domingo, 9 de julho de 2017

Contra o golpe: Unidade estratégica e liberdade tática, por Ion de Andrade

Foto: Agência Brasil
A inviabilidade do governo Michel Temer está escancarada. Pouco há por ser feito porque a derrocada parece ter sido metodicamente construída por atores internos e externos ao governo golpista.
Enxergando os fatos retrospectivamente o contraparentesco entre Moreira Franco e Rodrigo Maia, preenche de maus presságios a barca furada comandada por Temer. Uma pergunta guia para entendermos a profundidade da conspiração é: - Por que Moreira Franco seria contra a acessão do seu genro à Presidência da República? Moreira é o articulador político de quem, além de si mesmo? Nesse cenário de mudança de hegemonia no comando do golpe, Moreira Franco é, surpreendentemente, o eixo estável e fixo em torno do qual gira a roda da política.
A outra variável que merece atenção é a da articulação da candidatura de Rodrigo Maia à presidência da câmara no correr do ano passado. Multipartidária resultou de leque de forças que abrangeu do PCdoB ao DEM. A mídia sublinhou o protagonismo do deputado Orlando Silva na articulação do nome de Maia e Aldo Rebelo foi, para a surpresa de muitos, um dos políticos elogiados no discurso de posse do presidente da Câmara. É fácil hoje criticar o PCdoB, porém vale ressaltar: (1) que o partido foi aliado intransigente dos governos Lula e Dilma, sendo aliás provavelmente mais estável nessa tarefa que o PT (2) foi fiel e leal ao governo Dilma nos duríssimos enfrentamentos que marcaram as jornadas do golpe e (3) dada a sua definição ideológica clara (é e se denomina comunista) e ao seu tamanho reduzido sabe muito bem que pode ser alvo de golpes ainda mais duros do que os que poderiam atingir o PT (há, por exemplo, na Câmara Federal projeto que prevê a sua extinção). O PCdoB entendeu muito rápido, portanto, que entre ele e um governo Temer sustentado por um Centrão protofascista estava dada uma luta de vida e morte. Submetido, portanto, a uma realidade diferente da experimentada pelo PT, o PCdoB enxergou em Maia a velha direita tradicional e laica, em contraposição a um Centrão potencialmente fascista e neopentecostal. Nesse verdadeiro naufrágio em que nos encontramos o PCdoB construiu, para sobreviver, o único bote possível para fazer a travessia. Naturalmente que o PT vivendo outra circunstância não pode se furtar a desempenhar papel de polo opositor ao do golpismo, não sendo legítima sob qualquer hipótese uma atuação sua que se assemelhe àquela que no PCdoB tem legítimidade.
Por tudo isso é justo imaginar que Temer estivesse sendo cozido em fogo baixo desde a posse de Maia, através de um protagonismo oligárquico do DEM e outro de sobrevivência do PCdoB. A essa configuração se acrescentou, com o crescente entreguismo desse regime de exceção um componente nacionalista de cunho militar e outro de cunho econômico, conforme podemos depreender do Manifesto de Aldo Rebelo.
Ora, a missão da esquerda, de enfrentar e vencer o golpe, não pode preferir nenhuma arena. Todas as alternativas à mesa para a recuperação da democracia são válidas e cada força luta como pode, com as suas forças e fragilidades, num conflito onde devem também zelar por sua segurança e sobrevivência.
Há muita poeira no ar para entendermos realmente os movimentos que parecem fazer convergir o manifesto nacionalista de Aldo Rebelo e essa evolução interna no comando do golpe, se são sinérgicos ou se são apenas contemporâneos um do outro.
O que importa, nesse cenário em que, como na Copa, vale sim fazer gol com a mão, é entendermos até que ponto essas estratégias, filhas mais das necessidades do que das virtudes, poderiam nos reaproximar ou nos afastar do retorno à normalidade e, sem visão a priori, avaliar até que ponto esse manifesto nacionalista poderia exprimir uma chance real de enfraquecimento do entreguismo e de recuperação da indústria naval, de defesa, etc, convergindo para a democracia ou se apenas fortaleceria o golpe dando-lhe renovada legitimidade.
No polo com que me identifico mais, o da construção da superação do golpe de fora para dentro, a agenda continua viva, contra as Reformas, pela volta à democracia e pela soberania nacional. Essa agenda, cujo protagonista central é o PT é a que permite transcender o golpismo e retomar a construção da democracia participativa e da justiça social. Ela estabelece uma importante linha de resistência sem a qual regridiríamos ao trabalho escravo. Nessa resistência é crucial a mobilização das massas, a resiliência, o trabalho, o foco estratégico e a visão longa.
Entretanto, nunca esqueçamos que derrotamos a ditadura na arena ilegítima do Colégio Eleitoral. Polo alternativo e transcendental a tudo aquilo, o PT não participou da eleição de Tancredo Neves, mas o PCdoB participou. A análise retrospectiva demonstra que provavelmente os dois partidos fizeram a coisa certa.
A verdade é que se não tivéssemos derrotado a ditadura no Colégio Eleitoral estariam também ameaçados a Constituição de 88 e o ciclo trabalhista de Lula e Dilma. Por outro lado, se o PT tivesse participado talvez tivesse perdido a “juventude” que lhe permitiu encarnar a ideia do novo.
Não interessa fazermos juízos moralistas sobre a ação política de tal ou qual força política ou lideranças, principalmente se são estrategicamente aliadas e se a lealdade foi testada no fogo da ação.
Não sabemos ainda como cada força se posicionará nesse novo cenário. O que interessa, porém, é aproveitarmos todos os espaços disponíveis para devolver, o quanto antes, o Brasil à normalidade e à democracia.
E desejar sorte às fileiras que explorarão penhascos.
Fonte: http://jornalggn.com.br

