sábado, 8 de junho de 2013

FINALMENTE! A AUDIÊNCIA PÚBLICA EM PROL DO CAMPUS DA UFRN - NOVA CRUZ/RN, DIA 17, ÁS 14 HORAS NA CÂMARA DE VEREADORES, VIVA A COMISSÃO!!!

Eduardo Vasconcelos, coordenador geral da comissão entregando documento a Reitora, Ângela Paiva
Comissão recebida em audiência com a Reitora Ângela Paiva: Vânia-SINTEST-RN, Andressa Santos-Comissão, Rebouças-SINTEST/RN, Naldinho-SINTE/RN, Prof. Morais-SEDIS, Ângela Paiva-UFRN, Eduardo Vasconcelos-Coordenador Geral da Comissão, Renata Barbosa-Comissão e Geisla Varela-Comissão
Eduardo e a reitora, Ângela Paiva
Reitora Ângela Paiva em audiência com a comissão
Eduardo entrega documentação reivindicatório a reitora, Ângela Paiva, sob os olhares de Vânia Machado do SINTEST/RN.
Reitora Ângela Paiva - UFRN estará em audiência dia 17/06

Finalmente a Audiência Pública do Campus da UFRN Nova Cruz/RN sairá!  Será dia 17 de junho, ás 14 horas no Auditório do IFRN, notícia levada pela Deputada FÁTIMA BEZERRA ontem na Abertura das Conferências Intermunicipais de Educação Polo Nova Cruz, realizada no Auditório do IFRN.

Uma proposta sugerida pela Comissão em Defesa dos Campus da UERN  e UFRN desde a última realização do II DEBATE em Prol dos Campus da UERN e UFRN ocorrido em 05 de abril.

Teremos a presença da Deputada Fátima Bezerra e a Reitora da UFRN Ângela Paiva, além do Prefeito de Nova Cruz, CID ARRUDA CÂMARA.

È importante que toda a estudantada da Região Agreste se faça presente a essa audiência pois estaremos tendo a oportunidade de discutirmos os cursos que virão para o nosso futuro campus, por se faz necessários que tanto a comissão como as entidades AMES, ANE/RN, CPC/RN e CPC DA ANE/RN mobilizem o máximo de estudantes para sermos maioria na audiência, afinal quem luta consegue!

Campus da UFRN JÁ!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

FIM DA CONFERÊNCIA INTERMUNICIPAIS DO POLO NOVA CRUZ RUMO A ESTADUAL!

 Eduardo Vasconcelos participando dos debates
 Miguel Rosa, Cid Arruda, Valéria Arruda e Eduardo Vasconcelos
 Nosso Luca Valdivino, prefeito CID ARRUDA e Drª Vlaéria - SMEC
 Prefeito Cid Arruda e Deputada Fátima Bezerra
 Padre Assis e Secretária de Educação de NOVA CRUZ, Drª Valéria Arruda Câmara
 Votação do Regimento Interno
 Nizia Barbosa, secretária de Administração de Nova Cruz/RN, dando sua contribuição
 Plenária 
 Nossos palestrantes: Professor, MÁRCIO AZEVEDO-IFRN Soraneide Dantas (direita)
 Companheiro, Zé Maria
 Renata Barbosa, nossa delegada para a estadual
 Nossos Delegados da E.M. Nestor Marinho
 Grupo V - Gestão Democrática, Participação Popular e Controle Social
 Membros do Grupo V
 Janaína da Coordenação, simpática e linda

 Mesa da conferência
 Presenças do IFRN
 Presença de Jundiá
 Giliard sempre muito bem acompanhado

 Claudio Lima, delegado e cerimônial
 Membros da Equipe Pedagógica da SMEC de NOVA CRUZ/RN
 Coordenadoras da 3ª DIRED
 Relatores/as e coordenação da conferência iniciando a aprovação de propostas
Plenária final

Terminou aproximadamente 19h a Conferência Intermunicipais de Educação do RN - Polo Nova Cruz/RN. após uma intensa discussões de grupos e depois apresentação de proposta, emendas e destaques, finalmente terminou a conferência com muitos avanços que irão se estender até a Estadual e quem sabe indo até a Nacional, onde baterá o martelo final.

Iniciada ás 9h30 com as Presenças da Deputada Fátima Bezerra e do Prefeito de Nova Cruz, CID ARRUDA e fazendo parte da mesa de abertura o estudante Lucas Valdivino, representando a AMES e ANE/RN, uma conquista a mais.  Cid e a Deputada Fátima Bezerra foral veemente a favor de mais verbas para a educação, citando a luta dos 10% do PIB - Produto Interno Bruto para investimentos na educação e os 50% do Pré sal também para a educação.  A deputada Fátima Bezerra anunciou aos presentes que já estar marcada a Audiência Pública para discutir a volta do do Campus da UFRN e seus cursos, uma conquista da Comissão em Defesa dos Campus da UERN e UFRN que tanto tem lutado para a concretização dos Campus da UERN e UFRN na Região Agreste, única que ainda não tem campus, o que é um absurdo!  Audiência será realizada dia 17/06 no Auditório do IFRN de Nova Cruz, vamos lotar o auditório pela juventude e dizer em uma só voz, QUEREMOS A UFRN de VOLTA JÁ!

