domingo, 3 de setembro de 2017

Advogado espanhol fez pagamentos a Rosangela Moro


A nota da seção Radar, da Veja, mostrando página de um relatório da Receita Federal, de advogados que trabalharam para o escritório de Tacla Duran traz um complicador a mais para o juiz Sérgio Moro.

No dia 27 de agosto passado, a colunista Mônica Bérgamo revelou que o advogado Rodrigo Tacla Duran, que trabalhava para a Odebrecht e está foragido na Espanha, acusou o primeiro amigo de Sergio Moro, Carlos Zucolotto Júnior, de tentar intermediar negociações paralelas com a Lava Jato.

Zucolotto e a senhora Sérgio Moro eram sócios em um escritório de advocacia

Segundo Duran, haveria diminuição da multa e da pena que Duran deveria pagar, em um acordo de delação premiada, em troca de um pagamento que seria feito pelo caixa 2 para acertos com membros da Lava Jato.

Segundo Duran, a proposta de Zucolotto era alterar o regime de prisão em regime fechado para domiciliar e redução da multa para um terço do valor, ou seja US$ 5 milhões. A proposta teria sido feita no dia 27 de maio de 2016.

Moro respondeu através de uma nota:
"O advogado Carlos Zucolotto Jr. é advogado sério e competente, atua na área trabalhista e não atua na área criminal;

O relato de que o advogado em questão teria tratado com o acusado foragido Rodrigo Tacla Duran sobre acordo de colaboração premiada é absolutamente falso;

Nenhum dos membros do Ministério Público Federal da força-tarefa em Curitiba confirmou qualquer contato do referido advogado sobre o referido assunto ou sobre qualquer outro porque de fato não ocorreu qualquer contato;

Rodrigo Tacla Duran não apresentou à jornalista responsável pela matéria qualquer prova de suas inverídicas afirmações e o seu relato não encontra apoio em nenhuma outra fonte;

Rodrigo Tacla Duran é acusado de lavagem de dinheiro de milhões de dólares e teve a sua prisão preventiva decretada por este julgador, tendo se refugiado na Espanha para fugir da ação da Justiça;

O advogado Carlos Zucolotto Jr. é meu amigo pessoal e lamento que o seu nome seja utilizado por um acusado foragido e em uma matéria jornalística irresponsável para denegrir-me; e

Lamenta-se o crédito dado pela jornalista ao relato falso de um acusado foragido, tendo ela sido alertada da falsidade por todas as pessoas citadas na matéria."

Há dois anos, em matéria no Conjur, Moro havia alegado que a sociedade da esposa com Zucolotto visava apenas a “partilha de honorários”, o que significa que não atuariam necessariamente no mesmo processo.

Agora, a informação da Veja traz um componente explosivo, que a revista tratou de amenizar, levantando apenas a consequência menos relevante do furo: o fato de Moro ter que se declarar impedido de julgar Duran:

O juiz Sergio Moro poderia ser impedido de julgar o ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Duran não fosse o Ministério Público, que, estranhamente, ocultou uma resposta da Receita Federal que investigou o acusado.

Ora, tem muito mais coisa em jogo.

Vamos entender como a Receita age em circunstâncias semelhantes.

Um escritório de advocacia faz pagamentos a terceiros, outros escritórios ou advogados. A Receita resolve investigar.  E o procedimento inicial é a DIRF (Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte), com a relação de todos os pagamentos efetuados pelo escritório.

A Receita vai até o escritório e pergunta porque pagou. O escritório explica. Seria para acompanhamento de uma ação ou para serviços a ou b. Aí a Receita vai até o prestador de serviços e confere se os serviços foram efetuados.

Se o nome da senhora Moro consta na DIRF, significa que o escritório Tacla Duran efetuou pagamentos ao escritório e aos advogados do escritório.

Ou seja, pagou a senhora Moro.

Aí se entra o território da especulação. Qual teria sido a razão para a investigação da Receita? Pode ser uma explicação mais simples, de conferir se Tacla efetivamente pagou Imposto de Renda. Pode ser explicação mais complexa, sobre a natureza dos trabalhos efetuados. Principalmente porque se sabe que a maior ocupação de Tacla era a de doleiro.

O fato dos procuradores da Lava Jato terem escondido o documento por dois anos permite toda sorte de elucubrações.

