sábado, 7 de maio de 2016

COM A PALAVRA: Maria da Penha: "Muitas vezes, o agressor é dócil em público"

Fernando Gomes / Agencia RBS
Vítima de tentativa de assassinato pelo próprio marido, a cearense que virou nome de lei brasileira contra a violência doméstica relembra seu drama e fala sobre as conquistas e os desafios das mulheres 
Por Jaqueline Sordi
Maria da Penha Maia Fernandes gostava de dormir. Ao deitar, costumava imergir nos sonhos. Era difícil tirá-la da cama na manhã seguinte. Em 29 de maio de 1983, quando o sol nascia, foi acordada abruptamente pelo estampido de um tiro, disparado contra ela pelo seu então marido, o economista colombiano Marco Antonio Heredia Viveros. A agressão, cuja certeza do autor ela teve já no primeiro segundo após o disparo, deixou-a paraplégica. 
A cearense tinha 38 anos, era uma profissional respeitada, esposa e mãe de três filhas que, na época, tinham entre dois e seis anos. A partir daquele dia, transformou-se em ativista na luta contra violência doméstica, autora do livro Sobrevivi... Posso Contar, protagonista de uma das leis mais importantes para mulheres do Brasil e referência mundial sobre o tema. 
Entre um voo e outro para palestrar pelo país – e a caminho de Porto Alegre para uma série de eventos relacionados ao Dia Internacional da Mulher –, Maria da Penha, hoje com 71 anos, conversou com Zero Hora sobre os 10 anos desde a sanção da lei que leva o seu nome. Considerada pela ONU como uma das mais avançadas do mundo, a lei criou mecanismos para coibir a violência familiar e contra a mulher, estabelecendo punições mais rígidas aos agressores e criando juizados e redes de apoio às vítimas.
Durante a conversa com ZH, a ativista contou ainda detalhes sobre sua história, relembrou a busca pela condenação de seu ex-marido e falou sobre os avanços e os desafios das mulheres brasileiras.
– Hoje, com a Lei Maria da Penha, já temos mais condições de sermos orientadas sobre nossos direitos e sobre como sair de uma situação de violência doméstica – orgulha-se. 
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Há 10 anos, a senhora se transformou em símbolo da luta contra a violência doméstica. Todos conhecem a sua história a partir do dia em que seu ex-marido tentou lhe matar. Quem era a Maria da Penha antes disso?
Era uma mãe de três filhas, profissional responsável (farmacêutica bioquímica, com mestrado), que cuidava de casa, e que infelizmente se viu em uma relação de violência doméstica muito intensa. Eu trabalhava até então em um laboratório de uma instituição no Ceará. A minha situação dentro de casa se agravou na década de 1980, em um momento em que ocorreu um movimento de mulheres no Sudeste do Brasil para dar visibilidade à questão de assassinatos de mulheres por seus companheiros. Na época, não se falava quase sobre o assunto, a mulher não tinha voz nem vez, e este foi um período em que a violência doméstica passou a aparecer. 
Quando os abusos começaram?
A violência começou quando nossas filhas nasceram. Meu ex-marido começou a mostrar seu verdadeiro eu. Sofri muita violência psicológica, principalmente em relação ao meu papel de mãe, porque ele maltratava minhas filhas. Antes disso ele era uma pessoa amável, prestativa, querida pelos amigos.
Em 1963, quando foi eleita Rainha dos Calouros na Faculdadede FarmáciaFoto: Divulgação / Arquivo Pessoal