PRESIDENTE DO CPC/RN REÚNE-SE EM CURRAIS NOVOS COM JOVENS CULTURAIS

Da esquerda para direita: Lucas, Marília, Marcos e Eduardo Vasconcelos
Jovens lideranças de CURRAIS NOVOS/RN uni-se para fortalecer o CPC/RN
LUCAS (Produtor de Teatro) e Marília (Defensora do Movimento das Mulheres), ambos reforçam a composição do CPC/RN

Hoje (8) o Presidente do CPC/RN, Eduardo Vasconcelos se reuniu com jovens talentosos na área de cultura da cidade de Currais Novos, localizada na Região do Seridó Oriental, cujo objetivo foi o de convidar jovens para participarem do Encontro de dirigentes do CPC/RN, que ocorrerá dia 06 de agosto em Nova Cruz e que após alguns minutos de debates, ambos resolveram ingressarem nas fileiras do Movimento Cultural do Estado através das políticas do CPC.

Ambos se juntarão as dezenas de convidados, entre diretores do CPC/RN e artistas culturais na convocação da instituição, que acontecerá dia 06 de agosto em Nova Cruz, cujos objetivos será a sua Assembleia Geral e Encontro de Dirigentes de Diretores do CPC/RN, entre outros assuntos inerentes aos objetivos estatutários.

Fonte: centropotiguardecultura.blogspot.com

TEATRO SANDOVAL WANDERLEY É DECLARADO PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIAL. "E AGORA O PREFEITO CARLOS EDUARDO, QUER DEMOLIR PARA CONSTRUIR UM SHOPPING?"


Por unanimidade, a Câmara Municipal de Natal deu parecer favorável na sessão ordinária desta terça-feira (20), durante o programa "Câmara Cidadã", ao Projeto de Lei nº 117/2017 encaminhado pelo vereador Fernando Lucena (PT), em regime de urgência, que declara Patrimônio Cultural Imaterial da Cidade de Natal o Teatro Municipal Sandoval Wanderley.
Localizado no bairro do Alecrim, na Avenida Presidente Bandeira, o Sandoval Wanderley é um teatro de arena com capacidade para 150 espectadores. É referência de divulgação e cumpre um papel importante na cena cultural da cidade. Foi o segundo a ser construído na capital, em 1962, leva o nome do ator assuense Sandoval Wanderley, que criou os grupos Conjunto Teatral Potiguar, em 1941, e o Teatro de Amadores de Natal, em 1951.

"Diante de todo o impacto cultural e social que representa, busca-se com esta propositura reconhecer e proteger esse imenso patrimônio da cultura natalense, declarando-o Patrimônio Cultural Imaterial. O Rio Grande do Norte de tantas tradições precisa de mais espaços para que seus talentos possam se desenvolver. Trata-se, portanto, de um presente para toda classe artística potiguar que merece ser valorizada", defendeu o vereador Fernando Lucena.

Na sequência, o plenário aprovou duas matérias de autoria do vereador Kleber Fernandes (PDT). A primeira, dispõe sobre a afixação de placas informativas em estacionamentos privados de veículos. Já a segunda, reconhece de Utilidade Pública a "Associação dos Advogados do Rio Grande do Norte - AARN".  

"A Associação dos Advogados do RN tem a finalidade de defender os direitos, interesses e prerrogativas dos advogados, além de estimular a cultura e o estudo de assuntos jurídicos, através da realização de cursos, palestras, debates, conferências e reuniões. Também estabelece convênios que ofereçam benefícios aos associados e seus dependentes", justificou o vereador Kleber Fernandes.

Os parlamentares fizeram algumas adaptações num texto da vereadora Julia Arruda (PDT) que versa sobre o teste do coraçãozinho, procedimento que pode diagnosticar cardiopatias infantis. "Nossa lei previa, inicialmente, que seriam apenas os médicos pediatras e enfermeiros que poderiam fazer o diagnóstico. Porém, a Secretaria de Saúde sugeriu estender este trabalho aos técnicos de enfermagem. Uma proposta que reforça a rede de proteção as nossas crianças", concluiu.

