quinta-feira, 31 de maio de 2018

The Flash: Gilmar manda soltar de novo Paulo Preto

Cabo eleitoral do lulismo

Ministro do STF tira operador do PSDB da cadeia 2 vezes em menos de um mês

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu nesta quarta-feira (30), mais um habeas corpus e mandou  soltar o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto.

É a segunda vez em menos de trinta dias que Gilmar tira da cadeia o operador do PSDB.
A decisão judicial que mandou prender Souza afirmava que sua volta à cadeia era necessária para “assegurar a instrução criminal” do processo em que ele é acusado pelo desvio de recursos de R$ 7,7 milhões da Dersa, entre 2009 e 2011 (governos José Serra e Geraldo Alckmin), diz o Brodcast Político.
Ele havia sido preso, no âmbito do mesmo processo, em 6 de abril, mas foi solto por Gilmar no início de maio.
Na ocasião, GM afirmou que a prisão preventiva de Souza não estava amparada em “fatos”.
Segundo a defesa de Souza, o novo decreto prisional ignora as limitações legais da prisão preventiva e afronta a decisão de Gilmar, não tendo ficado provado as supostas ameaças a testemunhas relatadas na decisão judicial da 5ª Vara Federal de São Paulo.
Fonte: Diário do Centro do Mundo - DCM


Aposta única leva R$ 30 milhões da Mega-Sena

Por Robson Pires
O concurso 2.045 da Mega-Sena, com prêmio previsto de R$ 30 milhões, foi sorteado na noite de hoje (30) em São Paulo. Uma aposta da cidade de Primeiro de Maio (PR) acertou sozinha os seis números. Confira as dezenas sorteadas: 15 – 25 – 27 – 45 – 46 – 50.
Setenta ganhadores acertaram a quina e cada um levará um prêmio de R$ 34.314,21. Quase 4 mil bilhetes acertaram quatro dezenas e levam um prêmio de R$ 875,13 cada.
O próximo concurso, que será sorteado no sábado (2), tem um prêmio acumulado estimado em R$ 3 milhões. As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) nas lojas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país.

Direito à arma de fogo: quase 50% da população defende na grande Natal


Por Robson Pires
Em meio ao aumento dos números da violência em todo o Rio Grande do Norte, o potiguar revela o intuito de preservar o direito à própria defesa.
Segundo estudo inédito do Instituto Perfil realizado entre os dias 12 e 13 de maio a pedido do Agora RN, um total de 49,88% dos entrevistados defendem o direito à arma de fogo para segurança, seja para a proteção da família ou da propriedade.
A pesquisa ouviu 405 pessoas nas cidades de Natal e Parnamirim e procurou medir a opinião dos entrevistados sobre o direito de porte de armas para a civis. O tema, contudo, divide opiniões, pois 43,95% estão favoráveis à legislação. Outros 6,17% não souberam responder.
O fato é que 49,88% dos entrevistados defendem a revogação do Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/03). Segundo o juiz Henrique Baltazar, titular da Vara de Execuções Penais de Natal, o número expressivo reflete a percepção da população quanto à sensação de insegurança. “A atual estrutura policial não é suficiente para proteger o cidadão. A população acredita que uma arma pode ser uma forma de aumentar a sensação de segurança”, avalia o magistrado.
O promotor criminal Wendell Beethoven também avalia que a pesquisa reflete um anseio da população. “Ao redor do mundo, nenhum sistema de segurança fica exclusivamente a cargo da polícia. A população tem o direito de cuidar da própria segurança”, justifica. Ainda segundo ele, a lei deve ter mudanças. “Eu acho que lei necessita de mudanças. A legislação deve promover facilidades para a aquisição de uma arma de fogo”, explica.

terça-feira, 29 de maio de 2018

Xadrez de como Pedro Parente prepara-se para o golpe do século, por Luis Nassif


O presidente da Petrobras, Pedro Parente, virou o fio. E não propriamente pela política de preços com reajuste diário. Sua estratégia de esvaziamento da Petrobras se tornou muito óbvia, tornando-o vulnerável a qualquer investigação, assim que o país sair do torpor atual
A lógica:
Passo 1 – Petrobras é uma empresa sem problemas de crédito, cujas colocações de títulos no exigente mercado norte-americano tiveram uma demanda várias vezes superior. Mesmo assim, Parente optou por vender ativos para antecipar pagamento de dívidas, comprometendo a receita futura da empresa.
Passo 2 -  Praticou uma política de preços para derivados visando viabilizar a competição dos importados, gerando uma capacidade ociosa de 25% nas refinarias próprias. Ou seja, entregou mercado de graça (ou não) para a concorrência, ao mesmo tempo que está colocando refinarias à venda.
Passo 3 – Fechou um acordo bilionário, de US$ 3 bilhões, com acionistas norte-americanos, muito superior ao que o próprio mercado esperava.
Passo 4 -  agora, entra-se na fase final, que consiste em inviabilizar o mercado de títulos para a Petrobras e, com isso, forçar a venda das reservas do pré-sal.
Como fica nosso quebra-cabeças:

Peça 1 – a jogada da Eletrobras

Pedro Parente segue o mesmo modelo de atuação da 3G – de Jorge Paulo Lehmann – na Eletrobras. No artigo “A 3G e o negócio do século com a Eletrobras” detalhei essa estratégia.
Primeiro, fincou posição na empresa, tendo acesso ao conselho. Depois, divulgou estudos para justificar um valor contábil ridículo. Uma companhia com ativos avaliados em 400 a 600 bilhões de reais, com dividas de 39 bilhões e passivos ocultos de 64 bilhões, mas que podem ser liquidados por um terço disso, cujo controle poderia ser comprado por R$15 bilhões.
A 3G é um sócio minoritário da Eletrobrás. A empresa está sendo preparada para ser vendida aos chineses. No plano de privatização está embutido a descontratação da energia. Ou seja, a possibilidade de toda a energia produzida pela empresa ser jogada no mercado livre – com a previsível explosão das tarifas.
Sem investir um tostão, os grandes acionistas, como a 3G e o grupo Jabbur, ganharão literalmente bilhões de dólares com a mera valorização de sua participação.

