sábado, 10 de junho de 2017

Rua, voto e politização do desenvolvimento

Por Saul Leblon
O veto conservador teme a amplitude da luta pelo desenvolvimento na rua que já produziu Getúlio, Prestes, JK, Jango, Lula, Stédile e Boulos.

O país é melhor do que a matilha que o tomou de assalto e mastiga seu futuro e sua esperança pelo pescoço.

A equação do desenvolvimento é mais diversa, mais flexível e por certo mais criativa do que querem nos fazer convencer o dinheiro, sua bancada e seus jornalistas, que reputam aos direitos sociais a condição de um atentado aos mercados.

O ultimato conservador teme a amplitude da história que pulsa na luta pelo desenvolvimento justo com soberania, que já produziu um Tiradentes, um Prestes, um Getúlio, um Juscelino, um Vargas, um Lula, um Boulos – ‘é preciso detê-los.

A concordata de direitos sociais por vinte anos, conforme a PEC do Teto, ou para sempre –como aspiram as reformas na Previdência e CLT, omite alternativas fiscais ecumênicas sequer toleradas como hipótese de reflexão pela mídia conservadora.

Há múltiplos de dezenas de bilhões de reais celibatários a perambular por uma economia dissociada de um direcionamento virtuoso. Eles poderiam gerar riquezas das quais a sociedade carece, a partir de uma repactuação democrática do desenvolvimento e da equação tributária que ele requer.

Estudos do Senado brasileiro mostram que em 2016, R$ 334 bilhões em lucros e dividendos foram apropriados por pessoas físicas que integram os mais ricos segmentos da renda.

Sem qualquer tributação.

O governo do PSDB isentou esses ganhos em 1995 que assim permaneceram no ciclo de governos do PT.

A simples revogação dessa medida, com a volta da tributação dos mesmos 15%, injetaria R$ 60 bilhões por ano aos cofres públicos.

É significativo diante do arrocho fiscal que as garrafais da mídia alardeiam como tragédia inarredável.

Estudos do BNDES divulgados pelo jornal Valor mostram que o déficit metroviário brasileiro hoje é de cerca de 1.200 km.

Toda a malha disponível limita-se a 300 km.

É a metade da existente na cidade de Xangai, por exemplo: 600 kms de metrô construídos em apenas duas décadas.

Superar esse hiato propiciaria um salto de mobilidade com efeitos sensíveis na qualidade de vida das grandes concentrações urbanas.

Milhões de trabalhadores tem como uma de suas maiores aspirações atualmente dormir algumas horas a mais por semana.

Construir 1.200 kms de metrô custaria cerca de R$ 167 bilhões, segundo a CNT: menos de três anos da receita arrecadável com a volta do imposto de 15% sobre lucros e dividendos.

Quatro anos seguidos desse imposto permitiria adicionar à expansão metroviária um complemento de corredores expressos de ônibus e linhas de VLTs (veículos leves sobre trilhos).

O conjunto reduziria substancialmente os gargalos existentes e preveniria outros novos nos fluxos metropolitanos onde reside a maioria da população brasileira.

Matrizes equivalentes de receitas vinculadas à superação de colapsos paralisantes tem condições de serem construídas em um debate democrático sobre a repactuação tributária do desenvolvimento.
A volta da CPMF com destinação exclusiva à saúde é a ilustração mais conhecida.

Extinta em 2007 pelo Congresso, uma represália do PSDB à reeleição de Lula em 2006, sua retomada com alíquota de 0,38%, como já se cogitou, propiciaria à rede pública investimentos adicionais da ordem de R$ 65 bilhões por ano.

O Conselho Federal de Medicina calcula que as esferas federal, estaduais e municipais aplicaram em 2014 cerca de R$ 1.400,00 per capita em cuidados com a saúde de 204 milhões de brasileiros
O valor está 70% abaixo do padrão em países desenvolvidos.

Recursos públicos à saúde sofreram uma redução de 0,93% no Brasil entre 2013 e 2014.
Atingiram um total de R$ 290,3 bilhões.

Sobre esse piso insuficiente pretende-se agora aplicar um teto de gastos que vai congelar o seu valor em termos reais por vinte anos.

Com uma contribuição de R$ 0,38 centavos em um cheque de R$ 100 reais, ou R$ 3,80 em um de R$ 1000,00, para delimitar dois parâmetros da movimentação dominante, o subfinanciamento atual seria revertido por um investimento adicional de 20% no volume de recursos ao SUS.

