terça-feira, 24 de março de 2020

Bolsonaro volta atrás e revoga MP para demitir trabalhadores temporariamente


Jornal GGN* – Jair Bolsonaro decidiu revogar a Medida Provisória 927, que permitia as empresas demitirem temporariamente os trabalhadores brasileiros por quatro meses, como uma das estratégias do mandatário para fazer frente aos impactos econômicos do novo coronavírus no Brasil.
Alvo de duras críticas, a Medida Provisória autorizava o empregador a suspender os contratos de trabalho [leia mais aqui]. Segundo Bolsonaro, o objetivo era evitar que as demissões. Nesse período, a empresa não precisaria pagar o salário, mantendo apenas benefícios, como o plano de saúde.
A MP publicada neste domingo não determinava se o trabalhador continuaria recebendo algum tipo de aporte estatal para sobreviver, apenas trazia esta carta branca aos empresários, que seriam blindados de qualquer ações judiciais trabalhistas.
Após a grande repercussão nas redes sociais, o mandatário voltou atrás e divulgou, em sua conta no Twitter, que revogará a MP. Sem maiores explicações, escreveu: “Determinei a revogação do art.18 da MP 927 que permitia a suspensão do contrato de trabalho por até 4 meses sem salário”.

Leia mais: Medidas econômicas por coronavírus levam a golpe de Estado, por Pedro Serrano

segunda-feira, 16 de março de 2020

Janaina Paschoal diz que se arrepende de ter votado em Bolsonaro e defende afastamento

Foto:Janaína Paschoal e Jair Bolsonaro (Arquivo) 
O outro autor do impeachment de Dilma Rousseff, Miguel Reale Júnior, quer que MP determine que uma junta médica avalie sanidade mental de Bolsonaro
Os dois autores do processo de impeachment contra a ex-presidenta Dilma Rousseff, Janaina Paschoal e Miguel Reale Júnior, agora defendem também um afastamento de Jair Bolsonaro – ainda que não falem exatamente em impeachment.
O presidente foi criticado por ambos devido sua postura diante da pandemia do coronavírus. Sob suspeita de estar com a doença, Bolsonaro foi à manifestação em seu favor em Brasília, no domingo (15), e cumprimentou apoiadores. Além disso, ele incentivou os atos públicos com grandes aglomerações, indo contra as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Para a deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP), Bolsonaro cometeu “homicídio doloso”. “Quando as autoridades têm o poder/dever de tomar providências para evitar um resultado danoso e assim não procedem, elas respondem por esse resultado. Isso é homicídio doloso”, disse nesta segunda-feira (16) na tribuna da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
“Esse senhor tem que sair da Presidência da República. Deixa o [vice-presidente Hamilton] Mourão que entende de defesa. Nosso país está entrando em uma guerra contra um inimigo invisível. Deixa o Mourão, que é treinado para defesa, conduzir a nação”, disparou a parlamentar, que em 2018 explicitou publicamente seu apoio a Bolsonaro.
Ela diz agora, porém, que se arrependeu de seu voto. “Eu me arrependi do meu voto. Que país é esse? Como é que esse homem vai lá, potencialmente contaminando as pessoas, pegando nas mãos, beijando? Ele está brincando? Ele acha que ele pode tudo? As autoridades têm que se unir e pedir para ele se afastar. Nós não temos tempo para um processo de impeachment. Nós estamos sendo invadidos por um inimigo invisível”, afirmou.
Já Rale Júnior, que foi ministro da Justiça de Fernando Henrique Cardoso, quer que o Ministério Público Federal determine que uma junta médica avalie a sanidade mental do presidente. Para ele, Bolsonaro deve ser considerado “inimputável” por ter participado do ato público de domingo.
“Seria o caso de submetê-lo a uma junta médica para saber onde o está o juízo dele. O Ministério Publico pode requerer um exame de sanidade mental para o exercício da profissão. Bolsonaro também está sujeito a medidas administrativas e eventualmente criminais. Assumir o risco de expor pessoas a contágio é crime”, disse em entrevista ao Estadão.
Apesar de uma avaliação de sanidade mental poder levar ao afastamento de Bolsonaro, Reale Júnior não defende um processo de impeachment. . “O impeachment é um processo muito doloroso”, declarou.
Fonte: Revista Fórum

Bolsonaro lança tese idiota: a de que a China teria lançado o coronavírus para recuperar sua economia

Jair Bolsonaro tem defendido junto a aliados a mais estúpida das teorias da conspiração: a de que a China, economia que mais cresce no mundo e maior parceiro comercial do Brasil, teria lançado o coronavírus, matando mais de 3 mil chineses, para recuperar sua economia, que caiu 13,5% após a epidemia.

