quarta-feira, 28 de julho de 2021

7 curiosidades que você não sabia sobre Baía Formosa, terra de Ítalo Ferreira - Por Henrique Araujo

Olá! Se você não sabia, Baía Formosa é um verdadeiro paraíso na terra, bem à leste do Rio Grande do Norte! Pois é, foi de lá que veio o campeão mundial e olímpico Ítalo Ferreira, que ganhou ouro para o Brasil nas olimpíadas de Tóquio em 2021. 

Situada no extremo leste do estado do RN, no cantinho mesmo, BF fica distante cerca de 90 quilômetros da capital Natal e faz divisa com a Paraíba. O município foi emancipado de Canguaretama na década de 1950.

1: Mas o nome original da cidade era Aretipicaba (bebedouro dos papagaios)

Beira mar em Baía Formosa, RN. Foto: https://br.pinterest.com/alnagitur/_saved/

O nome original de ‘Aretipicaba’ (bebedouro dos papagaios) foi dado pelos índios, primeiros habitantes de lá. O nome do município hoje se deve ao fato de Baía Formosa estar localizada em uma bela enseada que forma a única baía do Rio Grande do Norte. O povoamento do lugar teve início justamente pela baía, onde foi construído um pequeno porto de pesca.

Baía Formosa vista parcial aérea. Foto: Praia Mar Natal – https://www.praiamarnatal.com.br/blog/barra-do-cunha-e-baa-formosa

Conforme o historiador Câmara Cascudo, no mapa de “João Teixeira” já estava o nome “Bahia Formosa”, uma denominação dada pelos portugueses encantados com a beleza da enseada, “aberta para o mar na moldura da floresta”.

3: Baía Formosa já era habitada doze anos antes da fundação da cidade de Natal

Praia do Porto, Baía Formosa. Foto: Wikipedia.

Cascudo está em todas né? E segundo ele, no livro “Nomes da Terra” (Sebo Vermelho Edições), Baía Formosa já era habitada doze anos antes da fundação da cidade de Natal. Ou seja, pra trás de 1587!

4: O acontecimento histórico mais notável na memória popular de Baía foi a “matança de agosto”

João Albuquerque Maranhão Cunhaú. Foto: GENI –  https://www.geni.com/people/Jo%C3%A3o-de-Albuquerque-Maranh%C3%A3o-Cunha%C3%BA/6000000055821671837

Em 1877, a mando do latifundiário e dono do Engenho Estrela, João Albuquerque Maranhão Cunhaú foi ao vilarejo e, juntamente com um grupo armado, tentando desalojar os moradores alegando posse indevida e dizendo-se proprietário da enseada.

A resistência foi organizada pelo pescador Francisco Magalhães que, com mais quatorze homens armados com facas e porretes, enfrentaram os agressores em luta violenta, conseguindo forçar a retirada dos invasores.

5: Dependendo da hora do dia, as águas de Baía são vistas prateadas ou douradas

Lagoa da “Coca-Cola”, Baía Formosa, RN . Foto: G1 Cabugi News / Diario VIP / João Maria Venâncio

O visitante que chega à Baía Formosa tem um choque de beleza instantâneo. Dourada ou prateada, dependendo da hora do dia, suas águas formam uma paisagem muito linda, que parecem mesmo mudar de cor.

Mas também podem ser escuras. É o caso de uma das lindas lagoas de Baía Formosa, a principal delas, a Lagoa Araraquara, que com certeza você já ouviu falar pelo nome de Lagoa da Coca-Cola, por ter uma coloração escura, quase vermelha, fruto da pigmentação das raízes e componentes do solo. Diz a lenda, que um banho em suas águas é rejuvenescedor e purificante. E o visitante que percorrer seus 30k de praias vai descobrindo uma paisagem mais bonita que a outra, e algumas quase intocadas.

6: Lá encontra-se a maior reserva de Mata Atlântica sobre dunas do Brasil, e a maior do Rio Grande do Norte

Vegetação de Baia Formosa . Foto: Pousada La Bonita – http://alabonita.com/www.pousad

Um dos atrativos especiais de Baía Formosa é a maior reserva de Mata Atlântica do Rio Grande do Norte e a maior sobre dunas do Brasil: a Reserva Particular do Patrimônio Natural Mata da Estrela, ou simplesmente “Mata Estrela”, com seus mais de 2039 hectares.