Educação, pesquisa e tecnologia – essenciais à musculatura de um ciclo sustentável de crescimento—tem igualmente de opções de oxigênio extra.

A riqueza financeira que perambula pela economia pode e deve ser induzida por um sistema de contrapesos, como a redução de juros, para devolve-la ao leito produtivo, multiplicar investimentos, empregos, renda e geração de impostos.

Não é pouco o que se tem empoçado na roleta rentista.

O Brasil gastou no ano passado cerca de 7% do PIB no pagamento de juros da dívida pública.

Trata-se da 4ª maior carga de riqueza nessa destinação em uma lista de 183 países, segundo informa Mark Weisbrot , do Centro de Pesquisa Econômica e Política, de Washington (Folha 06/06/2017).

A taxa básica de juro foi reduzida para 10,25% este ano.

Mas o custo real do dinheiro persiste em 6%.

A recessão derrubou os preços, mas o governo preserva juros reais discrepantes num mundo de taxas negativas ou próximas disso.

Não há explicação técnica para a ‘singularidade brasileira’.

A atividade econômica transita no plano inclinado desde a reeleição da Presidenta Dilma, em 2014.

Elite e empresariado deflagraram então uma espécie de greve branca do capital congelando investimentos e demitindo trabalhadores.

A produção convive com níveis de ociosidade de até 50%, como no caso das fábricas de caminhões.
O consumo das famílias retrocede há nove trimestres seguidos, contabiliza o IBGE.

O investimento em capacidade nova, a formação Bruta de Capital Fixo, exibe o menor nível em 15 anos.
A absorção de mão de obra –formal e informal— encontra-se no patamar mais baixo em 25 anos.
Desde o 2º trimestre de 2014, o PIB sofreu um tombo de 8%.

Por que essa locomotiva desprovida de vapor precisaria esfriar ainda mais sua caldeira com juros seis pontos acima da inflação?

A ascendência rentista no Estado brasileiro, magnificada desde o ciclo de governos do PSD, corrói a atividade produtiva colhendo a redução correspondente da receita tributária
Hoje a carga fiscal brasileira é inferior a 33% do PIB --contra quase 35% em 2008.

Estimativas de especialistas do IBRE ao jornal Valor Econômico desmentem a tese dos ‘patos’ da Fiesp, que opõem o investimento ao ‘impostômetro’ e clamam pelo ‘Estado mínimo’.

É um esbulho da realidade.

A participação declinante da manufatura brasileira no PIB e no consumo, associada à anemia do investimento industrial, é obra suprapartidária.

A valorização persistente do câmbio desde os anos 90, combinada a uma abertura comercial desastrada nos governos do PSDB, barateou a importação e reservou ao capital fabril local a boia confortável da ciranda rentista.  

A desculpa do impostômetro é uma impostura.

Ao contrário do que sugere o martelete da gastança, não apenas há espaço para ampliação de receita como ele é indispensável ao investimento público capaz de puxar a retomada do setor privado.

O Programa Popular de Emergência (leia a íntegra nesta pág. http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Movimentos-Sociais/Conheca-o-Plano-Popular-de-Emergencia-da-Frente-Brasil-Popular/2/38216) lista várias outras frentes em que esse pode ser feito.

A revisão da tabela do IR, com um piso de isenção mais alto e a taxação progressiva nas faixas de renda superior é a menção recorrente.

Em exposição recente no Senado, a Secretaria da Receita Federal mostrou a impressionante concentração da riqueza tributável no cume –blindado-- da pirâmide de renda.

Segundo a Receita Federal, em 2016 os 10% mais ricos tiveram 2,4 vezes mais renda que os 50% de contribuintes mais pobres.

A polarização está longe de se esgotar nesse retrato convencional.

Acima do céu existe o céu do céu.

O dado mais impressionante revelado pela Receita é que 0,1% dos contribuintes detinha 43% da renda do 1% mais rico.

Pikety tinha razão: há uma hiperconcentração no cume da concentração.

A renda média mensal declarada do 0,1% mais rico do Brasil foi de R$ 135.103,00 em 2016.
Sobre esse teto recaiu a mesma alíquota máxima de 27,5% paga também pelos assalariados que ganhavam a partir de R$4.700/ mês, ou cerca de R$ 56 mil por ano.

