefe-do-ipcc-da-biodiversidade-faz-alerta-sobre-declinio-de-especies.html

Boto-cor-de-rosa vive sob ameaça na Amazônia
https://www.estadao.com.br/noticias/geral,boto-cor-de-rosa-vive-sob-ameaca-na-amazonia-imp-,709439

Devolver metade do planeta à natureza não é uma ideia tão louca quanto parece (The UniPlanet)
https://www.theuniplanet.com/2016/12/devolver-metade-do-planeta-natureza-nao.html

Mundo vive sexta extinção em massa - e é pior do que parece (Terra)
https://www.terra.com.br/noticias/ciencia/mundo-vive-sexta-extincao-em-massa-e-e-pior-do-que-parece,...

Como preservar metade da Terra para a natureza? The Guardian) (em inglês)
https://www.theguardian.com/environment/radical-conservation/2016/jun/15/could-we-set-aside-half-the-earth-for-nature



A Avaaz é uma rede de campanhas global de 47 milhões de pessoas que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas nacionais e internacionais. ("Avaaz" significa "voz" e "canção" em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a nossa equipe está espalhada em 18 países de 6 continentes, operando em 17 línguas. Saiba mais sobre as nossas campanhas aqui, nos siga no Facebook ou Twitter.

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Pré-candidata à presidência da República estará em Natal

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Imagem do Google
A pré-candidata do PSTU à Presidência da República, Vera Lúcia, estará em Natal nos dias 10 e 11 de julho, terça e quarta desta semana.
Operária sapateira e negra, Vera é uma reconhecida ativista sindical e política de Sergipe.
Ela visita a capital potiguar para divulgar o manifesto “UM CHAMADO À REBELIÃO” e para o lançamento das pré-candidaturas estaduais do PSTU, que terá o professor Dário Barbosa como pré-candidato ao governo do RN e a professora Socorro Ribeiro como pré-candidata a vice.
Ao Senado, os pré-candidatos são a professora de Ceará-Mirim, Ana Célia Siqueira, e o servidor da saúde em Mossoró, João Morais.
Fonte: Robson Pires

