sábado, 21 de setembro de 2019

Do otimista ao homem cordial: a classe média chega ao inferno

Artigo do historiador e mestre em gestão e desenvolvimento social Marcos Rezende
MARCOS REZENDE*,
do Midia 4P
No seu livro ‘Cândido ou o Otimista’, Voltaire apresenta elementos sobre o otimismo e o pessimismo, nos fazendo crer que, mesmo quando acreditamos estar no fundo do poço e, por mais difícil que possa parecer, sempre é possível piorar ainda mais. Creio que, caso nós brasileiros fôssemos contemporâneos e conterrâneos de Voltaire, a narrativa do livro escrito no século XVIII poderia ser creditada como alusiva ao Brasil atual.
Durante o segundo mandato da presidenta Dilma, tudo remetia a um Brasil sorumbático. As pressões estabelecidas pela mídia, conectada aos interesses das tradicionais oligarquias, de parcela do empresariado nacional a serviço dos interesses do capital internacional, que tinham como principal referência Paulo Skaf e o seu pato amarelo, juntamente com a ampliação da crise política causada pela Operação Lava-Jato, seguida das artimanhas estabelecidas pelo derrotado, mimado e inconformado Aécio Neves e as pautas bombas do presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha foram vitaminados através de notícias veiculadas diariamente em Rede Nacional de Televisão, nas revistas semanais, nas rádios e, também, através das mensagens de WhatsApp. O clima era de terra arrasada. A imagem era a de que o Brasil havia chegado no fundo do poço.
No entanto, três anos após o impeachment, parece que a profecia de Francis Fukuyama sobre o fim da história encontrou reverberação e força com a realidade que estamos vivendo no Brasil de hoje.
Claro que em sua obra Fukuyama falou da queda do Muro de Berlim, mas, ao que parece, seria mais acertado se tivesse escrito sobre o Brasil atual. Assim o digo porque vivemos nesse novo Brasil onde a civilidade não mais encontra lugar.
O conceito de “homem cordial” aventado pelo embaixador mexicano Alfonso Heyes e desenvolvido pelo historiador brasileiro Sérgio Buarque de Holanda em seu livro “Raízes do Brasil” ganhou nova dimensão. Certamente no estrangeiro, após todos os embaraços criados pelo presidente Bolsonaro e seu ministro das Relações Exteriores, esse conceito, que havia se mantido firme por séculos, desmoronou em menos de um ano. Já em terra brasilis ele segue mais firme do que nunca.
Sérgio Buarque de Holanda dizia que o conceito do “homem cordial” brasileiro possuiu virtudes elogiadas como hospitalidade e generosidade e essas “virtudes”, valorizadas pelos estrangeiros, não são sinônimos de bons modos. Menos ainda de bondade ou amizade. E, sim, de desfaçatez.
Foi a partir desse modelo que as classes mais abastadas do país engabelaram a classe média e os fizeram crer que a melhor saída seria dar um golpe de Estado — golpe esse que o próprio Temer assumiu em programa de televisão — e como desenrolar do golpe a prisão de Lula sem provas e a pavimentação do caminho para o ódio, a divulgação de mentiras nas redes (fake news) e a chegada de Bolsonaro e a “Nova Era” ao poder.
A partir daí, o que vimos foi o país conseguir descer ainda mais o poço e mostrar que ele não tem fundo. A recessão aumenta, milhões de desempregados, perda dos direitos trabalhistas, no Brasil a tortura deixa de ser tratada como crime contra a humanidade e passa a ser exaltada, as empresas públicas vão sendo vendidas a preço de banana, as universidades públicas sucateadas, os agrotóxicos liberados aos borbotões e a população comendo veneno, as milícias ocupando os espaços públicos e matando aos montes, a Previdência sendo destruída, o valor da gasolina e do gás de cozinha chegando a patamares nunca antes visto ou imaginados e o país voltando a prestar reverência servil, com postura neo-feudal, aos Estados Unidos.
Lógico e visível que uma parcela da classe média já percebeu a barca furada em que embarcou e as pesquisas já apresentam Bolsonaro como o presidente mais mal avaliado da história do país. No entanto, ainda temos mais três anos e meio pela frente e, ao que tudo indica, ainda não chegamos ao fim do poço.
Mas, voltando a Sérgio Buarque de Holanda, o discurso do presidente e seus seguidores (Deus, pátria e família) materializa que as relações familiares continuam a ser o modelo obrigatório da nossa composição social. Nesse esteio, o bispo Edir Macedo coloca Bolsonaro de joelhos para ungir-lhe de bençãos e sobrevida política, ao tempo que, de forma semiótica, a imagem afirma o seu poder sobre o Estado. A pátria destila ódio, censura e violência, o jargão “cidadão de bem” volta à ordem do dia, enquanto os ditos nacionalistas, sobretudo a parcela militar presente no governo bolsonarista, que corrobora com uma postura que rompe com a tradição desenvolvimentista nacional projetada por antigos governos militares e que agora, na sua versão contemporânea, entrega os ativos estatais ao capital internacional.
Talvez, por motivos como esse e outros mais, que, em geral, os indivíduos não conseguem compreender a distinção fundamental entre as instâncias públicas e privadas, o Estado e a família e, principalmente, a exata distância entre o céu e o inferno.
Por fim, Pangloss, o personagem criado por Voltaire no livro ‘Cândido ou o Otimista’ diria: “Tudo vai pelo melhor no melhor dos mundos possíveis”, mas depois de tantos desastres por que passou durante o desenrolar da obra, um ex-otimista Cândido responde ao final: “Devemos é cultivar o nosso jardim”.
*Marcos Rezende é candomblecista, mestre em Gestão e Desenvolvimento Social pela Universidade Federal da Bahia, atuando nas temáticas de raça, direitos humanos, patrimônio, religiões afro-brasileiras e racismo religioso. Foi Conselheiro Nacional de Segurança Pública, de Direitos Humanos e de Promoção da Igualdade Racial. Atualmente, é bolsista do Centro Cultural África Caribe – Harlem-NY, além de coordenador Para Assuntos Internacionais do Coletivo de Entidades Negras (CEN) e membro do Conselho Editorial 4P.
Fonte: Jornalistas Livres

