quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

186 jornalistas da Folha escrevem carta aberta criticando a direção do jornal por publicações de conteúdo racista

186 profissionais da Folha escreveram uma carta aberta com crítica à política editorial do jornal que publica artigos de opinião relativizando o racismo e até defendendo um suposto "racismo reverso".

Num trecho da carta, eles criticam o argumento da Folha de que sua linha editorial defende publicar pontos de vista diversos sobre um mesmo tema:
A Folha não costuma publicar conteúdos que relativizam o Holocausto, nem dá voz a apologistas da ditadura, terraplanistas e representantes do movimento antivacina.
Por que, então, a prática seria outra quando o tema é o racismo no Brasil?
Eis a íntegra da carta:
Caros membros da Secretaria de Redação e do Conselho Editorial da Folha,

Nós, jornalistas da Folha aqui subscritos, vimos por meio desta carta expressar nossa preocupação com a publicação recorrente de conteúdos racistas nas páginas do jornal.

Sabemos ser incomum que jornalistas se manifestem sobre decisões editoriais da chefia, mas, se o fazemos neste momento, é por entender que o tema tenha repercussões importantes para funcionários e leitores do jornal e no intuito de contribuir para uma Folha mais plural.

O episódio a motivar esta carta foi a publicação de artigo de opinião intitulado “Racismo de negros contra brancos ganha força com identitarismo” (Ilustrada Ilustríssima, 16/1), em que Antonio Risério identifica supostos excessos das lutas identitárias, que estariam levando a racismo reverso.

Para além de reafirmarmos a obviedade de que racismo reverso não existe, não pretendemos aqui rebater o que afirma o autor —pessoas mais qualificadas do que nós no tema já o fizeram, dentro e fora do jornal.

No entanto, manifestamos nosso descontentamento com o padrão que vem se repetindo nos últimos meses.

Em mais de uma ocasião recente, a Folha publicou artigos de opinião ou colunas que, amparados em falácias e distorções, negam ou relativizam o caráter estrutural do racismo na sociedade brasileira. Esses textos incendeiam de imediato as redes sociais, entrando para a lista de mais lidos no site. A seguir, réplicas e tréplicas surgem, multiplicando a audiência. A controvérsia então se estanca e morre, até que um novo episódio semelhante surja.

Antes do artigo em questão, colunas de Leandro Narloch e Demétrio Magnoli cumpriram esse papel.

Acreditamos que esse padrão seja nocivo. O racismo é um fato concreto da realidade brasileira, e a Folha contribui para a sua manutenção ao dar espaço e credibilidade a discursos que minimizam sua importância. Dessa forma, vai na contramão de esforços importantes para enfrentar o racismo institucional dentro do próprio jornal, como o programa de treinamento exclusivo para negros.

Reconhecemos o pluralismo que está na base dos princípios editoriais da Folha e a defesa que nela se faz da liberdade de expressão.

No entanto estes não se dissociam de outros valores que o jornalismo deve defender, como a verdade e o respeito à dignidade humana. A Folha não costuma publicar conteúdos que relativizam o Holocausto, nem dá voz a apologistas da ditadura, terraplanistas e representantes do movimento antivacina.

Por que, então, a prática seria outra quando o tema é o racismo no Brasil?

Se textos como o de Antonio Risério atraem audiência no curto prazo, sua consequência seguinte é minar a credibilidade, que é, e deve ser, o pilar máximo de um jornal como a Folha.

Por esses motivos, convidamos a uma reflexão e uma reavaliação sobre a forma como o racismo tem sido abordado na Folha. Acreditamos que buscar audiência às expensas da população negra seja incompatível com estar a serviço da democracia. 

Fonte: Blog do MELO 

Após pegar covid de propósito, cantora tcheca morre aos 57 anos - " NÃO ACREDITO!" - Eduardo Vasconcelos

 Foto: g1.globo.com

Na última semana, a cantora tcheca Hana Horka (57), do grupo Asonance, faleceu vítima de complicações decorrentes da covid-19. A família, que anunciou a morte da artista através das redes sociais, afirmou que Hana assumia um posicionamento contrário ao processo de vacinação. 