MPF denuncia ex-agente do Exército por morte de militante em 1971

Dimas Casemiro desapareceu em abril de 1971

O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF/SP) denunciou o suboficial da reserva do Exército, Carlos Setembrino da Silveira, pelo assassinato do dirigente do Movimento Revolucionário Tiradentes Dimas Antônio Casemiro, ocorrido durante a repressão da ditadura militar. O caso ocorreu em 17 de abril de 1971, em São Paulo, mas os restos mortais do militante só foram identificados em fevereiro deste ano. Também foi denunciado, por falsidade ideológica, o ex-médico legista Abeylard de Queiroz Orsini, que omitiu informações no laudo necroscópico da vítima.
De acordo com a denúncia, Casemiro foi enterrado como indigente no Cemitério de Perus, na zona norte paulista. Em 1975, os restos mortais dele foram exumados e enterrados em uma vala clandestina.
A Vala de Perus, como ficou conhecida, foi descoberta em 1990 e, neste mesmo ano, os restos mortais que poderiam ser do militante morto foram indicados, mas o resultado conclusivo do DNA, realizado por especialistas na Bósnia, só foi possível 47 anos depois do assassinato. Setembrino e Orsini também são denunciados por ocultação de cadáver.
Localizado pelas forças de repressão da ditadura, Dimas Casemiro foi perseguido e morto com, pelo menos, três tiros pelas costas. A versão divulgada pela ditadura na época foi a de que o militante foi morto ao reagir à prisão. O corpo dele foi apresentado ao Instituto Médico-Legal (IML) para o exame necroscópico dois dias após o assassinato. O laudo cadavérico foi produzido pelos legistas Orsini e João Pagenotto (já falecido). Na requisição para elaboração do exame de corpo de delito, o pedido estava assinalado com a letra T, que segundo as investigações, indicava se tratar de “terrorista”.
Omissões do laudo
O laudo assinado por Orsini e Pagenotto omite os disparos que atingiram Dimas pelas costas. O procurador da República Andrey Borges Mendonça, autor da denúncia, destaca que esta omissão servia para ocultar a execução sumária da vítima. “Isto porque é evidente que a versão de ‘resistência seguida de morte’ não se mostraria plausível se houvesse menção aos disparos, no mínimo três, que a vítima sofreu pelas costas”, apontou o procurador, em nota do MPF/SP.
Mendonça lembra que o legista enfrentou processo no Conselho Regional de Medicina de São Paulo (CRM-SP), tendo perdido o direito de exercer a profissão. Além da documentação de Dimas, Orsini produziu outros laudos com informações falsas ou omissão de dados.
O MPF requer que Setembrino seja condenado por homicídio qualificado por motivo torpe, que era a manutenção do regime militar, e pede que Orsini seja condenado por falsidade ideológica em documento público, agravado pelo fato de o crime ter sido cometido para assegurar a ocultação e a impunidade do assassinato.
A denúncia destaca que o MRT, em conjunto com a Ação Libertadora Nacional (ALN), era apontado pela repressão como responsável pelo assassinato do industrial Henning Albert Boilesen, então presidente da Ultragás, dirigente da Fiesp e um dos principais financiadores da Operação Bandeirante, conhecida pela sigla Oban, que torturou e matou durante o regime militar. A morte do empresário, ocorrida em 15 abril de 1971, teria sido uma vingança pelo assassinato do dirigente do MRT Devanir José de Carvalho.
Ossada de Dimas foi identificada em fevereiro
Morte de industrial
Seguindo essa lógica, o aparato repressivo passou a perseguir o movimento. No dia seguinte ao assassinato do empresário, foram presos dois integrantes do grupo, o metalúrgico Joaquim Alencar de Seixas, e o filho dele, Ivan Seixas, menor de idade na época. Também foram presas Fanny, esposa de Joaquim, e as filhas dele, Iara e Ieda. O MPF destaca que toda a família foi torturada.
Em depoimento ao MPF, Ieda contou que foi levada por Setembrino, que integrava uma equipe de busca do DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna), em um carro descaracterizado com mais um agente da repressão. Para os militares, ela poderia ajudar os agentes a localizar a casa de Dimas, pois ela já havia estado no “aparelho”, imóvel utilizado por militantes políticos clandestinos. Ieda sabia apenas que o local ficava no bairro da Saúde, zona sul de São Paulo.
Ieda relatou que carros do DOI-Codi estavam circulando pelo bairro e localizaram o aparelho ao identificarem Maria Helena, companheira de Dimas, que brincava com o filho do casal na rua. Ieda contou que Setembrino parou em uma rua transversal para dar apoio à operação. Um agente que acompanhava o suboficial e outros militares mandaram que Helena e o filho entrassem em casa. A testemunha contou que Dimas estranhou por não ver a mulher e fugiu, sendo perseguido pelos agentes da repressão e morto com tiros pelas costas. Ieda contou que ele caiu morto ao lado do carro em que ela estava.
Outra denúncia
Carlos Setembrino da Silveira já havia sido denunciado pelo MPF em maio deste ano por outro assassinato ocorrido durante o regime militar. De acordo com a denúncia, Setembrino e o tenente-coronel da reserva Maurício Lopes Lima são responsáveis pela morte e ocultação dos cadáveres de dois opositores do regime militar em 1970.
Os militares teriam participado da operação que culminou na execução sumária de Alceri Maria Gomes da Silva, membro da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR); e de Antônio dos Três Reis de Oliveira, integrante da Aliança Libertadora Nacional (ALN). Segundo o MPF, o crime ocorreu na casa onde os militantes moravam, no bairro do Tatuapé, na zona Leste da capital paulista.
Fonte: R7 BRASIL

“Decisão judicial, cumpra-se!”, diz Marco Aurélio sobre Moro

Marco Aurélio Mello - 460 x 305


Para magistrado do STF, “o titular da décima terceira vara nada tem a fazer. Decisão judicial, cumpra-se”, declara Marco Aurélio Mello.

