quarta-feira, 9 de outubro de 2019

COMO BARROSO, FACHIN E FUX BLINDARAM A LAVA JATO NO STF

#VazaJato revelou como força-tarefa conseguiu atropelar a Constituição com consentimento de quem deveria protegê-la.


QUANDO SERGIO MORO e os procuradores da Lava Jato gravaram e vazaram ilegalmente a conversa entre o ex-presidente Lula e a então presidente Dilma, eles sabiam que estavam cometendo um crime, conforme revelou reportagem da Folha de S. Paulo em parceria com o Intercept. O procurador Andrey Borges de Mendonça comentou com seus colegas no Telegram que seria “juridicamente difícil de argumentar” sobre a validade da prova e disse “que o STF não a aceitaria”. Outro procurador, Carlos Fernando Lima, rebateu: “Nesta altura, filigranas não vão convencer ninguém”. A conversa continua até que o chefe da operação, Deltan Dallagnol, encerra o assunto com uma frase que é uma síntese da atuação da Lava Jato: “a questão jurídica é filigrana dentro do contexto maior que é político.”
Mendonça, ingênuo, acreditou que o STF trabalharia de acordo com a Constituição, enquanto Carlos Fernando e Dallagnol estavam certos de que os ministros julgariam com a faca no pescoço. A divulgação do áudio fazia parte da estratégia da Lava Jato de manipular a opinião pública e, assim, constranger os ministros. Àquela altura, graças ao apoio maciço e acrítico da grande imprensa — principalmente a Rede Globo —, a Lava Jato era inquestionável. Foi assim, pressionado por uma opinião pública manipulada, que Gilmar Mendes decidiu anular a posse de Lula como ministro com base em um grampo que até mesmo os procuradores sabiam ser ilegal. À época, o ex-presidente ainda não era indiciado, denunciado ou réu, mas o STF interpretou o áudio como tentativa de garantir foro privilegiado — a mesma interpretação não valeria posteriormente para Moreira Franco. A Lava Jato conseguiu colocar a sua estratégia política acima da Constituição com a conivência de quem deveria protegê-la.
Em agosto último, Gilmar Mendes admitiu a omissão do STF com a farra da Lava Jato: “É um grande vexame e participamos disso. Somos cúmplices dessa gente ordinária. É altamente constrangedor. Todos nós que participamos disso temos que dizer ‘nós falhamos’”.
Gilmar já dançou a popular valsa da Lava Jato, mas por pouco tempo. Acabou virando uma pedra no sapato da operação. Mas outros ministros foram grandes parceiros e atuaram sistematicamente em consonância com os arbítrios lavajatistas. Barroso, Fachin e Fux eram tratados como aliados de altíssima confiança no STF entre os procuradores, como mostram as conversas reveladas pela Vaza Jato. Dallagnol e alguns desses ministros mantinham uma relação próxima, porém secreta. Os fatos são conhecidos, mas acabam se perdendo em meio a tantas revelações neste Brasil 2019. É importante relembrar como parte do STF foi fundamental para que a Lava Jato hackeasse o ordenamento jurídico brasileiro e impusesse o seu projeto de poder.

A aliança secreta com Barroso

Barroso sempre foi o ministro mais fiel ao lavajatismo. Em muitas ocasiões, fez defesas apaixonadas da operação no tribunal, sempre ancoradas em um critério bizarro, estabelecido por ele mesmo: a interpretação da Constituição em “sintonia com o sentimento social” e “alinhado à vontade da maioria”. O juiz não resistiu à tentação de jogar para a torcida e ter uma presença privilegiada no Jornal Nacional.
Com a sociedade contaminada pelas manipulações dos procuradores, ficou fácil para Barroso matar no peito as bolas mais absurdas do lavajatismo. Bastava espremer a Constituição para que dela saísse o que a torcida esperava e correr para o abraço.

Integrantes da Lava Jato buscavam manter uma relação próxima e secreta com Barroso. Se Gilmar Mendes era visto como um inimigo a ser combatido, Barroso era um aliado importante a se cultivar. Uma reportagem da Vaza Jato — chamada por Barroso de “fofocada produzida por criminosos”— revelou que o ministro convidou, em agosto de 2016, Moro e Dallagnol para participar de um jantar em sua casa. O ministro garantiu que o evento seria “reservado e privado”, com “máxima discrição”.
Os dois lavajatistas viajaram de Curitiba até Brasília para prestigiar a festinha. Reuniram-se ali, portanto, o acusador, o juiz de primeira instância e um juiz de terceira instância. O primeiro manipulava a opinião pública, enquanto o segundo e o terceiro atendiam aos anseios dela. Era um jogo ganho em que o cumprimento das leis era um detalhe irrelevante. Essa relação promíscua se dava de forma secreta, claro. Era preciso que o “sentimento social” continuasse alheio ao que eles faziam nas sombras.
Em março do ano passado, quando Barroso determinou a prisão de José Yunes, ex-assessor do então presidente Temer, Dallagnol comentou com os procuradores no Telegram: “Barroso foi para guerra aberta. E conta conosco como tropa auxiliar”.
Quando Dallagnol bancou o legislador e moveu mundos para promover as famigeradas “10 medidas contra a corrupção”, enviou mensagem aos colegas garantido o apoio de Barroso na divulgação. Sempre de forma secreta, é claro: “Caros, comentei com Bruno, mas isso tem que ficar entre nós três, please. Hoje falei com Barroso, que gostou muito da ideia das medidas e da campanha da Transparência Internacional e vai divulgar. Passei pra ele os arquivos e materiais.”