Em entrevista à rádio pública tcheca, o filho da cantora, Jan Rek, ressaltou que, enquanto ele e o pai já tinham adquirido a covid e estavam imunizados, a mãe negava a segurança e a eficiência das vacinas no combate à pandemia. Ademais, para não ter que se vacinar, a cantora decidiu se expor propositalmente ao contágio. 

"Ela preferiu viver normalmente conosco e pegar a doença para não ter que se vacinar. É triste que ela quis mais acreditar em estranhos do que em sua própria família", explicou Jan Rek.

Como prova da afirmação do filho, Hana, na época em que contraiu o coronavírus, fez uma publicação no Instagram em comemoração à contaminação. "Estou muito feliz porque, desta forma, poderei ter uma 'vida livre' como os outros, ir ao cinema, tirar férias, ir à sauna, ao teatro", escreveu quando tomou conhecimento da doença. 

Depois de ver muitos fãs aderindo e elogiando a sua conduta frente à pandemia, Hana, poucos dias antes de vir a óbito, chegou a compartilhar a forma como “estava vencendo a covid”. No entanto, de acordo com palavras do filho, ela começou a ter complicações, no momento em que, após uma caminhada, sentiu dores nas pernas e falta de ar.

Na sequência da morte da mãe, Jan ressaltou que ele e o pai tentaram convencê-la do erro que estava cometendo. Pela morte de Hana, ele culpa o ator Jaroslav Dušek e a bióloga Soňa Peková, que são representantes de um movimento antivacina no país e, supostamente, teriam influenciado na postura negacionista da cantora. 

Fonte: POTIGUAR NOTÍCIAS

Senado vai votar em fevereiro propostas para baixar preços de gás, diesel e gasolina

 Foto: Reprodução

O líder da minoria no Senado, Jean Paul Prates (PT-RN), respondeu na manhã desta segunda feira (17) às declarações do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) responsabilizando o Senado pela demora numa solução para a escalada dos preços do gás de cozinha e dos combustíveis. Jean Paul Prates alertou que medidas impositivas e sem a necessária discussão com a sociedade não são a solução para o problema. 
 
Em acordo com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), Jean Paul Prates anunciou a votação pelo Senado, ainda em fevereiro, dos projetos que tratam do tema. Os senadores vão examinar em Plenário o PLP 11/21 de autoria do deputado Emanuel Pinheiro Neto (PTB-MT) que altera a Lei Kandir e o PL 1472/21 de autoria da bancada do PT, tendo como primeiro signatário o Senador Rogerio Carvalho (PT-SE), e relatado por Jean Paul Prates. 
 
Para o líder da minoria, "é no mínimo um equívoco do presidente da Câmara, Arthur Lira, querer atribuir ao Senado a responsabilidade pelo preço absurdo dos combustíveis. É o Senado que está trabalhando em uma solução completa para pôr fim a essa escalada que tanto penaliza os brasileiros".
 
Segundo as estimativas divulgadas pelo senador potiguar, o conjunto de medidas a ser votado pelo plenário do Senado pode baixar em até R$ 20 os valores do gás de cozinha e em até R$ 2 a R$ 3 o preço da gasolina e do diesel, num prazo de 40 dias após sua aprovação. 
 
O PL 1472/21 propõe um programa de amortecimento da alta dos combustíveis, indicando uma cesta de fontes de recursos para assegurar que oscilações no preço internacional de óleo não produzam efeito cascata no Brasil. 
 
Segundo Jean, a proposta dá ferramentas ao Poder Executivo para que recolha recursos em períodos de baixa internacional no preço para conter flutuações temporárias nos períodos de alta e se presta a permitir que o país aproveite sua posição de exportador.
 
De acordo com o líder da minoria, apesar das críticas do presidente da Câmara, a discussão sobre a tributação dos combustíveis, como proposta pelo deputado Arthur Lira, também é necessária, e será dialogada junto aos Estados, pelo Senado. 
 
"Não como panaceia - que não existe - mas num esforço articulado de dar mais segurança e previsibilidade ao setor. Não é razoável pensar em uma solução impositiva, sem o devido diálogo. Devemos evitar o cultivo desarrazoado de animosidades. Esperamos que o Poder Executivo não se omita, e faça seu papel, atuando como gestores, sem transferência de culpa e terceirização de responsabilidades".