Se a Receita mandou o resultado há dois anos, significa que a investigação deve ter dois anos e meio, período em que Rosângela Moro sai do escritório. Ou seja, ela saiu quando recebeu sinais de que a Receita estaria investigando Zucolotto.

Em qualquer hipótese, os pagamentos se referem a fatos contemporâneos, quando a Odebrecht e o próprio Tacla Duran já estavam na mira da Lava Jato. E desmontam as versões de Moro sobre as relações do primeiro-amigo e da primeira-dama com o escritório de Tacla Duran. Segundo a inocente explicação de Moro, Zucolotto teria sido contratado por Duran para tirar cópia de um processo em Curitiba.

Desde o início, estranhava-se que as delações ainda não tivessem chegado ao Judiciário. É possível que essa escrita seja quebrada com o fator Tacla Duran.


Luís Nassif -  (http://jornalggn.com.br/noticia/advogado-espanhol-fez-pagamentos-a-rosangela-moro)

No GGN
SAB, 02/09/2017 - 21:17
ATUALIZADO EM 02/09/2017 - 23:41

ATENÇÃO: Monitoramento: ANS determina suspensão da venda de 41 planos de saúde

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A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulga, nesta sexta-feira (1/9), a lista de planos de saúde que terão a venda suspensa em função de reclamações relativas à cobertura assistencial, como negativas e demora no atendimento, recebidas no 2º trimestre de 2017. Neste ciclo, a medida atinge 41 planos de 10 operadoras. A suspensão começará no dia 8/9 e faz parte do acompanhamento periódico realizado pela ANS pelo Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento.
Os beneficiários dos planos de saúde que foram suspensos neste ciclo - um total de 175.071 - estão protegidos com a medida e continuam a ter assistência regular. “A suspensão é uma ação preventiva e perdura até a divulgação do próximo ciclo. Para voltar a comercializar esses planos para novos clientes, as operadoras precisam antes resolver os problemas assistenciais”, explica a diretora de Normas e Habilitação de Produtos da ANS, Karla Coelho. “Com isso, buscamos incentivar as empresas a melhorar o acesso do cidadão aos serviços contratados”, completa.  Além de terem a comercialização suspensa, as operadoras que negaram indevidamente cobertura aos seus beneficiários estão sujeitas a multas.
Paralelamente à suspensão, 33 planos de 13 operadoras que conseguiram melhorar o atendimento estão sendo reativados neste ciclo.  “Esses planos demonstraram à ANS que houve melhoria na assistência, por isso estão sendo liberados para comercialização para novos clientes”, destaca a diretora. 
No 2º trimestre desse ano (01/04 a 30/06), a ANS recebeu 15.002 reclamações de natureza assistencial através de seus canais de atendimento. Desse total, 13.400 queixas foram consideradas para análise pelo Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento. Foram excluídas as reclamações de operadoras que estão em portabilidade de carências, liquidação extrajudicial ou em processo de alienação de carteira, cujos planos não podem ser comercializados em razão do processo de saída ordenada da empresa do mercado. No período, 91% das queixas foram resolvidas pela mediação feita pela ANS via Notificação de Intermediação Preliminar (NIP), o que garantiu a solução do problema a esses consumidores com agilidade.

 

Resumo dos resultados do Programa de Monitoramento - 2º trimestre/2017

  • 41 planos com comercialização suspensa
  • 10 operadoras com planos suspensos
  • 175.071 consumidores protegidos 
  • 33 planos reativados
  • 10 operadoras com reativação total de planos (25 produtos)
  • 3 operadoras com reativação parcial de planos (8 produtos) 

 

Perfil das reclamações assistenciais no período analisado

Gráfico suspensão setembro17


Informações detalhadas por operadora e por faixa de classificação

Os beneficiários também podem consultar informações do programa de monitoramento por operadora, conferindo o histórico das empresas e verificando, em cada ciclo, se ela teve planos suspensos ou reativados. 
Para dar mais transparência e possibilitar a comparação pelos consumidores, a ANS disponibiliza ainda um panorama geral com a situação de todas as operadoras, com a classificação das empresas nas quatro faixas existentes (que vão de 0 a 3).

