domingo, 6 de junho de 2021

Acesse as informações sobre a Reunião da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas dos dias 11 e 12/06

A Coordenação Nacional, instância máxima da CSP-Conlutas entre os congressos, acontecerá nos próximos dias 11 e 12 de junho. Diante da brutal crise sanitária, econômica e política por qual vive o Brasil hoje, a Central debaterá os próximos passos da luta pelo Fora Bolsonaro e Mourão.

 

O debate será a partir do acúmulo das lutas dos momentos recentes  que passam pela exigência de vacina para todos já com quebra das patentes, auxílio emergencial de no mínimo R$ 600,00, apoio financeiro aos pequenos comerciantes, defesa do emprego e direitos, a luta contra a as privatizações e a reforma administrativa.

 

A segunda reunião da Coordenação Nacional que ocorre neste ano de 2021 permitirá o aprofundamento de debates que já vinham como foco de atenção na reunião anterior, mas se aprofundam no decorrer da pandemia.

 

A Coordenação Nacional acontecerá de forma virtual pela plataforma ZOOM.

 

Inscrições

As inscrições dos delegados/representantes serão feitas por formulário virtual através deste link até 09 de junho. As entidades filiadas devem cadastrar os seus representantes neste formulário e enviar a ata de eleição dos representantes para secretaria@cspconlutas.org.br.

 

As entidades de luta contra as opressões e estudantis, que elegem até o limite de 5% do total de representantes das outras categorias, devem se cadastrar até 09 de junho como observadoras. Estabelecido o contingente de representantes no dia 09/06, as entidades de luta contra as opressões deverão indicar seus representantes pelo formulário virtual em 10 de junho.

 

Poderão votar os representantes das entidades que estiverem com suas obrigações financeiras em dia com a central, segundo os critérios definidos pelo estatuto. No caso das entidades sindicais, é preciso estar com as mensalidades quitadas até março de 2021 e para oposições, minorias sindicais, entidades estudantis, movimentos populares e de luta contra as opressões estar com a anuidade de 2020 totalmente quitada.

 

Os observadores devem se inscrever por formulário específico através deste link até 09 de junho.

 

Importante: Mais informações serão divulgadas pelas redes sociais e pela rede de e-mails da Central.

 

Programação

 

Sexta-feira (11/06/2021)

14h00 às 16h30 – Painel sobre a situação do campo e da cidade (Mesa composta por Osmarino Amâncio, João da Cruz, Raquel Tremembé, Sr. Amaro e representante do Luta Popular)

 

16h30 às 18h00 – Painel dos Lutadores (Mesa com representantes dos seguintes setores: Metroviários SP, Trabalhadoras da LG, Educação, Fundação Casa, Petroleiros, Quilombo Raça e Classe)

 

Sábado (12/06/2021)

09h30 às 10h30 – Painel sobre Conjuntura Internacional

 

10h30 às 13h00 – Conjuntura Nacional e Atividades

 

13h00 às 14h30 – Intervalo para almoço

 

14h30 às 15h30 – Continuidade do Debate de Conjuntura

 

15h30 às 16h30 – Aprovação dos Relatórios dos Setoriais

 

16h30 às 18h00 – Votação das resoluções e moções

 

Setoriais, resoluções e moções

Os Setoriais da CSP-Conlutas têm autonomia para se organizarem e se reunir até o 09 de junho, enviando os relatórios até o 10 de junho para o e-mail: assessoria@cspconlutas.org.br.

 

As resoluções e moções propostas pelos ativistas, entidades ou blocos organizados dentro da CSP-Conlutas devem ser enviadas até 09 de junho também para o e-mail assessoria@cspconlutas.org.br. Os relatórios dos setoriais e resoluções serão disponibilizados publicamente pelo site da CSP-Conlutas no dia 11 de junho.

 

Link’s fundamentais

Inscrição de delegados

Inscrição de observadores

 

Contato

Mané Bahia – (11) 991663455 – assessoria@cspconlutas.org.br

Zanata – (61) 982660255 – escritorio.df@cspconlutas.org.br

 

Agendamento dos Setoriais

Os setoriais da CSP-Conlutas tem autonomia para se organizarem e se reunir até o 09 de junho, enviando os relatórios até o 10 de junho para o e-mail: assessoria@cspconlutas.org.br.

 

Os relatórios dos setoriais serão disponibilizados publicamente pelo site da CSP-Conlutas no dia 11 de junho.

 

  • Setorial Campo – 29/05 – 09h – Realizado
  • Setorial LGBT – 03/06 – 10h
  • Setorial Cultural – 05/06 – 10h
  • Setorial Aposentadxs – 08/06 – 14h30
  • Setorial Internacional – 08/06 – 16h
  • Setorial de Mulheres – 08/06 – 17h
  • Setorial Negras e Negros – 08/06 – 17h
  • Setorial Saúde dxs Trabalhadorxs – 09/06 – 09h
  • Setorial Educação – 09/06 – 17h
  • Setorial Petroleiros – 09/06 – 18h
  • Setorial do Movimento Popular – 10/06 – 14h
  • Setorial dos Correios – ainda não marcado
  • Setorial do Serviço Público Federal – ainda não marcado
  • Setorial Transportes – ainda não marcado
  • Setorial Saúde no Brasil – ainda não marcado
  • Setorial Operárixs – ainda não marcado

Número de brasileiros que morreram por culpa de Jair Bolsonaro durante a pandemia já se aproxima de 100 mil

 

Por Celso Rocha de Barros, na Folha: 
Quem matou 90 mil sem vacina? 
Dois fatos apurados pela CPI da pandemia, ambos documentados, mostram, sozinhos, que o número de brasileiros que comprovadamente morreram por culpa de Jair Bolsonaro durante a pandemia já se aproxima de 100 mil. Como calculamos duas colunas atrás, 100 mil mortos é mais do que a soma das vítimas de todos os assassinos brasileiros em 2019 e 2020.

