quinta-feira, 6 de agosto de 2020

EM 22 DE MAIO ÚLTIMO, O BOZO RODOU A BAIANA E PASSOU A BERRAR, ESPUMANDO DE ÓDIO: "VOU INTERVIR! VOU INTERVIR!"

É hilária, no gênero de humor negro, a longa reportagem que a revista piauí publicou, de autoria da jornalista Mônica Gugliano: O dia em que Bolsonaro decidiu mandar tropas para o Supremo (acesse aqui). 

Comédia por comédia, eu prefiro, contudo, O rato que ruge (d. Jack Arnold, 1959), sobre uma república das bananas que decide declarar guerra aos EUA, esperando ser derrotada e depois obter ajuda para sua reconstrução – uma alusão sarcástica ao Plano Marshall. Por dois motivos: 

— Peter Sellers era um grande ator, Jair Bolsonaro nem para chanchadas presta;

— o plano dos governantes de Fenwick chega a parecer equilibrado e sensato, se comparado com o chilique grosseiro e grotesco do rato que ruge brasileiro. 

A reportagem o mostra fora de si ao receber a notícia de que o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, consultara a Procuradoria-Geral da República sobre a possibilidade de apreender seu celular e o do filho Carlos, uma formalidade de rotina face a uma notícia-crime apresentada por três partidos.

Tão desinformado quanto desequilibrado, Bolsonaro rodou a baiana e passou a gritar, espumando de ódio: "Vou intervir! Vou intervir!".

Quais os delírios de um anormal que passavam por sua cabeça? Estes, segundo a Mônica:

"Bolsonaro queria mandar tropas para o Supremo porque os magistrados, na sua opinião, estavam passando dos limites em suas decisões e achincalhando sua autoridade. Na sua cabeça, ao chegar no STF, os militares destituiriam os atuais onze ministros. 

Os substitutos, militares ou civis, seriam então nomeados por ele e ficariam no cargo até que aquilo esteja em ordem, segundo as palavras do presidente. 

No tumulto da reunião, não ficou claro como as tropas seriam empregadas, nem se, nos planos de Bolsonaro, os ministros destituídos do STF voltariam a seus cargos quando aquilo estivesse em ordem". 

Depois de uma caricata reunião de cúpula –cujo relato nos transmite a mesma sensação de mediocridade abissal daquele outro show de horrores encenado por alguns dos mesmos personagens, cuja gravação foi exibida aos brasileiros por ordem do STF– conseguiram finalmente tirar-lhe aquela ideia fixa da cabeça oca:

"Dois argumentos ajudaram a acalmar Bolsonaro na reunião. 

O primeiro: não havia ordem para apreender seu celular, apenas uma consulta do ministro do STF, de modo que ainda havia a possibilidade de que a apreensão não ocorresse. 

(De fato, dez dias depois, Celso de Mello arquivou o pedido de apreensão, mas, em sua decisão, fez questão de mandar um recado ao presidente, dizendo que o descumprimento de uma ordem judicial configuraria gravíssimo comportamento transgressor.) 

O outro argumento: o governo daria uma resposta contundente ao STF na forma de uma nota pública. Combinou-se na reunião que o general Heleno assinaria a nota".   

Mas, independentemente do que o ridículo aprendiz de ditador pensava que poderia fazer, baseando-se em interpretações falaciosas sobre um poder moderador que os militares não estão de maneira alguma autorizados pela Constituição a desempenhar (Ives Gandra Martins melhor faria se continuasse apenas ensinando aos ricos como pagarem menos impostos ou nenhum imposto), a realidade dos fatos está é neste outro trecho da reportagem:

"Entre os militares da reserva, estão os saudosos da ditadura militar. Eles defendem a radicalização do governo, inclusive com a adoção de medidas de exceção. 

A situação é outra entre os atuais comandantes, que têm tropa e poder. Esses querem distância da polarização política e rejeitam qualquer hipótese de intervenção militar. 

Nos três últimos meses, enquanto Bolsonaro minimizava a pandemia e apoiava manifestações radicais na frente de quartéis, as três forças – Marinha, Exército e Aeronáutica – se encarregaram de adotar um comportamento oposto, participando das ações de combate à Covid-19. 