Mas a irracionalidade fiscal é pior ainda.

Graças às isenções, a alíquota efetivamente paga em 2016 pelo 0,1% mais rico limitou-se a 1/3 da tributação máxima vigente no país: 9,1%.

Escandalosamente próxima, portanto, da tributação de 7,5% aplicada aos assalariados com ganho mensal entre R$ 1900,00 a 2800,00.

A mesma distorção se repete na faixa de renda do 0,9%, ganho mensal declarado de R$ 35 mil.

A alíquota efetiva foi de 12,4% --Inferior ao imposto de 15% cobrado de quem ganha isso por ano.

A correção dessas anomalias --associada à adoção do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), como prevê o Programa Popular de Emergência, ademais do aumento da alíquota sobre grandes heranças-- mudaria a regressividade tributária, elevando a receita líquida para investimentos.

A encruzilhada brasileira está longe de se resolver apenas com um novo arranjo tributário. embora ele a condicione em grande medida.

O que se chama de ‘questão fiscal’ sintetiza, na verdade, um feixe de conflitos de classe aguçados por um ciclo de expansão esgotado, sem que a sociedade tenha pactuado o alicerce político do próximo.

O idioma fiscal traduz em linguagem palatável a nitroglicerina política derramada nesses hiatos da história quando a sociedade decide como será o rateio do passo seguinte da luta pelo desenvolvimento.

O golpe parlamentar de maio de 2016 no Brasil é um capítulo exclamativo desse conflito.

A demonização da agenda popular e de seus porta-vozes se encaixa nessa espiral.

Nos anos 60 ela avançou das cassações às prisões, partindo para a censura, a tortura e os assassinatos políticos.

Foram duas décadas de ditadura militar para consolidar a supremacia das escolhas ‘fiscais’ de uma minoria rica sobre as aspirações de cidadania do grosso da população então.

A retrospectiva mostra que existem múltiplas formas de se remanejar recursos de bolsões do privilégio para o fôlego do desenvolvimento.

É a interdição ao debate dessas alternativas por um sistema político que abdicou de representar a sociedade para servir ao mercado que priva a nação de um espaço de repactuação do futuro.
O monólogo midiático encontra sua funcionalidade aí.

O conjunto se vale do ‘terror fiscal’ para desautorizar o pleito de 85% sociedade por eleições diretas, associadas a uma constituinte exclusiva das reformas política, tributária e do sistema de comunicações.
Se não há como descongelar a base tributável para adequá-la à retomada do crescimento, sobra o quê?
A purga da austeridade.

O sequestro do debate político pelo cativeiro do arrocho.

Sendo mais complexa que isso, a encruzilhada do desenvolvimento trava a nação em uma crise desintegradora.

A resistência dos sistemas políticos nacionais à transferência de fatias da riqueza aos fundos públicos está na origem de sucessivos colapsos assistidos na América Latina.

A carga tributária média na região é inferior a 20% do PIB.

A da União Europeia atinge 40%; no Brasil, como observado, está abaixo de 33%.

Mais de 50% da arrecadação regional é baseada em impostos indiretos, pagos de forma linear pela população, com efeito redistributivo regressivo sobre os mais pobres.

Na União Europeia, dá-se o oposto: mais de 40% da arrecadação provêm de impostos diretos.

No Brasil, o imposto sobre o consumo (que pesa proporcionalmente mais no bolso dos pobres) representa mais de 15% do total arrecadado. A taxação sobre o lucro líquido é dez vezes inferior: menos de 1,5% da receita.

O modelo antissocial contamina todo o tecido econômico e político.

Só pode subsistir ao agravamento das carências seculares, nas crises de transição de desenvolvimento, com a interdição das urnas ao povo.

É esse malabarismo que se desenrola aos olhos de uma sociedade brasileira atônita com o regime político que a boicota.

Acrobatas da democracia sem povo cruzam os ares da nação para apregoar o rodízio no poder sem mudança na primazia fiscal do Estado no neoliberalismo.

Qual seja: tomar emprestado de quem deveria taxar, vigiar, punir e arrochar a sociedade para assegurar o serviço de uma dívida pública exponencial.

Inverter esse jogo vai além de inverter valores nas rubricas de receita/despesa do Estado.

A verdadeira resposta implica contrapor à circularidade do arrocho um novo contrato social de desenvolvimento.

