
Montagem (Fotos: José Cruz-ABr/Divulgação)
A 3ª Pesquisa Fórum revela que a
direita e a centro-direita representam quase 50% do país, mas os dados mostram
muito mais do que isso e você pode ler nesta matéria especial, em que os
segmentos são separados, como pensam e o que defendem.
Em matéria recente, Fórum revelou com exclusividade que o Brasil tem hoje metade de sua população com direito à voto que se declara de direita. Segundo a 3ª edição da Pesquisa Fórum, 40,8% dos eleitores se dizem de direita e 8,6% de centro-direita. Ou seja, este campo da direita tem 49,4% dos eleitores. Na outra ponta, 13,6% se dizem de esquerda e 7,2% de centro-esquerda. Ou seja, são 20,8%. De centro, se afirmam 29,9%.
Além desses dados explicarem boa parte da resiliência de Bolsonaro, que a despeito de fazer um governo desastroso se mantém com um índice de ótimo e bom de 35,1%, também mostram que a eleição de 2020 pode ser muito mais difícil do que se imagina para as candidaturas de esquerda.
Para melhor entender a cabeça do eleitor brasileiro, Fórum fez um recorte e separou esses grupos em três. Os de direita e centro-direita, os de centro e os de centro-esquerda e esquerda. E a partir disso cruzou com as perguntas que foram feitas nesta última pesquisa em parceira da Offerwise e consultoria de Wilson Molinari. O campo foi realizado dos dias 10 a 13 de junho. A base total da pesquisa é de 1 mil eleitores e a margem de erro de 3,2%.
Os resultados são reveladores da coerência na autodeclaração de campo político. Por exemplo, quando perguntado sobre a avaliação do governo Bolsonaro, 56,1% dos eleitores direita e centro-direita o consideram ótimo e bom, 19,9% regular, 22,7% ruim e péssimo e 1,3%, não sabem.
Já se percebe neste núcleo de direita que quase ¼ do eleitorado abandonou Bolsonaro. Por outro lado, mais da metade ainda se mantém absolutamente fiel a ele.
Entre os eleitores de centro, 19,7% consideram ótimo e bom seu governo, 30,1% regular, 47,6% ruim e péssimo e 2,7% não sabem. Metade deste segmento já está na oposição a Bolsonaro, mas uma parcela ainda muito grande no regular, quase 1/3 desses eleitores.
Por outro lado, no campo da esquerda, apenas 7,3% dos eleitores avaliam Bolsonaro como ótimo e bom, 13,1% como regular, 77,7% como ruim e péssimo e 1,9% não sabem. Se esse segmento fosse a média do Brasil, o impeachment de Bolsonaro seria uma questão de tempo.
A leitura apenas dessa questão já desmonta a tese de que o eleitor não sabe o que é ser de esquerda e direita e que ao se declarar de direita, por exemplo, estaria se dizendo uma pessoa direita.
Os cruzamentos a seguir só confirmam a hipótese de que o momento é favorável às pautas mais conservadoras e que a esquerda terá que reconstruir o imaginário do que é ser de esquerda para poder virar o jogo.
Fonte: REVISTA FÓRUM
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