Perguntas e respostas

1. Qual o objetivo do Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento?
O Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento tem o objetivo de identificar, trimestralmente, o comportamento das operadoras de planos de saúde em relação à assistência prestada a seus beneficiários. Com base em reclamações realizadas junto aos canais de atendimento da ANS, é possível verificar se o serviço é feito de forma adequada e em tempo oportuno e comparar as operadoras de acordo com a modalidade.
2. Como é a metodologia do programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento? 
A metodologia que vem sendo aplicada desde o terceiro trimestre de 2015 distribui as operadoras de planos de saúde em faixas que vão de 0 a 3, sendo zero o melhor resultado. 
Essas faixas representam o número de reclamações consideradas procedentes sobre cobertura assistencial (negativas ou demora no atendimento, por exemplo) em relação ao total de beneficiários da operadora. A comparação entre as operadoras se dá de acordo com o tipo de assistência: médico-hospitalar ou exclusivamente odontológica. 
Os interessados também podem consultar a situação de todas as operadoras no programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento e analisar as empresas que prestam melhor assistência e aquelas que apresentam maior risco em relação ao serviço que prestam aos seus consumidores. É importante esclarecer que são excluídas desse monitoramento as operadoras em processo de alienação de carteira e em portabilidade especial/extraordinária de carteiras, por estarem obedecendo ao rito de saída ordenada do mercado de saúde suplementar.
3. Como é feito o cálculo do indicador?
O cálculo do indicador que situará a operadora em determinada faixa é feito dividindo o número de reclamações que indiquem restrição de acesso à cobertura assistencial, processadas no âmbito da Notificação de Intermediação Preliminar (NIP), pela média de beneficiários dos últimos três meses informados pela operadora. As operadoras que apresentam o maior número de reclamações assistenciais, tendo em conta o número de beneficiários e segmentação assistencial, terão um resultado maior no indicador, sendo enquadradas nas faixas superiores do monitoramento. 
4. O que diferencia cada uma das 4 faixas?
Faixa 0 – operadoras sem reclamações consideradas procedentes registradas nos canais de atendimento da ANS
Faixa 1 – operadoras que apresentaram resultado abaixo da mediana
Faixa 2 – operadoras que apresentaram resultado igual ou acima da mediana e menor ou igual a 50% acima da mediana
Faixa 3 – operadoras que apresentaram resultado maior que 50% acima da mediana. Também inclui as operadoras que deixaram de prestar informações obrigatórias à ANS.
5. O que leva uma operadora a ter a comercialização de planos suspensa? 
A identificação do risco apresentado pela operadora e a reincidência na faixa mais gravosa em dois trimestres seguidos são os fatores que levam uma empresa a ter a comercialização de seus planos suspensa. Em função disso, caso não tenha havido redução de pelo menos 10% no Índice da Operadora (IO) de um trimestre para o outro ou caso o seu IO tenha sido identificado como discrepante, haverá a suspensão da comercialização. É importante ressaltar que as operadoras que se encontram na faixa mais gravosa também poderão sofrer outras medidas administrativas pela ANS. 
Fonte: ANS

sábado, 2 de setembro de 2017

HABEMUS ACÓRDÃO (UM DESABAFO!)


Neste último dia de agosto, foi publicado no Diário de Justiça Eletrônico do Supremo Tribunal Federal o acórdão do julgamento realizado no final de novembro/2016, referente ao pagamento de indenização retroativa a anistiados políticos. Nove meses passados, portanto, a decisão do STF passou, finalmente, a produzir seus efeitos legais.

Conforme expliquei noutros artigos (neste, p. ex.), a lei que instituiu o programa e respectivas normas estabeleciam que, a partir da publicação da portaria do ministro da Justiça reconhecendo o direito do anistiado a uma indenização retroativa, a União deveria fazer o pagamento em 60 dias (artigo 12, § 4º, da Lei nº 10.559/2002); no meu caso, já em novembro de 2005!

E foi o que o STF confirmou, tanto tempo depois: o prazo para pagamento era e é mesmo de 60 dias, nosso direito líquido e certo foi atropelado por mais de uma década e, inexistindo provisão de recursos, a União está agora obrigada a incluir os valores respectivos no próximo orçamento, quitando de uma vez por todas o débito.

Espera-se que as providências necessárias para o cumprimento da decisão do STF sejam tomadas com a agilidade que desde o início se impunha (em se tratando de mandados de segurança), mas em nenhum momento houve. 

