domingo, 23 de abril de 2023

Passagens aéreas a R$ 200 podem ser vendidas a partir de agosto, diz ministro

 

Escrito por: Redação CUT | Editado por: Rosely Rocha

O número de passageiros de menor poder aquisiitvo, nos aeroportos do país, pode aumentar a partir de agosto, mês em que deve ter início o Programa Voa Brasil, do governo federal, que prevê passagens aéreas a R$ 200.

O programa idealizado pelo ministério dos Portos e Aeroportos, sob o comando de Márcio França, porém, limita o número de viagens a baixo custo e a temporada, para que mais pessoas possam se beneficiar.

As regras são as seguintes:

- Serão beneficiados servidores públicos nos três níveis de governo (municipal, estadual e federal) com salários de até R$ 6,8 mil, aposentados e pensionistas da Previdência Social e estudantes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), programa do Ministério da Educação.

- Os passageiros que não voaram nos 12 meses anteriores terão prioridade no programa;

- Os voos devem ser disponibilizados durante a baixa temporada em dois períodos: de fevereiro a junho e de agosto a novembro, quando tradicionalmente ocorre uma ociosidade média de 21% nos voos domésticos

- Os bilhetes poderão ser pagos em até 12 vezes. Neste caso serão cobrados juros e cada prestação será de até R$ 72.

Cash back e leilão de assentos

Márcio França afirmou em audiência na Comissão de Infraestrutura do Senado, na quarta-feira (19), que o governo quer acrescentar ao programa de passagens a R$ 200 o conceito de "leilão" de tíquetes com assentos "finais" que sobrarem nas aeronaves. Segundo ele, a prática é comum em aeroportos europeus e foi sugerida pela Casa Civil.

“Nessa proposta dos R$ 200, acrescentamos sugestão da Casa Civil, que é, em sobrando espaço físico depois de tudo acontecer, que também haja leilões no próprio aeroporto para vagas finais, procedimento feito no aeroporto. Se alguém que tenha mais tempo, possa antecipar passagem, vender passagem”, disse.

“Na Europa é muito comum, estudantes ficarem nos principais aeroportos esperando o leilão, feito de maneira muito rápida”, acrescentou França.  

Outra proposta que poderá ser incluída no Voa Brasil é o de um programa de cashback (dinheiro de volta), para a taxa de embarque.

"Eles estão propondo um payback; ou seja, eles devolveriam um valor (da taxa de embarque) para cada um que embarcasse e consumisse no próprio aeroporto ou pagasse o taxi para voltar para casa", disse o ministro na audiência no Senado.

De acordo com Marcio França, por enquanto três companhias aéreas demonstraram interesse em participar do programa.

O ministro acredita que a chegada em breve de empresas de baixo custo, as chamadas low cost, ao mercado nacional, pode ajudar no acesso de passageiros e no barateamento de bilhetes.

"Pelo menos uma já deu certeza e a segunda deve vir para o Brasil, nós teremos, então, a disputa sadia de empresas que fazem voos mais baratos em condições mais simples”, afirmou.

Com informações da Folha

Com CUT NACIONAL

ANDERSON TORRES TOMA DECISÃO ABSURDA APÓS MORAES NEGAR SOLTURA! - por: Nogueira Jr.

 


FONTE: por: Nogueira Jr.

sexta-feira, 21 de abril de 2023

1º de Maio Unificado das Centrais Sindicais

Abertura da Conclat, realizada em abril de 2022. Foto: Roberto Parizotti

Os atos deste ano serão pelo fim da atual política de juros do Banco Central, redefinição do papel da Petrobras e mais investimentos em infraestrutura econômica e social.

No Brasil, a primeira comemoração do 1º de Maio foi em 1892, em Porto Alegre, um ano depois da decisão da Segunda Internacional Socialista sacramentar esta data como o Dia Internacional dos Trabalhadores.

Neste ano, o ato das Centrais Sindicais terá como centro a luta pela revogação dos marcos regressivos das reformas trabalhista e previdenciária e mobilização em defesa do emprego, da renda, dos direitos e da democracia.

Essa luta é continuidade da pauta aprovada na Conferência da Classe Trabalhadora (Conclat), realizada em 7 de abril de 2022 e que foi em boa medida incorporada nas Diretrizes de Reconstrução e Transformação Nacional do agora presidente Lula.

Leia também: 1º de Maio Unitário e as propostas do sindicalismo

Essa pauta ganhou um importante impulso a partir de uma plenária do presidente Lula com a presença de 500 lideranças sindicais de todo o país, realizada no Palácio do Planalto, no dia 18 de janeiro deste ano.

