sábado, 16 de julho de 2016

NOVA CRUZ/RN: PCdoB CADA DIA MAIS FORTALECIDO E COERENTE

 Reunião bastante proveitosa

Hoje (16) o PCdoB de Nova Cruz se reuniu para acertar as estruturas de sua convenção e na oportunidade decidiram se coligar na majoritária se coligar com candidato a reeleição, o prefeito CID ARRUDA, mas antes o Diretório Municipal marcarão uma reunião com o prefeito para detalhar a decisão.

Participaram da reunião os diretores: Damião Gomes da Silva (Presidente), José Aldo (Secretário de Finanças), Eduardo Vasconcelos (Secretário de Organização) e José Gomes (Secretário de Divulgação), além dos pré candidatos a vereadores/as: Rama, Enúbia e Severino de Heleno, como também o presidente do PPS, Alisson Alves, Afrânio e lideranças comunitárias da Comunidade de Lagoa de Serra.

Lutam melhor os que têm belos sonhos

Por Caio Botelho
A frase que intitula esse texto pertence ao revolucionário Ernesto Che Guevara, que inspirou gerações a se dedicarem à luta por um mundo melhor. Os “belos sonhos” a que se referia Guevara, entretanto, não devem fazer alusão ao irrealizável, ao subjetivo. Trata-se de sonhos concretos, que dialogam com uma análise científica da realidade. Ao menos assim deveria ser.
Bem verdade que existem setores da esquerda que julgam poder transformar o mundo apenas com frases de efeito e discursos bacaninhas, ainda que ignorando outros elementos essenciais, como a análise da correlação de forças e o grau de amadurecimento político das massas. Outros, por outro lado, parecem aderir à “realpolitik” mais tacanha, um pragmatismo desmesurado. Em ambas as situações, são graves desvios que devem ser igualmente combatidos. Tanto os primeiros quanto estes últimos podem até estar bem intencionados, mas embora as boas intenções sejam condição indispensável aos revolucionários, elas não bastam.
A forma de lidar com a questão eleitoral é um exemplo disso. Alguns parecem compreender as eleições apenas como espaço para “demarcação de campo”, apresentando candidaturas sem as relacionar com o quadro mais geral e rejeitando alianças com correntes que não sejam consideradas igualmente “vermelhinhas”, sob pena de manchar a pretensa pureza que possuem. Com essa tática, acabam contribuindo, não poucas vezes, com a vitória de setores mais atrasados.
Outros, ainda no campo da esquerda, colocaram o processo eleitoral num patamar de centralidade como se exclusivamente nele residisse o caminho para um projeto mais avançado e, consequentemente, subestimam a importância da luta organizada nos movimentos sociais e a disputa de ideias no seio do povo. Isso quando o objetivo não passa a ser apenas o de granjear mais mandatos, pouco importando o grau de compromisso ideológico dos eleitos e desconsiderando a importância de a eleição ser espaço para politizar as massas. Em sentido oposto, promovem campanhas que em pouco ou nada se diferenciam dos candidatos dos partidos do sistema.
O histórico dirigente comunista João Amazonas defendia a tese de que amplitude e radicalidade não se excluem, mas se completam. Ou seja, não dá apenas para ser “radical”, o que certamente levaria ao isolamento, mas também não é possível ser apenas “amplo”, adotando uma política de conciliação com o inimigo e abandono das posições centrais. É preciso articular esse binômio, levando em conta as condições próprias em que a luta se assenta. Esse é o grande desafio da esquerda consequente, e não é nada fácil e tampouco simples levá-lo a cabo.
No estágio em que nos encontramos e considerando as graves adversidades com as quais temos que lidar, não é uma má ideia voltar aos clássicos para buscar, sem dogmatismo e nem ingenuidade, caminhos que podem nos ajudar a encontrar respostas para as encruzilhadas que estão à nossa frente.
Fonte: UJS Nacional

TSE poderá divulgar informações ao eleitor no rádio e na TV a partir do dia 16

Com a proximidade das eleições, amplia-se a necessidade de manter o eleitor informado sobre o funcionamento do processo eleitoral. Para isso, a legislação eleitoral prevê que, a partir do dia 16 de julho até o dia 15 de agosto, as emissoras de rádio e televisão requisitadas devem disponibilizar à Justiça Eleitoral (JE) 10 minutos diários da programação para a divulgação de comunicados, boletins e instruções ao eleitorado. O mesmo tempo também deve ser disponibilizado para a divulgação de informações nos três dias que antecedem o pleito, marcado para o dia 2 de outubro.
Essa é uma importante ferramenta de comunicação da JE com o eleitorado, uma vez que os meios radiofônico e televisivo abrangem audiência relevante com a possibilidade de atingir um grande número de eleitores. Geralmente, as informações produzidas para serem divulgadas são de cunho instrutivo, com datas e explicações sobre o funcionamento do pleito, além de esclarecimentos ou avisos de importantes alterações de procedimentos, como mudança em aspectos técnicos que possam afetar diretamente a vida do eleitor no processo eleitoral.
Fonte: Robson Pires

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Ezequiel anuncia aprovação por unanimidade do Conselho Estadual da Juventude. "Até que Enfim!" - Eduardo Vasconcelos

