domingo, 9 de abril de 2023

Fenaj, jornalistas e radialistas fazem ação conjunta contra demissões na TV Globo - Escrito por: Redação CUT


No dia 11 de abril, um ato unificado acontecerá nas sedes da emissora em SP. RJ, DF, MG e PE.

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), em conjunto com os Sindicatos de Jornalistas e Radialistas de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, prepara uma ação no próximo dia 11 (terça-feira), a partir das 13 horas, contra a Rede Globo, pela demissão em massa de mais de 50 trabalhadores, entre eles, repórteres, produtores, apresentadores e técnicos.  O ato unificado contra a demissões acontecerá nas sedes da emissora em São Paulo, no Rio de Janeiro, Distrito Federal, Minas Gerais e Pernambuco.

FENAJ

As entidades reivindicaram, via ofício, uma reunião em caráter urgente para tratar das demissões que começaram a ocorrer nos diferentes estados onde a emissora da família Marinho está sediada.


"A dispensa de profissionais com mais experiência e salários mais altos evidencia o descaso da Globo com a qualidade do Jornalismo", afirma a presidenta da FENAJ, Samira de Castro. Ela completa que, pelo número de desligamentos, está caracterizada a demissão coletiva, o que obriga a empresa a negociar com os sindicatos das categorias dos jornalistas e radialistas, conforme decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF).

Entenda o caso,


Na manhã do dia 4 de abril, enquanto o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro realizavam uma assembleia da campanha salarial de Rádio e TV, jornalistas foram surpreendidos com as demissões que atingiram diferentes editorias do jornalismo da Rede Globo.


"Entramos com uma ação no Ministério Público do Trabalho porque a emissora demitiu em massa, de uma  forma contundente cruel e maldosa ao tirar os jornalistas da assembleia no dia 4".


Ao longo da tarde, mais desligamentos foram confirmados, incluindo as praças de Pernambuco e Minas Gerais.


Nas primeiras horas da quarta-feira, 5 de abril, as demissões começaram a ocorrer em São Paulo e em outras praças.


A direitora da Fenaj, Virgínia Berriel disse que é preciso que a empresa faça algum tipo de compensação para esses trabalhadores, mas também que ela pare de demitir. 


A dirigente conta que em reuniões com o Departamento de Recursos Humanos da emissora, o sindicato do Rio de Janeiro, foi informado de que seriam demissões pontuais e seriam feitas novas contratações. 


" A Globo deve estar demitindo quem ganha R$ 20 mil, o que não é muito para os padrões da emissora, para possivelmente contratar outros profissionais por R$ 5 mil", analisa.


Virgínia acrescenta que a Globo teve uma prática antissindical ao coagir os trabalhadores a sairem da assembleia para serem demitidos e outros que ficaram sem condições emocionais em participar por ver seus companheiros sendo demitidos.


"Isso é uma vergonha porque as demissões devem continuar ainda em abril, em maio e ao longo de todo o ano", ressalta a diretora da Fenaj.


Em reunião realizada com profissionais da emissora, o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo salientou que a posição da entidade é a luta contra qualquer demissão, com a categoria resistindo coletivamente a esse verdadeiro desmonte de nossa profissão. Fica evidente também a posição etarista da empresa, com a demissão sumária de profissionais com décadas de experiência.


Diante disso, as entidades que representam jornalistas e radialistas planejam ações conjuntas para barrar as demissões, além de abrir um canal de comunicação com a Rede Globo. Tal prática é, inclusive, uma obrigação de qualquer empresa que realiza demissões coletivas, como indica recente entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF).


“Não basta realizarmos as notas de repúdio contra as demissões. Iremos nos organizar com a categoria para resistir coletivamente às demissões e garantir dignidade a todas e todos os profissionais da Globo”, afirma Thiago Tanji, presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e secretário - adjunto de Mobilização da Fenaj.


Fonte: CUT NACIONAL



sábado, 8 de abril de 2023

Lula diz que sua ‘obsessão’ é a retomada do crescimento e a redução dos juros - Escrito por: Redação CUT

 


Presidente da República fez balanço dos seus 100 primeiros dias de governo em coletiva com a imprensa, ressaltando o foco na retomada da economia, com juros baixos e crédito para as empresas.