Nesta plenária, Lula aprovou a criação de três grupos de trabalho para tratar da política de valorização do salário mínimo, da regulamentação do trabalho com aplicativos e de medidas para fortalecer a negociação coletiva e a organização sindical.

Na área trabalhista, além desses grupos de trabalho, o governo Lula reajustou o salário dos funcionários públicos federais em 9% e enviou projeto à Câmara Federal abrindo crédito especial de R$ 7,2 bilhões para garantir o piso salarial dos enfermeiros.

Essas medidas iniciais são positivas, vêm ao encontro das demandas do movimento sindical e inauguram um novo período nas relações do sindicalismo com o governo federal.

Na convocatória do 1º de Maio, as centrais afirmam que é preciso virar a página de “um dos períodos mais difíceis da história recente do Brasil, com ataques à classe trabalhadora, à economia, aos direitos, à democracia e à soberania”.

Leia também: O movimento sindical brasileiro e os novos desafios

Nos atos deste ano, os trabalhadores reafirmam a defesa de um novo rumo para o país, fim da atual política de juros do Banco Central, redefinição do papel da Petrobras e mais investimentos em infraestrutura econômica e social.

Essa agenda precisa de um Estado comprometido com desenvolvimento, valorização do trabalho, geração de empregos de qualidade; um Estado promotor da indústria e de mais investimentos em ciência, tecnologia e inovação.

 Neste momento de viragem política do país, as manifestações de 1º de Maio reforçam a unidade e a luta das trabalhadoras e dos trabalhadores brasileiros! Viva o Dia Internacional dos Trabalhadores!

As opiniões expostas neste artigo não refletem necessariamente a opinião do Portal Vermelho

segunda-feira, 17 de abril de 2023

UNIVERSIDADE PARA TODOS/AS Na Argentina, CNTE defende o direito ao ensino superior público e de qualidade

 foto: Divulgação

 A Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) participa do II Congresso Internacional da Universidade Nacional da Cidade de La Plata, na Argentina, organizado pela Federação Nacional dos Docentes Universitários (CONADU) e pela Internacional da Educação (IE), que discute a universidade como direito e as perspectivas do ensino para a América do Sul.

A atividade, que começou nesta quinta (13) e termina nesta sexta-feira (14), faz parte de uma série de debates que a  IE tem promovido no continente para discutir a mercantilização e a privatização da educação.

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Foto: Divulgação

 Também no país, mas em Buenos Aires, a Internacional da Educação lançará entre os dias 17 e 19 a campanha “Pela pública! Criamos escolas para incentivar a troca de experiências entre as organizações sindicais sul-americanas e subsidiar as entidades na definição de estratégias locais de pressão sobre os governos em defesa da ampliação do investimento em recursos públicos para o setor.

Universal, gratuito e de qualidade

Da mesma forma que ocorre no Brasil, na Argentina a luta pelo acesso ao ensino superior gratuito e de qualidade enfrenta resistência dos setores conservadores e é pauta para as organizações em defesa da democracia e das universidades públicas como mecanismos de inclusão para a transformação social.

O secretário-geral da IE, David Edwards, lembrou que durante a última década, apenas 1% da população mundial acumulou 50% da nova riqueza gerada, segundo dados de um estudo da Oxfam Internacional divulgado em janeiro deste ano.

Enquanto a fortuna dos multimilionários cresce a um ritmo de 2,7 milhões de dólares ao dia, 1,7 milhões de trabalhadores e trabalhadoras vivem em países nos quais a inflação aumenta mais do que os salários, apontou o dirigente.

Nesse contexto global de desigualdades extremas, Edwards defende que fortalecer os sistemas de educação pública deve ser prioridade, bem como a liberdade de expressão.

“Os ataques à liberdade acadêmica não ocorrem apenas pela pressão e repressão por parte dos estados, mas também pela precariedade, a privatização, a queda na qualidade do ensino, regimes de propriedade intelectual restritivos e a restrição a recursos para a pesquisa em todo o mundo”, afirmou.

A secretária-geral da CNTE e vice-presidenta da Internacional da Educação para a América Latina (IEAL), Fátima Silva, também ressaltou a necessidade do estabelecimento de um ambiente democrático nas instituições públicas de ensino superior.

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Foto: Divulgação

 “Uma universidade pública e inclusiva deve estar socialmente comprometida com a democracia e com a participação das organizações estudantis em sua construção”, disse.