No mesmo dia em que Bolsonaro fez pronunciamento na tevê dizendo que a pandemia era um problema sério na Itália, mas não no Brasil, o comandante do Exército, general Edson Leal Pujol, publicou um vídeo dizendo que a crise sanitária talvez seja a missão mais importante de nossa geração".

Ou seja, se a turma do deixa disso não tivesse impedido Bolsonaro de intervir, certamente (e bota certeza nisso!) teria quebrado a cara e, como consequência, sido reconduzido à insignificância do qual um destino insólito o retirou, para desgraça dos brasileiros.  

Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

Marcadores: , , , , , , , , , , , .

Fonte: (https://naufrago-da-utopia.blogspot.com/search/label/Edson%20Leal%20Pujol).

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

RN Chega Junto atenderá populações carentes com investimentos de mais de R$ 8 mi

ASSECOM/RN

A governadora Fátima Bezerra assinou na tarde desta terça-feira (04), em videoconferência transmitida de seu gabinete na Governadoria, o Decreto Nº 29.889 que institui o  Programa Estadual Emergencial de Assistência Social - RN Chega Junto, para o qual estão sendo investidos recursos na ordem de R$ 8,850 milhões voltados para a proteção socioassistencial de povos e comunidades tradicionais, população em situação de rua, refugiados, apátridas e migrantes, pescadores artesanais, idosos, comunidade LGBTQIs e mulheres em situação de violência.

“A pandemia está escancarando as desigualdades sociais existentes no nosso país. Cobro de mim mesma, cobro no nosso governo o desempenho de ações que venham minimizar esse sofrimento. Por isso, mesmo enfrentando essa realidade de colapso e a despeito de todas as dificuldades, estamos fazendo o nosso papel”, argumentou Fátima, reafirmando o compromisso de sua gestão com a justiça social.

O RN Chega Junto é uma ação complementar, um plano do Governo do Estado a ser executado pela Secretaria de Estado do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social (Sethas), que consiste em seis ações com foco no enfrentamento aos impactos da Covid-19. Dentre elas, a governadora citou o investimento de R$ 4 milhões que serão aplicados na aquisição de cestas básicas para beneficiar 30 mil pessoas em situação de vulnerabilidade social. 

“Mais uma vez, a nossa lei Pecafes [Programa Estadual de Compras da Agricultura Familiar e Economia Solidária] está sendo aplicada, porque entendemos que assim como a vida não pode esperar, a fome tem pressa, como já dizia nosso saudoso Betinho [sociólogo Herbert de Souza, que criou o programa Fome Zero]”, enfatizou. Fátima lembrou também que as instituições de longa permanência para idosos serão beneficiadas, bem como os pescadores artesanais, que desde o ano passado, quando houve o derramamento de óleo nas praias, vêm amargando perdas.

A secretária Iris Oliveira (Sethas) detalhou as ações e explicou que programa RN Chega Junto vai atingir um público bem vasto no território do Rio Grande do Norte, incluindo grupos que estavam de fora de outros programas. “É dever da Sethas cumprir ações que cubram a população que precisam de apoio assistencial. As ações atendem principalmente as pessoas em situação de vulnerabilidade temporária, que foram fortemente atingidas pela crise econômica gerada pela pandemia”, justificou.

No seu pronunciamento, ela agradeceu a presença dos secretários de governo Alexandre Lima (Agricultura Familiar), Eveline Guerra (Mulheres e Minorias), Davi Soares (subsecretário de pesca e agricultura), Coronel Francisco Araújo (Segurança), o controlador geral Pedro Lopes, dentre outros gestores envolvidos no programa. “O RN Chega Junto vai se engajando no Pacto pela Vida e precisa contar com todos esses órgãos para alcançar as populações que serão beneficiadas”, ressaltou.

Eveline Guerra enalteceu as ações para as mulheres vítimas de violência e citou o desafio que é para o governo do estado realizar esse programa em meio a essa pandemia, “Num momento financeiramente tão difícil”. O subsecretário Davi Soares destacou a compra direta de pescado, que contribuirá para fortalecer a economia solidária, ao mesmo tempo em que garante segurança alimentar para famílias carentes.