Peça 2 – a jogada da Petrobras

Parente fez pior ainda. Sua estratégia é inviabilizar o mercado de crédito internacional para a Petrobras. E, com isso, tornar inevitável a venda de ativos e a posterior privatização da empresa por preço vil.
A SEC norte-americana exige, anualmente, o preenchimento do relatório 20-F, uma espécie de prestação o de contas ao mercado, com perspectivas e riscos das empresas listadas em Bolsa.
Esses relatórios listam alguns fatores de risco. E, depois, tentam demonstrar como a estratégia adotada visará criar um ambiente positivo para a empresa. Todo relatório busca apresentar uma visão positiva da empresa e expectativas favoráveis à implementação da estratégia adotada.
Parente montou um relatório tão alarmista, que ficaram nítidas, como as impressões digitais no guardanapo de um sujeito que se lambuza de ketchup, suas intenções em relação à empresa.
A colocação desses papéis depende fundamentalmente da previsibilidade do investimento. O que Parente faz é apresentar uma série infindável de fatores imprevisíveis, visando fechar o mercado para a empresa.

1.Dramatiza problemas trabalhistas

Na página 16, o relatório diz que os planos da Petrobras incluem a venda de aproximadamente US$ 21 bilhões em ativos, para melhorar a liquidez. Essa venda obrigará a transferir os funcionários para outras áreas da empresa, “o que pode gerar custos adicionais, inquéritos judiciais relativos a ações trabalhistas, greves e pode prejudicar nossa reputação”.

2.Lança dúvidas sobre o Compliance

A Petrobras está pagando centenas de milhões de dólares a escritórios de advocacia norte-americanos, para montar seu programa de compliance.
Na página 18, mesmo após a Lava Jato, Parente diz que “para nós é difícil garantir que todos os nossos funcionários e contratados, aproximadamente 185.000, seguirão nossos princípios éticos”.  E aí, a dramatização inacreditável. “Qualquer um que não siga – de fato ou que aparentemente não siga – tais princípios ou que não cumpra as obrigações de governança ou regulatórias aplicáveis pode prejudicar nossa reputação, limitar nossa capacidade de obter financiamento ou afetar de maneira negativa os resultados de nossas operações e condição financeira”.

3.Coloca em dúvida seus próprios relatórios financeiros

Na página 19, o relatório lança dúvida sobre todos os relatórios financeiros dos últimos anos, inclusive o último, de 2017: “Qualquer falha em manter nosso controle interno sobre relatórios financeiros pode afetar negativamente nossa capacidade de reportar nossos resultados financeiros em períodos futuros com precisão e em tempo hábil”.

4.Lança incertezas sobre as ações do Departamento de Justiça

O relatório revela a informação reservada, de que a empresa já está sob a lupa do Departamento de Justiça norte-americano (DoJ), nos mesmos moldes da Embraer. Ou seja, todos as informações estratégicas da empresa ao alcance do DoJ.
Diz o relatório: “O DoJ [Departamento de Justiça dos EUA] está realizando uma investigação semelhante e, tanto a sindicância interna quanto as demais conduzidas pelo governo a respeito de tais questões, estão em curso. Apesar de nossa total cooperação com tais investigações, há o risco de que seu alcance seja expandido ou de que as autoridades decidam realizar uma denúncia formal na esfera civil ou criminal”.
E trata de jogar mais imprevisibilidade no caldeirão:
“Pode ser exigido de nós o pagamento de multas ou outras assistências financeiras, além do cumprimento de medidas liminares, determinações ligadas a condutas futuras ou, ainda, a imposição de outras multas, que podem surtir efeito material adverso. Também é possível que informações que prejudiciais à nossa imagem e aos interesses venham à tona durante as investigações de corrupção deflagradas pelas autoridades brasileiras”.

5.Lança incertezas sobre as multas pagas

Diz, à página 20:
“Se, no futuro, surgirem informações adicionais substanciais demonstrando que, em retrospectiva, nossos ativos pareçam ter sido consideravelmente subestimados ou superestimados em nossas demonstrações financeiras, é possível que sua reformulação seja exigida, o que pode ter um efeito material adverso nos resultados de nossas operações e condição financeira, além de afetar o valor de mercado de nossos valores mobiliários”.

6.Incertezas sobre as concessões públicas

“Caso alegações que envolvam um valor significativo e para os quais não tenhamos provisões sejam decididas em nosso desfavor, ou caso as perdas estimadas se revelem significativamente superiores às provisões disponíveis, o custo agregado de decisões desfavoráveis pode ter efeito adverso significativo sobre os resultados das nossas operações e condição financeira. Também podemos estar sujeitos a disputas judiciais e processos administrativos ligados a nossas concessões e demais autorizações governamentais, que podem resultar na revogação de tais concessões e autorizações governamentais. (…)”

7.Incertezas sobre os passivos fiscais

“No futuro, pode ser que tenhamos de lidar com situações semelhantes nas quais nossa interpretação das leis fiscais possa ser diferente da interpretação das autoridades fiscais ou, ainda, em que as autoridades fiscais contestem nossa interpretação e possamos ter de assumir provisões e custos não previstos”.

8.Incertezas sobre desinvestimento e o fluxo futuro

Explicita a estratégia óbvia de reduzir o fluxo de resultados com a venda de ativos:
“A impossibilidade de implantar com sucesso nosso programa de desinvestimento pode ter um impacto negativo em nossa empresa, nos resultados de nossas operações e condição financeira, inclusive nos deixar com liquidez limitada em curto e médio prazo. Além disso, a venda de ativos estratégicos sob nosso programa de desinvestimento resultará na diminuição de nossos fluxos de caixa advindos de operações, o que pode ter impacto negativo em nossa perspectiva de crescimento operacional de longo e médio prazo”.

9.Incertezas sobre as eleições

“As eleições no Brasil ocorrem a cada quatro anos, e as mudanças nos representantes eleitos podem levar a uma mudança dos membros de nosso conselho de administração nomeados pelo acionista controlador, o que pode impactar ainda mais a gestão de nossa estratégia e diretrizes de negócios.
Além disso, o governo federal brasileiro pode tentar alcançar alguns de seus objetivos macroeconômicos e sociais através de nós”.

10. Incertezas sobre corrupção política

“Nossa condição financeira e resultado das operações podem ser prejudicados pelos seguintes fatores e pela reação do governo federal brasileiro a tais fatores: (...) -alegações de corrupção contra partidos políticos, agentes eleitos ou outros agentes públicos, incluindo alegações feitas relativas à investigação da Lava Jato;

11.Incertezas sobre a economia

“Historicamente o cenário politico tem influenciado o desempenho da economia brasileira e crises políticas tem afetado a confiança de investidores e do público em geral, o que resultou num declínio econômico e aumentou a volatilidade dos títulos emitidos no exterior por empresas brasileiras. (...) qualquer desdobramento na investigação da Lava Jato (previsível e imprevisível) poderia prejudicar relevantemente a economia brasileira assim como nossos resultados operacionais e condição financeira”.