Para a secretária-geral da Confederação dos Trabalhadores da Educação da Argentina (CTERA) e integrante do Comitê Mundial da IE, Sonia Alesso, a esquerda encontra-se atrasada em muitos dos debates que envolvem a educação.

“Apenas se fala em educação a partir de um olhar da direita. As vozes daqueles que trabalham no ensino não estão lá. O que estamos debatendo sobre inteligência artificial? Qual debate a academia faz sobre esse tema?”, questionou.

A coordenadora da Rede Latino-Americana de Estudos sobre o Trabalho Docente (Rede Estrado), Mae Martinez, abordou um tema em destaque no Brasil, a regulação das plataformas digitais, e sublinhou os impactos que a ausência de responsabilização desses mecanismos podem trazer.

“As plataformas digitais se apropriam dos saberes e produzem pessoas doentes porque não são regulados. O uso dos conteúdos que são publicados deve obedecer a critérios claros e transparentes”, defendeu. 

Depoimento de Tacla Duran pode desvendar máfia no Judiciário de Moro e Dallagnol

 

Nesta terça, dia 18, se a turma do Judiciário do Paraná não aprontar alguma, finalmente o advogado Rodrigo Tacla Duran dará um depoimento presencial a Eduardo Appio, juiz titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, a famosa Vara da Lava Jato, que foi de Moro.

Tacla deve reforçar presencialmente o que disse em parte por videoconferência no início do mês, que sofreu tentativa de extorsão para não ser preso nas investigações da Lava Jato. O emissário da extorsão teria sido o padrinho de casamento de Moro e sócio de escritório de advocacia de Rosangela Moro, o advogado Carlos Zucolotto. A denúncia se transformou em notícia-crime envolvendo o ex-juiz Sergio Moro, o ex-procurador Deltan Dallagnol, além do advogado Carlos Zucolotto Júnior e Fábio Aguayo.

Além das provas que diz ter sem seu poder, como os prints que exibiu na videoconferência, Tacla diz que pode revelar mais denúncias sobre o que se desenha como uma verdadeira máfia do Judiciário do Paraná.

Lá, vale a relação de famiglia, não apenas consanguínea, mas de relações comerciais, afetivas, como as que une Moro a Zucolotto. E também as que une Moro ao desembargador que primeiro decretou nova prisão de Tacla Duran e depois voltou atrás, assim que repercutiu na imprensa que ele é pai de um advogado que é sócio de Moro em escritório e, além do mais, namorado de Julia, filha de Moro. 

Foi em Curitiba o julgamento fraudulento de Lula, o mais rápido na história do TRF4, em que o relator levou apenas 36 dias para emitir um parecer sobre um processo que tem 250 mil páginas (o que significa a leitura de 7 mil páginas/dia!), enquanto o juiz revisor fez a correção do material em seis dias.

Tudo isso pode vir à tona neste próximo dia 18 com o depoimento de Tacla Duran.

A República de Curitiba, como ficou conhecida a turma de Lava Jato no Brasil, está tão aterrorizada com isso que um convite para que Tacla Duran comparecesse à Câmara dos Deputados acabou sendo rejeitado, graças ao empenho do ex-procurador, atual deputado, Deltan Dallagnol.

Que medo é este que têm de Tacla Duran? O que ainda falta ser revelado que os apavora?

Leia também sobre isso:

Fonte: https://www.blogdomello.org

domingo, 16 de abril de 2023

Elis Regina Album Completo - As Melhores Músicas De Elis Regina


Fonte: https://www.youtube.com

Nara Leão - 60 Sucessos


Fonte: https://www.youtube.com

CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN - LANÇA CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE EM PROL DA INSTIUIÇÃO - AJUDE-NOS!!! CLIC NA FOTO OU NO LINK AO LADO DIREITO DO BLOG ACIMA!

 

IMAGEM DE DANDARA - ESPOSA DE ZUMBI DOS PALMARES! SIMBOLO DE RESISTÊNCIA E LUTA!
CLIC NO LINK ABAIXO DO CPC-RN

https://centropotiguardecultura.blogspot.com/2023/04/centro-potiguar-de-cultura-cpc0rn-lanca.html

O Centro Potiguar de Cultura - CPC-RN, com foro e sede na cidade do Agreste Potiguar - NOVA CRUZ-RN, diante das constantes dificuldades lança a Campanha de SOLIDARIEDADE AO CPC-RN!