Quanto tempo duraram os abusos até a primeira tentativa de assassinato?Ele batia nas crianças?
Sim, com pancadas. Elas temiam muito ele, só o olhar já amedrontava. É muito triste quando essa violência envolve crianças, que não têm capacidade de absorver isso. Ele não aceitava o comportamento de criança, queria que elas fossem adultas.  
Não posso te precisar, mas foi a partir dos anos 1980, quando já tínhamos duas filhas e a terceira estava a caminho. Além de agredir as crianças, ele também passou a me amedrontar pela força física. Jogava pratos para nos atingir. A gente nunca sabia quando ele chegaria em casa, se iria chegar, como iria chegar. Qualquer contrariedade e ele já ficava violento. 
Amigos ou parentes suspeitavam que a senhora corria risco de vida dentro de casa?
Não, pois quem é agressor, na maioria das vezes, é socialmente aceito. Quer dizer, é publicamente dócil, educado, e faz até com que as pessoas duvidem que ele possa cometer tamanhas atrocidades. No meu caso era assim. Somente as amigas mais íntimas tinham conhecimento, mas vivíamos em uma época em que não existia visibilidade para esse tipo de violência, nenhuma política para atender essas mulheres, nenhuma orientação para se entender que essa violência é fruto do machismo. 
O que a senhora lembra da noite em que seu marido tentou lhe matar pela primeira vez?
No dia do fato não tinha acontecido nada que justificasse uma agressão. Pelo contrário. Ele havia chegado de uma viagem (Marco dava cursos no Rio Grande do Norte e passava uma semana por mês fora de casa), saímos para visitar uma amiga minha que tinha tido filho. Na volta, coloquei as crianças para dormir e fui também para a cama. Ele continuou no seu escritório. Por volta das 6h do dia seguinte, acordei com um barulho muito forte, um estampido, e vi que não conseguia me mexer. Na hora, meu primeiro pensamento foi: ¿Meu marido me matou¿. 
Mas depois ele forjou um assalto....
Isso. Vizinhos ouviram o barulho e correram para a rua. As duas moças que trabalhavam lá em casa acordaram também com o estouro e viram meu marido na cozinha, com o pijama rasgado e com uma corda no pescoço. Um dos vizinhos, que era médico, me socorreu, e me levaram ao hospital. Em nenhum momento o Marco falou que um tiro havia sido disparado. Minha sobrevivência e tudo que ocorreu a partir de então foi fruto da ajuda dos meus vizinhos e da minha família. Fiquei quatro meses hospitalizada. A versão que vingou foi a de que teria sido um assalto, e a minha preocupação inicial passou a ser sair da situação de doença grave. Mas logo vi que precisava me proteger dele também. 
A senhora chegou a acreditar em algum momento na versão dele?
Claro, claro. Eu acreditei. No primeiro momento me passou pela cabeça que ele teria tentado me matar, mas logo ele contou detalhes do que teria sido o assalto, que quatro homens teriam entrado na casa, então essa versão foi acreditada. Ela só foi desfeita alguns meses depois, quando retornei à minha casa e fui mantida em cárcere privado. Nesse momento, tomei conhecimento também do que a vizinhança interpretou sobre aquele dia.
O que quer dizer com ¿cárcere privado¿?
No momento em que cheguei do hospital, ele foi curto e grosso: não queria que a minha família nem mais ninguém se aproximasse de mim. Eu precisava reagir, estava em cadeira de rodas, tentando me adaptar, e não podia receber ninguém sem a autorização dele. Nesse período, que durou uns 15 dias, comecei a temer novamente pela minha vida, então solicitei que minha família conseguisse um documento, o de separação de corpos. Com esse documento, poderia sair de casa sem perder a guarda das minhas filhas. Caso contrário, poderia ser abandono de lar. Esse documento foi resolvido em cerca de 15 dias e, já próximo a minha saída de casa, fui quase eletrocutada por meio de um chuveiro. Na hora, imaginei que tinha sido um problema elétrico, mas depois, com as investigações, foi comprovado que ele havia feito aquilo. Ele tinha danificado propositalmente o chuveiro.