O Presidente do CPC DA ANE/RN, Eduardo Vasconcelos foi convidado pela coordenação da conferência para coordenador o Grupo V - "Gestão Democrática, Participação Popular e Controle Social, que aceitou prontamente e deu conta do recado.

Após um longo debate em torno das propostas elaborada pelos 7 grupos, foram eleitos os delegados para a Conferência Estadual de Educação, destacando os delegados Eduardo Vasconcelos, classe dos pais e a aluna Renata Barbosa, representando os alunos da rede estadual, particular e municipal de NOVA CRUZ/RN.

Várias cidades participaram, entre elas NOVA CRUZ (sede polo), Jundiá, Santo Antonio, Canguaretama e Montanhas.

Os estudantes das escolas Nestor Marinho, Márcio Marinho e CNSC mostrou união e garra, além de ficar até o fim da conferência elegeram a Renata Barbosa, uma luta das entidades AMES, ANE, CPC E CPC DA ANE/RN.  Conseguirmos colocar para a nível estadual a proposta da UERN entrar no REUNI, unindo assim a outras cidades que endossarão a proposta para ir até a Nacional e quem sabe tornar realidade, ganhando assim toda a comunidade acadêmica e é claro o Rio Grande do Norte.  Se a UERN entrar no REUNI será a garantia de sobrevivência da UERN com os recursos federais que virão anualmente.

Rumo a Conferência Estadual!!!

quinta-feira, 6 de junho de 2013

AMANHÃ NO IFRN - NOVA CRUZ/RN: FÓRUM ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO RIO GRANDE DO NORTE, PARTICIPE!


Fórum Estadual de Educação do Rio Grande do Norte
Conferências Intermunicipais de Educação do Rio Grande do Norte - 2013

CONVITE

O Fórum Estadual de Educação do Rio Grande do Norte CONVIDA V. Sª para participar das Conferências Intermunicipais de Educação do Município de Nova Cruz nesta sexta-feira, 6, a partir das 8h, no Auditório do IFRN localizado na Av. José Rodrigues de Aquino Filho, 640, RN 120, Alto de Santa Luzia e no dia 13/06, a partir das 8h, na Quadra do Campus Avançado da UFRN.

Presenças do Prefeito de Nova Cruz/RN, CID ARRUDA CÂMARA, Deputada FÁTIMA BEZERRA e da Secretária Municipal de Educação, Drª Valéria Arruda Câmara.

Todos os Delegados e Suplentes eleitos na Conferência Municipal de Nova Cruz/RN devem participar.  Um momento único onde discutiremos os avanços e as propostas que consequentemente irão para a Conferência Estadual.

NÃO ESPERE REVOLUÇÕES PROVOCADAS PELO FACEBOOK


O sociólogo Manuel Castells entende que novos movimentos, nascidos da internet, estão recriando a democracia, entretanto, ressalva que não basta um manifesto no facebook para mobilizar milhares de pessoas na vida real. O alcance real depende das condições culturais e da vontade de quem lê os manifestos. Há muitos exemplos de protestos, organizados por milhares de pessoas no facebook, que se transformam em menos de uma centena nas ruas. Assim, a internet é uma condição necessária, mas não suficiente para que existam movimentos sociais. O essencial para a mudança social é que a mudança já tenha ocorrido na cabeça das pessoas.


Manuel Castells vem ao Brasil no dia 10 de junho, em Porto Alegre, e no dia 11 em São Paulo para o Ciclo de Conferências Fronteiras do Pensamento. Ele sempre faz referência ao conceito de jornalismo em rede. E define rede como o lugar onde se produz e distribui informação, o que não diminui o papel do jornalista profissional. “Ao contrário, alguém tem que interpretar toda essa massa de informação em tempo real, e isso só com um profissional preparado, com independência e critério”.

Professor da Universidade Aberta da Catalunha e da Universidade do Sul da Califórnia, professor emérito da Universidade de Berkeley, ele assina livros importantes como “O Poder da comunicação”, muito lido nas universidades brasileiras. Diante do desprestígio crescente dos políticos, partidos e parlamentos e de uma imprensa mediada por empresários com suas alianças e interesses próprios, ele aponta dois fatores que podem garantir a liberdade de comunicação: o profissionalismo dos jornalistas e a rede.


AMEAÇAS À DEMOCRACIA – Vejo uma conexão entre as posições do sociólogo Manuel Castells e o discurso de um importante filósofo canadense, Charles Taylor. Professor de filosofia e ciências políticas na Universidade McGil, no Canadá, Taylor comenta as ameaças que pairam sobre as democracias liberais. No caso da Europa, a crise econômica e a incapacidade da sociedade européia enxergar que os imigrantes são necessários. Quem vai, afinal, pagar as aposentadorias da população que envelheceu?  Taylor é autor da obra “Ética da autenticidade” (Editora É Realizações) na qual defende o valor das ideias para mudar a sociedade e insiste que é impossível vivermos sem política. “Atualmente, o desafio da democracia liberal é continuar sendo democracia liberal”.

