quarta-feira, 12 de maio de 2021

Governo Bolsonaro tem medo do que pode acontecer com depoimento de Fabio Wajngarten na CPI da Covid

No Palácio do Planalto há temor com depoimento de Fabio Wajngarten, considerado imprevisível, na CPI da Covid.

247 - A fala de Fabio Wajngarten, ex-chefe da Secom da Presidência da República em depoimento nesta quarta-feira (12), na CPI da Covid é vista com apreensão no Palácio do Planalto.

O governo avaliou como constrangedoras as falas do presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, na CPI da Covid na véspera e agora teme o que pode acontecer com o depoimento do ex-secretário de Comunicação da Presidência Fabio Wajngarten, marcado para esta quarta-feira (12).

Senadores da base governista e auxiliares presidenciais próximos do presidente Jair Bolsonaro avaliam que as respostas que Wajngarten dará na comissão serão uma surpresa e não há como prever o teor das declarações. Há o receio, porém, de que ele culpe o governo pela demora na compra e entrega de vacinas, informa reportagem da Folha de S.Paulo.

Fonte: BRASIL 247

GLEISI HOFFMANN: SENTENÇA É UM AVISO AOS BOLSONARISTAS PARA NÃO REPETIR ...


Fonte: BRASIL 247

Fachin força com delação de Cabral e expõe Tóffoli. Por Fernando Brito

 
Toffoli. Foto: G.Dettmar /Agência CNJ

Publicado originalmente no Tijolaço:

A notícia de que a Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal a abertura de inquérito para investigar um suposto recebimento de R$ 4 milhões pelo Ministro Dias Tóffoli para “resolver o problema” de dois prefeitos fluminenses quando era presidente do Tribunal Superior Eleitoral, tem o efeito de um explosivo nos intestinos da Corte.

É que a denúncia integra a delação premiada do ex-governador Sérgio Cabral que, condenado a três séculos de prisão, atira para todo e qualquer lado em busca de “descontar” algumas década de suas infindáveis penas. Tanto é assim que o Ministério Público Federal rebarbou seu pedido de colaboração e, tal como aconteceu com Antônio Palocci, foi a Polícia Federal quem recolheu a xepa acusatória e levou ao Ministro Luiz Edson Fachin que, como se sabe, a homologou, como homologa qualquer acusação que sirva ao lavajatismo.

No lote de acusações feitas com Cabral, claro, há trechos que buscam atingir o filho de Lula, Fábio Luís Lula da Silva.

Em setembro do ano passado, no final de sua presidência no STF, Dias Tóffoli atendeu a pedido da Procuradoria Geral da República para que os inquéritos oriundos da delação de Cabral fossem arquivados, por falta de provas. É quase certo que o que o visava não estava entre eles, porque seria inevitável que o ministro e desse por impedido desta decisão.

Agora Fachin acolhe este novo pedido e o envia à Procuradoria Geral da República, para opinar. Será, provavelmente, contrário e voltará para o arquivo morto.

Mas dá para imaginar o “climão” dentro do Tribunal com o levantamento de suspeitas genéricas contra um de seus integrantes.

Sugere-se que, com ou sem Covid, Fachin entre em quarentena. Pois não há dúvidas de que ficará isolado, e por bem mais de 14 dias.

Fonte: diariodocentrodomundo.com.br

Após mortes, CFM diz que cloroquina nebulizada é “experimental” e só deve ser usada em pesquisas

Do Estadão:

Jucicleia de Sousa Lira (33) morreu após o “tratamento experimental” da cloroquina nebulizada. Foto: Reprodução

Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) estabelece como “procedimento experimental” a administração de hidroxicloroquina (HCQ) e cloroquina por meio de inalação.

Na prática, a autarquia confirma que qualquer tentativa de se fazer uso dos medicamentos por esse meio fora de estudos e pesquisas cientificas – como já ocorre no País – será considerada irregular, ilegal e antiética. Nebulizações com o remédio terminaram com mortes de pacientes no Rio Grande do Sul e no Amazonas.

Estudos já mostraram que o medicamento não é eficaz contra a covid-19.