AHA! UHU! O Fachin é nosso!”

Dallagnol não conseguiu disfarçar a empolgação por ter garantido o alinhamento de um ministro do STF. Depois de se encontrar com Edson Fachin em julho de 2015, compartilhou a alegria com os colegas procuradores: “Caros, conversei 45 minutos com o Fachin. Aha uhu o Fachin é nosso.” Era o chefe da Lava Jato comemorando com seus subordinados o fato de que um dos juízes que vai julgar suas denúncias estava alinhado com a acusação.
Dois anos após esse acordo, a morte de Teori Zavascki fez com que Fachin assumisse a relatoria dos casos da Lava Jato. E o alinhamento acordado naquela reunião com Dallagnol foi cumprido à risca. Fachin assumiu um papel punitivista e todas suas decisões se mantiverem alinhadas ao projeto político lavajatista.
Após as publicações da Vaza Jato, a defesa de Lula entrou no STF pedindo a sua liberdade diante das escancaradas evidências da falta de isenção dos procuradores da força-tarefa, mas Fachin negou. Óbvio, tratava-se de um jogo de cartas marcadas. Como revelaram os diálogos do Telegram, o ministro tinha um acordo para cumprir. Aha uhu!

“In Fux we trust!”

Quando Luiz Fux ignorou a Constituição e suspendeu a liminar que autorizava a entrevista de Lula à Folha na prisão, a justificativa foi do jeito que a Lava Jato gosta. Segundo ele, as decisões dos ministros do STF deveriam representar “o anseio da sociedade”. Mais uma vez, um ministro declara que a vontade popular norteia suas decisões. Fux também gostava de jogar pra galera. E Dallagnol sabia muito bem como domá-la: um vazamento aqui, outro ali, um e-mail para grupos militantes de direita e pronto! Temos um “anseio popular” para guiar as decisões no Supremo.
Em abril de 2016, um mês antes da queda de Dilma, Dallagnol se reuniu com Fux e enviou mensagem aos colegas procuradores relatando o alinhamento do ministro ao lavajatismo. Segundo a mensagem, Fux criticou Teori Zavascki por ter repreendido Moro quando ele grampeou e divulgou ilegalmente a conversa entre Lula e Dilma. Ou seja, um ministro do STF aprovou a jogada ilegal de Moro, que consistiu em vazar a conversa para a imprensa, influenciar a opinião pública e constranger o STF a aceitar a prova ilícita.
Ainda segundo Dallagnol, que pediu para os colegas que mantivessem o assunto em segredo, Fux afirmou também que a “Lava Jato poderia contar com ele”. Essa mesma mensagem foi encaminhada para Moro, que respondeu a frase que já se tornou um clássico do conluio lavajatista “In Fux we trust”. Era mais um juiz do Supremo com o qual a Lava Jato podia contar. Acusador, juiz de primeira instância e mais um juiz de última instância estavam unidos para burlar a lei e atender os anseios de uma sociedade que vinha sendo meticulosamente enganada.
Menos de um mês após a revelação dessa troca de mensagens, Fux não parecia incomodado. Em uma palestra para investidores, continuou jogando pra torcida e reafirmou o seu lavajatismo: “Quero garantir que a Lava Jato vai continuar. E essa palavra não é de um brasileiro, é de alguém que assume a presidência do Supremo Tribunal Federal no ano que vem, podem me cobrar.” Temos aqui mais um ministro do STF, cuja principal função é zelar pela Constituição, se colocando como garantidor de uma operação que comprovadamente violou de forma sistemática a…Constituição. Fux, que jamais negou o teor da conversa que teve com Dallagnol, não irá largar seus companheiros feridos na estrada. É nesse nível de promiscuidade e desfaçatez que o lavajatismo chegou.
Nessa semana, Gilmar fez questão de lembrar alguns desses episódios em um voto contra os arbítrios da Lava Jato. Para ele, os integrantes da força-tarefa são “gangsters” que levaram o Brasil a viver “uma era de trevas no que diz respeito ao processo penal”.
Gilmar ficou especialmente pistola com as revelações de que os procuradores comandaram uma caçada ilegal contra ele. Janot, um lavajatista de peso que chefiou o Ministério Público, confessou até que tentou assassiná-lo.
Passaram a investigar o ministro clandestinamente com o objetivo de reunir munição contra ele. Dallagnol articulou com o senador Randolfe Rodrigues, da Rede, a abertura de uma ação pelo impeachment de Gilmar. Em outra frente, a procuradora Thaméa Danelon foi convidada por um escritório particular para ajudar a redigir a ação de impeachment contra Gilmar Mendes. Diante da ilegalidade, seu chefe não só a aplaudiu como a orientou. “Sensacional Tamis”, “apoiadíssima”, “manda ver”, essas foram as palavras que Dallagnol escreveu ao saber que sua subordinada foi convidada para cometer um crime.
Barroso, Fux e Fachin não passaram por nada disso. Desfrutaram da tranquilidade de estarem alinhados ao núcleo político mais poderoso do país, com capacidade para investigar, mobilizar movimentos sociais e parte do congresso, e assassinar reputações através do braço midiático do conluio. Perceba que Gilmar não exagera quando compara com “gangsters”. O modus operandi é de máfia. Enfrentar a Lava Jato era enfrentar um monstro popular com conexões em todas as esferas de poder. O trio lavajatista do STF se curvou covardemente à violência institucional comandada pela força-tarefa.
Através de muitas ilegalidades, criou-se um clima no país em que qualquer um que ousasse contestar a Lava Jato era automaticamente jogado na vala dos defensores de bandido. Aqueles que topassem dançar a valsa lavajatista, estariam blindados. Barroso, Fux e Fachin foram os ministros que toparam a dança e, mesmo depois da Vaza Jato, continuam até hoje dançando à beira do precipício da democracia.
Fonte: Jornalistas Livres