A primeira decisão foi a de não aceitar a oferta de vacinas da Pfizer. Na estimativa do epidemiologista Pedro Hallal, utilizando parâmetros conservadores (isto é, desfavoráveis à hipótese de que a decisão de Bolsonaro custou vidas), 14 mil brasileiros (5.000 no mínimo, 25 mil no máximo) teriam sido salvos se a oferta da Pfizer tivesse sido aceita. Uma única decisão: 14 mil pessoas morreram por ela.

A segunda decisão foi a de não aceitar a proposta do Instituto Butantan para entregar 45 milhões de vacinas da Coronavac ainda em 2020. A mesma conta feita pelo professor Hallal estimou em 81,5 mil (80,3 mil no mínimo, 82,7 mil no máximo) o número de brasileiros que não teriam morrido se a oferta do Butantã tivesse sido aceita. Outra estimativa, feita pelo jornal O Estado de S. Paulo, mostrou que as vacinas do Butantan teriam sido suficientes para vacinar todos os idosos brasileiros até fevereiro. Entre o meio de março e semana passada, morreram 89.772 idosos brasileiros.

Somando as vítimas das duas decisões, já são, no mínimo, cerca de 90 mil mortes que Jair Bolsonaro, comprovadamente, causou sozinho. Se algum defensor do governo tiver cálculos diferentes, por favor, apresente-os.

Esses 90 mil são só o começo da história. Bolsonaro combateu desde o início a Coronavac, que só existe no Brasil por iniciativa do Governo de São Paulo e é responsável pela esmagadora maioria das vacinas aplicadas no país até agora. Além disso, vacinação é só um dos pilares do combate à pandemia. Bolsonaro não investiu em nenhum dos outros: nem isolamento social nem testagem e rastreamento.

Mesmo depois de verem apresentadas todas as provas citadas acima, os senadores Luis Carlos Heinze (PP-RS), Eduardo Girão (Podemos-CE) e Marcos Rogério (DEM-RO) continuam fazendo o possível para esconder esses fatos na CPI da pandemia.

Na última semana, Girão tentou emplacar o boato de que a Coronavac é feita com células de fetos abortados (não é). Marcos Rogério mentiu que outras autoridades defenderam a cloroquina ao mesmo tempo que Bolsonaro, o que só ocorreu no curto período antes de vários estudos médicos (não apenas o de Manaus, Heinze) demonstrarem a ineficácia da cloroquina contra a Covid-19. .

Heinze tenta desviar qualquer conversa para falar de cloroquina, que só é assunto no Brasil. Em 2020, a cloroquina foi utilizada por Bolsonaro para mandar trabalhadores para as ruas com risco de morte. Agora é utilizada por Heinze na CPI para desviar o assunto, dos crimes enormes que a população entende claramente, como boicote à vacinação, para crimes menores e mais difíceis de serem entendidos, como o curandeirismo de cloroquina.

Se o único crime de Bolsonaro na pandemia tivesse sido a defesa da cloroquina, se tivesse feito todo o resto certo, o título desta coluna teria um número muito menor. Heinze não quer que investiguemos todo o resto.

Eu acho que isso é crime, senador.

Fonte:  https://www.blogdomello.org (https://www.blogdomello.org/2021/05/numero-de-brasileiros-que-morreram-por.html). Em 31-05-2021.

NEM BALA, GÁS DE PIMENTA, OU VOZ DE PRISÃO DE POLÍCIA QUE APOIA GOVERNO GENOCIDA NOS CALARÃO

Exigimos expulsão e punição a todos os policiais que estão envolvidos na repressão contra os trabalhadores.

É assim: quando a classe trabalhadora se junta e se coloca em movimento não tem repressão do Estado que contenha a luta. Foi isso que se viu no dia 29 de maio de 2021, centenas de milhares de trabalhadores e jovens foram às ruas protestar contra o genocida governo de Bolsonaro.

O ainda presidente não gostou do que viu, pois na rua se materializou a desaprovação ao seu governo muito além das pesquisas. Como é um ser que desdenha das mais de 460 mil vidas arrancadas e cultua a ignorância, tentou tapar o que o mundo inteiro viu: a indignação contra seu governo se colocando em movimento.

Bolsonaro é um saudoso da ditadura militar que prendeu, torturou e matou muitos que lutavam por melhores condições de vida e trabalho, ele e seus filhos têm relações orgânicas com policiais e com as milícias que têm seu nascedouro na corrupção e nos esquadrões da morte montados já nos porões da ditadura.