12.Incertezas sobre novas denúncias

Assim que assumiu a Petrobras, Parente contratou a Pinheiro Neto para um pente fino nos e-mails da empresa – remontando ao começo da década de 2.000. Já foram identificados e-mails de políticos com solicitações para a empresa. Agora, o escritório tenta estabelecer relações de causalidade entre os e-mails e obras. Tudo indica que haverá uma leva de novas denúncias, levantadas agora pela própria gestão Parente, visando tornar a Petrobras mais vulnerável ainda.
No relatório à SEC, há indícios:
“Atualmente, funcionários eleitos e outros funcionários públicos no Brasil estão sendo investigados por alegações de condutas antiéticas e ilegais identificadas durante a investigação Lava Jato realizada pela Procuradoria Federal do Brasil. O resultado potencial dessas investigações é desconhecido (...) Tais alegações podem levar a mais instabilidade, ou novas alegações contra funcionários do governo brasileiro e outros podem surgir no futuro, o que poderia ser relevantemente prejudicial para nós. Não podemos prever o resultado de tais alegações nem seu impacto na economia brasileira”.

Peça 3 – o desfecho do fechamento do mercado

Velho parceiro do PSDB na área de energia, no governo Fernando Henrique Cardoso,  o deputado baiano José Carlos Aleluia (DEM) apresentou projeto de lei autorizando a Petrobras a vender até 70% das áreas não concedidas da camada pré-sal.
“Entre os ativos passíveis de serem desinvestidos, os campos de petróleo são uma opção especialmente interessante, porque, além de angariarem recursos para abater a dívida, agregam parceiros para dividir os investimentos necessários para colocar esses campos em produção. No caso dos campos contratados no regime de cessão onerosa, a sua transferência viria para o bem da Petrobras e do Brasil, pois permitiria a antecipação da extração do petróleo que jaz enterrando nas profundezas do pré-sal”, justificou.

Peça 4 – o desafio das instituições

STF (Supremo Tribunal Federal), Procuradoria Geral da República (PGR), TCU (Tribunal de Contas da União), AGU (Advocacia Geral da União) foram personagens centrais do impeachment, em nome de uma suposta moralidade.
Agora, estão em andamento jogadas capazes de transformar a corrupção apurada pela Lava Jato em troco. Não se trata se contrapor estatismo e liberalismo. O que se tem são negociatas em andamento, com reflexos perpétuos sobre o país, na forma de aumento dos cistos de energia, vulnerabilidades na oferta de combustíveis.
Vai ser o grande teste para se saber se essas autoridades foram apenas conduzidas pelos ventos das manifestações populares, ou compactuam com esse jogo.

Fonte: jornalggn.com.br

Garibaldi e Zenaide lideram pesquisa Consult/98FM para o Senado

Por ROBSON PIRES
A 98 FM divulgou na noite desta segunda-feira (28), o resultado de mais uma pesquisa Consult acerca das eleições 2018 no Rio Grande do Norte. Foi utilizada uma amostra probabilística casual simples de 1700 entrevistas, distribuída em 12 regiões/áreas do Estado.
A margem de erro da pesquisa é de 2.3%, com confiabilidade de 95% e sua realização ocorreu entre 17/05/2018 e 20/05/2018, tendo como contratante a FM Nordeste Ltda./98 FM. Os Protocolos junto ao TRE e TSE são: RN-08377/2018 e BR-00465/2018.

O passado para Maia revisitar


O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), primeiro na linha sucessória, tem dito que não vai atuar para ampliar o clima de instabilidade. Ainda assim, um presidenciável recomenda que ele revisite a história do deputado udenista Ranieri Mazzilli.
Em 1964, Mazzilli, então presidente da Câmara, assumiu a Presidência assim que o golpe militar tirou João Goulart do poder. Foi destituído do cargo 13 dias
Aliados do presidente Michel Temer dizem que ele tem demonstrado extrema preocupação com o cenário. Há muito, afirmam, ele não fazia  gestos tão enfáticos no bastidor em nome da estabilidade institucional.
Integrantes do Planalto admitem que o governo cometeu “erros em série”, mas garantem que isso só ocorreu porque não dispunham de informações que retratassem a magnitude do problema.
Fonte: ROBSON PIRES

segunda-feira, 28 de maio de 2018

O Caos de Temer e o futuro dos patos amarelos - A greve de caminhoneiros começou por uma questão econômica mas, assim como o passe livre de 2013, pode ser capturada pela turma que quer dar um reboot no golpe

Por Rodrigo Vianna*

Muita gente se pergunta: onde foram parar os patos amarelos do golpe de 2016? Outros tendem a ver os caminhoneiros que param o Brasil como parte do movimento patolino. Estariam arrependidos do que ajudaram a fazer com o país?

Sobre o tema, tenho dito o seguinte (com base em pesquisas, dados, e também com base em o que ouço nas ruas):

– engana-se quem acha que os patos estão “envergonhados”, ou que farão um movimento de sensatez, de volta ao “centro”, ajudando a reconstruir o que Temer/PSDB transformaram em terra arrasada;

– a tendência deles é achar que o diagnóstico da época da derrubada de Dilma estava certo (“país socialista, estado ladrão, o que vale é a meritocracia, privatiza tudo, porrada e bomba em esquerdista, fora PT, morte aos sindicatos, isso aqui não é a Venezuela”) e que Temer/PSDB foram e são incapazes de fazer o que precisaria ter sido feito;

– essa massa de patos na burguesia (Flávio Rocha/Amoedo e outros são sintomas da doença), na classe média (“quero meu Brasil de volta”) e na baixa classe média (taxistas, caminhoneiros, autônomos de todo tipo – com as exceções de sempre) está à espera de um grito ou toque de corneta que os reúna em torno de um novo movimento;

– acho que a greve de caminhoneiros começou por uma questão econômica mas, assim como o passe livre de 2013, pode ser capturada pela turma que quer dar um reboot no golpe (talvez tirando Temer e instalando uma junta provisória com Maia, e aparência de legalidade – garantida e chancelada por Justiça/militares). Parte desse projeto incluiria aprovar PEC que adie eleições pra 2020. Assim, a centro-direita ganharia tempo pra fazer a economia andar e pra gestar um nome palatável nas urnas.

Como disse o Renato Rovai outro dia: se fizerem isso, eles vão tirar a máscara. Golpe ficará mais escancarado.

Não quer dizer que vão conseguir. Há muita divisão do lado de lá. E há gente já mergulhada em projetos eleitorais (Alckmin e Meirelles)…

A parte mais organizada da elite golpista (bancos/Globo) sacou que ia dar merda e tentou fazer esse movimento de ajuste no ano passado. Mas Temer inesperadamente soube resistir.