O CPC-RN é uma instituição sem fins lucrativos com sede e foro na cidade de NOVA CRUZ - RN, Reconhecida de Utilidade Pública Municipal e Estadual, rumo a Utilidade Pública Federal, vem por este meio de divulgação LANÇAR a Campanha em prol do CPC-RN, solicitando aos prefeitos, Governo do Estado, Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, entre os admiradores/as do Centro um apoio financeiro  de R$ 50,00 (cinquenta reais), R$ 100,00 (cem reais), R$ 200,00 (duzentos reais), ou outros valores simbólicos. Em seguida enviaremos recibo em PDF com o referidos valores, que podem ser abatidos na Declaração do Imposto de Renda.

DADOS BANCÁRIOS; CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - DADOS DA CONTA:CEF - Agência: 0762 - Op. 003 - Conta Corrente: 1955-9

Obs. CASO NÃO POSSA CONTRIBUIR ENTENDEREMOS !!!

Certo da valiosa colaboração, antecipamos nossos agradecimentos.

A LUTA CONTINUA!!!


EDUARDO HENRIQUE FÉLIX DE VASCONCELOS
Presidente 
Acessem: centropotiguardecultura.blogspot.com
FUNDADO EM 30 DE DEZEMBRO DE 2009 NO SESC DE PONTA NEGRA - NATAL - RN!
Nosso e-mail: centropotiguardecultura@gmail.com

LUTAR É PRECISO!
"JACARÉ PARADO VIRA BOLSA DE MADAME!"

A quem cabe revogar o Novo Ensino Médio?

 

 Imagem: Reprodução

A tarefa de revogar o abominável Novo Ensino Médio (NEM) não é só do MEC. As Secretarias Estaduais de Educação são as principais responsáveis por esta revogação. A educação no Brasil possui uma política de alto grau de descentralização.

Ainda que o MEC tenha a coordenação e orientação nacional, a ação complementar e supletiva da política educacional pela legislação e capacidade técnico-administrativa pela sua condução, os principais responsáveis e competentes pelo ensino médio são as unidades federativas.

A política educacional no Brasil atende ao modelo federativo quando se estabelece um pacto social, cujo fiador é a Constituição Federal de 1988. Por isso, os municípios são responsáveis pelo ensino fundamental e educação infantil, da mesma forma que os estados se responsabilizam pelo ensino fundamental e médio, e a União conduz a educação superior.

No contexto federativo, os entes têm autonomia e liberdade para formular, executar e financiar a política educacional, situação amparada na legislação. Diante disso, muitas perguntas precisam ser feitas às unidades federativas sobre o abominável NEM, ainda antes da gestão Camilo Santana no MEC.

Por exemplo, vamos olhar o estado de Mato Grosso do Sul. Mesmo antes da famigerada Medida Provisória nº 746/2016, de Michel Temer, as unidades da Federação já andavam às voltas com um novo tipo de ensino médio sem pedir licença ao MEC para labutar por ele. Assim o principal programa endereçado ao ensino médio no estado de Mato Grosso do Sul foi o “Escola da Autoria”, concebido em 2016 em parceria com o Instituto de Corresponsabilidade pela Educação (ICE), o que já demonstra a parceria público-privada e nela já continha todos os objetivos e finalidades do NEM.

Neste caso em particular, o que acontece: o estado abre mão de sua legitimidade para elaborar sua política, e assume enquanto sua, a política elaborada pelo ICE. A política educacional continua sendo pública na dimensão da oferta, mas passa a privatizar o conteúdo da política por meio do currículo. Em outras palavras: não é mais a Secretaria de Estado de Educação que decide o que ensinar nas escolas, mas sim o instituto parceiro.

Por trás desta decisão, a questão fundamental: à medida que institutos dessa natureza vão se fazendo presentes nos múltiplos sistemas de ensino, parcela importante do fundo público que até então, eram de exclusiva decisão de uma secretaria de educação e de sua rede, passa a ser creditada para que institutos ou fundações se apropriem dele no comando da política educacional por meio de assessorias, consultorias com vistas a ditar o que os sistemas de ensino e suas escolas devem fazer.

É desse tipo de ação que se suprime sociologia, filosofia, história e tudo que as humanidades tem a oferecer para desenvolver o pensamento crítico que toda cidadania tem direito na escola.