Fonte: POTIGUAR NOTÍCIAS

domingo, 16 de janeiro de 2022

MST ultrapassa 6 mil toneladas de alimentos doados durante a pandemia


Entrega de marmitas vila Monte União, em Almirante Tamandaré (PR). Foto: Ednubia Ghisi

Desde o início da pandemia do novo Coronavírus em 2021, por meio das campanhas de solidariedade, o MST doou mais de 6 mil toneladas de alimentos e 1.150.000 marmitas para pessoas e famílias inteiras em situação de fome e insegurança alimentar em todas as grandes regiões do país.

O balanço foi feito após a conclusão da campanha Natal Sem Fome promovida pelo movimento de dezembro até o início de janeiro, onde cerca de 250 mil pessoas foram beneficiadas com doações de alimentos, marmitas solidárias e ceias especiais natalinas em 24 estados do Brasil.

Com isso, somente durante a campanha Natal Sem Fome foram mais de mil toneladas de alimentos doados. No total, foram distribuídas cestas, em sua maioria compostas por produtos de assentamentos e acampamentos do MST, e que beneficiaram cerca de 50 mil famílias. Além de mais de 30 mil marmitas e ceias especiais natalinas que contribuíram no combate à fome em aldeias indígenas e comunidades periféricas, urbanas e rurais.

Tudo isso só foi possível ser alcançado por meio da organização popular desenvolvida ao longo dos 37 anos de existência do MST, a partir da produção de alimentos das agricultoras e agricultores desde os seus quintais produtivos, hortas e roçados solidários. Mas também a partir da diversidade de produtos beneficiados pelas associações e cooperativas da Reforma Agrária Popular, como também de pontos de apoio da Rede de Armazéns do Campo e Cozinhas Solidárias.

Além de alimentos e produtos da Reforma Agrária, o MST também distribuiu cerca de 17 mil livros nas comunidades dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. As publicações foram arrecadações doadas pela editora Expressão Popular, que contém edições próprias, como também livros publicados por editoras associadas, como a Editora 34, Editora Elefante, Nuestra America. Ao todo foram 70 títulos diversos fomentando uma Rede de Bibliotecas Populares.

MST doou alimentos em todo país durante a Jornada Nacional de Lutas de abril realizada de 10 a 21. Foto MST no PE/Ana Olívia Godoy

Acesso à terra no combate à fome e miséria no Brasil

Contudo, as ações solidárias contaram com o fomento do público doador, com uma rede de amigas e amigos, organizações parceiras e milhares de voluntárias e voluntários que se engajaram na causa de acordo com as emergências do povo. Sensibilizadas(os) com o fato de que 5 em cada 10 lares brasileiros não tem comida garantida na mesa, apesar de vivermos em um país considerado uma das maiores potências agrícolas do mundo.

“Em um país onde a política agrícola é dominada pelo agronegócio, que bate recordes de exportação e de lucro, enquanto cerca de 20 milhões de pessoas vão dormir e acordam com fome, e mais de metade da população sofre com algum grau de insegurança alimentar, é a demonstração de que essa política econômica é inviável!” – afirma Jailma Lopes, da direção nacional do Coletivo de Juventude do MST.

Dessa forma, mesmo com o desmonte da Reforma Agrária perante o governo federal, as famílias do MST seguem na luta pelo acesso à terra, pelo desenvolvimento do campo e a diminuição da miséria no país. Onde as campanhas de solidariedade oferecem um alento emergencial à classe trabalhadora em meio à situação de crise, acentuada pelo desgoverno e pandemia. E, que em sua prática afirmam que o aumento da fome e das desigualdades sociais só poderão ser combatidas com políticas públicas, a exemplo da Reforma Agrária Popular.

“Só é possível combater a pobreza e a fome no Brasil e transformar a vida do nosso povo com Reforma Agrária Popular, construindo condições de produção e acesso à alimentos diversificados e saudáveis, e com outras relações de produção, com a conservação dos nossos bens comuns da natureza”, argumenta Jailma, reafirmando que a Reforma Agrária é um benefício tanto para as(os) trabalhadoras(es) do campo quanto da cidade, tal qual para o meio ambiente em que vivemos.