A mensagem governamental com Projeto de Lei Complementar que cria o Conselho Estadual de Juventude do Rio Grande do Norte (CEJUV/RN) foi aprovado por unanimidade no plenário da Assembleia Legislativa, nesta quinta-feira (14). Agora o Estado tem um órgão permanente e autônomo, vinculado diretamente ao setor gestor de juventude do Estado, no intuito de tratar das políticas públicas de juventude e da garantia do exercício dos direitos dos jovens, conforme estabelecido na Lei Federal nº 12.852, de 5 de agosto de 2013, que institui o Estatuto da Juventude e dispõe sobre os direitos dos jovens, os princípios e diretrizes das políticas públicas de juventude e o Sistema Nacional de Juventude – SINAJUVE.
“Participei, em 2015, como governador em exercício do RN, da 3ª Conferência Estadual de Juventude. Lá afirmei que tanto o Governo, quanto a ALRN são parceiros da juventude na conquista de seus direitos. Este ano, no Dia Mundial da Juventude (30 de março) criamos a Frente Parlamentar da Juventude e agilizamos a tramitação do Projeto de Lei do Governo do Estado, agora aprovado que instituiu o Conselho Estadual da Juventude. Com isto vamos requerer com os demais deputados o Sistema Estadual da Juventude, para assim, concluir a normatização dos órgãos que cuidam das políticas públicas para a juventude”, pontua Ezequiel Ferreira de Souza, presidente da Assembleia Legislativa.
É importante registrar que a criação do Conselho não trará aumento de despesa aos cofres públicos, pois o exercício da função de Conselheiro não será remunerado, sendo prestada como serviço de relevante interesse público. O Conselho Estadual de Juventude do Rio Grande do Norte (CEJUV/RN) é um órgão colegiado de caráter consultivo e fiscalizador, vinculado diretamente ao Órgão gestor de juventude do Poder Executivo do Rio Grande do Norte.
Fonte: Robson Pires

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Diógenes: O inimigo da Educação que não mais esconde sua intenção


A palavra “política” pode ser traduzida como a ciência da organização, direção e administração de estados ou nações relacionados aos grupos que integravam as “pólis” à época, sendo que a “polis” compreendia a comunidade organizada, formada pelos “politikos”, que eram os seus habitantes, ou seja cidadãos.


Dos tempos em que os gregos estavam organizados em cidades-estado chamadas “pólis” derivam também as palavras “politiké” (política em geral) e “politikós” (dos cidadãos, pertencente aos cidadãos).

Feita essa introdução podemos afirmar que a política está profundamente arraigada na dinâmica da relação entre o Estado e seus cidadãos e intrinsecamente ligada à questão de sua educação.

Em meio à uma crise ética, de consciência, econômica, humanitária, social e ouso dizer existencial vivida no Brasil (e no mundo) eis que surge das profundezas do obscurantismo um discurso de negação da política, mas um discurso travestido com roupagem de legítimo, sob a égide de evitar-se “doutrinação ideológica” por parte de educadores nas escolas.

Tal discurso tem sido vociferado por uma extrema direita sem escrúpulos, e replicado por uma parcela da população que se porta como caixas de ressonância de ódio sobre temas que não compreendem.
Propor a negação da política em qualquer âmbito é tentar impor um princípio antidemocrático de pensamento único.

Negar a política é praticar a pior das políticas possíveis, levando-se em consideração que “a política é a arte do possível” como disse Bismarck, ou “que somos animais políticos”, como disse Aristóteles.

“Não existe educação neutra, toda neutralidade afirmada é uma opção escondida” aprendemos com Paulo Freire, patrono da Educação brasileira e mundialmente reconhecido por sua práxis educativa.

Também com Paulo Freire aprendemos ser o domínio das linguagens e das palavras um instrumento para que, alfabetizado, o aluno elabore sua consciência política, conquistando um ponto de vista mais amplo do saber e do universo no qual habita.

Situando o aluno diante de sua posição neste universo é possível despertar sua consciência crítica, capacitando-o a exercer seu papel consoante cidadão, o papel de habilitar-se a participar mais dos processos sociais nos quais está inserido.

O alfabetizado pode ultrapassar o mero conhecimento da esfera de regras, métodos e linguagens e, alçado à condição de letrado, ser inserido no plano sócio-econômico e político do qual, iletrado, jazia excluído.

A “Educação Libertadora” utilizada por Freire é tão revolucionária que transformou sua imagem no alvo principal dos ataques daqueles que propõem hipocritamente uma “escola sem partido”.
Transformou Paulo Freire, o grande educador, num inimigo a ser batido.

Gostaria de finalizar esse texto identificando os verdadeiros inimigos a serem batidos, os inimigos da Educação.

São inimigos da Educação aqueles que propõe qualquer tipo de mordaça para os educadores.

São inimigos da Educação todos aqueles que negam aos alunos a oportunidade do saber através da multiplicidade de pontos de vistas.

São inimigos da Educação todos aqueles que, sob a égide de uma falaciosa “luta contra a doutrinação marxista” tentam aprisionar saberes, impor aos alunos e educadores a prisão do pensamento único, acrítico, forjado para minimizar o pensar e reduzir o aprender a algo mecânico, apático, disforme, parcial.

Paulo Freire foi um grande amigo da Educação que, do alto de sua enorme humildade e sabedoria, disse:

“ … inacabado, sei que sou um ser condicionado mas, consciente do inacabamento, sei que posso ir mais além dele.

Esta é a diferença profunda entre o ser condicionado e o ser determinado.”