Na Mata Estrela há uma rica preservação da flora e da fauna. Por lá são encontradas várias espécies de répteis (ameaçadas ou não de extinção) como as guaribas, os saguis, as cotias, os tatus, as raposas, o gavião-carijó e o xexéu. Na flora, encontram-se várias espécies de plantas como o pau-brasil, a cajarana e a orquídea.

7: O local é um “santuário ecológico”

Foto: https://baiaformosa.com.br/

Isso porque suas praias são ninhos de tartarugas marinhas, e os peixes boi sempre visitam a região. Botos também dão um show à parte alguns dias de manhã na grande enseada. Dentro do povoado mesmo, o visitante mais atento pode até ver alguns saguis e várias aves típicas da região. É ou não é um paraíso?

BÔNUS:  Com a explosão do ecoturismo no país, e com as vitórias da sua personalidade maior, o surfista Ítalo Ferreira, Baía Formosa vem se tornando um dos mais procurados e atraentes pontos turísticos do Rio Grande do Norte e do Brasil

Italo Ferreira. Foto: Reprodução/WSL (World Surf League)

O surfista brasileiro Ítalo Ferreira, começou praticando surfe com a tampa do isopor onde o pai guardava seus peixes para vender, e hoje além de campeão mundial e campeão olímpico, tem um projeto na cidade que incentiva jovens a praticar o surfe.

Foi anunciado no início de 2021 a fundação do “Instituto Ítalo Ferreira”, onde o atleta pretende transformar a casa de sua vó, Dona Mariquinha, que faleceu em 2019, em um instituto (Instituto Italo Ferreira) de apoio para crianças que sonham com o esporte.

Fonte: Curiozzzo,com

Fabricante da proxalutamida, a “nova cloroquina”, afirma que estudo de médicos bolsonaristas é fraudado


247 - Os estudos clínicos realizados no Amazonas por médicos bolsonaristas sobre o uso da proxalutamida, a "nova cloroquina" propagandeada por Jair Bolsonaro, foram excluídos pela fabricante da relação de pesquisas de referência apresentadas no pedido de autorização feito à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A chinesa Kintor Pharmaceutical, fabricante da proxalutamida, informou à jornalista Malu Gaspar, de O Globo, que há indícios de fraude no estudo.

A proxalutamida é um bloqueador hormonal sintético ainda em estudos no combate ao câncer de próstata e o de mama. A pesquisa bolsonarista teve apoio de um obscuro laboratório americano e uma rede privada de hospitais de Manaus e é alvo de uma investigação na Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).

Segundo o que os pesquisadores divulgaram na época em uma coletiva de imprensa, depois amplificada por Jair Bolsonaro dia 18 de julho, quando deixou o hospital Vila Nova Star em São Paulo, a proxalutamida teria eficácia de 92% no tratamento de pacientes graves da Covid-19. “Na ocasião, o elevado número de mortes descritas no trabalho – 141 inicialmente, mais de 200 reportadas posteriormente à Conep – suscitou na comunidade científica a suspeita de que ou os dados tivessem sido manipulados para forçar um resultado "milagroso", ou seus coordenadores teriam deixado parte expressiva dos voluntários morrerem durante a realização do estudo, já que não seria possível aferir se os óbitos em excesso ocorreram no grupo placebo ou entre os que receberam a droga”, escreveu a jornalista Gaspar.

A Kintor afirma que os dados do estado foram excluídos porque se referiam a voluntários hospitalizados, enquanto o ensaio registrado agora na Anvisa vai acompanhar pacientes ambulatoriais. Na nota com as respostas sobre o caso, a empresa ressalta que o estudo atual é "independente", sem relação com o ensaio feito em Manaus.

Além do elevado número de mortes constatado no estudo, outras inconsistências foram identificadas não só por pesquisadores, mas também pela Conep.