Será possível que não precisemos mais de democracia? Segundo Taylor, não podemos viver sem ela, porque nossas vidas são dominadas pelo poder político. A idéia de que seria possível ignorar simplesmente a política é uma ilusão. Pode haver revoluções no facebook? Ele responde que revoluções no facebook podem ter um efeito imediato, e podem ser de fato importantes, mas não são algo que possa servir de base para mudanças, porque elas não produzem “liga social”. Liga social acontece quando na sociedade surge um forte sentimento de solidariedade, um senso forte de identidade nacional, de identidade comum.  Não há nenhuma razão para que o mito nacional seja capturado pela direita. “Para se ter capacidade de resistência é preciso ter organização política”. 


Voltando a Castells, a rede da internet é incontrolável, mesmo por ditaduras. Na China, os hackers fazem do controle do Estado um “tigre de papel”, como diria Mao Tse Tung, o fundador da República chinesa. O controle da internet se faz com robôs que utilizam palavras-chaves, então, basta que eles não usem tais palavras. Não há como controlar milhões de blogs individuais, que são onde se gera o debate. Seria um grave erro cobrar por informação na rede. Qualquer tentativa de utilizar as pessoas levará a uma competição entre centenas de outras. Os leitores simplesmente migram para outros canais informativos e de debate. Quem não tem boa perspectiva são os meios de comunicação tradicionais, a menos que se reconvertam ao “jornalismo em rede”.
Fonte: Bahia de Fato

Robinson Faria ainda não disse se fará o “jogo” de Rosalba

Roberto Guedes escreve:
Pretendendo viajar no fim do mês ao exterior, a governadora Rosalba Ciarlini está empenhada em encontrar uma maneira de não entregar então a chefia do executivo potiguar ao primeiro nome da lista sucessória, o vice-governador Robinson Faria, presidente regional do PSD e tratado pelo cerimonial da Governadoria, ao arrepio da lei, como desafeto pessoal dela.
É querer fazer omelete sem quebrar ovos.
Sem combinar com Robinson, Rosalba decidiu entregar o cargo ao presidente da Assembléia Legislativa, deputado estadual Ricardo Motta, ainda filiado ao PMN, segundo nome da linha sucessória atual, que é seu correligionário e lhe tem prestado inestimáveis serviços à frente do parlamento potiguar.
Até agora, porém, ninguém ouviu Robinson dizer que fará este jogo. Se estiver no Rio Grande do Norte na hora do embarque da chefe do executivo, ele assumirá o cargo automaticamente, conforme determina a legislação em vigor.

Fonte: Robson Pires

Facebook e a pulada de cerca: redes sociais são responsáveis por 20% dos divórcios

Quem se divorcia tem motivos para isso, certo? Mas esse motivo varia de pessoa para pessoa e muda conforme a relação que existe entre os casais. Uma conversa no Facebook pode ser apenas uma conversa, mas também pode ser o estopim para que o relacionamento role ladeira abaixo. Um levantamento da Academia Americana de Advogados Matrimoniais aponta que 20% dos casos de divórcios têm ligação com o Facebook. O mais comum é que as fotos e o histórico do chat da rede sejam citados como provas de traições.
Além disso, a pesquisa mostra que os papos acontecem, geralmente, com amores antigos ou ex-namorados da juventude. Sabe aquela pessoa que aparece do nada e adiciona você na rede, apenas para relembrar os bons tempos? Então, o problema é que tem gente que relembra demais o que já passou…
As redes sociais serem o bode expiatório do fim de relacionamentos é algo que só cresce – 80% dos advogados americanos acreditam nisso -, mas o vilão não é só o Facebook. O MySpace (quem ainda usa isso?) e o Twitter (rapidinhas de 140 caracteres?) também são provas cabais de infidelidade usadas no tribunal.
Cuidado com as conversas que você anda tendo. O que é uma besteirinha para você pode não ser para o seu parceiro…
Fonte: Robson Pires

Acredite, em 3 anos a Lei da Ficha Limpa funcionou

- Publicado por Robson Pires, na categoria Notas às 07:24
20130605114955_cv_FICHALIMPAcharge-Ficha-limpa_gdeA Lei da Ficha Limpa completou três anos de existência e – podem ter certeza – matou no nascedouro milhares de políticos bandidos. Este resultado poderá ser sentido nas próximas décadas.
Há exatos três anos, foi sancionada a Lei Complementar nº 135/2010. A norma foi aprovada pelo Congresso Nacional após obter a assinatura de mais de 1,3 milhão de eleitores em todo o país.
Sinceramente, não dá para entender como deputados federais e senadores, muitos deles complicados na vida, aprovaram algo tão moralizador.
A lei ficou publicamente conhecida como Lei da Ficha Limpa por prever a inelegibilidade, por oito anos, dos candidatos que tiverem condenação criminal por órgão colegiado, o mandato eletivo cassado ou que tiverem renunciado para escapar de uma cassação, entre outros.
Do Blog do Magno