Ao mesmo tempo que surrupiam os conteúdos construídos pela humanidade, colocam o que no lugar? Os desvarios e descalabros que temos no NEM. Os responsáveis pela negação da ciência que impera nas escolas de ensino médio a partir da sua contrarreforma não são as/os professoras: são homens e mulheres de negócios que sempre estiveram por ali, rondando, feito abutres para aquinhoar os recursos da educação para seus cofres.

São os mesmos que defendem o “enxugamento do Estado”, o Estado mínimo. Porque sabem que uma educação de qualidade socialmente referenciada precisa de um Estado amplo, garantidor de direitos. Não se faz educação de qualidade sem um grande quadro de trabalhadoras/es da educação sob o comando do Estado e tal feito pode não ser barato. Assim, ao defenderem o Estado mínimo e alegaram que o Estado gasta mal, quando a falácia convence, retiram do Estado sua capacidade de prover direitos da população e colocam no lugar seus serviços gerenciais muito mais cara que a educação de qualidade que o Estado pode oferecer.

As iniciativas de parcerias público-privadas na educação – em Campo Grande remonta a 2004, com o Instituto Ayrton Senna, na gestão do então prefeito André Puccinelli – grassam desde há muito entre estados e municípios.
Se tais entes federativos têm autonomia para implantá-las também a tem para encerrá-las em defesa da educação pública de qualidade, laica, inclusiva e socialmente referenciada.

É urgente que o MEC revogue o NEM!

É urgente que a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul revogue suas parcerias público-privadas de toda ordem para que se revogue o NEM construído em solo próprio!

Maria Dilnéia Espíndola Fernandes
Pesquisadora sênior do PPGEDU/UFMS e militante do Setorial de Educação do PT Campo Grande

Fátima Silva
Pedagoga formada pela UFMS, Secretária Geral da CNTE e Vice-Presidenta IEAL.**

** Internacional Educação América Latina.

Fonte: CNTE

sábado, 15 de abril de 2023

Artigo: O que o novo ensino médio significa para a universidade brasileira

Presidenta da União dos Estudantes de Pernambuco, Clara Maria, reflete sobre como mudança pode aumentar evasão e diminuir acesso ao ensino superior.

Quando falamos sobre a reforma do ensino médio, muitos podem achar que isso não tem nada haver com os estudantes universitários ou com a universidade em sí, o que não é verdade! Se tem uma coisa que todo estudante universitário fez para chegar a universidade, foi o ensino médio, por isso, devemos sim estar preocupados em como essa reforma impacta na vida do estudante secundarista e sua formação acadêmica.

Se fizermos um breve resgate sobre os debates relacionados ao NEM, podemos ver que já em 2013 foi proposto o Projeto de Lei nº 6840, que previa as primeiras alterações no currículo além do período integral. Em 2016, logo após o golpe que fez Michel Temer assumir a presidência do Brasil, foi pedida a urgência na tramitação da Medida Provisória, que mais tarde se tornou a Lei nº 13.415/2017 que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996.

Podemos dizer que, 10 anos depois do início dos debates sobre o NEM somado aos impactos da pandemia de Covid-19 na educação brasileira, começam os impactos no acesso à universidade, principalmente para os estudantes de baixa renda, ou que estudam em escolas públicas em geral.

Na minha opinião, o principal problema desse novo currículo é, além de ser implementado de diferentes formas nas escolas e não ser comum a todas, é que agrava a discrepância e as desigualdades entre os estudantes do ensino público e privado. O que, em pouco tempo, significará uma mudança do perfil do estudante da universidade pública. Enquanto estudantes das escolas privadas terão um ensino focado e preparatório para o vestibular e a entrada na universidade, os estudantes da escola pública terão cada vez mais um ensino tecnicista afastando os jovens da formação científica e, consequentemente, da universidade pública, e isso é muito grave!!

Clara Maria, presidenta da UEP

Enquanto nos últimos anos tivemos avanços na mudança de um antigo perfil elitizado na universidade a partir de políticas públicas que possibilitaram pintar a universidade de povo, com esse NEM, podemos ter retrocessos que mudem completamente o perfil da universidade pública.

Sabemos que o antigo modelo de escola já não é suficiente para as necessidade de toda uma geração muito mais tecnológica, mas mudar a lógica sem debater o assunto com estudantes e professores é minimamente uma medida antidemocrática que afetará diretamente quem está na base que faz a escola funcionar aliada ao desenvolvimento do nosso país.