Segundo fontes da comissão ouvidas por Malu Gaspar, a pesquisa não poderia ter sido conduzida no Amazonas, uma vez que tinha sido registrada no Distrito Federal. Além disso, o protocolo do ensaio propunha que ele fosse voltado para pacientes de quadros leves a moderados. Mas, ao final, os resultados apresentaram dados de pacientes graves.

As inconsistências não interferiram apenas no planejamento da Kintor. Levaram também o infectologista Ricardo Shobie Diaz, da Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp), a desistir de coordenar um dos grupos dessa nova pesquisa. “Fui orientado a não assumir o trabalho de fase 3 porque não havia garantias de que os dados de fase 2 (no Amazonas) estavam corretos”, explicou Diaz.

Os indícios de irregularidades ainda levaram dois grandes laboratórios farmacêuticos, a Aché e a Eurofarma, a recusarem uma parceria com os autores do estudo do Amazonas para viabilizar a proxalutamida no país, como mostrou o blog em abril. As mesmas lacunas foram repercutidas pela prestigiada revista científica Science no fim de junho.

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Fonte: BRASIL 247

Apagão no sistema do CNPq é síntese da destruição da ciência no Brasil

 


Quantos pesquisadores estão em atividade hoje no Brasil? Como as pesquisas se dividem por estados e regiões? Quantos são homens? Quantas mulheres? Quantos negros? Quantos pesquisam em nível de graduação? Quantos são doutores e doutoras? Quais são os Grupos de Pesquisa? Que tipos de projetos estão sendo realizados? Há convênios internacionais? Pesquisadores e pesquisadoras do país estão atuando em quais universidades? Todas essas questões e muitas outras estão, ou melhor ESTAVAM, disponíveis nos sistemas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq, subordinado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI.

Desde sábado 24 de julho, devido a um problema ainda não oficialmente esclarecido pelo MCTI, todos os sistemas de informática do CNPq estão indisponíveis, incluindo a Plataforma Carlos Chagas (que controla as bolsas de pesquisa da instituição) e a Plataforma Lattes (de registro das atividades de pesquisa superior no Brasil como o Currículo Lattes, o Diretório de Grupos de Pesquisa, o Diretório de Instituições e Extrator Lattes). Com mais de 70 anos de atividade, o CNPq lançou em 1999 um dos principais sistemas públicos e gratuitos de registro de atividades de pesquisa do planeta, a Plataforma Lattes, exportado para vários países como Chile, Argentina e Portugal. Mas os investimentos em Ciência e Tecnologia, que já estavam caindo no começo do segundo mandato de Dilma Roussef, despencaram desde o Golpe de 2016 e estão sofrendo cortes históricos no governo negacionista e anticiência de Bolsonaro.

Assim, os sistemas do CNPq, que têm apresentado instabilidade há tempos, simplesmente saíram do ar no sábado e somente nessa terça, com a grita da comunidade acadêmica, o perfil oficial da entidade resolveu lançar uma nota oficial lacônica.

Horas mais tarde, finalmente a página da Plataforma Lattes trocou o ícone de “arquivo triste” e a mensagem em inglês “The connection was reset” por uma nova nota que não explica o problema e promete que não haverá prejuízo para ninguém. Mas segue sem previsões de quando o problema será resolvido.



Em áudio amplamente difundido pelas redes sociais e grupos acadêmicos, uma servidora não identificada do CNPq explica que houve a queima da placa do único servidor do CNPq e não há como prever a quantidade de informações perdidas. Podem ser de alguns minutos, dias… Ao que parece, o último backup completo dos sistemas do CNPq foi realizado em 2018, antes portanto do astronauta vendedor de travesseiros falsificados da NASA assumir o MCTI. Muitos pesquisadores na pós-graduação lembram, ainda, que este ano a Coleta Capes, que afere a produtividade acadêmica e dá nota aos programas de mestrado e doutorado, incluiu pela primeira vez a exigência de preenchimento do Google Acadêmico, transferindo aos professores a tarefa de alimentar gratuitamente com suas informações pessoais e profissionais um sistema privado transnacional sem qualquer controle da comunidade acadêmica.