“Querer ser livre é também querer livres os outros.”
Simone de Beauvoir

*Diógenes Júnior é cientista político autodidata, historiador independente, ativista dos Direitos Humanos, militante do PC do B e pai do Fidel. 

Fonte: Portal Vermelho

terça-feira, 12 de julho de 2016

Revolução Argelina, registro histórico da luta contra o colonialismo – Por Moara Crivelente

                                           Foto: Presidente Bella recebe Che na Argélia 

A Revolução Argelina, um importante marco histórico das lutas nacionalistas pela descolonização, completou 54 anos. Em julho de 1962, um referendo popular declarava o desejo dos argelinos pela independência da França, após oito anos de combates de registros cruéis, mas que findaram em heroica vitória. Resistentes e intelectuais deixaram verdadeiros legados à luta dos povos por emancipação nacional, na resistência à dominação estrangeira.
Em oito anos de combate entre a potência colonial, França, e a Frente de Libertação Nacional (FLN) argelina – com outros grupos e milícias envolvidos de forma controversa – a FLN estimou, em 1962, que cerca de 1,5 milhão de pessoas morreram. Autoridades francesas declararam estimativa menor: cerca de 350 mil mortes, atribuindo-as convenientemente às táticas de guerrilha da resistência argelina.
A brutalidade da guerra, entretanto, foi evidente, assim como era a da colonização. A tortura e os assassinatos eram prática frequente das autoridades francesas desde que se instalaram na Argélia, em 1830, numa tentativa de aplastar a resistência. Mas a linguagem orientalista identificada pelo palestino Edward Said na narrativa que justificava a crueldade colonizadora, sobretudo britânica e francesa, foi o que se encontrou nas declarações que taxavam os argelinos de “selvagens”.
O filósofo Alexis de Tocqueville, por exemplo, em seu Ensaio sobre a Argélia (1841), avaliou as práticas da queima de colheitas, o confisco de estoques e a detenção de homens, mulheres e crianças desarmadas. Ele as classificou de “necessidades infelizes” às quais “qualquer povo que queira guerrear com árabes deve se submeter”, tornando “a vida das tribos” que apoiavam o emir argelino Abd el-Kader na luta independentista “tão intolerável que elas o abandonarão”.
As práticas da potência colonial francesa são brevemente relatadas por Laleh Khalili no livro Time in the Shadows: Confinement in Counterinsurgencies (“Tempo às Escuras: Prisão em Contra-Insurgências”, sem tradução para o português). A autora destaca o papel central dos militares tanto na repressão quanto na própria colonização, assim como as táticas da “crueldade desnecessária” e das execuções sumárias.
Um marechal francês que lutara sob o mando de Napoleão, Thomas-Robert Bugeaud, citado por Khalili, declarara abertamente: “precisamos esquecer essas batalhas orquestradas e dramáticas que os povos civilizados travam entre si e dar-nos conta de que táticas não convencionais são a alma desta guerra [contra os argelinos]”. Mas nada disso bastou para aplastar a resistência, firme do princípio ao fim.
Além do apoio dos países socialistas, a internacionalização da chamada “Questão Argelina” refletiu-se em sua inclusão na agenda da Assembleia Geral da ONU desde o começo dos combates. Os argelinos denunciavam então a hipocrisia das declarações francesas de compromisso com negociações diplomáticas e a paz. Em 1958, portanto, declararam a República Argelina, com um governo provisório sediado na Tunísia, liderado inicialmente por Ferhat Abbas.
Diversos intelectuais e combatentes que integraram a FLN inspiraram outros movimentos de libertação nacional. Um exemplo é Frantz Fanon, nascido na Martinica – ainda hoje sob colonização francesa, com estatuto de “região administrativa”. O psicólogo marxista, dedicado à análise do colonialismo, partiu da França para a Argélia e escreveu ali Os Condenados da Terra (1961), onde defende o uso da violência revolucionária nas lutas por independência, contra as forças coloniais que consideravam os povos sob colonização “menos que humanos”. Fanon escreveu diversos artigos para o jornal El-Moudjahid, que editava, e analisou o caso argelino no livro Sociologia de uma Revolução (1961, disponível no link do título). Foi embaixador do governo provisório em Gana e das anotações de várias das suas viagens pela região derivou o livro Rumo à Revolução Africana (1964).
O papel das mulheres na Revolução também foi preponderante. Zohra Drif e Djamila Bouhired, por exemplo, juntaram-se à FLN ainda na juventude. Ambas e o líder da FLN, Saadi Yacef, foram detidos em 1957. Djamila foi acusada de um atentado a bomba que matou 11 pessoas, mas seu advogado empenhou-se por devolver a acusação às autoridades francesas, que teriam encenado a ação. Zohra foi condenada a 20 anos de trabalho forçado e, na prisão, escreveu A Morte de Meus Irmãos, mas foi libertada no processo de independência. Djamila foi condenada à execução, mas diante da atenção internacional ao que acontecia na Argélia, foi presa para a França. Libertada pouco depois, presidiu a Associação de Mulheres Argelinas após a independência.
Zohra Driff, Hassiba Ben Bouail e Djamila Bouhired
Internacionalização da resistência argelina
Em 1960, a resolução 1573 da Assembleia Geral da ONU reconhece o direito à autodeterminação do povo argelino e o desejo dos “povos dependentes” por liberdade. No mesmo ano, a resolução 1514 institucionalizava a Declaração da ONU sobre a Concessão de Independência a Países e Povos Coloniais, na que se baseou a criação do Comitê Especial da ONU para o assunto, no ano seguinte. As lutas por descolonização ganhavam um foro institucional e internacionalizado. Na África, a Organização da Unidade Africana – hoje, União Africana – estabelecida em 1963 também desempenhou papel fundamental, composta por um grupo progressista de nacionalistas em que a Argélia se integrava.
Após a assinatura dos Acordos de Évian, em 1962, os referendos na França e na Argélia davam vitória praticamente unânime (91% no primeiro caso e 99,7%, no segundo) para a independência argelina. Em 3 de julho do mesmo ano, o presidente francês Charles De Gaulle, que calculava formas de manter a influência francesa na região e o acesso às reservas petrolíferas do Saara, admitiu a independência da Argélia, cujo primeiro presidente foi o socialista Ahmed Bin Bella.
Logo depois de participar da sessão na ONU que hasteou a bandeira da Argélia como Estado membro, em outubro de 1962, em Nova York, Bella partiu para Cuba, para manifestar solidariedade ao povo cubano em sua própria Revolução. Os dois países estabeleceram um forte vínculo de cooperação e amizade, como relatou Bella em 1992, no artigo Che Guevara, Cuba e a Revolução Argelina, publicado no semanário estadunidense The Militant.
A revolução enfrentava ameaças internas e regionais – como do Marrocos, mas com o apoio direto dos Estados Unidos – e o empenho das forças cubanas na sua defesa, assim como o do Egito Nasserista, é reconhecido no artigo de Bella. O presidente, que via na África um continente de enorme potencial revolucionário, conta que Che Guevara o considerava “o elo frágil do imperialismo”, pelo que decidiu partir para Angola e Congo.
A Revolução Argelina é um marco histórico nas lutas nacionalistas contra a colonização na África e também em outras lutas emancipatórias, como a do povo palestino e a do povo saaraui, que ainda resistem à ocupação por Israel e pelo Marrocos e recebem firme apoio da Argélia. Relatos mais aprofundados sobre a mobilização argelina na resistência e na solidariedade internacionalista são essenciais para o entendimento sobre os nacionalismos progressistas na região.

