terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

UM CUSTO DO PATERNALISMO É REDUZIR OS INDIVÍDUOS À CONDIÇÃO DE CRIANÇAS, ATROFIANDO SUA LIBERDADE

joão pereira coutinho
A TIRANIA DO BEM, REVISITADA
Minha coluna da semana passada (clique aqui para acessá-la e leia observação abaixo) despertou a ira dos leitores. E alguns, firmes mas pedagógicos, escreveram para o meu email com o propósito de me fazerem ver a luz da razão.

Agradeço a todos. Mas, aqui entre nós, que fiz eu para merecer tanto chicote?

Nada de especial: apresentei ao auditório o livro Killjoys: A Critique of Paternalism, de Christopher Snowdon. E subscrevi a tese do autor: não é função do Estado proteger os indivíduos deles próprios. O Estado só deve intervir quando certos comportamentos individuais podem causar dano a terceiros —o célebre princípio do dano de John Stuart Mill.

Por outras palavras: não deveria ser uma preocupação do governo saber se eu fumo, bebo ou gosto da comida bem apurada. Os meus vícios não contaminam ninguém e por isso não são uma questão de saúde pública. São apenas uma questão de saúde pessoal.

Vários leitores discordaram, oferecendo o mesmo contra-argumento: se eu arruíno a minha saúde com comportamentos irresponsáveis, o resto da sociedade é obrigado a pagar os meus tratamentos nos hospitais. Não há aqui um dano a terceiros?

Entendo o argumento. Mas ele só faria sentido se os seres viciados não pagassem impostos como toda gente, esperando dos serviços públicos certos direitos fundamentais. O direito à saúde é um deles.

Um fumante não é um parasita do trabalho dos outros; é um contribuinte porque trabalha como os outros. Conclusão lógica: se o Estado aceita o meu dinheiro, não há nenhum motivo para recusar os meus pulmões.

Aliás, os viciados tendem a pagar mais impostos do que o cidadão normal —quer sob a forma de impostos indiretos, quer através dos sin taxes [taxas do pecado], para usar a expressão inglesa.

Isso significa, segundo Christopher Snowdon, que o dinheiro que o Estado recebe dos viciados será sempre superior ao dinheiro que o Estado gasta ao tratá-los.

Existe um segundo argumento que os leitores relembraram e que também merece atenção: a saúde é o bem mais precioso; donde, só um louco não deseja ser saudável.

Admito que sim. Mas também admito que não: para certas pessoas, o prazer ou a liberdade podem ser valores mais importantes do que a saúde. Como garantir, a priori, que a saúde deva ter prioridade sobre qualquer outro valor?
Obviamente, não é possível garantir tal coisa. Diferentes pessoas desejam coisas diferentes para as suas vidas. O erro do paternalismo é desejar impor aos outros o que o paternalista considera prioritário. Isso é um abuso de autoridade sobre a nossa autonomia.

Além disso, Christopher Snowdon cita no livro uma importante enquete realizada nos Estados Unidos onde se perguntava à população mais velha quais eram os seus grandes arrependimentos de vida.

A maioria citou questões sentimentais, familiares, educacionais e profissionais. Uma minoria lamentou não ter tido mais cuidado com a sua saúde. Falamos de 6% dos inquiridos. Curioso: nos anos do fim, o principal arrependimento não está no exercício adiado, nos cigarros fumados, no uísque bebido.

Por último, muitos leitores partiram sempre do pressuposto de que o paternalismo não causa dano a terceiros, ao contrário de certos comportamentos transgressivos. O paternalismo é inofensivo, no mínimo, e uma benesse para irresponsáveis, no máximo.

Uma vez mais, só posso aconselhar o livro de Snowdon. O paternalismo tem vários custos. Um deles é reduzir os indivíduos à condição de crianças, atrofiando a liberdade e a responsabilidade pessoais.

Mas não é preciso ser tão filosófico para captar os custos do paternalismo. O velho mercado negro, que tende a suprir as necessidades quando os impostos sobre bebidas, tabaco etc. excedem o razoável, é um exemplo mais pragmático.
Sem referir o óbvio: o mercado negro representa um custo para a economia real —e pode ser um perigo para o consumidor, obrigado a optar por produtos sem as mesmas garantias de qualidade.

Uma sociedade civilizada deve informar os consumidores sobre as consequências de certos vícios. De igual forma, deve fiscalizar a qualidade dos produtos em circulação.

Mas não cabe ao Estado determinar como os indivíduos organizam os seus valores de vida, por mais insensatos ou repelentes que esses valores sejam aos olhos do paternalista.