E agora “eles” (=elite que poderia oferecer um novo “projeto” à massa disforme de patos) estão numa situação muito difícil.

Há um setor que gostaria de manter militares fora disso (não é à toa que os crimes da ditadura voltaram à pauta, a partir de cima, e com grande alarde por parte de O Globo). Mas como a elite se mostra incapaz de formular um plano mais “moderado”, a massa dos patos pode embarcar num projeto mais maluco – sob apelo de uma intervenção militar.

A elite financeira sabe que seria difícil sustentar isso (um governo da “ordem”, tutelado por militares e Judiciário) por muito tempo, frente ao mundo. Mas a bagunça do lado de lá é tanta que já há gente no mercado topando embarcar numa saída linha dura.

No meio de tudo isso, há o governo morto, apodrecido. Maia já havia enterrado a privatização da Eletrobras (ultima cenoura que Temer podia oferecer para se mostrar útil ao mercado). Agora, Temer/Parente foram para o desespero porque o governo está se desfazendo e toparam remendar a política de preços do diesel. A concessão veio tarde. Mas pode ser suficiente para o objetivo medíocre de Temer: ele precisa ganhar tempo até a Copa. Depois, vem um mês de “pra frente, Brasil”. E na sequência, eleição (quem sabe…)

Se eu fosse apostar, diria que Temer ainda se segura.

E, de certa forma, pra “nós”, acho melhor que ele fique lá – caindo pelas tabelas.

Se “eles” conseguirem reorganizar o bloco golpista (Temer/MDB são hoje entrave pra isso), a situação pode piorar pro nosso lado.

No voto, eles não vão conseguir. E o timing não ajuda a criar uma situação anômala pra suspender eleição.

Mas isso está na mesa. Há gente pensando e trabalhando com essa hipótese. A greve caminhoneira surge como aliada (talvez inesperada) dessa tática amalucada de refundar o golpe em outras bases.
*Jornalista - Editor do Blog Escrevinhador 

Para refletir: não são "jênios" esses "antas"?



Fonte: http://www.contextolivre.com.br/2018/05/para-refletir-nao-sao-jenios-esses-antas.html

Para o Senado, Zenaide e Garibaldi estariam tecnicamente empatados segundo Pesquisa

Foto Google: Garibaldi Filho - José Agripino e Zenaide Maia
O instituto Seta contratado pelo jornal Agora RN  publicou nesta segunda-feira (28), a pesquisa para o Senado da República, onde estarão na disputa duas vagas para representar o Rio Grande do Norte. Segundo o RN-07520/2018, a Seta ouviu 1.300 pessoas em 49 cidades do Estado, entre os dias 11 e 13 de maio.  A margem de erro é de 3% para mais ou para menos.
Senado/Seta/Estimulado
Zenaide Maia (PHS) – 13,9%
Garibaldi Filho (MDB) – 10,1%
José Agripino (DEM) – 7,4%
Geraldo Melo (PSDB) – 2,9%
Magnólia Fonseca (SDD) – 1,9%
Joanilson Rego (PSDC) – 0,6%
Preto Aquino (PEN) – 0,3%
Laílson de Almeida – 0,3%
Ruy Gaspar (PSD) – 0,3%Zé Vieira (PSB) – 0,2%Branco/Nulo – 49,5%Não sabem – 12,6%
Fonte: ROBSON PIRES

Seleção brasileira já está em Londres

Por Robson Pires
A seleção brasileira de futebol já está no centro de treinamento (CT ) do Tottenham, onde os jogadores e a comissão técnica ficarão concentrados até o primeiro amistoso preparatório para a Copa do Mundo Rússia 2018, contra a Croácia, no dia 3 de junho, na cidade de Liverpool.
A equipe desembarcou em Londres no fim da madrugada, horário do Brasil, e foi direto para o CT do clube inglês. No local, o treinador Tite comandará os primeiros treinamentos, na segunda fase da preparação para a Copa, cuja a primeira fase foi realizada na Granja Comary, em Teresópolis, na região serrana do Rio de Janeiro.
Na Inglaterra, a seleção ficará completa com as chegadas de Marcelo, Roberto Firmino e Casemiro, jogadores que disputaram a decisão da Liga dos Campeões da Europa no sábado (26), vencida pela Real Madrid, com uma vitória de 3 x 1 sobre o Liverpool. A previsão é que eles se apresentem na próxima quarta-feira ((30), no horário do almoço.
O Brasil faz dois amistosos antes de chegar à Rússia para o início da Copa do Mundo. Além da Croácia, a Seleção encara a Áustria, em Viena, no dia 10 de junho. A seleção brasileira estreia no mundial contra a Suíça no dia 17, em Rostov On Don.

Caminhoneiros autônomos se comprometem a suspender paralisação após medidas de Temer

Por ROBSON PIRES

Ao assinarem a ata da reunião deste domingo (27) no Palácio do Planalto, as entidades que representam os caminhoneiros autônomos se comprometeram a suspender a paralisação da categoria.
documento assinado pelos caminhoneiros, diz:
“Os representantes dos transportadores autônomos se comprometeram a, em pronunciamento direcionado à categoria, recomendar a leitura da presente ata e, tão logo estejam publicadas no diário oficial da união as medidas provisórias mencionadas nas alíneas ‘c’, ‘d’ e ‘e’, suspender o movimento paredista ante o atendimento das demandas da categoria” (veja na reprodução abaixo).

domingo, 27 de maio de 2018

Em carta aberta, governadores negam acordo com governo federal e pedem mudança na Petrobras