domingo, 6 de outubro de 2019

Saiba quais regras vão vigorar nas eleições municipais de 2020

Por Robson Pires
A eleição, marcada para 4 de outubro de 2020, será a primeira em que os partidos não poderão fazer alianças para disputar as câmaras municipais – somente para as prefeituras.
Veja abaixo quais regras vão vigorar para as eleições municipais de 2020.
Data da eleição
Dia 4 de outubro de 2020. O 2º turno das votações será realizado no dia 25 do mesmo mês.
Cargos em disputa
Serão escolhidos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores.
Partidos
Para participar das eleições, o partido tem que registrar seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até seis meses antes do pleito.
Coligações
Candidatos a prefeito poderão formar coligações com outros partidos para disputar as eleições.
No entanto, as coligações partidárias estarão proibidas para as eleições proporcionais – neste caso, de vereadores. Antes, os votos dados a todos os partidos da aliança eram levados em conta no cálculo para a distribuição das vagas.

ONDE O TRUMP VAI, O BOZO VAI ATRÁS. MAS, TAMBÉM NO IMPEACHMENT JÁ É EXAGERO...

josias de souza
LARANJAL DO PSL GANHA UM CONTEÚDO PRESIDENCIAL

O caso do laranjal do PSL mudou de patamar. Fez escala na caixa registradora da campanha de Jair Bolsonaro. Adquiriu, portanto, um conteúdo presidencial. 

De repente, a inexplicável permanência de Marcelo Álvaro Antônio no cargo de ministro do Turismo ganhou uma incômoda explicação. 

Notícia veiculada pela Folha de S. Paulo neste domingo (06/10) informa que a Polícia Federal suspeita que parte da verba desviada de candidaturas femininas fakes pode ter abastecido um caixa 2 compartilhado entre o ministro e o presidente nas eleições de 2018. 

Quer dizer: além de lavar as mãos, Bolsonaro pode ter ajudado a fazer desaparecer o sabonete. 

A PF dispõe de um depoimento e uma planilha que apontam para a existência da caixa clandestina mútua. Haissander Souza de Paula, ex-assessor parlamentar de Álvaro Antônio, coordenador da campanha dele a deputado federal por Minas Gerais, disse em depoimento acreditar que "parte dos valores depositados para as campanhas femininas, na verdade, foi usada para pagar material de campanha de Marcelo Álvaro Antônio e de Jair Bolsonaro". 

Sintomaticamente, o diretor-geral da Polícia Federal, delegado Maurício Valeixo —aquele que Bolsonaro ameaçara de demissão—, esteve com o presidente no final da tarde de 6ª feira.
A conversa ocorreu nas pegadas da revelação de que o ministro do Turismo fora indiciado pela PF e denunciado pelo Ministério Público.
O encontro não estava agendado. Mas o Planalto incluiu o nome de Valeixo na agenda presidencial, às 17h. Na véspera, o próprio ministro do Turismo tivera uma longa conversa com o presidente. Depois, foi confirmado no cargo. Se quiser salvar as aparências, Bolsonaro terá de afastar o ministro. Ou convencê-lo a sair. 

Tarimbado em escândalos, o brasileiro vai adquirindo uma certa prática. Adapta-se à lógica da política. No fundo, sabe como tudo vai acabar, pois o Brasil não é mais um país imprevisível. Tornou-se tristemente previsível. Nele, a maioria dos políticos opera na base do um por todos, todos por huuummmmm. (por Josias de Souza).  - (por Josias de Souza

Postado por 

DEBATE COM A DEPUTADA FEDERAL NATÁLIA BENAVIDES FOI MUITO PROVEITOSO - DEMOCRÁTICO E PARTICIPATIVO! CONFIRAM!