Fechando a sessão, foi aprovada, em primeira discussão, o Projeto de Lei nº 98/2017 apresentado pelo Executivo que dispõe sobre as diretrizes orçamentárias para elaboração do Orçamento Geral do Município para o exercício financeiro de 2018 - LDO.

Fonte: http://www.tribunadenoticias.com.br

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Brasil: Rodrigo Maia, o presidente-marionete



Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Quando se evidenciou a incapacidade de Michel Temer manter-se na presidência da República, graças a uma combinação de fatores contagiosos que nem é preciso lembrar aqui, surgiu um debate entre os articuladores que passaram a comandar o país depois do golpe que derrubou Dilma. 

Já que era preciso, de qualquer maneira, evitar uma antecipação das eleições presidenciais, saída que poderia colocar em risco os pactos já acertados e acordos de longo prazo firmados, surgiu a discussão sobre a necessidade de encontrar um sucessor a altura, para cumprir as mesmas tarefas. 

Chegou-se a dizer, na época, deveria ser um quadro político acima de qualquer suspeita, quem sabe um estadista de primeira linha, a espera da grande oportunidade de exibir seus talentos e pacificar um país em crise histórica, dialogar com as partes e recuperar a democracia.

Até pela falta absoluta de atores adequados ao papel - mas não apenas por isso - o perfil do candidato se modificou com o passar do tempo. 

Percebe-se que, do ponto de vista de quem articulou a queda de Dilma, a última opção seria escolher um nome com projetos próprios, identidade política clara e compromissos políticos históricos.

No ponto grave de esfarelamento das instituições políticas do Estado brasileiro, quando não dispõe da proteção mais importante, o escudo do voto popular, a presidência da República deixou de cumprir funções típicas do cargo. Seu horizonte é o varejo político - em todos os sentidos. Faz discursos pela TV, grava vídeos e viaja ao exterior. Agrada aliados e persegue inimigos. Não tem poder para as questões essenciais do país e da vida dos 200 milhões de brasileiros. Sua área real de atuação envolve as sobras do orçamento.

O verdadeiro poder no Brasil de 2017 se encontra na equipe econômica. Parece a situação impossível do rabo que abana o cachorro mas a descrição é verdadeira. As decisões que dizem respeito ao PIB brasileiro e aos grandes rumos do país giram em torno de Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, e de Ilan Goldfarb, presidente do Banco Central, além do universo que se movimenta em torno dos dois. A ambos se atribui estabilidade no cargo. Tem-se como certo ali permanecerão em qualquer hipótese. Numa falta de cuidado que expressa um pouco caso diante chocante diante do calendário político, as páginas econômicas dos jornais já divulgam projeções e decisões para 2019 e mesmo 2020 - quando, supõe-se, o país terá um novo presidente, eleito em 2018, conforme a Constituição. 

A posição dominante da equipe econômica se explica. Depois que os direitos soberanos do povo foram humilhados e diminuídos pelo afastamento de uma presidente eleita sem crime de responsabilidade, Meirelles & equipe tomaram posse do Estado em função da ligação direta com a fonte real de poder de nosso tempo - o sistema financeiro, o grande empresariado e, mais do que tudo, aquela força que em outros tempos costumava-se chamar de imperialismo.

É ali que se pronuncia a palavra final sobre assuntos decisivos na vida de 200 milhões de brasileiros, a começar pelas reformas, o futuro dos empregos, as saídas da recessão e o alinhamento comercial-diplomático do país. O presidente pode ser Rodrigo Temer, Michel Maia ou qualquer variação semelhante. O que não se cogita é alguém fora deste figurino, que recuse este comando, recebido como pacote fechado. É uma versão mais radical e grotesca da Europa de nossos dias. Ali, o Fundo Monetário Internacional, o Banco Central Europeu e a União Europeia - poderes não eleitos - exercem poder de tutela sobre as principais decisões dos governos de cada país, que têm a legitimidade de quem foi abençoado pelo voto popular. 

E é porque se considera que seu nome é o ideal para cumprir este papel que Rodrigo Maia tornou-se um presidenciável em alta. Sua maior virtude é ser aquele que menos atrapalha os planos de quem já está mandando. Ao longo da carreira, não comprou uma briga memorável. Não cultiva disputas ideológicas. Destaca-se pelos bons modos, o espírito disciplinado, a obediência interiorizada, a invulgar capacidade de adaptação. Conseguiu passar pela ascensão e queda de Eduardo Cunha sem que fosse possível ouvir um murmúrio a respeito. 

Não incomoda Rodrigo Janot nem a Lava Jato. Não leva jeito de que irá se indispor com Raquel Dodge nem com a Polícia Federal.
Não se tornou - menos ainda - alvo da TV Globo.