Afirmar o contrário é sempre uma exibição de autoritarismo —um autoritarismo moralista que, infelizmente, se tornou banal e até admirado nas sociedades em que vivemos.
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Observação: infelizmente, quando da publicação do artigo A tirania do bem eu estava às voltas com minha bagunçada mudança e acabei passando batido. Então, agora que as críticas de leitores politicamente cricrislevaram o escritor português João Pereira Coutinho a voltar ao assunto, busquei a melhor maneira de minorar os danos do apagão.

Tendo avaliado como imperdível a desconstrução dos argumentos paternalistas (o gajo é delicado ao não usar o termo autoritário, que também cairia bem nesse contexto), optei por publicar o artigo novo e dar o link do velho, para os interessados em conhecerem o início desta discussão terem como o fazer. Espero que a solução haja sido satisfatória para todos. (Celso Lungaretti).

Fonte: https://naufrago-da-utopia.blogspot.com 

Mãe de Cazuza denuncia fake news de Ministro da Educação: “sem compromisso com a verdade”

Ministro da Educação pode ser processado por Lucinha, mãe de Cazuza (Reprodução)
Ricardo Vélez-Rodriguez, em entrevista à Veja, disse que Cazuza “pregava que liberdade é passar a mão no guarda”, frase que originalmente era do Casseta & Planeta.
Lucinha Araújo, mãe do cantor Cazuza, morto em 1990, escreveu uma carta aberta ao ministro da Educação, Ricardo Vélez-Rodriguez que, em entrevista à Veja, teria dito que Cazuza “pregava que liberdade é passar a mão no guarda”. As informações são de Ancelmo Gois, na edição desta terça-feira (5) do jornal O Globo.
“Se meu filho estivesse vivo, tenho certeza de que ele me pediria piedade”, escreveu ela. “Mas como não sou ele e minha idade suprimiu os panos quentes, considero inadmissível uma pessoa, ocupando o cargo que ocupa, não ter a preocupação de, sem compromisso com a verdade, citar uma pessoa pública”.
A frase dita pelo ministro, na verdade – que na versão original incluía a palavra “bunda” — foi feita pela turma do humorístico “Casseta & Planeta” nos anos 1980.
Na carta, Lucinha lembra que Cazuza foi a primeira pessoa pública no Brasil a assumir sua condição de HIV positivo, “o que possibilitou a luta pelo acesso universal ao tratamento, o que fez do Brasil um país reconhecido mundialmente pelo programa de Aids”.
A mãe do artista declarou ainda que gostaria de deixar aberta a possibilidade de o ministro se retratar publicamente, “para que não seja necessário ter de tomar providencias jurídicas”.
Fonte: Revista Fórum

'NOVA POLÍTICA' - Novo presidente do Senado é investigado por 'notas frias' e votou por livrar Aécio


Davi Alcolumbre
Davi Alcolumbre foi escolhido por Onyx Lorenzoni, como nome para tentar barrar a volta de Renan Calheiros à Presidência
Por Redação RBA
Davi Alcolumbre também já foi alvo de investigação por superfaturamento em obras no Amapá e usou verba de gabinete para abastecer seus carros em posto de seu tio.
São Paulo – O novo presidente do Senado até 2021, Davi Alcolumbre (DEM-AP) é investigado em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) por supostas irregularidades relacionadas à campanha de 2014, quando se elegeu senador. 
De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, os dois tratam sobre casos similares. As suspeitas são de que o presidente do Senado tenha utilizado notas frias para comprovar gastos de sua campanha, entre outras irregularidades. Ele nega. O principal inquérito está sob segredo de Justiça.
A defesa do parlamentar encaminhou, durante a investigação, um documento que continha assinatura de uma servidora municipal que, posteriormente, foi apontada como falsa por ela e por laudo da polícia.
"No citado procedimento investigatório, apura-se a prática do delito previsto no art. 350 do Código Eleitoral pelo Senador David Samuel Alcolumbre Tobelem, em razão da 'utilização de notas fiscais frias inidôneas para a prestação de contas, ausência de comprovantes bancários, contratação de serviços com da/a posterior à data das eleições, entre outras', durante sua campanha a Senador da República, nas eleições de 2014'", escreveu a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, em manifestação de março de 2018.
O artigo citado por Dodge estabelece pena de até cinco anos de prisão para quem comete o crime de "omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais". Por falta de enquadramento legal específico, esse é o artigo comumente usado para o caso de suspeita de caixa dois, que é o uso de dinheiro em campanha sem conhecimento da Justiça Eleitoral.
O senador do DEM já foi alvo de outras investigações, como as da Operação Pororoca (superfaturamento de obras no Amapá), e as da Operação Miquéias, que investigou fraudes na Previdência de prefeituras. No segundo caso, houve interceptação de uma ligação telefônica sua com doleiro Fayed Trabouli, pivô do esquema, mas não houve condenação.