SAÚDE E CIÊNCIA: DESUMANO Tuberculose: Bolsonaro corta medicamentos e tratamento de crianças é reduzido em São Paulo

Combate à tuberculose é meta mundial da OMS, mas governo Bolsonaro reduziu repasse de remédios para São Paulo
Publicado por Rodrigo Gomes, Da RBA
Emails internos da Secretaria Municipal da Saúde revelam redução de até 60% no fornecimento de remédios para tuberculose pelo Ministério da Saúde.

Combate à tuberculose é meta mundial da OMS, mas governo Bolsonaro reduziu repasse de remédios para São Paulo
São Paulo – O tratamento de pessoas com tuberculose está em risco na capital paulista. Emails internos da Secretaria Municipal da Saúde da gestão Bruno Covas (PSDB), obtidos pela RBA, revelam que o governo Bolsonaro reduziu o repasse de medicamentos para combate da infecção em quase 60%. Em consequência, a prefeitura de São Paulo orientou a rede de saúde a não iniciar nenhum novo tratamento de tuberculose latente em crianças. “A prioridade serão as crianças em tratamento de tuberculose ativa. Como medida imediata estão suspensos todos os novos tratamento de ILTB com esquema de Rifampicina em crianças”, informou Mariangela Medina Brito, da equipe técnica do Programa Municipal de Controle de Tuberculose.
A Rifampicina suspensão é o medicamento mais eficiente no tratamento da infecção latente de tuberculose (ILTB) em crianças menores de 10 anos e idosos. Uma tabela constante das mensagens revela que foram entregues apenas 2.500 frascos dos 4 mil necessários para atendimento às crianças com tuberculose latente na capital paulista. Além disso, os quatro medicamentos que compõem o tratamento inicial da tuberculose – feito nos primeiros dois meses – também foram entregues em quantidades abaixo das necessidades. Dos 600 mil comprimidos programados para entrega pelo Ministério da Saúde, a prefeitura recebeu 377.910 – déficit de 222.090 comprimidos.
Os documentos indicam que não há prazo para regularização dos estoques pelo Ministério da Saúde. “O CVE PECT (Coordenador de Vigilância Epidemiológica) está sinalizando que teremos solução de continuidade no abastecimento de Rifampicina suspensão. A informação foi confirmada por telefone por técnico do MS (Ministério da Saúde). A grade de entrega para a proxima programação já foi liberada com corte de mais 60% do que haviamos programado com a assistencia farmacêutica”, escreveu Mariangela.
A entrega de medicamentos é relativa aos meses de setembro, outubro e novembro desse ano. As mensagens foram encaminhadas pela equipe da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), que coordena o programa de tuberculose, entre a sexta-feira (13) e a segunda-feira (16). Poucos dias depois do Ministério da Saúde  comemorar nas redes sociais que o “Brasil vai liderar a estratégia de luta mundial contra a tuberculose”. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, vai assumir a presidência do programa StopTB, parceria da ONU para eliminação da tuberculose, em dezembro desse ano.
As orientações do Programa Municipal de Controle da Tuberculose foram encaminhadas para todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Centros de Atenção Psicosocial (Caps) da cidade. No entanto, a Covisa deixou claro que ainda não há plano de atendimento emergencial caso a situação se agrave. “Aguardamos orientações do Programa Nacional a respeito de como iremos proceder com os casos já com tratamento iniciado caso o desabastecimento se mantiver”, escreveu Mariangela.