Famílias beneficiadas no interior de São Paulo, Cidade Tiradentes. Foto MST-SP

Fonte: https://vermelho.org.br


Presidente do PT denuncia em vídeo sofrimento da população sob governo Bolsonaro

 


A presidente do PT Gleisi Hoffmann usou seu o perfil no Instagram para denunciar o governo Bolsonaro:

"Sem palavras para traduzir a tristeza dessas imagens. No Amazonas, a população de Humaitá invadiu um lixão em busca de 5 toneladas de frango estragado que estava enterrado no local. É triste demais que num país que produz tantos alimentos, uns tenham muito e outros não tenham nada. Esse é o Brasil de Bolsonaro!"


Fonte: https://www.blogdomello.org/2022/01/presidente-do-pt-denuncia-em-video.html

“Moro perseguiu Lula porque é a cara do Nordeste e da pobreza” (jurista e professor Pero Serrano)

sábado, 15 de janeiro de 2022

ROMPIMENTO! JOAQUIM BARBOSA DETONA MORO E SE DIZ USADO POR EX-JUIZ! ACABOU!


Fonte: Nogueira Jr.

Eleições 2022: cidadãos têm até 4 de maio para regularizar o título de eleitor

Foto: Reprodução

Os cidadãos que possuem pendências no título de eleitor têm exatos 110 dias para regularizar a situação diante da Justiça Eleitoral. O cadastro eleitoral deverá ser fechado no dia 4 de maio, 150 dias antes das eleições, conforme prevê a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97 – artigo 91). Nesse período, nenhuma mudança poderá ser realizada no registro do eleitor, com exceção da emissão da segunda via do título. O prazo é importante para que a Justiça Eleitoral tenha um panorama confiável do eleitorado apto a votar.

De acordo com o artigo 77 da Constituição Federal, o 1º turno das eleições deve ser realizado sempre no primeiro domingo do mês de outubro. Portanto, os brasileiros irão às urnas no dia 2 de outubro para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.

PASSO A PASSO

O cidadão pode se regularizar através do portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O prazo também é válido para aqueles que desejam solicitar a emissão da primeira via, realizar transferência ou a atualização do documento.

Para aqueles que já possuem título de eleitor, é ideal verificar se há débitos ou multas antes de qualquer alteração. Se houver alguma pendência financeira, será preciso gerar a Guia de Recolhimento da União (GRU) para realizar o pagamento. Após isso, o cidadão terá de aguardar a identificação da quitação pela Justiça Eleitoral e o registro na inscrição pela zona eleitoral onde for inscrito.

DOCUMENTAÇÃO

Depois de conferir a situação eleitoral, o cidadão deve reunir os dados que serão anexados no requerimento – realizado através do sistema Título Net, disponível no site do TRE correspondente. Será necessário digitalizar ou tirar fotos dos documentos abaixo:

- Documento oficial de identidade com foto (frente e verso).

- Comprovante de residência recente (no caso de transferência, prazo mínimo de três meses de residência no novo endereço).

- Comprovante de pagamento de débito com a Justiça Eleitoral (quando houver).

- Comprovante de quitação do serviço militar, para o alistamento, sendo o requerente do sexo masculino (exigência a partir de 18 anos até 31 de dezembro do ano que completar 45 anos).

- Uma selfie segurando, ao lado do rosto, o documento oficial de identificação, com o lado da foto voltado para a câmera. É proibido usar qualquer adereço, vestimenta ou aparato que não permita a visualização completa do rosto, tais como óculos, boné, gorro, etc.

As imagens precisam estar totalmente legíveis, com o tamanho de até 10MB e nos formatos PNG, PDF ou JPG. Qualquer dúvida pode ser sanada através do TRE do estado correspondente.

O requerimento será concluído após análise completa das informações prestadas e dos documentos fornecidos, e o cidadão poderá consultar o status do procedimento através do site https://cad-app-titulonet.tse.jus.br/titulonet/acompanharRequerimento.

Fonte: Potiguar Notícias

Morre aos 95 anos o poeta Thiago de Mello

 

Autor de poemas célebres como Os Estatutos do Homem e Madrugada Camponesa, ele foi traduzido para mais de 30 idiomas

O poeta e jornalista amazonense Thiago de Mello, autor de poemas célebres como Os Estatutos do Homem e Madrugada Camponesa, morreu na madrugada desta sexta-feira (14), aos 95 anos, em sua casa na cidade de Manaus (AM). A causa da morte ainda é desconhecida.