Por CHRISTINA LEMOS Do R7
No meio jurídico, causou perplexidade a decisão do juiz Sérgio Moro de descumprir a determinação do desembargador Rogério Favreto, do TRF 4, deferida por liminar esta tarde, obrigando imediata libertação do ex-presidente Lula. “O TRF é o revisor dos pronunciamentos da primeira instância. O titular da décima-terceira vara nada tem a fazer”, esclareceu ao blog o ministro do STF, Marco Aurélio Mello, que está de férias, na Itália.
“A parte que pode insurgir-se, no caso, é o Ministério Público”, explica Mello. “Decisão judicial, cumpra-se!”, complementou.
A regra é tão clara, que, reservadamente, juristas admitem que a atitude de Moro compromete publicamente sua isenção. Advogados que atuam direta e indiretamente no caso consideraram a reação de Moro claramente fora dos padrões do Direito. “Absurda! Um juiz descumprir a decisão de um desembargador é ridículo!”, classifica Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay. A atitude, segundo Almeida Castro, denota “desajuste” na quarta região.
Fonte:CHRISTINA LEMOS Do R7

domingo, 8 de julho de 2018

O LIXO NA REGIÃO METROPOLITANA - POR DR EVANDRO BORGES

Dr Evandro Borges
O LIXO NA REGIÃO METROPOLITANA
O único aterro sanitário a disposição da Região Metropolitana de Natal fica situado em Massaranduba, zona rural do Município de Ceará Mirim, ainda com muitas deficiências, uma delas grave em face da expedição da amônia na atmosfera, pela ausência de queimadores, poluindo o ar na comunidade em que fica localizada atingindo também, a sede da cidade de Ceará Mirim, com reclamação geral da população.
A falta de planejamento da Região Metropolitana de Natal ultrapassam os anos e a alternância dos gestores, sequer, não se consegue reunir o conselho gestor, mesmo estando na composição do colegiado o Secretário de Estado do Planejamento e Finanças, não há uma única proposta estratégica aprovada, para ser encampada, talvez, a questão ambiental não tenha sensibilizado a comunidade local.
Na Região Metropolitana não há coleta seletiva de lixo, os seus moradores não estão mobilizados para o enfrentamento desta árdua questão, que deve envolver o setor público, a sociedade e a cidadania, parece que existe uma simples satisfação pela coleta com pontualidade, não importando em qual local será depositado o resultado da coleta, em um lixão em céu aberto ou em aterro sanitário, que já é contestado a sua utilidade.
O meio ambiente equilibrado e saudável, mantendo as condições para a vida da flora e da fauna com a presença humana, e a preservação dos bens comuns, como a água, a terra e o ar, parece está longe de ser um senso comum na Região, em que pese, as sucessivas e corriqueiras denuncias das alterações do meio ambiente, do efeito estufa, do clima que está sendo alterado, colocando em risco a civilização humana.
O Papa Francisco emitiu uma encíclica denominada de “laudato si” ou louvado seja, colocando a necessidade da preservação da casa comum, do planeta terra, o nosso lar, que pode ser alterado em condições perversas para a vida da flora e da fauna, atingindo a civilização humana, principalmente, em face do desenvolvimento dos dois últimos séculos, que sempre, pensou nos recursos naturais como inesgotáveis, podendo a Igreja Católica dar uma grande contribuição para a mobilização da sociedade civil e para o chamamento dos agentes políticos para enfrentar este desafio.
A Região precisa de planejamento para suas dimensões de desenvolvimento sustentável, o lixo não pode ser colocado em segundo plano, às vezes, sequer debatidos e apresentado propostas, cabendo inclusive, a iniciativa de outro aterro sanitário que pode ser articulado, até pela incorporação de outras municipalidades a Região Metropolitana, pois, a qualidade de vida da população deve ser procurada e o atual aterro melhor adequado às condições ambientais.
Evandro de Oliveira Borges – Advogado
As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores

Auxílio-moradia a juízes já custou quase R$ 1 bilhão no ano com indefinição

Com a demora do Supremo Tribunal Federal para decidir sobre a legalidade do auxílio-moradia, o benefício pago aos magistrados do País já custou R$ 834,5 milhões aos cofres públicos em 2018, segundo estimativa baseada em estudo da Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados. Até o início de agosto, quando termina o recesso do Judiciário, a despesa vai atingir quase R$ 1 bilhão (R$ 973,5 milhões). O pagamento é alvo de ações que tramitam na Corte há mais de quatro anos.
Em dezembro do ano passado, o ministro Luiz Fux, relator no STF, liberou para votação no plenário as ações que tratam da concessão do polêmico benefício. O julgamento foi marcado para março, mas, na véspera, Fux retirou o assunto da pauta e determinou a discussão na Câmara de Conciliação da Advocacia-Geral da União (AGU).
Após três meses de negociação sem acordo na AGU, o caso voltou ao Supremo em 20 de junho. Agora, Fux avalia discutir internamente, em sessão administrativa, a possibilidade de o Supremo incorporar o valor do auxílio-moradia aos salários de magistrados. Procurado, o gabinete do ministro informou que ele ainda não tomou uma decisão.
Fonte: ROBSON PIRES