Afinal, os autores destas ações já somos todos idosos e os terríveis danos a nós infringidos por regimes de exceção (as reparações incluem também as vítimas da ditadura getulista) se referem a episódios ocorridos há muitas e muitas décadas. 

No meu caso, sofri lesão permanente (que me prejudicou tanto os exercícios profissionais quanto o convívio social) e fui coagido por torturas e ameaças a uma exposição negativa (que me tornou alvo de estigmatização, igualmente prejudicando minha carreira e minha vida) em meados de 1970. Já lá se vão 47 anos.

RESTABELECIMENTO MÍNIMO DA DIGNIDADE
DESTROÇADA PELO REGIME ANTIDEMOCRÁTICO

De resto, pincei no acórdão de 87 páginas algumas passagens que devem inspirar reflexões mais aprofundadas.

"...a recusa de incluir em orçamento o crédito previsto na Portaria (...) do Ministério da Justiça afronta o princípio da dignidade da pessoa humana, por se tratar de cidadão cujos direitos preteridos por atos de exceção política foram admitidos com anos de atraso pelo Poder Público ...

...a despeito de a própria doutrina reconhecer a dificuldade de delimitação do âmbito de proteção da dignidade e dos direitos fundamentais, não há dúvida de que a opção do legislador, ao normatizar e garantir os direitos a esses anistiados, foi a de propiciar àqueles que tiveram sua dignidade destroçada pelo regime antidemocrático outrora instalado em nosso país um restabelecimento mínimo dessa dignidade." (ministro Dias Toffoli, relator)

"A adesão ao Termo para o pagamento na forma proposta na Lei n. 11.354/2006 constitui mera faculdade do anistiado, uma vez que ninguém pode ser compelido a aderir a acordo para o recebimento de valor a que faz jus de forma parcelada e/ou em valor menor ao que teria direito, constituindo evidente abuso de poder o tratamento desigual aos igualmente anistiados." (idem)

"...2,1% do total previsto nas leis orçamentárias atuais para indenização de anistiados foram efetivamente gastos, segundo as informações do próprio governo federal. Portanto, os outros 97,9% restantes representam valores disponibilizados e não pagos. As leis orçamentárias anuais disponibilizam valores para o pagamento da específica ação governamental de indenização aos anistiados políticos...

...desde 2010 no que se refere aos anistiados militares e desde 2012 em relação a todos aqueles submetidos ao regime especial do anistiado político, verifica-se que não se tem previsto nas leis orçamentárias da União ação específica voltada ao pagamento dos valores retroativos devidos a título de reparação econômica, salvo para aqueles que se submeteram, voluntariamente, ao regime de parcelamento do pagamento mediante Termo de Adesão previsto na Lei nº 11.354/2006. Verifica-se, portanto, grave omissão ao dever de planejar ínsito à própria noção de orçamento público." (ministro Edson Fachin) 

"UMA HUMILHAÇÃO ODIOSA E GRATUITA
 QUE NOS QUISERAM IMPOR"

Ou seja, o reconhecimento mínimo da dignidade dos que ousamos resistir a uma ditadura bestial foi encarado como algo secundário por governos que deveriam ter comportamento diametralmente oposto.

E, embora os recursos para o pagamento de reparações àqueles que o Estado brasileiro reconheceu oficialmente como delas merecedores fossem mais do que suficientes para o cumprimento da obrigação de pagar, míseros 2,1% do total disponível foram utilizados para tanto. 

Ao mesmo tempo, a AGU movias céus e terras para evitar que uma parcela minoritária dos anistiados recebesse o que lhes era devido. Se não era por falta de recursos, então por quê? Por pirraça? Por retaliação a quem não se prostrou à vontade dos poderosos? É o que resta ser esclarecido. 

O certo é que, como se lê no voto do relator, "ninguém pode ser compelido a aderir a acordo para o recebimento de valor a que faz jus de forma parcelada e/ou em valor menor ao que teria direito, constituindo evidente abuso de poder o tratamento desigual aos igualmente anistiados".

Pois foi exatamente como me senti, ao receber, pelo correio, o Termo de Adesão, sem uma explicação ou justificativa sequer, apenas instruções para assinar e enviar de volta. 