“Partiu o poeta Thiago de Mello”, tuitou, em primeira mão, o escritor Sérgio Freire, às 8h47. O velório será realizado no Palácio Rio Negro, no Centro Histórico de Manaus – o governo do Amazonas decretou luto oficial de três dias.

Natural de Barreirinha (AM), onde nasceu em 1926, o poeta se mudou para Manaus ainda na infância. Chegou a cursar a Faculdade Nacional de Medicina, no Rio de Janeiro, mas largou o curso para se dedicar à carreira literária.

A estreia na poesia ocorreu em 1947, com o pequeno volume Coração da Terra. Mas o livro que lhe deu projeção foi Silêncio e Palavra, lançado em 1951 e saudado por nomes como Manuel Bandeira e José Lins do Rego. Thiago foi adido cultural na Bolívia, no Peru e no Chile. Com o Golpe de 64, que implantou o regime militar (1964-1985), chegou a ser preso e partiu para um exílio de dez anos, passando por cinco países – Argentina, Chile, Portugal, França e Alemanha.

Na resistência à ditadura, publicou Os Estatutos do Homem, em protesto contra o Ato Institucional Número 1 (AI-1). Escrito já no exílio chileno, o poema, de abril de 1964, é dividido em 14 artigos, tal qual um manifesto. “Fica decretado que agora vale a verdade. / que agora vale a vida, / e que de mãos dadas, / trabalharemos todos pela vida verdadeira”, diz, por exemplo, o Artigo I.

Foi também sob as sombras dos “anos de chumbo” que escreveu o poema Madrugada Camponesa – “Faz escuro mas eu canto / porque a manhã vai chegar”. Compostos em 1965, os versos foram usados como lema do 14º Congresso do PCdoB, em 2017, bem como da 34º Bienal de São Paulo, no ano passado.

“Desde sempre, esse verso se desdobrou em muitos perfis e muitas linguagens, além de possibilidades de revelar para o mundo uma vontade de transformação, superação e utopia. Mas é também um verso carregado de esperança e alegria”, analisou, em 2021, o filho do poeta, que também se chama Thiago de Mello. “Ele traz um valor de indignação sobre injustiças, não uma indignação que nos paralisa, mas uma que nos movimenta, nos lembrando sempre que estamos em movimento e que devemos cantar. É como se a arte, a música, a poesia, sempre tivesse essa força transformadora.”

Partindo da inspiração na natureza – e, em especial, na Floresta Amazônica –, a poesia de Thiago tratava de temas como a condição humana e as causas sociais. Quando completou 70 anos, o poeta disse que estava há meio século compondo versos “a serviço do amor, da natureza e da liberdade”. Foi traduzido para mais de 30 idiomas.

Na mesma entrevista, declarou: “Eu não acredito em neoliberalismo. Acredito no amor, no respeito à vida do povo. Sou, inclusive, contra essa noção, que está se expandindo cada vez mais, de globalização. Tudo bem, o mundo ficou pequeno pelas comunicações, mas cada país tem que escolher o seu caminho e a sua soberania. E ter a sua vida própria. Devem existir, evidentemente, intercâmbios, convênios, interações com outros países, mas eu não acredito em neoliberalismo. Isso é um engodo”.

Thiago recebeu diversas homenagens em 2021, na celebração de seu 95º aniversário, e era considerado o maior poeta brasileiro vivo. Foi também tradutor, ensaísta e artista gráfico.

Fonte: Portal BRASIL CULTURA

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Fórum Social das Resistências adia programação presencial para abril

por André Cintra

A organização do Fórum Social das Resistências 2022, previsto para os próximos dias 27 a 30 de janeiro, anunciou nesta sexta-feira (14) que adiará a etapa presencial da programação para o período de 26 a 30 de abril. Uma Plenária Virtual de Organização, na quarta-feira (19), definirá os ajustes.

Segundo o Comitê Facilitador, o repique da pandemia de Covid-19, agravado pelo surto gripal de influenza H3N2, forçou a decisão: “O motivo da transferência é o agravamento do quadro epidemiológico em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul e em todo o Brasil, resultado da péssima gestão dada pelo (des)governo de Bolsonaro e de seus seguidores, que têm ignorado as orientações e os alertas do Conselho Nacional da Saúde (CNS), das profissionais da saúde e da comunidade científica”.