O fato é que o apagão do CNPq reflete exemplarmente o desmonte de todas as instituições públicas do Brasil feito por um governo de destruição nacional e entrega do patrimônio brasileiro (sejam terras, empresas ou mentes) a qualquer preço. É a política de terra arrasada. Salve-se quem puder! Se isso está sendo feito no melhor programa de imunização do mundo bem no meio da maior pandemia em um século, ao custo de mais de 550 mil vidas e milhões de órfãos e sequelados, imagine então com algo tão vilipendiado por bolsonaristas como a pesquisa e as universidades?

Fonte: Jornalistas Livres

Poeta Artane Inarde estreia como cantora e compositora

Foto: Iolanda Camilo

Falta uma semana para “Tatuagem” marcar a estreia de Artane Inarde como cantora e compositora, talentos que a escritora e poeta natalense descobriu recentemente e que já rendeu diversas canções. Radicada na capital mineira desde 2010, a artista programou uma série de lançamentos para este segundo semestre, nas plataformas digitais e presencialmente nas duas capitais, e em breve lança seu primeiro EP.  

Uma das características marcantes da cantora é a voz expressiva. Em sua música de estreia, "Tatuagem", escrita em parceria com o músico mineiro Ale Hilário, Artane fala de misteriosas e sedutoras imagens desenhadas na pele, que evocam sensualidade e poesia (“Dá vontade de provar”, diz num verso). É uma canção pop e balançada, alinhada à MPB contemporânea. A produção da faixa é assinada por Thiago Peixoto e Ricardo Ulpiano. 

Depois do primeiro trabalho, a compositora lança mais duas canções em formato single, nos meses de setembro e dezembro. O EP Tatuagem, que reúne a canção-título mais mais quatro composições: “Coração Ligeiro” (parceria com Anderson Lobo), “Rosa do Agora”, “Escada” e “Pequeno Plágio Sentimental” (com música de Ale Hilário), será disponibilizado nas plataformas digitais no primeiro dia do mês de outubro.

O amor é a temática central das canções de Artane, moldada por artistas como Caetano Veloso, Djavan, Gilberto Gil, Milton Nascimento e Chico Buarque, e mais recentemente, da convivência com o ambiente musical mineiro. Sua produção músico-literária e sua peculiar interpretação também têm fortes influências de sua origem nordestina. 

Filha de um professor universitário e de uma pediatra, ela nasceu e cresceu em Natal, e viveu boa parte de sua vida em Capim Macio, no conjunto Vilage dos Mares. Recebeu uma boa educação, estudou idiomas e aos 12 anos já dava seus primeiros passos na literatura. Mas, sua relação com a música é anterior, de berço, como ela mesma relata. 

“Cresci numa casa cheia de música: meu pai cantava para mim 'O Mar' e 'Suíte do Pescador', de Caymmi, como canções de ninar; depois, convivi com as batucadas semanais no quintal de minha avó paterna”. O DNA artístico de Artane registra ainda uma tia-avó compositora, Jacira Costa, que teve músicas gravadas por Agnaldo Rayol.

A descoberta de seus dons musicais aconteceu recentemente e meio por acaso, ela esclarece. “Fui levar meu filho para ter aulas de musicalização, no Instituto Villa–Lobos [em Belo Horizonte-MG], e acabei me matriculando também, para estudar violão. Logo na primeira aula, ao cantar “Canção Amiga” (música de Milton Nascimento sobre um poema de Carlos Drummond de Andrade), o professor percebeu que eu tinha essa habilidade à espera de ser apurada, conta. “Entrei para aprender violão e saí cantora”, comenta.

Lançamento da gravadora Naza Music, “Tatuagem” estará disponível nas plataformas digitais no dia 30 de julho. Siga @artaneinarde nas redes sociais.

Fonte: Potiguar Notícias

Marielle Franco faria (ontem - 27) 42 anos. Quem ordenou sua execução?

 


 Foto: veja.abril.com.br

Por: Otávio Albuquerque

Nesta terça-feira, Marielle Franco completaria 42 anos. A vereadora do Rio de Janeiro foi assassinada a tiros em 2018, junto com o motorista Anderson Pedro. Depois de dois anos do episódio, apesar de já ter apontado os autores dos disparos - o PM reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio de Queiroz -, a justiça ainda não determinou quem ordenou a execução. 