Com as filhas, em 1983, em um dos primeiros passeios desde que saiu do hospital após ter sido baleada pelo maridoFoto: Divulgação / Arquivo Pessoal
Como suas filhas lidavam com tudo isso?
Elas estavam em casa quando tudo ocorreu, mas eram pequenas demais. A mais nova não tinha dois anos, a mais velha não tinha sete, e a do meio, cinco. Com o tempo, foram entendendo o que tinha acontecido e sempre participaram muito na minha busca por justiça. Eu me reunia com mulheres para conversar, escrevia artigos, me expunha muito, e elas passaram a entender e defender a causa comigo. 
Quando surgiu a ideia de transformar seu sofrimento em uma causa?
Bem, antes mesmo de ele tentar me matar, minhas amigas já tinham conhecimento sobre o fracasso do meu casamento. Elas me ajudaram muito, participaram mais diretamente dos períodos críticos. No ano seguinte ao fato, quando o processo policial foi concluído e viram que tudo aquilo que meu agressor tinha dito no primeiro depoimento não era concreto, pois ele não sabia mais o que tinha falado na primeira versão, é que as coisas foram se encaixando. Demorou praticamente oito anos até o primeiro julgamento, e nesse tempo comecei a me aproximar de movimentos de mulheres. Foi aí que encontrei uma motivação para continuar. Me coloquei em uma posição de cara lavada, sem medo nem vergonha de dizer que fui vítima de violência doméstica. Enfrentei muito machismo, com pessoas me perguntando: ¿O que a senhora fez para merecer isso?¿. 
Levou quase 20 anos para provar que a senhora foi vítima de violência doméstica, correto? Marco foi condenado a oito anos de prisão e cumpriu apenas 16 meses em regime fechado.
Na realidade, a punição aconteceu depois que o Brasil foi condenado internacionalmente pela maneira negligente com que tratava os casos de violência contra a mulher. A decepção com a Justiça brasileira foi enorme para mim e para toda a sociedade que acompanhava o caso de perto. Uma pessoa que tentou matar a esposa foi submetida a dois julgamentos populares, condenada nos dois, mas por conta de recursos protelatórios só foi presa por pressões internacionais, faltando seis meses para o crime prescrever. O tempo de prisão foi tão pequeno que não chega perto do que ele fez. Mas hoje essa história fica de lado. O importante, o que me motiva, é a criação da lei. Hoje o que me estimula é saber que pude fazer parte da história do Brasil.
Em 2010, Marco lançou um livro, A Verdade Não Contada no Caso Maria da Penha, no qual nega o crime, condena o Judiciário cearense e lhe chama de dissimulada. Seu ex-marido diz que o único erro que cometeu foi ter sido infiel, e que tudo teria sido uma armação sua por vingança. Chegou a ler o livro?
Não. Tomei conhecimento, mas não me abalei, pois ele é uma pessoa com imaginação muito fértil, capaz de criar uma história de um assalto para justificar o que ocorreu naquela noite. Ele pode escrever várias vezes o que quiser, eu não me preocupo. 
Avaliando os 10 anos da Lei Maria da Penha, quais os principais avanços? E as barreiras?
Hoje, acredito que há um compromisso legítimo da sociedade em relação ao tema. Dados e estatísticas são fornecidos pela imprensa mostrando que mulheres estão denunciando mais. Mas ainda há muito para evoluir. Por exemplo, ainda há mulheres que não têm onde denunciar, mulheres que acham que, quando apanham, é porque mereceram – temos homens que acreditam nisso. E isso se dá porque a lei não está disseminada em todos os municípios brasileiros, e porque falta educação em relação ao tema. 

Com a camisa do Instituto Maria da Penha, fundado em 2009 para monitorar o Poder Público na prestação de serviço à mulher vítima de violência doméstica e realizar projetos de proteção socialFoto: Instituto Maria da Penha / Divulgação
O seu caso foge do estereótipo – o de que a violência doméstica ocorre em famílias de baixa renda, com pouca escolaridade.
As mulheres que vão às delegacias são as de baixa renda, pois são as que mais precisam desse serviço. Elas não podem pagar um advogado particular para acompanhar o processo. Quem tem uma renda melhor consegue sair da situação de violência doméstica sem muita exposição, e opta por isso até para preservar os filhos. A violência ocorre em todas as classes, mas acontece também, em muitos casos, de a mulher de classe média ou alta optar por ficar com o agressor pelo apoio à educação dos filhos. O marido banca o lazer, a escola, a faculdade, coisas que ela sozinha não teria condições de manter. Muitas têm dificuldade de se desvencilhar da relação por isso. 
Machismo e igualdade de gênero são temas em evidência. A redação do último Enem foi sobre violência doméstica. Houve uma campanha nas redes sociais para denunciar ¿professores abusadores¿, e, aqui no Sul, meninas protestaram para usar shortinho em escolas. Estamos evoluindo?
Claro que sim. Esses movimentos são importantes para pressionar os gestores públicos a promover mudanças, mas existe uma questão mais importante ainda: a educação. Precisamos trazer o tema para a sala de aula, colocar o assunto em pauta, desmitificar a superioridade do homem que predomina na cultura machista. Vejo que o primeiro despertar da educação para o assunto foi a prova do Enem.
De que forma os homens podem fazer parte dessa luta contra a violência?
Hoje já encontramos muitos homens comprometidos porque eles sabem que a violência pode atingir também suas filhas, suas netas. Nenhuma mulher está livre de ser vítima. 
Como a senhora imagina que a lei vá funcionar no Brasil daqui a 10 anos? 
A sociedade está no caminho certo, e um exemplo disso foi o número de eventos no 8 de março. O tema ganha visibilidade cada vez mais. É preciso que isso ocorra de forma mais frequente, é preciso cobrar mais dos gestores públicos, é preciso que a sociedade gere condições para que as mulheres saiam da condição de violência, dentro de todos os municípios, que elas conheçam cada vez mais os seus direitos. Acredito que daqui a alguns anos a lei será aplicada em todas as regiões, de forma mais homogênea. 
Na sua avaliação, por que as mulheres ainda têm baixa representatividade na política? Dos 20 deputados filiados ao novo Partido da Mulher Brasileira, por exemplo, só dois são mulheres, e a presidente do PMB já avisou que a sigla não é feminista.
Acho que é porque agora é que elas estão tendo mais certeza e mais vontade de mudar. E também por aptidão. Eu, pelo menos, não gostaria de ser política (risos). Acredito que as dificuldades foram grandes para as mulheres chegarem aonde queriam. À medida que vão modificando e sendo facilitado o acesso às diferentes áreas, essa representatividade pode aumentar. 
Ao mesmo tempo em que as mulheres estão mais ativas nas redes, como mostram campanhas como #primeiroassedio e Chega de Fiu-Fiu, ainda é frequente os homens reagirem com descaso, dizendo que elas estão fazendo ¿mimimi¿. Por que é tão difícil reconhecer formas de abusos cotidianos contra a mulher?
Isso sempre existiu, mas mulheres tinham mais vergonha de dizer. Agora estão se dando conta de que os comportamentos são realmente abusivos, estão falando, denunciando. Isso tem que chegar a um fim. Ninguém é propriedade de ninguém. As mulheres estão falando mais. No meu tempo, ninguém nem sabia o que era violência de gênero. Antigamente, se falava que o fulano era um bom marido, mas batia na mulher. Como se bom marido significasse apenas prover casa e comida.