Votação

Em 2017, quando a Primeira Turma do STF determinar o afastamento do ex-senador e agora deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), votou contra a cassação do então senador Aécio Neves (PSDB-MG), por ser acusado de interferir nas investigações da Lava Jato e seus desdobramentos, Alcolumbre votou contra a cassação do tucano.
Na ocasião, o Senado livrou o mineiro do afastamento por 44 votos contra 26 e Aécio pôde retornar as atividades de parlamentar.
Além disso, em novembro do ano passado, o senador do DEM votou também para aumentar em 16% os salários dos ministros do STF. Na decisão, os senadores aprovaram o aumento nos salários dos ministros do STF e também o do cargo de procurador-geral da República. O vencimentos passaram de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil.
Como deputado, em 2009, Alcolumbre conseguiu aprovar um projeto de lei para homenagear seu tio Alberto Alcolumbre, acrescentando o nome dele ao título do Aeroporto de Macapá. Em 2013, ainda deputado, Davi usou verba de gabinete para abastecer seus carros no posto de gasolina Salomão Alcolumbre e cia LTDA, do seu tio. O fato foi revelado pelo Estado de S. Paulo.
Fonte: Rede Brasil Atual

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Há 300 dias nosso pesadelo real começou. Meu avô foi preso!


"Há 300 dias nosso pesadelo real começou. Meu avô foi preso. O biso da Analua foi sequestrado, colocado em uma sala e lá esquecido. Sim, esquecido. Somente nós da família sabemos a dor que está sendo vivenciar tudo isso", diz Bia Lula. "Não podemos mais permitir que deixem ele lá, não podemos mais permitir que privem ele do contato com a família e, principalmente, com os netos que, sem entender nada, choram de saudade, perguntam, querem ligar, mas não podem". Lula foi preso há 300 dias para ser impedido de disputar uma eleição presidencial que venceria em primeiro turno

Da revista Fórum – Em carta, divulgada neste sábado (2) no perfil oficial do ex-presidente nas redes sociais, Bia Lula, neta de Lula, pede a libertação do avô.

"Se eu pudesse fazer um desejo meu se realizar, certamente seria o de vê-lo livre para que juntos consigamos viver em paz, ter nossos momentos, devolver a ele tudo que ele sempre mais quis conquistar e preservou enquanto deixaram, sua liberdade".

Mãe de Analua, bisneta do ex-presidente, ela diz que é "desumano" o que está sendo feito com Lula e conta a falta que ele faz à filha.

"Eu, enquanto mãe da pequena grande Analua, sei a dor que é vê-la querendo falar com o "tiso" (ela o chama assim) pelo telefone, e não pode".

Leia a íntegra da carta de Bia Lula.

Há 300 dias nosso pesadelo real começou. Meu avô foi preso.

O biso da Analua foi sequestrado, colocado em uma sala e lá esquecido. Sim, esquecido. Somente nós da família sabemos a dor que está sendo vivenciar tudo isso.

Eu, enquanto mãe da pequena grande Analua, sei a dor que é vê-la querendo falar com o "tiso" (ela o chama assim) pelo telefone, e não pode.

Ela mesma já sabe o que falar de consolo para os momentos em que ela busca por ele. Nesses instantes, ela me olha, pega o telefone, finge ligar pra ele e então fala: "Alô, tiso? é a Lua. Bem? (tudo bem), ahhh tá trabalhando?" e faz cara de chateada.

Automaticamente, ela olha pra mim e fala: "pouxaaaa, tiso tá trabalhando mamãe", com bico no rosto, e então eu explico que o biso é um homem muito bom, generoso e não pode nunca deixar de trabalhar para ajudar as pessoas. Ela então bate palma e grita "êêê tiso, tiso, tiso".

Vocês sabem a dor que é ver uma cena dessas? Vocês sabem o que é ver sua filha querer ter contato com o bisavô dela e não poder? Sua filha abraçar e beijar todos os dias um boneco do bisavô que temos em casa, fazer carinho, falar que sente saudade?

Não desejo para ninguém ver ou sentir o que sinto quando Analua fala sobre ele ou "conversa" com ele pelo telefone. É desumano, é doloroso. Minha filha não merece isso, eu não mereço isso, minha mãe, meus tios e primos também não merecem, mas sobretudo, meu avô, o gigante Luiz Inácio, não merece ser privado desse contato e dessa troca com as pessoas que ele mais ama, com a família que ele lutou para construir.