Segundo o CFM, a resolução 2.292/2021, a ser publicada nesta quarta-feira, 12, no Diário Oficial da União (DOU), define que tratamentos médicos baseados nessa abordagem podem ser realizados só por meio de protocolos de pesquisa aprovados por Comitês de Ética em Pesquisa e Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CEP/Conep).

A medida ocorre  “após o CFM se debruçar sobre aventada possibilidade de a apresentação inalada desses fármacos ser uma alternativa para reduzir o risco de eventos adversos e aumentar eficácia no tratamento contra a covid-19”, informou.

Segundo a autarquia, a utlização do medicamento por inalação “não é preconizada pelo fabricante, não havendo na literatura nenhuma informação sobre a eficácia e segurança aplicada por essa via, assim como dados sobre sua farmacocinética e farmacodinâmica nessa situação”, informa.

“Essa forma de administração não caracteriza uso ‘off label’ (sem indicação na bula) da medicação, sendo necessárias pesquisas que comprovem a eficácia e segurança da HCQ, assim como a dose a ser aplicada”, completa o CFM.

(…)

Fonte: Diário do Centro do Mundo  DCM

terça-feira, 11 de maio de 2021

O QUE OS BOLSONAROS FIZERAM NO VERÃO PASSADO ? JOICE HASSELMANN DIZ QUE SABE, SERÁ QUE VAI CONTAR ?

A deputada federal Joice Hasselmann (PSL/SP) mandou um "recado" à família Bolsonaro: 

'Sei o que fizeram no verão passado'

Contribui para a temperatura em BRASÍLIA aumentar de forma bastante forte.
Mais cedo, Eduardo Bolsonaro publicou essa montagem de uma nota de R$ 3,00 com a foto de Hasselmann.  
 
OPINIÃO

O Brasil está entendendo agora o que é a NOVA POLÍTICA que Bolsonaro e seus apoiadores prometeram praticar.

Fonte: 007bondeblog.blogspot.com

Os perigos postos em face da postura e ações governamentais do governo federal - Por EVANDRO BORGES - Advogado -Potiguar Notícias

Dr. EVANDRO BORGES - Advogado

Os brasileiros sonham com uma economia estável que proporcione relações de vida seguras, e que seja inclusivo para toda a população com a redução das diferenças gritantes. Um país desenvolvido em todas as dimensões da contemporaneidade e protagonista, que cumpra o seu desígnio histórico de uma grande nação correspondendo as suas dimensões territoriais.

O desenvolvimento sustentável em todas as suas dimensões estão o crescimento econômico, o respeito ao meio ambiente equilibrado, a equidade social, a incorporação das novas tecnologias e saberes, conhecimentos científicos e informais, o respeito à diversidade e ao pluralismo, o pleno exercício da civilidade incluindo a convivência com as minorias e a democracia efetiva, representativa, participativa e com alternância de poder.

Um país desta envergadura precisa conviver com a casa comum, a mãe terra, respeitando as Nações, as suas organizações, os tratados, os blocos econômicos que são construídos, a autodeterminação dos povos, a resolução dos conflitos através de acordos pacíficos, com relações exteriores amadurecidas, frutos de uma relação profissionalizada e acadêmica para a diplomacia, fundada em um Instituto como o Rio Branco.

O Brasil trilhou historicamente pelo pragmatismo das suas relações, não se envolvendo em conflitos, com relações amistosas com todos os povos, recebendo imigrações de todas as origens e miscigenando a sua população, e construindo os blocos econômicos, como o MERCOSUL e o BRICS contribuindo para formação de bancos e construindo aliados e não se aliando incondicionalmente.

A questão ambiental foi aqui tratada com vários eventos como a Eco Rio e outras, na participação de tratados e recebendo recursos internacionais para a manutenção dos biomas amazônicos, e para ser aplicados em povos originais, mas nos últimos anos com o desmatamento desenfreado e a liberação deliberada de defensivos agronômicos, já proibidos em outros países, contaminando a produção de alimentos, desfavoráveis a boa alimentação e nutricional dos seres humanos, e com possibilidades de serem rejeitados por importantes mercados consumidores internacionais.