Lugar de mulher é … no DCE!

Às vésperas do 64º Coneg, site da UNE bateu um papo com a estudante de Ciências Biológicas da Universidade de Pernambuco (UPE), recentemente eleita presidenta do Diretório Central 
Por Renata Bars
Em tempos em que quase 70% das universitárias afirmam já ter sofrido algum tipo de violência no ambiente acadêmico, segundo pesquisa do Instituto Avon e Datapopular, muitas meninas lutam para derrotar o machismo nas escolas, nas universidades e na sociedade como um todo.
No movimento estudantil, a luta é crescente. As três maiores entidades nacionais, União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG) e União Nacional dos Estudantes (UNE) são atualmente dirigidas por mulheres.
Nas universidades, o quadro não é diferente. O número de meninas à frente dos chamados Diretórios Centrais de Estudantes (DCES) vem aumentando a cada dia. É o caso da estudante de Ciências Biológicas da Universidade de Pernambuco (UPE), Ranielle Vital.
Aos 21 anos ela preside o DCE da instituição e agora se prepara para participar do 64º Coneg da UNE, que acontece de 15 a 17 de julho, em São Paulo. Na bagagem para o maior fórum de deliberação do movimento estudantil, Ranielle leva muita vontade de mudança.
”Estamos passando por um momento em que precisamos estar em unidade para barrar essa onda de retrocessos neoliberais no Brasil e principalmente na nossa educação”, diz.
Questionada se enfrenta preconceito por ser mulher e estar à frente de um DCE, foi categórica.
”Se tem uma coisa que incomoda são as mulheres nos espaços de poder, mas só tenho uma coisa a dizer: vamos incomodar muito ainda.”
Confira a entrevista na íntegra:

COMO VOCÊ COMEÇOU NO MOVIMENTO ESTUDANTIL?

Entrei no movimento estudantil em 2013, na efervescência das manifestações, fui uma das pessoas que estavam ali perdidas, mas inquietas com tudo que estava acontecendo, costumo brincar dizendo “ainda bem que me encontraram”.

POR QUE VOCÊ DECIDIU PARTICIPAR DO DCE? SEMPRE FOI ENGAJADA POLITICAMENTE?

Minha mãe sempre despertou o debate político dentro de casa, mas nada além disso. Antes de entrar no DCE fui presidenta do Diretório Acadêmico do Campus que estudo na UPE, e durante a gestão fui convidada a assumir a tesouraria do DCE onde pude aprender muito e logo após surgiu a indicação para presidir o DCE UPE, e cá estou!

O QUE VOCÊ SENTIU AO SER ELEITA PARA O DCE?

Me senti cheia de desafios, numa universidade multi campi que vai do sertão ao litoral de Pernambuco e que ainda sofre com grandes dificuldades. Presidir um DCE não é uma missão fácil, principalmente com a nossa conjuntura política atual, mas a luta diária de todos os estudantes, a história do nosso país e o amor pela luta é o combustível sempre.

SENTIU ALGUMA DIFICULDADE OU PRECONCEITO POR SER MULHER?