No início deste mês, a investigação sobre a emboscada que resultou na morte de Marielle passou por mudanças, recebendo novos responsáveis pela força-tarefa que vai apurar o caso junto ao Ministério Público. Além disso, novos desdobramentos foram suscitados sobre o caso.

Julia Maria Latufo, viúva do miliciano Adriano da Nóbrega, morto em uma ação policial em fevereiro do ano passado, firmou um compromisso de delação premiada com o MP, a fim de divulgar informações referentes ao crime. Adriano foi condecorado por Flávio Bolsonaro, deputado estadual à época, com a Medalha Tiradentes, maior honraria do Poder Legislativo Fluminense, além de ter sido amigo de Fabrício Queiroz, ex-assessor do ‘01’ na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, fatos que colocam o clã bolsonarista no centro da investigação do Ministério Público.

Oriunda do Complexo da Maré, Marielle transformou o seu mandato em uma luta pelos direitos humanos, contra a falta de segurança urbana, além de contemplar pautas concernentes à busca das mulheres pelos seus direitos sociais e políticos. Não obstante, a parlamentar era uma assídua denunciante contra a violência e o abuso de autoridade das investidas policiais nas comunidades. 

Fonte: Potiguar Notícias

De Lula a Bolsonaro, vejam o histórico de Ciro Nogueira

 Foto: meionorte.com

Um “político profissional”, essa é a denominação dedicada pelos parlamentares ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do Progressistas e novo chefe da Casa Civil. O ministro bolsonarista está no Congresso desde os 26 anos de idade, quando foi eleito deputado federal pela primeira vez; em mais de 30 anos de “carreira” política, Ciro apresentou e aprovou dois projetos, um deles assinado por Dilma Roussef.

Ciro Nogueira é um dos nomes fortes do chamado “centrão”, e sua indicação ao ministério representa, supostamente, uma tentativa de consolidação na relação entre o atual chefe do executivo federal e esse setor político, apesar dos ataques reiterados de Bolsonaro a esse grupo durante a campanha presidencial, sobretudo no que concerne ao seu famigerado "toma lá da cá" nas designações para cargos (fisiologismo). No entanto, na última semana, o presidente, como justificativa a nomeação de Nogueira, afirmou que seu campo de atuação no Congresso sempre foi o “centrão”.

O político piauiense, que, em outras oportunidades, já chamou Jair Bolsonaro de fascista e preconceituoso, defendeu a candidatura de Fernando Haddad em 2018 na corrida ao Palácio do Planalto, além de ter sido aliado dos governos petistas entre 2003 e 2016. Ademais, Ciro Nogueira já ressaltou, quando apoiava as pautas da esquerda, que Lula foi o maior presidente que o Brasil já teve.

Entre os apoios à direita e à esquerda em sua trajetória política, Ciro Nogueira fará sua primeira empreitada no executivo e será, para muitos analistas, fundamental na sobrevivência do atual governo, uma vez que controla a principal sigla pertencente ao centrão. Com sua chegada, o general Luiz Eduardo Ramos, que comanda a pasta, deve ser remanejado para a Secretaria-Geral da Presidência. 

Fonte: Potiguar Notícias

O incêndio de Borba Gato (ou quem brinca com fogo, faz xixi na cama)

A estátua de Borba Gato, na Avenida Santo Amaro, cidade de S. Paulo, foi incendiada no sábado (24/07). Um grupo com o exótico nome de “Revolução Periférica” (v. o Instagram do grupo) assumiu a ação.

Borba Gato, genro do famoso Fernão Dias Paes Leme – sobre o qual Bilac escreveu “O Caçador de Esmeraldas” -, foi um dos paulistas que, no século XVII, descobriram o ouro e as pedras preciosas no território do atual Estado de Minas Gerais, o que deu início a um ciclo econômico (e político), que conhecemos hoje mais pelo seu decadente final, denunciado pela Inconfidência Mineira, do que por seu auge.