Ademais de corrigir a contraposição brutal assentada no estoque e no fluxo da riqueza, inclui uma redefinição precisa dos motores dinâmicos da economia brasileira no século XXI.

As opções incluem o desafio de ultramodernizar sua agricultura adaptando-a aos requisitos da sustentabilidade.

E o de sofisticar a estratégia energética, vincada na riqueza do no pré-sal, tornando-a uma plataforma de excelência na transição da humanidade para as fontes limpas e renováveis.

Sobretudo, porém, trata-se de extrair desses trunfos naturais os seus impulsos industrializantes.

Aqueles capazes de destravar a inércia da produtividade e da geração da riqueza, em conformidade com os padrões da quarta revolução industrial no planeta.

A política tributária conquistará assim um fôlego corrente de consistência e escala indisponíveis hoje, na medida em que declina a fatia da receita federal proveniente da indústria de transformação (queda de 22% entre 2011 a 2016, contra um recuo de 4,2% no total arrecadado no período, conforme o Valor,07/06/2017).


Somente o voto nascido de uma politização corajosa da agenda do desenvolvimento pode fazer isso: mandatar o instrumento fiscal para ser a usina de futuro dos que ora estão condenados ao passado de desigualdade do berço e da história.

Fonte> CARTA MAIOR

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Joaquim Barbosa admite possibilidade de candidatura em 2018

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O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa admitiu nesta quarta-feira, 7, a possibilidade de se candidatar à presidência da República, embora tenha ressaltado que “ainda hesita” em relação a isso. Após solenidade, à tarde, no Supremo, quando foi descortinado o retrato dele na galeria de ex-presidentes da Corte, Barbosa disse que está refletindo sobre o assunto, não ignora as pesquisas eleitorais, já conversou com Marina Silva, da Rede, e com o PSB, mas disse não saber “se decidiria dar este passo”.
“Eu sou um cidadão brasileiro, um cidadão pleno, há três anos livre das amarras de cargos públicos, mas sou um observador atento da vida brasileira. Portanto, a decisão de me candidatar ou não está na minha esfera de deliberação. Só que eu sou muito hesitante em relação a isso. Não sei se decidirei positivamente neste sentido”, disse o ex-ministro do Supremo.
Fonte: Blog do Robson Pires

Mansão do ex-governador é embargada

mansão de cid

O Ceará tem lá suas excentricidades: órgãos ambientais federais, Ibama e ICMBio “desconheciam” a grave denúncia de crime ambiental contra o ex-governador Cid Gomes, que constrói mansão espetacular na serra do Meruoca, coração de uma Área de Proteção Ambiental (APA). Informaram que foram lá na terça (6), constataram “dano” ambiental, autuaram o dono e embargaram a obra. Ninguém foi preso. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Parecendo “pisar em ovos” da família Gomes, Ibama e ICMBio não citam o dono da obra milionária, tampouco especificam os “danos”.
Ibama também não explicou por que, apesar do flagrante de crime ambiental, aliás, inafiançável, ninguém recebeu voz de prisão.
A mansão de Cid Gomes em área de 44 hectares, a 820m de altura, terá piscina olímpica, heliponto e linda vista para Sobral, seu reduto.
Fonte: Blog do Robson Pires

Ficou com ciúmes: Joesley diz que Temer ligou para perguntar sobre flores em aeronave


Temer, sobre a viagem no avião do dono da JBS, primeiro afirmou que só tinha viajado em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). Depois, disse que "não sabia" que o dono da JBS era o proprietário. Agora, Joesley diz que o presidente ligou até para perguntar sobre flores na aeronave. Assim como o encontro com o empresário no porão do Palácio do Jaburu, a viagem não consta na agenda do presidente.Então vice-presidente em janeiro de 2011, Michel Temer viajou com sua mulher, Marcela, a bordo de um avião do empresário e hoje delator Joesley Batista. A rota: de São Paulo à paradisíaca Comandatuba (BA) em pleno verão, Depois, foi para Comandatuba, num evento do João Doria

Ao entregar à Procuradoria-Geral da República (PGR) registros de diário de bordo da aeronave usada pelo então vice-presidente Michel Temer para viajar com Marcela Temer a Comandatuba, em janeiro de 2011, o empresário Joesley Batista contou aos procuradores ter recebido uma ligação do próprio Temer para perguntar sobre o envio de flores à aeronave e agradecer pelo agrado.