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Foto: Google
"Consideramos absolutamente inaceitável a tentativa do governo federal de transferir para os Estados a responsabilidade pela solução de uma crise que foi provocada pela União, através de uma política de preços de combustíveis absurda, perversa e irresponsável", dizem
Os governadores dos estados que se encontram sob a jurisdição da Sudene (Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Sergipe e Minas Gerais) produziram uma dura carta aberta ao governo Temer que pede uma urgente mudança da política de preços adotada pela Petrobras e se posicionam contra a revogação da cobrança da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico -, imposto sobre o diesel e a gasolina), como forma de resolver o impasse com os caminhoneiros. Leia a seguir.
CARTA ABERTA DOS GOVERNADORES DOS ESTADOS INTEGRANTES DA SUDENE
Os Governadores dos Estados do Nordeste e Minas Gerais, que se encontram sob a jurisdição da SUDENE, abaixo assinados, em face da grave crise de desabastecimento de combustíveis que tanto vem afligindo os cidadãos brasileiros, dirigem-se, agora, à população de seus Estados e de todo o Brasil para firmar o seu posicionamento sobre esse grave tema:
1. Em um momento de tão grandes dificuldades, como o que vem sendo vivido por todo o povo brasileiro – constantemente sacrificado pelos efeitos adversos de crise econômica e política sem precedentes – é absolutamente incompreensível que o Governo Federal autorize a Petrobras a adotar uma política de preços direcionada, unicamente, à obtenção de lucro e ao acúmulo de receitas;
2. A política da Petrobras toma por base a premissa de que a empresa deve precificar seus produtos sempre em patamares superiores aos do mercado internacional, acompanhando as suas oscilações apenas quando há elevação de preços, sem jamais repassar aos consumidores brasileiros as suas eventuais reduções;
3. Essa política de preços foi elevando, de forma assustadora, os preços de insumos básicos para a população, como o gás de cozinha, a gasolina e o óleo diesel, cujo custo repercute, diretamente, sobre todos os preços da economia, a começar por itens de consumo básico, como os alimentos, que exercem forte impacto sobre o orçamento das famílias mais pobres;
4. Os preços do gás de cozinha e da gasolina têm registrado aumentos de tal magnitude e com tamanha frequência que, algumas vezes, têm sido anunciados reajustes a cada 24 horas, numa política que tem levado produtos de primeira necessidade a ficarem completamente fora do poder de compra dos brasileiros, chegando-se a ter 11 reajustes em apenas 17 dias;
5. Em decorrência dessa perversa política de preços, é cada vez mais comum que famílias – mesmo aquelas que vivem nos grandes centros urbanos – passem a recorrer a fogões de lenha para cozinhar, aumentando, de forma assustadora, o número de acidentes com queimaduras e, muitas vezes até, com perdas humanas e materiais;
6. Neste grave momento, quando irrompe um movimento radical que – justificado pela desenfreada escalada de reajustes – bloqueia os canais de distribuição de combustíveis e coloca em risco a mobilidade, a saúde, a segurança e a integridade física de milhões de brasileiros, o Governo Federal tenta fugir às suas responsabilidades convocando os governos estaduais – já tão sacrificados pela injusta concentração de recursos na União – a renunciar às suas receitas do ICMS, supostamente para atender demandas dos representantes dos transportadores participantes da paralisação;
7. Diante disso, nós – Governadores dos Estados integrantes da SUDENE – consideramos absolutamente inaceitável a tentativa do Governo Federal de transferir para os Estados a responsabilidade pela solução de uma crise que foi provocada pela União, através de uma política de preços de combustíveis absurda, perversa e irresponsável. Colocar sobre os Estados Federados o ônus de qualquer redução da alíquota sobre os combustíveis – além de ser desrespeitoso – é atitude inconsequente e, por isso mesmo, inaceitável;
8. Para agravar ainda mais o contorno da proposta do Governo Federal, ventila-se a incoerente retirada da CIDE da parcela de recursos destinada à manutenção das rodovias, que é – por Garantia Constitucional – executada por Estados e Municípios da Federação;
9. Nós – Governadores dos Estados integrantes da SUDENE – reafirmamos nossa viva disposição de colaborar com o Governo Federal na concepção de propostas que permitam a aceleração da nossa da economia e a retomada do crescimento do Brasil, mediante a geração de emprego e renda e da inclusão de todos os brasileiros no processo de desenvolvimento da Nação;
10. Ressaltamos, no entanto, que o Governo Federal precisa rever – com urgência – a política comercial da Petrobras, reposicionando-a com responsabilidade e espírito público, trabalhando pelo saneamento das finanças da empresa, mas mantendo – acima de tudo – a consciência de que é completamente inaceitável aumentar, ainda mais, o enorme contingente de famílias brasileiras entregues ao desemprego e mergulhadas na miséria e na desesperança;
11. Por fim, destacamos nosso inarredável compromisso com os valores democráticos, ao tempo em que manifestamos nossa disposição de enfrentar – energicamente – qualquer tentativa de relativização ou destruição das conquistas democráticas do povo brasileiro nas ultimas décadas, na certeza de que a única via para superar os desequilíbrios e conflitos é a consolidação da democracia, com estrito respeito de suas práticas, princípios e processos.
26 de Maio de 2018
Rui Costa – Governador do Estado da Bahia
Camilo Santana – Governador do Estado do Ceará,
Ricardo Coutinho – Governador do Estado da Paraíba
Paulo Câmara – Governador do Estado de Pernambuco
Wellington Dias – Governador do Estado do Piauí
Belivaldo Chagas – Governador do Estado de Sergipe
Fernando Damata Pimentel – Governador do Estado de Minas Gerais.
Fonte: Revista Fórum

Etica e Moral

Hoje e comum se falar de ética, nos noticiários os jornalistas afirmam o politico de algum partido não foi ético ao realizar alguma manobra politica, outros falam, as pessoas desse país não são éticas, bom não é preciso nem citar o que acontece nos protestos, com aqueles cartazes e faixas dizendo fora políticos corruptos precisamos de políticos éticos e sérios.
Bom partindo do ponto de que ética hoje e definida como norma de conduta onde todas as partes da sociedade precisam seguir, perante a própria sociedade, nos deparamos com uma pequena interrogação, bom se ética e o que eu faço perante a sociedade se ética e a minha norma de conduta enquanto eu estou sendo observado, monitorado ou vigiado, isso nos da a ideia de que se fizermos algo em quanto não estamos sendo vistos, então não estamos infringindo nenhuma regra certo? Bom não e bem assim, mais para compreendermos isso de uma maneira mais fácil, precisaremos entender o que significa moral.
Imagine uma situação, você esta andando pela rua quando observa uma mulher andando do outro lado da calçada, ao observa-la você nota que ela acaba de derrubar sua carteira que evidentemente vem a cair no chão, a rua esta muito movimentada e possivelmente mais pessoas viram o que tinha acontecido, sem contar as câmeras que monitoram as lojas, um individuo ao ver a carteira no chão, resolve pegá-la para si, nesse momento ele acaba de notar que esta sendo observado e devolve o objeto para a proprietária, podemos falar que temos ai um bom exemplo de ética, norma de conduta correta perante a observação da sociedade, porem esse individuo não subtraio aquele objeto porque ele não pertencia a ele? Bom acho que não, mais sim por medo de sofrer as consequências sobre tais atos.
Mais e quando alguma pessoa não comete um erro, ou um delito mesmo que assim não estivesse sendo monitorado ou visto, vamos dar um exemplo  de uma mercearia, ou para quem não conhece um supermercado pequeno, onde a segurança é pouca e não existe câmeras para monitorar o cliente, bom nesse momento a ética não será aplicada, porque ali não existe uma sociedade em si que me diga o que fazer ou não, e nesse momento entra a sua decisão de furtar o objeto da prateleira ou não, e ai nasce outra nomenclatura, essa que se chama moral, moral e algo intimo do ser, moral e aquilo que o individuo não faria mesmo que não sofresse punição nenhuma se o fizeste, moral é o julgamento individual do ser sobre o que e certo ou errado, sobre o que ele faria e o que ele não faria.
Isso nos mostra no mínimo duas reflexões, uma e que as pessoas em uma sociedade podem sim ser éticas, mais não pessoas que praticam a moral. Um lado bem interessante a pessoa que pratica a  moral, ele consequentemente também pratica a ética, uma porque moral tem a ver com  o certo e o errado sobre o que fazer e o que não fazer, e outra também será ética por que agora estaremos sendo julgados por algo além de nos mesmos.
Vivemos em uma sociedade onde somos mestres em praticar ética, onde somos perfeitos perante os olhos da sociedade, mais corruptos quando não estamos sendo observados.
Moral e Ética têm a ver com caráter e não com o medo de ser punido por algum órgão fiscalizador.