 Fonte: http://zh.clicrbs.com.br/

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Oposição cobra nova eleição para presidente da Câmara

Em nota conjunta, quatro partidos oposicionistas cobraram, nesta quinta-feira (5), a realização de nova eleição para a presidência da Câmara. PSDB, DEM, PPS e PSB alegam que, como o Supremo Tribunal Federal (STF) não fixou prazo para uma possível volta de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ao comando da Casa, consideram o cargo “vago”.
A escolha de um novo presidente, segundo as lideranças dessas legendas, é a única saída para restabelecer a normalidade e a retomada da atividade parlamentar. Como Cunha não renunciou nem foi cassado, o entendimento na Câmara é de que a presidência deve ser exercida interinamente pelo vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), alvo de três inquéritos no Supremo.
Fonte: Robson Pires

Os políticos, os projetos para 2016 e os sacos de cebola

As articulações políticas nos municípios potiguares em torno do projeto para as eleições deste ano estão à todo vapor.
No entanto, é bom alguns deles ficarem ligados nos acordos feitos por debaixo do pano ou terão muitas cebolas para descascar e muitas lágrimas para enxugar.
Depois não digam que eu não avisei!
Por Robson Pires

Golpistas em pânico: queda de Cunha pode anular impeachment

Conforme o ministro Teori Zavascki ia explanando as razões pelas quais aceitou (com quase cinco meses de atraso) a moção do procurador-geral da República, feita em dezembro último, pelo afastamento do agora ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, muitos dos que assistiram àquela cena podem ter se surpreendido.
Enquanto os golpistas babam ódio contra Dilma Rousseff e Lula, acusando-os de tudo e mais um pouco, a Casa dos Representantes do Povo jazia paralisada pela ação de Cunha, eximindo-se de votar matérias de interesse da nação em benefício único e exclusivo do agora já defenestrado ex-presidente daquela Casa.
Nesse sentido de usar a Presidência da Câmara para se proteger, Cunha também tomou atitudes condizentes com a pecha de “gangster” que lhe é invariavelmente pespegada por tantos quantos têm vergonha na cara. A conduta dele mais concernente a esse conceito certamente foi a intimidação de parlamentares que ameaçavam fazer andar o processo de sua cassação.
Para terminar, Cunha ainda usou o cargo para impedir investigações contra as duas centenas de deputados que o apoiam, entre os quais o famigerado parlamentar que atende pela alcunha de “Paulinho da Farsa Sindical”.
A mídia se surpreendeu e se estarreceu com a decisão tempestiva do STF de pôr fim à farra de Cunha e seus 200 picaretas. Afinal de contas, Valdir Maranhão (PP-MA), o 1º vice-presidente da Câmara, quem irá assumir o lugar de Cunha enquanto a Câmara não lhe cassar o mandato, votou contra o impeachment de Dilma e certamente colocará fim à paralisia legislativa e aos golpes contra o governo Dilma.
Em caso de impeachment de Dilma, provavelmente Maranhão não dará guarida a Michel Temer, contra quem há pedidos de impeachment tramitando na Câmara.
Além de tudo isso, para desespero dos golpistas a lei favorece o questionamento de todos os atos de Eduardo Cunha durante o exercício da Presidência, entre os quais – e à frente de tudo – a decisão dele pela abertura do processo de impeahcment de Dilma Rousseff.
Para completar o quadro de intranquilidade pelos golpistas, a defenestração de Cunha pelo STF em peso cria uma situação nova para a Corte que lhe permite, em tese, analisar o mérito do impeachment para poder decidir se o ato do ex-presidente da Câmara de abrir o processo é ou não passível de anulação.
Enquanto escrevo este texto, assisto a Globo News. Surpreende – pero no mucho – o semblante de abatimento dos repórteres e apresentadores. Quem se lembra do abatimento deles a cada eleição que o PT vencia não se surpreende por apresentarem o mesmo sintoma em um momento em que o golpe ameaça subir no telhado.
 Fonte: http://www.blogdacidadania.com.br/