A versão de Joesley Batista contradiz a nova nota divulgada no início da tarde desta terça-feira pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, que informa que “o vice-presidente não sabia a quem pertencia a aeronave” usada para deslocamento até o interior da Bahia.

Em relato à PGR, Joesley contou ter enviado flores para enfeitar a aeronave que seria usada pela família Temer para retornar a São Paulo, o que teria deixado o então vice-presidente com ciúmes. Segundo ele, para evitar o mal estar com o vice-presidente, o comandante da aeronave teria dito que este era um presente da mãe de Joesley, e não do empresário.

O vice-presidente teria, então, telefonado ao empresário para dizer que gostaria de agradecer à matriarca da família pelo agrado. E, em seguida, ligado à mãe de Joesley, Flora Batista.

Na noite de segunda-feira, a assessoria de Temer havia informado que só havia registros de viagens do então vice-presidente usando aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). Nesta terça, a assessoria mudou versão e afirmou que ele usou uma aeronave particular para ir à Bahia em janeiro de 2011, mas não sabia quem era o dono do jato.

As informações sobre a presença de Temer em aeronaves do grupo J&F, que é dona da JBS, foram repassadas aos procuradores para reforçar o vínculo do empresário com Joesley. O empresário informou à PGR manter um relacionamento estreito com o político do PMDB desde 2010, quando teria sido apresentado a ele por Wagner Rossi, então ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (2010-2011). Na ocasião, ele teria passado a atender a pedidos de contribuições financeiras e favores do então vice-presidente.

Em pronunciamento público recente, Temer buscou se desvincular de qualquer relação de intimidade com Joesley, classificando-o como "conhecido falastrão".

No último dia 17, o Globo revelou que Temer  deu aval para Joesley comprar o silêncio de Eduardo Cunha na cadeia. Temer é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de corrupção passiva, integrar organização criminosa e obstrução de Justiça.

Nesta terça-feira, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) segue julgando se cassa o mandato do peemedebista por abuso de poder econômico e político na eleição de 2014, na chapa com a ex-presidente Dilma Rousseff.


Temer volta atrás e admite que viajou em jatinho particular em 2011

Em nota oficial divulgada nesta quarta-feira (7), o presidente Michel Temer voltou atrás e admitiu que utilizou uma aeronave particular, em 2011, para deslocar sua família a Comandatuba, na Bahia. Na nota, contudo, Temer afirma que "não sabia a quem pertencia a aeronave" e que "não fez pagamento pelo serviço" de transporte.

O empresário Joesley Barista, dono da JBS, havia afirmado em depoimento à Procuradoria-Geral da República (PGR) que o presidente e sua mulher, a primeira-dama Marcela Temer, viajaram em jato particular do executivo da JBS quando o peemedebista era vice-presidente.

A viagem de ida a Comandatuba ocorreu no dia 12 de janeiro de 2011 e o retorno a São Paulo foi feito em 14 de janeira de 2011, mesmas datas apontadas pelo Palácio do Planalto na nota oficial.

Na terça-feira (6), o Palácio do Planalto havia dito que, em 2011, o presidente viajou em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) para a Bahia.

Leia a nota na íntegra:

O então vice-presidente Michel Temer utilizou aeronave particular no dia 12 de janeiro de 2011 para levar sua família de São Paulo a Comandatuba, deslocando-se em seguida a Brasília, onde manteve agenda normal no gabinete. A família retornou a São Paulo no dia 14, usando o mesmo meio de transporte. O vice-presidente não sabia a quem pertencia a aeronave e não fez pagamento pelo serviço.

Fonte: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2017/06/ficou-com-ciumes-joesley-diz-que-temer.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+blogspot/Eemp+(Os+Amigos+do+Presidente+Lula)

'Inconformismo' levou PSDB a questionar eleição, diz advogado de Dilma



Em sessão de julgamento no TSE, advogado Flávio Caetano disse que primeira demonstração disso foi pedido do PSDB de auditoria nas urnas eletrônicas da eleição.

O advogado da ex-presidente Dilma Rousseff, Flávio Caetano, afirmou nesta terça-feira (6), durante sessão de julgamento do pedido de cassação da chapa Dilma-Temer, que um “inconformismo” com a derrota levou o PSDB a apresentar a ação que questionou a eleição presidencial de 2014.