Fonte: BRASIL 247

#ImpeachmentdoBolsonaroURGENTE vira assunto mais comentado no Twitter

Mesmo com suspeita de estar infectado pelo coronavírus, Jair Bolsonaro quebrou o isolamento por duas vezes, colocando várias pessoas em risco
(Foto: Reprodução/TV Globo)
247 - Após ter saído de quarentena por duas vezes, mesmo com suspeita de coronavírus, Jair Messias Bolsonaro tornou-se um dos assuntos mais comentado do Twitter no Brasil. A hashtag #ImpeachmentdoBolsonaroURGENTE entrou para os trending topics da rede social nesta segunda-feira, 16.

Na quinta-feira, 15, durante os atos bolsonaristas contra o Congresso, Bolsonaro foi ver seus apoiadores em Brasília, tendo contatos físicos com eles. Contrariando mais uma vez recomendações médicas, Jair Bolsonaro foi ao Ministério da Economia nesta segunda-feira 16, mesmo não tendo previsão de reunião com o ministro Paulo Guedes na agenda.
Impachment Bolsonaro

EUA e Alemanha entram em disputa por vacina contra o novo coronavírus

Resultado de imagem para imagem do presidente dos estados unidos
Imagem do Google - Donald Trump - Estados Unidos
Por Robson Pires
O avanço do novo coronavírus está provocando uma disputa sem precedentes entre os Estados Unidos e a Alemanha em torno de uma vacina para enfrentar a doença. Segundo reportagem do jornal alemão Welt am Sonntag deste domingo (15),o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria oferecido grandes somas em dinheiro aos cientistas alemães para ter o direito exclusivo da venda da vacina, Os rumores citam a cifra de US$ 1 bilhão.
Citando fontes anônimas, o dinheiro oferecido por Trump  visaria assegurar que a vacina seja “apenas para os Estados Unidos”. O governo alemão, contudo, já teria contatado a empresa CureVac, fundada em 2000, com sede em Tübingen, no sudoeste alemão, e que possui laboratórios em Frankfurt e em Boston (EUA), para tentar evitar que Trump obtenha os direitos exclusivos sobre a vacina.

*Prazo de filiação. Eleições 2020*


Aproxima-se o fim do prazo para que os pré-candidatos e as pré-candidatas estejam com sua filiação devidamente registrada no Sistema de Filiação Partidária - FILIA-TSE.

O prazo final para registro de novas filiações é  *04 de abril de 2020* . Este prazo não será prorrogado. Se passar desta data e o pré-candidato ou a pré-candidata não estiver devidamente filiado(a),  *não poderá se candidatar* .

Aquela possibilidade de consolidar a filiação na remessa aos Juízes Eleitorais na segunda semana dos meses de abril e outubro  *não existe mais* .

Agora, de acordo com a lei 13.877 de 27 de setembro de 2019, é necessário entrar no Sistema de Filiação Partidária - FILIA-TSE e preencher os campos em branco, por meio do link: https://filia-externo.tse.jus.br/#/ O sistema funciona 24 horas.

Assim, o prazo final para registro de novas filiações é  *04 de abril de 2020* . Este prazo não será prorrogado. Se passar desta data e o pré-candidato ou a pré-candidata não estiver devidamente filiado(a),  *não poderá se candidatar* .

Fonte: TSE

sexta-feira, 13 de março de 2020

Primeiro caso do novo Coronavírus no RN é confirmado

A Secretaria de Estado da Saúde Pública e a Secretaria Municipal de Saúde de Natal confirmaram, na noite desta quinta-feira (12/), o primeiro caso importado do novo Coronavírus (COVID-19) no Rio Grande do Norte.
 
Trata-se de paciente com histórico de viagem à Europa (França, Itália e Áustria), de 24 anos do sexo feminino. A referida paciente passa bem e está seguindo as recomendações de isolamento preconizadas em Natal, onde reside. As análises laboratoriais foram realizadas pelo Instituto Evandro Chagas, no Pará, referência nacional para os exames do Covid-19.
 
Importante destacar que a paciente foi contaminada na Europa, ou seja, ainda não existe transmissão local no RN – quando ocorre de pessoa a pessoa, registrou a nbota da SESAP.. A paciente começou a manifestar os sintomas da doença ao retornar ao Estado, quando procurou assistência médica. Desde a notificação, todas as medidas de controle e prevenção da doença vêm sendo tomadas pelas Secretarias de Estado e Secretaria Municipal de Saúde de Natal.
 
As Secretarias reforçam a necessidade da população manter as medidas de higiene que protegem não só para o Covid-19, mas para diversos vírus de transmissão respiratória que circulam em nosso território, como sarampo e a influenza. Os potiguares também devem ficar atentos às informações oficiais, evitando propagar fake news.
 
Segundo a nota "Por fim, A Sesap-RN e a SMS Natal reafirmam que este não é um momento para pânico. O Estado vem intensificando a articulação com os municípios para operacionalizar o plano de contingências que prevê a ampliação das ações assistenciais, de vigilância e de educação em saúde. Trabalhando arduamente para atender os casos suspeitos por covid-19 independente de confirmação, buscando, assim, evitar novos adoecimentos".