 O presidente do PT de Nova Cruz/RN, Delaias Barbosa foi quem presidiu os debates ao lado da Deputada Federal, Natália Benavides.
 Professor, ALAN na ocasião representando o IFRN de Nova Cruz/RN pautou sua intervenção solicitando a Deputada, Natália Benavies a sua preocupação quanto aos transportes escolares, haja vista as dificuldades que o alunado do IFRN vem sofrendo constantemente com a escassez dos transportes como quebrados por falta de manutenção, etc.  A deputada, Natália abraçou a preocupação de Alan prometendo levar a demanda apresentada pelo mesmo para discutir com a governador, Fátima Bezerra e o próprio MEC para sanar tal problema ora apresentado pelo Alan.
Coordenador Geral do SINTE de Nova Cruz/RN, Antonio Duarte, outro guerreiro que fez intervenções importantes, conclamando a todos a se unirem em torno aos projetos anti povo, que Governo Federal vem tentando impor de forma arbitrária e ante democrática, tirando direitos do povo brasileiro, principalmente com os professores brasileiros.
 Vereador de Passa e Fica/RN fez suas intervenções e pautou principalmente no Núcleo da UERN em Nova Cruz/RN, região do Agreste Potiguar, que ano passado fechou suas portas sem se reunir com a comunidade envolvida e muito menos comunicar aos poderes como Executivo e Legislativo, perdendo com isso a estudantada esperançosa em concluir o Ensino Superior, sonho de milhares de agresteiros, principalmente de Nova Cruz e Passa e Fica, sua cidade. A deputada, Natália ficou de analisar o pleito, mas mostrou-se preocupada e irá colocar em pauta esta discussão com a governadora, Fátima Bezerra. Edson vem se destacando como um dos vereadores mais atuante da Região do Agreste Potiguar, pelas suas ações, projetos e sua comunicação frequente com a população e autoridades para sanar os problemas urgentes de sua cidade.
Vereador, Edson Cazuza, liderança em Passa e Fica/RN

Ontem (5) o PT de Nova Cruz/RN promoveu um debate (roda de conversa) com a Deputada Federal, NATÁLIA BENAVIDES no auditório do SINTE Regional de Nova Cruz/RN, cujas pautas foram: Conjuntura Nacional, Eleições (2018), Reforma Previdência e Trabalhista, bem como o FUNDEB como principal tema.

A deputada foi muito objetiva em todas as pautas, inclusive mostrando suas preocupações em todas elas, ora imposta pelo presidente, Jair Bolsonaro.

Para a deputada foram anos de muitas lutas do povo brasileiro para garantir direitos nos últimos 10 anos e hoje vem um presidente anti povo e tenta a todo custo toirar esses direitos da noite para o dia com o apoio diga-se de passagem do próprio congresso, mas para Natália o CONGRESSO vem resistindo e fazendo mudança nas propostas impostas pelo governo, conseguindo diminuir com isso as perdas totais destes direitos adquiridos nos governos de Lula e de Dilma.

A Deputada, Natália mostrou-se preocupada com o futuro do povo brasileiro e pediu o engajamento da sociedade e instituições organizadas para se unirem, mostrando força para manter estes direitos, indo para as ruas, ocupar as praças, denunciando estes atos ante democráticos. Só assim podemos voltar a sonhar, garantindo direitos conquistados com muita luta, união, perseverança.

Para Eduardo Vasconcelos o debate foi muito proveitoso! Primeira parlamentar a convocar um debate para tratar de assuntos ligados diretamente ao povo, ouvindo o mesmo e abordando temas tão importantes como os discutidos na reunião/debate ontem. Que outros eventos deste venham a acontecer outras vezes, assim fortalece a ESPERANÇA do nosso POVO. Conclui, Eduardo.


sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Moro na Veja: mesmo que mensagens do Intercept fossem verídicas, não haveria nelas nenhuma ilegalidade

Foto: Montagem/Reprodução
O ex-juiz afirma ainda considerar possível que o julgamento do STF sobre a ordem das alegações finais leve à anulação da sentença sobre o sítio de Atibaia.
Em entrevista de capa para a revista Veja que chega às bancas nesta sexta-feira (4), o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, afirma que mesmo que as mensagens divulgadas pelo The Intercept Brasil entre outros veículos fossem verdadeiras, não haveria nelas nenhuma ilegalidade.
“No caso das mensagens divulgadas pelo The Intercept Brasil e por outros veículos, mesmo que elas fossem verídicas, não haveria nelas nenhuma ilegalidade. Onde está a contaminação de provas? Não há. É uma questão de narrativa. Houve, sim, exagero da imprensa. Esse episódio está todo superdimensionado. A Polícia Federal está investigando as pessoas que invadiram os celulares. Não está descartada a hipótese de que houve interesses financeiros por trás desse crime. Esses hackers, pelo que já foi demonstrado, eram estelionatários. Mas nada vai mudar o fato de que a Operação Lava-Jato alterou o padrão de impunidade da grande corrupção. As pessoas sabem diferenciar o que é certo do que é errado.”
Com relação ao pedido de suspeição de Moro, feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pode vir a voltar o processo para a estaca zero, o ex-juiz diz estar com a consciência tranquila quanto ao que fez. “O ex-deputado Eduardo Cunha também diz que é inocente. Aliás, na cadeia todo mundo diz que é inocente, mas a Petrobras foi saqueada”, reitera.
Moro diz ainda: “Sempre que há um julgamento importante, dizem que a Lava-Jato vai acabar, que tudo vai acabar. Há um excesso de drama em Brasília. As pessoas pensam tudo pela perspectiva do Lula, embora seja possível que o julgamento do STF sobre a ordem das alegações finais leve à anulação da sentença sobre o sítio de Atibaia. Lula está preso porque cometeu crimes”.
Moro confessou que a eventual mudança de entendimento do STF sobre a prisão em segunda instância é o que mais o preocupa. “Espero, respeitosamente, que não ocorra. O Supremo terá de avaliar bem as consequências de uma eventual reversão sobre o movimento anticorrupção e sobre a esperança das pessoas por um país mais íntegro e mais justo. Agora, como tenho uma formação de agente da lei, de juiz, entendo que toda crítica deve respeitar a instituição, sendo o STF fundamental para a democracia”.
Fonte: Revista Fórum

Modulação do STF tem nome: Jeitinho de manter Lula condenado

Plenário STF

Plenário do STF decide que réus delatados têm direito de apresentar alegações por último


O STF decidiu hoje por 7 a 4 que o réu delatado tem direito a falar po último, confirmando o direito à ampla defesa inscrito na Constituição.