A polícia adestrada para matar pobres, reprimir as greves, ocupações e manifestações de rua tem mais do que admiração por esse governo genocida, e tentou mostrar isso na repressão contra o ato realizado no dia 29 de maio em Recife/PE.

A polícia atirou balas de borracha para tentar impedir ao avanço da multidão que marchava firme num legítimo ato contra esse governo da morte. Por conta da repressão dois trabalhadores perderam a visão de um dos olhos, um trabalhador de 51 anos que buscava material para trabalhar e um jovem de 29 anos que voltava do mercado levando comida para casa.

Não importa o fato que eles não estavam na manifestação, se estivessem estariam exercendo seu legitimo direito de lutar, o que importa é exigir punição de todos os policiais e do comando da ação que arrancou a visão desses trabalhadores e feriu outras dezenas que participavam do ato. O governo do PSB/PCdoB afastou os policiais que estavam na ação, mas só isso não basta, é preciso punir com rigor aqueles que querem imitar seus colegas de repressão que no Chile e na Colômbia arrancaram olhos e vidas de centenas que nas ruas lutavam contra os mesmos ataques que enfrentamos aqui.

Polícia adestrada para matar trabalhadores, pobres e negros: na véspera dos atos, a polícia do PSDB em São Paulo, matou um trabalhador nos Correios, Ademir Santana de Souza de 40 anos foi morto a tiros, um deles no peito quando retornava do seu trabalho. Seu crime? Ser negro e trabalhador. Ninguém acredita na versão dada por policiais que dizem que atiraram em legítima defesa alegando que o trabalhador estava armado com uma faca. Ademir trabalhava a mais de 20 anos nos Correios, era uma pessoa amiga e depois de anos de trabalho sofreu problemas de saúde nos joelhos de tanto peso carregado. Até agora nenhuma ação por parte do Estado para punir mais esse crime contra um trabalhador.

Logo após o ato do dia 29, em Goiânia/GO um professor de história e militante do PT foi agredido e detido por policiais, seu crime? Denunciar que o governo é genocida. Os policiais que agrediram o professor mostraram também seu deboche em relação a pandemia, sem máscara durante todo o tempo em que tentaram sem sucesso retirar do carro do professor o adesivo de protesto. Até agora só o afastamento do policial que comandava a ação.

Esse é o aparato armado do Estado que ao ter um governo genocida se sente cada vez mais livre para reprimir e matar a nossa classe, mas não nos calarão e nem conseguirão conter a nossa indignação que está novamente dando os passos firmes de luta organizada.

Por todos os nossos que tiveram as vidas arrancadas, por essa geração e pelos que virão, firmes avançaremos na luta contra o Capital e seu Estado, lutar contra esse sistema da morte é lutar em defesa da vida.

Fonte: https://www.intersindical.org.br

Florianópolis: jovem vítima de estupro coletivo - por Jornalistas Livres

Estupro coletivo: jovem vítima de violência homofóbica em Florianópolis segue hospitalizado.Jovem gay de 22 anos que sofreu estupro coletivo e tortura permanece hospitalizado em estado grave em Florianópolis. Advogada da Comissão de Direito Homoafetivo da OAB-SC foi ameaçada de ter o mesmo fim.

Jovem gay de 22 anos que sofreu estupro coletivo e tortura permanece hospitalizado em estado grave em Florianópolis. Advogada da Comissão de Direito Homoafetivo da OAB-SC foi ameaçada de ter o mesmo fim.

O jovem foi estuprado por três homens no Centro de Florianópolis, espancado e torturado na segunda-feira (31), mas o crime, de evidentes motivações de ódio de gênero, só foi divulgado pela polícia na sexta-feira, 4/6. Durante a tortura, o rapaz foi obrigado pelos estupradores a utilizar cacos de vidros para incrustar na própria pele dizeres humilhantes e homofóbicos (como “eu sou viado”) de forma permanente. Ele também sofreu lacerações por vidros e outros objetos cortantes inseridos em seu ânus. Após a sessão de tortura, os três abandonaram a vítima na rua, entre a vida e a morte.

Internado no dia 31 em hospital de Florianópolis mantido em sigilo, o jovem permanece em estado muito grave. As investigações dos criminosos estão sendo feitas pela 5ª Delegacia de Polícia da Capital, que mantém não divulga os detalhes sobre o inquérito para preservar a vítima. Para as autoridades, a motivação homofóbica é a “principal suspeita”. Inicialmente ele foi atendida pela Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) de Florianópolis, pois os policiais que o recolheram acreditaram que se tratasse de um adolescente.

Ameaças contra advogada e posição da OAB/SC

Relato de ameaças contra advogada


Apesar do silêncio das autoridades policiais, que afirmou em nota oficial ter tomado todas as providências e que não irá se manifestar sobre o caso no momento, a barbárie vem causando grande revolta e comoção pública. Nas redes sociais, o caso é associado a outros crimes de ódio com requintes de violência desde a ascensão do neofascismo no Brasil. Em razão de sua manifestação de repúdio à frente da Comissão de Direito Homoafetivo da Ordem dos Advogados do Brasil em Santa Catarina (OAB/SC), a advogada Margareth Hernandez denunciou em seu Facebook na noite de ontem estar sendo ameaçada de estupro por terroristas de internet que produziram uma falsa acusação da advogada ao presidente Bolsonaro pelo crime de ódio, associando sua foto à do presidente em fake news criada por uma publicação bolsonarista de Passo Fundo.