Como já havia mobilização das entidades para ações em janeiro, parte da programação será realizada por videoconferência. “De 27 a 30 de janeiro, serão realizados encontros virtuais com convidadas/os nacionais e internacionais para discutir uma agenda de lutas a ser implementada nos próximos 100 dias”, informa o Comitê Facilitador.

Fonte: CTB NACIONAL

Intersindical convoca seu 3° Congresso

 

O 3° Congresso da Intersindical acontecerá nos dias 26 e 27 de março de 2022 e tem como desafio seguir o combate contra o desemprego, a fome, a pandemia e o projeto autoritário do atual governo. 

Os últimos três anos se conformaram como um dos mais graves períodos da história recente do país, somada a crise ambiental e sanitária, vivemos o pior governo da história do país. Um momento marcado por perdas de direitos e vidas, pelo flagelo da classe trabalhadora em diferentes dimensões. 

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Coube a atual gestão da Intersindical alinhar todas suas forças em defesa da unidade de ação da classe trabalhadora em defesa dos direitos, dos empregos, do SUS e da democracia; o que se expressou na luta pelo FORA BOLSONARO. 

A Intersindical esteve presente em todas as iniciativas em defesa da democracia e da vida; este sem dúvida foi o legado da gestão 2019-2022 da central.

Agora é o momento de indicar a continuidade da luta, para “Consolidar a central e contribuir para a derrota da extrema direita e do neoliberalismo”; linha geral aprovada pela Direção Nacional da Intersindical reunida nos dias 04 e 05 de dezembro de 2021. 

Diante disso, a Direção Nacional convoca o 3° Congresso Nacional da Intersindical para os dias 26 e 27 de março de 2022, com o objetivo de consolidar o trabalho e avançar na defesa da democracia e dos direitos; e ainda eleger uma nova direção nacional.

O Congresso acontecerá no formato híbrido, parte presencial (representações) e a maior parte participando remotamente. Este formato tem como objetivo respeitar as normas de segurança sanitária exigidas no atual momento da proliferação de novas cepas do COVID-19.

O Congresso será precedido por debates nas bases do movimento sindical e popular e contará ainda com o 2° Seminário Internacional da intersindical, que tem como objetivo seguir aprofundando o Internacionalismo classista da central. Ocorrerá ainda o 3° Encontro de Mulheres da Intersindical que terá, como nas edições anteriores, o papel de refletir e encaminhar políticas para mulheres no âmbito da entidade.

Confira na íntegra a Resolução do Congresso: 

RESOLUÇÃO DA DIREÇÃO NACIONAL DA INTERSINDICAL

Convocatória do 3º Congresso da Intersindical Central da Classe Trabalhadora

CONSOLIDAR A CENTRAL E CONTRIBUIR PARA A DERROTA DA EXTREMA DIREITA E DO NEOLIBERALISMO. FORA BOLSONARO!

A Direção Nacional da Intersindical Central da Classe Trabalhadora reunida nos dias 04 e 05 de dezembro de 2021, em São Paulo aprova a seguinte RESOLUÇÃO DE CONVOCAÇÃO DO SEU 3° CONGRESSO NACIONAL. 

DISPOSIÇÕES INICIAIS

  1. O 3º Congresso Nacional da Intersindical Central da Classe Trabalhadora acontecerá nos dias 26 e 27 de março de 2022. O congresso é convocado pela Direção Nacional e organizado por uma Comissão Organizadora designada pela Executiva Nacional da central.
  2. Diante dos riscos sanitários em decorrência da COVID 19, o congresso será realizado de forma híbrida, com participação presencial de cerca de 100 delegados e delegadas em São Paulo e os demais participarão virtualmente.
  3. Todas as votações ocorrerão de forma eletrônica, tanto para delegados que participarem de forma presencial ou virtual. 
  4. A programação geral do 3° Congresso será composta ainda do 2° Seminário Internacional da Intersindical e o 4º Encontro das Mulheres Trabalhadoras da Central acontecerão no dia 25/03, ambos de forma virtual.
  5. O debate de como a Central fortalece as lutas e se constrói em período tão complexo da realidade brasileira e internacional, estará no centro do congresso, que tem por objetivos debater a conjuntura, aprovar um plano de ação, eleger a nova direção nacional e avançar no processo de enraizamento da central nos ramos, frentes, categorias e territórios, além da consolidação e ampliação nos estados da Intersindical Central da Classe Trabalhadora.
  6. Participam do congresso entidades sindicais (sindicatos, oposições e minorias sindicais, confederações, federações), associações de trabalhadores de caráter sindical, além de movimentos populares que organizam trabalhadoras e trabalhadores dispostos a construir a central como um instrumento classista, democrático, amplo, internacionalista, com independência de classe.  