Sim, e por diversas vezes, se tem uma coisa que incomoda são as mulheres nos espaços de poder, só tenho uma coisa pra dizer: vamos incomodar muito ainda!!

AINDA SÃO MUITAS AS NOTÍCIAS DE ESTUPROS E ABUSOS NAS UNIVERSIDADE. COMO VOCÊ ACREDITA QUE PODEMOS ENFRENTAR O MACHISMO NO MEIO ACADÊMICO?

Precisamos levar o debate para o dia a dia da universidade, nos corredores, nas salas de aula, nos murais, barrar qualquer tipo de preconceito e tomar sempre medidas cabíveis para cada caso.

VOCÊ JÁ RECEBEU ALGUMA DENÚNCIA DE MACHISMO ESTANDO À FRENTE DO DCE? COMO LIDOU COM ISSO?

Sim. A denúncia foi de um grupo de alunos que espalharam na universidade cartazes com frases machistas, preconceituosas e que disseminava a cultura do estupro, imediatamente levamos os cartazes para o Conselho de Gestão Acadêmica do Campus onde deliberamos junto com a gestão da UPE a realização de um evento que teve como nome “MAIS AMOR, MENOS ÓDIO”, o evento teve uma grande repercussão, o debate precisa ser feito, machistas não passarão!!

O CONEG DA UNE ESTÁ PRÓXIMO. QUAIS PAUTAS VOCÊ PRETENDE LEVAR PARA O ENCONTRO?

Estamos passando por um momento em que precisamos estar em unidade para barrar essa onda de retrocessos neoliberais no Brasil e principalmente na nossa educação, nossas principais pautas serão a permanência dos Estudantes contra Golpe e Nenhum Centavo a Menos pra Educação, além das pautas específicas da Universidade de Pernambuco.

QUAL RECADO VOCÊ DARIA PARA AS MENINAS QUE QUEREM PARTICIPAR DE DCES, EXECUTIVAS DE CURSO E ATÉ UNIÕES ESTADUAIS ESTUDANTIS?

Vão em frente meninas, os espaços de poder precisam cada dia mais ser ocupados por nós mulheres, precisamos contribuir e fortalecer a democracia, somos mais da metade da população brasileira e temos o dever de decidir os rumos da nossa educação, do nosso estado e do nosso país!

Fonte: UNE

Terror na economia é para vender o patrimônio

Fica evidente a campanha de terror que o Globo e demais veículos de comunicação, patrocinados pelo mercado financeiro, fazem à economia. Desde a vitória de Dilma, quando o país estava nos trilhos da economia, iniciaram um terrorismo econômico. Usando Cunha e sua gang corrupta no Congresso boicotaram Dilma de governar. Liberaram pautas bombas com despesas espantosas, impedindo o controle de gastos. A partir do golpe Temer aprofunda o déficit, que atinge 170 bilhões de reais, e para garantir sua continuidade cria mais despesas. Tudo tem a finalidade de justificar a venda de empresas públicas, cortes sociais, trabalhistas e previdenciários. Repete o plano de FHC. Por Antonio Negrão Sá Negrão.

Fonte:  Desabafo Brasil

IFRN-NOVA CRUZ: JORDANA MOREIRA, LAIANNI VITÓRIA E SABRINA BEATRIZ ESTÃO NA FINAL DA 8ª OLIPIADA NACIONAL DE HISTÓRIA DO BRASIL



RESUMO DA LUTA DESSAS GRANDES ESTUDANTES!

8ª ONHB – Olimpíada Nacional em História do Brasil A Olimpíada Nacional em História do Brasil, projeto desenvolvido pelo Departamento de História da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), tem um formato original. A competição ocorre por equipes que devem ser formadas por um professor de História da escola e mais três estudantes do Ensino Fundamental (8º e 9º anos) e Médio (todos os anos).
É aberta para escolas públicas e particulares. Ao todo, são cinco fases realizadas de forma online pelas equipes que duram uma semana cada uma. As respostas (questões de múltipla escolha e realização de tarefas) podem ser elaboradas pelos participantes por meio de debate com os colegas, pesquisa em livros, internet e orientação dos professores. Neste ano, o tema escolhido e aplicado à competição foi “Escola, lugar de história”.
A primeira fase teve início dia 9 de maio, finalizando a quinta etapa no dia 11 de junho. Após as cinco etapas, os alunos foram convocados nesta quinta-feira (16) para a final presencial que será realizada na Unicamp, em Campinas-SP. ONHB inicia a primeira fase com 42,7 mil inscritos (10,6 mil equipes de todo o Brasil).
Somente uma equipe do Campus Nova Cruz chegou à final presencial que acontecerá nos dias 20 e 21 de Agosto em Campinas, São Paulo. Equipe finalista: Equipe Frida Kahlo Alunas: Laianni Vitória, Jordana Moreira e Sabrina Beatriz Professora orientadora: Aldinízia Souza Pontuação da equipe: 2843.9915
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Somente 275 equipes do Brasil  foram aprovadas para a fase final.