Os rompantes praticados contra a China, um dos mais importantes parceiros econômicos, não tem razão de ser, inclusive em face da dependência do IFA para a fabricação da vacina  coronavac e das medidas adotadas pelo governo federal em relação a pandemia do coronavírus, está isolando o país com repercussões de natureza econômica, tanto para a comercialização dos produtos primários, importantes para a equalização da balança comercial, como também, para outros segmentos como um dos exemplos o turismo.

Os rompantes e ações de governos do Presidente não podem prosperar, sob pena do isolamento internacional, da redução e perda de mercados, da possibilidade de capitais não serem mais investidos no país, com o aumento do desemprego e das vulnerabilidades sociais, favorecendo a violência e captura da sociedade e do Estado por milícias e o crime organizado infelicitando a todos.

Um inferno chamado Brazil - Por Wellington Duarte

Professor da UFRN, WELLINGTON DUARTE

Imaginem, ao raiar do dia, em pleno céu claro, uma equipe de policiais, bem armados e com a fúria nos olhos e dedos coçando, invadissem o condomínio de Green Village, onde residem membros da classe média alta da nossa capital, e fulminassem 24 indivíduos, todos considerados “suspeitos” e, portanto, alvos a serem abatidos em nome da “justiça”.

Imaginem se numa das ruas floridas do dito condomínio, fosse postada uma foto de um adolescente branco e “bem apessoado”, morto dentro de um carrinho de mão, e exposto em pose com um dedo na boca, como se fosse um aviso aos adolescentes daquele garboso condomínio.
 
Imaginem a reação dos meios de comunicação locais nesse caso, em que o sangue de brancos ou quase brancos (negros aquinhoados) foi espalhado nas belas casas desse belo condomínio. Imaginem um representante da polícia, em posterior entrevista coletiva, afirmar peremptoriamente que os 24 jovens eram “criminosos” e que tudo é culpa do tal “ativismo judiciário”, uma aberração criada na mente distorcida dos que podem, com um tiro, fulminar vidas. Imaginem um secretário de governo ir a público dizer que a morte de 24 brancos, ou quase brancos, dizer que tudo foi feito com “muito planejamento”, depois de DEZ MESES DE PREPARAÇÃO.
 
A chacina de Jacarezinho, uma comunidade de gente pobre e proletarizada, localizada na zona norte do Rio de Janeiro, com mais de 60 mil habitantes, não foi, não é e não será a última chacina que essas pessoas serão submetidas. A novidade é que, desta vez, tinha o selo do governo do Rio de Janeiro e não foi nas sombras da noite, com encapuzados, e sim ao dia, sem nenhum pudor ou temor.
 
Nós já conhecemos o bordão “bandido bom é bandido morto” e vemos, todos os dias, elementos que idolatram os esquadrões da morte ao vivo e em cores, sem nenhuma desfaçatez, enalteceram a Morte. Aliás temos um presidente da República que tem uma forte aproximação com a Morte, quer pela sabotagem com relação a pandemia, quer pela sua relação, ainda a ser esclarecida, com as milícias cariocas. Do “bandido bom é bandido morto”, “evoluímos” para o “suspeito bom é suspeito morto” e pode, com certeza, alguém, ao ler esse texto, ranger os dentes e mandar o escriba levar um “bandido” para casa.
 
Daqui a 15-20 dias, com mais de 3 mil mortes por dia, a morte dessas 24 pessoas e mais a de um policial, que tombou na refrega, estará esquecida ou pelo menos deglutida pela população, mais preocupada em sobreviver no dia a dia, especialmente se for pobre, negra, ou quase negra (brancos muito pobres) e morar na periferia.
 
Temos, como sociedade, ter que, um dia refletir sobre como chegamos a esse patamar, em que a vida se tornou uma variável secundária e a Morte foi colocada num patamar elevado, em que os reacionários a louvam diariamente. 
 
A que ponto chegamos.