Se eu pudesse fazer um desejo meu se realizar, certamente seria o de vê-lo livre para que juntos consigamos viver em paz, ter nossos momentos, devolver a ele tudo que ele sempre mais quis conquistar e preservou enquanto deixaram, sua liberdade. Para que ele possa conviver com quem o cerca de amor, carinho, cuidado.

Não podemos mais permitir que deixem ele lá, não podemos mais permitir que privem ele do contato com a família e, principalmente, com os netos que, sem entender nada, choram de saudade, perguntam, querem ligar, mas não podem.

Por favor, libertem ele, façam justiça.

Bia Lula, neta do ex-presidente Lula.

#LulaLivre

Vale tudo em Passa e Fica: Rádio da Paraíba divulga pesquisa sem registro para confundir eleitor

O Ministério Público Eleitoral da 12a Zona, promotor José Roberto Torres Batista deve tomar as providências quanto ao crime eleitoral cometido na manhã deste domingo (3), pela Rádio Talismã FM, que fica próxima à Passa e Fica. Uma pesquisa sem registro divulgada pela emissora, que fica no município paraibano de Belém, mas tem grande audiência na região Agreste Potiguar.
Os supostos números da pesquisa colocam o candidato da família Lisboa, Celú Lisboa (PSB) com grande vantagem, diferente do clima vivido na cidade e nas últimas eleições, onde em 2016 a vitória do prefeito cassado Léo Lisboa (PSD) foi com menos de 3%, em um eleitorado de 8 mil pessoas. Em 2018, a governadora Fátima Bezerra (PT) que recebeu o apoio da oposição, venceu nos dois turnos.
Por Robson Pires

“Você pode até tirar de cena o velho Renan, mas não matá-lo”, diz Renan após derrota no Senado

Renan deixa a tribuna no Senado (Foto Pedro França - Agência Senado)

Antes a mágoa se concretize em vingança, aliados de Jair Bolsonaro trabalham para reduzir os danos que Renan pode causar.

Derrotado na queda de braço para a presidência do Senado, retirando a candidatura durante o processo de votação, o senador Renan Calheiros (MDB/AL) disse que segue vivo politicamente em entrevista a jornalista Vera Rosa, na edição deste domingo (3) do jornal O Estado de S.Paulo.
Antes que a mágoa se concretize em vingança, aliados de Jair Bolsonaro (PSL) avaliam que o presidente terá que agir pessoalmente para criar pontes com Renan, reduzindo os danos que o alagoano poderá causar ao agora governo inimigo.
Segundo reportagem de Gustavo Uribe e Talita Fernandes, na edição deste domingo da Folha de S.Paulo, a estratégia que tem sido defendida pelo entorno de Bolsonaro é que ele entre em contato com Renan neste final de semana e o convide para um encontro reservado assim que voltar a Brasília, o que está previsto para ocorrer até sexta-feira (8).
Coube ao general Carlos Santos Cruz, ministro da Secretaria de Governo, o primeiro afago após a batalha no Senado.
“Todo mundo é importante e ele (Renan) continua sendo um parlamentar importante como qualquer outro”, disse à Folha.
Fonte: Revista Fórum

Bolsonaro manda militares para “conversa franca” com Mourão após incômodo de filhos e aliados

Com relação estreita com a mídia, Mourão já temia que a relação com Bolsonaro azedasse por causa disso.

Coluna Painel, da jornalista Daniela Lima, na edição deste domingo (3), informa que militares escalados pelo governo terão uma “conversa franca” com o vice-presidente, general Hamilton Mourão (PRTB), por causa dos incômodos que vem provocando em aliados próximos e filhos de Jair Bolsonaro (PSL).

Segundo a jornalista, é crescente o incômodo do Planalto com declarações do vice, com contrapontos e até críticas públicas a iniciativas do time escalado pelo presidente. Esses interlocutores querem arrancar dele um compromisso claro de alinhamento.
Com relação estreita com a mídia, Mourão já temia que a relação com Bolsonaro azedasse por causa disso.
Um dos filhos do presidente teria dito a duas pessoas que o general busca se mostrar como uma figura mais preparada em caso de alguma crise desestabilizar o governo, que seria uma avaliação constante nos círculos políticos de Brasília.
Fonte: Revista Fórum

ARMAGEDON DIPLOMÁTICO - Se mudar embaixada para Jerusalém, Bolsonaro pode causar um distúrbio global