segunda-feira, 3 de junho de 2013

FÁTIMA BEZERRA: DESEJO SER CANDIDATA AO SENADO

 Atuante, Fátima é deputada federal e vice presidenta do Diretório Nacional do PT
A deputada federal Fátima Bezerra confirma que tem interesse em ser candidata a senadora Embora afirme que o projeto prioritário, até agora, seja disputar a reeleição, ela admite que está com o nome disponível para a disputa ao Senado. Essa candidatura, revela a deputada, já foi discutida, inclusive, com a direção nacional do Partido dos Trabalhadores, fato que chegou ao conhecimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para o pleito de 2014, ela afirma que o partido tem metas definidas: fazer três deputados estaduais, manter a vaga de deputado federal e lançar um nome ao Senado.Mas, quando o assunto é o Governo, a deputada federal é mais cautelosa. Afirma que é preciso definir o candidato, que ela não descarta ser do PT, com base em critérios de densidade eleitoral e capacidade de agregar.
Ela observa que é legítimo o vice-governador Robinson Faria se colocar na postulação ao Executivo, mas destaca que as definições ocorrerão apenas no próximo ano.
Sem poupar críticas a Governo Rosalba Ciarlini, Fátima Bezerra classificou de equívoco o fato de partidos aliados ao Governo Federal estarem apoiando a administração do Democratas. A deputada disse que espera essas legendas — como PMDB, PP e PR — deixarem a aliança com o DEM no Estado para que possam conversar com o PT sobre uma possível coligação ao pleito de 2014. Taxativa, Fátima disse que não há possibilidades dos petistas dividirem o mesmo palanque com o Democratas ou o PSDB. Confira a entrevista que Fátima Bezerra concedeu a TRIBUNA DO NORTE:
O PT deflagrou reuniões sobre o pleito 2014 com o PDT, PC do B, PSB e PSD. O que está levando para mesa de negociação com esses partidos?
Primeiro, estamos cumprindo a nossa resolução partidária, que foi aprovada pelo diretório estadual em dezembro de 2012. Na ocasião, ficou determinado que a partir do início deste ano nós iríamos deflagrar o processo de diálogo não só com os partidos que dão sustentação ao Governo da presidenta Dilma, mas que, aqui no Rio Grande do Norte, são oposição ao Governo do DEM. Por isso os partidos, com os quais conversamos foram esses que você mencionou. Encerramos a primeira fase. O conteúdo dessas conversas foi a sintonia que ficou demonstrada nas reuniões, tanto no que diz respeito à avaliação do plano nacional, como a avaliação do plano regional. No plano nacional, é o compromisso com o projeto de reeleição da presidenta Dilma. PC do B, liderado pelo vereador George Câmara e por Antenor Roberto, e PDT, liderado pelo prefeito de Natal Carlos Eduardo,  já proclamaram o apoio ao projeto de reeleição da presidenta Dilma e, portanto, querem marchar juntos na eleição regional. O PSD, liderado pelo vice-governador Robinson Faria, sinaliza também que a tendência é de apoio à reeleição da presidenta Dilma. O PSB, liderado pela vice-prefeita Wilma de Faria, tem esse detalhe que é não saber se Eduardo Campos (governador de Pernambuco) será candidato ou não.

Se a candidatura do governador Eduardo Campos a presidente se consolidar? Atrapalha a aliança com o PSB no RN?
De qualquer maneira o PSB é aliado histórico do PT no plano nacional e um aliado nosso no plano local, porque faz oposição ao Governo do DEM. Sintonia no plano nacional, compromisso sagrado com a reeleição da presidenta Dilma, e sintonia no plano regional, oposição clara ao Governo do DEM, serão aspectos considerados no diálogo sobre alianças. Nossa tarefa é desencadear o debate junto à sociedade, formular projeto político administrativo capaz de tirar o Estado dessa paralisia. E para tanto nós pretendemos, no segundo semestre, dar continuidade ao debate. No primeiro momento foi a conversa com cada partido, o PT dará continuidade agora ao debate interno. Defendo que no segundo semestre retome as conversas com os partidos e já fazendo de maneira coletiva. Nosso intuito é unir a oposição aqui no Estado.

No aspecto da política estadual, qual o foco do PT com relação aos cargos que estão postos para 2014?
Como essa não é uma eleição solteira, é uma eleição casada, tendo em vista que está em jogo o projeto nacional nosso, é importante ressaltar que a centralidade do PT do Rio Grande do Norte e de todo país é a reeleição da presidenta Dilma. Agora, associado a isso, o PT quer crescer, continuar crescendo. Há um debate no plano nacional que, associado ao desafio maior que é reeleger a presidenta Dilma, é preciso avançar cada vez mais no campo da disputa congressual. O PT, no plano nacional, quer continuar sendo a maior bancada de deputados federais e quer ousar em 2014 chegando ao Senado com a maior bancada de senadores e senadoras. Transplantando para o plano regional o nosso objetivo primeiro é preparar o PT para o que der e vier. Claro que defendemos o caminho da aliança, mas o PT precisar estar preparado para toda e qualquer situação. Então, o foco no Rio Grande do Norte é preparar a nominata de candidatos a deputado estadual. Não só eu, mas o partido está  motivado. Temos condições não só  de manter a cadeira hoje ocupada brilhantemente pelo deputado Fernando Mineiro como ampliar. Queremos não só resgatar a situação que conquistamos em 2002, quando elegemos dois deputados estaduais. Queremos ousar elegendo três deputados estaduais. Outro foco é desenvolver uma tática que garanta o espaço político que o PT do Rio Grande do Norte conquistou na Câmara Federal. Não é pouca coisa. O Estado só tem oito vagas para federal e por isso a disputa é muito desafiadora. O PT vai desenvolver tática para manter o espaço político conquistado e se inserir fortemente na disputa majoritária. Temos condições em 2014 e todo empenho está sendo feito para que, no próximo ano, o PT vença eleição de caráter majoritário pela primeira vez para que o PT do Rio Grande do Norte acompanhe o crescimento nacional que o partido tem.