O ex-ministro da Saúde Artur Chioro avalia a situação como extramente grave. “É um verdadeiro desastre, uma irresponsabilidade, deixar faltar ou diminuir a previsão de medicamentos para o tratamento da tuberculose. A redução da oferta do medicamento que tem as quatro substâncias para o tratamento inicial da tuberculose, por si só é um desastre, porque ela pode resultar na interrupção do tratamento. Mas pior ainda é esse corte na oferta da Rifampicina suspensão, que é utilizada na infecção latente por tuberculose. Combater a infecção latente, mesmo que a pessoa não apresente sintomas, é uma forma eficaz de interrupção da cadeia de transmissão”, explicou.
Roberta Sales, doutora em Pneumologia pela Universidade de São Paulo (USP) e coordenadora do Ambulatório de Pneumologia do Hospital das Clínicas, explicou que a Rifampicina é o melhor medicamento para tratamento da tuberculose em recém-nascidos, crianças, idosos e grupos de risco. E é o que garante um tratamento de seis meses. Para ela, a situação relatada nos e-mails revela um quadro bastante preocupante.
Reprodução/RBA
Reprodução/RBA
Tabela detalha as quantidades de medicamentos esperados em SP e a quantidade enviada pelo Ministério da Saúde
“A Organização Mundial da Saúde tem meta de erradicar a tuberculose. E a maneira mais eficaz de fazer isso é identificar as infecções latentes e tratá-las. Se for algo pontual, não é tão assustador. O mais importante seria saber quanto tempo isso vai durar e o que vai ser feito”, disse a especialista. Mas, até o momento, essa informação não existe. A Secretaria Municipal da Saúde não respondeu aos questionamentos da reportagem.
O Brasil registra cerca de 70 mil novos casos de tuberculose a cada ano, que resultam em aproximadamente 4.500 mortes. Em setembro de 2018, o Ministério da Saúde publicou novo protocolo de combate à doença, que define o uso prioritário da Rifampicina como medicamento no tratamento de recém nascidos e de crianças que convivem com casos confirmados da doença. Além de pessoas com HIV, insuficiência renal crônica, câncer e pré-transplante de órgãos. A OMS estima que 25% da população mundial está infectada com o bacilo da tuberculose.
A infecção por tuberculose pode ter dois desenvolvimentos. Se o organismo da pessoa estiver fragilizado, tende-se a desenvolver a forma aguda da doença, que, se não tratada, pode levar a morte. Mas se o organismo está saudável, o bacilo é neutralizado e se aloja em algum ponto do organismo, esperando um momento de fragilidade para atacar – chamada de infecção latente. Nesta forma, a doença pode ficar adormecida por muitos anos. Crianças, idosos, pessoas com imunodeficiências, transplantadas e em tratamento de câncer são as mais sensíveis à doença.
O tratamento da doença é feito por, pelo menos, seis meses. Nos primeiros dois meses, os pacientes recebem quatro medicamentos. Nos outros quatro meses, recebem dois medicamentos. Como o tratamento não pode ser interrompido, sob risco de agravamento do quadro, os casos são monitorados diariamente pelas Unidades Básicas de Saúde, que entregam o medicamento diretamente ao paciente.
Em nota, o Ministério da Saúde negou a falta de medicamentos para o tratamento da tuberculose no país, e informou que o repasse para as prefeituras é feito pelos governos estaduais, e não diretamente pelo ministério. “Dos 20 medicamentos atualmente fornecidos para o tratamento da Tuberculose, apenas uma apresentação (Pirazinamida 30mg/ml, suspensão oral) encontra-se desabastecida. Esse medicamento, usado na pediatria, tem um único produtor no Brasil, o Laboratório Farmacêutico da Marinha (LFM) que, no final de 2018, suspendeu a produção por problemas identificados no controle de qualidade.”
Fonte: Rede Brasil Atual

Efeito Túlio Lemos: Diretor do DER chora em audiência pública em Macau (RN)