O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um balanço dos 100 primeiros dias do seu governo reforçando sua “obsessão” em reduzir os juros para fazer a economia popular voltar a girar e a reinserção do Brasil nos grandes temas diplomáticos internacionais. As declarações foram dadas nesta manhã de quinta-feira (6), durante conversa com a imprensa em Brasília.


Lula, porém, reforçou que o crescimento da economia tem de
passar pela redução da taxa de juros, a Selic, que hoje se encontra em 13,75%- a maior do mundo. Como o Banco Central (BC) se tornou independente no governo do seu antecessor, Jair Bolsonaro (PL), a atual gestão não pode interferir na taxa, nem destituir o presidente do BC, Roberto Campos Neto, sem o aval do Congresso Nacional. No entanto, o presidente disse que pode indicar novos diretores, “porque a lei manda assim, alguns diretores estão saindo, e vou escolher nomes afinados com o que pensamos e de acordo com as regras”.


“Não vou ficar brigando com o presidente do Banco Central. Daqui a dois anos ele sai, nós indicamos outro”, disse Lula, pontuando que não há nenhum plano de forçar uma saída antecipada de Roberto Campos Neto da presidência do BC.  


Meta da inflação e reação do ‘mercado’


O presidente criticou também o fato de Campos Neto ter dito na semana passada, em entrevista, que precisaria fazer a taxa de juros ser 26% para estancar a alta prevista para a inflação brasileira (que está acima da meta de 4,5%, e isso é atribuição central do BC), o presidente foi duro. “Essa é uma coisa no mínimo não razoável para ser dita”, reagiu. “Como um empresário vai tomar um empréstimo com essa taxa de juros?”. Neste ponto, Lula disse que seria mais fácil mudar a meta de inflação, e não falar em taxa de juros básica de 26%.

Alguns dos jornalistas presentes passaram a informação truncada para suas redações e a fala chegou ao mercado financeiro antes mesmo do fim da conversa. O presidente antes de encerrar a conversa com os jornalistas deixou claro que jamais havia falado em mudar a meta de inflação. E, de fato, não falou. Houve a compreensão, entre alguns repórteres, de que ele havia dito que mudaria a meta – ele não disse isso; os repórteres insistiram em registrar o que haviam “compreendido”, segundo o jornalista Luís Costa Pinto, do Brasil 247, que esteve presente ao encontro.


“Vamos fazer a economia voltar a crescer, voltar a acontecer. E, para isso, é preciso ter crédito. Não é possível um país crescer com taxas de juros de 15%, 17%, 30%”, realçou. “É preciso ter crédito para o agronegócio, para os pequenos e microempresários, para os agricultores familiares, para os empreendedores individuais”.


Indústria automobilística


Segundo o presidente da República, o “companheiro Alckmin” (Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, foi instado a chamar os executivos da indústria automobilística e os líderes sindicais das regiões que têm produção automotiva para que juntos estruturem um programa destinado a fazer com que o setor retome investimentos, crescimento e geração de empregos.


“Em 2010, quando deixei meu segundo mandato, o Brasil matriculava 3,8 milhões de automóveis novos por ano. E a expectativa que se tinha naquela época era que a gente estivesse agora em 2023 matriculando 6 milhões de carros no Brasil. Hoje, não conseguimos matricular nem metade daqueles 3,8 milhões de carros novos por ano no país. Então, tem um problema. E o Governo, as empresas e os sindicatos estão sendo chamados para resolver”, afirmou.


Privatizações e Petrobras


O presidente voltou a reforçar o seu discurso de campanha que não vai privatizar empresas e que “ quem quiser investir no Brasil vai ter de criar algo novo”.


Sobre a Petrobras, Lula lembrou que mandou suspender a venda de ativos da estatal. “De 44 ativos que estavam sendo postos à venda, foram retirados 38 da relação”.


O presidente Lula disse também que determinou ao ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira, e comunicado ao presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, que era preciso “abrasileirar o preço da gasolina”.


 “O Brasil não tem que estar submetido à PPI [Política de Preços Internacionais]. “Quero discutir a política de preços da Petrobras e também a política de investimentos da empresa. Não é possível a manutenção desses pagamentos de dividendos da Petrobras. O Brasil todo precisa dos investimentos da Petrobras”, asseverou.