Deputada, indo direto ao ponto: a senhora se coloca como pré-candidata ao Senado da República?
Eu vou responder indo direto também. A princípio sou candidata a deputada federal, mas não descarto, de maneira nenhuma, a possibilidade  de disputar o Senado. Esse projeto está sendo estudado carinhosamente. Até porque um projeto dessa magnitude não é de natureza pessoal. É coletivo, passa por uma discussão no interior do meu partido nos planos regional e nacional. Ele passa por uma discussão junto aos parceiros, aliados. Agora já disse isso e volto a dizer: desejo muito que isso aconteça (a candidatura ao Senado). Espero que possamos estar em condições de disputar a cadeira em 2014. Mas sem sofreguidão, com serenidade. Até porque tenho clareza de que uma candidatura majoritária do Partido dos Trabalhadores, com o perfil e a origem social que eu tenho, só se sustenta se tiver sentimento e respaldo popular muito forte. Sinto-me motivada porque, por onde tenho andado, da Grande Natal ao Oeste, Trairi e Seridó, as manifestações são crescentes de apoio e incentivo para a gente disponibilizar o nosso nome ao Senado. Isso também é o reconhecimento da nossa trajetória, de luta, de compromisso, de ética. Mas estamos discutindo. Dentro do PT há essa torcida, o desejo para que eu disponibilize o nome ao Senado. E lhe digo que essa hipótese de disputar a cadeira para o Senado está sendo discutida no plano nacional. Até porque o PT, ao lado de eleger a presidenta Dilma, coloca como prioridade a disputa congressual. Esse assunto é objeto de discussão. muito grande que isso se viabilize. Tenho conversado com o presidente nacional do PT, Rui Falcão, e conversei com o presidente Lula. E lhe digo que, por parte do presidente nacional do PT, há um desejo muito grande que isso se viabilize.

Se há um desejo do PT local, do PT nacional e da senhora, então a candidatura ao Senado está confirmada?
A eleição ainda será em outubro do próximo ano. Temos uma longa caminhada pela frente. Não vou negar, me sinto motivada e acho que estou preparada para dar esse passo. Temos feito um mandato importante, parceiro dos municípios, proativo. Podemos fazer muito mais pela luta em defesa da Educação no Senado. Hoje sou candidata a deputada federal e a hipótese de disputar o Senado está colocada, não só no plano local, mas também no nacional.

O vice-governador Robinson Faria se coloca como pré-candidato ao Governo. A senhora como pré-candidata ao Senado. Estaria se desenhando uma chapa de oposição a partir desses nomes?
Esse não é  o momento de definição de nomes. Isso só se dará no próximo ano. Claro que é legítimo cada partido ter o seu desejo, suas aspirações. Mas, veja bem, o momento agora é de fazer o debate do ponto de vista programático, a mobilização política. Aproximar os dirigentes, militantes.

O vice-governador foi precipitado para colocar o nome dele como candidato ao Governo?
Não. Esse é um direito que ele tem. Acho legítimo. Assim como no PT, no caso de disputa para o Governo, a quem especule o nome do deputado Fernando Mineiro. Não cabe aqui nenhuma censura. Ele (Robinson Faria) tem andado, afirma que sonha, mas também diz que está aberto ao diálogo. Até porque o processo não pode se dar por imposição. Mas asseguro a vocês o ano de 2013 é para debate programático. O Governo que aí está é o pior Governo da história do Rio Grande do Norte.

Dois nomes que são lembrados para o governo, quais a senhora considera ter viabilidade em uma aliança com o PT e quais os critérios para  a escolha?
Temos que ter a capacidade de envolver a sociedade para formular um projeto político e administrativo alternativo a isso que aí está, que tenha como eixos a questão da sustentabilidade, da universalização, de criação das políticas públicas, gestão moderna, eficiente. Nós só vamos fazer isso se tivermos capacidade de mobilizar a sociedade. A escolha do nome (de candidatos da majoritária) deve ser pautada à luz de alguns critérios. Por exemplo, o nome que agregue mais. Tem que levar em consideração também a competitividade eleitoral. Não diria que é só pesquisa. E para nós do PT precisa ser um nome que fortaleça mais o palanque de reeleição da presidenta Dilma. 