Por Robson Pires
O Diretor do DER, Manoel Maques Dantas foi às lágrimas durante audiência pública na Câmara Municipal em Macau (RN), nesta sexta-feira, 20, depois que caiu na lorota do prefeito Túlio Lemos, que anunciou uma parceria com o DER para tirar parte da base de concreto da inacabada ponte do Rio do Cavalos para construir uma nova ponte em outra área em Macau.
Manoel Dantas levou sozinho a pancada e a pressão que era para o prefeito, que fugiu do debate com a classe política local. Desgastado politicamente e com uma gestão pífia, Túlio não compareceu à reunião que registrou as presenças dos deputados estaduais Coronel Azevedo e Hermano Morais.
O muído da ponte, iniciada no governo Rosalba, mas que teve as obras embargadas ainda rende. Com esse movimento encampado pelo vereador petista, Cláudio Gia (PT), acende a luz da esperança dessa obra que é a redenção turística e econômica da região salineira/Polo Costa Branca.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

EDUARDO VASCONCELOS participa de audiência pública promovida pela PMNC cujo tema foi a LOA - CONFIRAM!


Prefeitura realiza audiência para discussão e elaboração da LOA 2020

Imagem do site da PMNC

 A Prefeitura Municipal realizou nesta terça-feira, (10), no auditório da Câmara Municipal , sede do poder legislativo, audiência pública para apresentação e discussão da metodologia  visando a elaboração da Lei Orçamentária Anual – LOA – exercício 2020.

Além do prefeito Flávio César Nogueira, estiveram presentes, secretários, vereadores, assessores, servidores municipais, representantes de classes e instituições do município. O evento, marcado pela ampla participação de todos, têm por meta a escuta e o filtramento de prioridades e demandas com foco nas reais necessidades do município.
O prefeito destacou a importância das discussões com a presença da sociedade que traz as ideias que resultam em metas e ações concretas que são colocadas em prática pela administração.
É importante e  necessário a participação da comunidade, para que, de forma participativa, a gestão municipal possa identificar os problemas  e assim promover o melhor uso dos recursos públicos.
O que é a LOA
A Lei Orçamentária Anual (LOA) é uma das peças que compõem o planejamento orçamentário do Poder Executivo. A LOA prevê o orçamento fiscal, e investimentos das empresas públicas, além de detalhar todos os gastos para o próximo ano. É dividida por temas, como saúde, educação e outros.

Fonte: PMNC (Prefeitura Municipal de Nova Cruz/RN).
 
Momento em que Eduardo Vasconcelos falava suas idéias

O radialista e presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, Eduardo Vasconcelos esteve também participando da referida audiência, sendo o primeiro a se pronunciou propondo que os envolvidos prefeitura, câmara e a sociedade aprovem mais recursos para o HOSPITAL MONSENHOR PEDRO MOURA, bem como o SANEAMENTO BÁSICO e por último defendeu a CULTURA solicitando que a prefeitura também colocasse recursos para a mesma, pois ela tem um papel fundamental, nos avanços sociais do município. Concluiu, Eduardo Vasconcelos.

AGENTE DE CULTURA DE NOVA CRUZ/RN EDUARDO VASCONCELOS REUNIU-SE COM ARTISTAS ONTEM (9) E DEFINEM PROGRAMAÇÃO - CONFIRAM!

 Artistas e amantes da CULTURA REUNIRAM-SE ontem (9) com Agente de Cultura e definem próximos eventos.
O cantor e compositor, DIEGO RAMOS clicando momento importante da referida reunião

Ontem (9) na Casa de Cultura "Lauro Arruda Câmara" - Nova Cruz/RN o Agente de Cultura, Eduardo Vasconcelos reuniu-se com artistas para definirem os próximos eventos, bem como o Projeto TALENTO POTIGUAR de autoria do cantor e compositor, Fernando Luiz, inclusive inclusive filho de Nova Cruz, cuja primeira apresentação será em Nova Cruz no próximo dia 19!  As inscrições começaram desde da semana passada e irão até segunda-feira (22), onde o PRIMEIRO COLOCADO irá disputar a FINAL em NATAL.  O evento promete.

A comissão também aprovou as próximas atividades da casa, são elas: Cinema para crianças, jovens e adultos, inciando em outubro com direito a pipoca e guaraná. Além disso foi aprovado uma agenda para outubro (sujeito a mudanças), que segue: "Dia Mundial da Música (01) e dia 25 será realizado o "ENCONTRO DA CULTURA" com exposição de quadros, fotos, entre outras expostas por artista da casa, como prováveis os artistas, Demetrius Montenegro, Rafael (filho de Marcelino Confeiteiro) e exposição de fotos antigas que retratará um pouco a história de NOVA CRUZ rumo ao seu CENTENÁRIO (dezembro) e por último a "QUARTA NO CINEMA", que terá como público alvo as crianças, jovens e adultos!".  Aguardem confirmações.