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Carta aberta da Conif sobre cortes orçamentários

 "A Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica não para e não pode parar"

Redução, cortes e bloqueio no orçamento colocam em risco funcionamento das instituições federais de Educação Profissional. Com R$ 770 milhões a menos, a Rede Federal corre risco de interromper suas atividades no início do segundo semestre.

Caso não ocorra a reversão da situação orçamentária ora imposta, haverá um regresso aos patamares orçamentários do ano de 2010, o menor nos últimos 10 anos, quando a Rede contava ainda com 418 mil estudantes matriculados. Hoje, esse número mais que dobrou: são mais de um milhão de estudantes nos cursos técnicos, de graduação e de pós-graduação nas instituições que compõem a Rede Federal de Educação profissional, Científica e Tecnológica.

O orçamento previsto pelo Governo Federal aos Institutos Federais, Cefets e Colégio Pedro II para 2021 foi 18,2% menor do que o do ano passado, ou seja, uma redução de R$ 431.897.262 milhões. Durante a tramitação da peça orçamentária no Congresso Nacional, a Comissão Mista do Orçamento aplicou um corte linear de mais 43 milhões, ou seja, 2,2% no total dos recursos alocados em programações discricionárias nas instituições, tais como assistência estudantil, funcionamento, capacitação, dentre outros.

Já na sanção presidencial ao Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) ocorreu um novo corte, chamado de veto, desta vez de R$ 24,3 milhões, representando mais 1,2% do orçamento previsto. Portanto, desde que o PLOA foi para o Congresso Nacional até a sanção da LOA, a Rede Federal sofreu uma perda de, aproximadamente, R$ 500 milhões.

Após a sanção da LOA, o Ministério da Educação (MEC) anunciou um novo bloqueio de mais 13,8% do já reduzido orçamento deste ano, representando R$273 milhões a menos no orçamento total da Rede Federal. Importante destacar que a Rede sempre priorizou a manutenção dos recursos voltado para a assistência estudantil. Contudo, após esse novo corte do governo, a assistência estudantil sofreu uma redução de 3,4%, o equivalente a R$ 13,5 milhões.

Além das complicações enfrentadas pelos cortes, outro fato que dificulta ainda mais a gestão orçamentária da Rede é que mais da metade do orçamento das instituições está condicionado ao envio de Projeto de Lei de Crédito Suplementar pelo governo e posterior aprovação pelo Congresso Nacional. Ou seja, no quinto mês do ano as instituições contam com somente R$ 847 milhões (42%) liberados do orçamento 2021, fato que inviabiliza quaisquer tipos de planejamento.

O contexto torna-se mais crítico pois, do valor liberado, nem tudo é possível ser utilizado (empenhado), uma vez que depende ainda do Decreto de Programação Orçamentária e Financeira do Governo Federal.

Tal medida levou as Instituições da Rede Federal a fazerem escolhas no pagamento das despesas correntes, tais como serviços de vigilância, limpeza, energia, água e insumos. Além disso, há atraso e até cancelamento de editais de ensino, pesquisa e extensão, tais como bolsas para atendimento à comunidade acadêmica.

Outro fator que merece atenção são os recursos de emendas parlamentares de 2020, que também estão represados. O levantamento realizado pelo Fórum de Planejamento (Forplan), do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), verificou um débito de R$ 42 milhões de financeiro para pagar as despesas já liquidadas referentes a obras, equipamentos e custeio, tornando a Administração Pública inadimplente por falta de pagamento com empresas e fornecedores, o que pode ocasionar em desemprego e paralisação das obras em curso.

A informação inicial do governo era de que, com a aprovação da LOA o recurso seria liberado. Entretanto, uma nova informação, anunciada pelo MEC, diz ser preciso aguardar o decreto de programação orçamentária e financeira, previsto somente para o próximo dia 21 de maio.

Diante desse cenário caótico previsto para o ano de 2021, é preciso que o Congresso Nacional e o Governo Federal atuem em conjunto para uma mudança na situação aqui circunscrita. A Educação, além de um direito e bem inalienável da população brasileira, deve ser tratada como prioridade para o país, especialmente em tempos tão duros como os advindos da pandemia.