sábado, 7 de julho de 2018

Impeachment de Crivella já conta com apoio de 15 vereadores

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Durante reunião, prefeito ofereceu uma série de benefício a pastores evangélicos, como acesso a cirurgias de cataratas, vasectomia e varizes, além de isenção de impostos
Durante reunião, prefeito ofereceu uma série de benefício a pastores evangélicos, como acesso a cirurgias de cataratas, vasectomia e varizes, além de isenção de impostos
A vereadora do Rio de Janeiro, Teresa Bergher (PSDB), organizou um abaixo-assinado, com o objetivo de reivindicar o impeachment do prefeito Marcelo Crivella (PRB) e, ao que parece, vem conquistado apoiadores: 15 vereadores, por enquanto, encamparam a ideia da tucana. A vereadora vai pedir à mesa diretora da Câmara para que os colegas sejam convocados extraordinariamente, segunda-feira (9), durante o recesso, para tratar de indícios de “corrupção ativa, improbidade administrativa, crime eleitoral, entre outras ilegalidades” do prefeito. As informações são do blog do Ancelmo Gois, de O Globo
O motivo da iniciativa foi o que ocorreu durante reunião no Palácio da Cidade, no Rio de Janeiro, quando o prefeito ofereceu uma série de benefício a pastores evangélicos, como acesso a cirurgias de cataratas, vasectomia e varizes, além de isenção de impostos.
“A atitude dele foi antidemocrática. O prefeito rompeu com os princípios da moralidade e da imparcialidade. Ele foi eleito para governar a cidade, não para determinado grupo religioso. E a presença do pré-candidato, Rubens Teixeira, mostra que ele está fazendo campanha pública”, afirma Teresa Bergher.
Fonte: Revista Fórum
“A atitude dele foi antidemocrática. O prefeito rompeu com os princípios da moralidade e da imparcialidade. Ele foi eleito para governar a cidade, não para determinado grupo religioso. E a presença do pré-candidato, Rubens Teixeira, mostra que ele está fazendo campanha pública”, afirma Teresa Bergher.