Fonte: Potiguar Notícias

Albert Einstein anuncia mais 60 casos de coronavírus e Brasil passa de 100 infectados

(Foto: Reprodução)
Esses números fariam o estado de São Paulo ter, sozinho, 102 pacientes infectados, mais de dois terços dos dados nacionais. Outros 9 estados da federação possuem registros.

Da revista Fórum – O Hospital Albert Einstein, de São Paulo, anunciou na noite desta quinta-feira (12) a confirmação de 60 novos casos de Covid-19, totalizando 98 apenas na unidade. Esse números não foram contabilizados no levantamento do Ministério da Saúde e indicam que o Brasil passou dos 100 casos.
Segundo os dados do Ministério da Saúde apresentados às 16h20, o Brasil possuía 77 pacientes infectados pelo novo coronavírus. Se os 60 novos casos não foram contabilizados integralmente, o país pode ter agora até 137 infectados.
Esses números fariam o estado de São Paulo ter, sozinho, 102 pacientes infectados, mais de dois terços dos dados nacionais. Outros 9 estados da federação possuem registros.
Fonte: Brasil 247 com Revista Fórum

Rodrigo Maia diz que Paulo Guedes é medíocre e sem saídas para a crise

Maia derrota “nova” Previdência de Bolsonaro/Guedes
Maia derrota “nova” Previdência de Bolsonaro/Guedes
Presidente da Câmara dos Deputados fez seu mais duro ataque ao ministro da Fazenda, que tem se mostrado incapaz de enfrentar a crise econômica.
247 – O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou duramente o ministro da Fazenda, Paulo Guedes, em entrevista concedida aos jornalistas Leandro Colon e Julia Schaib, na Folha de S. Paulo. “Guedes não tinha uma coisa organizada ou não quis falar. Se olhar os projetos, tem pouca coisa que impacte a agenda de curto prazo ou quase nada”, disse ele, sobre reunião do ministro com parlamentares, em que a única proposta foi a reforma administrativa.