A provisão de recursos adequados para a continuidade das atividades de excelência produzidas no âmbito da Educação Profissional, Científica e Tecnológica, que tanto contribui para o crescimento e desenvolvimento do Brasil, é uma obrigação e responsabilidade da União. Sem o compromisso de que haverá um orçamento que garanta ao menos, o mínimo constitucional para o prosseguimento desse trabalho de referência internacional, a Rede Federal pode, desastrosamente, parar.

Fonte: IFRN

Bolsonaro e Carluxo querem incendiar o Brasil com afrontas ao Senado e ao STF.- Por José Cássio

 A dupla Jair e Carlos Bolsonaro

Bolsonaro abre a semana mostrando que o filho Carlos mantém a rédeas da comunicação do Governo. Não estranhe se pai e filho colocarem fogo no país. Tudo indica que esse é o desejo de ambos.

Começaram o domingo afrontando o STF.

“Ao tratar como vítimas traficantes que roubam, matam e destroem familías, a mídia e a esquerda os iguala ao cidadão comum, honesto, que respeita as leis e o próximo. É uma grave ofensa ao povo que há muito é refém da criminalidade”, escreveu o mandatário sobre a operação policial que deixou 28 mortos na favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, desrespeitando decisões da corte.

Não satisfeito, no início da madrugada desta segunda, 10, Bolsonaro mandou recados à CPI do Genocídio no Senado, que investiga sua gestão na pandemia da Covid.

Desdenha de medidas de distanciamento social adotadas por prefeitos e governadores.

“Que desistam todos os que querem ver o povo distante de mim, ou que esperam me ver distante do povo. Estou e estarei com ele até o fim. Boa noite a todos”, disse o irresponsável no início da madrugada, ilustrando com uma foto com centenas de motoqueiros num passeio, segundo ele, em homenagem às mães.

Mais tarde, um vídeo em que promove aglomerações com outro recado claro: “Onde tiver 1 só brasileiro, lá estaremos”.

Todas as vezes em que Carlos Bolsonaro assumiu o controle da Comunicação política do pai a coisa não deu muito certo.

Permitir que um delinquente comande um ignorante violento não é uma medida, digamos, sensata, num momento de crise.

Mas eles querem pagar para ver.

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br

Pacheco convida embaixador chinês ao Senado e isola Bolsonaro

 Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), convidou o embaixador da República da China no Brasil, Yang Wanming, para uma visita à Casa. No ofício, Pacheco não estipula data para o encontro. “Quando favoráveis estiverem as circunstâncias, de modo a adensar a parceria estratégica global entre nossos países”, diz o documento. 
 
“Diante da crescente conscientização das nossas vulnerabilidades individuais frente a urgentes desafios como combate à pobreza, a doenças e ao aquecimento global, precisamos de maior convergência entre nações e de uma configuração internacional voltada para maior cooperação”. Veja na íntegra: 
 
A articulação acontece após o presidente Jair Bolsonaro afirmar que a China teria utilizado o vírus da covid-19 como parte de uma suposta "guerra química" para obter vantagens econômicas na última quarta-feira (4), em um evento no Palácio do Planalto.
 
A fala de Bolsonaro pode aumentar a crise diplomática entre os países e gerar perdas econômicas e sanitárias para o Brasil. A China é o principal parceiro comercial do Brasil. Além disso, o país asiático é o maior produtor de insumos para vacinas no mundo. A Coronavac, por exemplo, é o imunizante mais aplicado no Brasil contra a covid-19 e produzido no Instituto Butantan em São Paulo, em parceria com um laboratório chinês, Sinovac.
 
Ministros x Yang Wanming
 
O  ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, das Relações Exteriores, Carlos França, e da Economia, Paulo Guedes, participaram de um encontro com o embaixador da China por videoconferência na tarde de hoje. Os diretores do Instituto Butantan, Dimas Covas, e da Fundação Oswaldo Cruz, Nísia Trindade, também participaram.
 
Durante a CPI da Covid ontem (6), Queiroga disse que vai continuar trabalhando  "para manter as boas relações que o Brasil tem com a China", junto com o chanceler brasileiro.
 