Alckmin será cassado por sua pedalada fiscal?

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Via Brasil 247 em 5/5/2016

O que embasa o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff? A tese de que ela teria cometido “pedaladas fiscais”, ao usar recursos de bancos públicos, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, para pagar programas sociais, como o Minha Casa, Minha Vida, e programas de governo, como o Plano Safra.

No caso federal, os recursos antecipados pelos bancos públicos foram integralmente ressarcidos pelo Tesouro Nacional às instituições, sem prejuízo para os bancos.

No entanto, há uma “pedalada fiscal” muito mais grave em São Paulo. No maior estado administrado pelo PSDB, o governador Geraldo Alckmin usou recursos do Metrô, uma empresa estadual, mas decidiu não pagar o que seria devido. Resultado: um calote de R$333 milhões na empresa pública, que transporta passageiros com vagões lotados em São Paulo. A denúncia está na edição de hoje [5/5] do jornal O Globo (leia aqui).

Insegurança jurídica

Coincidência ou não, em setembro do ano passado, Alckmin reuniu empresários em São Paulo para explicar por que era contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Ele afirmou que se ela fosse afastada por um “motivo fútil” como as pedaladas, haveria enorme insegurança jurídica no País e todos os prefeitos e governadores também poderiam ser afastados se não tivessem maiorias nas assembleias legislativas ou nas câmaras de vereadores (leia maisaqui).

Só não se sabe se, naquele momento, já ciente da pedalada fiscal contra o Metrô, Alckmin já falava em causa própria.
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GOVERNO ALCKMIN “PEDALA” E DÁ CALOTE DE R$333 MILHÕES NO METRÔ
Via Folha online em 4/5/2016

O governo Geraldo Alckmin (PSDB) usou verba da tarifa do metrô paulista para pagar obrigações contratuais com a operadora privada da linha 4-amarela sem ter reembolsado o caixa do Metrô por isso.

Essa “pedalada”, que ocorreu desde o início comercial da linha, em 2011, gerou um prejuízo de pelo menos R$332,7 milhões até 2014.

A dívida, no entanto, só foi reconhecida pela gestão Alckmin em acordo firmado com a empresa pública em outubro do ano passado.

Fonte: limpinhoecheiroso.com

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Waldemar Rossi, presente!

Militante histórico, Waldemar faleceu ontem (5), aos 82 anos
É com tristeza e pesar que recebemos a notícia do falecimento do companheiro Waldemar Rossi, ontem, 5 de maio, aos 82 anos.
O Velório será na Quadra dos Metroviários - Rua Serra do Japi, 31, Tatuapé - das 7 às 12h, quando sairá em cortejo até a catedral da Sé, local onde às 14h acontecerá a Missa de Corpo Presente, a ser celebrada por D. Angélico. Às 16h partirá em cortejo até o Crematório da Vila Alpina, zona Leste de São Paulo.
Waldemar era Coordenador da Pastoral Operária da Arquidiocese de São Paulo, membro da Pastoral Fé e Compromisso Social da Região Episcopal Belém (SP), metalúrgico aposentado e militante histórico da classe operária brasileira, sendo um dos fundadores da CUT e do PT.
Em sua trajetória, trabalhou em mais de uma dezena de fábricas, desde a participação na JOC (Juventude Operária Católica), nos anos de 1960, participando ativamente na organização dos trabalhadores para a resistência e superação da ditadura militar, pelo movimento sindical, até os dias de hoje, com a atuação também junto à Comissão de Justiça e Paz.