Mas, como diz o samba, Porém, ai porém, há o caso Lula, que se encontra preso (sem provas e por crime indeterminado) e que teria direito à anulação de sua sentença.

Então, o ministro Toffoli, presidente do STF, adiou a conclusão da sessão para amanhã, quando decidirão o que fazer com o resultado do julgamento.

Toffoli propôs que o entendimento sobre a ordem das alegações de delatores e delatados só anule sentenças de réus que 1) tiverem pedido, ainda durante o julgamento em primeira instância, para apresentar alegações por último e tiverem tido o pleito negado; e 2) tiverem comprovado que foram prejudicados. Essas restrições deverão ser debatidas na tarde desta quinta-feira. [Folha]

Como no julgamento do tríplex do Guarujá não houve o pedido dos advogados de Lula, a opção 1 deve ser escolhida. O nome deve ser Jeitinho para manter Lula condenado

Porque para o golpe seguir adiante Lula tem que continuar condenado e com direitos políticos cassados.

Ou seja, teremos casos em que a decisão do STF de que a defesa fala por última (repito, como manda a Constituição) vale e casos em que não.

E ainda há quem diga que não é golpe.

Fotos dos Bolsonaro com milicianos presos reforçam necessidade de investigar laços da famiglia



Postado por 

Palocci, o inservível, vira tábua de salvação da Lava Jato

Por Fernando Brito*
Durante meses, a Procuradoria Geral da República negociou a delação de Antonio Palocci.
Alto dirigente do PT, ministro de Lula e de Dilma, pelas posições ocupadas nos governos petistas, ele seria, é claro, o “canhão” de maior calibre para atingir os alvos que, todos sabem, eram as “jóias da coroa” para a lava Jato.
Durante um ano, preso, Palocci negociou com os procuradores do Paraná, louco para sair da prisão – estava detido desde setembro de 2016 – mas não conseguiu apresentar quaisquer provas do que dizia.
Numa cena inédita, a dizer num depoimento diante de Sérgio Moro, a anunciar que falaria tudo o que o mestre mandasse.
É insuspeita a declaração do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, o cérebro por trás de Deltan Dallagnol, à Folha:
Demoramos meses negociando. Não tinha provas suficientes. Não tinha bons caminhos investigativos. Qual era a expectativa? De algo, como diz a mídia, do fim do mundo. [A delação de Palocci] Está mais para o acordo do fim da picada.”
Tudo o que Palocci dizia o tornava uma espécie de “super-Delcídio do Amaral”: muito barulho, nenhuma substância.
A Polícia Federal, porém, foi buscar Delcídio no lixo e construiu uma delação para chamar de sua.
Foi, como já chamei aqui, a delação- xepa.
E produziu um depósito de acusações sem provas, ou com algumas absolutamente ridículas, como os supostos diálogos que mantinha com motoristas sobre dinheiro que estaria levando quando tinha encontros com Lula. A “prova” seria ter tido reuniões com Lula, o que só surpreenderia se não tivesse havido, dado o posto que ocupava.
Desde a véspera da eleição presidencial – então por obra de Sérgio Moro – a cloaca palociana vem respingando pelos jornais. Nenhum dos empresários que firmou delação premiada pôde dizer que destinou dinheiro a Lula, exceto Marcelo Odebrecht e, assim mesmo, dizendo que Palocci era o único agente destes pedidos, sucedido por Guido Mantega. Mantega, como todos sabem, é alguém que, posto a tomar conta de uma tartaruga, deixaria duas fugirem.
Agora, com a Lava Jato em baixa, a delação “fim da picada” tornou-se a tábua de salvação em que o lavajatismo se agarra, vazando vídeos e textos onde a melancólica figura se espalha em declarações que não são senão uma resenha de todas as acusações que, durante anos, foram feitas ao ex-presidente.
Com pouquíssima efetividade, aliás, porque Palocci tornou-se um monturo deprimente, quase um monumento à capacidade de alguém tornar-se sórdido para livrar a pele e o bolso, porque assegurou também conservar patrimônio que não tem como explicar.
Virou o Delcídio de Ribeirão Preto, ainda que piorado.
*Jornalista, Editor do Tijolaço (fonte desta postagem)

A EDUCAÇÃO EM DEBATE - #NaPraçaNaRuaNaLuta! - COM A DEPUTADA FEDERAL, NATÁLIA BONAVIDES

EM NOVA CRUZ-RN SINTE RN ÁS 19 HORAS
EM LAGOA DANTA ÁS 15 HORAS NA PRAÇA!
Debate Com a Companheira Natália Bonavides, Deputada Federal, e o Povo de Lagoa D'anta/RN.
Vamos debater a atual conjuntura da educação e a importância de instituirmos o FUNDEB PERMANENTE.
Vamos Chamar Gente e seguir fazendo a luta em defesa da educação pública.