O que se quer é um presidente que não se atreva a criar problema com os princípios do Estado Mínimo e da ideia de conduzir um país de 200 milhões, residência de uma das oito maiores economias do planeta, a uma condição de dependência e submissão. Ao mostrar-se, desde o início, um auxiliar devotado a estes desígnios e projetos, Rodrigo Maia pavimentou seu caminho na sucessão. 
A esperteza, aqui, é não incomodar. Não fazer ruído. Não atrapalhar.
Ética?
Democracia?
Soberania Popular?

Projeto de Nação?

Estas palavras continuam belas e fortes. Fazem parte necessária da construção de um país mais próspero e menos desigual. Na conjuntura atual, quando a política se resolve pelas costas do povo, tornaram-se um obstáculo e um estorvo, moinhos de vento que turvam mentes generosas, podem inspirar movimentos de risco. Tudo o que se quer é uma sucessão que não faça barulho nem provoque atrito, capaz de elevar a indignação da grande massa de brasileiros, a quem se pretende negar, mais uma vez, o direito de escolher o presidente e definir seu destino. 

No golpe dentro do golpe, os candidatos não devem ter identidade própria nem programa. O debate natural de uma democracia - o que fazer, como - já está dado e foi resolvido a portas fechadas. Deve ser cumprido, com rigor, método e nenhum escrúpulo ou dor de consciência.

Este é o perfil do candidato.

É hora de ficar esperto, porque a Globo já decidiu: Rodrigo Maia presidente do Brasil


 Michel Temer já é passado. A Globo quer ele fora do Planalto o quanto antes e está usando todos os recursos que tem para isso.
Desde quando o grampo de Joesley Batista veio à tona que afirmo, com base em apuração e não em especulação, que a reportagem não foi furo de um jornalista. No caso, do blogueiro Lauro Jardim. Mas uma operação que passou por cima, pela direção. E não foi articulada só pela JBS, mas também pelo MP, pela Globo e setores do sistema financeiro.
Globo não estava brincando e aquele lance não era algo apenas para chantagear Temer. Mas uma cartada para derrubá-lo.
O blogueiro também apurou que Temer ficou completamente surpreso com o novo posicionamento do grupo e que teria tratado disso com alguns senadores e deputados. Não esperava isso da Globo.
Na ocasião, o entorno mais próximo do presidente ilegítimo chegou a especular que a ação contava com o conhecimento e consentimento do ministro Henrique Meirelles. E que a intenção por trás daquilo tudo era a de conduzir o governo para ele.
Mas agora começa a ficar claro, inclusive por conta de artigos e comentários de porta-vozes da emissora, como Merval Pereira, que a Globo não pretende movimentos muito arriscados. E que topa que o sucessor natural de Temer, Rodrigo Maia, assuma a presidência da República. Sem diretas já e sem nada que possa levar Lula a presidência.
O filho de César, diferente de Temer, está se comportando de forma discreta. Mas quem está acompanhando os bastidores de Brasília diz que o rapaz está entusiasmadíssimo com a possibilidade e que já estaria, inclusive, conversando sobre o pós Temer.
Por que a Globo decidiu rifar de uma hora pra outra e de forma tão avassaladora Michel Temer é a pergunta cuja resposta vale ouro. Nem Temer sabe o motivo, teria dito Moreira Franco outro dia para um amigo carioca.
O fato é que o filho de César já mandou preparar a faixa. E seu projeto de governo nada mais é do que acelerar nas reformas anti-populares de Temer.
Vai ter mais privatização, mais reformas neoliberais, mais repressão a movimentos e menos investimentos em programas sociais. E mais e menos de um monte de coisas. Todas que não interessam ao povo. Todas que interessam às elites.
Enfim, num momento desses e com essa conjuntura quem é progressista deveria ficar atento e se cercar de cuidados ao mexer suas peças.
Rodrigo Maia parece uma bobão, mas não é. E o bagaço de Temer não está sendo jogado fora à toa. Talvez neste momento menos seja mais.
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Aldo lança Manifesto pela União Nacional

Crescer e dialogar com os militares
O Conversa Afiada reproduz Manifesto de autoria de Aldo Rebelo, que foi Ministro da Defesa, do Esporte, da Ciência e Tecnologia, da Articulação Política, ex-presidente da Câmara dos Deputados e da UNE. Ele é filiado ao PCdoB.
O manifesto aguarda assinaturas.