Em nota, o ministério da Saúde informou que o chefe da pasta " reiterou o compromisso do governo brasileiro em estreitar a cooperação Brasil-China no enfrentamento à pandemia de COVID-19."
 
De acordo com a pasta, o embaixador chinês disse que o seu país está disposto a continuar colaborando com o Brasil para enfrentar a covid-19. Yang Wanming também enfatizou que os laboratórios chineses vão honrar os contratos de venda de vacina com mais de 100 países.
 
Frente Parlamentar Brasil-China 
 
O líder da Frente Parlamentar  Brasil-China, deputado Fausto Pinato (PP-SP) criticou a fala do presidente. Na quarta-feira (5), ele divulgou uma nota levantando a possibilidade de Bolsonaro ter “doença mental”. “Penso que estamos diante de um caso em que recomenda-se a interdição civil para tratamento médico”, disse.
 
No comunicado, Pinato ressalta que não compactua com as alegações do presidente. “Não compactuaremos com afirmações desrespeitosas e irresponsáveis contra a China, que tem sido grande parceira do Brasil na luta contra a pandemia da covid-19”.

Fonte: Marília Sena / Congresso em Foco

Com Potiguar Notícias

GRAVE! NO DIA DAS MÃES! MAIS UM CRIME DO BOZO! RENAN REAGE DURAMENTE!


Fonte: https://nogueirajr.blogspot.com 

Quem trabalhou em 2020/2021 receberá o PIS/Pasep em 2022 - Por Jorge Roberto Wrigt

Quem trabalhou em 2020/2021 com carteira assinada num período de 30 dias ou 12 meses, só irá receber o PIS/Pasep em 2022. Isso porque o Governo Federal decidiu unificar os calendários de pagamento do abono salarial 2021/2022. Sendo assim, quem contava receber o abono este, terá que esperar até fevereiro de 2022.

PIS/Pasep 2022

O que será alterado é somente a data de distribuição do abono. As regras para concessão não mudarão. Quem exerceu alguma atividade com carteira assinada por 30 dias ou 12 meses, receberá o abono em 2022

No entanto, os valores irão variar, já que o cálculo é feito conforme o tempo trabalhado.

Para receber o abono salarial será preciso:

Ter recebido uma remuneração máxima de dois salários mínimos mensais durante o período em exercício;

Estar inscrito no PIS a pelo menos cinco anos, além das informações, estarem corretas conforme o repasse da empresa ao Governo.

Qual será o valor do abono?

A base do abono é 2020 será referente ao pagamento em 2021, e 2021 para o pagamento em 2022. O valor será do piso nacional em vigor.

Geralmente, esse cálculo pode ser realizado ao dividir o salário mínimo por dose e multiplicar pela quantidade de meses trabalhados. Considerando o atual salário mínimo R$ 1.100. Observe a tabela:

pis
Quantidade de meses trabalhadosValor Abono 2021 (Salário R$ 1.100,00)
1R$ 92,00
2R$ 184,00
3R$ 276,00
4R$ 367,00
5R$ 459,00
6R$ 550,00
7R$ 642,00
8R$ 734,00
9R$ 826,00
10R$ 918,00
11R$ 1.009,00
12R$ 1.100,00

Como saber se tenho direito ao abono?

Para saber se você terá direito ao abono salarial PIS/Pasep, deverá acessar a versão mais atualizada do aplicativo Caixa Trabalhador;

Faça o login em sua conta da Caixa;

Selecione “Consultas”, na sequência toque em “Exercício Vigente”;

Verifique as informações de seu abono salarial.

Já o servidor público para saber se terá direito ao PASEP, deverá acessar o site do Banco do Brasil. Em seguida, digitar o número do PIS/Pasep ou o CPF, informe a data de nascimento, escolha a opção “Não sou um robô” e clique em confirmar.