Políticas públicas


Lula disse estar muito satisfeito por retomar as políticas sociais que deram certo. Ele se referia, sobretudo, aos programas Bolsa Família, Mais Médicos e Minha Casa, Minha Vida, que haviam sido explicitados pelo ministro Paulo Pimenta em pequena introdução à fala presidencial.


 “A minha obsessão nos primeiros 100 dias era retomar as políticas sociais que deram certo. Agora, a obsessão é fazer a economia voltar a crescer, voltar a funcionar, para pôr o pobre no orçamento, para fazer a massa salarial crescer, para fazer quem ganha mais, pagar mais impostos; e quem ganha menos, pagar menos impostos”, declarou o presidente da República.


Com Brasil 247

Fonte: CUT NACIONAL

Dia Mundial da Saúde marca chamado à população para a luta pela saúde pública - "Comemorado todo dia 7 de abrill! Viva o SUS!!!" - Eduardo Vasconcelos - CPC-RN

Data – 7 de abril – este ano, reforça a importância do SUS e chama a atenção para saúde pública, universal e gratuita

Celebrado todo dia 7(ONTEM) de abril, o Dia Mundial da Saúde, em 2023 tem como tema “Saúde para todas as pessoas, um direito fundamental” e se apresenta como um chamado para que a sociedade reflita sobre o direito à saúde. Mais que isso, se engaje na luta por políticas públicas que fortaleçam o Sistema Único de Saúde (SUS). Desde sua fundação, o SUS tem sido essencial para o enfrentamento aos problemas relacionados à saúde pública e crises sanitárias como a pandemia do Coronavírus que vitimou, somente no Brasil, mais de 700 mil pessoas, além de deixar sequelas à população.


Desde o início da pandemia, o SUS mostrou sua importância tanto no combate à Covid-19 como no tratamento dos infectados, salvando milhares de vidas. Essa atuação heroica, protagonizada por profissionais de saúde em todos os cantos do Brasil, junto com cientistas e entidades representativas dos trabalhadores, em especial a CUT, se deu em um cenário de uma verdadeira campanha capitaneada pelo governo passado contra os métodos disponíveis contra a Covid, a vacina, por exemplo, e desdenhando da saúde pública, principalmente no que se refere às pessoas mais vulneráveis.

Das 700 mil mortes por covid-19 no Brasil, cerca de 400 mil seriam evitáveis se o governo Bolsonaro tivesse agido de forma eficaz para controlar o vírus, acelerando a compra e distribuição de vacinas.


Essa ‘experiência’ vivida pelo Brasil é foi ponto de partida para que tanto a CUT quanto o Conselho Nacional de Saúde (CNS) desse início a uma campanha de conscientização da sociedade sobre a importância do SUS.


O objetivo é reforçar a luta social em defesa da saúde pública, chamando a atenção para o direito universal e constitucional à saúde. “O Dia Mundial da Saúde este ano é uma convocação para que todos e todas reflitam sobre a importância de se garantir esse direito, por meio do fortalecimento do SUS e suas políticas, programas e ações de saúde”, diz a secretária de Saúde do Trabalhador da CUT, Madalena Margarida Silva.


“Estamos buscamos sensibilizar para a importância de trabalhadores e das trabalhadoras, famílias e comunidades participarem mais ativamente dessa luta pela melhora das políticas públicas de saúde, que foram duramente atacadas desde o golpe de 2016”, ela reforça.


Ainda de acordo com a dirigente, para a CUT e entidades que defendem a saúde, a data é uma celebração da cidadania e do direito à vida, além de ser uma oportunidade de reafirmar o compromisso dessas entidades em lutar para que a sociedade possa “gozar do mais alto nível possível de saúde física e mental”.


7 de abril


O foco na saúde pública, defendido pelas entidades, dialoga com os princípios da Organização Mundial da Saúde (OMS). A data, celebrada todos os anos no dia 7 de abril, marca o aniversário de fundação da OMS, em 1948. A cada ano se concentra em uma preocupação específica de saúde pública.


Além de focar na jornada para alcançar Saúde para Todos, que é o tema deste ano, a OMS celebrará seu 75º aniversário sob o tema 75 anos melhorando a saúde pública.