MANIFESTO PELA UNIÃO NACIONAL


“Não precisa o Brasil ser dividido, é melhor união progresso e paz”
(Geraldo Amancio, poeta e repentista)

O Brasil vive grave e profunda crise, que ameaça seu futuro de Nação livre, próspera e soberana. O esforço de nossos antepassados, sem temer sacrifícios nem renúncias para construir a País é posto à prova pela atual desorientação sobre que rumos seguir para ampliar a independência e a autonomia nacionais, elevar o bem-estar material e espiritual da população e proteger o convívio democrático entre os brasileiros. As rupturas operadas na ordem institucional geraram um quadro de aguda polarização, agravado pela recessão econômica, pelos altos níveis de desemprego e subemprego, e pela violência em suas variadas formas. A sociedade brasileira encontra-se dividida, desorientada e desalentada, com sua agenda pautada por atores e interesses minoritários, e mesmo antinacionais, ambiente ideal para a proliferação de várias formas de morbidez social, entre elas a corrupção. 

Somente a união de amplas forças políticas, econômicas e sociais, em torno de uma proposta de reconstrução e afirmação nacional, pode abrir caminho para a superação da crise atual. Tal proposta não pode ser apenas uma plataforma de metas econômicas e sociais, mas deve buscar sua inspiração no estado de espírito capaz de mobilizar amplamente os diversos atores da sociedade, com o objetivo comum de ver o País progredir de forma que os benefícios do desenvolvimento sejam percebidos por todos eles, levando-os a se sentirem como seus protagonistas ativos. Este projeto exige como pressuposto que a defesa e o desenvolvimento do Brasil sejam o fundamento para assegurar a efetiva expansão dos direitos sociais e da democracia. 

A elaboração e implantação do projeto de construção e afirmação nacional não poderão limitar-se à classe política, mas terão que ser compartilhadas pelos mais diversos segmentos representativos da sociedade. Isto exige o afastamento de toda sorte de preconceitos motivados por ideologias e maniqueísmos, que se mostram insuficientes e limitados para permitir o entendimento da situação. Acima de tudo, é necessário abandonar a enganosa dicotomia entre Estado e Mercado, que tem servido apenas para mascarar a captura das estruturas do primeiro por coalizões de interesses particulares, substituindo-a por uma eficiente cooperação entre o poder público e a iniciativa privada, em prol do bem comum, como ocorreu e ocorre em todos os países que conseguiram enfrentar e remover os desafios no caminho do desenvolvimento duradouro e sustentável. 

As gerações que nos antecederam ergueram material e espiritualmente o Brasil, em quatro grandes movimentos, a saber: 

1) a formação da base física, a conformação do território, do ano zero de 1500 e da originária Terra de Santa Cruz, ao Tratado de Madrid, em 1750, que configurou de forma aproximada as atuais fronteiras nacionais e iniciou o processo de mestiçagem que caracterizou a formação social brasileira. 

2) a epopeia da Independência, consolidada em 1822, representada nas figuras luminares de Tiradentes e José Bonifácio, Patriarca idealizador de um projeto de Nação que ainda guarda grande atualidade. 

3) a fase da defesa e manutenção da unidade territorial, com D. Pedro I e D. Pedro II e que se encerra com a libertação dos escravos em 1888; 

4) a República proclamada por Deodoro da Fonseca e consolidada por Floriano Peixoto, que tem o apogeu em Getúlio Vargas e seu ambicioso programa de industrialização e modernização do Estado, pondo em prática aspirações anteriores dos movimentos Sanitarista, Tenentista e da Nova Educação. A partir de Vargas o Brasil oscilou ao sabor das correntes varguista e anti-varguista, até os nossos dias. 

Hoje, nos marcos da economia globalizada e com o País em condições mais favoráveis que no passado, temos a missão de iniciar um novo projeto nacional, o quinto movimento, em três direções e três objetivos: 

1) ampliar a soberania nacional com o pleno desenvolvimento econômico, científico, tecnológico e dos meios de defesa do País; 

2) elevar a qualidade de vida do povo brasileiro com a redução das desigualdades sociais; proteção da infância e da maternidade, acesso à educação de qualidade, saúde e saneamento básico; combate sem tréguas ao crime organizado e valorização da segurança pública contra o banditismo em todas as suas formas; 

3) fortalecer a democracia e a tolerância na convivência entre os brasileiros, com realização de uma reforma política que liberte nosso sistema político do controle de interesses corporativos e oligárquicos e assegure o predomínio dos grandes debates dos temas nacionais na esfera pública. 

A crise nacional acontece em meio a um quadro global de mudança de época, marcado por: 

a) agravamento das consequências socioeconômicas negativas da globalização dirigida pelas finanças especulativas internacionais; 

b) alteração do eixo geoeconômico mundial para a Eurásia-Pacífico; 

c) emergência de um cenário de poder multipolar, em contraposição à unipolaridade do período posterior ao fim da Guerra Fria; 

d) novas revoluções científicas e tecnológicas e rápida introdução de tecnologias inovadoras (Quarta Revolução Industrial), com profundos impactos sobre as formas de produção de bens e serviços, níveis de emprego, relações de trabalho, qualificação da força de trabalho e as próprias relações sociais em geral. 