Isso, naturalmente, não quer dizer que Borba Gato fosse boa bisca. Não foi para desencadear um novo ciclo na História do Brasil que ele buscou, encontrou e explorou, com brutalidade impiedosa, as riquezas da então colônia. Seu objetivo era enriquecer – e extrair a parte da metrópole, da Coroa lusitana, pois Borba Gato era “tenente-general do Mato”, responsável, diante do rei português, pela área mais rica, em sua época, do hoje território mineiro.

Essa brutalidade foi sobretudo em cima de índios e negros, é verdade, mas também em cima de brancos (Borba Gato assassinou até mesmo um enviado da Coroa, nobre, branco e lusitano, que pretendia tirar dele algumas das minas que espoliava, crime pelo qual foi perdoado, em troca de algumas riquezas que passou ao rei).

Todo mundo tem direito de não gostar de Borba Gato. Agora, incendiar a estátua dele – que obedece, aliás, a uma estética de fábrica de brinquedos – é coisa de basbaque.

Primeiro, porque é mera imitação do exterior, onde, nos EUA e Inglaterra, algumas estátuas foram derrubadas nos últimos meses, em geral de escravagistas (se esses derrubadores de estátuas fossem coerentes, teriam que derrubar também as estátuas de John Locke, o teórico dos “três poderes”, e até de Voltaire, ambos acionistas de empresas traficantes de escravos).

Por fim, até a estátua do Padre Antônio Vieira em Lisboa foi depredada – logo Vieira, que, em uma carta famosa, defendeu que a Igreja tivesse sacerdotes negros.

Segundo, incendiar a estátua de Borba Gato é falta do que fazer, no momento em que há muito para se fazer.

Bolsonaro promove um assassinato de mais de meio milhão de brasileiros – sobretudo entre negros, que são a maioria da população, e também entre brancos e índios -, mas a principal atividade desse grupo é incendiar a estátua de um elemento que morreu há mais de 300 anos. É muita vontade de não fazer nada, exceto uma presepada.

Não é à toa que o grupo se intitula “Revolução Periférica”. Parece coisa daquela mídia reacionária, que adora a “ideologia” da periferia, a “arte” da periferia, a sabe-se-lá-o-quê da periferia, para que os pobres – sobretudo os que não são brancos – continuem na periferia.

Agora, portanto, apareceram os que querem fazer a “revolução” na periferia – e deixar o centro para a reação, isto é, para os exploradores da periferia.

Por fim, é evidente que seria aceitável se alguém ou algum grupo promovesse um movimento para retirar a estátua de Borba Gato do local. Afinal, com 13 metros de altura, ela deve ser maior do que qualquer estátua de Zumbi, Tiradentes, Luiz Gama, Getúlio Vargas ou Santos Dumont, que haja em São Paulo, ou, talvez, no Brasil.

Seria, pelo menos, um movimento, algo com um objetivo social ou consciência histórica.

Porém, o incêndio – que, aliás, não afetou a estrutura da estátua – foi pura travessura de crianças querendo aparecer. Ou palhaçada de gente imatura, acreditando-se espadachim em filme de Hollywood.

E, como se sabe, quem brinca com fogo, faz xixi na cama.

Publicado originalmente no portal Hora do Povo.

Fonte: https://waltersorrentino.com.br

Corregedor do MPF pede demissão de integrantes da Lava Jato do Rio

 Publicado por Charles Nisz

Do site Consultor Jurídico:

O corregedor nacional do Ministério Público, Rinaldo Reis Lima, alterou a punição no processo administrativo contra os procuradores da extinta franquia fluminense da “lava jato” de suspensão de 30 dias por demissão.

Doze integrantes do consórcio lavajatista do Rio de Janeiro (um procurador regional da República, dez procuradores da República e uma promotora de Justiça de Sergipe) são alvos por terem divulgado informações de um processo contra os ex-senadores Romero Jucá e Edison Lobão antes de o sigilo ter sido levantado.

Um processo administrativo disciplinar foi instaurado em junho pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) para apurar a conduta deles, com previsão de julgamento para o próximo mês de agosto. A divulgação de informações sigilosas prevê demissão, mas também admite a possibilidade de suspensão.