Na ditadura havia ainda mais corrupção no Brasil do que hoje, diz historiador

Para Pedro Campos, os meios que hoje investigam e divulgam denúncias de corrupção estavam ‘amordaçados’ durante a ditadura. Foto: Instituto Vladimir Herzog
POR ANA HELENA RODRIGUES, do Instituto Vladimir Herzog
Diante dos escândalos de corrupção vivenciados pela política brasileira nos últimos anos, parte da população clama por uma intervenção militar alegando que essa seria a solução definitiva para o problema. A verdade é que durante o período ditatorial houve, sim, corrupção. E muita. Mas havia também uma forte blindagem estatal, feita através da censura, que dificultava denúncias desse tipo contra os militares e seus aliados. Essa prática era considerada estratégia de segurança nacional, uma vez que mantinha a maior parte da população alheia aos acordos governamentais que envolviam troca de favores, distribuição de cargos entre amigos e parentes, desvio de verbas públicas, enriquecimento ilícito e pagamento de propinas.
Apesar da repressão, episódios de corrupção foram divulgados durante o regime militar. Entre eles temos o caso do empréstimo de dinheiro público para salvar da falência a empresa Lutfalla, da família de Paulo Maluf, político ligado aos militares. Outro acontecimento emblemático foi o de Delfin Neto, ministro do planejamento do governo Figueiredo, que também atuava no mercado imobiliário com o Banco Nacional de Habitação (BNH) na venda de terrenos superfaturados que movimentaram cerca de US$ 200 milhões na época.
Na década de 1970, Haroldo Leon Peres, governador do Paraná, foi pego extorquindo um empreiteiro em US$ 1 milhão. Na Bahia, Antônio Carlos Magalhães foi acusado em 1972 de beneficiar a Magnesita, da qual seria acionista, abatendo em 50% as dívidas da empresa em seu primeiro mandato no estado. Além disso, os ministros e servidores federais dispunham de mordomias como jatos da Força Aérea à disposição, mansões com piscina e dezenas de empregados e gastos pessoais sem limites. No governo Médici, os generais de brigada que iam para Brasília contavam com US$ 27 mil para comprar mobília. Tudo financiado pelo dinheiro público.
Em entrevista ao Instituto Vladimir Herzog, Pedro Campos, professor do Departamento de História e Relações Internacionais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e autor do livro “Estranhas Catedrais: as empreiteiras brasileiras e a ditadura civil-militar, 1964-1988”, afirma que mesmo 33 anos depois do fim da ditadura militar, ainda sofremos as consequências do que foi feito naquela época. “O que percebemos é que os grupos econômicos fortalecidos com a ditadura continuam poderosos econômica e politicamente até os dias atuais e permanecem pautando o Estado e as políticas públicas nos dias de hoje”, diz.
Confira a entrevista completa:
Por que existe no imaginário de parte da população brasileira a ideia de que a ditadura militar foi uma época de crescimento econômico sem corrupção do governo?
O período da ditadura guardou momentos de intenso crescimento econômico, com elevadas taxas de expansão da produção. Porém, aquele pique econômico, sentido principalmente no período do chamado “milagre brasileiro” (1968-1973), não veio acompanhado de distribuição de renda. Pelo contrário, houve concentração de recursos no período e ampliação da desigualdade social. A sociedade brasileira se tornou mais injusta com a ditadura, tendo em vista as políticas estatais implementadas no período, de perfil eminentemente regressivo. Além disso, existe um mito de que no período não havia corrupção. Nada mais falso do que isso. O que ocorria naquele momento é que os mecanismos que hoje funcionam no sentido de investigar e difundir publicamente as denúncias de corrupção estavam amordaçados ou impedidos de funcionar, como é o caso da Polícia Federal, do Ministério Público, da imprensa, do judiciário, dos movimentos sociais, dos sindicatos, dentre outros.
Como realmente foi? Em que grau e de que maneira a corrupção esteve entranhada no sistema político durante o regime militar?
Tendo em vista que os instrumentos de fiscalização e controle não possuíam autonomia no período para proceder investigações e fazer acusações contra as práticas ilegais, tudo aponta que no período havia ainda mais corrupção do que nos dias atuais, tendo em vista a facilidade com que elas poderiam ocorrer em um ambiente sem sindicatos, imprensa, organizações da sociedade civil e do Estado com liberdade de atuação. No entanto, se ampliarmos o conceito de corrupção e pensarmos que esta diz respeito à atuação estatal em favor dos interesses privados, em especial dos propósitos empresariais, temos naquele período um Estado amplamente corrupto, que agia em favor das empresas e do lucro privado. As políticas estatais durante a ditadura incorriam em amplo favorecimento às atividades empresariais, com proteção, reservas de mercado, isenções fiscais, financiamento facilitado, direcionamento de recursos públicos para encomendas junto às empresas, política sindical e salarial que favorecia as empresas privadas, má ou nula fiscalização dos itens de segurança no ambiente de trabalho, dentre outras iniciativas que faziam o país naquele período um paraíso para a atuação das empresas e para a obtenção de elevadas margens de lucro por parte dessas.
Quais consequências daquele período podemos observar na política brasileira nos dias atuais?
Vivemos hoje no Brasil uma realidade em boa medida que guarda problemas derivados da transição incompleta havida da ditadura para um regime realmente democrático. Assim, a estrutura tributária regressiva e que incide sobre o consumo e não a renda, herdada da ditadura, permanece. Da mesma forma, a concentração fundiária, a militarização das polícias, a elevada dívida pública, dentre outros fardos que temos hoje no Brasil e que não foram criados pela ditadura, mas potencializados por ela, permanecem nos dias atuais e não foram enfrentados de fato pelas forças políticas que conduziram o Estado brasileiro desde o advento da democracia. A ditadura proporcionou um acesso direto e intenso ao Estado brasileiro por parte do empresariado, o que foi impulsionado pelo regime. No entanto, com a superação do regime pelo sistema inaugurado pela Constituição de 1988, não houve a alteração dessa marca. Pelo contrário, o que percebemos é que os grupos econômicos (de setores como construção civil, bancário e financeiro, comunicações etc.) fortalecidos com a ditadura, que a apoiaram e foram favorecidos pelas políticas e medidas implementadas naquele período, continuaram e continuam poderosos econômica e politicamente até os dias atuais e permanecem pautando o Estado e as políticas públicas nos dias de hoje, mesmo superada a ditadura.
É possível esclarecer a população em geral a respeito do que realmente aconteceu durante o regime militar? Como?
Sim. Esse é um compromisso que temos que assumir para evitar a repetição de um regime ditatorial e também para incidir sobre estruturas que foram reforçadas pelo sistema autoritário, no sentido de transformar o Brasil uma sociedade mais democrática e justa. Assim, é necessário rever a lei de anistia, que acoberta os crimes cometidos por agentes do Estado, e julgar os criminosos que cometeram práticas de tortura, desaparecimento, assassinato e sequestro naquele período. É necessário também reforçar no ensino brasileiro as lições derivadas da experiência da ditadura civil-militar. Precisamos rever os nomes de ruas, logradouros, locais públicos e privados que fazem referência a agentes que tiveram participação na ditadura e se beneficiaram da mesma. Precisamos também julgar e punir as empresas que colaboraram com a ditadura, com a repressão e se beneficiaram das políticas implantadas no período; podemos inclusive cogitar a expropriação em alguns casos. Por fim, temos que avançar na agenda dos mecanismos estruturais que foram reforçados pela ditadura e que fazem da sociedade brasileira uma das mais injustas e desiguais do planeta, como o nosso sistema tributário, que onera mais os mais pobres; a nossa estrutura fundiária altamente concentrada; a dívida pública contraída por um regime ilegítimo; e temos que democratizar os meios de comunicação, que sofreram forte concentração ao longo da ditadura, em razão da perseguição dos veículos mais independentes e críticos e favorecimento dos grandes e simpáticos ao regime.
Fonte: DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO - DCM