Também estavam presentes e destacaram a importância do programa RN Chega Junto o secretário da Saúde Pública, Cipriano Maia; bem como a coordenadora do Coeppir (Coordenadoria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), Giselma Omilê, citando a cobertura do programa aos povos de terreiro, quilombolas e outros que geralmente ficam à margem das ações públicas; o secretário Alexandre Lima, que enfatizou a compra de 300 toneladas de alimentos diretamente ao  produtor familiar; o controlador-geral Pedro Lopes e o coordenador da Defesa Civil, tenente-coronel Marcos Carvalho.

Representantes da sociedade civil, como o Babalorixá Melqui, a professora Ady Canário (movimento de mulheres negras), Andrea Nazareno (quilombolas), Lúcia Paiacu (indígenas) e Vanilson Torres (representante do movimento nacional de população em situação de rua) foram convidados a falar e destacaram o pioneirismo desse programa. “Muito antes da pandemia o governo da professora Fátima já estava dialogando com as pessoas em situação de rua. Agora o RN Chega Junto traz a perspectiva de assistência a essas pessoas”, afirmou Torres.

O decreto assinado pela governadora será publicado na íntegra no Diário Oficial do RN na edição desta quarta-feira (05). As ações a serem implementadas contam com recursos extraordinários oriundos da Lei Complementar 173, de 27 de maio de 2020, que estabelece o Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus (Covid-19) com repasse de recursos da União na forma de auxílio financeiro aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios para compensar a queda de arrecadação provocada pela pandemia.

Para o RN, foram destinados R$ 442,2 milhões; para os 167 municípios foram destinados R$ 349,56 milhões; e do montante para o Estado, cerca de R$ 9 milhões serão para a Assistência Social. Ao todo, mais de 500 mil pessoas serão atendidas pelo RN Chega Junto.

Fonte: rn.gov.br

SAÚDE - Brasil registra novas 1.159 mortes por coronavírus; total passa 95 mil

Paciente de coronavírus é tratado em hospital de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Foto: Silvio AVILA/AFP

PACIENTE DE CORONAVÍRUS É TRATADO EM HOSPITAL DE PORTO ALEGRE, NO RIO GRANDE DO SUL. FOTO: SILVIO AVILA/AFP

País tem mais de 2,8 milhões de infectados, segundo contagem do Conass.

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) registrou 1.159 mortes e 51.768 contaminações por coronavírus nas últimas 24 horas, segundo atualização desta terça-feira 4. O total chega a 95.819 mortes e 2.801.921 casos confirmados.

São Paulo é o estado mais afetado, com 23.702 mortes e 575.589 infectados. O Rio de Janeiro está na vice-liderança no ranking de mortes, com 13.715 vítimas fatais e 168.911 contaminações pelo vírus.

Segundo contagem da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil segue em 2º lugar entre os países com mais mortes e casos confirmados. No topo, os Estados Unidos acumulam mais de 154 mil óbitos e 4,6 milhões de infectados.

Apesar do crescimento dos índices, o presidente Jair Bolsonaro ainda não nomeou um chefe definitivo para o Ministério da Saúde. Desde que Nelson Teich pediu demissão, em 15 de maio, a pasta é comandada de forma interina pelo general Eduardo Pazuello.

MUNDO “Tragédia não ficará impune”, garante premiê libanês após explosões em Beirute

O primeiro-ministro do Líbano, Hassan Diab. Foto: Télé Liban/AFP

O PRIMEIRO-MINISTRO DO LÍBANO, HASSAN DIAB. FOTO: TÉLÉ LIBAN/AFP

Responsáveis pelas explosões na capital do Líbano serão punidos por seus erros, disse Hassan Diab.

O primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, disse na noite desta terça-feira 4 que os responsáveis pelas explosões na região portuária de Beirute serão punidos por seus erros. Segundo um balanço provisório divulgado algumas horas após as deflagrações, a tragédia deixou dezenas de mortos e milhares de feridos.

“Eu prometo que essa tragédia não ficará impune”, disse o chefe do governo. “Os responsáveis pagarão o preço”, insistiu Hassan Diab durante um pronunciamento na televisão.