Em março deste ano, o Ministério Público Federal no Rio ajuizou duas denúncias contra Jucá e os Lobão, pai e filho, por supostos crimes na construção da Usina Angra 3. O conteúdo delas ficou disponível no site do órgão e circulou pela imprensa, mas o sigilo dos casos só foi afastado judicialmente nove dias depois. Com isso, os alvos buscaram o CNMP, afirmando terem sido vítimas dos “reiterados vazamentos de informações sigilosas, de forma midiática, ocorridos no âmbito da força-tarefa”.

A Corregedoria sugeriu a aplicação da sanção disciplinar de demissão, convertida, por proporcionalidade, na pena de suspensão por 30 dias aos membros do MPF. Com relação à promotora do Ministério Público de Sergipe Luciana Duarte Sobral, a Corregedoria recomendou diretamente a suspensão por 30 dias.

Porém, André Bandeira de Melo Queiroz, membro auxiliar da Corregedoria Nacional do Ministério Público, requereu a alteração da pena sugerida aos procuradores de suspensão por 30 dias para demissão.

Queiroz apontou que o membro do Ministério Público da União que promova a revelação de assunto de caráter sigiloso, conhecido em razão do cargo ou função, capaz de comprometer a dignidade de funções ministeriais ou da própria Justiça, fica sujeito à sanção disciplinar de demissão, conforme o artigo 239, inciso IV, da Lei Orgânica do Ministério Público da União (Lei Complementar 75/1993).

O membro auxiliar da Corregedoria também argumentou que seria melhor deixar a critério do Plenário do CNMP definir qual a pena mais adequada para as condutas praticadas pelos procuradores.

O corregedor nacional do Ministério Público, Rinaldo Reis Lima, aceitou o pedido e retificou a portaria de instauração do processo administrativo disciplinar, que será submetida a referendo do Plenário do CNMP, para sugerir a pena de demissão ao procurador regional da República José Augusto Simões Vagos e aos procuradores da República Eduardo Ribeiro Gomes El Hage; Fabiana Keylla Schneider; Marisa Varotto Ferrari; Gabriela de G. A. M. T. Câmara; Sérgio Luiz Pinel Dias; Rodrigo Timóteo da Costa e Silva; Stanley Valeriano da Silva; Felipe A. Bogado Leite; Renata Ribeiro Baptista; e Tiago Misael de Jesus Martins.

A promotora de Justiça de Sergipe Luciana Duarte Sobral segue apenas sujeita à pena de suspensão.

Fonte: Diário do Centro do Mundo - DCM

domingo, 25 de julho de 2021

“Bolsonaro vem tentando o golpe, povoando governo com militares”, diz Joaquim Barbosa

 Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br

Joaquim Barbosa. Foto: Nelson Jr./ SCO/ STF

O ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa, disse que Jair Bolsonaro vem tentando aplicar um golpe ao colocar militares dentro do governo.

A afirmação aconteceu durante entrevista à Folha. “O Bolsonaro vem tentando isso. Ele povoou toda a administração pública com militares. Instituiu privilégios enormes para eles e tenta associá-los à sua agenda autocrática, nem um pouco democrática, ditatorial e golpista.
Bolsonaro faz suas bravatas e ameaças, mas ele vem sendo contido sobretudo pelo poder Judiciário, pelo Supremo Tribunal Federal”

Fonte: Diário do Centro do Mundo - DCM

Aldo Rebelo diz que fogo em estátua de Borba Gato faz parte da guerra híbrida contra o Brasil

Ele compara o protesto ao movimento "não vai ter Copa", que surgiu na onda de junho de 2013.

247 – O ex-deputado federal Aldo Rebelo, que foi ministro da Defesa, da Articulação Política e do Esporte, nos governos do PT, condenou a ação de um grupo chamado Articulação Periférica, que surgiu em julho deste ano nas redes sociais e ateou fogo à estátua de Borba Gato, desviando o debate sobre os protestos do dia 24 de julho contra Jair Bolsonaro. Segundo ele, este tipo de ação faz parte da guerra híbrida contra o Brasil, que consiste em um conjunto de técnicas para desestabilizar países adversários, utilizada contra o Brasil a partir de junho de 2013, levando ao golpe de 2016. Confira: 

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Fonte: Brasil 247