Em nota pública, a Comissão de Direito Homoafetivo e Gênero e a Comissão do Direito da Vítima da OAB-SC repudiaram o ocorrido na sexta-feira (4). “As Comissões estão diligenciando esforços, junto às delegacias especializadas e entidades de proteção à comunidade LGBTQIA+, para obtenção de informações sobre a apuração da autoria do crime e no auxílio jurídico e atenção aos familiares da vítima, manifestando, desde já, toda a solidariedade”. A presidente da Comissão, Margareth Hernandes, vítima das ameaças, também se manifestou sobre o estupro coletivo como mais uma violência que concorre para o “verdadeiro genocídio da população LGBTQI+, assistido frequente e cotidianamente no Brasil atual.”


OAB/SC presta solidariedade á vítima de estrupro coletivo


“Mais um dia de violência no país que mais mata homo e transexuais no mundo. (…) Discursos de ódio são aplaudidos e (…) pessoas morrem de forma cruel”, afirma, em uma rede social. Confira a íntegra da nota da OAB-SC: “A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Santa Catarina, através das Comissões de Direito Homoafetivo e Gênero e do Direito da Vítima, vêm a público manifestar repúdio ao crime bárbaro cometido na cidade de Florianópolis, contra um jovem gay de 22 anos, que de forma cruel foi torturado, estuprado e tatuado sob coação, com dizeres homofóbicos, permanecendo em estado grave no hospital. 

As Comissões informam estar diligenciando esforços, junto às delegacias especializadas e entidades de proteção à comunidade LGBTQI+, na obtenção de informações sobre a apuração da autoria deste horrível crime e no auxílio jurídico e atenção aos familiares da vítima, manifestando, desde já, toda a solidariedade. É mister reforçar o papel institucional destas Comissões, no sentido de trabalhar com a prevenção dessas violências, amparar as vítimas e buscar a punibilidade dos responsáveis por essa e inúmeras situações similares, que compõem um verdadeiro genocídio da população LGBTQI+, assistido frequente e cotidianamente no Brasil atual.”


Caso de Homofobia em Florianópolis

Fonte: https://jornalistaslivres.org

CELSO AMORIM: VÁRIOS PROTESTOS CONTRA OLIMPÍADAS NO JAPÃO, BOLSONARO VAI...


Fonte: BRASIL 247

ELE COMEÇOU APANHANDO BOLAS PARA OS TENISTAS, TORNOU-SE O MAIOR DE TODOS, MAS CONTINUA UM ETERNO APRENDIZ

"...pouco vai importar, daqui a uma década, que Dominik Koepfer era o #59 do mundo e que a apresentação de Roger Federer num sábado à noite, sem público, valia apenas um lugar nas oitavas de Roland Garros –fase que o suíço alcançou 67 vezes antes em torneios do grand slam durante sua longa carreira. 

Quando tudo acabar, o que vou lembrar é que um cidadão de 39 anos, pai de quatro filhos, vindo de duas cirurgias no joelho, sem jogar um torneio em melhor de cinco sets há quase um ano e meio, fez um pequeno milagre para vencer uma partida de 3 horas e 35 minutos que terminou quase à 1h da manhã. 

Não foi pelo prêmio em dinheiro. Os 170 mil euros de premiação pela vaga nas oitavas mal fazem cócegas em sua conta bancária (e tênis não paga adicional noturno!). 

Não foi pela motivação da torcida nem para agradar a fãs barulhentos e/ou semiebriagados. Por conta do toque de recolher em vigor em Paris, a partida foi disputada com a Quadra Philippe Chatrier vazia. 

E, obviamente, não foi pelo prazer de competir num saibro pesadíssimo, com a umidade lá no teto e condições de jogo lentíssimas. 

Sir Andy Murray, vendo o jogo, sentiu-se compelido a escrever. "É inspirador para mim. Faça o que você ama." A frase, além de explicar por que o próprio britânico ainda não se aposentou apesar de ter sofrido um problema gravíssimo no quadril, diz bastante sobre o que separa os grandes do resto.

Mesmo onde ele sabe que não tem chances de ser campeão, mesmo fazendo hora extra, mesmo perdendo uma partida que podia facilmente entrar pela quinta hora de jogo, Roger Federer não cogitou desistir de brigar. 

Ficou. Lutou contra o rival, contra seus próprios erros (e foram 63 deles!), contra o corpo e contra o silêncio. 

Sem a torcida que sempre esteve a seu lado para empurrá-lo, o cidadão encontrou uma maneira de triunfar. Não porque precisava. Porque queria.

Num daqueles raros dias ruins, Roger Federer foi menos talento e mais coração. É desses momentos do suíço que vou lembrar enquanto viver. 

Isso, caros leitores, é grandeza em seu estado puro. (por Alexandre Cossenza, na coluna Saque e Voleio do UOL)

Toque do editor – Como o Cossenza, o Andy Murry e (até) eu notamos, o Federer fez mesmo um esforço excessivo, mas, passada a empolgação da partida, tomou a decisão cabível nas circunstâncias, conforme explica nesta nota:

"Após conversar com meu time, decidi que precisarei me retirar de Roland Garros hoje. Após duas cirurgias no joelho e mais de um ano de reabilitação, é importante escutar meu corpo e garantir que não vou me forçar demais, muito rápido, no caminho para a recuperação. 