Sofri muito por ter jogado tal documento no lugar apropriado: a lixeira. E, o pior de tudo, fiz meus entes queridos sofrerem. É uma mágoa que carregarei até o fim dos meus dias 
Mas, está comprovado agora, não havia sequer carência de recursos, foi apenas uma humilhação odiosa e gratuita que nos quiseram impor, ao mesmo tempo em que faziam investimentos desastrosos e fechavam negócios altamente lesivos ao contribuinte, conforme hoje estamos todos carecas de saber.
Eu não conseguiria viver se, além de tudo que me tiraram, perdesse o auto-respeito. Assinar aquele papelucho desmereceria tudo que fui, o que sou e os motivos pelos quais lutei. (celso lungaretti)

Fonte: naufrago-da-utopia.blogspot.com.br

SEM CITAR TEMER, JANOT CHAMA ROCHA LOURES DE INTERMEDIÁRIO DO “LÍDER DA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA”

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou em manifestação encaminhada ao STF, sem citar o nome de Michel Temer, que o ex-deputado e ex-assessor especial da Presidência Rodrigo Rocha Loures, flagrado recebendo uma mala com R$ 500 mil da JBS, era um "intermediário do líder da organização criminosa" e disse ainda que o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha era "um dos mandantes do esquema espúrio"

Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) - Sem mencionar o presidente Michel Temer, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou em manifestação encaminhada ao STF que o ex-deputado e ex-assessor especial da Presidência Rodrigo Rocha Loures era um "intermediário do líder da organização criminosa" e disse ainda que o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha era "um dos mandantes do esquema espúrio".

"Como se vê, não há identidade ou similaridade relevante entre circunstâncias fáticas que fundamentaram as prisões preventivas de Rodrigo Rocha Loures e Eduardo Cunha", disse Janot.

"Enquanto um deles era um intermediário do líder da organização criminosa, o requerente era virtualmente um dos mandantes do esquema espúrio, ao qual coube, por anos, articular diversas pessoas nos mais variados níveis do Estado para instrumentalizar a máquina pública no atendimento de interesses privados. Sua periculosidade é tamanha que, mesmo preso, ainda intimida grandes empresários e agentes políticos destacados, incluindo o Presidente da República", acrescentou.

O comentário do procurador-geral é mais uma indicação de que deverá denunciar novamente Temer ao Supremo Tribunal Federal antes de deixar o cargo, no dia 17 de setembro.

Janot manifestou-se contrariamente ao pedido da defesa de Cunha para estender a ele a liberdade concedida a Rocha Loures. No texto, de 29 páginas, o procurador-geral afirmou que não há qualquer relação entre as condutas praticadas pelos dois a fim de justificar tal decisão.

Para o chefe do Ministério Público Federal, Rocha Loures era "mero mandatário" de outro agente enquanto a participação de Cunha no esquema criminoso era muito mais relevante. Segundo ele, o PMDB montou uma organização criminosa, da qual Cunha era "um dos mais importantes atores", a ponto de instrumentalizar a presidência da Câmara para a "reiterada prática de crimes".

"Nesse sentido, a participação do requerente nos aparatos ilícitos (ao menos parcialmente) desarticulados por meio da 'Operação Patmos' é significativamente mais gravosa que a de Rodrigo Rocha Loures", disse Janot, ao comentar que Cunha usava principalmente sua capacidade de influenciar os colegas da Câmara para a prática de cometer delitos "de toda sorte".

Para manter o ex-presidente da Câmara na cadeia --ele já foi condenado pela operação Lava Jato--, Janot reforçou ainda que, mesmo com prisão preventiva também decretada na operação deflagrada a partir da delação de executivos da J&F, foi insuficiente para coibir a atividade delinquente dele.

"Nesse período, não só recebeu valores indevidos como se articulou com outros membros da organização criminosa --em particular Lúcio Bolonha Funaro-- para obstar e criar embaraços às investigações em curso", destacou Janot.