Publicado por: Francisco Kaio Paulino Silva
O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.

BRASIL, PAÍS DAS DESIGUALDADES

RESUMO
O conceito de desigualdade social é um guarda-chuva que compreende diversos tipos de desigualdades, desde desigualdade de oportunidade, resultado, etc., até desigualdade de escolaridade, de renda, de gênero, etc.
Este artigo tem por objetivo demonstrar uma síntese das desigualdades no Brasil e a busca de possíveis soluções. O conceito de desigualdade social é um guarda-chuva que compreende diversos tipos de desigualdades, desde desigualdade de oportunidade, resultado, etc., até desigualdade de escolaridade, de renda, de gênero, etc. De modo geral, a desigualdade econômica – a mais conhecida – é chamada imprecisamente de desigualdade social, dada pela distribuição desigual de renda. O Brasil tem a maior concentração de renda do mundo. Quase 30% da renda do Brasil está nas mãos de apenas 1% dos habitantes do país, a maior concentração do tipo no mundo. A experiência internacional mostra que é preciso fazer um investimento massivo e consistente na educação de uma criança logo em seus cinco, seis primeiros anos de vida. O que se consta atualmente é um desmonte do Estado Social, programas sociais sendo reduzidos ou extintos, em especial na área da educação e da ciência e tecnologia. Congelamento dos investimentos públicos por 20 anos, privatizações e desmonte dos bancos públicos, terceirização irrestrita, reforma trabalhista e tentativa de reforma da previdência. Cabe ao conjunto da sociedade criar meios para o desenvolvimento social e estabelecimento de um conjunto de regras que possam minimizar a desigualdade social.
Fonte: meuartigo.brasilescola.uol.com.br
1 INTRODUÇÃO
O conceito de desigualdade social é um guarda-chuva que compreende diversos tipos de desigualdades, desde desigualdade de oportunidade, resultado, etc., até desigualdade de escolaridade, de renda, de gênero, etc. De modo geral, a desigualdade econômica – a mais conhecida – é chamada imprecisamente de desigualdade social, dada pela distribuição desigual de renda.
O Brasil tem a maior concentração de renda do mundo. Quase 30% da renda do Brasil está nas mãos de apenas 1% dos habitantes do país, a maior concentração do tipo no mundo. É o que indica a Pesquisa Desigualdade Mundial 2018, coordenada, entre outros, pelo economista francês Thomas Piketty. O grupo, composto por centenas de estudiosos, disponibiliza um banco de dados que permite comparar a evolução da desigualdade de renda no mundo nos últimos anos.
O abismo entre os maiores bilionários do planeta e a fatia mais pobre da população continua aumentando, segundo relatório da ONG Oxfam Brasil, que tem o propósito de combater a desigualdade e a pobreza. De acordo com o levantamento, 82% de toda a riqueza mundial gerada entre setembro de 2016 e setembro de 2017 ficou nas mãos do 1% mais rico da população, enquanto a metade mais pobre do globo, que equivale a 3,7 bilhões de pessoas, não foi beneficiada com nenhum tipo de aumento.
Os pesquisadores que trabalham sob a grife de Piketty, que se tornou mundialmente famoso com a publicação em inglês de O Capital no Século XXI, em 2014, destacam ainda a importância de investimento público em áreas como educação, saúde e proteção ambienta. Mas chamam atenção para a perda de poder de influência dos governos dos países mais ricos do mundo.
A questão, porém, não se restringe a contabilizar quanto ganham os mais ricos, os mais pobres e a grande massa intermediária, mas o que é de fato fundamental é entender as causas, os fatores que levam o país às piores posições de quaisquer comparativos internacionais de desigualdade.
A experiência internacional mostra que é preciso fazer um investimento massivo e consistente na educação de uma criança logo em seus cinco, seis primeiros anos de vida. Negligenciar esse período de formação educacional é condená-la a ter menos oportunidades de crescimento profissional e, consequentemente, de renda e qualidade de vida. Está aí uma das chaves para entender por que Brasil e Coreia do Sul eram tão similares no fim dos anos 1970, em termos de renda per capita, e hoje um coreano médio ganha três vezes mais que um brasileiro.
As regras de aposentadorias e pensões no Brasil são um estímulo à desigualdade, ainda que o INSS seja visto como um instrumento de redistribuição de renda. Uma grande massa de beneficiários, mais de dois terços, recebe o pagamento mínimo, equivalente a um salário mínimo, enquanto poucos privilegiados ainda contam com o benefício máximo do INSS – cerca de 5,5 salários mínimos – e mais outras benesses decorrentes das aposentadorias especiais. É isso que tornou o sistema previdenciário irracional e insustentável. A solução será diminuir os privilégios e enfrentar o corporativismo para diminuir as desigualdades. A previdência necessita de uma reforma para combater os privilégios e a inadimplência dos grandes devedores.
2 DESENVOLVIMENTO 
No que diz respeito à distribuição de renda no país, a Síntese dos Indicadores Sociais 2017 comprovou, mais uma vez, que o Brasil continua um país de alta desigualdade de renda, inclusive, quando comparado a outras nações da América Latina, região onde a desigualdade é mais acentuada.
Segundo o estudo, em 2017 as taxas de desocupação da população preta ou parda foram superiores às da população branca em todos os níveis de instrução. Na categoria ensino fundamental completo ou médio incompleto, por exemplo, a taxa de desocupação dos trabalhadores pretos ou pardos era de 18,1%, bem superior que o percentual dos brancos: 12,1%.
“A distribuição dos rendimentos médios por atividade mostra a heterogeneidade estrutural da economia brasileira. Embora tenha apresentado o segundo maior crescimento em termos reais nos cinco anos disponíveis (10,9%), os serviços domésticos registraram os rendimentos médios mais baixos em toda a série. Já a Administração Pública acusou o maior crescimento (14,1%) e os rendimentos médios mais elevados”, diz o IBGE.