A falta de verbas para os cursos e professores fará com que seja praticamente impossível uma escola oferecer os onze itinerários previstos, muitos estudantes precisarão mudar de escola ou até mesmo de cidade se quiserem cursar todas as matérias. Se formos avaliar dentro da realidade das famílias brasileiras que sofrem diariamente com os impactos da economia e fizermos as contas, junto a possibilidade prevista pelo NEM dê simplesmente escolher não cursar todas as matérias da grade básica, o resultado será uma evasão ainda maior.

Ao invés de pensar em uma busca ativa para garantir a permanência dos estudantes na escola e na universidade e diminuir os impactos da evasão causada pandemia, esse NEM com certeza aumentará os índices de evasão das escolas e uma diminuição no acesso à universidade. Precisamos garantir que todos tenham o direito de estudar, entrar e permanecer, seja na escola ou na universidade!

Por isso, os universitários se somam à luta dos estudantes secundaristas pela revogação do Novo Ensino Médio! Dia 15 de Março é um dia de LUTA pela educação brasileira!

*Clara Maria é estudante de Educação Física da Universidade de Pernambuco e Presidenta da União dos Estudantes de Pernambuco.

41 anos de Agbara Dudu

Há 41 anos, no final da ditadura civil/militar, nasceu um movimento de resistência do povo negro. Parabéns a todas e todos que garantem a existência desse movimento. Vamos agbariá! Leia mais…

Fonte: CONLUTAS

terça-feira, 11 de abril de 2023

Prescrição de anabolizantes para fins estéticos e esportivos é proibida pelo Conselho Federal de Medicina

 


Foto: Reprodução/internet

O Conselho Federal de Medicina (CFM) proibiu a prescrição de esteroides androgênicos e anabolizantes com finalidade estética, ganho de massa muscular e melhora do desempenho esportivo. A medida foi publicada no Diário Oficial da União, nesta terça-feira (11).

A decisão foi tomada após seis sociedades médicas divulgarem uma carta conjunta pedindo para que o CFM votasse uma regulamentação sobre o uso de esteroides anabolizantes e similares para fins estéticos e de performance.

De acordo com a norma, os médicos ficam impedidos dos seguintes procedimentos:

utilização de qualquer formulação de testosterona em pacientes sem o diagnóstico de deficiência do hormônio, exceto em situações previstas por outras normas;

utilização de formulações de esteroides anabolizantes ou hormônios androgênicos com a finalidade estética;

utilização de formulações de esteroides anabolizantes ou hormônios androgênicos com a finalidade de melhora do desempenho esportivo, para atletas amadores e profissionais;

prescrição de hormônios divulgados como "bioidênticos", em formulação "nano" ou nomenclaturas de cunho comercial e sem a devida comprovação científica de superioridade clínica;

prescrição de Moduladores Seletivos do Receptor Androgênico (SARMS), para qualquer indicação, por serem produtos com a comercialização e divulgação suspensa no Brasil;

realização de cursos, eventos e publicidade com o objetivo de estimular e fazer apologia a possíveis benefícios de terapias androgênicas com finalidades estéticas, de ganho de massa muscular ou de melhora de performance esportiva.

Aumento de casos de complicações

Ao solicitar a discussão da proibição, as sociedades médicas afirmaram estarem preocupadas com o aumento no número de casos de complicações pelo uso indevido de hormônios, além de conteúdos publicados em redes sociais que promovem o uso desses recursos.

"Essa ação se faz necessária, por atingir não apenas a classe médica, mas por ter caráter pedagógico e de alerta ao público leigo, também amplamente atingido por informações deturpadas e inconsequentes a respeito desse assunto, mas comumente bem elaboradas e atraentes", dizem as sociedades médicas.

A carta conjunta foi assinada pela Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte e do Exercício, Sociedade Brasileira de Cardiologia, Sociedade Brasileira de Urologia, Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia e Federação Brasileira de Gastroenterologia.

Fonte: g1

Com POTIGUAR NOTÍCIAS

Brasileiras presas por bagagens com droga após troca de malas têm soltura autorizada pelo MP da Alemanha


 Foto: Reprodução/internet

O Ministério Público da Alemanha autorizou a liberação das brasileiras Jeanne Paollini e Kátyna Baía, presas no país desde o dia 5 de março após terem as malas trocadas por bagagens com droga. O consulado do Brasil em Frankfurt informou que as brasileiras serão soltas nesta terça-feira (11). De acordo com Chayane Kuss de Souza, advogada de defesa das brasileiras, elas foram inocentadas e não precisa esperar nenhum trâmite processual.