Waldemar Rossi PRESENTE!

Vagner Freitas sobre votação do impeachment: “Já que foi conduzida por um ‘delinquente’, tem que ser anulada”

Foto: Câmara dos Deputados
Presidente da CUT questiona legitimidade da sessão do dia 17 de abril, que culminou na admissão do processo de impedimento da presidenta Dilma Rousseff
Para o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, o afastamento do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do seu mandato, decidido pelo ministro Teori Zavascki nesta quinta-feira (5), deslegitima a votação conduzida pelo peemedebista na Câmara dos Deputados que culminou na admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT).
"Já que foi conduzida por um 'deliquente', e não sou eu quem chama o Cunha assim, foi o Janot, a votação do dia 17 de abril tem que ser anulada. Fica evidente que o Cunha só queria jogar uma cortina de fumaça sobre as acusações contra ele", afirmou Vagner Freitas.
Ainda sobre o afastamento de Cunha, o presidente da CUT espera que o processo seja levado adiante, "Que ele não seja apenas afastado, tem que ser cassado. Aliás, precisa ser julgado e condenado pelos crimes que cometeu. O mandato dele é uma afronta aos interesses da classe trabalhadora."
Nesta quinta-feira (5), o STF decidirá o futuro político de Cunha. Uma ação da Rede pede ao tribunal que afaste o peemedebista da presidência da Casa. Vagner aponta que o afastamento é necessário. "A gestão dele é horrorosa. Além das contas na Suíça e das denúncias de corrupção, ele transformou a Câmara dos Deputados em um enorme balcão de negócios."
Governo pedirá anulação da votação
"Nós já estamos pedindo e vou pedir. A decisão do Supremo mostra clarissimamente. Indiscutível. Eduardo Cunha agia em desvio de poder". A afirmação é do advogado-geral da União, o ministro José Eduardo Cardozo, que confirmou que o governo pedirá a anulação do processo de impeachment contra a presidenta.
Segundo Cardozo, a decisão do STF "evidencia aquilo tudo que estamos afirmando há muito tempo". Para o advogado-geral, não há dúvidas sobre a influência de Cunha na condução do processo de impeachment na Câmara.

"Não fosse o presidente Eduardo Cunha agindo desta forma, que levou ao seu afastamento hoje, esse processo não teria sido instaurado. Foi uma vingança. E isto qualifica o desvio de poder de Eduardo Cunha, hoje atestado por uma decisão judicial", encerra Cardozo.
Fonte: CUT Nacional

quarta-feira, 4 de maio de 2016

AO VIVO: Contra o golpe, dezenas de jovens ocupam o Senado

Enquanto o senador Antonio Anastasia realiza a leitura do seu parecer favorável sobre o pedido de impeachment da presidenta Dilma, o Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE) faz um ato de protesto no interior da Casa. Assista
Por Redação
Se, na semana passada, Ciro Gomes (PDT) avaliou que o único meio de barrar o impeachment seria a pressão popular e ‘cercar o Senado’, a juventude foi além e realiza, neste momento, um ato no interior da Casa.
Enquanto o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) realiza a leitura do seu parecer favorável ao processo de impeachment da presidenta Dilma na comissão especial, membros do Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE) mostram a Constituição Federal e fazem pressão contra o golpe que está em curso no país.
Os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Fátima Bezerra (PT-RN) foram até os manifestantes prestar apoio.
Fonte: Revista Fórum

50 MILHÕES DE BRASILEIROS PERDERÃO O BOLSA FAMÍLIA !

E QUEM DIZ ISSO É O PROGRAMA DO PMDB
É O QUE FARÁ O GOVERNO DO GOLPISTA MICHEL TEMER ! QUEM AFIRMA ISSO, é o próprio PROGRAMA de governo do PMDB que, PASMEM, é comandado por MOREIRA FRANCO.
VAMOS CONFERIR ?

O BOLSA FAMÍLIA TEM HOJE, aproximadamente 13,5 MILHÕES de FAMÍLIAS CADASTRADAS. São aproximadamente 60 / 70 MILHÕES de brasileiros incluídos no PROGRAMA, dentro das diversas faixas que compõe a RENDA transferida por tipo de benefício.