Estou feliz por ter conseguido disputar três partidas. Não há sensação melhor do que estar em quadra".

sábado, 5 de junho de 2021

Padilha: distribuir e prescrever cloroquina por meio do SUS é ilegal

Alexandre Padilha (Foto: ABr | Reuters)

“Ninguém no SUS pode fazer propaganda, produzir, comprar, distribuir ou prescrever uma medicação que não foi incorporada pela Conitec”, explicou à TV 247 o ex-ministro da Saúde. Assista.

247 - O deputado federal e ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT-SP), em entrevista à TV 247, afirmou que profissionais da saúde que prescrevem cloroquina pelo SUS para pacientes com Covid-19 estão cometendo uma ilegalidade.Um dos itens do “envenenamento precoce”, apelidado por Padilha, a cloroquina não foi incorporada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), o que impede sua prescrição por profissionais do SUS. “Ninguém no SUS pode fazer propaganda, produzir, comprar, distribuir ou prescrever uma medicação que não foi incorporada pela Conitec. Não está autorizado a ser investido recurso público do SUS para uso dessa medicação. E o governo Bolsonaro fez tudo isso. O SUS não permite”.

Apesar das evidências científicas que apontam para a ineficácia da cloroquina contra a Covid-19, médicos ainda sim têm autonomia para medicar seus pacientes com a substância. Eles são obrigados, porém, a seguir quatro protocolos estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), alerta Padilha. “O CFM está regulando o que o médico tem que fazer caso ele queira prescrever esse medicamento e assumir a responsabilidade sobre isso. Ele precisa orientar o paciente de que não existe qualquer estudo que mostre a eficácia desse medicamento, tem que orientar o paciente dos estudos que mostram a gravidade e a agressão que esse medicamento pode causar, tem que orientar o paciente que a melhor forma de prevenir a Covid-19 é o uso de de máscara, o distanciamento e álcool gel e tem que fazer um termo de consentimento”.

‘Nise mentiu sobre suas funções na Saúde nos governos do PT’

Sobre o depoimento da médica Nise Yamaguchi, defensora da cloroquina, à CPI da Covid na última terça-feira (1), Padilha desmentiu as informações apresentadas por ela sobre quando atuou no Ministério da Saúde durante os governos do PT. A médica citou sua passagem pelo ministério em outros governos para tentar se afastar da ideia de que é apoiadora de Jair Bolsonaro.

“Ela de fato foi servidora do ministério já na gestão do [ex-ministro José Gomes] Temporão. Quando eu assumi o ministério, em 2011, ela era servidora do ministério, depois eu a exonerei porque o papel que ela tinha não estava correspondendo ao que a gente estabelecia. Mas ela nunca teve qualquer participação ou envolvimento. Ela chegou a mentir mais de uma vez dizendo que durante a gestão do Temporão, na H1N1, ela participava do comitê da H1N1. Nunca participou. Não era esse o tema dela”.

Fonte: Brasil 247

Natália Bonavides faz denúncia a PGR sobre Plataforma TrateCov

A deputada federal Natália Bonavides (PT/RN) enviou à Procuradoria-Geral da República (PGR) denúncia de novos fatos sobre a plataforma TrateCov do Governo Federal, que sem nenhuma confiabilidade médica e científica receitava o chamado “kit Covid” ou “tratamento precoce” e o uso de Cloroquina, remédio sem comprovação de eficácia no combate à COVID-19, para a população.

Na Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia (CPI da COVID), representantes do Governo Federal na pandemia mentiram ao negar a existência do TrateCov, como o depoimento do ex-ministro da saúde Eduardo Pazuello. Mas elementos presentes no depoimento da secretária do Ministério da Saúde e responsável pela pasta que criou a ferramenta, Mayra Pinheiro, confirmam a existência do lançamento e desenvolvimento da plataforma.

Para Natália, é urgente a investigação dos fatos: “Em janeiro de 2021, informamos à PGR a possível prática de crimes de charlatanismo, de prática ilegal da medicina e de responsabilidade, o provável cometimento de atos de improbidade e a aparente violação do código de ética médico por membros do Governo Federal responsáveis pelo desenvolvimento e lançamento da plataforma TrateCov. Com esses novos depoimentos, fica ainda mais evidente o atentado à saúde pública e à vida das brasileiras e brasileiros. É preciso que a PGR investigue e puna os envolvidos o mais rápido possível.” 

Fonte: Potiguar Notícias

Sandman: Os Perpétuos contra o racismo

RACISTAS NÃO ENTENDEM QUADRINHOS.

Uma turba enfurecida de fãs da obra Sandman, do quadrinista e escritor inglês de Neil Gaiman, criado para o selo Vertigo da DC, gritam extremados e enfurecidos pela escolha do elenco para a adaptação dos quadrinhos adultos cults dos anos 1980 e 1990.

Em um tuíte, um dos “fãs” questiona o autor: “Como você pôde escolher uma atriz negra para uma importante personagem icônica e branca?”.