“Não posso acreditar que um homem de 70 anos, com a experiência dele, tenha mandado isso com essa intenção. A crise é tão grande que a gente não tem direito de imaginar que o ministro da Economia de uma das maiores economias do mundo possa ter pensado de forma tão medíocre.”
"O que preocupou os parlamentares é que certamente teremos impacto de curto prazo e que essas reformas de médio e longo prazo não vão resolver. Temos uma crise de pandemia de um vírus que começa a crescer no Brasil. O que incomodou os parlamentares é que não sentimos e não vimos, se ele não podia falar ou se ainda não organizou, as soluções para os problemas de curto prazo, como nos setores da aviação civil e de serviços", afirmou o deputado.
Saiba mais sobre a crise no Brasil em reportagem da Reuters:
SÃO PAULO (Reuters) - A bolsa paulista teve mais uma sessão de fortes perdas nesta quinta-feira, tendo acionado o circuit breaker por duas vezes, o que não acontecia desde a crise de 2008. O Ibovespa fechou com o pior desempenho desde 1998, reflexo do clima de pânico nos mercados globais em torno da pandemia de coronavírus.
O tombo nesta véspera de sexta-feira 13 só não foi maior porque o Federal Reserve de Nova York anunciou injeção de 1,5 trilhão de dólares no sistema financeiro em um esforço para tentar acalmar investidores globais. Isso acabou evitando uma terceira suspensão dos negócios na B3 na mesma sessão.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 14,78%, a 72.582,53 pontos, no menor patamar desde 28 de junho de 2018. Foi a pior performance desde 10 setembro de 1998, ano marcado pela crise financeira russa. Todas as ações da carteira do índice fecharam em queda. O volume financeiro no pregão somou 30 bilhões de reais.
O pregão brasileiro teve as negociações suspensas primeiro por volta de 10:20, por 30 minutos, após o Ibovespa cair mais de 10% e depois, antes das 11:15, por 1 hora, conforme acelerou a perda a mais de 15%.
Pouco antes do anúncio do Fed, o Ibovespa renovou mínima da sessão, a 68.488,29 pontos, menor patamar intradia desde agosto de 2017, em queda de 19,59%, ameaçando o terceiro circuit breaker do dia. Se caísse 20%, a bolsa poderia determinar a suspensão dos negócios por um período por ela definido.
Por volta do mesmo horário, a B3 também anunciou que estava mudando exclusivamente para essa sessão o limite de oscilação diária para o contrato futuro de Ibovespa dos atuais 10% para 15%. Por volta de 17:35, o contrato para abril do índice cedia 10,45%, a 72.125 pontos, no limite de baixa.
O Fed de Nova York anunciou que fará novas operações compromissadas, nesta semana, no montante de 1,5 trilhão de dólares e começará a comprar uma série de vencimentos como parte de suas compras mensais de Treasuries.
“É grande e, finalmente, responde a preocupações com o funcionamento de alguns segmentos-chave do mercado. A intervenção pode aliviar os riscos de liquidez...” afirmou Mohamed A. El-Erian, economista-chefe da Allianz, em sua conta no Twitter.
O componente mais recente para a onda de vendas nos mercados de ações veio na noite da véspera, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs restrições abrangentes a viagens da Europa para o país, entre outras medidas, o que tende a afetar ainda mais o ritmo das economias.
“A falta de detalhes dos estímulos do governo americano para combater o surto de Covid-19 decepcionou os investidores”, afirmou a equipe da Elite Investimentos, em nota distribuída a clientes mais cedo.
O cenário político econômico no Brasil corroborou o clima negativo nos negócios, após o Congresso Nacional derrubar na quarta-feira veto presidencial a projeto que amplia o acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), o que terá impacto estimado em 20 bilhões de reais no primeiro ano.
Ainda no panorama local, o presidente Jair Bolsonaro está sendo monitorando para o coronavírus, após o secretário especial de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, testar positivo para o vírus. O secretário fez parte da comitiva presidencial de Bolsonaro aos EUA, onde se encontrou com Trump.
Na visão do gestor Alfredo Menezes, da Armor Capital, os preços dos ativos no Brasil não estão coerentes com fundamentos, mas busca por liquidez, o que, por um lado, pode forçar o Executivo e o Legislativo a aprovarem as reformas.
“Difícil mensurar o tempo para se realinhar preços e alavancagem do sistema. Mas que já há muita coisa barata, há.”
DESTAQUES
- GOL PN derreteu 36,29%, a 9,97 reais, pressionada pelo noticiário relacionado ao coronavírus, além da disparada do dólar, que superou 5 reais pela primeira vez. Foi a maior queda percentual diária da história da companhia aérea. Tal desempenho representa uma perda de valor de mercado de 1,55 bilhão de reais, para 2,73 bilhões de reais. No ano, a perda é de 7,3 bilhões de reais.
- AZUL PN caiu 32,89%, também declínio histórico, tendo ainda no radar decisão da empresa de suspender previsões para 2020, citando incertezas em razão do vírus, bem como anunciou uma série de medidas para reduzir o impacto da pandemia em seu resultado, entre elas corte na capacidade internacional entre 20% a 30%. A perda de valor de mercado no dia foi de 3,28 bilhões de reais, para 6,68 bilhões de reais. No ano, a perda chega a 12,5 bilhões de reais.
- CVC BRASIL ON despencou 29,11%, também pressionada pelas preocupações com o efeito de medidas de combate ao coronavírus.
- IRB BRASIL ON caiu 27,95%, também entre as maiores quedas. A Polícia Federal fez buscas nesta quinta-feira no escritório da resseguradora. Uma fonte com conhecimento do assunto informou que a operação é parte de uma investigação envolvendo o agora ex-vice presidente de finanças da companhia, Fernando Passos.
- PETROBRAS PN e PETROBRAS ON caíram 20,5% e 21,08%, na esteira da queda dos preços do petróleo, além do forte ‘sell-off’ global. Tal desempenho representa uma perda de quase 44 bilhões de reais em valor de mercado da companhia, para 166,7 bilhões de reais.
- VALE ON recuou 13,23%, também contaminada pelo pessimismo dos investidores globalmente.
- BTG PACTUAL UNIT fechou em baixa de 26,86%, maior declínio entre os bancos listados no Ibovespa. ITAÚ UNIBANCO PN recuou 9,82% e BRADESCO PN cedeu 13,41%, enquanto BANCO DO BRASIL ON perdeu 13,27% e SANTANDER BRASIL UNIT caiu 13,47%.
- BANCO INTER UNIT fechou em queda de 15,63%, também se afastando das mínimas, quando chegou a perder 31,15%. O conselho de administração do banco aprovou programa de recompra de até 3.375.530 ações ordinárias e de até 29.544.864 ações preferenciais, equivalente a 10% das ações em circulação.
Fonte: Brasil 247

Jeferson Miola: Congresso e STF só não afastam já Bolsonaro da presidência da República se estiverem totalmente acovardados e acanalhados

Bolsonaro adia 15 de março mas mantém faca no pescoço do Congresso e do STF.