Embaixada do Brasil em Jerusalém causará distúrbio global
Instalar embaixada na "Cidade Santa" para árabes, judeus e cristãos é reconhecê-la politicamente como capital - e território - de Israel
Presidente do Instituto de Cultura Árabe, Mohamed Habib alerta que as consequências do alinhamento Bolsonaro-Trump em relação ao tema vão muito além de uma simples mudança de endereço.
São Paulo – A polêmica mudança da embaixada brasileira em Israel, passando da capital Tel Aviv para Jerusalém, foi o tema do encontro do presidente em exercício, general Hamilton Mourão (PRTB), com o embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahin Alzeben e comitiva, na segunda-feira (28). À imprensa, Mourão afirmou que a resposta dada foi que o “Estado brasileiro não está, por enquanto, pensando em nenhuma mudança de embaixada”. Em sua visita em dezembro, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou ter ouvido do presidente Jair Bolsonaro (PSL) que “a transferência não é uma questão de se, mas de quando”. 
Em artigo publicado esta semana no site no Instituto da Cultura Árabe (Icarabe), o professor aposentado da Unicamp e presidente da entidade, Mohamed Habib faz um alerta: "mudança da embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém e o significado da iniciativa do presidente Bolsonaro é no mínimo perigoso e pode levar a um distúrbio global, num mundo que já está no limiar do caos".
Egípcio naturalizado brasileiro, Habib foi diretor eleito do Instituto de Biologia da Unicamp por duas vezes (de 1990 a 1994 e 2002 a 2005) e coordenador de Relações Internacionais da mesma universidade de 1998 a 2002, onde foi também pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários. 
Ele chama atenção para a estratégia sionista por meio da atuação do primeiro ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Ao obter apoio da bancada parlamentar da extrema direita cristã, nos Estados Unidos, segundo Habib, o chanceler "mantêm doações financeiras anuais, além de alcançar outros objetivos, como por exemplo, a transferência da embaixada norte-americana de Tel Aviv para Jerusalém. A mesma tática está sendo aplicada no Brasil, através da bancada neopentecostal, a qual mantém relação simbiótica com Israel. Nos dois casos, o interesse político é o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel".
Conforme explica, a extrema direita dos Estados Unidos e parte dos segmentos evangélicos brasileiros compartilham a mesma concepção religiosa. Ambos os grupos religiosos acreditam em profecias apocalípticas, nas quais Jerusalém deve ser habitada só por judeus, como pré-requisito para o retorno de Jesus para restabelecer o cristianismo e iniciar o Armagedom, que a Bíblia descreve como a batalha final de Deus contra a sociedade humana iníqua, em que numerosos exércitos de todas as nações da Terra encontrar-se-ão numa condição ou situação, em oposição a Deus e seu Reino por Jesus Cristo no simbólico Monte Megido.
Já Israel não acredita na volta de Jesus. "Mas a expulsão dos não judeus de Jerusalém é o sonho dos seus governantes, para transformar a cidade em sua capital, passo importante para a conquista de todo o território palestino. Sem falar do projeto 'O Grande Israel', o qual se estenderia do rio Nilo, no Egito, ao rio Eufrates, no Iraque. Assim fica fácil entender a base de sustentação da parceria de uma visão religiosa, de um lado, e de um interesse geopolítico, de outro", explica Habib.
"Portanto, o significado da iniciativa do presidente Bolsonaro é, no mínimo, perigoso e pode levar a um distúrbio global, num mundo que já está no limiar do caos."
Jerusalém é a cidade mais sagrada para o mundo monoteísta, principalmente para o judaísmo, cristianismo e islamismo. Em 1948, Israel ocupou, de maneira ilegal, o lado oeste desta cidade e, em 1967, fez o mesmo com o restante da cidade. Um acordo foi então firmado em termos de administração entre Israel e os palestinos, no qual Israel cuidaria da parte oeste e os palestinos, da parte oriental, enquanto as Nações Unidas (ONU) tentariam colocar em prática a sua resolução 181 de 1948, segundo a qual a cidade é de interesse de todos os povos monoteístas e por isso tem de ser administrada por um conselho internacional sob a sua coordenação.