O QUE PROPÕE O PMDB / MICHEL TEMER / MOREIRA FRANCO ?

PARTINDO da proposta chamada de "Ponte para o Futuro" (FOI A SENHA PARA O GOLPE),  o PMDB preparou nos últimos dias outro conjunto de propostas, dessa vez com ênfase nas áreas sociais, ao qual a Agência Brasil teve acesso à íntegra.

Chamado de A Travessia Social e elaborado pela Fundação Ulysses Guimarães, presidida pelo ex-ministro da Aviação Civil Moreira Franco, o documento é uma antecipação do que Temer pretende fazer em relação a praticamente todos os programas sociais dos governos dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff se assumir o Palácio do Planalto.

Um dos pontos do documento prevê o aumento da eficiência dos programas sociais, com foco principalmente na parcela mais pobre da população. No caso do Bolsa Família, o alvo seria os 10 milhões de brasileiros que compõem os 5% mais pobres da população.

Sob a alegação de investir na preparação de mão de obra para o trabalho, não se sabe ainda com que velocidade de DESMONTE, 50 MILHÕES de Brasileiros vão deixar de receber, TODO ou GRANDE PARTE do benefício.

ESTÁ LÁ, dito no PROGRAMA do PMDB: "O importante é que os benefícios precisam chegar aos destinatários e os custos de administração dos programas devem ser os mais baixos possíveis”.

E PARA ONDE SERÃO DESTINADOS OS RECURSOS ECONOMIZADOS COM OS POBRES NO GOVERNO TEMER ?

Também está lá no PROGRAMA: “O Estado deve transferir para o setor privado tudo o que for possível... Em A Travessia Social, o PMDB também diz que o Estado deixará de ser o provedor direto de bens públicos e que deverá ter foco em prover apenas o que o mercado não consegue".

O PMDB, PARTE DA MÍDIA, OS GRANDES EMPRESÁRIOS ATRAVÉS DE SUAS REPRESENTAÇÕES TIPO FIESP, CNI, E OS RENTISTAS, AGIOTAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS, ESTÃO APLICANDO UM GOLPE NA DEMOCRACIA E NOS BRASILEIROS.

MAS, NÃO DIGAM DEPOIS, OS BRASILEIROS, QUANDO A DESGRAÇA ESTIVER POR ELES FEITA, QUE NÃO SABIAM QUE DARIA NO QUE VAI DAR.


ELES NÃO ESTÃO SE DANDO NEM AO TRABALHO DE ESCONDER O TAMANHO DA "TROLHA" QUE VÃO ENFIAR EM TODOS NÓS.

Fonte: 007BONDeblog

FERNANDO MORAIS: GOLPE CONTRA DILMA SERÁ PIOR DO QUE O DE 64

O jornalista e escritor Fernando Morais justificou seu posicionamento dizendo que golpe contra a presidente Dilma tem como objetivo entregar o Brasil ao capital internacional; segundo ele, ou o vice-presidente Michel Temer (PMDB) "vai apertar a garganta do povo e com isso vai tocar fogo no Brasil ou, se não fizer isso, não dura uma semana, porque os mesmos que estão derrubando Dilma o derrubarão também"; de acordo com o jornalista, o adeus ao Mercosul, à Unasul e ao BRICS compõe o programa que se completará com o corte de direitos sociais e trabalhistas

O jornalista e escritor Fernando Morais avaliou que o Brasil vive  um golpe de estado como nunca tinha visto na sua história e que trará um prejuízo infinitamente maior para o país do que o provocado pela ditadura, porque segundo ele, é um golpe como objetivo de entregar o Brasil para o capital internacional.  

“O golpe vai ser devastador, mas o senhor Michel Temer vai comer o pão que o diabo amassou. Ou ele vai apertar a garganta do povo e com isso vai tocar fogo no Brasil ou, se não fizer isso, não dura uma semana, porque os mesmos que estão derrubando Dilma o derrubarão também. Da minha parte, assumo o compromisso de me dedicar em tempo integral a infernizar a vida dessa gente. Que Minas Gerais se junte a nós, não por nós, que já estamos velhos, mas por nossos filhos e netos”, disse ele, na sexta-feira (29), em palestra de abertura do 14º Congresso dos Jornalistas de Minas Gerais.  