Na transmissão via facebook às 19 horas desta 5ª feira [12/3], Bolsonaro decidiu adiar – mas não cancelar – os protestos de 15 de março convocados para emparedar o Congresso e o STF.
Ele se assumiu, novamente, como capitão e comandante do atentado ao pouco que resta do ordenamento jurídico brasileiro sob a vigência do Estado de exceção.
Dizendo que “o movimento é espontâneo e popular”, Bolsonaro recomendou “adiar, suspender, adiar” – mas não cancelar – o movimento que viola a Constituição. E então prometeu: “daqui a 1 mês, 2 meses se faz”.
Ele explica que a decisão de adiar o 15 de março vai mais além dos riscos sobrevindos com o coronavírus: “já foi dado um tremendo recado pro parlamento. Não há dúvida de que o recado ao Parlamento … foi dado”.
Depois da transmissão no facebook, Bolsonaro fez pronunciamento oficial em rede nacional de rádio e televisão em que desferiu ataques ainda mais graves à Constituição e à ordem política e social do país:
“Os movimentos espontâneos e legítimos, marcados para o dia 15 de março, atendem aos interesses da nação. Balizados pela lei e pela ordem, demonstram o amadurecimento da nossa democracia presidencialista e são expressões evidentes de nossas liberdades. Precisam, no entanto, diante dos fatos recentes, serem repensados”.
E seguiu dizendo que
“Não podemos esquecer, no entanto, que o Brasil mudou. […] Por isso as motivações da vontade popular continuam vivas e inabaláveis”. E então terminou sua pregação pedindo “que deus abençoe o nosso Brasil”.
É assombroso que Bolsonaro tenha saudado como “legítimos” os movimentos que, na opinião dele, “atendem aos interesses da nação” e estão “balizados pela lei e pela ordem”, mas que foram convocados para pressionar pelo fechamento do Congresso e da Suprema Corte do país.
O Congresso e o STF, na sua cegueira e na sua surdez voluntárias, podem até fazer de conta que não entenderam a mensagem, mas Bolsonaro assumiu abertamente o ativismo e a direção política e material dos atos determinados a fechar 2 dos 3 poderes da República com o objetivo de instalar uma ditadura e o Estado Policial com Moro.
Com mais este gesto atrevido, Bolsonaro incorreu outra vez em crime de responsabilidade e ofereceu todas as condições previstas em Lei para seu afastamento do cargo presidencial.
O Congresso e o STF só não cumprem a função constitucional de afastar Bolsonaro da presidência da República se estiverem totalmente acovardados e acanalhados.
É um equívoco confundir o jeito tosco e a torpeza do Bolsonaro com burrice.
Ele não foi burro ao cometer crime de responsabilidade outra vez – o que, aliás, tem sido cada vez mais frequente.
Bolsonaro fez mais um teste.
Ele esgarçou ainda mais a tolerância do sistema jurídico e político e das instituições ao seu propósito ditatorial para levar a situação ao extremo e, na primeira oportunidade que surgir, alçar-se à condição de ditador.
Bolsonaro atenta permanentemente contra a Constituição e contra os resquícios de Estado de Direito ainda não devastados pela Lava Jato.
Bolsonaro precisa ser urgentemente detido através de um processo de impeachment, para evitar que a catástrofe fascista avance no Brasil.
Ainda há tempo para isso, mas não muito.
A oligarquia golpista sabe que qualquer semelhança da trajetória de Bolsonaro com o ascenso de Hitler na Alemanha em janeiro de 1933 dentro da chamada “normalidade institucional” não poderá ser considerada mera coincidência.
Será entendida como de fato é, ou seja, como opção consciente de uma elite dominante bestial pela barbárie.

quarta-feira, 11 de março de 2020

Audiência pública debate representatividade e atuação das mulheres na política

Por Robson Pires
A atuação das mulheres no poder público foi tema de audiência pública realizada na tarde desta terça-feira (10), na Assembleia Legislativa. Com a temática nós podemos, o evento proposto pela deputada Cristiane Dantas (SDD) e pelo deputado Kelps Lima (SDD) promoveu um debate sobre a participação das mulheres na vida política da sociedade e a falta de representatividade nos diversos espaços.
Como um dos propositores da audiência e defensor da causa feminina, o Deputado kelps Lima (SDD), lembrou a história de luta das mulheres para ocupar espaços na política e os problemas cotidianos enfrentados pelas mulheres em consequência do machismo. “Ainda hoje há muitas barreiras para que as mulheres ocupem espaços. Entrei na causa feminina por meio de ações, da minha ação política cotidiana. Esse envolvimento me deu a lição de que os homens não são capazes de implementar as políticas públicas que as mulheres necessitam. As mulheres precisam se sentir encorajadas para entrar na política. Não tenho dúvida de que mais mulheres na política significa mais qualidade”. Defendeu o Parlamentar.

“Menos serviço público é menos segurança, menos saúde”, Zenaide alerta que PEC emergencial traz prejuízos à população

Por Robson Pires
A senadora Zenaide Maia (Pros-RN) manifestou sua posição contrária à Proposta de Emenda à Constituição 186/2019, a chamada “PEC da emergência fiscal”, em audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça, nesta terça (10).   Para ela, a proposta representa o desmonte dos serviços públicos, com consequências negativas à população: “Menos serviço público é menos segurança, menos saúde”, argumentou Zenaide.
O texto da PEC autoriza o corte de até 25% da jornada de trabalho e do salário de servidores, quando a União descumprir a “regra de ouro” (que proíbe a contratação de dívida para bancar despesas correntes, como salários e benefícios); ou quando estados e municípios tiverem comprometido 95% de sua arrecadação.  Zenaide, que presidiu a segunda mesa de debates na CCJ, ampliou a crítica também às outras PEC’s do chamado plano “Mais Brasil”, defendido pelo governo, bem como às reformas já.