A resposta de Gaiman não podia ser melhor:

“Se você acha que os Perpétuos têm alguma raça ou forma humana específica, você não entendeu alguma coisa em Sandman. Não se preocupe. Assista à série.”

Extremistas racistas sabem ler as palavras. Conseguem fazer conexões com letras, vogais, consoantes e entender o sentido literal das conexões fonéticas, mas pecam e são carentes de intelecto para a função da interpretação que é fundamental quando não se está lendo livros infantis escritos para bebês. Para literatura adulta, incluindo a obra de Gaiman, é preciso cultura, vivência, empirismo, maturidade.

Ou pelo menos o mínimo de empatia, simpatia e curiosidade sobre histórias ficcionais que falam da realidade, seja ela “real” ou imaginária.

Capa da primeira edição de Sandman, de Neil Gaiman, no Brasil, com arte de Dave McKean

A IRMÃ MORTE 

Recriação de um personagem noir antigo, Sandman representou uma revolução nos quadrinhos do final dos anos 1980. Centrada no personagem Dream, ou Morpheus, traduzido para Sonho em português, a série original de cerca de 80 fascículos apresentou ao mundo a família peculiar dos Perpétuos, seres imortais, quase deuses, que representam aspectos da vida humana, todos com nomes começados com “D” em inglês: Dream, Death, Destiny, Desire, Destruction, Despair e Delirium. Todos os textos são de Gaiman, mas cada uma das sagas da série e as histórias paralelas são desenhadas por artistas diferentes.

A Morte, um dos perpétuos e irmã de Sonho, nos quadrinhos originais, tem, quase sempre, a pele branca, praticamente translúcida e cabelos pretos e desgrenhados. Usa uma roupa preta em alusão às roupas usadas pela geração gótica, punk e roqueira dos anos 80 e provavelmente foi inspirada em Siouxsie Sioux, vocalista da banda Siouxsie and the Banshees. Seu irmão, Morpheu ou Sonho, aprisionado em uma gaiola mística pela elite branca ocultista de Londres no início da obra, foi inspirado no cantor andrógino de rock gótico, Robert Smith, que tocou com os Siouxsie and the Banshees e depois montou a banda The Cure, ícone da moda trash 80 e do movimento gay da época.

Morte com pele escura, na versão do desenhista Mark Chiarello

Movimentos são feitos através das épocas baseados em contextos históricos. Aquilo que cada geração precisa na cultura pop é produzido por mentes incríveis como a de Gaiman. Hoje o mundo precisa de Perpétuos que tenham a cara das necessidades dessa geração. Não é o progressismo que toma a obra. É a obviedade das escolhas. A Morte, por exemplo, provavelmente será interpretada por Kirby Howell-Baptiste, que recentemente recriou Anita em Cruella, outra personagem branca clássica da Disney e dona de um dos Dálmatas da animação original 101 Dálmatas. Kirby é uma atriz preta.

Alguns dos atores e atrizes que devem interpretar as personagens de Sandman na Netflix

E o que tem isso de importante para a narrativa da obra que conta a trajetória de seres místicos, míticos, ficcionais e atemporais que já encarnaram inúmeras formas humanas, animais e alienígenas desde o início da criação do nosso mundo? Absolutamente nada.

Sandman negro na história Contos na Areia, 9º fascículo da série original de Sandman, com arte de Mike Dringenberg e Malcolm Jones III.


INCLUSÃO 

Neil Gaiman nunca escreveu sobre pessoas brancas. O autor de Sandman será adaptado pela Netflix depois de anos de negativas a dezenas de convites dos maiores estúdios do mercado de cinema hollywoodiano, e ficará com a produção executiva e direito de tomada de decisões exclusivas sobre sua obra.

A família imortal de Sonho na arte de Frank Quitely

Sandman nunca falou sobre a soberania de entidades brancas sobre outros seres ou indivíduos. A obra literária em formato de quadrinhos de Gaiman trata do efêmero e de relações humanas e não humanas. Sandman fala de magia e da obscuridade da natureza do homem tendo como contraponto seres que transcendem o entendimento infantil do ser humano sobre a sua realidade. Os Perpétuos são deuses que passeiam entre nós. Não são “somente” brancos, humanos, pretos, pardos, mecenas das artes ou asseclas egípcios. Às vezes, são até felinos ou marcianos. Perpétuos são o Infinito. Não há compreensão humana da obra que faça jus à sua essência. Só há a referência cultural limitada de cada leitor. 

SANDMAN. SUPERCALIFRAGILISTICOESPIALIDOSO.

Ler a o obra de Gaiman e entender sua importância é uma obrigação de cada nerd e geek que pretenda bater no peito seu orgulho pela cultura de entretenimento atual assim como entender que os quadrinhos de Sandman são uma obra atemporal, assexuada e de forma alguma foi escrita com o intuito de representar a cor da pele de qualquer leitor ou de seu autor. A obra é repleta de personagens brancas, negras, jovens, velhas, gays, lésbicas, trans…

O pseudo fã que acredita que é necessária a integridade visual dos personagens com as referências originais dos anos 80 precisa urgentemente revisitar a obra para uma maior compreensão daquilo que foi escrito assim como entender a grandiosidade humana inserida nos textos de Neil Gaiman, que logo logo estarão imortalizados, mais uma vez, nessa que será uma das maiores séries sobre quadrinhos adaptados para um streaming pela gigante Netflix.