De acordo com o o jornalista, o adeus ao Mercosul, à Unasul e ao BRICS compõe o programa que se completará com o corte de direitos sociais e trabalhistas. “O destino do Brasil está sendo decidido pelos mesmos que levaram Getúlio Vargas ao suicídio, que tentaram impedir a posse de JK e de Jango e que deram o golpe de 64”, assinalou o autor de biografias como “Olga” e “Chatô, o rei do Brasil”, que retratam importantes períodos históricos nacionais.  

O escritor afirmou que, à frente do golpe, estão as poucas famílias que controlam os principais veículos de comunicação no País. “A família Marinho é inimiga do Brasil”, disse.  

Morais afirmou que a esquerda precisa fazer uma autocrítica, pois, segundo ele, nos últimos 13 anos os governos do PT nada fizeram para impedir a ação golpista da mídia, ao contrário, os alimentaram fartamente com verbas publicitárias. “O corvo que está comendo os nossos olhos hoje foi alimentado com dinheiro público”, denunciou.  

Ele disse que uma iniciativa do ex-ministro Franklin Martins de implantar um novo modelo de distribuição técnica de verbas publicitárias, durante o segundo governo Lula provocou o pânico da família Marinho. Os recursos antes distribuídos entre 400 emissoras de rádio, por exemplo, foram pulverizados entre mais de 4.000. “A família Marinho perdeu R$ 120 milhões por ano”, disse. 

"Eu preferia estar aqui para falar de uma revolução da qual estamos sendo testemunhas, que é a revolução digital, e o que ela tem a ver com o jornalismo, tema que se entrelaça com este outro. Infelizmente, temos também o triste privilégio de testemunhar um golpe de estado e não é possível hoje falar sobre seja o que for sem falar sobre o golpe em curso no Brasil", acrescentou ele, dando o tom do debate com a plateia, que reuniu jornalistas, estudantes de Jornalismo e convidados.   

Fonte: Terra Brasilis

terça-feira, 3 de maio de 2016

Movimentos denunciam golpismo midiático nesta quinta-feira (5)

A Frente Brasil Popular e o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) convocam a todos e todas para denunciar o papel da mídia privada na construção do golpe em curso no país! Estamos mobilizados em torno do Dia Nacional de Luta contra o Golpismo Midiático, na quinta-feira, 5 de maio, com atividades realizadas em todos os estados do país.
O principal eixo das manifestações populares será a denúncia do monopólio privado nas comunicações – representado principalmente pelas Organizações Globo. Devemos discutir com a sociedade que o monopólio no setor fere a democracia, a liberdade de expressão e o direito à comunicação. É preciso evidenciar o vínculo perverso entre o monopólio e a ausência de pluralidade e diversidade de vozes na mídia, que conduz a uma narrativa única dos fatos, sempre à serviço da pauta conservadora, antipopular e golpista, estimulando o discurso do ódio, o preconceito e a intolerância.
Os comitês estaduais da Frente Brasil Popular e do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação devem divulgar horário e local das atividades nos estados ao longo dos próximos dias! Essa é uma luta de todos e todas, interessa uma nação inteira! Vem pra democracia na mídia!
#MonopólioÉGolpe!
Ato Contra o Golpismo Midiático
Local: Concentração no MASP (Avenida Paulista – próximo ao metrô Trianon Masp)
Data: 5 de maio – horário: 18 horas
Barão de Itararé 
Fonte: CTB Nacional

CAMINHADA NO DIA DO TRABALHADOR REAFIRMA LUTA CONTRA O GOLPE!


Uma caminhada marcou as atividades do Dia do Trabalhador em Natal. Pessoas de vários segmentos da sociedade participaram do ato que percorreu as ruas dos bairros de Petrópolis até a Praia do Meio. Representantes do movimento estudantil, da Frente Brasil Popular, da Marcha Mundial das Mulheres do Movimento Sem Terra, professores universitários enfeitaram a movimentação com cartazes, faixas e intervenções contra o processo de impeachment golpista da presidenta Dilma Rousseff que tramita no Senado Federal e em favor da manutenção dos direitos históricos do trabalhadores.

Vai ter luta. Essa é a mensagem desse 1º de maio. Vários setores representativos da sociedade se encontraram na manifestação bonita e plural para reafirmar o compromisso com a defesa contra esse golpe parlamentar que quer sustar o mandato da presidenta Dilma Rousseff e retirar direitos históricos dos trabalhadores. A sociedade não vai ficar calada diante dessa arbitrariedade.

Fonte: SINPS/RN