Pela primeira vez, Paulo Guedes admite o agravamento da crise econômica

(Foto: Marcos Corrêa - PR)

247 - No ofício dirigido aos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), Guedes destacou que a aprovação das medidas de interesse do governo permitirá estímulos à economia.

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que "o documento elenca 19 projetos que estão em tramitação nas duas casas. Também foi enviado um anexo que totaliza 48 propostas. Entre as medidas, há a privatização da Eletrobras, a autonomia do Banco Central e as novas regras para recuperação judicial de empresas, além de novos marcos legais de gás, do setor elétrico, de ferrovias e de saneamento."

A matéria ainda acrescenta que "o ministro também pede a aprovação do pacote enviado pelo governo no fim do ano passado no chamado Plano Mais Brasil, que inclui o novo pacto federativo, a extinção de fundos e a proposta com gatilhos de ajuste fiscal para momentos de crise. “A equipe econômica monitora atentamente a evolução dos cenários internacional e doméstico. Com a continuidade de reformas estruturais que o país precisa, será possível recuperar espaço fiscal suficiente para a concessão de outros estímulos à economia”, afirma."


Empresários bolsonaristas financiam ataques ao STF

Foto: PR | STF | Reprodução)
O Supremo Tribunal Federal (STF) identificou por meio de inquérito que empresários bolsonaristas financiam ataques contra ministros da Suprema Corte nas redes sociais.
247 - As investigações estão adiantadas e atingem empresários do setor de comércio e serviços, todos apoiadores de Jair Bolsonaro.
O inquérito tramita sob sigilo e tem foco em ameaças, ofensas e calúnias dirigidas a ministros do STF e suas famílias. Mas constata também que o mesmo grupo de empresários está ajudando a convocar os atos organizados por bolsonaristas e convocados pelo próprio titular do Palácio do Planalto tendo como alvo o Congresso e o Judiciário. 
As manifestações estão programadas para o próximo domingo (15).
As informações são do Estado de S.Paulo.  

Foco da CPI das fake news passa a ser clã Bolsonaro após mudanças feitas por Joice

A deputada Joice Hasselmann na CPI das fake news
A deputada Joice Hasselmann na CPI das fake news (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado).

Os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito que apura as fake news devem durar mais seis meses, depois que a deputada Joice Hasselmann (SP), nova líder do PSL, retirou os bolsonaristas da comissão.

247 - Deputados e senadores esperam aprovar nesta quarta-feira (11) a prorrogação dos trabalhos da CPI das fake news por mais seis meses. Isto se tornou possível depois da troca de membros do PSL no colegiado, por decisão da nova líder Joice Hasselmann. 
Segundo informação da jornalista Luciana Lima, do Metrópoles, os bolsonaristas ficaram em minoria no colegiado, por isso, o requerimento deverá ser colocado em votação o mais rapidamente possível. 
A prorrogação dos trabalhos da CPI vai permitir que sejam apuradas mais informações sobre as ligações dos filhos de Bolsonaro com a propagação de notícias falsas e difamatórias contra adversários.

Ministério da Saúde prevê aumento exponencial de casos de infecção por coronavírus no Brasil

(Foto: NEXU Science Communication/via REUTERS)

Com 34 casos confirmados de infecção por coronavírus, Ministério da Saúde prevê que em duas semanas e meia haverá um aumento exponencial da propagação da doença.

247 - O Ministério da Saúde prevê que nas próximas duas semanas haverá grande aumento de casos de infecção por coronavírus no país. 
O cenário de aumento da epidemia no Brasil deve durar mais oito semanas. 
O governo teme que exista nesse período um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, por isso o Ministério da Saúde pediu a "cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no SUS no enfrentamento da epidemia", segundo a Folha de S.Paulo. 

terça-feira, 10 de março de 2020

Dino revisa planejamento do Maranhão por conta da crise econômica

Foto: divulgação
O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), informou nestas segunda-feira (9), por meio de suas redes sociais, ter determinado a revisão de todo o planejamento de 2020 para o estado.
“Em face da gravidade do quadro econômico nacional, com consequências ainda imprevisíveis, determinei à equipe de Governo revisão de todo o planejamento de 2020. Precisamos de prudência em um momento de grandes incertezas”, postou no Twitter.
O governador lembrou que o Maranhão tem dívidas indexadas em dólar adquiridas anteriormente a seu governo, o que agrava o problema do caixa estadual diante da crise.
“Com esse descontrole cambial que estamos assistindo, o valor das parcelas que pagamos passa a ter um peso ainda mais terrível sobre as finanças públicas”, comentou.
Dino lamentou as dificuldades de governar um Estado com tantos desafios históricos. Mas, buscou ser positivo: “sem desanimar, seguirei fazendo o possível para manter serviços públicos e direitos”, afirmou.
Análise e ação
Além das medidas que está tomando para defender a população do estado frente a crise econômica, Dino reafirmou a urgência de o governo federal agir para evitar o aprofundamento da crise econômica que se desenha com o pânico nos mercados globais.
No Brasil, o humor dos investidores, já abalado devido ao surto de coronavírus e às incertezas do cenário doméstico, piorou nesta segunda-feira (9) devido à decisão da Arábia Saudita de aumentar sua produção de petróleo e começar a oferecer descontos em alguns mercados. As ações da Petrobras caíram mais de 25%.
Flávio Dino afirmou que diante da gravidade do quadro, não basta esperar a aprovação de reformas pelo Congresso Nacional.
“Não há dúvida de que a reforma tributária e outras reformas são necessárias. Mas o dólar está chegando em R$ 5, a economia não cresce e o desemprego é gigante. Ações são urgentes. Não basta ficar esperando ‘reformas’”, tuitou.
O governador ainda criticou Jair Bolsonaro por fomentar a instabilidade política. No sábado (7), o presidente da República voltou a convocar a população para as manifestações anti-Congresso.
“Por que, em um quadro de crise gravíssima, há quem aposte em mais confusão institucional? É golpismo ou é manobra para esconder incompetência? Ou as duas coisas? O Brasil precisa de paz, respeito à Constituição e ações governamentais efetivas”, defendeu.