Final de outubro a comissão se reunirá para fechar a agenda de novem e dezembro. Auardem!


Presidente da OAB diz que Jair, Carlos, Flávio e Eduardo Bolsonaro formam “família de ditadores”

Foto divulgação
Fonte: Revista Fórum

Carlos não é o único da família Bolsonaro que foi alvo de polêmicas nos últimos dias. Em meio a cortes no orçamento e crises diplomáticas, os filhos do presidente colecionam atitudes questionáveis.

O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz, reagiu à fala desta segunda-feira (9) do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) e disse que ele e os irmãos, Flávio e Eduardo, assim como o pai, Jair Bolsonaro, formam uma “família de ditadores”. “É hora dos democratas do Brasil darem um basta. Chega”, disse, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.

Em uma sequência de tuítes, o vereador sugeriu uma ruptura democrática para que “a transformação que o Brasil quer” aconteça. Em outras palavras, pregou a ditadura. No entanto, Carlos ficou surpreso com a indignação que sua fala gerou. “Agora virei ditador? Pqp! Boa noite a todos!”, escreveu. Para o tuiteiro da família Bolsonaro, como já é de praxe no discurso da família, seu pai vem atuando para desfazer “absurdos” de governos anteriores, mas deixou claro que acredita que a mudança real não virá através da democracia.

Apesar da fala polêmica, Carlos não é o único entre os filhos do presidente com atitudes que chamam a atenção. Pelas redes, bolsonaristas cobram o endosso de Flávio Bolsonaro à CPI da “Lava Toga”, que pretende investigar membros do Supremo Tribunal Federal (STF), promovida por setores do bolsonarismo. O presidente da legenda, Luciano Bivar, e o senador Flávio estariam pedindo que parlamentares retirassem seus nomes da solicitação de abertura da CPI em prol da “governabilidade”.
Enquanto isso, Eduardo trazia para si seus próprios holofotes. Em visita nesta segunda (9) ao pai, Jair Bolsonaro, que se recupera de uma cirurgia no hospital Vila Nova Star, em São Paulo, o deputado publicou uma foto em seu perfil no Twitter, na qual ele exibe uma pistola na cintura. Acompanhando a imagem, Eduardo agradeceu a equipe médica e a todos que “oraram, rezaram, ou de alguma maneira enviaram energias positivas”.

Caso Neymar: Polícia de SP indicia Najila Trindade por extorsão, fraude processual e denúncia caluniosa

A Polícia Civil de São Paulo indiciou Najila Trindade Mendes de Souza por fraude processual, denúncia caluniosa e extorsão no caso em que a modelo acusou o jogador Neymar de estupro durante encontro em Paris no dia 15 de maio. O ex-marido dela, Estivens Alves, foi denunciado por fraude processual e divulgação de conteúdo erótico.
O indiciamento vem após a conclusão de dois inquéritos que tramitavam pelo 11º DP (Santo Amaro) envolvendo Neymar. As peças são desdobramentos do caso investigado e encerrado junto à 6ª Delegacia de Defesa da Mulher, sob a presidência da Doutora Juliana Lopes Bussacos.
Fonte: Robson Pires

Governo Bolsonaro se recusa a reconhecer Golpe de 64 e ONU fala em “volta à Idade Média”

Bolsonaro, ministério e militares (Foto: Isaac Amorim/ MJSP)


Representante do Itamaraty reafirmou que golpe foi "legítimo" e que fazia parte da luta contra o comunismo.

O governo de Jair Bolsonaro (PSL) se recusou a reconhecer na ONU, em reunião com relatores internacionais nesta terça-feira (10), a existência de um golpe militar de 1964. O Itamaraty ainda evitou utilizar o termo “regime militar”, referindo-se à ditadura como “eventos de 1964 a 1985”, além de ter reafirmado que foram “eventos” legítimos e que faziam parte da luta contra o comunismo. Um dos relatores da ONU disse que posicionamento brasileiro sobre o tema é uma “volta à Idade Média”.

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O encontro foi organizado pela OAB e pelo Instituto Vladimir Herzog. O grupo, dentro da sede das Nações Unidas, denunciava de forma inédita o desmonte dos mecanismos de Justiça, Memória e Verdade por parte do governo de Bolsonaro.