"Não precisa de chancela do juiz. Elas serão soltas hoje. Na Alemanha funciona assim. A legislação permite que quando o Ministério Público arquiva o processo, que peça então que sejam liberadas", explicou Chayane.

O consulado informou que um representante do governo brasileiro já está no centro de detenção provisória e a advogada e a família estão a caminho. Diferente do Brasil, na Alemanha o Ministério Público pode autorizar este tipo de liberação sem antes passar por um juiz.

"Não existe precedentes na Alemanha de que o Ministério Público tenha agido tão ativamente", falou a defensora.

Presas após troca de etiquetas de malas

O sonho de viajar 20 dias pela Europa acabou em prisão por tráfico internacional de drogas em 5 de março desse ano, horas antes de desembarcar em Berlim, na capital da Alemanha, o primeiro país que as goianas Jeanne Paolline e Kátyna Baía queriam conhecer. Elas também planejavam conhecer a Bélgica e a República Tcheca.

Lorena, irmã de Kátyna, conta que elas planejaram a viagem com muita antecedência. O objetivo dos dias pela Europa era celebrar um novo momento da vida profissional dela.

A prisão do casal em Frankfurt, a última conexão que faria antes de Berlim, motivou uma operação da Polícia Federal para descobrir o que aconteceu com as malas que foram despachadas em Goiânia e nunca chegaram ao país europeu.

Em Frankfurt, a polícia apreendeu no bagageiro do avião duas malas com 20kg de cocaína cada, etiquetadas com os nomes de Jeanne e Kátyna. A prisão aconteceu na fila de embarque da escala, sem que elas pudessem ter visto as malas.

A Polícia Federal em Goiás começou a investigar o caso após a prisão das goianas. As imagens das câmeras de segurança do Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, mostram o desembarque de duas malas, uma branca e uma preta.

Jeanne conta que, na hora da prisão, não entendeu o que estava acontecendo. “Eu caminhei algemada pelo aeroporto de Frankfurt, escoltada por vários policiais, sem saber o que estava acontecendo. Só depois de muito tempo que chegou uma intérprete que informou que nós estávamos sendo presas por tráfico de drogas. E assim que o policial apresentou as supostas malas, nós falamos de imediato que aquelas malas não eram nossas”, disse Jeanne.

Essas malas foram despachadas no aeroporto goiano, mas no meio do caminho, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, o maior do Brasil, as etiquetas foram trocadas por funcionários terceirizados que cuidavam das bagagens.

Fonte: g1

Com POTIGUAR NOTÍCIAS

Viagem de Lula à China terá como foco principal a relação comercial com o país oriental

 Foto: © Joédson Alves/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarcou por volta das 7h30 nesta terça-feira (11) em Brasília com destino à China.

Inicialmente, a visita do petista ao país asiático seria no fim de março, mas Lula foi diagnosticado com uma pneumonia e, por orientação médica, remarcou a viagem.

Na Ásia, Lula tratará principalmente da relação comercial com a China, maior parceiro de negócios do Brasil, mas também da guerra entre Rússia e Ucrânia e de questões de governança global.

Na China, o petista participará da cerimônia de posse da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) como presidente do banco do Brics – bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Ele também se reunirá com o presidente Xi Jinping, lideranças políticas e empresários. Na volta fará uma parada nos Emirados Árabes Unidos

A comitiva de Lula será composta pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e pelos ministros:

Fernando Haddad (Fazenda)

Marina Silva (Meio Ambiente)

Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária)

Luciana Santos (Ciência e Tecnologia)

Mauro Vieira (Relações Exteriores)

Alexandre Silveira (Minas e Energia)

Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário)

Wellington Dias (Desenvolvimento Social)

Margareth Menezes (Cultura)

A delegação brasileira também será integrada pelos governadores da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT); do Ceará, Elmano de Freitas (PT); do Maranhão, Carlos Brandão (PSB); do Pará, Helder Barbalho (MDB); e do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT).

Deputados também vão embarcar com o presidente. Ao todo, serão 40 autoridades.

Convidado para a visita pelo presidente chinês, Xi Jinping, Lula tem uma pauta bem definida: defender as relações já construídas com o maior parceiro comercial do Brasil e, eventualmente, ampliar a lista de produtos brasileiros para venda no gigante asiático.

Ao mesmo tempo, Lula busca a consolidação da estratégia da política externa do governo. Ao vencer as eleições, no discurso da vitória, Lula dedicou grande parte do tempo para falar das relações internacionais e que uma de suas prioridades seria "recolocar o Brasil no mundo".