E a noite na sede Regional do SINTE - Nova Cruz/RN! Participe e fique bem informado para a LUTA!
"Presença do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN" - Eduardo Vasconcelos, presidente

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

CHAMAS NA AMAZÔNIA Queimadas causam aumento de internações e mortes de crianças. E forte impacto no SUS



Em áreas mais afetadas, número de crianças internadas com problemas respiratórios dobrou em relação a 2018. Mortes também aumentaram, alerta Fiocruz.
São Paulo – Dobrou o número de crianças internadas com problemas respiratórios em decorrência da explosão das queimadas na Amazônia. Em maio e junho deste ano foram registradas cerca de 2,5 mil internações a mais, por mês, em relação a igual período do ano passado. O número consta de pesquisa feita pela Fiocruz sobre o impacto das queimadas para a saúde infantil em aproximadamente 100 municípios da Amazônia Legal.
De acordo com a pesquisa, viver em uma cidade próxima aos focos de incêndio aumenta em 36% o risco de internação por problemas respiratórios. Os efeitos do fogo causaram ainda um custo excedente de R$ 1,5 milhão ao Sistema Único de Saúde (SUS).
O levantamento aponta ainda que em cinco dos nove estados da região – Pará, Rondônia, Maranhão e Mato Grosso – houve aumento na morte de crianças hospitalizadas por problemas respiratórios. Os dados obtidos, porém, são preliminares, uma vez que nem todas as internações do período estudado já estão cadastradas no sistema. Por isso, é possível que os índices sejam ainda mais graves.
Em Rondônia, entre janeiro e julho de 2018, foram cerca de 287 mortes a cada 100 mil crianças com menos de 10 anos. No mesmo período, em 2019, esse número subiu para 393. Em Roraima, 1.427 crianças a cada 100 mil morreram internadas por problemas respiratórios, no primeiro semestre de 2018. No mesmo período de 2019, foram 2.398.
As informações são do Observatório de Clima e Saúde, projeto coordenado pelo Icict/Fiocruz. O levantamento contou também com cientistas da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat).
O objetivo do trabalho é alertar gestores e profissionais do SUS, de modo a se programarem para o atendimento à saúde das populações mais vulneráveis. E reforçar a importância da atenção básica e da busca ativa de casos em locais de maior concentração de queimadas e maiores níveis de poluição atmosférica, já que alguns grupos populacionais podem não ter acesso a hospitais.
Internações quintuplicaram em algumas cidades
Os dados chamam atenção para as cidades de Santo Antônio do Tauá, Ourilândia do Norte e Bannach, no Pará; Santa Luzia d’Oeste, em Rondônia; e Comodoro, no Mato Grosso, onde o número de internações foi mais de cinco vezes maior do que o esperado. Mas o chamado “material particulado” – resíduo tóxico gerado por queima – pode também alcançar grandes cidades situadas a centenas de quilômetros dos focos de queimadas, devido ao transporte de poluentes pelos ventos.
Desde sua fundação, em 2010, o Observatório de Clima e Saúde acompanhando a evolução das queimadas e seus efeitos sobre a saúde das populações na Amazônia e no Cerrado. É a primeira vez que um estudo reúne, quase em tempo real, informações tão abrangentes sobre a correlação entre queimadas e efeitos para a saúde na Amazônia Legal.
Os pesquisadores reuniram dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH), do DataSUS, entre os meses de maio e junho – último período disponível –, e aplicaram sobre eles uma técnica de “varredura espacial” chamada Satscan, de modo a detectar conjuntos de municípios que possuem taxas de internação por doenças respiratórias acima do valor esperado.
Foram usados também dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e dos sistemas BDQueimadas e Prodes Desmatamento, ambos produzidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Imagens obtidas por satélite usadas no estudo mostram ainda como focos de fogo se encontram nas bordas de terras indígenas, que ainda parecem desempenhar um papel de proteção contra as queimadas e o desmatamento. Os pesquisadores chamam atenção para o fato de que as populações indígenas também devem estar sendo afetadas pela poluição do ar – no entanto, ainda não é possível avaliar a incidência de doenças nessas áreas.
Crianças mais suscetíveis
O observatório levou em consideração que as queimadas acontecem no chamado Arco do Desmatamento, que compreende os estados do Acre, Amapá, Amazonas, parte do Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Tocantins, em geral de maio a outubro.
Durante o período de seca na região – que coincide com a diminuição das chuvas regionais, a queda dos índices de umidade e o período de queimadas – já é registrado, normalmente, um aumento no número de casos de afecções respiratórias, por conta do aumento da emissão de poluentes e a concentração de gases tóxicos na atmosfera, comprometendo a saúde da população. A situação, porém, se agravou muito com as queimadas recentes.
Nas cidades analisadas houve um total de 5.091 internações por mês, quando o valor esperado seria de 2.589. Estes resultados sugerem um excesso de 2,5 mil internações de crianças nos municípios mais impactados pelas queimadas.
Considerando o perfil médio das internações de crianças por problemas respiratórios no SUS, estas internações teriam gerado um custo excedente de R$ 1,5 milhão e 9.750 leitos-dia de ocupação nos hospitais públicos e conveniados com o SUS.
A queima de madeira pode gerar uma grande diversidade de gases e aerossóis, vários destes prejudiciais à saúde, principalmente pelo seu pequeno diâmetro e capacidade de penetrar no aparelho respiratório inferior. “Crianças são mais sensíveis a fatores externos, como a poluição”, explica o pesquisador Christovam Barcellos, do Icict/Fiocruz. “Seu sistema imunológico ainda está em desenvolvimento e o aparelho respiratório, em formação. São mais suscetíveis a alergias”. Além disso, crianças passam mais tempo ao ar livre do que os adultos e, assim, inalam mais poluentes. Durante exercício físico, a deposição de partículas no pulmão aumenta cinco vezes, afirma Sandra Hacon, pesquisadora da Ensp/Fiocruz.
Apenas uma parte do problema
Barcellos alerta que o estudo usou as internações em crianças como indicadores de risco. Porém, adultos – e principalmente aqueles com doenças crônicas e idosos – podem ser afetados pela poluição das queimadas. “Por usarmos somente as internações pagas pelo SUS, isto é, sem considerar os dados do sistema privado de saúde, avaliamos apenas uma parte do problema. Além disso, muitas crianças podem não ter conseguido chegar aos hospitais. Na região amazônica as distâncias são enormes. Muitas pessoas podem ter tido episódios de bronquite e asma, entre outros, sem atenção médica”, completa o pesquisador.
“As queimadas na Amazônia representam um grande risco à saúde da população”, afirma o informe técnico assinado por nove especialistas. “Os poluentes emitidos por estas queimadas podem ser transportados a grande distância, alcançando cidades distantes dos focos de queimadas. Dentre os poluentes, encontram-se o material particulado fino (PM2.5), CO (monóxido de carbono), NO2 (dióxido de nitrogênio) e compostos orgânicos voláteis (VOCs) que podem causar o agravamento de quadros de cardiopatia, inflamação das vias aéreas, inflamação sistêmica e neuroinflamação, disfunção endotelial, coagulação, aterosclerose, alteração do sistema nervoso autônomo, e danos ao DNA, com potencial carcinogênico.”
As mortes e internações hospitalares são os aspectos mais graves e evidentes dos problemas de saúde causados pelas queimadas, mas não os únicos: “Outros eventos adversos de saúde, como atendimentos de emergência e limitações funcionais do sistema respiratório são fenômenos mais frequentes, mas de difícil detecção pelos sistemas de informação de saúde”, alerta o estudo.