Todos esses aspectos terão influência determinante para o necessário projeto nacional brasileiro, que, por sua vez, é condição decisiva para exercer influência sobre a dinâmica global. Por isso o projeto nacional brasileiro precisa contemplar a relevância continental do País, que ocupa metade da América do Sul, representa cerca de 50% da economia da região, faz fronteira com dez outros países e representa a força motriz potencial para a integração física e econômica do subcontinente. O Brasil deve assumir definitivamente o papel de liderança benigna e não hegemônica do bloco sul-americano, dando-lhe “massa crítica” para participar de forma eficaz e positiva na reconstrução da ordem mundial que está em marcha. 

É fundamental que o sistema financeiro reoriente seus esforços para estimular e apoiar as atividades produtivas. Os títulos da dívida pública não podem continuar sendo o investimento mais rentável do País, como ocorreu no período de 2001-2016, muito acima de qualquer atividade produtiva. A aspiração ao desenvolvimento não pode ser bloqueada pelos interesses rentistas locais ou estrangeiros. 

A reversão da desindustrialização que afeta o País é crucial. O Brasil tem regredido dramaticamente em capacidade industrial, principalmente no segmento de alta tecnologia, impactando as camadas médias da sociedade, com a perda de empregos qualificados e de melhor remuneração. A despeito da rapidez do processo, ainda temos uma das dez maiores e mais diversificadas bases industriais do mundo. Além de recuperar a capacidade produtiva, é determinante requalificar todo o setor industrial para enfrentar o desafio da Quarta Revolução Industrial, baseada em elevados índices de automação e conectividade, e intenso fluxo de inovações tecnológicas de ponta. 

A retomada do desenvolvimento brasileiro exige a estruturação de cadeias produtivas de maior valor agregado baseadas em conhecimento nacional. Isto, por sua vez, requer a ampliação dos investimentos públicos e privados em todas as dimensões da educação e geração do conhecimento e de sua aplicação inovadora na economia nacional, incluindo o apoio efetivo e criterioso à capacitação e elevação da produtividade das empresas nacionais. O Estado Nacional deverá passar também por uma profunda reforma que incorpore e internalize no seu sistema de controles o princípio da incerteza que rege a descoberta científica e a dinâmica da inovação, de forma a não travar a atividade de pesquisa ou inibir a criatividade do empreendedor. 

Aos alarmantes índices de deficiências educacionais da população matriculada na rede de ensino, soma-se a crescente degradação do ambiente escolar, com o aumento da violência e o abandono das noções de disciplina e hierarquia, sem as quais o esforço de aprendizagem está fadado ao fracasso. A realidade tem demonstrado que além da destinação de recursos é urgente a retomada da questão educacional como prioridade central do Estado, que deve protegê-la dos vícios do corporativismo, enaltecer o papel do professor e restaurar sua autoridade dentro da sala de aula e na sociedade. 

A agricultura, a pecuária e a agroindústria constituem ativos econômicos, sociais, culturais e geopolíticos de grande importância para o Brasil. Mesmo enfrentando a forte e subsidiada concorrência dos criadores e agricultores europeus e norte-americanos, nossos, pequenos, médios e grandes produtores abastecem o mercado interno e ganham cada vez mais espaço no comércio mundial de alimentos. O status de grande produtor de grãos e proteína gera para o Brasil, além de divisas, respeito crescente num mundo cada vez mais carente de segurança alimentar. O Brasil deve valorizar social e culturalmente seus trabalhadores, criadores e produtores rurais, protegê-los com financiamento, crédito e seguro; destinar recursos para ciência, tecnologia e inovação para melhorar a produtividade de todas as atividades a eles relacionadas. 

As Forças Armadas são instituições fundadoras da nacionalidade e do Estado Nacional e cumprem a dupla missão de defender e construir o País. Do programa nuclear ao nosso primeiro computador, da pesquisa espacial, indústria aeronáutica e defesa cibernética, as instituições armadas têm cumprido papel de vanguarda e pioneirismo. Cumprem missão humanitária socorrendo os índios e ribeirinhos da Amazônia ou as vítimas da seca no sertão nordestino sem perder o etos de organização de combate e de defesa da Pátria. 

Portanto, é preciso valorizar e reconhecer as Forças Armadas brasileiras, seus feitos e seus heróis, seus valores, patriotismo e elevado espírito de generosidade e solidariedade para com a comunidade. Tal atitude deve ter sentido educativo para as crianças e para a juventude exposta ao ambiente de corrosão dos valores da nacionalidade com que convivemos no dia a dia. 

A política ambiental deve refletir um real compromisso com o desenvolvimento sustentável do País, em vez de simplesmente se enquadrar em agendas formuladas por atores e interesses externos. Entre outras prioridades, deverá enfocar as deficiências em saneamento básico, disposição de lixo, ocupação irregular de áreas de risco, e a ampliação da infraestrutura de previsão e resposta a emergências causadas por fenômenos naturais. 