Brasil fora da Copa: a inacreditável hipocrisia de Galvão e Ronaldo ao falar de corrupção na CBF e no país. Por Kiko Nogueira

O trio calafrio
Findo o jogo em que o Brasil foi eliminado pela Bélgica, Galvão Bueno pôs-se a deblaterar sobre a corrupção na CBF.
Ladeado por Casagrande e Ronaldo, lembrou que um presidente (José Maria Marin) “foi afastado”.
“É um momento de parar pra pensar”, lamentou, rouco e abatido, ligeiramente inchado, num discurso meia sola interminável.
O Fenômeno fez um aparte.
Vivemos “um momento difícil da política no Brasil e pior ainda no futebol”, lembrou o sujeito que fez campanha para Aécio Neves em 2014.
Segundo Galvão, tem “muita coisa pra melhorar”.
“Uma vitória na Copa não melhora os problemas muito sérios do país”, acrescentou.
É inacreditável.
A Globo foi parceira de todos os bandidos da CBF, sem exceção, que cultivou e poupou até a situação deles ficar insustentável. Todos, de Havelange em diante.
Não pagou imposto pela aquisição dos direitos de transmissão do mundial de 2002.
Em 2011, a revista Piauí publicou uma longa e reveladora matéria sobre esse casamento.
Pois é
Ricardo Teixeira e a repórter Daniela Pinheiro se encontraram em Zurique dez vezes. “Só jornalista fala mal de mim”, disse o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol. Não os da Globo.
Teixeira se orgulhava da emissora não repercutir denúncias contra ele. “Só vou ficar preocupado, meu amor, quando sair no Jornal Nacional”, relatou.
Daniela contava de um empresário que lhe confidenciou o receio de ser entrevistado pela Globo sobre pacotes de viagem para a Copa de 2014 vendidos com “preços estratosféricos”.
“Não vai ter isso, não: está tudo sob controle”, disse o cartola.
Daniela menciona um Globo Repórter sobre a CPI da Nike em que se deixava claro que o estilo de vida do empresário era incompatível com sua suposta renda.
Teixeira deu o troco alterando o horário de uma partida entre Brasil e Argentina.
Foi a última ocasião em que saiu uma matéria séria sobre ele e sua organização.
“Quanto mais tomo pau da Record, fico com mais crédito na Globo”, afirmou.
“Em 2014 posso fazer a maldade que for. Não dar credencial, proibir acesso, mudar horário de jogo. E sabe o que vai acontecer? Nada”.
A promiscuidade era absoluta.
De acordo com a reportagem, antes de pagar a conta no restaurante, Teixeira falou pelo telefone com Evandro Guimarães, lobista da Globo em Brasília. “Trocou ideias sobre inseminação de bovinos, uma de suas mais novas atividades”, relata Daniela Pinheiro.
A capacidade de tratar seu público como otário é o diferencial absoluto do grupo dos Marinhos. Galvão é só o papagaio da história.
Qualquer reforma verdadeira no futebol passaria por rever o conúbio entre Globo e CBF. O resto é silêncio.