Na tribuna do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o advogado argumentou que a primeira demonstração disso foi o pedido para auditar as urnas eletrônicas usadas no pleito, que não levou à comprovação de fraudes na votação.

“Eles partem de uma premissa de inconformismo com o candidato derrotado com a sua derrota na urnas”, disse Caetano, numa referência ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), segundo colocado na disputa de segundo turno.

O advogado citou trecho de uma conversa recente gravada, na qual Aécio disse ao dono da JBS, Joesley Batista, que o PSDB apresentou a ação no TSE “para encher o saco deles também”, em referência à campanha de Dilma.

“Não vou repetir as palavras chulas do candidato derrotado”, disse Caetano.
Na sustentação oral, ele também negou que as doações feitas para a campanha de Dilma desequilibraram o pleito, argumentando que Aécio também recebeu das mesmas empreiteiras. “Não há nenhuma acusação q pare de pé e possa levar à condenação”, afirmou.

Ao final, o advogado também contestou a possibilidade, pedida pela defesa do presidente Michel Temer, de separar a conduta dele daquela atribuída a Dilma.

“Este tribunal tem posição de que não é possível separação entre cabeça de chapa e seu vice. Esse tribunal julgou a prestação de contas da chapa Dilma-Temer, até porque Temer não fez prestação de contas, porque foi prestada junto”, alegou na tribuna.
“Se Temer quisesse votar em si próprio, votaria no 13, votando em Dilma e nele”, completou ao final.


Fonte: G1.

C/ desabafopais.blogspot.com.br

Pesquisa “secreta” pós Joesley mostra Lula eleito em 1º turno

O Blog obteve informação de que há uma pesquisa “secreta” que teria sido feita pelo Ibope e que estaria circulando pelas catacumbas do golpe. Essa pesquisa estaria por trás das campanhas da mídia por eleições indiretas ou pela continuidade do mandato de Temer.

Segundo a fonte do Blog, essa pesquisa mostra que os últimos fatos políticos que ocorreram no país fizeram Lula disparar de vez nas pesquisas. E a explicação que me foi dada está abaixo.

Após o tonitruante 17 de maio, quando o país tomou conhecimento das falcatruas de Joesley Batista com Michel Temer e Aécio Neves, teria ocorrido uma reviravolta política no país.

Até aquele dia, e desde as delações de executivos da Odebrecht – e, depois, de Renato Duque e Leo Pinheiro (OAS) –, Lula e Dilma foram colocados no olho do furacão.

Apesar de, inicialmente, após as delações da Odebrecht, políticos de todos os partidos terem sido denunciados, Lula ganhou um espaço absolutamente desproporcional na mídia. O Jornal Nacional, à frente de todos, tratou de apagar menções a tucanos e a peemedebistas de alto escalão e centrar fogo no ex-presidente.

Chega 17 de maio e explode a bomba Joesley. Não foram só o Aécio Neves e Michel Temer que tiveram suas máscaras arrancadas. Os partidos deles e o próprio golpe parlamentar contra Dilma Rousseff foram desmascarados.

A mídia tentou colocar Lula no mesmo balaio de Temer e Aécio, ou PSDB e PMDB, mas a população não está acreditando. A maioria, ao menos.

É o seguinte, caro leitor: essa pesquisa sobre a sucessão presidencial mostraria que, após a bomba Joesley, Lula teria, agora, quase 60% dos votos válidos. Se houvesse eleição direta neste momento, Lula venceria em primeiro turno.

Isso explicaria por que a mídia anda pegando leve com Lula e atacando quem tem que ser atacado pela muito maior gravidade das denúncias que pesam contra esse grupo político. Os golpistas foram arrasados pela bomba Joesley. E Lula foi o grande beneficiado.
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quarta-feira, 7 de junho de 2017