Fonte: https://www.jornalcontabil.com.br

domingo, 9 de maio de 2021

OPINIÃO - As mães do Brasil continuam acreditando que tudo pode melhorar

Por Francisca Rocha

Mãe não tem limite

É tempo sem hora

Luz que não apaga

          (Para Sempre, de Carlos Drummond de Andrade)

Este meu artigo tem uma motivação especial. E apesar de o Dia das Mães ter uma conotação comercial, inventado pelo capitalismo, é uma data a ser reverenciada. Ser mãe é muito mais que “sofrer no paraíso” como diz o dito popular. Principalmente num país dominado pelo ódio de classe, pela violência contra negras e negros, contra a classe trabalhadora, contra os mais pobres.

Começo dedicando às mães do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, e nas vítimas dessa chacina efetuada pelo braço armado do Estado. “Polícia para quem precisa de polícia” cantam os Titãs. Mas quem precisa de uma polícia que entra nas favelas, invade casas e a mão cega executa pessoas já rendidas. O governador do Rio de Janeiro está com as mãos sujas de sangue de seu próprio povo para quem ele pediu votos recentemente.

Precisamos mudar essa triste realidade. Chega dos mais pobres serem números em estatísticas sangrentas. Reformar as polícias é fundamental. Elas precisam se adaptar à democracia e agir dentro da lei e obedecer a Constituição. A banda podre tem que ser extirpada.

Mas ser mãe vai muto além disso. Mães solo, que são pais também. Mãe que cuida, que acompanha o desenvolvimento do filho e não quer vê-lo morto, muito menos de maneira tão cruel e covarde como vem acontecendo no país.

As mães brasileiras querem paz, segurança, educação pública de qualidade, o SUS fortalecido, melhorado. As mães querem ver seus filhos crescerem sem medo, em segurança, em paz. Longe da criminalidade e distante da parte da polícia que mata. Mata pobre, mata sem julgamento, mata por vingança, mata por matar.

Afinal ser mãe significa superar todos os obstáculos, todos os medos e conhecer uma força que não se conhecia antes de se tornar mãe e ter a incumbência de criar os filhos, muitas vezes sem ajuda de ninguém.

Acertando e errando num amor incondicional e eterno. E assim evoluir, aprender e reaprender a sorrir a cada novo passo dado pela sua cria para o futuro e para a autonomia, Ser mãe é muito mais do que sofrer no paraíso. Ser mãe é poder abraçar o filho vivo e feliz.

Fonte: CTB NACIONAL

CULTURA & MÍDIA - Cai a civilização diante da chacina dos que ainda sonham com vida digna

 POR CTB NACIONAL

Por Marcos Aurélio Ruy

Esta seleção de cinco canções fundamentais para quem insiste em sonhar com outra vida possível, marca a revolta contra mais uma chacina promovida pelo braço armado do Estado sem sentimento pelo povo pobre.

É duro ver a morte estampada na TV e em vídeos pela internet de maneira tão cruel, tão vil, tão covarde. Sempre na favela, contra os mais pobres. Onde o Estado não leva as políticas públicas necessárias para melhorar a vida desse povo. Mas leva balas, tiros, brutalidade, desrespeito, humilhações, mentiras e morte. Até quando?

Junto a esse humilde protesto, canções que marcam o 1º de maio – Dia do Trabalhador – a Revolução dos Cravos, de 25 de abril de 1974, em Portugal, mas principalmente, a dor que se arrasta e insiste em matar pessoas das favelas, sem nenhuma piedade. Execução sumária. Onde está a Justiça?

Gonzaguinha

Um dos grandes nomes da MPB, o carioca, Luiz Gonzaga Júnior, Gonzaguinha (1945-1991), tem uma obra fundamental para a compreensão da alma do Brasil. “Um Homem Também Chora” foi escolhida para celebrar o Dia do Trabalhador, pela candura e pela mensagem de valorização de quem vive do trabalho.

Mas as pessoas choram também quando veem pessoas sendo assassinada brutalmente. Uma barbárie sem limites. A civilização chora. O mundo exige justiça.