Da mesma forma, é preciso uma urgente redefinição da política para as populações indígenas, compatibilizando-a com o direito de toda a população a uma evolução civilizatória digna, respeitando-se as suas tradições culturais e sua contribuição decisiva para a constituição da identidade nacional. Somente assim será possível assegurar-lhes uma integração gradativa à sociedade nacional, como cidadãos plenos e aptos a dispensar, eventualmente, a tutela permanente do Estado. 

Alvo de pressões e cobiça internacional, a Amazônia clama por ações efetivas de controle e afirmação da soberania sobre seu imenso território, e por políticas públicos de estímulo e apoio ao seu desenvolvimento e de proteção de suas populações indígenas e ribeirinhas e da biodiversidade. 

Nossa produção artística e cultural, em sintonia com os grandes movimentos da Nação, inventou o Brasil ao longo da sua história. É importante defender e promover o rico e variado patrimônio cultural da Nação brasileira, sua língua, suas tradições e múltiplas manifestações, sua criatividade e seu potencial de desenvolvimento econômico, enfrentando as práticas concentradoras e restritivas dos grandes conglomerados internacionais da mídia e da internet. 

O Brasil deve promover e exaltar a participação da mulher na construção do País e reconhecer em nossas antepassadas indígenas, africanas e europeias relevante papel na constituição da Nação e na formação da identidade do povo brasileiro. 

A luta sem trégua contra o preconceito racial no Brasil se impõe pela valorização da herança e contribuição africana na formação da cultura e da identidade nacional brasileira e pela celebração da mestiçagem como traço decisivo de nosso legado civilizatório. Devemos repudiar qualquer tentativa de se introduzir no Brasil modelos importados de sociedades que institucionalizaram o racismo em suas relações sociais. 

O combate à corrupção deve ser um objetivo permanente da sociedade e do Estado, mas não se pode paralisar o País a pretexto de se eliminar um mal que é endêmico nas economias de todo o mundo. 

O Brasil precisa voltar a crescer. Esta é a questão central. Não há como sanear as finanças públicas sem que a economia cresça e a arrecadação tributária aumente. Não há como se negar que o Brasil precisa de reformas que corrijam distorções, eliminem privilégios corporativos, facilitem a empregabilidade e o funcionamento da economia. Mas não haverá equilíbrio da Previdência se não houver emprego e arrecadação. Não haverá reforma que convença o empreendedor privado a investir se não houver perspectiva de demanda. E para o Brasil voltar a crescer, o primeiro consenso a ser alcançado é que todos se convençam disso. Nenhum homem ou mulher de boa vontade irá se opor a algum sacrifício se isso significar esperança para si e futuro para seus filhos. Mas todos precisam abrir mão de alguma coisa. São inaceitáveis reformas que descarreguem o peso do ajuste sobre os ombros dos mais fracos e protejam os interesses de grupos elitistas que concentram o patrimônio nacional. 

O Brasil é um País rico, principalmente em recursos humanos. Se todos puderem compartilhar do desenvolvimento dessa riqueza ele será mais próspero e feliz. Ninguém é contra que os mais capazes e talentosos se enriqueçam. Ninguém é contra que quem empreenda tenha a justa recompensa pelo seu esforço. Mas o Brasil não precisa, não deve e não pode ser tão desigual. Esse é o grande acordo que precisa se estabelecer na sociedade brasileira. É em torno desse ideal transcendente de grandeza nacional e de justiça que devem se unir os brasileiros de todas as classes, profissões, origens, condições sociais e credos. 

Conversa Afiada

Serra usou empresa global para lavar dinheiro

As empresas que José Serra usou para receber caixa 2 da JBS


Vai para cela comum, porque não tem diploma superior reconhecido no Brasil - PHA


O Nassif e Cintia Alves desvendam outras roubalheiras do maior ladrão do Brasil:

A LRC Eventos e Participações, uma das empresas da tradicional família Coutinho Nogueira, foi usada por José Serra (PSDB) para receber R$ 6 milhões da JBS via caixa 2, na disputa eleitoral de 2010, aponta o Ministério Público Federal.

Segundo a delação da JBS, Serra pediu "pessoalmente" a Joesley Batista uma contribuição para sua campanha a presidente, em 2010. Do total de R$ 20 milhões, R$ 13 milhões foram repassados regularmente ao candidato, com registro na Justiça Eleitoral; R$ 6 milhões foram pagos por meio da LRC e outros R$ 420 mil, transferidos à APPM Análises e Pesquisas.

À Procuradoria Geral da República, Joesley afirmou que houve "emissão de nota fiscal da LRC Eventos e Promoções para simular a aquisição de um camarote na Fórmula 1".

"Eles me deram nota de patrocínio de um camarote de um autódromo de Fórmula 1, como se nós tivéssemos comprado um camarote. E teve realmente esse camarote. Teve realmente essa corrida de Fórmula 1. Só não podia custar R$ 6 milhões", disse Joesley, segundo edição da Época Negócios de maio passado.