Em certo momento, uma jornalista mexicana questionou o diplomata do Itamaraty se houve ou não golpe em 1964. Como resposta, o diplomata disse que já enviou uma carta às Nações Unidas com a posição oficial do governo brasileiro sobre o tema. No entanto, nessa mesma carta, o governo afirma que a ditadura foi legítima e que não houve um golpe de Estado, “mas um movimento político legítimo que contou com o apoio do Congresso e do Judiciário, bem como a maioria da população”. O texto continua, alegando que “as principais agências de notícias nacionais da época pediram uma intervenção militar para enfrentar a ameaça crescente da agitação comunista no país”.

Apesar do representante de Itamaraty se recusar em dizer que há um desmonte no país com relação às instituições de Memória, o governo de Jair Bolsonaro ignorou o pedido do relator especial da ONU para a Promoção da Verdade, Justiça e Reparação, Fabián Salvioli, para avaliar no país se as estruturas de reparação às vítimas da ditadura estavam funcionando e se a Justiça está sendo feita. Tal desfeita do governo será discutida nesta quarta-feira (11), também em Genebra.

Brasília preferiu não mandar sua embaixadora na ONU, Maria Nazareth Farani Azevedo, ao evento. A ministra de Direitos Humanos, Damares Alves, também não compareceu, mesmo estando na Hungria – poucas horas de vôo da Suíça.

Com informações do blog de Jamil Chade.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Isso a Globo não mostra: Acusado de golpes, deputado defendeu Bolsonaro e surtou na entrevista ao Fantástico

Luis Miranda na entrevista ao Fantástico e em fotos com Bolsonaro e Sergio Moro (Montagem)
"O presidente Bolsonaro vem sofrendo uma desconstrução pela Rede Globo, tentando fazer seu melhor. Vocês deixam o cara já doido", disse o parlamentar bolsonarista Luis Miranda, em trecho da entrevista ao Fantástico que não foi divulgado


Reportagem do Fantástico, da TV Globo, neste domingo (8), revelou que ao menos 25 pessoas acusam o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) de aplicar golpes milionários depois que elas aceitaram se tornar sócias dele em supostos negócios no Estados Unidos. Mas, o que a Globo não mostra é que o parlamentar surtou e saiu em defesa de Jair Bolsonaro ao ser indagado quem seriam “os bandidos da base do governo”, que teria citado em vídeo nas redes sociais.

Fonte: Revista Fórum






Maia e Doria dizem que PSDB e DEM estarão juntos em 2020 e 2022

GABRIELA BILÓ/ESTADÃO CONTEÚDO

O PSDB e o DEM devem se apoiar mutuamente ta

O presidente da Câmara participou, nesta terça-feira, da apresentação do deputado Alexandre Frota à bancada tucana

nto nas eleições municipais de 2020, como nas gerais de 2022, repetindo a parceria histórica. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), participou nesta terça-feira (20/08/2019) da apresentação do deputado Alexandre Frota à bancada do PSDB, com o governador de São Paulo, o tucano João Doria, e juntos deram o mesmo recado ao fim da reunião.
Ambas as legendas abriram as portas para Frota, que foi expulso do PSL na semana passada, mas acabou indo para o PSDB. “O PSDB e o DEM estarão juntos em 2020 e em 2022”, afirmou o Maia, depois da apresentação de Frota.
“Estamos cada vez mais próximos e mais fortes. E não tenha dúvida, o fim das coligações vai nos levar a necessidade de uma reorganização partidária onde o Brasil voltará a ter três, quatro, cinco partidos fortes e um desses será certamente uma forte possibilidade de termos o DEM e o PSDB como a mesma força e o mesmo partido de representação”, afirmou.

Mais de 5 bilhões de pessoas com celular

Imagem do Google
Por Robson Pires, em
Em todo o planeta, 5,1 bilhões de pessoas usam algum tipo de aparelho celular. O dado está no relatório a Economia Móvel 2019, da GSMA, empresa de análise que edita anualmente uma publicação reunindo informações sobre essa tecnologia e o ecossistema móvel no planeta. O número equivale a 67% da população mundial.

Governo do Estado lança editais de credenciamento do Programa do Leite

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Imagem do Google
O Governo do Estado lançará nesta segunda-feira (09), às 14h, na Governadoria, o Edital de Credenciamento de Agricultores e Produtores de Leite e o Edital de Credenciamento de Entidades Socioassistenciais.
Os editais atendem, respectivamente, ao Programa Leite Potiguar, executado pela Sethas, e ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA Leite), executado pela Emater-RN.
Fonte: Robson Pires

domingo, 8 de setembro de 2019

TÁVOLA DOS LIVROS - DR. EVANDRO BORGES

Dr. EVANDRO BORGES - Advogado

Uma nova esperança foi renovada com a abertura da Távola  dos Livros, uma livraria estabelecida no Shopping/galeria Cidade Verde, já em Nova Parnamirim, na verdade consiste em um desafio, haja a vista a derrocada das livrarias em face do enfrentamento das vantajosas vendas através dos sites especializados que operam através da rede mundial de computadores, oferecendo estes ao consumidor direto  títulos novos e usados completamente recuperados, além da chegada dos livros eletrônicos.
 