Até 2030 planeta pode enfrentar déficit de água de até 40%, alerta relatório da ONU

Até 2030, o planeta enfrentará um déficit de água de 40%, a menos que seja melhorada dramaticamente a gestão desse recurso precioso. Essa é a principal conclusão do Relatório das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento de Água 2015: “Água para um mundo sustentável”, lançado na última sexta-feira (20) em Nova Déli (Índia), em celebração ao Dia Mundial da Água (22 de março).
O Relatório é publicado pelo Programa Mundial de Avaliação dos Recursos Hídricos (World Water Assessment Programme, em inglês), liderado pela UNESCO por meio da ONU-Água, mecanismo interagencial das Nações Unidas para assuntos relacionados à água e questões de saneamento. O Relatório enfatiza a necessidade urgente de mudar a forma como nós usamos e gerenciamos esse recurso vital, no momento em que as Nações Unidas preparam a adoção de novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Fonte: Robson Pires

Morte de Dix-sept Rosado em acidente aéreo faz 65 anos

Hoje, 12 de julho de 2016, faz 65 anos anos da morte do então governador Jerônimo Dix-sept Rosado Maia. Estima-se que acidente aéreo que o vitimou ocorreu por volta de 9h de 12 de julho de 1951 (uma quinta-feira).
Dix-sept era passageiro de um avião Douglas C-47, Skytrain, Prefixo PP-LPG, de origem norte-americana (ano de fabricação: 1944), da companhia Linhas Aéreas Paulistas (LAP). Viajava com destino ao Rio de Janeiro (Capital Federal) de forma oficial.
O governador tinha como objetivo tratar de pauta relativa à estiagem no estado, como previamente adiantado com o Governo do presidente Getúlio Vargas.
A aeronave saíra de Natal com 33 ocupantes, sendo 28 passageiros e cinco tripulantes. Já fizera escalas em Recife-PE e Maceió-AL. Passaria ainda por Salvador-BA, além do Rio de Janeiro, até o Aeroporto de Congonhas (SP), o seu destino final na rota.
Chuva e mortes
Numa operação de aproximação para pouso no Aeroporto de Aracaúj-SE, acabou explodindo sem que ninguém escapasse do acidente. Destroços ficaram espalhados no Rio do Sal e cercanias, distante cerca de 3 quilômetros da pista em que deveria aterrissar.
Uma versão narra o seguinte: Dix-Sept Rosado e sua comitiva haviam decolado do Aeroporto de Parnamirim às 4h15min da manhã, do dia 12 de julho de 1951. Após escalas em Recife e Maceió, o avião aproximou-se de Aracaju.
Chovia fortemente na capital sergipana no momento do procedimento de pouso, executado pelo piloto Áureo Miranda. Devido as condições delicadas do tempo, ele optou por efetuar manobra guiada por instrumentos e NDB (equipamento que emite sinais de radiofrequência).
Uma das asas da aeronave atingiu uma árvore e o fim trágico foi inevitável. Morreram 28 ocupantes, Não houve sobrevivente.
O governante tinha pouco mais de 40 anos de vida quando faleceu.
Por Carlos Santos

É Hoje! Quem está com Cunha?

Como a sessão da CCJ que vai julgar o recurso de Eduardo Cunha está marcada para as 14h, alguns deputados como Alessandro Molon, Rubens Bueno e Julio Delgado, estão pedindo para que os colegas não marquem presença em plenário.
Se o quórum for alcançado e a chamada ordem do dia tiver início, a CCJ é obrigada a interromper seus trabalhos, o que pode evitar que o recurso de Cunha seja apreciado.
Na prática, quem marcar presença antes de o fim da votação na CCJ vai estar ajudando Cunha.
A presença registrada em plenário servirá como um termômetro para saber com quem Cunha ainda pode contar.
Radar ON Line

sábado, 9 de julho de 2016

ALERTA: VEREADOR OFERECEU EMPREGO EM TROCA DE VOTO E É CONDENADO POR CRIME ELEITORAL


Foto da fachada do TRE-SP com a bandeira no formato 620px x 300px
Na sessão plenária desta terça-feira (02), os juízes do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) condenaram Silas Zafani, vereador do município de Várzea Paulista, reconduzido nas eleições de 2012 pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), por crime eleitoral de compra de votos. O julgamento foi unânime.
De acordo com o processo o vereador teria oferecido emprego a duas pessoas, em maio e agosto de 2012, com a finalidade de que em troca conseguisse votos para sua campanha eleitoral.
O Tribunal condenou Silas Zafani a um ano, quatro meses e dez dias de reclusão e ao pagamento de sete dias-multa, fixado o regime prisional aberto. A pena privativa de liberdade foi substituída por duas penas restritivas de direitos consistentes em prestação de serviços à comunidade pelo mesmo prazo da carcerária e ao pagamento de dez salários mínimos.
O Código Eleitoral (Lei nº 4737/1965) prevê, em seu artigo 299, que é crime “dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita”.

Fonte: Vereador 2016

Escola Sem Partido quer doutrinar famílias e professores


A Constituição Federal prevê em seu capítulo III, que a educação é um direito e deve visar o desenvolvimento pleno da pessoa e seu preparo para o exercício da cidadania. Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber, bem como o pluralismo de ideias, são alguns dos princípios que regem a Carta Magna quando o assunto é educação, mas tudo isso está sob ameaça.

Isso porque tramitam na Câmara dos Deputados cinco propostas que visam, de alguma forma, “amordaçar os professores” e impedir a discussão sobre política, gênero e diversidade em sala de aula. Uma delas, no entanto, tem ganhado mais destaque. Trata-se do PL 867/15, encabeçado pelo deputado Izalci (PSDB-DF), que quer incluir na Lei de Diretrizes e Bases o Programa Escola Sem Partido com o pretexto de “acabar com a doutrinação ideológica” nas escolas públicas e privadas.