Joesley desmonta versão de MT sobre uso de jatinho

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Temer perguntou até sobre o envio de flores à aeronave
Do Uol
Ao entregar à Procuradoria-Geral da República (PGR) registros de diário de bordo da aeronave usada pelo então vice-presidente Michel Temer para viajar com Marcela Temer a Comandatuba, em janeiro de 2011, o empresário Joesley Batista contou aos procuradores ter recebido uma ligação do próprio Temer para perguntar sobre o envio de flores à aeronave e agradecer pelo agrado.
A versão de Joesley Batista contradiz a nova nota divulgada no início da tarde desta terça-feira pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, que informa que “o vice-presidente não sabia a quem pertencia a aeronave” usada para deslocamento até o interior da Bahia. Agenda oficial de Temer não registrou viagem a Comandatuba.
Em relato à PGR, Joesley contou ter enviado flores para enfeitar a aeronave que seria usada pela família Temer para retornar a São Paulo, o que teria deixado o então vice-presidente com ciúmes. Segundo ele, para evitar o mal estar com o vice-presidente, o comandante da aeronave teria dito que este era um presente da mãe de Joesley, e não do empresário.
O vice-presidente teria, então, telefonado ao empresário para dizer que gostaria de agradecer à matriarca da família pelo agrado. E, em seguida, ligado à mãe de Joesley, Flora Batista.
(...)
Fonte: Conversa Afiada

MPF: propina a Henrique Alves saiu de conta de campanha de Temer


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É ou não é a República Federativa da Cloaca?

O MPF (Ministério Público Federal) afirma que a empreiteira OAS pagou R$ 500 mil em valores ilícitos ao ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB) por meio da conta de campanha do então candidato a vice-presidente Michel Temer (PMDB) em 2014. A afirmação foi feita no pedido de prisão preventiva contra o ex-parlamentar à Justiça Federal do Rio Grande do Norte. Henrique Alves foi preso na última terça-feira (6) em Natal em uma operação relacionada à Lava Jato.

Da conta de Temer, o dinheiro foi destinado ao diretório do PMDB potiguar, que teria repassado o valor à campanha de Henrique Alves ao governo do Rio Grande do Norte em 2014, de acordo com o MPF. Todas as transações foram feitas em 11 de setembro daquele ano.

Na prestação de contas de Alves enviada à Justiça Eleitoral, consta a movimentação de R$ 500 mil em 11 de setembro de 2014 em uma doação do partido, citando que o doador originário é a OAS.

"Além disso, é relevante consignar que a conta mantida por Henrique Alves na Suíça, para recebimento de propina, foi fechada exatamente em março de 2015, quando as investigações da Operação Lava Jato tiveram início perante o Supremo Tribunal Federal", lembra o MPF.

O saldo, segundo os procuradores, foi transferido para outras contas secretas, "uma mantida no Uruguai e outra nos Emirados Árabes Unidos". "Ele continua, pois, ocultando quantias ilícitas no exterior, incidindo em conduta criminosa permanente", diz o MPF em função de os valores não terem sido sequestrados pela Justiça.


Fonte: Conversa Afiada

Relator e Gilmar trocam farpas no julgamento da chapa Temer-Dilma

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O clima esquentou na segunda sessão, nesta quarta-feira, 07/VI (Crédito: José Cruz/Agência Brasil)

O segundo dia de julgamento da chapa Temer-Dilma no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi marcado pela troca de farpas entre o relator Herman Benjamin e o presidente do tribunal, Gilmar Mendes. 

Os ânimos se acirraram principalmente na discussão em torno da validade do conteúdo de delações premiadas, como as de executivos da Odebrecht.
Abaixo, os principais momentos do embate:
Herman Benjamin: "aqui, na Justiça Eleitoral, nós não trabalhamos com os olhos fechados. Esta é a tradução desse princípio da verdade real"
Gilmar Mendes: "Vossa Excelência teria que manter o processo aberto e trazer as delações da JBS. E talvez na semana que vem as delações de Palocci. Para mostrar que o argumento de vossa excelência é falacioso. Há limites que o processo estabelece"
Herman Benjamin: "o que se quer é que o TSE feche os olhos à prova da Odebrecht "
***
Gilmar Mendes: "essa ação só existe graças ao meu empenho, modéstia às favas. Vossa Excelência hoje é relator e está brilhando na televisão do Brasil todo"
Herman Benjamin: “Vossa excelência [Gilmar Mendes] sabe que eu prefiro o anonimato, muito mais. Um juiz dedicado a seus processos, que não tem nenhum glamour. Aliás, processo em que se discute condenação de A, B, C ou D, em qualquer natureza, não tem e não deve ter nenhum glamour pessoal”
Herman Benjamin: "não escolhi ser relator, preferia não ter sido relator, mas tentei cumprir a minha... só cumpri o que foi deliberação do tribunal”
***
Herman Benjamin: "presidente [Gilmar Mendes], eu não quero deixar de ler pontos que sejam objeto de divergência. Eu não tenho nenhuma vontade de ler votos longos. Vossa excelência pode até estar encantado, mas eu não. Quem está falando sou eu"
(O relator se irritou ao ser interrompido por Gilmar)
***
Herman Benjamin: "esqueceu de mencionar os donos de inferninhos, para usar a expressão de uma das testemunhas, os donos de cabaré"
Gilmar Mendes: "Vossa Excelência não precisou fazer inspeção não, né?"
Herman Benjamin: "não fiz a inspeção nem foi pedido. E não usei de meus poderes de produção de prova extraofício para tanto"
(essa discussão se deu após Herman dizer que teve de ouvir muitas testemunhas - havia denúncia de que propinas eram pagas em cabarés)
***
Herman Benjamin: "Vossa excelência tem que pedir desculpas a si mesmo"
Fonte: CONVERSA AFIADA