O ministério libanês da Saúde fala de pelo menos 50 mortos e 2.700 feridos. No entanto, as equipes de socorro ainda atuam na região das explosões e esses números podem evoluir.

Segundo informações preliminares da imprensa local, as explosões resultaram de um incidente no porto de Beirute, perto de hangares que estocam materiais explosivos. Mas as circunstâncias e os detalhes permanecem desconhecidos.

A hipótese de um ataque de cunho terrorista não foi cogitada oficialmente.

Explosão sentida até no Chipre

“Aparentemente, há um armazém contendo materiais confiscados há anos, e parece que eram materiais muito explosivos”, disse o diretor geral da Segurança Geral Abbas Ibrahim, questionado por jornalistas na área. “Os serviços responsáveis estão realizando a investigação, e dirão qual é a natureza do incidente”, acrescentou.

A primeira explosão foi registrada logo após as 18h pelo horário local e foi ouvida em vários bairros da cidade. Janelas e vitrines de muitos prédios e lojas quebraram nos arredores.

A força da deflagração provocou uma onda gigante na região do porto. Segundo testemunhas, as explosões foram ouvidas até a cidade costeira de Larnaca, no Chipre, a pouco mais de 200 km da costa libanesa.

Fonte: CartaCapital

Com cerca de 100 mil mortos no Brasil, falta de transparência mostra descaso de Bolsonaro com a Covid-19

Presidente Jair Bolsonaro coloca máscara de proteção em Brasília 09/06/2020

Presidente Jair Bolsonaro coloca máscara de proteção em Brasília 09/06/2020 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

A transparência com os dados sobre a pandemia do novo coronavírus tem sido ponto de críticas em relação ao governo de Jair Bolsonaro. Sobre isso, a Sputnik Brasil ouviu o cientista político Guilherme Carvalhido, que avalia que a falta de transparência reflete descompromisso do governo com a questão.

Sputnik - Um ranking divulgado pela ONG Transparência Internacional aponta que o governo federal é menos transparente em relação aos dados da pandemia da Covid-19 do que todos os entes da Federação. Para o cientista político Guilherme Carvalhido, professor da Universidade Veiga de Almeida, o governo federal tem sido "bastante errático" na condução da pandemia e a falta de transparência é uma prova dessa posição..

"Essa falta de transparência demonstra, no meu entender, uma lógica interna de como o governo está tratando essa pandemia. Ou seja, com um certo descaso e uma organização muito pequena, sobretudo com poucos recursos e pouco pessoal, ou seja, com pouco planejamento para executar o que deve ser feito para o combate adequado", afirma o pesquisador em entrevista à Sputnik Brasil.

Carvalhido destaca que essa postura do governo de Jair Bolsonaro aponta também para uma desorganização do combate ao novo coronavírus em escala nacional.

"E o principal, desarticulando os entes federativos, porque os entes federativos não conseguem ver no governo federal um planejamento, uma ação coordenada para esse combate, o que conduz a cada ente tomar atitudes isoladas", aponta.

Apesar da alta taxa diária de mortes no Brasil devido à Covid-19, uma mudança na atual posição do governo não está no horizonte da administração Bolsonaro, segundo o cientista político Guilherme Carvalhido. Conforme apontam os dados mais recentes publicados pelo Ministério da Saúde, o Brasil acumula 2.750.318 casos confirmados e 94.665 mortes causadas pela doença.

"Vejo o governo, já com mais de 90 mil mortes, ainda profundamente – vou usar uma palavra forte – desinteressado nessa coordenação", afirma o professor, acrescentando ainda que mesmo que o número ultrapasse 130 mil mortos em breve, o governo não deve mudar seu posicionamento.

Em Washington, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (à esquerda), e o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (à direita), conversam na Casa Branca em 19 de março de 2019.

O cientista político aponta também que acredita que Bolsonaro busca apoio da parcela da população que é cética em relação à Covid-19. Em abril, próprio presidente chegou a dizer em pronunciamento à nação que a doença do novo coronavírus não passava de uma "gripezinha".