CADASTRAMENTO DAS ENTIDADES

  1. As entidades, minorias, oposições e movimentos comprometidos com a construção da Intersindical devem fazer o cadastramento nos links abaixo. IMPORTANTE SE CADASTRAR NO FORMULÁRIO CORRETO:

CADASTRAMENTO DE SINDICATOS E ASSOCIAÇÕES DE CARÁTER SINDICAL

Link do formulário

CADASTRAMENTO DE MINORIAS  SINDICAIS

Link do formulário

CADASTRAMENTO DE OPOSIÇÕES SINDICAIS

Link do formulário

CADASTRAMENTO DE MOVIMENTOS POPULARES

Link do formulário

  1. O cadastramento iniciará no dia 15/12/2021 até o dia 30/01/2022. Entidades que demonstrarem interesse em participar do processo após essa data deverão informar à Comissão Organizadora do Congresso, através do e-mail contato@intersindicalcentral.com.br

TESES E RESOLUÇÕES

  1. As teses, contribuições e propostas de resoluções serão disponibilizadas no site da INTERSINDICAL. Para isso, devem ser apresentadas do dia 10/01/2022 até o dia 01/02/2022, através do e-mail da Comissão Organizadora do Congresso contato@intersindicalcentral.com.br

ELEIÇÃO DE DELEGADAS E DELEGADO/AS DO MOVIMENTO SINDICAL E POPULAR

 

  1. Os/as delegado/as serão eleitos com base na proporcionalidade direta, em assembleias unitárias da entidade sindical ou movimento popular, de maneira virtual ou presencial, a critério da organização local.
  1. A convocação da assembleia deve ser cadastrada no formulário on-line indicado pela Comissão Organizadora do Congresso, informando data, horário, link (se for virtual), com, no mínimo, cinco dias de antecedência da sua realização.
  1. A Comissão Organizadora do Congresso poderá enviar observadores para acompanhar as assembleias de maneira presencial ou virtual.
  1. As assembleias devem acontecer entre os dias 02/02/2022 e 06/03/2022. 
  1. Cada entidade/movimento terá direito a eleger um número de suplentes equivalente a 50% do número total de delegado/as; os suplentes devem ser inscritos juntamente com os/as delegados/as. Os nomes devem ser comunicados à Comissão Organizadora do Congresso em até 05 (cinco) dias após a assembleia, bem como enviados a cópia da ata e lista de presença da assembleia.
  1. Para cada delegada/o, é necessário ter na assembleia de base três trabalhadores/as presentes.
  1. As entidades de abrangência estadual ou nacional poderão realizar assembleias por região/subsede, desde que haja acordo na entidade. Em não havendo acordo, mantém-se uma única assembleia O número de delegado/as será, sempre, proporcional ao total da delegação a que a entidade/movimento tem direito. 

TAXAS CONGRESSUAIS

  1. A taxa congressual cobrirá os custos do congresso. 
  1. As despesas de passagem e hospedagem das delegações presenciais são de responsabilidade das entidades de base.
  1. O pagamento das taxas para cobrir os custos do congresso deve ocorrer em até cinco dias úteis após a realização da assembleia. A data limite para o pagamento da taxa é o dia 11/03/2022. Porém, a Coordenação do Congresso recomenda que o pagamento seja feito o mais breve possível. O recibo de depósito deve ser enviado para o e-mail da coordenação do congresso.
  1. Os custos com a refeição dos delegados e delegadas presenciais serão arcados por taxa congressual específica. 
  1. O valor das taxas congressuais serão definidas pela Comissão Organizadora e informada até o dia 02 de fevereiro.  