A senhora afirmou que o seu projeto de candidatura ao Senado já chegou à presidência nacional do partido. O PT nacional está atuando junto ao PMDB local para uma aliança regional?
Que pergunta difícil. Veja bem, claro que no plano nacional temos uma aliança com o PMDB muito sólida. O PMDB é um partido estratégico do ponto de vista da sustentação pela expressão e capilaridade que tem. É o partido do vice-presidente, tem seis ministros no Governo da presidenta Dilma. O PMDB do Rio Grande do Norte tem o presidente da Câmara dos Deputados, o deputado federal Henrique Eduardo Alves, e o ministro da Previdência, Garibaldi Filho. Em nome da reeleição da presidenta Dilma, lógico que o PT em nível nacional gostaria que quanto mais for possível PT e PMDB estarem juntos nos planos estaduais melhor. Mas nem sempre isso é possível por conta das peculiaridades regionais. No Rio Grande do Norte, o que nos separa é a opção que o PMDB fez de aliança com o Governo do DEM, até o presente momento. Naturalmente, o PT não vai participar de nenhuma aliança no plano local onde esteja o DEM. Isso nos separa no plano da aliança regional, PMDB e PT. Claro que se o PMDB romper os laços políticos com esse governo desastroso que está aí seria muito bom. E já que é aliado nosso no plano nacional, seria bom se no plano regional viesse a fazer parte do bloco de oposição ao Governo do DEM.

Qual a condição para formar uma aliança com o PT do RN?
Se ocorrer (o rompimento PMDB e DEM no Estado) vou defender que abra a conversa. Aliás, isso não vale só para o PMDB, vale para o PR, liderado pelo deputado federal João Maia, para o PP, PHS e todos os partidos que estão no arco de sustentação do Governo Dilma. Até na condição de quem tem responsabilidade de quem é segunda vice-presidente nacional do PT, se dependesse de mim o ideal seria que juntasse todo mundo, com exceção do DEM e do PSDB no Estado. Um palanque só. Mas coloco que o PMDB, PR, PP e os demais partidos rompam os laços políticos com o Governo que aí está e não foi possível de atender a expectativa do Rio Grande do Norte. É um equívoco político esses partidos estarem dando sustentação ao Governo que aí está.

Como a senhora avalia a declaração da governadora Rosalba, sinalizando que poderá votar na presidente Dilma?
O voto é opção de caráter estritamente pessoal. Respeito a decisão das pessoas. Se isso vier ocorrer não vamos rejeitar apoio e nem voto de ninguém. Seria uma postura muito intolerante. Qualquer iniciativa neste sentido, de possível apoio a reeleição da presidenta Dilma, não muda em nada a posição do PT no Rio Grande do Norte. O PT é e continuará sendo oposição ao Governo desastroso do DEM que aí está. Chance zero do PT se aliar ao DEM no Estado. Quem deve estar desconfortável com a declaração da governadora é o presidente do partido dela, o senador José Agripino.

Fonte: Tribuna do Norte

Desafios para a III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial

 EDSON FRANÇA - UNEGRO
Beleza Negra

Desafios para a III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial
Edson França
Está em curso em todo país movimentações com vista a realização da III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial – CONAPIR, será a primeira conferência sobre igualdade racial no governo Dilma, ao contrário da I e II CONAPIR que se detiveram na elaboração do Plano Nacional de Igualdade Racial - PLANAPIR, essa abordará questões estruturantes na sociedade: desenvolvimento e democracia. O debate desse tema levará o movimento negro a caminhos pouco percorridos em sua trajetória de luta política contra o racismo, terá que disputar a sociedade e não se perder em questões internas que consomem muita energia e produz resultados pífios. Será uma conferência diferente das anteriores, se constituirá num ambiente propício para quebra de paradigmas.

Antes de apresentar algumas reflexões sobre os principais desafios que a III CONAPIR impõe para o movimento negro e para o avanço das políticas de igualdade racial, faço dois destaques que permeiam as conferências de políticas públicas intensificadas a partir do governo Lula. Primeiro, junto com os conselhos, as conferências de políticas públicas são instrumentos importante de participação social e consultas entre governo e sociedade civil, reforçam a contínua luta pelo aperfeiçoamento da democracia, pois permitem que o povo seja um dos atores na formulação das políticas governamentais. Qualquer iniciativa governamental que aumenta a participação social na construção das políticas públicas deve ser valorizada.

Dados da Secretaria Geral da Presidência da República apontam que nos últimos 10 anos foram convocadas 86 conferências, que abordaram 40 áreas temáticas, mobilizaram 07 milhões de brasileiros (em todas as esferas, municipais, estaduais e federais) unidos no esforço de elaborar e pactuar com o poder público políticas públicas inclusivas. Inegavelmente o governo acerta ao promover esse virtuoso processo de mobilização da sociedade civil para formular, aperfeiçoar e propor caminhos aos governantes, porque permite maior qualidade no diálogo do governo com o povo e mais acerto nas meditas adotadas. A democracia participativa coaduna com os anseios dos movimentos sociais, devemos ser convocados para opinar com o voto em dia de eleição e com opinião nos períodos entre eleições.

Segundo destaque é que os movimentos sociais devem delinear com maior precisão seus objetivos, se organizar para participar e não apostar 100% de suas fichas nas conferências, não pode ser ingênuo, pois as conferências têm limites impostos pela institucionalidade e compromissos governamentais, a pauta é estabelecida a partir de projeto e demanda de governo. A 1ª Conferência Nacional de Comunicação deliberou sobre o marco regulatório nas comunicações e a 11ª Conferência Nacional de Direitos Humanos deliberou sobre o III PNDH foram bem elucidativas do que ocorre quando se avança o limite político da conferência: nada. Essas e outras propostas avançadas deliberadas em conferência estão solenemente guardadas e esquecidas em alguma gaveta de Brasília.