"Na verdade, como nós já estamos dizendo há algum tempo, o governo está muito preso a uma parcela da população brasileira que acha que essa pandemia não é muito significativa. Tão logo ele [Bolsonaro] vendo isso ainda com essa força no governo brasileiro, dificilmente vejo o governo mudando de posicionamento", diz.

Carvalhido explica que a pandemia assumiu contornos políticos em alguns países, principalmente no Brasil e nos Estados Unidos. Para ele, os governos dos dois países tentaram se diferenciar politicamente de adversários e realizaram uma aposta política durante a pandemia. Porém, para o professor, essa aposta não deu certo.

"Isso mostra uma desarticulação e, eu diria, uma visão muito estreita do processo político em relação ao combate de determinadas ações que são necessárias. E nesse caso, para centralizar um país continental como o Brasil, era necessária, de fato, uma articulação. Todo governo precisa de uma articulação, principalmente um país como o Brasil que é dividido por entes federativos", avalia o cientista, que atribui o alto número de mortos na pandemia a essa posição do governo Bolsonaro.

Fonte: Brasil 247

domingo, 2 de agosto de 2020

FAKE NEWS - Felipe Neto aceita convite de Rodrigo Maia para “melhorar” PL das fake news

Felipe Neto aceita convite de Rodrigo Maia para “melhorar” PL das fake news

Ao convidar o youtuber, o presidente da Câmara criticou os ataques a Neto nas redes sociais: ‘a covardia é a virtude dos fracos

O youtuber Felipe Neto aceitou o convite do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, para discutir o texto que pretende estabelecer a lei a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet, ou a lei das fake news. No sábado 1, Maia fez uma portagem em suas redes sociais se referindo aos que Neto vem sofrendo e até ameaças, desde que passou a criticar o presidente Jair Bolsonaro.
“Por tudo que você tem sofrido nesses dias, nós vamos acelerar o projeto de combate às fake news. E te convido para uma reunião na próxima semana para discutir e melhorar o PL que está na Câmara. Convite feito”, escreveu.
O youtuber respondeu a publicação em suas redes sociais.
Neto também afirmou que vem conversando com senadores e deputados acerca do PL das Fake News e que o texto “não está bom”. “Mantenho-me firme na posição de q o PL não está bom e devemos pisar no freio para estabelecer diálogos e estudos sobre o tema. Levarei minha visão ao Pres. da Câmara”, escreveu.
Aprovada pelos senadores em junho, ainda não há uma data para que a proposta das Fake News seja votada na Câmara. No Senado, ela foi alvo de divergência entre os parlamentares. Senadores contrários ao texto demonstram preocupação com a possibilidade de o projeto violar a privacidade e atingir a liberdade de expressão nas redes sociais.
Já os defensores da proposta dizem que o objetivo da proposta é combater comportamentos inautênticos e distribuição artificial de conteúdo. O texto, de acordo com esses congressistas, também visa à adoção de mecanismos e ferramentas de informação sobre conteúdos impulsionados e publicitários disponibilizados para o usuário.
Em um debate com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Felipe Neto disse que, do jeito que está, a proposta representa certa ameaça para a liberdade na internet.
“Não pode dar um tiro de bazuca para matar uma formiga”, disse. Na avaliação do youtuber, o projeto está sendo feito por pessoas que, muitas vezes, são vítimas de conteúdo falso e que a reação pode ser “precipitada”. Um tema sensível, afirma Felipe Neto, não pode ser decidido em um ou dois meses.
Fonte: CartaCapital

Ricardo Stuckert: “Lula deu dignidade ao brasileiro”