Na avaliação de Habib, nem os países centrais e nem o Estado de Israel estiveram interessados em resolver o conflito entre os dois povos. Até porque a permanência do conflito é interessante do ponto de vista econômico. "Pelo menos durante as primeiras cinco décadas, as doações e ajudas financeiras eram vitais para o desenvolvimento daquele país recém-nascido. Convencer o mundo de que Israel corria o risco de ser atacado pelos países árabes vizinhos é um grande pretexto para manter a ajuda financeira e as doações".
Entre os possíveis impactos negativos de uma possível mudança da embaixada por Bolsonaro, ele destaca o enfraquecimento das relações do Brasil com o mundo árabe, marcadas historicamente pela harmonia e respeito entre os dois lados – o que confirma e consolida a existência da base que sustenta a diversidade étnica nacional brasileira, acredita. "A grande diversidade racial, religiosa e cultural, representada pelos povos que compõem este país continental chamado Brasil é uma das suas maiores riquezas. Os árabes, os verdadeiros semitas, sejam árabes cristãos, muçulmanos, e mesmo árabes judeus, fazem parte de toda a história brasileira."
No campo diplomático, a atitude do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de transferir a embaixada para Jerusalém, retira de seu país o status de mediador no conflito entre palestinos e israelenses. E o Brasil, que passava a ser visto como a melhor opção para ocupar este espaço de mediação da paz, tende a seguir o mesmo caminho de Trump.
Além disso, o Brasil perde o apoio de todos os países islâmicos, árabes ou não, em assuntos de seu interesse brasileiro, como em votações na ONU, na Organização Mundial do Comércio (OMC) e em outros organismos internacionais. "Tornar o Brasil um apêndice da ideologia dos Estados Unidos e de Israel, além de não ganharmos absolutamente nada, perderemos os aliados dos países em desenvolvimento, em que a maioria é islâmica."
No âmbito econômico, Habib lembra que o países muçulmanos representam o maior mercado brasileiro para carne bovina, frango, açúcar e milho – que será afetado. Conforme dados do Ministério da Indústria e Comércio Exterior, em 2018 as atividades comerciais entre o Brasil e os países islâmicos alcançaram o valor de US$ 22,9 bilhões. A balança é favorável ao Brasil em US$ 8,8 bilhões. Os países islâmicos recebem cerca de 70% de todas as exportações brasileiras de açúcar, 46% do milho em grãos, 37% da carne de frango e 27% da carne bovina.
O presidente do Icarabe destaca também que, até 1991, o Brasil exportava em grande volume serviços e tecnologias para Oriente Médio na área de construção civil, por meio da Mendes Junior e outras, e máquinas e equipamentos pesados. "Com a invasão norte-americana ao Iraque e a queda do regime líbio, causando a deterioração econômica de ambos os países, o Brasil perdeu este mercado. Um dos grandes prejuízos foi, inclusive, a falência de grandes indústrias bélicas brasileiras, como a Engesa, em 1993. Fundada em 1958, empregava mais de cinco mil profissionais e vendia seus produtos para mais de 18 países. Perdemos um grande mercado, levamos prejuízos enormes, fechamos indústrias pesadas e não recebemos absolutamente nada por sermos aliados dos Estados Unidos".
"Aprender com a história e com as experiências do passado, na busca de caminhos mais seguros para o crescimento do nosso país, é obrigação de todos nós. Não podemos mais errar. Erguer um país é um processo árduo e lento; destruí-lo é fácil e rápido. Assim, cautela e precaução são fundamentais na gestão de qualquer país e em sua interação com os demais."
Fonte: Rede Brasil Atual