A defesa da saúde universal e gratuita


O conceito de saúde universal e gratuita diz respeito ter políticas públicas que garantam pleno acesso da população ao SUS, o que envolve a atenção primária, média e de alta complexidade em saúde; serviços de urgência e emergência; atenção hospitalar; ações e serviços das vigilâncias epidemiológica, sanitária e ambiental; assistência farmacêutica, entre outras políticas públicas do SUS


A construção do Sistema Único de Saúde e a implementação de suas políticas públicas que buscam proporcionar o acesso universal à saúde, historicamente, sempre envolveram a participação da sociedade nas diversas instâncias do controle social onde a CUT tem expressiva participação, como o próprio Conselho Nacional de Saúde (CNS).


“E, neste ano, o chamado reforça a importância dessa participação”, diz Madalena Silva.


Políticas públicas


São políticas do SUS muitas formas de atendimento e atenção à saúde da população, entre elas:


- Estratégia Saúde da Família, que antes do desmonte promovido pelo governo Bolsonaro chegou a atender 60% da população brasileira;


- Programa Nacional de Imunizações, o PNI, referência mundial, que disponibiliza vacinas para as principais doenças que atacam crianças, jovens e adultos e foi responsável pela erradicação de doenças como o sarampo e a catapora, mas que também devido aos ataques e cortes de recursos do governo anterior, patinou e fez com que algumas dessas doenças voltassem a infectar a população;


- Controle do HIV/AIDS, programa que trata e acolhe milhares de brasileiros e brasileiras que vivem com HIV, inclusive com fornecimento gratuito de medicamentos. É um programa que revolucionou o tratamento no Brasil, contribuiu para a redução da velocidade da disseminação e salvou vidas


- Política Nacional de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas, do Ministério da Saúde, que estabelece diretrizes e estratégias que organizam a assistência às pessoas que necessitam de tratamentos e cuidados específicos em saúde mental;


- Política Nacional de Saúde e Segurança no Trabalho (PNSST) que promove ambientes de trabalho saudáveis e seguros, bem como, a Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da (PNSTT) e da Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS) no âmbito do SUS com a implementação e fortalecimento das ações no âmbito da atenção básica e da vigilância em saúde.


Fonte: CUT NACIONAL


sexta-feira, 7 de abril de 2023

Atuação interestadual de grupos neonazistas será investigada pela PF

 

Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flavio Dino, informou, nesta quinta-feira (6), que determinou a instauração de inquérito pela Polícia Federal (PF) para investigar a atuação interestadual de organismos nazistas. A medida foi anunciada em publicação nas redes sociais.

“Assinei agora determinação à Polícia Federal para que instaure inquérito policial sobre organismos nazistas e/ou neonazistas no Brasil, já que há indícios de atuação interestadual. Há possível configuração de crimes previstos na Lei 7.716/89”, anunciou o ministro.

A lei prevê punição para os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

A determinação ocorre após ataque a uma creche em Blumenau (SC), onde um homem invadiu a unidade, matou e feriu crianças. Na semana passada, uma escola em São Paulo também foi alvo de um atentado e uma professora foi morta.

No mês passado, o massacre na escola Raul Brasil, em Suzano (SP), completou quatro anos. O crime resultou na morte de sete pessoas e os autores, que eram ex-alunos da instituição de ensino, se suicidaram após a tragédia.

De acordo com as investigações, os autores do crime eram ativos em fóruns da internet, onde predominam os discursos de ódio misóginos, supremacismo branco, bullying e nazismo. Esses discursos continuam reverberando entre a juventude.

Um relatório com diagnóstico desse tipo de violência nas escolas e possíveis soluções foi elaborado na transição do governo Luiz Inácio Lula da Silva, em dezembro de 2022, intitulado “O extremismo de direita entre adolescentes e jovens no Brasil: ataques às escolas e alternativas para a ação governamental.”

O documento mostra que no Brasil - desde a primeira década dos anos 2000 - houve 16 ataques em escolas, dos quais quatro no segundo semestre do ano passado, com 35 mortos e 72 feridos.

Ontem (5), o governo se comprometeu com ações de promoção à cultura de paz e não violência na sociedade e instituiu Grupo de Trabalho Interministerial para propor políticas de prevenção e enfrentamento da violência nas escolas. O ministro Flávio Dino também anunciou a liberação de R$ 150 milhões para ampliar as patrulhas escolares em todo o país.

Fonte: Agência Brasil

Com Potiguar Notícias