Ricardo Stuckert fala sobre Lula
Ricardo Stuckert fala sobre Lula (Foto: Ricardo Stuckert)
O fotógrafo Ricardo Stuckert abre seu arquivo de memórias e conta como foi e é acompanhar o ex-presidente Lula pelo Brasil e pelo mundo. Ele critica a imprensa, sua censura ao PT - “a grande imprensa não foi correta com a gente” - e destaca o significado de Lula: “quando você tira 35 milhões e pessoas da pobreza, você deu dignidade para essas pessoas”
Por Gustavo Conde, especial para o Brasil 247 - Fotógrafo celebrado no Brasil e no mundo, Ricardo Stuckert abriu seu arquivo de memórias e percepções políticas e revelou que não fala apenas por imagens. Stuquinha, como é carinhosamente chamado por amigos mais próximos e pelo ex-presidente Lula, relatou suas experiências com as comunidades indígenas, criticou a imprensa, lembrou momentos marcantes com Lula e lamentou a polarização política exacerbada que tomou conta da sociedade brasileira. 
Vindo de uma imensa família de fotógrafos (são 33 profissionais pela sua última contagem, possivelmente a mais numerosa família de fotógrafos do mundo), Stuckert nasceu no centro do poder há 50 anos: Brasília, 5 de março de 1970. Seu pai, o fotógrafo Roberto Stuckert, chegava ao planalto central para cobrir a construção e a inauguração da capital federal. 
De lá para cá, a relação de amor com a fotografia só fez crescer. Stuckert praticamente nasceu com uma câmera fotográfica na mão. Traçou uma carreira intensa. Passou pelas principais revistas e jornais do país (Veja, Caras, Istoé, O Globo) ao mesmo tempo em que ia realizando um trabalho autoral, delicado e singular, já captando o sentimento nas expressões políticas do poder e a humanidade contida nas expressões populares do olhar indigenista. 
Toda essa amálgama estética acabou por compor um conjunto monumental de registros fotográficos na esteira do operário que se tornou presidente e que direcionou o olhar de Stuckert para o povo, numa das simbioses técnicas mais impressionantes já registradas entre fotógrafo e fotografado. 
Mas Stuckert não é só isso. Seu olhar para os indígenas brasileiros tem fortes marcas políticas, ainda mais quando estes indígenas sofrem um processo de genocídio por parte do governo brasileiro (já são mais de 600 indígenas mortos pela covid e 20 mil infectados, segundo a Apib). 
Stuckert fala pelas imagens, mas também da maneira clássica. Na entrevista de mais de duas horas que concedeu a este missivista, havia a sensação inicial de um acúmulo prestes a desaguar (e desaguou). 
Stuckert falou da sua relação com os povos indígenas, de seu amor pela fotografia - praticamente sua ‘língua materna’-  e do convívio com uma das mais intensas agendas da história política. 
Stuckert era (e é) unha e carne com Lula. Esteve onde Lula esteve, viu o que Lula viu, sentiu o que Lula sentiu. Nas reuniões de cúpula, na ONU, nos Brics, nos acordos de paz, nas incursões mais ousadas em meio a corredores diplomáticos improváveis - para países com síndrome de vira-lata - como o mundo árabe, o africano e o asiático, enfim, em todas as oportunidades que constituíram um dos maiores fenômenos de luta global pela democracia (as viagens de Lula), Stuckert estava lá, como o protagonista das imagens invisível por ofício. 
O fotógrafo tem histórias. Quando esteve com Lula na Casa Branca, entrou antes na sala reservada ao encontro de chefes de Estado com Obama. Quando Lula apareceu e viu os dois - Stuckert e Obama - disse ao primeiro, em tom afetuoso: “O que você tá fazendo aí?”
Era a regra, uma vez que Lula tinha (e tem) a admiração do mundo inteiro. Stuckert testemunhou a dimensão da imagem positiva do Brasil no exterior e, sem exceção, por onde a comitiva brasileira passava, era mais do que bem recebida: era tratada com destacada deferência. 
Esse acúmulo acabou por dar a Stuckert um imenso substrato para compreensão política dos povos do mundo. Mas toda essa vivência só foi mobilizada no desterro em que se transformou o Brasil, na perseguição a Lula (que ele também testemunhou, sentiu e sofreu), nas destruição da democracia, no golpe contra Dilma Rousseff, na propagação do ódio por setores da imprensa tradicional e na eleição fraudulenta do mais abominável dos seres - antítese absoluta de Lula -, Jair Bolsonaro. 
Toda essa dor que está ainda se acumulando em parcela significativa do povo brasileiro é a mesma dor de Stuckert. É a dor que faz disparar a necessidade de se afirmar politicamente, sem medos e sem o terrível constrangimento pequeno-burguês que, afinal, nos assaltou a todos - na omissão coletiva do país diante do golpe explícito e violento de 2016. 
Stuckert fala através das imagens, mas também fala através do coração - a significação, afinal, é universal, e pode estar presente em uma fotografia e ao mesmo tempo em um enunciado ou discurso. 
Eis a densidade das imagens de Stuckert: suas leituras de Lula junto ao povo, dos indígenas em suas comunidades, são ‘enunciados’: ele mostra ao país aquilo que as elites do país tentam invisibilizar de maneira obsessiva: Lula, os indígenas, o povo negro, o trabalhador, o pobre, a coletividade. 
As imagens de Stuckert falam por si, mas falam também por ele, Stuckert: ele sabe o que fotografa e fotografa sobre o que sabe (sobre o que aprendeu a ‘significar’, através dos enquadramentos, perspectivas e modulações de luz). 
A transcrição da fala de Stuckert, funciona - portanto e por assim dizer - como uma fotografia. Vejam o que ele é capaz de dizer: “a grande imprensa não foi correta com a gente. Se eles mostrassem os dois lados, a gente nem teria uma discussão aqui. Mas eles esconderam. Então, quando você esconde, o que chega para as pessoas num celular o dia inteiro? Informação pela metade.”
Diretor de fotografia do filme indicado ao Oscar, Democracia em Vertigem, dirigido por Petra Costa, Stuckert ainda lembra da excessiva polarização política do país no momento da nomeação: “as pessoas não celebraram um filme brasileiro ter ido à Hollywood concorrer ao Oscar”. O fotógrafo lembra estupefato: “amigos meus pararam de falar comigo [por conta da indicação do filme, que conta a história do golpe de 2016 contra Dilma Rousseff]”.  
Esse é Ricardo Stuckert: 
“Até um tempo atrás, pesquisas diziam que o brasileiro era o povo mais feliz do mundo. E agora, não tem essa felicidade mais.”
“O governo Lula tirou 35 milhões de pessoas da pobreza. Qual governo do mundo que fez isso? Então, você teve um governo que olhou para as pessoas. E hoje você tem o desgoverno, que não olha para as pessoas, que não olha para os indígenas, para os negros”
“A gente tem que olhar para o passado para entender que o passado foi tão importante pra gente e a gente tem que dar valor, porque se a gente não der valor ao passado, a gente vai continuar nesse presente e esse presente vai virar um futuro incerto.”
“Quando você tira 35 milhões e pessoas da pobreza, você deu dignidade para essas pessoas”
“O governo Lula deu condições para as pessoas estudarem. Quando ele dá educação, ele dá dignidade. Só que a imprensa vendeu que isso era mérito da pessoa que estudou. Mas se essa pessoa não tivesse tido condições para estudar - Lula inaugurou mais de 16 universidades, mais de 136 campi - como ela teria esse mérito? Olha o que a gente está vivendo hoje: o governo diz que os 600 reais que estão indo para os atingidos pela quarentena é mérito dele, governo, mas o governo queria dar 200 reais. O mérito é do PT, que brigou para aumentar o benefício e venceu! Isso ninguém fala!”
Fonte: Brasil 247