A proposta – assim como os textos similares que também vêm sendo debatidos nas Assembleias Legislativas de pelo menos 10 estados além do Distrito Federal – vem gerando polêmica e divide opiniões na comunidade escolar.

Mãe de estudante do 5º ano do ensino fundamental de uma escola pública do DF, Carla Dozzi, acredita que o texto defendido por Izalci vem carregado de ideologia.

“Esse projeto empobrece a educação. Ele pressupõe que a criança não pode ter opinião, que algo que um professor possa dizer é isento de posição. É falso dizer que o conhecimento é neutro e chega a ser hipócrita dizer que colocar um cartaz em toda sala de aula, dizendo o que o professor pode ou não pode fazer vai surtir algum efeito positivo no processo educativo. O que a gente espera é que a construção do conhecimento se dê em diálogo e que as contradições históricas sejam explicitadas, que eles tenham acesso a diferentes leituras, a diferentes ideologias para poder se posicionar”, diz.

O projeto, no entanto, parece querer limitar as discussões. De acordo com o parágrafo 2º, do artigo 3º, por exemplo, as escolas deverão apresentar e entregar aos pais ou responsáveis pelos estudantes “material informativo que possibilite o conhecimento dos temas ministrados e dos enfoques adotados” nas aulas. Já o inciso V, do artigo 4º, diz que o professor deverá respeitar “o direito dos pais a que seus filhos recebam a educação moral que esteja de acordo com suas próprias convicções”.


 


O professor André Tosta credita ao projeto fim de sua profissão. “Imagina uma sala de 30 alunos, como o professor trabalha? Além disso, o projeto repete muita coisa que a própria LDB já traz. Aliciar alunos já está previsto na LDB. E isso não é feito. O professor é responsável e sabe o que está fazendo e está contribuindo para formar cidadãos, não marionetes. Eu não posso falar de partido, religião, sexualidade, pois qualquer coisa pode ser jogada contra mim, por esse projeto. O professor, assim como o jornalista, precisa ter liberdade em sala de aula para poder fazer seu trabalho da melhor forma possível.”

Para Carla Dozzi, a proposta ainda desrespeita famílias e a construção dos projetos pedagógicos feitos em conjunto pela comunidade escolar.

“Eu entendo que essa lei quer doutrinar os professores e as famílias, porque ela passa por um entendimento de família, de conhecimento e de valores, como se eles tivessem os valores supremos e únicos que podem ser passados numa escola. Eu, como mãe, gostaria que os valores da minha família, de liberdade de escolha, de respeito ao outro nas suas escolhas, fossem respeitados. E eu entendo que essa lei desrespeita. Quem constrói os projetos pedagógicos das escolas é a comunidade escolar e eu gostaria que esses valores que nós passamos meses discutindo fossem respeitados”, diz.

Professor e militante do movimento estudantil, o deputado Chico Lopes (PCdoB-CE) também é um crítico da proposta. Para ele, o colégio é um lugar onde os jovens despertam para as grandes contradições da vida e o ensino precisa ser plural. “Querer escola sem partido é querer corpo sem alma. O elementar é que o homem é um animal social e político, por isso, entendo que este projeto é absolutamente atrasado. Deveria discutir valorização os professores, educação em tempo integral, mas disso eles não querem saber”, afirma o parlamentar que preside a Comissão de Legislação Participativa da Câmara.

No Parlamento, audiências já trataram o tema e trouxeram uma realidade preocupante: a aprovação de boa parte dos deputados da Comissão de Educação. Isso significa que, assim como vem acontecendo nas discussões estaduais, a proposta pode ser admitida na comissão especial criada para deliberar sobre a matéria na Câmara dos Deputados e, quiçá, virar lei.

Marta Caldas, diretora da Escola Classe 115 Norte, em Brasília, combate o projeto, porque acredita ser impossível pensar em uma escola onde não se fale do que acontece na sociedade. Para ela, não há educação sem discussão política. “Há anos estamos lutando por uma educação onde a gente possa verdadeiramente ter liberdade de falar de tudo. Agora que estamos acordando pra democracia, para discussões onde a gente entende que o político deve nos representar e a escola é esse ambiente onde a gente deve falar de política, religião, sexo, mas sem fazer defesas porque o Estado é laico. Como a criança faz escolhas se ela não conhece nada, se ela não sabe de nada e se querem deixar a escola fora disso?”, questiona.

A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), membro da Comissão de Educação, soma forças à luta contra o Programa Escola Sem Partido. Segundo ela, com o perfil do Congresso eleito em 2014 – o mais conservador desde a ditadura – aprovar um texto como o de Izalci não é impossível e chama a sociedade a se mobilizar contra a proposta.

“É necessário que a comunidade educacional, que intelectuais, se motivem a não castrar a educação brasileira. Não há neutralidade na política e não há na ciência. A escola é uma grande caixa de ressonância das ideias que circulam na sociedade. Nos seus diversos níveis, com a devida gradação e bom senso, todas as ideias devem circular na escola, como uma instituição da constituição da superestrutura de qualquer nação. Essa proposta traz uma visão absolutamente atrasada e fará muito mal à educação brasileira se for aprovada”, conclui. 