“O homem se humilha

Se castram seu sonho

Seu sonho é sua vida

E vida é trabalho

E sem o seu trabalho

Um homem não tem honra

E sem a sua honra

Se morre, se mata

Não dar pra ser feliz”

Um Homem Também Chora (1983), de Gonzaguinha

Caetano Veloso e Gilberto Gil

Os baianos Caetano Veloso e Gilberto Gil dispensam maiores apresentações. Aqui a música “Haiti” para marcar a hipocrisia racista, fascista. A luta de classes estampada no sangue dos pobres nas ruas, nas suas casas, nas favelas, nas execuções que mancham a bandeira brasileira com o sangue da gente humilde e pobre. Cada dia fica mais difícil. Justiça agora, já!

“Na TV se você ver um deputado em pânico mal dissimulado

Diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer

Plano de educação que pareça fácil

Que pareça fácil e rápido

E vá representar uma ameaça de democratização do ensino

De primeiro grau

Se esse mesmo deputado defender a adoção de pena capital

E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto

E nenhum no marginal

E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual

Notar um homem mijando na esquina da rua

Sobre um saco brilhante de lixo do Leblon

E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo

Diante da chacina”

Haiti (1993), de Caetano Veloso e Gilberto Gil

Seu Jorge

Outro nome importante na MPB, o carioca Seu Jorge e seus parceiros retratam a dureza da vida do povo negro. Em geral, habitantes das periferias, das favelas, dos morros. Os corpos sempre encontrados pelas “balas perdidas” ou não. Balas que saem de gatilhos apertados por dedos de verdadeiros capitães do mato a serviço de seus senhores contra seu próprio povo.

“A carne mais barata do mercado

É a carne negra

Que vai de graça pro presídio

E para debaixo do plástico

Que vai de graça pro subemprego

E pros hospitais psiquiátricos”

A Carne (2015), de Seu Jorge, Ulises Capelleti e Marcelo Fontes do Nascimento; canta Elza Soares

Zeca Afonso

O português José Afonso, também conhecido como Zeca (1929-1987), compôs Grândola, Vila Morena em 1971. Sua canção foi escolhida pelo Movimento das Forças Armadas para pôr os revoltosos nas ruas contra a ditadura salazarista, em Portugal.

A Revolução dos Cravos, antifascista e anticolonialista, tomou as ruas no dia 25 de Abril de 1974 e Grândola, Vila Morena se tornou o hino da Revolução. Voltou a ser cantada pelos portugueses em manifestações por direitos e liberdade em 2013.

“Em cada esquina, um amigo

Em cada rosto, igualdade

Grândola, Vila Morena

Terra da fraternidade”

Grândola, Vila Morena (1971), de Zeca Afonso

Criolo

O paulistano Criolo fez uma versão para a canção Cálice (1973), de Chico Buarque e Gilberto Gil. Gravou com Chico. Essa canção mostra a dor de um povo que vive do seu trabalho e não quer morrer nem matar. Quer somente viver em paz.

A segurança pública que o Brasil precisa é a implementação de um projeto de desenvolvimento que envolva toda a sociedade e permita vida decente para todo mundo. Trabalho com direitos, casa, comida, educação, saúde e tudo o necessário para se viver bem.

“Como ir pro trabalho sem levar um tiro

Voltar pra casa sem levar um tiro

Se as três da matina tem alguém que frita

E é capaz de tudo pra manter sua brisa

Os saraus tiveram que invadir os botecos

Pois biblioteca não era lugar de poesia

Biblioteca tinha que ter silêncio,

E uma gente que se acha assim muito sabida

Há preconceito com o nordestino

Há preconceito com o homem negro

Há preconceito com o analfabeto

Mas não há preconceito se um dos três for rico, pai.

A ditadura segue meu amigo Milton

A repressão segue meu amigo Chico

Me chamam Criolo e o meu berço é o rap

Mas não existe fronteira pra minha poesia, pai.

Afasta de mim a biqueira, pai

Afasta de mim as biate, pai

Afasta de mim a cocaine, pai

Pois na quebrada escorre sangue, pai.

Pai

Afasta de mim a biqueira, pai

Afasta de mim as biate, pai

Afasta de mim a coqueine, pai.

Pois na quebrada escorre sangue”

Cálice (1973), de Chico Buarque e Gilberto Gil, na versão de Criolo, em 2010