A fraude é Bolsonaro - por: Nogueira Jr.


Em meio a uma pandemia – o que é, ainda que não a batizem assim -, em dia de caos no mercado financeiro e de ameaças à paralisia total da já combalida economia brasileira, Jair Bolsonaro, no exterior, ainda com os afagos de Trump e cercado de miaminions , dispara que as eleições (que o elegeram) foram fraudadas.

Diz ter provas, não diz quais e não as mostra. E nem precisa. Se a imprensa o inquirir, dará bananas ou mandará seu clone palhaço distribuí-las.

A bolsonarada visa dois objetivos: distrair as atenções, enquanto a vaca nacional vai para o brejo e fazer-se de vítima, enquanto articula o mais evidente ataque às instituições, à frente de suas tropas virtuais, que urram pelo fechamento do Congresso e do Judiciário.


Todos sabem – inclusive e sobretudo políticos, jornalistas e juízes – que sim, houve fraude nas eleições passaas, mas longe de ter sido na apuração dos votos. Derrubou-se um governo, destruiu-se o partido majoritário no país e arrancou-se o candidato favorito em todas as pesquisas eleitorais, com a ajuda ativa da mídia, do Judiciário e dos partidos que – tolinhos! – julgavam que iam abocanhar o poder que pelas urnas não lhe vinha à boca.

Não contavam com um outsider feroz que, montado numa máquina virtual que excitava o fanatismo e a selvageria, tomaria deles as coleiras na matilha de ódio que formaram. A qual, agora, volta-se contra eles, porque o ex-capitão não é da política nem da negociação, é do golpe e do totalitarismo.

À direita não-selvagem – ou ao pouco que ela resta – e aos defensores da ordem democrática não se exige autocrítica nem arrependimento. Basta o dilema em que se encontram, porque não possuem força para resistir aos arroubos ditatoriais de Bolsonaro, ainda que esta chantagem com massas na rua seja um tigre de papel, porque garras e presas do presidente são outras: os militares e as polimilícias que rejeitam a ordem constitucionais e estão prontas a se sublevar em nome de seu “mito”.

Mas sabem que ainda não têm forças e unanimidade interna para isso e, portanto, precisam cultivar a vitimização do presidente, que não salva o país “apenas” porque não deixam, políticos e tribunais, fazerem isso. A “esquerda” seria, como em 64, quem estaria comprometendo a democracia, aquela das senhoras de cabelos de chapinha, de senhores desocupados e a de jovens marombeiros, devidamente trajados de camisas da CBF.


Para não lhes dar razão aos queixumes, os chefes dos outros poderes fingem neutralidade. Dizem que votam pelo bem do Brasil e ignoram, na Justiça, os grunhidos golpistas. Fingem ignorar tudo, enquanto o país ameaça entrar numa fogueira econômica que não se sabe para que lado irá arder.

Mas se sabe e se vê que Bolsonaro a assopra e não será fingindo que não se vê que as brasas deixarão de produzir labaredas.


Bolsonaro é e sempre foi uma fraude. Nunca teve não tem e não terá condições de dirigir um país, ainda mais um com as dimensões e as carências do Brasil.

Mas a cegueira ambiciosa do establishment, ao encontrar no lixo este personagem e reaproveitá-lo como via de tomada do poder num pais com a imunidade a aventuras deprimida por uma longa campanha de sabotagem ao jogo democrático, o transformou numa epidemia.


Que precisa ser contida e não o será sem riscos.