 Fonte: PCdoB na Câmara

NOVA CRUZ/RN: ELEIÇÕES 2016 - BATIDO O MARTELO PCDOB E PPS JUNTOS NA PROPORCIONALIDADE!

 Membros do PCdoB, PPS e PMB após reunião
 Reunião muito proveitosa
Ontem (8) a noite os Pré Candidatos e Membros do PCdoB, PPS e PMB se reuniram para discutir a viabilidade de se coligarem nas Eleições de 2016 na proporcionalidade.

Após duas horas de discussões e debates o PCDOB e PPS fecharam questão no Coligação na Proporcionalidade e o PMB pediu um tempo para analisar o que foi aceito por todos.

Quanto as coligações na majoritária o PCDOB fechou questão, dizendo que o partido se coligaria com o candidato a reeleição CID ARRUDA, o PPS conversará com o PSB/PSD para discutir a viabilidade de coligação na majoritária e o PMB analisará e em uma semana decidirá questão.

Mas independentemente os partidos fecharam questão com a data das convenções, que será realizadas dia 23 de julho no Plenário da Câmara Municipal: PCdoB: De 8 ás 10h; PPS: De 10 ás 12h e o PMB de 09 ás 11h na Sala de Reuniões da Câmara.  As coligações lançarão cerca de 22 a 26 candidatos a Câmara Municipal.

Participaram da reunião: PCdoB: Eduardo Vasconcelos - Secretário de Organização, Betinho - Vice Presidente, José Aldo do Nascimento - Secretário de Finanças, José Gomes da Silva - Secretário de Divulgação, Severino dos Ramos Alves da Silva - Severino de Heleno, Enúbia Cristina e Severina Cunha - Rama. Pelo PPS: Alisson Alves da Silva - Presidente, Vamir Jr - Secretário e João Maria da Silva - João Maria da 13 - Secretário de Finanças e pelo PMB, Vitor Guerra.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Relembre o que Eduardo Cunha fez como presidente antes de renunciar

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Ainda que a renúncia de Cunha possa ser uma estratégia, o gesto encerra uma gestão marcada por medidas e votações que vão desde redução da maioridade penal e terceirização a projeto de shopping na Câmara e votação de impeachment como forma de retaliação
Por Redação
O deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) anunciou, no início da tarde desta quinta-feira (7), sua renúncia ao cargo de presidente da Câmara. O gesto seria o resultado de um acordo  proposto por Ronaldo Fonseca para que a votação que aprovou por 11 votos a 9 sua cassação, no Conselho de Ética, fosse anulada por má condução.

Ao ler sua carta de renúncia, Cunha se emocionou. Antes de renunciar, no entanto, o peemedebista não se sensibilizou ao conduzir e pautar, na Casa, temáticas controversas e medidas questionáveis, o que tornou sua gestão uma das mais midiatizadas que já existiram no Legislativo.
Relembre com matérias da Fórum.
  • Votou o projeto de redução da maioridade penal
  • Aprovou projeto de shopping na Câmara, o “parlashopping”
  • Aceitou pedido de impeachment contra a presidenta Dilma como retaliação ao governo, que votou contra o parlamentar no Conselho de Ética
  • Com manobra, texto que aprova terceirização é aprovado
  • Autor do projeto de Lei aprovado na CCJ que dificulta o aborto em casos de estupro
  • Desarquivou e aprovou em comissão o projeto do “Estatuto da Família”

“Ativistas se mobilizam nas redes contra Estatuto da Família”

Temer retira urgência de pacote anti-corrupção de Dilma

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Proposta da presidenta está em tramitação na Câmara desde março de 2015; projeto aborda a criminalização do enriquecimento ilícito e o estabelecimento de sanções a atividades ilícitas relacionadas a prestação de contas de partidos políticos e de campanha eleitoral

Por Redação
Depois de uma reunião de líderes da base governista com o presidente interino, Michel Temer, o líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE), anunciou que será retirada a urgência constitucional de cinco projetos enviados pela presidenta eleita Dilma Rousseff que estavam aguardando votação. Um deles é o pacote anti-corrupção.

A urgência nesses projetos faz com que eles tenham prioridade na hora da votação e podem, inclusive, trancar a pauta, caso não sejam discutidos. Alguns pontos que constam na proposta de Dilma são: a criminalização do enriquecimento ilícito e o estabelecimento de sanções a atividades ilícitas relacionadas a prestação de contas de partido político e de campanha eleitoral.

“Se não retirarmos essas urgências, amanhã não poderemos avançar em matérias consideradas importantes para o governo, como a questão da lei de governança dos fundos [de pensão], no requerimento de urgência [para votação do projeto] de renegociação das dívidas dos estados e, por conta disso, levamos a sugestão ao presidente”, afirmou Moura. A previsão é de que a urgência seja retirada nesta quarta-feira (6).

O pacote anti-corrupção foi uma iniciativa da presidenta e está em tramitação na Câmara desde março de 2015. Segundo Moura, a retirada de urgência foi conversada com a PGR (Procuradoria Geral da República). O órgão, porém, nega a informação, e diz que o acordo era para destravar a comissão especial que precisa debater o tema e que ainda não foi formada.

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) criticou a ação. “Eles [o governo] estão querendo tirar a urgência constitucional e mandar os projetos para uma comissão ainda não instalada e que sequer os líderes estão indicando os membros”, disse.

Foto de Capa: Agência Brasil

Fonte: Revista Fórum