É que no sistema tributário brasileiro, quanto mais se ganha, menos se paga em impostos proporcionalmente, o que tende a perpetuar os altos índices de desigualdade do país, “Sempre que se fala em reforma tributária, surge a discussão sobre quem vai pagar a conta. Acontece que 99% dos brasileiros é que pagam o pato, e precisamos dividir essa conta com o 1% restante, que paga proporcionalmente muito menos”, avalia Katia Maia, diretora-executiva da Oxfam Brasil, ONG britânica que produziu o relatório “A Distância que Nos Une – Um Retrato das Desigualdades Brasileiras”.
O documento destrincha vários aspectos das iniquidades do país, seja entre ricos e pobres, mulheres e homens ou negros e brancos. Aponta, por exemplo, que, se mantidas as tendências dos últimos 20 anos, mulheres só terão seus salários equiparados aos dos homens em 2047. E negros terão isonomia salarial em relação aos brancos apenas em 2089.
O relatório mostra ainda que os 5% que estão no topo da pirâmide econômica do Brasil concentram a mesma renda dos 95% restantes. E que um trabalhador que receba um salário mínimo mensal levará 19 anos para ganhar o mesmo que aqueles que integram o 0,1% mais rico do país recebem em apenas um mês.
Segundo o relatório da Oxfam, o combate a essas desigualdades passa necessariamente pela revisão da forma como o Estado arrecada e distribui recursos. “O problema não são os ricos, mas o sistema tributário, que faz com que quem tem mais tenha cada vez mais”, afirma Maia. “Algum nível de desigualdade é inevitável, mas precisamos reduzir os extremos. Nossa tributação hoje não é excessiva, mas é injusta.”
Ainda segundo dados compilados pela ONG, quem tem rendimento de 80 salários mínimos tem isenção de cerca de 66% em impostos enquanto para quem recebe de 3 a 20 salários mínimos essa isenção é de cerca de 17%. E na faixa mais baixa, entre 1 e 3 salários mínimos, ela é de apenas 9%.
De acordo com estudo do Banco Mundial divulgado em outubro 2017, o país tinha 8,9 milhões de pessoas em situação de extrema pobreza para essa linha de corte de US$ 1,90 em 2015. Comparado ao dado do IBGE, isso indicaria um forte aumento da pobreza extrema de um ano para o outro. Mas, como são pesquisas diferentes, a comparação entre os dois números pode ser bastante imprecisa.
O IBGE também calculou a pobreza de 2016 com base em outras linhas de corte como o Programa Brasil sem Miséria de R$ 85 para pobreza extrema e R$ 170 para pobreza, o Benefício de Prestação Continuada de um quarto do salário mínimo, de R$ 440 em 2016 e do próprio Banco Mundial, de US$ 5,5 diários para pobreza moderada, aplicável ao Brasil.
O Brasil tinha 52,2 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza em 2016, o que representa um quarto (25,4%) da população naquele ano. A estimativa consta na “Síntese de Indicadores Sociais 2017”, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a partir da nova métrica de pobreza do Banco Mundial, que delimita em US$ 5,5 por dia per capita (R$ 387,07 por mês) a pobreza para países de renda média alta.
Quase a metade da parcela pobre da população vivia no Nordeste. A região tinha 24,7 milhões de pessoas que viviam com menos de US$ 5,50 por dia, 43,5% da população residente na região. No Norte, por sua vez, 43,1% da população era pobre pelo critério do Banco Mundial 7,5 milhões de pessoas. A proporção era mais do que o dobro da vista no Sudeste do país, onde 15,9% dos residentes carregavam essa condição (13,7 milhões de pessoas). Os Estados com piores indicadores foram Maranhão (52,4%), Amazonas (49,2%) e Alagoas (47,4%). Em São Paulo havia 5,46 milhões de residentes abaixo da linha da pobreza, ou 12,2% da população. Em Santa Catarina, o percentual era de 9,4%. No Estado do Rio, de 18,3%. Em todos os casos, a pobreza tem maior incidência nos domicílios do interior dos Estados do que nas capitais.
O IBGE também calculou a pobreza de 2016 com base em outras linhas de corte, como o Programa Brasil sem Miséria de R$ 85 para pobreza extrema e R$ 170 para pobreza e do Benefício de Prestação Continuada de um quarto do salário mínimo, de R$ 440 em 2016. Também calculou a partir de outros cortes do próprio Banco Mundial, como de US$ 5,5 diários para pobreza moderada, aplicável ao Brasil.
Os movimentos do mercado de trabalho durante a crise afetaram com mais intensidade a parcela jovem da população. Dos 11,6 milhões de pessoas desempregadas em 2016, com 16 anos ou mais de idade, 54,9% tinham de 16 a 29 anos, de acordo com a “Síntese de Indicadores Sociais 2017.
A taxa de desemprego dessa faixa etária era de 21,1% naquele ano, mais do que o dobro do indicador relativo a pessoas de 30 a 49 anos de idade (5,5%). Além de menos empregados, os jovens estão ocupados em postos de menor qualidade. A proporção de pessoas de 16 a 29 anos em trabalhos formais caiu de 60,3% para 58,4%, de 2014 para 2016, respectivamente, segundo o IBGE.
A informalidade do emprego entre jovens era mais latente nas regiões Nordeste e Norte. No Maranhão, somente 30,1% dos jovens estavam ocupados em trabalhos formais, nível mais baixo de todo o país.
Os dados do estudo indicam que, quanto menos escolaridade, mais cedo o jovem ingressa no mercado de trabalho. A pesquisa revela que 39,6% dos trabalhadores ingressaram no mercado de trabalho com até 14 anos.
Para os analistas, “a idade em que o trabalhador começou a trabalhar é um fator que está fortemente relacionado às características de sua inserção no mercado de trabalho, pois influencia tanto na sua trajetória educacional – já que a entrada precoce no mercado pode inibir a sua formação escolar – quanto na obtenção de rendimentos mais elevados”.
Ao mesmo tempo em que revela que 39,6% dos trabalhadores ingressaram no mercado com até 14 anos, o levantamento indica também que este percentual cresce para o grupo de trabalhadores que tinha somente até o ensino fundamental incompleto, chegando a atingir 62,1% do total, enquanto que, para os que têm nível superior completo, o percentual despenca para 19,6%.
Ainda sobre o trabalho precoce, o IBGE constata que, em 2016, a maior parte dos trabalhadores brasileiros (60,4%) começou a trabalhar com 15 anos ou mais de idade. Entre os trabalhadores com 60 anos ou mais houve elevada concentração entre aqueles que começaram a trabalhar com até 14 anos de idade (59%).