Fonte: DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO - DCM

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Evandro Borges - "SINDICATOS E O MINISTÉRIO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO" -

Advogado EVANDRO BORGES
Na constituinte de 1987/1988 foi assegurado no texto constitucional a não intervenção estatal nos sindicatos, alterando a política da época da ditadura, de prestação de contas as Delegacias Regionais do Trabalho, a comunicação e a participação no processo eleitoral sindical dos representantes do órgão do Trabalho, um verdadeiro controle das atividades sindicais, incluindo uma legislação com muitos óbices para as greves.

O início do processo democrático em construção em relação ao movimento sindical foi sendo edificado sem a intervenção nos sindicatos, cada um elaborando os seus estatutos, ganhando vida própria, garantido a constitucionalidade do instituto da greve e sua regulamentação no campo privado, ganhando espaços às negociações coletivas de trabalho com um suporte forte nos precedentes do Tribunal Superior do Trabalho.

No decurso do tempo o Ministério de Estado do Trabalho e Emprego instituiu o Cadastro Nacional de Entidades Sindicais e com o novo Código Civil em vigência, os Sindicatos passaram a enfrentar dois cartórios, o de registro de pessoas jurídicas e outro o próprio Ministério para a obtenção da personalidade sindical, com o retorno das comunicações das eleições, passando a ser emitido um registro de atividade sindical.
 
A atividade sindical em dia em seguida passou a ser essencial para a validade das negociações coletivas de trabalho, uma vez que as mesmas são prerrogativas dos sindicatos, e como os salários no país são bastante aviltados, em cada data base, os Sindicatos precisam estar habilitados para promoverem as negociações, com o cadastro em validade, e até as convenções e acordos passaram a serem registrados no Ministério do Trabalho, ganhando um número e consequentemente um cartório.
 
As denúncias que estão escandalizando a sociedade civil em relação ao Ministério do Trabalho, inclusive com a exoneração do titular da pasta é fruto do Cartório ministerial dos registros e anotações sindicais, da política do apadrinhamento, da relação de dependência, da tal “força da influência” que arrastou as Centrais Sindicais  para a disputa política e espaços para assegurar os registros.
 
O Cadastro Nacional de Entidades Sindicais passou a ser intervenção nos Sindicatos, sem compromisso nenhum com a formação da sociedade civil nacional, da formação do capital social e humano, dificultando o exercício da defesa das categorias profissionais de natureza administrativa e judicial, contrariando os dispositivos constitucionais de liberdade sindical, e contribuindo para a corrupção.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Bolsa Família no Rio Grande do Norte terá reajuste em 18 de julho

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Imagem do Google
Os beneficiários do Bolsa Família no Rio Grande do Norte começam a receber, a partir de 18 de julho, o reajuste de 5,67% no valor do benefício. O aumento deve fazer com que mais de R$ 684 milhões sejam injetados na economia brasileira até o fim do ano.
Em junho, o Bolsa Família no Rio Grande do Norte favoreceu 343.899 famílias, o que representa um investimento de mais de R$ 60 milhões. O reajuste deste mês é o segundo concedido pelo governo do presidente Michel Temer no Bolsa Família.
Por ROBSON PIRES