CPC/RN: RETROSPECTIVAS DOS ÚLTIMOS DIAS DE VIAGEM AOS INTERIORES POTIGUAR


 Em Upanema - Região do Oeste Potiguar, Eduardo Vasconcelos-CPC, reuniu-se hoje (6) com jovens artistas no Auditório do Sindicato dos Servidores Públicos de Upanema - SINDSERPUP

 Reunião realizada hoje (6) em Upanema

 Hoje (6) pela manhã em Mossoró, Eduardo Vasconcelos - CPC/RN esteve reunido com o Presidente do SINTAUERN, Francisco Elineudo
Ontem (5) de saída de Alexandria, Região do Alto, Eduardo Vasconcelos esteve reunido com a presidente do STTR, Gilda onde falaram das ações sindicais e culturais, A sindicalista faz parte da Comissão criada na reunião de sábado (4) na Câmara de Vereadores de Alexandria.

Esses últimos 4 dias o Presidente do CPC/RN (Centro Potiguar de Cultura), Eduardo Vasconcelos foram intensos de reuniões nas cidades de Alexandria, Mossoró e Upanema, cujas pautas foram a divulgação do Manifesto em Defesa da Cultura Potiguar aprovado no VII Encontro Estadual de Cultura, realizado no dia 06 de maio no IFRN de Currais Novos e convite para artistas culturais ingressarem na luta e fortalecimento do CPC/RN.

Na reunião com o Presidente do SINTAUERN (Sindicato dos Técnicos Administrativos da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte, o assunto mais uma vez foi a luta pelo Campus na cidade de Nova Cruz, Região do Agreste Potiguar e única região do estado que não tem CAMPUS, mais hoje os apoios do SINTAUERN e ADUERN (Técnicos e Professores) juntando-se a comissão na luta pelo campus e autonomia financeira da UERN.  inclusive próximo dia 14 de junho na Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte será realizado uma Audiência Pública proposta pela Deputada Larissa Rosado e é claro a membros da Comissão estará presente ao o SINTAUERN e ADUERN. AUTONOMIA FINANCEIRA SAÍDA DE VEZ PARA CRISE DA UERN!

Já em Upanema Eduardo se reunião com jovens que participa do movimento cultural no Auditório do SINDSERPUP, levando ao conhecimento dos presentes o MANISFESTO ME DEFESA DA CULTURA POTIGUAR, Encontro Estadual do CPC/RN e CONVITE para que Upanema participe da direção do CPC.

Após discutirem as pautas foram convidados os jovens: Léo Costa da Silva e Elenilma Tavares dos Santos para fazerem para comparem a Região do Oeste Potiguar, lembrando que os nomes serão encaminhados para a direção do CPC;RN, que serão avaliados e colocado em votação, isso ocorrerá com todos os convidados,

Participaram desta reunião:  Léo Costa, Elenilma Santos, Suza Mara, Maiara Cristina, Lucas dos Santos e Denilson da Costa.

Após início de julgamento no TSE, Câmara dos Deputados adia votações

Brasília(DF), 17/04/2016 - Votação do impeachment ao afastamento da presidenta Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados - Geral do Plenário - Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles

Com as atenções voltadas para o julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Câmara dos Deputados adiou as votações previstas para esta terça-feira (6/6). Mais cedo, presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) havia dito que o julgamento não afetaria as votações na Casa.

Robson Pires

TSE não pode ignorar a fome de limpeza no ar



Robson Pires