A análise por grupos de idade mostra a existência de uma transição em relação à idade que começou a trabalhar, com os trabalhadores mais velhos se inserindo mais cedo no mercado de trabalho, o que pode ser notado porque 17,5% dos trabalhadores com 60 anos ou mais de idade começaram a trabalhar com até nove anos de idade, proporção que foi de 2,9% entre os jovens de 16 a 29 anos.
O IBGE destaca que os trabalhadores de cor preta ou parda também se inserem mais cedo no mercado de trabalho, quando comparados com os brancos, “característica que ajuda a explicar sua maior participação em trabalhos informais”.
Já entre as mulheres foi maior a participação das que começaram a trabalhar com 15 anos ou mais de idade (67,5%) quando comparadas com a dos homens (55%). Para os técnicos do instituto, esta inserção mais tardia das mulheres no mercado de trabalho pode estar relacionada “tanto ao fato de elas terem maior escolaridade que os homens, quanto à maternidade e os encargos com os cuidados e afazeres domésticos”.
O percentual de jovens que não trabalham nem estudam aumentou 3,1 pontos percentuais entre 2014 e 2016, passando de 22,7% para 25,8%. Dados da pesquisa Síntese de Indicadores Sociais 2017 indicam que, no período, cresceu o percentual de jovens que só estudavam, mas diminuiu o de jovens que estudavam e estavam ocupados e o de jovens que só estavam ocupados.
O fenômeno ocorreu em todas as regiões do Brasil. No Norte, o percentual de jovens nessa situação passou de 25,3% para 28,0%. No Nordeste, de 27,7% para 32,2%. No Sudeste, de 20,8% para 24,0%. No Sul, de 17,0% para 18,7% e no Centro-Oeste, de 19,8% para 22,2%.
Ele atingiu, sobretudo, os jovens com menor nível de instrução, os pretos ou pardos e as mulheres e com maior incidência entre jovens cujo nível de instrução mais elevado alcançado era o fundamental incompleto ou equivalente, que respondia por 38,3% do total.
Quando se avalia os níveis de pobreza no país por estados e capitais, ganham destaque – sob o ponto de vista negativo – as Regiões Norte e Nordeste com os maiores valores sendo observados no Maranhão (52,4% da população), Amazonas (49,2%) e Alagoas (47,4%).
Em todos os casos, a pobreza tem maior incidência nos domicílios do interior do país do que nas capitais, o que está alinhado com a realidade global, onde 80% da pobreza se concentram em áreas rurais.
Ainda utilizando os parâmetros estabelecidos pelo Banco Mundial, chega-se à constatação de que, no mundo, 50% dos pobres têm até 18 anos, com a pobreza monetária atingindo mais fortemente crianças e jovens – 17,8 milhões de crianças e adolescentes de 0 a 14 anos, ou 42 em cada 100 crianças.
Também há alta incidência em homens e mulheres pretas ou pardas, respectivamente, 33,3% e 34,3%, contra cerca de 15% para homens e mulheres brancas. Outro recorte relevante é dos arranjos domiciliares, no qual a pobreza – medida pela linha dos US$ 5,5 por dia – mostra forte presença entre mulheres sem cônjuge, com filhos até 14 anos (55,6%). O quadro é ainda mais expressivo nesse tipo de arranjo formado por mulheres pretas ou pardas (64%), o que indica, segundo o IBGE, o acúmulo de desvantagens para este grupo que merece atenção das políticas públicas.
Como consequência da desigualdade social, temos os grandes problemas que nos afetam diretamente, podendo ser vistos a toda hora e todo momento:
  • Aumento das favelas nas grandes cidades, com proliferação nas cidades do interior;
  • Crescimento de fome e de miséria em todos os centros urbanos;
  • Aumento da mortalidade infantil, do desemprego e da criminalidade;
  • Crescimento de classes sociais de menor poder aquisitivo;
  • Atraso no desenvolvimento econômico da nação;
  • Dificuldade de acesso a serviços básicos de saúde, transporte público, saneamento básico e educação.
Em nosso país, a desigualdade social é uma das características mais importantes, já que somos um dos piores países do mundo neste tipo de diferença entre as classes sociais. Embora tenhamos tido a oportunidade de, há alguns anos, sermos considerado a oitava potência econômica do mundo, também estávamos carregando a tocha de oitavo país com maior índice de desigualdade econômica.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Como sociedade, o Brasil deve entender que, sem um efetivo Estado democrático, não teremos condições de combater ou reduzir a desigualdade social entre nós. Cabe ao conjunto da sociedade criar meios para o desenvolvimento social e estabelecimento de um conjunto de regras que possam minimizar a desigualdade social. É preciso reduzir a distância entre os mais ricos e os mais pobres. Em consequência, sem uma reforma tributária igualitária e investimento massivo em educação, o Brasil não se tornará uma economia competitiva.
A taxação de grandes fortunas ou das maiores heranças. Uma minoria da população, que sempre ganhou muito, mesmo em contextos de crise econômica, está submetida à menor carga tributária direta (aquela que incide sobre patrimônio, os juros e os lucros). “Os gastos financeiros — e não os gastos sociais — representam o maior gargalo das contas públicas.” A conta de juros do governo brasileiro é desproporcional, pois o Brasil lidera o ranking das maiores taxas de juros do mundo, observando-se que a taxa básica de juros é fixada pelo próprio governo, por intermédio do Copom do Banco Central do Brasil. Nosso sistema continua a onerar os trabalhadores e os pobres. Mais da metade da arrecadação provém de tributos que incidem sobre bens e serviços, com baixa tributação sobre renda e patrimônio.
O que se constata atualmente é um desmonte do Estado Social, programas sociais sendo reduzidos ou extintos, em especial na área da educação e da ciência e tecnologia. Congelamento dos investimentos públicos por 20 anos, privatizações e desmonte dos bancos públicos, terceirização irrestrita, reforma trabalhista e tentativa de reforma da previdência.
4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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NOVO, Benigno Núñez - Advogado, doutor em direito internacional pela Universidad Autónoma de Asunción.
Publicado por: Ben Nunez
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