sábado, 2 de fevereiro de 2019

PARLAMENTO - Partidos de esquerda se dividem na Câmara, mas votarão juntos contra Bolsonaro

Câmara
Deputados assumiram mandatos nesta sexta-feira. Serão os encarregados de votar agenda de Bolsonaro
por Eduardo Maretti, da RBA
O campo progressista formou dois blocos partidários. O maior, liderado por PCdoB e PDT, com 105 deputados. O segundo tem 97 parlamentares de PT, PSB, Psol e Rede.
São Paulo – Os partidos de centro-esquerda passaram os últimos dias em tensas reuniões e intensas negociações por entendimento em busca de posições dentro da Câmara dos Deputados e de espaço político na Casa, participação na Mesa Diretora e nas comissões. O campo progressista se  dividiu em dois blocos. O maior dos dois foi formado por 105 deputados, composto por PDT, com 28, Pode (17), Solidariedade (13), PCdoB (10), Patri (9), PPS (8), Pros (8), Avante (7), PV (4) e Democracia Cristã (1).
PT lidera o segundo bloco, mas é formado somente por partidos de oposição programática ao governo Jair Bolsonaro. Com 97 parlamentares, além dos 54 petistas, esse bloco é formado por PSB (32), Psol (10) e Rede (1). Os dois blocos de centro-esquerda somam 202 deputados.
O governo conta com o maior dos três blocos, com 301 deputados. Em suas hostes, o partido do presidente da República, o PSL, que tem 52 deputados, junto com PP (38), PSD (35), MDB (34), PR (33), PRB (30), DEM (29), PSDB (29), PTB (10), PSC (8) e PMN (3).
O PCdoB e o PDT não chegaram a acordo com o PT e os aliados de seu bloco para formar uma força única. Os comunistas apoiam o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), à reeleição. Aliado do PCdoB na eleição à presidência da República, com a chapa Fernando Haddad e Manuela D’Ávila, o PT considera que o apoio do PCdoB a Maia, por tabela, é um apoio ao governo.
“Nossa decisão foi apoiar Rodrigo Maia, e não fazer bloco com o PSL, que está em outro bloco”, diz Orlando Silva (SP), líder do PCdoB na Câmara.
“Só tem um bloco de esquerda, formado pelo PT, Psol PSB e Rede. O outro bloco é formado por partidos do campo popular, mas a maior parte dos partidos apoia o governo Bolsonaro e esses partidos estão aliados com o governo. Portanto, não existem dois blocos da esquerda”, cutuca o líder do PT, Paulo Pimenta (RS). O bloco fechou o apoio a Marcelo Freixo (Psol) à presidência da Câmara.
“A unidade vai se dar na luta, porque a eleição da Mesa é apenas uma disputa para organizar internamente a casa. Nós achamos que é um erro lançar uma candidatura só para marcar posição”, responde Orlando Silva. Segundo ele, o PCdoB não apoia Rodrigo Maia por cargo nem comissão. “O principal compromisso dele conosco é discutir a pauta da Câmara. Nosso campo perdeu a eleição. Não podemos imaginar que quem perde eleição na urna para presidente vai ganhar com manobras no parlamento, que é um ambiente contrário à luta popular.”
Mas a questão que se impõe é: não seria natural que todos os partidos progressistas, que têm uma ação política programática, se unissem num mesmo bloco? “Seria natural se o PT tivesse capacidade de dialogar. Para dar um exemplo, desde o ano passado tentamos uma reunião com o líder do PT. Mas a primeira vez que ele aceitou se reunir comigo foi ontem (31)”, responde Orlando Silva.
“Nós fazemos  parte, junto com o PCdoB e os demais, do bloco da minoria, e achamos que foi uma opção política que o PCdoB fez, uma opção que não vamos comentar. Optamos por um outro caminho, o caminho da unidade do campo popular. E independente, em oposição ao governo Bolsonaro e à administração do Rodrigo Maia”, afirma Pimenta.
Independentemente da disputa política dentro do Congresso Nacional e da formação dos blocos, para o analista Antônio Augusto de Queiroz, o Toninho, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), o que se pode assegurar é que os partidos do campo popular, à esquerda, vão "marchar juntos" contra a pauta do governo Bolsonaro.
“Sem dúvida nenhuma, o PDT e PCdoB votam em sintonia com o PT, com PSB, com Psol, na matéria temática. Tanto do ponto de vista cultural como fiscal, vão marchar unidos, porque têm uma visão de mundo." 

Apoio a Bolsonaro

Segundo análise do Diap, a composição de apoio ao governo Bolsonaro na Câmara é a seguinte: o presidente teria 255 votos de apoio consistente e 117 condicionados, contra 140 da oposição. Queiroz explica que, politicamente, esses números são muito mais próximos da realidade do que a soma dos parlamentares dos dois blocos supostamente de oposição, que chega a 202 deputados.
Para ele, há grande possibilidade de o Congresso aprovar a reforma da Previdência “mais ou menos” como o governo quer, mesmo com a exigência, nesse caso, de maioria qualificada de 308 votos. “Tirando os partidos nos quais se pode apostar que serão contra as reformas como a da Previdência, PT, Psol, PCdoB, PDT e PSB, os outros não têm compromisso ideológico contra o modelo de Estado defendido por Bolsonaro.”
O analista discorda de opiniões segundo as quais as denúncias contra Flávio Bolsonaro vão minar a capacidade parlamentar do governo. Em sua opinião, o governo vai trabalhar na “desconstitucionalização” de matérias que exigem mudança na Constituição, como no caso da Previdência. “Ou seja, ele deve remeter para a lei ordinária grandes questões, deixando alguns princípios na Constituição. A lei precisa de menos votos.”
Para Queiroz, a equipe econômica está blindada e a grande imprensa “está apoiando 100%” a reforma da Previdência. “Para o governo, é o melhor dos mundos: ele tem um aliado que é a imprensa e pode apresentá-la como inimigo, já que ataca o governo nas questões morais e culturais.  Isso dá legitimidade, porque ele pode dizer que ‘até os inimigos reconhecem essa necessidade’. A lógica é essa”, conclui o analista.
Fonte: Rede Brasil Atual - RBA

Mais do que demitido, ministro colombiano da Educação deveria ser expulso do Brasil


Nunca antes na história desse país um ministro da Educação (ou qualquer outro) humilhou tanto o povo brasileiro como Ricardo Vélez Rodriguez.

Espécie de amostra grátis da miséria intelectual do atual governo, o colombiano que por reiteradas vezes deu demonstrações incontestáveis de sua incapacidade generalizada, ultrapassou de vez os limites da decência ao chamar os brasileiros de ladrões e canibais.