A mesma revista também apontou que a LRC é "empresa de um amigo de infância de Serra." 

O amigo em questão é o ex-presidente da LRC, Luís Roberto Coutinho Nogueira, morto em 2014. A empresa, que vende oficialmente ingressos e translado aéreo do GP Brasil de Fórmula 1, tem hoje entre os sócios os filhos de Luis Roberto, Fernanda e Roberto Coutinho Nogueira.

O pai de Luís Roberto é José Bonifácio Coutinho Nogueira, ex-secretário de Agricultura e Educação de São Paulo, ex-presidente da UNE, ex-diretor da TV Cultura e fundador do grupo EPTV - afiliada da Globo no interior paulista - além de primeiro presidente da Fundação Padre Anchieta. 

Atualmente, o Grupo EPTV, com quase 40 anos, tem em seu quadro societário Antonio Carlos Coutinho Nogueira e José Bonifácio Coutinho Nogueira Filhos, tios dos donos da LRC.

Ao GGN, Antonio Carlos ressaltou que, apesar do laço sanguíneo, a EPTV e a LRC não mantêm relações empresariais - são formadas por braços distintos da mesma família, que é muito "grande" - e a emissora tampouco teve participação na campanha de Serra.

EMPRESA QUE TRABALHOU NA CAMPANHA DE 2010 TAMBÉM É CITADA
Outra empresa que recebeu parte dos recursos solicitado por Serra a Joesley Batista - cerca de R$ 420 mil - foi a APPM Análises e Pesquisas, apontou o procurador-geral Rodrigo Janot.

A APPM trabalhou para o PSDB na campanha de 2010, fazendo os chamados tracking - pesquisas eleitorais diária, via telefone - segundo informação da Veja, de junho de 2010.

A revista apontou que as pesquisas da APPM, à época, "levavam a assinatura" de Antonio Prado Júnior, o Paeco, e do cientista político Antônio Lavareda.

Paeco ainda comanda a empresa. Já Lavareda informou ao GGN que não fazia parte do quadro societário à época dos acontecimentos e não trabalhou especificamente na campanha de Serra em 2010.

De acordo com o site oficial, a APPM foi contratada por órgãos ligadas à gestão do PSDB em São Paulo, como a Sabesp. Também tem entre seus clientes a agência Lua Branca, de Luiz Zinger González, marqueteiro de Serra na derrota para Dilma Rousseff (PT).

A esposa de Paeco, Iara Glória Areias Prado, foi secretária de Educação da Prefeitura de São Paulo e passou pela empresa de consultoria PRS, de Paulo Renato de Souza, que foi ministro da Educação no governo FHC.

Janot pediu ao Supremo que o caso de Serra seja redistribuído a outro ministro que não Edson Fachin, porque embora as revelações tenham sido feitas pela JBS, não há conexão com a Lava Jato com foco na Petrobras.

Folha de S. Paulo disse que "não conseguiu contato com as empresas" acusadas, mas Serra, por meio de assessoria de imprensa, afirmou que "todas as suas campanhas eleitorais foram conduzidas dentro da lei".

Fonte: CONVERSA AFIADA

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Casa do Estudante do Rio Grande do Norte - CERN - RESISTIR SEMPRE! DESISTIR JAMAIS!


CERN UMA HISTÓRIA E MERECE RESPEITO!

ONTEM E HOJE SE CRUZAM

"Fundada há mais de 100 anos, a Casa do Estudante é Patrimônio Histórico e Cultural de Natal desde 1993. O prédio secular serviu como sede do Hospital de Caridade, posteriormente transferido para o bairro de Petrópolis, com a construção do Hospital de Caridade Juvino Barreto, no governo de Alberto Maranhão. 

Também funcionou a Escola de Aprendizes Artífices e o Quartel da Polícia Militar do RN, que se mudou para o bairro do Tirol, após a construção de um grande prédio. Em 1935, o prédio construído na segunda metade do século 19, sede do Batalhão de Segurança, fora tomada pelo movimento conhecido como "Intentona Comunista", levante de civis e militares que, em nome da Aliança Nacional Libertadora, rebelaram-se contra o governo de Getúlio Vargas. 

Os vestígios da troca de tiros são o registro da história que muitos desconhecem. Mas, antes de virar caserna e se transformar em palco da luta política, o prédio centenário em estilo neoclássico foi Hospital de Caridade e Escola de Aprendizes Artífices (embrião do atual IFRN). Depois do movimento comunista, passou a abrigar jovens infratores, até virar sede da Casa do Estudante Pobre do Rio Grande do Norte (CERN), em 1956."

Fonte: Revista Bzzz | Ano 2 | Nª 14 | Agosto de 2014 | Página 65
Link para essa edição da Bzzz: http://issuu.com/revistabzzz/docs/bzzz-14-web