E como diria a irmã Morte, quando não há nada importante a ser dito sobre algo, diga apenas,

“Supercalifragilisticoespialidoso”

Faz mais sentido que o seu preconceito e sua ignorância. 

Fonte: https://jornalistaslivres.org

JURISTAS E ESPECIALISTAS VÃO DEBATER A REFORMA ADMINISTRATIVA NA QUINTA COM O TARSO

Lígia Melo, Fernando Mânica e Maria Lucia Fattorelli participarão na quinta-feira, 10.06.2021, 19h, do programa “Estado e Administração Pública em Debate”, de Tarso Cabral Violin, pela TV do Instituto Edésio Passos (YouTube e Facebook), sobre a Reforma Administrativa. A Professora Lígia é Professora da Universidade Federal do Ceará, Doutora em Direito pela PUC/PR e Presidente do Instituto Cearense de Direito Administrativo. Mânica é Procurador do Estado do Paraná, Professor da Universidade Positivo e Doutor em Direito do Estado pela USP. Fattorelli é Coordenadora Nacional da Auditoria Cidadã da Dívida e membro titular da Comissão Brasileira Justiça e Paz da CNBB. Tarso é Advogado, Pós-Doutorando (USP), Mestre e Doutor (UFPR) e Professor de Direito Administrativo. Links da IEPTV: http://www.youtubev.com/c/InstitutoEdésioPassos ou https://www.facebook.com/InstitutoEdesioPassos/

Fonte: https://blogdotarso.com

terça-feira, 1 de junho de 2021

FUTEBOL E PANDEMIA -Fátima Bezerra anuncia que RN não aceitará jogos da Copa América

Por: CEFAS CARVALHO
O anúncio da Conmebol de que após as recusas de Colômbia, Argentina e Chile, a Copa América de 2021 seria realizada agora em julho e julho no Brasil provocou uma série de reações entre gestores e políticos.

Como Natal, a capital do RIo Grande do Norte, foi citada entre as cidades que poderiam receber jogos do torneio continental, a governadora Fátima Bezerra (PT) usou as redes sociais nesta segunda-feira (31) para anunciar que o RN não aceitará receber os jogos da Copa América. 
 
“Apesar de sermos um dos Estados com estrutura física disponível, não temos hoje níveis de segurança epidemiológica para realização do evento. Ao contrário, estamos numa luta diuturna para amenizar os efeitos da pandemia, que está em um momento crescente por aqui. O Governo é, portanto, contrário à realização do evento no nosso estado”, disse Fátima em mensagem publicada no Twitter. Ela disse que ainda não recebeu nenhum comunicado sobre o evento.
 
O torneio virá para o Brasil após negociação do governo Bolsonaro com a Conmebol. O que vem gerando muitas críticas já que o país está em meio à segunda onda da pandemia do Covid-19 que matou mais de 460 mil brasileiros. 
 
Outros governadores que recusam jogos em seus estados são Paulo Câmara, de Pernambuco e Rui Costa, da Banhia.
 
Atualmente o RN vive um momento delicado da pandemia, com lotação de leitos e número de casos e óbitos ainda considerado alto. Um evento esportivo neste período poderia piorar em muito a sitiuação, como colocaram os especialistas.

Fonte: Potiguar Notícias 

Horror a Bolsonaro vence o medo do vírus

   

(Foto: Roberto Parizotti/Fotos Publicas)

Jornalista Tereza Cruvinel* faz referência aos atos que tomaram conta do País em protesto contra Jair Bolsonaro. "Outras manifestações virão, e se era por falta de povo na rua, o presidente da Câmara, Arthur Lira, terá dificuldades para continuar sentado sobre mais de uma centena de pedidos de impeachment", afirma.

Foi isso que disseram neste sábado as milhares de pessoas que foram às ruas em todo o país: Bolsonaro é pior que o vírus. Chegou a hora de vencer o medo, e tomando as precauções necessárias, mostrar que a maioria (57% segundo o Poderdata) não suporta mais o genocida e exigem seu impeachment, além de mais vacinas e auxílio emergencial de R$ 600 para os desvalidos da pandemia.

Bolsonaro, o intolerável, passou recibo no seu melhor estilo "vulgaridade ilimitada". Postou nas redes sua fotografia com camiseta em que se lê: "imorrível, imbroxável, incomível". Como se endeusa este sujeito, como é grande sua fixação em sexo e no próprio falo!

Passou este recibo chulo, sabedor de que o sucesso das manifestações deste sábado azul mudou a conjuntura. Até aqui, estava bem para ele: sem vacina e com o vírus solto, ruas vazias. Agora mudou. Outras manifestações virão, e se era por falta de povo na rua, o presidente da Câmara, Arthur Lira, terá dificuldades para continuar sentado sobre mais de uma centena de pedidos de impeachment.

A CPI, revelando a cada depoimento a responsabilidade cristalina de Bolsonaro pelo morticínio, expondo seu negacionismo e crueldade, já fez o presidente da Câmara dizer na semana passada que vai começar a examinar os pedidos. Comece logo Lira, antes que o bonde popular o atropele. Lira é um oportunista típico do Centrão: não acolhe nenhum dos pedidos nem arquiva nenhum. Sentado sobre a pilha, conserva o poder de chantagem sobre o genocida, que pode se achar imorrível mas não será eterno no cargo. Se não cair por impeachment, perderá para Lula em 2022.