O shopping em que a livraria está localizado é muito aprazível, reunindo lojas de renome, com bons restaurantes, inclusive com cafeteria, espaçoso, ventilado, com ótimo estacionamento, construído ao final da Avenida Airton Sena, em frente à rotatória que dá acesso a via para a Rota do Sol, unindo toda a comunidade circunvizinha, próximo ao Colégio Salesiano, a Avenida Maria Lacerda e Rua Petra kelly, um centro de convivência que deve unir a comunidade local.
 
As livrarias foram sempre ponto de encontro, de amigos, de literatos, poetas, jornalistas, advogados e personalidades, sempre a procura de novos títulos, de reencontro com livros e autores, proporcionando amizades e vivências, ocasionando troca de ideias e debates, de informações e notícias, e pela larga variedade de títulos com temas especializados que são proporcionados na atualidade.
 
A “Távola de Livros” tem como principal livreiro Francisco Dantas, seridoense, que residiu trinta anos em São Paulo trabalhando com o ramo de livros e o seu filho Giovanni Dantas, e a principal base dos títulos é da editoria da Companhia das Letras em seus mais diversos selos, dentre eles, a seguinte, alfaguara, Boa Companhia, Companhia de Mesa, Letrinhas e outros, com títulos consagrados e uma vasta obra infanto/juvenil, de Monteiro Lobato a Chico Bento.
 
Os livros de bolso muito procurado hoje em dia, podemos citar: Brasil Nunca Mais, assinado por Dom Paulo Evaristo Arns, o Jogador de Dostoievski, Hamlet de Shakespeare, Os Lusíadas de Camões, Dom Casmurro de Machado de Assis, a Revolução Francesa, portanto, são tantas possibilidades que encantarão os leitores, para enfrentar com sabedoria, as viagens, veraneios, finais de semana e repousos.
 
Ainda podem-se destacar diversas obras que chamam atenção, a Biografia de Paulo Freire da editora Paz e Terra, a Biografia de Jorge Amado pela editora Todavia,  O apanhador de Centeio, Os Onze – STF, seus bastidores e suas crises da Companhia das Letras, a Vida de São Francisco de Assis da editora vozes, Pão Nosso de Chico Xavier, a Divina Comédia de Dante Alighieri, dentre muitos.
 
A nova livraria, que tem uma estante dedicada aos autores da terra, deve ser bem saudada e festejada pela coragem dos seus empreendedores, principalmente, neste momento de crise e de transformação da leitura, de tantos blogs e portais, portanto, aos amantes dos livros físicos, fica o chamamento para visitar a Távola de Livros, de impulsioná-la para dar vazão a uma vida longa, e que seja transformada em mais uma dimensão para o acolhimento de todas as gerações para os saberes e construção da sabedoria.

Vazamento seletivo de grampo com Dilma comprova prepotência, ódio e perseguição da Lava Jato a Lula

"Igor consegue pra mim CD ou DVD com todos os áudios do 9 e a análise dos que tiver? Estou sem nada pra ouvir no carro rsrsrs", pede Dallagnol, referindo-se a Lula da mesma forma pejorativa usada por Jair Bolsonaro e artífices do golpe
Lula e procuradores da Lava Jato (Montagem)


Os novos diálogos da Vaza Jato revelados neste domingo (8) pela Folha de S.Paulo, em parceria com o site The Intercept, revelam o conluio de parte do judiciário, do Ministério Público e da Polícia Federal para impedir que Lula assumisse a Casa Civil no governo Dilma Rousseff e estancasse a crise que levou ao golpe.

Mas, mais que isso, comprovam, mais uma vez, toda a prepotência, o ódio e a perseguição política a Lula e ao grupo liderado pelo ex-presidente por Sergio Moro, Deltan Dallagnol e seus comandados no MPF e parte da PF que se alinhou ao lavajatismo.

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A reportagem mostra que as escutas de Lula vinham sendo acompanhadas havia mais de um mês – ao menos desde 9 de fevereiro de 2016 – e todos os áudios desprezados e mantidos em sigilo pela força-tarefa mostram que o ex-presidente relutou ao aceitar o convite de Dilma e mantinha diálogos com político, sindicalistas e outras esferas da sociedade, até mesmo com o então vice-presidente, Michel Temer, para encontrar caminhos para sanar a crise política e econômica por meio do diálogo.