Por isso, palco prioritário para a luta política dos movimentos sociais são as ruas, nelas as lutas sociais acumulam forças para conquistas e mudanças mais profundas, expressam sem limitações temáticas e regimentais os anseios do povo, dão maior publicidade às manifestações sociais e disciplinam as massas para a luta. Resumidamente, as conferências são agendas de governos com a sociedade civil, tem contribuído com os avanços sociais na medida em que abre para sociedade a possibilidade de aperfeiçoar as políticas públicas, mas não substituem o principal espaço para organização autônoma da luta popular: as ruas.

Desenvolvimento e a luta contra a desigualdade e o racismo

O tema da III CONAPIR: “Democracia e Desenvolvimento sem Racismo: por um Brasil Afirmativo”, está adequado ao estágio da luta política contra o racismo e pela promoção social da população negra no Brasil, considerando que os últimos anos foram de ininterrupta defesa das políticas de ações afirmativas e que lograram importantes êxitos, destacadamente quando o Estado e não somente o governo incorporou essa dimensão nas políticas públicas através da legitimidade conferida pelo STF, a mais Alta Corte Judiciária da Nação, pela aprovação da Lei 10.639/03, do Estatuto da Igualdade Racial e da Lei das Cotas nas universidades públicas federais.

O debate sobre democracia e desenvolvimento significará um importante salto de qualidade ao tema da igualdade racial, colocará novos desafios ao movimento negro brasileiro. A partir da III CONAPIR o movimento terá que pensar no modelo de desenvolvimento que defende para o Brasil, diagnosticar e propor medidas que superem os principais gargalhos que obliteram a democracia brasileira, para isso, terá que pensar como maioria populacional, ter mais ambição política e ousadia, definir corretamente os inimigos, estabelecer alianças políticas com os setores progressistas da sociedade, sob pena de projetar um grande gueto para alocar a população negra. Será necessário sair da zona de conforto mental e pensar num projeto de nação que incorpora o povo com equidade.
Apesar de as conferências serem instrumentos de consulta e seus resultados não imporem obrigatoriedade, compreendo que o governo não tem pretensão deliberada de desconsiderar seus resultados, por isso a SEPPIR e o CNPIR merecem efusivas saudações pela coragem de chamar a população negra para discutir economia (desenvolvimento) e presença de negros nos espaços de poder (democracia) numa conferência oficial, assim o movimento negro tem oportunidade de sair do lugar comum que tem o distanciado do debate sobre os reais impasses que aprisionam a população negra na marginalidade e apresentar uma plataforma incômoda a aqueles que se beneficiam com as coisas como estão.

Além do modelo econômico brasileiro, as políticas econômicas equivocadas decididas pelos governos e a hegemonia de uma minúscula elite na definição dos rumos da economia nacional são agravantes para situação dos negros brasileiros, nesse sentido, o movimento negro não poderá escapar ao debate sobre o papel do Estado na economia. A III CONAPIR permitirá a discussão sobre o destino dos investimentos de importantes instituições financeiras públicas (BNDES, CEF e BB) e debater a divisão das riquezas nacionais (como o pré-sal e mineração). Terá que opinar sobre a política macroeconômica e debater o saldo do desenvolvimento do país nos últimos 10 anos para população negra.

Considero que o produto mínimo que poderá sair desse debate será a aquisição pelo movimento negro de uma profunda convicção que os principais pontos de sua pauta serão equacionados com aporte de recursos financeiros, ou seja, sem dinheiro não se promove justiça social para populações economicamente marginalizadas. Tenho total segurança que o movimento negro não cairá no economicismo, o racismo tem forte dimensão histórica, cultural, moral, psicológica que não permite saídas exclusivamente econômicas, no entanto, o Brasil não pode continuar sendo a sétima potência econômica do mundo e no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) ocupar a 85ª posição no ranking mundial, quando a classificação atinge somente a população negra a posição vai para o 104º lugar, essa profunda desigualdade denuncia a perversidade do racismo brasileiro e matricializa inúmeras formas de opressões, discriminações e preconceitos.

Democracia e a luta contra o racismo

Democracia não é um conceito vazio para a luta política do negro brasileiro, mas um elemento fundamental para avançar nas conquistas, pois democracia é antítese de racismo. Quanto mais democrática, menos racista será uma sociedade, de modo que envolver a III CONAPIR nesse debate é um salto expressivo para o aperfeiçoamento da conferência como instrumento de dialogo democrático entre poder público e sociedade civil. A população negra tem uma longa pauta de reivindicação no campo da democratização do país, a começar pela acentuada ausência de negros e negras nos espaços de poder.

Os negros compõem mais da metade da população brasileira, maior concentração negra fora do continente africano, estão no Brasil desde as primeiras décadas da colonização, construíram com as mãos a grandeza da nação, porém, são 02 dos 81 membros do Senado Federal; 43 dos 513 deputados federais; uma ministra nos 39 ministérios, considerando que a única ministra negra de Dilma ocupa a pasta da igualdade racial; há assembleias legislativas e câmaras de vereadores em capitais sem representação negra; das 50 maiores estatais brasileiras somente a Bahiagás é presidida por negro. Esses dados são uma eloquente denúncia da defeituosa democracia brasileira que envergonha o país. O Brasil precisa corrigir essa distorção para mitigar tensões no seio do povo, inerente em sociedades racistas e desiguais, e criar um ambiente favorável a um desenvolvimento justo com unidade nacional.  