Fonte: http://nogueirajr.blogspot.com/  -  (Wiki Mídia Brasil)

Os efeitos da desastrosa política ambiental de Bolsonaro: multas ambientais caem 34% em 2019


Desde que o diário britânico Guardian publicou um texto sobre o boicote a empresários que sustentam o bolsonarismo, proposto originalmente nas redes sociais brasileiras, várias listas circulam com os nomes das empresas e seus proprietários.
O Congresso em Foco publicou uma das muitas listas:
Ampla Projetos (consultoria financeira) – Dilermando Garcia Ribeiro Júnior
Bemisa (mineração) – Marcelo Pessoa
Beauty’in (beleza) – Cris Arcangeli
Bio Ritmo (academia de ginástica) – Edgard Corona
Cae Fisio (fisioterapia) – Caê
Centauro (artigos esportivos) – Sebastião Bonfim
Coco Bambu (restaurante) – Afrânio Barreira
FKO Empreendimentos (setor imobiliário) – Otávio Fakhoury
Galápagos (setor financeiro) – Marcelo Pessoa
Gazeta do Povo (mídia) – Guilherme Cunha Pereira
Gocil (segurança) – Washington Cinel
Havan (comércio de varejo) – Luciano Hang
Madero (restaurante) – Junior Durski
Madetec (móveis) – Luciano Morassutti
Mauá Investimentos (setor financeiro) – Otávio Fakhoury
Polishop (varejo, mídia e e-commerce) – João Apolinário
Riachuelo (comércio de varejo) – Flávio Rocha
Smart Fit (academia de ginástica) – Edgard Corona
Porém, há listas mais amplas, que abrangem todos os integrantes do Movimento Brasil 200, que se define como “a maior rede de mobilização política de nosso país”.
O grupo, organizado dentre outros por Flávio Rocha, o dono da rede Riachuelo, trabalha pela política econômica do bolsonarismo.
Rocha ficou famoso por suas previsões estapafúrdias.
Em março de 2016, disse à BBC que a retomada de investimentos — no caso da derrubada de Dilma Rousseff — seria “instantânea” e apontou a Argentina como exemplo: “É o que está acontecendo na Argentina. Não precisou de dez dias para a criação de um círculo virtuoso”.
Ele se referia à Argentina de Maurício Macri, presidente neoliberal que eventualmente levou o país vizinho de volta ao FMI.
Rocha, defensor do estado mínimo, cogitou disputar o Planalto, mas acabou abraçando o bolsonarismo.
Com o superministro dos sonhos dele na Economia, porém, o PIB cresceu menos que no governo do usurpador Michel Temer.
No momento, o alvo do Brasil 200 é a reforma tributária que tramita na Câmara, sob Rodrigo Maia.
Mas o presidente do Instituto Brasil 200, Gabriel Kanner, já publicou um artigo na Folha de S. Paulo pedindo investigação do STF.
“Existem diversos indícios de abuso de autoridade e crimes de responsabilidade cometidos pela suprema corte do país, e a CPI da Lava Toga é a única ferramenta constitucional que temos para começar a investigar estes abusos”, ele escreveu.
Agora, ao menos oficialmente, o Brasil 200 não está militando pelo protesto de 15 de março, em que a extrema direita vai à rua contra o Congresso e o STF — pelo menos de acordo com as convocações que se vê nas redes sociais.
Porém, individualmente, integrantes do grupo prometeram apoio à manifestação.
O jornalista catarinense Edwin Carvalho ajudou a impulsionar o boicote às empresas bolsonaristas ao dar entrevista ao correspondente do Guardian no Rio de Janeiro.
Em sua página no Facebook, Edwin explicou:
A edição dessa quinta-feira, 5 de março, do jornal britânico The Guardian, traz uma reportagem sobre o movimento de brasileiros para boicotar empresas que financiaram a campanha e continuam a patrocinar ações de apoio a este projeto de ditador que ocupa o cargo de presidente da República.
Fui procurado pelo correspondente do jornal, Dom Phillips, que teve acesso a uma postagem minha no grupo LGBTQI+ Resistência pela Democracia, do Facebook, informando que iria cancelar minha matrícula na @smartfit em função do disparo de mensagens pelo WhatsApp do proprietário da empresa, Edgard Corona, em apoio à manifestação contra o Congresso Nacional e o STF nos próximos dias.
O mesmo empresário que, fui saber depois de matriculado na academia, apoiou a candidatura de Bolsoasno e formou um grupo de 200 empresários que continua a apoiar este desastre!
Pois bem, ouvi de muita gente que boicotar essas empresas não dá em nada.
Desde 2018 já não entrava na Riachuelo e na Havan. Não sinto falta.
Agora, não posso continuar destinando o meu dinheiro para uma academia que se diz “apoiadora da diversidade” quando seu dono age no sentido oposto, financiando alguém que nos odeia e trabalha contra nós!
Tenho certeza que meu boicote não irá falir a Smartfit.
Mas dormirei com a consciência tranquila sabendo que meus 100 reais já não irão se somar ao montante milionário que estes empresários investem para consolidar este projeto nefasto de poder que se instaurou em nosso país.
Fiquei feliz em constatar, na própria Smartfit, outras pessoas solicitando cancelamento pelo mesmo motivo.
No meu caso, a academia alega que eu tenho que permanecer por trinta dias e terei que pagar multa, atendendo a uma cláusula contratual.
Vencidos os trâmites burocráticos meu suado e honrado dinheirinho eles não verão nunca mais!