Na única menção às investigações, Lula orientou seus advogados a dizer aos jornalistas que o único efeito da nomeação seria mudar seu caso de jurisdição, graças à garantia de foro especial para ministros no Supremo.

Mesmo assim, o ódio e a sanha de perseguição levaram procuradores, agentes e o delegado da PF, Luciano Flores, pinçarem 1min35s obtidos de forma ilegal das muitas horas de conversas gravadas de Lula e acionarem Moro para fazer um vazamento seletivo à imprensa e impedir que o ex-presidente assumisse a Casa Civil, como única alternativa para barrar o golpe parlamentar e mergulhar o Brasil de vez no caos político e econômico.

Ódio

Nas conversas, Deltan Dallagnol faz questão de mostrar sua prepotência, referindo-se a Lula da mesma forma pejorativa usada por Jair Bolsonaro e artífices do golpe, ao pedir ao delegado Igor Romário de Paula, da Polícia Federal, que providenciasse um disco com todos os telefonemas grampeados pela PF.

“Igor consegue pra mim CD ou DVD com todos os áudios do 9 e a análise dos que tiver? Estou sem nada pra ouvir no carro rsrsrs”, pede Dallagnol no dia 9 de março de 2016, de forma satírica, referindo-se a Lula, que perdeu um dedo da mão esquerda quando operário.

Paulo Roberto Galvão, outro procurador da Lava Jato, usa o mesmo termo chulo para se referir a um café da manhã entre Lula e Dilma na manhã do dia 16 em conversa em que Carlos Fernando Santos Lima diz que vai tratar “com urgência” do vazamento do grampo com Moro. Na mesma conversa, um outro membro da força-tarefa diz que vai acionar o então Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, para “dar um esporro” no recém-nomeado ministro da Justiça, Eugênio Aragão.

“Se for o caso de soltar [NR.: o grampo da conversa], melhor soltar logo, hj ainda, de preferência à noite p dar tempo de avisar Janot que está na Suíça e ele dar um esporro em Eugênio. Basicamente isso rs. Mas ligue p Deltan”, diz.

A comemoração sórdida dos procuradores mostra ainda o desprezo com a crise que levou milhões de brasileiros ao desemprego e de volta à miséria, além de tirar as grandes empresas nacionais do cenário mundial, resultando na obsessão que se tornou a venda da Petrobras.

“O mundo caiu”, disse Athayde Ribeiro da Costa, também procurador da Lava Jato, após a o vazamento do áudio, enquanto Dallagnol manda “descer a lenha até terça”, a data prevista para a posse.

A preocupação dos procuradores é única: o que aconteceria com as ilegalidades cometidas por Moro. E tomam uma decisão, anunciada por Orlando Martello: “Se acontecer algo com moro renúncia coletiva de MPF, pf e RF”, apoiado, aos risos, por Carlos Fernando Santos Lima, que é desautorizado pela prepotência da colega Laura Tessler, que já pede a prisão de Lula: “Renúncia coletiva nada….denúncia é pedido de prisão!!!! Hahahhahahaha”, escreve a procuradora no grupo.

Conversas de Lula mantidas sob sigilo pela Lava Jato enfraquecem tese de Moro


Imagem do Google - Sergio Moro
Por Robson Pires, em

Conversas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gravadas pela Polícia Federal em 2016 e mantidas em sigilo desde então enfraquecem a tese usada pelo hoje ministro Sergio Moro para justificar a decisão mais controversa que ele tomou como juiz à frente da Lava Jato.
Em 16 de março de 2016, cinco horas depois de mandar interromper a escuta telefônica que autorizara no início do cerco da operação ao líder petista, Moro tornou público um diálogo em que a então presidente Dilma Rousseff tratou com Lula de sua posse como ministro da Casa Civil.
A divulgação do áudio de 1min35s incendiou o país e levou o Supremo Tribunal Federal a anular a posse de Lula, às vésperas da abertura do processo de impeachment e da deposição de Dilma. Para a Lava Jato, o telefonema mostrava que a nomeação de Lula como ministro tinha como objetivo travar as investigações sobre ele, transferindo seu caso de Curitiba para o STF.
Mas registros inéditos obtidos pela Folha e analisados em conjunto com o site The Intercept Brasil indicam que outras ligações interceptadas pela polícia naquele dia, mantidas em sigilo pelos investigadores, punham em xeque a hipótese adotada na época por Moro, que deixou a magistratura para assumir o Ministério da Justiça no governo Jair Bolsonaro (PSL).