Nos últimos 30 anos o povo brasileiro atingiu avanços extraordinários, derrotou a onda reacionária representada pelos governos militares; tirou de cena a opção neoliberal representada por Fernando Collor e FHC que entregaram de forma criminosa quase toda riqueza nacional; elegeu um operário e uma mulher vinculados com as lutas sociais e comprometidos com uma agenda popular e democrática. Apesar dessas mudanças, o Estado mantém o mesmo arcabouço legal, as mesmas estruturas burocráticas, em outras palavras, a institucionalidade do Estado brasileiro continua antidemocrática, excludente, racista e voltada para o benefício dos mais ricos e poderosos. De modo que as reformas populares tem que ser inserida com mais força na pauta democrática, as lideranças do movimento negro estão desafiadas a politizar o debate sobre a democracia no Brasil assumindo a bandeira da reforma política, comunicação, agrária, tributária, urbana e educação.

Como mensionado acima, essa conferência permitirá quebras de paradigmas e foi dito também que devemos delinear com maior precisão nossos objetivos para obter melhores retornos. Assim considero que a III CONAPIR deva focar dois objetivos para sociedade civil. Primeiro apresentar a posição do movimento negro sobre a reforma política, defendendo lista partidária com equidade de gênero e raça, financiamento público exclusivo de campanha, com vista a acabar com a influência do poder econômico nos resultados eleitorais, combater a corrupção e aumentar a representação popular nos legislativos e executivos municipais, estaduais e federais. Esse posicionamento legitimará a disputa sobre a reforma política na sociedade, nos partidos e no Congresso Nacional, além de inserir com força o movimento negro numa importante agenda nacional. 

Outro objetivo que devemos priorizar é a realização de um censo, nos âmbitos dos governos estaduais e federal, sobre a presença de negros na gestão pública, precisamos saber quantos somos e onde estamos na gestão pública, precisamos de um diagnóstico preciso sobre a desigualdade nos espaços de poder para podermos combatê-la. Não é possível falar em democracia num país onde a maioria não está em espaços de representação em decorrência de discriminações, preconceito, racismo e outras formas de opressão e intolerância.

Por fim, devemos ter um olhar estratégico para essa conferência, há um refluxo nas mobilizações de massas pelos movimentos sociais brasileiros, as conferências tem assumido o protagonismo das mobilizações. No movimento negro o refluxo beira a crise de mobilização, as conferências de igualdade racial hoje é o polo que mais atrai e aglutina a base social do movimento negro. Não podemos perder a oportunidade para construir consensos e avançar na luta.

Considero que a principal lacuna para aumentar a eficácia da luta contra o racismo é a ausência de caminhos que fortaleça o movimento negro e o constitua num segmento político social capaz de pautar a nação e obter vitórias políticas que tire a população negra da marginalidade, distribua riqueza e mude a vida das pessoas. A conferência não pode se transformar num espaço para repetição de propostas conhecidas, o que o movimento negro precisa é de força política para tirar do papel e garantir a consecução da plataforma de combate ao racismo no Brasil.

Para não me alongar muito nesse texto abordarei os dois principais subtemas da III CONAPIR: avaliação dos 10 anos de política de igualdade racial e Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial – SINAPIR para outro momento, considerando que essa conferência exigirá muito mais reflexões.

Edson França
Presidente da UNEGRO

sábado, 1 de junho de 2013

TCE INTENSIFICARÁ FISCALIZAÇÃO PARA GARANTIR O BOM FUNCIONAMENTO DO PORTAL DA TRANSPARÊNCIA

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) deve fiscalizar todos os passos dos municípios que implantaram o Portal da Transparência nos municípios potiguares.

Uma inspeção será realizada de forma constante, com o propósito de coibir possíveis irregularidades e evitar que as prefeituras não atualizem suas páginas.


Fonte: Caraúbas hoNews

PRESIDENTE DO CPC DA ANE/RN E ASSESSOR DA ANE/RN ENCERRA REUNIÃO POSITIVA RUMO AO VIII CONANE

Comissão preparada para a mobilização rumo ao VIII CONANE
As reuniões sempre foram acompanhada pelo olhar da Santa Rita de Cássia.

Ontem a noite o presidente do CPC DA ANE/RN e assessor da ANE/RN, Eduardo Vasconcelos encerrou sua estadia de 02 dias na cidade de Santa Cruz na Região do Trairi com reunião positiva.

Comissão criada para tiradas de delegados/estudantes que irão mobilizar cidades da região para participarem do VIII CONANE, que acontecerá dia 15 de junho em Santa Cruz.

Basicamente a estrutura já estar em encaminhada, agora é só mobilizar a estudantada para participarem do maior congresso de estudantes do Estado, onde discutirão Conjuntura Nacional, Educação, Cultura, Estatuto da Juventude, Homofobia, Racismo, AIDS, e tantos outros assuntos também importantes para o Estado, como por exemplo a LUTA PELO CAMPUS DA UERN E UFRN.

Agora é só arregaçar as mangas da camisas e trabalhar!