Por falar em Lula, li neste domingo análises que atribuíram as manifestações a uma estratégia dele, e outras que cobravam sua ausência e seu silêncio sobre o primeiro ronco das ruas.

Lula não tinha que ir mesmo. As manifestações foram puxadas pelas frentes Povo Sem Medo, Brasil Popular e Coalizão Negra por Direitos. Não pelos partidos políticos, embora PT, PSOL, PC do B, PCO e PCB as tenham apoiado. Elas materializaram uma frente popular e suprapartidária contra Bolsonaro, em defesa das vacinas e da proteção social.  Se Lula tivesse ido, estaria sendo acusado de oportunismo eleitoral.

Ademais, como defensor ardoroso das medidas de isolamento e proteção sanitária em combinação com a vacinação em massa, sua presença carregaria uma contradição. O silêncio das primeiras horas é um sinal de seu respeito pelos que, vencendo o medo do vírus, foram às ruas dizer que não é mais possível suportar Bolsonaro na Presidência. Candidato favorito hoje, respeitou a natureza não eleitoral do protesto. E ainda que nem todos que protestaram sejam seus eleitores, foi para sua candidatura que as águas correram neste sábado.

*Fonte: https://www.brasil247.com

Bolsonaro não consegue criar seu partido. E nenhum partido quer Bolsonaro. Por Moisés Mendes

 

Aliança pelo Brasil, partido que Jair Bolsonaro tenta criar Foto: Reprodução

Publicado originalmente no Blog do Autor:

Levy Fidelix, que morreu há um mês, tinha partido, o PRTB de Hamilton Mourão. José Maria Eymael tem partido, o PDC. O Brasil tem 33 partidos.

Mas Bolsonaro não tem partido e nenhum partido quer Bolsonaro. O Aliança pelo Brasil, que seria o partido da família, está em criação desde 21 de novembro de 2019. Mas ninguém quer saber do partido da família Bolsonaro.

Se fosse um produto à venda nas prateleiras, o partido da família Bolsonaro seria o maior fracasso brasileiro do século 21 e estaria embolorado num canto.

O eleitor não quer saber do partido de Bolsonaro porque Bolsonaro não pode querer sair da condição de gambiarra para a de líder de um projeto político. Mesmo que seja uma farsa. Bolsonaro será sempre uma gambiarra.

O sujeito participou à distância das eleições municipais do ano passado sem partido. Nunca antes um presidente acompanhou uma eleição sem ter partido.

Bolsonaro manda num governo que não tem partido, não tem base política (o apoio é alugado e bem pago ao Centrão) e não tem a fidelidade incondicional dos militares.

O senador Flavio Bolsonaro foi eleito em 2018 pelo PSL, passou para o Republicanos e agora vai se filiar ao Patriota.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro ainda pertence ao PSL, partido do qual o pai se desligou por não conseguir controlar o bolão do fundo partidário, quando brigou com Gustavo Bebianno, que morreu meses depois.

O vereador Carlos Bolsonaro foi eleito pelo PSC em 2016 e passou para o Republicanos de Flávio, mas não sabe ainda se vai ficar no partido, sendo possível que também deixe o Republicanos para se filiar ao Patriota.

Bolsonaro também quer ir logo para o Patriota. Mas não será fácil, porque os líderes do Patriota não querem todos os Bolsonaros se adonando do partido. É uma briga por poder e dinheiro.

A família toda era do PSC, até Bolsonaro ficar sem partido e se bandear para o PSL e depois entrar em conflito com os que o chamaram para concorrer em 2018.

Ninguém na família sabe ao certo o partido de cada um. E a família não consegue ter um partido só dela, com a gestão absoluta do fundo partidário e dos que se dispuserem a ficar no entorno sem incomodar.

Mas os Bolsonaros fracassam como donos de partido. Para que o Aliança fosse registrado, eles precisavam de 492 mil assinaturas de adesão. Conseguiram menos de 50 mil. O Aliança tem assinaturas de gente que não existe e até de mortos.

Dizem que os mortos não estão na lista de filiação por fraude. São mortos mesmo. Gente que morreu esperando, desde novembro de 2019, por um partido que não vinga.

Mas, mesmo assim, tem gente achando que Bolsonaro, o sujeito que não consegue ter um partido, ainda pode se reeleger. Ninguém confia em Bolsonaro o suficiente para se engajar a um partido dele e dos filhos.

Mas a imprensa fica dizendo que Bolsonaro ainda tem força. Ele já andou por oito partidos e não consegue realizar seu grande projeto. Mas acham que ele irá em frente.

Na defesa que apresentou ao Ministério do Exército, por ter participado da festa com motoqueiros ao lado de Bolsonaro, no Rio, o ex-ministro Eduardo Pazuello disse que não fez nada de errado.

Pazuello argumentou que as normas do Exército proíbem os militares de participar de manifestações político-partidárias.

Mas Bolsonaro, disse Pazuello, nem partido tem. É uma realidade que pode salvar Pazuello e acabar com Bolsonaro.

Fonte: https://blogdeumsem-mdia.blogspot.com