Com informações da Agência Fiocruz de Notícias.
Rede Brasil Atual - RBA

Com o livro de Janot na mão e “gravata de presidente”, Lula dispara: “A casa está caindo”

Lula já leu o livro do ex-PGR, foi para a entrevista concedida ao portal Migalhas usando a mesma gravata que o acompanhou em seus melhores momentos durante na presidência e manteve o tom incisivo contra a Lava Jato, Moro, Dallagnol e cia; "A casa está caindo". Assista.
O ex-presidente Lula concedeu, nesta quarta-feira (2), uma entrevista exclusiva ao portal Migalhas, diretamente da superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde está preso há mais de um ano.
O petista apareceu usando sua velha gravata verde e amarela, a mesma que o acompanhou, em inúmeras ocasiões, durante seus anos como presidente da República. Ele também levou para a entrevista o livro “Nada Menos que Tudo”, do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O ex-presidente afirma já ter lido a obra que traz uma série de revelações, como que os procuradores da Lava Jato e o ex-juiz Sérgio Moro tinham uma “fixação” por ele e que organizaram um conluio ilegal para o levar à prisão.
De acordo com Lula, “a casa está caindo” para Moro e Deltan Dallagnol. “Como se não bastasse eu falar, é só pegar o livro do Janot, pegar na página 182, no capítulo 15, essa frase aqui: ‘Objeto de desejo chamado Lula’. Eu cansei de falar que eu era um objeto de desejo para a Lava Jato de Curitiba. Então, agora, a casa tá caindo em benefício da verdade, em benefício de um julgamento justo que é a única coisa que eu quero”, disparou.

O EXERCÍCIO DA BESTIALIDADE : O BERRO FASCISTA E SUAS CONSEQUÊNCIAS É CULPA DOS OUTROS

Professor, WELLINGTON DUARTE
Esculhambar, destratar, assumir atitudes infames, desrespeitar e despejar toda sorte de imundície, passou a ser uma prática considerada “normal”, depois que das cavernas do atraso emergiram os fascistas do século XXI, nas suas mais diferentes versões.
 
O achincalhamento de pessoas via redes sociais e tradicionais, tornou-se um instrumento de atração de seguidores, ouvintes e telespectadores e quanto mais “curtidos”, mais essas criaturas soturnas se pavoneiam, se acham grandes lideranças.
 
Esses bufões fascistas e reacionários, espalhados pelas redes e mídia, arvoram-se no direito de despejar ódio e preconceito e estufam o peito com o ar de superioridade, achando que ser estúpido, deselegante e asqueroso, o tornam uma pessoa “especial”.
 
O caso recente, que expôs um desses bufões, rodou as redes sociais, chegando além fronteira, atingiu uma MENINA de 16 anos, a sueca Greta Thunberg, que desde os OITO ANOS abriu seus olhos para a questão climática e que se tornou famosa mundialmente por ter um discurso incisivo contra a inação dos dirigentes mundiais contra as mudanças climáticas.
 
Greta já recebeu todo tipo de crítica. Já foi chamada de “problemática”, “oportunista”, “louca” , “raivosa” e “doente”, eventualmente por aqueles mesmos que estão sendo ineptos com relação a questão climática.
 