Zenaide Maia presente na mobilização pela conclusão das obras da Barragem de Oiticica


Nesta sexta-feira (01), a deputada federal Zenaide Maia esteve na comunidade Barra de Santana, na cidade de Jucurutu, onde participou da mobilização pela continuidade e conclusão da obra da Barragem de Oiticica.
Os seridoenses esperam pela obra há mais de 50 anos. A construção da Barragem de Oiticica foi iniciada no governo da ex-presidenta Dilma Rousseff e foi orçada atualmente em R$ 559 milhões.
Para Zenaide Maia, o valor orçado para conclusão da obra não é nada diante dos juros que o Brasil paga, sem falar na representatividade do significado da conclusão da obra para o seridoense. “A gente sabe que essa obra faz muitos anos que é esperada. A bancada federal do Rio Grande do Norte tem um compromisso: destinar uma dessas emendas impositivas seja destinada para a Barragem de Oiticica. Esse valor de R$ 559 milhões não é nada diante de um orçamento do Brasil para 2017 para pagar 500 bilhões de juros de uma dívida que não foi ninguém aqui que fez”, declarou a deputada.
Entre os presentes, o governador Robinson Faria, os senadores, Fátima Bezerra e  Garibaldi Filho, deputado federal Antônio Jácome, deputados estaduais Fernando Mineiro e Nelter Queiroz, além de prefeitos, vereadores da região Central, Vale do Açu e Seridó, representações da Arquidiocese de Natal, Dioceses de Caicó e Mossoró, Movimento dos atingidos e Atingidas pela obra, Comitê da Bacia Hidrografica do Rio Piancó-Piranhas-Açu; AMSO, SEAPAC, FETARN, OAB-Caicó, poder Judiciário, etc.
Fonte: Robson Pires

Joesley chama Temer de “ladrão geral”

Foto do Google

Joesley Batista divulgou a seguinte nota em resposta aos ataques de Michel Temer:

“A delação premiada é por lei um direito que o senhor presidente da República tem por dever respeitar. Atacar seus delatores mostra no mínimo a incapacidade do senhor Michel Temer de oferecer defesa dos crimes que comete. Michel, que se torna ladrão geral da República, envergonha a todos nós brasileiros.”

Fonte: Robson Pires

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Presidente do CPC/RN visita o Memorial dos Pretos Novos no Rio de Janeiro. "Precisamos ajudar a preservar URGENTE!"

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IPN - INSTITUO DE PESQUISA E MEMÓRIA PRETOS NOVOS - "A SAGA DOS PRETOS NOVOS" RIO DE JANEIRO - RJ - BRASIL
"[...] um ato de reverência e respeito aos milhares de negros recém-chegados à colônia, mortos ou doentes devido aos maus tratos durante a travessia do Atlântico."
O Memorial dos Pretos Novos é parte integrante do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos - IPN que tem por finalidade a reflexão sobre a escravidão no Brasil, assim como o desenvolvimento de projetos educativos e de pesquisa para a preservação da memória dos  Pretos Novos.
Pretos Novos era o nome dado aos cativos recém-chegados da África e desembarcados no Rio de Janeiro, em meados do século XIX, em uma área da cidade chamada, então, de Pequena África. Neste local, hoje a zona portuária da Gamboa, ficava o mercado de venda dos negros cativos.
O memorial é um sítio arqueológico do Cemitério dos Pretos Novos que funcionou no local, entre os anos de 1769 e 1830, um ato de reverência e respeito aos milhares de negros recém-chegados à colônia, mortos ou doentes devido aos maus tratos durante a travessia do Atlântico.
Estima-se que ali tenham sido depositados, em valas coletivas, os corpos de 20 a 30 mil negros, muito embora estes números não façam parte dos registros oficiais.
Com a proibição do tráfico negreiro, o cemitério foi fechado e a memória de sua existência sepultada em razão dos sucessivos aterros ocorridos na região, assim como ao apagamento de parte importante da história da escravidão na cidade do Rio de Janeiro.
O Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos - IPN, Museu Memorial, tornou-se um dos mais novos Pontos de Cultura do Rio de Janeiro, graças ao “Projeto Memorial Pretos Novos: Resgatar a memória de um povo é preservar a cultura de um país”. 