Itamaraty admite que ajudou Weintraub a escapulir para os EUA

Foto: Marcelo Camargo/ABr
O Ministério das Relações Exteriores reconheceu que intercedeu para facilitar o ingresso do ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, nos Estados Unidos.
A informação consta em documentos divulgados via pedido de LAI (Lei de Acesso à Informação) feito pelo jornal Folha de S. Paulo.
Segundo o ministério, a pasta utilizou dados do passaporte diplomático concedido a Weintraub no período em que esteve à frente do Ministério da Educação para solicitar à Embaixada dos EUA um visto de entrada no país.
O pedido foi feito em 18 de junho, mesma data em que Weintraub anunciou que estava deixando o governo, o que implicaria a perda do passaporte diplomático.
A manobra foi usada para burlar uma determinação do governo norte-americano, que restringe a entrada de brasileiros no país devido à pandemia da Covid-19.
Entre as exceções para esse veto estão os ministros de Estado, cargo que Weintraub deixou de exercer antes de desembarcar em Miami, em 20 de junho.
O Itamaraty informou à embaixada que Weintraub desejava sair do Brasil com a maior “brevidade possível” e que não havia registro de devolução do passaporte diplomático do ex-ministro.
O ex-chefe da Educação foi indicado pelo governo brasileiro para um cargo na direção do Banco Mundial, com sede em Washington. Porém, passado mais de um mês, o posto na diretoria da instituição ainda segue vago. Weintraub aguarda a votação de sua indicação por um conselho formado por nove países.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a atuação da pasta se deu em conformidade com os procedimentos habituais. “Trata-se de procedimento habitual em casos de designação de representantes do governo brasileiro junto a organismos internacionais”, diz.