As taxas devem ser depositadas na conta corrente da Central:

Banco Itaú
Agência 0593
C/C 06023-9
CNPJ: 20.937.429-0001-17
Intersindical Central da Classe Trabalhadora 

CRITÉRIOS PARA SINDICATOS E ASSOCIAÇÕES DE CARÁTER SINDICAL 

  1. Os sindicatos terão direito a no mínimo 02 (dois) delegados/a, mais 1 (hum) delegado/a/a para cada 1 (hum) mil sócios, com fração de 501.

Ex: Um sindicato com 5.600 sócios pode eleger 8 delegados/as correspondendo a no mínimo 2 mais 5 (1 para cada mil sócios), mais 1 (correspondente a fração de 600 sócios).

  1. Sindicatos e entidades filiados e em dia com as contribuições financeiras terão direito a um acréscimo de 50% do número de delegado/as.
  1. Federações e confederações têm direito a 03 (três) delegado/as, eleitos/as no fórum da direção convocado para esse fim.

CRITÉRIOS PARA MINORIA SINDICAL 

  1. Todas as Minorias sindicais terão direito de eleger 01 delegado/a + o número correspondente ao seu peso na entidade. 
  1. A base de representação das minorias sindicais para eleger representantes será a seguinte:
    Um delegado/a/a para cada 2 mil sócios, com fração de 1001.
    Exemplo: um grupo/minoria sindical que possui 20% na diretoria de um sindicato com 60 mil sócios representa, para efeito do nosso congresso, 12 mil trabalhadores/as e poderá eleger até 7 (delegadas/os).
  1. Todas as minorias das Federações e/ confederações têm direito a 01 (hum) delegado/a, eleito/a no fórum convocado para esse fim. 
  1. Observação: A Comissão Organizadora discutirá a possibilidade de aperfeiçoar os critérios de representação das minorias.

CRITÉRIOS PARA OPOSIÇÃO SINDICAL

  1. Todas as Oposições Sindicais têm direito a eleger, no mínimo, 1 delegado/a.
  2. Oposições sindicais que não disputaram a última eleição da entidade terão direito a apenas 01 delegado/a. Nestes casos não se aplica a representação pelo número de sócios.
  3. Oposições sindicais que disputaram a última eleição terão direito de eleger 01 delegado/a + o número correspondente a sua base de representação. Para medir a base de representação, aplica-se o percentual de votos na última eleição sobre o número de sócios da entidade.
  4. A base de representação das oposições sindicais para eleger representantes será:
    Um delegado/a/a para cada 2 mil sócios, com fração de 1001.
    Exemplo: determinada oposição obteve 30% dos votos em eleição de um sindicato com 20 mil sócios. Para efeito do nosso congresso, essa oposição representa 6 mil trabalhadores e poderá eleger 4 delegados/as.

CRITÉRIOS PARA MOVIMENTO POPULAR 

  1. Movimentos populares que organizam trabalhadores (ocupações rurais e urbanas) poderão eleger delegado/as/as no mínimo 1 (um) delegado/a/a + 1 para cada 500 famílias cadastradas com fração de 251.
    Exemplo: Uma ocupação com 800 famílias cadastradas poderá eleger 3 delegado/as. (1 delegado/a no mínimo + 1 delegado/a por ter 500 famílias e + 1 delegado/a pela fração de 300 famílias restante.

DISPOSIÇÕES FINAIS

  1. A Comissão Organizadora do 3° Congresso Nacional é composta por 10 membros titulares e igual número de suplentes indicados pela Direção Nacional.
  1. A programação do Congresso será elaborada pela Comissão Organizadora e publicada nos canais da Central até o dia 06 de março. 
  1. O sistema de credenciamento e os mecanismos de votação on-line serão viabilizados pela Comissão Organizadora do Congresso. 
  1. Os casos omissos desta resolução serão definidos pela Comissão Organizadora do Congresso e/ou pela Direção Nacional.
  1. Em caso de agravamento do quadro da pandemia de Covid 19, a Comissão Organizadora poderá, com a autorização da Direção Nacional, alterar o formato do congresso para virtual, com vista a cumprir os protocolos de segurança sanitária. 

São Paulo, 05 de dezembro de 2021
Direção Nacional da Intersindical Central da Classe Trabalhadora