Um local de preservação da memória e fonte documental

O Memorial dos Pretos Novos é o resultado do trabalho conjunto de historiadores e de arqueólogos com base nas ossadas e nos vários artefatos encontrados no local durante a primeira escavação, realizada com o objetivo de delimitar a extensão do Cemitério dos Pretos Novos.
Ao todo, foram encontradas 28 ossadas, com predomínio do sexo masculino entre 18 a 25 anos. Eram pedaços de crânio, de costela, dentes, mandíbula, nenhuma peça completa, o que demonstra que se tratava de um cemitério com covas, onde os corpos eram simplesmente jogados uns sobre os outros.
Se as ossadas revelam os sinais da brutalidade e do desrespeito com que esses negros eram tratados, os vários artefatos também encontrados como pontas de lança, argolas, colares, contas de vidro; artefatos de barro, porcelanas, conchas, ostras e vestígios de fogueira surgem como importantes fontes documentais, não apenas dos costumes e do cotidiano do Rio de Janeiro oitocentista, mas de que, há três ou quatro mil anos, o local também fora uma região sambaquieira, 
Pirâmides de vidro, inauguradas em 2012 com uma manifestação religiosa com a presença de mães de santo, protegem e dão visibilidade aos achados arqueológicos depositados nos locais de escavações. 
A Galeria Pretos Novos apresenta exposições temporárias de arte contemporânea.A Biblioteca Pretos Novos, inaugurada em novembro de 2012, conta com cerca de 600 títulos dedicados à cultura, à história e às artes afro brasileiras e indígenas.
Fonte: IPN - A SAGA DOS PRETOS NOVOS
  Documentários - Memorial dos Pretos Novos - RIO DE JANEIRO
 Documentários - Memorial dos Pretos Novos - RIO DE JANEIRO

 Cemitério dos Pretos Novos, hoje é o Memorial dos Pretos Novos
  Eduardo Vasconcelos - CPC/RN mostrando o livreto da A SAGA DOS PRETOS NOVOS
 Eduardo Vasconcelos - CPC/RN mostrando o livreto da A SAGA DOS PRETOS NOVOS
 RECONHECIDO PELA UNESCO
 Eduardo Vasconcelos - CPC/RN entrevistando Antonio Carlos - IPN

 Local onde os navios "desembarcavam os escravos"
 
"Estive hoje (01/09/2017) na parte da tarde no Instituto de Pesquisa e Memória PRETOS NOVOS no Rio de Janeiro - A SAGA DOS PRETOS NOVOS. Foi um momento único. Ao chegar conheci o Antonio Carlos, fundador e secretário geral do IPN. Uma pessoa dedicada e determinada a continuar na luta a pesar de todas as dificuldades que o instituto enfrenta, por falta de apoio necessário para tocar o IPN como deve ser tocado.
Aproveitei para entrevistá-lo e ele foi muito objetivo e claro! É necessário que o Governo de um modo geral reconheça a instituição como deve ser reconhecida, ou seja, uma instituição séria e dedicado em preservar as origens e acultura do negro, ou melhor dos nossos irmãos africanos, como também os nossos irmãos índios TUPINAMBÁS, esses antes dos portugueses chegarem ao Brasil, eles aqui já estavam, eles sim, é que são os verdadeiros habitantes e donos do BRASIL!
Quanto A Saga dos Pretos Novos façamos um apelo as autoridades, sejam elas o governo do Rio de Janeiro ou o Governo Brasileiro, que cumpram com seus princípios constitucionais e apoiem o INSTITUTO DE PESQUISA E MEMÓRIA PRETOS VELHOS, a menos que tenham em mente a ideia de querer que o nosso povo esqueça suas origens.  Com a palavra a Governo.
Se for ao RIO DE JANEIRO, conheça o Memorial dos Pretos Novos! Fica localizado na Rua Pedro Ernesto, 32/34 - Gaboa - Região Portuária - RIO DE JANEIRO. Fones (21) 2516 7089/7835-4438 e se for possível ajude-o!
LEMBRANDO!
O IPN (A Saga dos Pretos Novos) foram RECONHECIDO PELO UNESCO!
APOIO: CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC/RN

Funaro: Temer mandou Joesley me calar

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Tem que manter isso, viu?