Ignaro às últimas consequências, utiliza-se do seu cargo no comando da educação brasileira para aviltar figuras históricas do pensamento educacional do país.

As ofensas gratuitas a intelectuais como Leonardo Boff e propostas de retiradas das homenagens ao Patrono da Educação Brasileira, o educador Paulo Freire, insultam tudo o que foi a longa e árdua construção do nosso conhecimento.

Vélez não é só um pedante incapaz de reconhecer suas próprias limitações, é também um estrangeiro acolhido pela República Federativa do Brasil que, a despeito disso, vive de diminuí-la e ridicularizá-la.

Ainda que pese reproduzir o que esse estulto afirmou em sua última entrevista sobre todos nós brasileiros, faz-se necessário grifá-la para que se grave bem o que o néscio pensa sobre o povo que o abrigou e que paga o seu salário.

O brasileiro viajando é um canibal. Rouba coisas dos hotéis, rouba assentos salva-vidas do avião. Ele acha que sai de casa e pode carregar tudo”.

Para um governo que se elegeu sob o lema mequetrefe de “Brasil acima de tudo”, permitir que um colombiano assuma uma posição de destaque apenas para nos chamar de ladrões só corrobora com a ideia de que Jair Bolsonaro é na verdade o último dos impatriotas.

Menos pelo dever mínimo da compostura no alto escalão do governo, a obediência à lei recomendaria não só a sua demissão imediata do cargo, mas, sobretudo, sua expulsão do país.

Vejamos o que diz o artigo 65 do Estatuto do Estrangeiro (Lei n° 6.815/80):

Art. 65. É passível de expulsão o estrangeiro que, de qualquer forma, atentar contra a segurança nacional, a ordem política ou social, a tranquilidade ou moralidade pública e a economia popular, ou cujo procedimento o torne nocivo à conveniência e aos interesses nacionais.

De barato Vélez se enquadra em pelo menos duas das condições acima elencadas que justificariam a sua expulsão do Brasil.

Propostas suas como a segregação do ensino superior e a abolição do pluralismo ideológico no debate político-educacional brasileiro afrontam miseravelmente os interesses nacionais.

Da mesma forma, querer repaginar o que de fato foi a ditadura militar brasileira transformando-a como uma opção presente e possível para o Brasil fere criminosamente a segurança nacional e o Estado Democrático de Direito.

Ricardo Vélez Rodriguez, por tudo o que já fez e propôs, não pode passar mais um minuto na cadeira que ora ocupa.

Mais do que isso, se num governo minimamente nacionalista e patriota estivéssemos, sua expulsão do Brasil já deveria ter sido prontamente expedida.

Carlos Fernandes
No DCM

RADIALISTA EDUARDO VASCONCELOS PARTICIPOU DO COMÍCIO DE CIBELE E EDSON CAZUZA EM PASSA E FICA/RN

 Equipe da Vitória pousando para a Vitória - Passa e Fica/RN se libertará!
 CIBELE E EDSON após seus discursos
 ANTENOR ROBERTO, vice governador também prestigiou o grande comício.
 Momentos em que Eduardo Vasconcelos se solidariza com os candidatos, Cibele e Edson Cazuza

Ontem (01) a Candidata a prefeita de Passa e Fica/RN, CIBELE FONSECA,, juntamente como EDSON CAZUZA, candidato a vice prefeito encerram sua caminhada, realizando um GRANDE COMÍCIO!

Mas antes a coligação fez uma carreata, que saiu do "Fernando da Pista", passando pelas principais ruas da cidade, sendo aclamado por todos que aglomerava nas esquinas, nas praças e em suas próprias casas, acenando pela janela para ambos.

Quem já estava presente no palanque era o ANTENOR ROBERTO, vice governador do RN, que também levou otimismo, entusiasmo, garra e determinação, com isso garantindo no próximo domingo (3) a vitória de ambos.

Ao chegar no local do COMÍCIO, juntaram se milhares de pessoas, que os aguardavam para ouvirem as propostas da candidata, CIBELE e de seus apoiadores.

Eduardo Vasconcelos, esteve presente e levou sua solidariedade a candidata por entender que a mesma representa a mudança de forma consciente e que com o apoio do POVO fará, juntamente com EDSON CAZUZA uma administração democrática, transparente, ouvindo a população, com projeto voltados para áreas de saúde, educação, social, CULTURA, entre outras. Eduardo Vasconcelos concluiu, dizendo que a vitória ta por vir e que o POVO saberá conduzir seu voto consciente!

Cibele e Edson Cazuza, juntamente com Everaldo Bezerra, esposo da candidata agradeceram a solidariedade de Eduardo.

Créditos das fotos: Fotografo, ALEXANDRE SILVA - Passa e Fica/RN