Mas talvez a ESMAGADORA maioria dos potiguares e especificamente os natalenses saibam sequer quem é essa adolescente, e só tenham tido conhecimento dela depois que seu nome e sua pessoa foram vilipendiadas de maneira torpe e por quem deveria primar pelo equilíbrio.
 
Greta talvez jamais saiba que seu nome e sua pessoa provocaram rebuliços nas redes sociais locais e na emissora de rádio que deu origem ao furdunço, com repercussões em patrocínios do programa em que ocorreu a fala e com consequências desastrosas para quem vociferou.
 
Mas eis que o destempero veio novamente à tona e o urro fascista, magoado pelo fato de que existem pessoas no Bolsonaristão, que estão dispostas a lutar contra essas ações, tendo o parlapatão estampado uma “nota” cujo teor só reafirma o seu destempero e que se “pedido de desculpas” foi um embuste.
 
E as baterias se voltaram contra a governadora Fátima Bezerra que ousou se importar com “uma moça da Suécia” que foram “duas frases” que provocaram, na opinião dele, a reação da “jagunçada” petista e, tal qual Nero, que teria dito ao ser esfaqueado pelos legionários “ que grande artista morre comigo!”, se diz “apunhalado pelas costas” pelas hordas stalinistas comandadas pela governadora e por Henrique Alves (sic).
 
Óbvio que os pequenos atores, os coadjuvantes da história, os ressentidos com o mundo, buscam palcos para poderem exercer sua fúria teatral e imodesta. São grandes quando se olham no espelho e minúsculos quando revelam sua face reacionária e preconceituosa.

Fonte: Potiguar Notícias

STF adia para esta quinta decisão sobre alcance de tese aprovada no plenário que afeta Lava Jato

Por ROBSON PIRES
O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou para esta quinta-feira (3) a decisão sobre o alcance da tese que pode levar à anulação de sentenças da Operação Lava Jato e de outros processos criminais no país.
Por 7 a 4, a Corte definiu nesta quarta-feira (2) que réus delatados devem apresentar as alegações finais (última etapa de manifestações no processo) depois dos réus delatores, garantindo direito à ampla defesa nas ações penais.
Com isso, processos em que réus delatores e delatados apresentaram as alegações finais ao mesmo tempo – como os da Operação Lava Jato – podem vir a ser anulados.

Feriado estadual relembra os mártires de Cunhaú e Uruaçu

martires
O Rio Grande do Norte celebra hoje um dos episódios mais marcantes de sua história: os mártires de Cunhaú e Uruaçu. Os mártires foram beatificados pelo papa João Paulo II em março do ano 2000. Sancionada pela governadora Wilma de Faria, a Lei nº 8.913/2006 decretou o 3 de outubro como o Dia Estadual à Memória dos Protomártires de Uruaçu e Cunhaú.
No ano de 1634, alemães, a serviço dos holandeses, chegavam ao Estado. Cunhaú, que contava com uma população de aproximadamente 70 colonos, sofreu naquele ano a sua primeira invasão, seguindo-se então de outros mais, com o apoio dos índios tapuias e potiguares.
Em 16 de julho daquele ano, durante uma missa dominical convocada por Jacó Rabe, na capela de Nossa Senhora das Candeias, foram mortos dezenas de católicos, após o fechamento das portas da igreja.
Apesar da resistência de alguns fiéis, Jacó ordenou que os sobreviventes tirassem as roupas e, de joelhos, renunciassem ao catolicismo.
Com a negativa dos colonos, índios, que se encontravam escondidos nos arredores da vila, saem e, junto com os holandeses os matam da forma mais cruel possível. A notícia do episódio se espalhou pela capitania do Rio Grande e três meses após, outras 70 pessoas são mortas também de forma desumana na comunidade de Uruaçu, em São Gonçalo do Amarante.
Fonte: Robson Pires

domingo, 29 de setembro de 2019

Após decisão do STF, processo contra Lula no caso do sítio pode retroceder em nove meses

Foto: Ricardo Stuckert
Supremo decidiu que réus não delatores devem se manifestar por último em ações penais.
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de que réus não delatores devem se manifestar por último em ações penais deve fazer o processo de Lula, referente ao sítio de Atibaia, retroceder em nove meses, de acordo com reportagem de Felipe Bächtold, da Folha de S.Paulo.
O ex-presidente foi condenado em primeira instância a 12 anos e 11 meses por corrupção e lavagem em decorrência de reformas no imóvel supostamente bancadas por empreiteiras.
A ação estava prestes a se decidir na segunda instância, mas deve ser revista.
Com a decisão do STF, uma possibilidade é que só tenham sentenças revistas os processos em que o réu solicitou, ainda na primeira instância, o direito de apresentar as alegações finais depois dos delatores.
Seguindo essa linha, o caso do sítio de Atibaia se encaixaria nos critérios e voltaria para a primeira instância.
Seria preciso refazer não só a sentença, como também a etapa de alegações finais —fase em que as partes apresentam seus últimos argumentos ao juiz antes da publicação da sentença.
Novo juiz
Além disso, a ação penal contra Lula pode mudar de mãos. A sentença deverá ser de responsabilidade do juiz Luiz Antonio Bonat, que assumiu a titularidade da Vara Federal da Lava Jato em março de 2019.
Com a eventual anulação da sentença de Gabriela Hardt, Bonat precisará revisar inúmeros detalhes do processo, aberto em agosto de 2017.

Fonte: Revista Fórum