Como é do conhecimento da torcida do Flamengo, do Congresso safado, do Supremo e da lavajataria em geral, o MT, o ladrão presidente, pediu ao Joesley para calar a boca do Funaro e do Eduardo Cunha com a frase que entrou para a história da canalhice universal: "tem que manter isso, viu?".
Segundo o Globo Overseas, Funaro cuspiu os feijões:
O operador Lúcio Bolonha Funaro confirmou, em um dos depoimentos da delação premiada, que recebeu dinheiro do empresário Joesley Batista, um dos executivos da JBS, para permanecer em silêncio, ou seja, não revelar o que sabia sobre corrupção e movimentação ilegal de recursos por parte de influentes políticos do país. A informação, um dos detalhes mais importantes da delação de Funaro, deve robustecer ainda mais a denúncia que o procurador-geral da República Rodrigo Janot e equipe estão preparando para apresentar contra o presidente Michel Temer, a partir das delações do empresário Joesley Batista e outros executivos da JBS.
Temer é investigado por obstrução de Justiça e envolvimento em organização criminosa. Num dos trechos de uma conversa que teve com Temer, na noite de 3 de março, no Palácio do Jaburu, Batista descreveu uma série de crimes que teria cometido. Num determinado momento disse, de forma cifrada, que vinha fazendo pagamentos regulares a Funaro e ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) que até ser preso era um dos principais aliados de Temer. Em depoimentos da delação premiada, Joesley e o executivo Ricardo Saud, também da JBS, disseram que os pagamentos eram para comprar o silêncio de Funaro e Cunha, uma forma de proteger o presidente e alguns auxiliares.

(...)
Fonte: CONVERSA AFIADA

O Juiz que não vai ver o filme do Moro

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Valois: aceita uma pipoca, Dr Moro?
Se essa Justiça dá alegria... que horror!
O Juiz Luís Carlos Valois, Juiz da Vara de Execuções Penais do Amazonas, se notabilizou com a corajosa atitude que tomou no episódio da degola na Penitenciária Anísio Jobim, em Manaus.

De novo, ele mostra coragem diante do deslumbramento hollywoodiano que envolveu as estrelas lavajateiras, especialmente as que foram à soirée do filme "A Lei é para todos, menos para tucanos" de camisa social do Mussolini e gravata vermelha do PT.
Do Facebook do Juiz Valois:
Se o filme fosse sobre algum processo que eu já tive em minhas mãos, ninguém iria sorrir, nem eu, nem ninguém. Talvez fosse um filme de drama, talvez um de suspense, podia até ser um de terror, mas nenhum com a capacidade de se fazer sorrir comendo pipoca. Poderia fazer chorar, fazer virar a cara, dar nojo e até dar vontade de sair do cinema, mas nunca fazer sorrir. A justiça penal verdadeira não devia ser local, motivo, de alegria, mas de tristeza sempre, porque, quando age, age demonstrando o quanto falhamos como sociedade. Não importa se a atuação da justiça penal pode ser transformada em algo plasticamente belo, o que já é uma deturpação da verdade, a justiça penal é triste, deve ser triste, para o bem da sociedade e da possibilidade de se manter são. Eu não vi esse filme, mas se ele é sobre justiça penal, polícia e prisão, e causa essa alegria toda, eu não vou ver...
Fonte: Conversa Afiada

O Diabo veste jaleco


É fato conhecido que a categoria profissional que mais aderiu ao nazismo foi a dos médicos: 45% eram filiados ao Partido Nazista. Notem que quase metade era FILIADA ao partido, a simpatia-quase-amor dos médicos pelo nazismo chegava perto dos 100%, sem exagero.

No Brasil, temos atualmente o Dr. Ronaldo Caiado e o Dr. Geraldo Alckmin mantendo a tradição profissional. Já tivemos Antônio Carlos Magalhães (sim, aquele mesmo) e outros do mesmo quilate.

Na ascensão do fascismo brasileiro, iniciada em 2003, os médicos foram a ponta de lança do terror. Desnecessário citar os episódios aberrantes protagonizados por médicos ou estudantes de medicina nos últimos anos no Brasil. 

Para citar um exemplo que mostra o fascínio médico pela ultra-direita, e só por ela, é fato estatístico que após a Revolução Cubana o país ficou praticamente sem médicos, já que todos foram para Miami desfrutar a fortuna acumulada enquanto esperavam o regime cair.

Não há registro de adesão em massa de médicos a governos de esquerda em lugar nenhum, mas ao terror fascista nunca faltaram militantes de jaleco. De Josef Mengele a Harry Shibata, criminosos de jaleco deram sua contribuição ao terror em toda parte de maneira desproporcional à sua porcentagem demográfica.

Aí você pergunta por que deste fascínio dos médicos pelo terror fascista e eu nada posso responder. Fatos são fatos, mas não há teoria que eu conheça que explique porque os monstros preferem o branco.