Lula pretende fazer um contraponto ao antecessor, Jair Bolsonaro (PL), que, na avaliação do petista, isolou o Brasil no cenário internacional.

Dos três maiores parceiros comerciais do Brasil, Lula já havia visitado Estados Unidos (2º) e Argentina (3º).

Em busca de reaproximação, Lula também recebeu o chanceler alemão, Olaf Scholz, em Brasília, e foi ao Uruguai.

Posse de Dilma no Banco dos Brics

Lula deve desembarcar em Xangai nesta quarta-feira (12). No dia seguinte, quinta-feira (13), ele participa da cerimônia de posse de Dilma Rousseff como presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), o banco do Brics.

Ainda em Xangai, o petista se reunirá com empresários e viajará à noite para Pequim, capital da China.

Conversa com Xi Jinping

De acordo com o Palácio do Planalto, Lula e o presidente chinês vão se encontrar na sexta-feira (14).

O petista e Xi Jinping devem tratar de temas que vão desde a guerra entre Rússia e Ucrânia e questões comerciais, de governança global, até a promoção de produtos brasileiros no mercado chinês.

Apesar de o Brasil não estar diretamente envolvido no conflito no leste europeu, Lula já disse publicamente que conversará o presidente chinês sobre o papel do país asiático na resolução da guerra.

O presidente brasileiro quer que o país asiático seja um dos líderes de um grupo de países para buscar uma saída diplomática para a guerra entre os dois países.

Lula tem dito que o presidente russo, Vladimir Putin "não pode ficar com o terreno" invadido na Ucrânia, mas que "talvez nem se discuta a Crimeia", uma das regiões ucranianas invadidas pela Rússia.

Em uma rede social, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia, Oleg Nikolenko, afirmou que o país agradece os "esforços" do presidente Lula para tentar pôr fim à guerra na região, mas que o país não cederá "um centímetro" de terra à Rússia.

Fonte: CNN Brasil

Com Potiguar Notícias

domingo, 9 de abril de 2023

"O PASTOR E O GUERRILHEIRO" - FILME INSPIRADO EM LIVRO DO POTIGUAR GLÊNIO SÁ ESTREIA DIA 13 DE ABRIL NOS CINEMAS!" - NÃO PERCAM! -EDUARDO VASCONCELOS - PCdoB - NOVA CRUZ-RN E PRESIDENTE DO CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN

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“Antes de levarem-no embora, tínhamos combinado de nos encontrar na torre de Brasília, ao pôr-do-sol, no dia 31 de dezembro de 1999. Iríamos, juntos, assistir o nascimento do ano 2000”. O trecho do livro “Araguaia - Relato de um Guerrilheiro”, escrito pelo potiguar Glênio Sá, inspirou uma ficção histórica. Trata-se do filme “O Pastor e o Guerrilheiro”, dirigido por José Eduardo Belmonte, que estreia nos cinemas brasileiros no próximo dia 13 de abril. Em Natal, a trama será exibida no Moviecom do Praia Shopping.
O relato que costura o longa-metragem revela a indignação de Glênio, estudante secundarista, com as injustiças e mostra como o descontentamento ganha corpo e tem escoadouro na militância revolucionária ao ingressar no Partido Comunista do Brasil. Daí para aderir com entusiasmo à resistência armada no Araguaia foi apenas questão de tempo.
"Tenho orgulho do meu pai ter feito parte dessa resistência tão importante, que foi a Guerrilha do Araguaia, e de que suas vivências inspirem histórias como as contadas nesse filme", afirma o filho mais velho de Glênio, Gilson Sá, ao falar sobre as expectativas da família com a estreia do filme.
Rodado em Brasília, com cenas na UnB, e nas margens do rio Araguaia no estado do Tocantins, o filme “O Pastor e o Guerrilheiro” vem se somar às obras cinematográficas produzidas no país com a temática da ditadura militar e contribuir para que não aconteça o apagamento da memória.
“Muito feliz em ver uma história tão rica, um misto de amor e coragem, que tive a oportunidade de escutar tantas vezes, narrada por ele, desde que nos conhecemos, no final da década de 70, inspirar produções cinematográficas. Viva o cinema brasileiro! Viva a luta desse companheiro incrível, que foi Glênio Sá! Estará presente, sempre, em minha vida, na dos nossos filhos, Gilson Sá e Jana Sá, e das nossas netas, Ana Beatriz e Manuela”, afirma a companheira de Glênio Sá, Fátima Sá.
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Fonte: JANA SÁ