PT de Natal define senador Jean Paul Prates como pré-candidato a prefeito

O diretório municipal do PT de Natal definiu neste sábado que o senador Jean Paul Prates será o pré-candidato do partido a prefeito de Natal. 
 
Jean-Paul disputou a pré-indicação  com o  médico infectologista Alexandre Motta, que foi candidato ao Senado em 2018.
 
Prates venceu por 28 a 10 na votação interna.
 
Alexandre Motta foi candidato ao Senado em 2018, quando obteve 242.465 votos, ficando na 6º colocação.
 
Jean Paul herdou a vaga no Senado com a vitória de Fátima Bezerra para o Governo do Rio Grande do Norte. Ele era o primeiro suplente da ex-senadora.

Fonte: Potiguar Notícias

Fiocruz e AstraZeneca firmam parceria para vacina contra covid-19 no Brasil

Foto: Crédito da foto: Dado Ruvic/Reuters
 
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Ministério da Saúde, e a farmacêutica britânica AstraZeneca assinaram ontem (31) um termo que dará base para o acordo de transferência de tecnologia entre os laboratórios e a produção de 100 milhões de doses da vacina contra a covid-19, caso seja comprovada a sua eficácia e segurança. O medicamento está sendo desenvolvido pela empresa do Reino Unidos em conjunto com a Universidade de Oxford e já está em fase de testes clínicos no Brasil e em outros países.
 
O acordo entre Fiocruz e AstraZeneca é resultado da cooperação entre os governos brasileiro e britânico, anunciado em 27 de junho pelo Ministério da Saúde. A assinatura do acordo de encomenda tecnológica está prevista para a segunda semana de agosto e deve garantir o acesso a 30 milhões de doses da vacina entre dezembro e janeiro de 2021 e 70 milhões ao longo dos dois primeiros trimestres do próximo ano.
 
Em nota, o Ministério da Saúde informou que prevê um repasse de R$ 522,1 milhões na estrutura de Bio-Manguinhos, unidade da Fiocruz produtora de imunobiológicos, para ampliar a capacidade nacional de produção de vacinas. Outros R$ 1,3 bilhão são despesas referentes a pagamentos previstos no contrato de encomenda tecnológica. Os valores contemplam a finalização da vacina.
 
O memorando de entendimento assinado nesta sexta-feira (31) define os parâmetros econômicos e tecnológicos para a produção da vacina da covid-19 e, de acordo com o ministério, garante a incorporação da tecnologia em Bio-Manguinhos para que o Brasil tenha condições de produzir a vacina de forma independente.
 
A Fiocruz recebeu informações técnicas fornecidas pela AstraZeneca necessárias para a definição dos principais equipamentos para o início da produção industrial. A instituição brasileira também colocará à disposição sua capacidade técnica para a aceleração do escalonamento industrial da vacina junto a outros parceiros.
 
De acordo com o Ministério da Saúde, ao mesmo tempo a Fiocruz constituiu um comitê de acompanhamento técnico-científico das iniciativas associadas às vacinas para a covid-19, com a participação de especialistas da Fiocruz e de instituições como as universidades de São Paulo (USP) e as federais do Rio de Janeiro (UFRJ) e de Goiás (UFG).
 
A vacina produzida por Bio-Manguinhos será distribuída pelo Programa Nacional de Imunização, que atende o Sistema Único de Saúde (SUS). O acordo com a AstraZeneca permitirá, além da incorporação tecnológica desta vacina, o domínio de uma plataforma para desenvolvimento de vacinas para prevenção de outras enfermidades, como a malária.
 
Fonte: Da Agência Brasil
Fonte: Potiguar Notícias