domingo, 9 de maio de 2021

CULTURA & MÍDIA - Cai a civilização diante da chacina dos que ainda sonham com vida digna

 POR CTB NACIONAL

Por Marcos Aurélio Ruy

Esta seleção de cinco canções fundamentais para quem insiste em sonhar com outra vida possível, marca a revolta contra mais uma chacina promovida pelo braço armado do Estado sem sentimento pelo povo pobre.

É duro ver a morte estampada na TV e em vídeos pela internet de maneira tão cruel, tão vil, tão covarde. Sempre na favela, contra os mais pobres. Onde o Estado não leva as políticas públicas necessárias para melhorar a vida desse povo. Mas leva balas, tiros, brutalidade, desrespeito, humilhações, mentiras e morte. Até quando?

Junto a esse humilde protesto, canções que marcam o 1º de maio – Dia do Trabalhador – a Revolução dos Cravos, de 25 de abril de 1974, em Portugal, mas principalmente, a dor que se arrasta e insiste em matar pessoas das favelas, sem nenhuma piedade. Execução sumária. Onde está a Justiça?

Gonzaguinha

Um dos grandes nomes da MPB, o carioca, Luiz Gonzaga Júnior, Gonzaguinha (1945-1991), tem uma obra fundamental para a compreensão da alma do Brasil. “Um Homem Também Chora” foi escolhida para celebrar o Dia do Trabalhador, pela candura e pela mensagem de valorização de quem vive do trabalho.

Mas as pessoas choram também quando veem pessoas sendo assassinada brutalmente. Uma barbárie sem limites. A civilização chora. O mundo exige justiça.

“O homem se humilha

Se castram seu sonho

Seu sonho é sua vida

E vida é trabalho

E sem o seu trabalho

Um homem não tem honra

E sem a sua honra

Se morre, se mata

Não dar pra ser feliz”

Um Homem Também Chora (1983), de Gonzaguinha

Caetano Veloso e Gilberto Gil

Os baianos Caetano Veloso e Gilberto Gil dispensam maiores apresentações. Aqui a música “Haiti” para marcar a hipocrisia racista, fascista. A luta de classes estampada no sangue dos pobres nas ruas, nas suas casas, nas favelas, nas execuções que mancham a bandeira brasileira com o sangue da gente humilde e pobre. Cada dia fica mais difícil. Justiça agora, já!

“Na TV se você ver um deputado em pânico mal dissimulado

Diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer

Plano de educação que pareça fácil

Que pareça fácil e rápido

E vá representar uma ameaça de democratização do ensino

De primeiro grau

Se esse mesmo deputado defender a adoção de pena capital

E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto

E nenhum no marginal

E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual

Notar um homem mijando na esquina da rua

Sobre um saco brilhante de lixo do Leblon

E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo

Diante da chacina”

Haiti (1993), de Caetano Veloso e Gilberto Gil

Seu Jorge

Outro nome importante na MPB, o carioca Seu Jorge e seus parceiros retratam a dureza da vida do povo negro. Em geral, habitantes das periferias, das favelas, dos morros. Os corpos sempre encontrados pelas “balas perdidas” ou não. Balas que saem de gatilhos apertados por dedos de verdadeiros capitães do mato a serviço de seus senhores contra seu próprio povo.

“A carne mais barata do mercado

É a carne negra

Que vai de graça pro presídio

E para debaixo do plástico

Que vai de graça pro subemprego

E pros hospitais psiquiátricos”

A Carne (2015), de Seu Jorge, Ulises Capelleti e Marcelo Fontes do Nascimento; canta Elza Soares

Zeca Afonso

O português José Afonso, também conhecido como Zeca (1929-1987), compôs Grândola, Vila Morena em 1971. Sua canção foi escolhida pelo Movimento das Forças Armadas para pôr os revoltosos nas ruas contra a ditadura salazarista, em Portugal.

A Revolução dos Cravos, antifascista e anticolonialista, tomou as ruas no dia 25 de Abril de 1974 e Grândola, Vila Morena se tornou o hino da Revolução. Voltou a ser cantada pelos portugueses em manifestações por direitos e liberdade em 2013.

“Em cada esquina, um amigo

Em cada rosto, igualdade

Grândola, Vila Morena

Terra da fraternidade”

Grândola, Vila Morena (1971), de Zeca Afonso

Criolo

O paulistano Criolo fez uma versão para a canção Cálice (1973), de Chico Buarque e Gilberto Gil. Gravou com Chico. Essa canção mostra a dor de um povo que vive do seu trabalho e não quer morrer nem matar. Quer somente viver em paz.

A segurança pública que o Brasil precisa é a implementação de um projeto de desenvolvimento que envolva toda a sociedade e permita vida decente para todo mundo. Trabalho com direitos, casa, comida, educação, saúde e tudo o necessário para se viver bem.

“Como ir pro trabalho sem levar um tiro

Voltar pra casa sem levar um tiro

Se as três da matina tem alguém que frita

E é capaz de tudo pra manter sua brisa

Os saraus tiveram que invadir os botecos

Pois biblioteca não era lugar de poesia

Biblioteca tinha que ter silêncio,

E uma gente que se acha assim muito sabida

Há preconceito com o nordestino

Há preconceito com o homem negro

Há preconceito com o analfabeto

Mas não há preconceito se um dos três for rico, pai.

A ditadura segue meu amigo Milton

A repressão segue meu amigo Chico

Me chamam Criolo e o meu berço é o rap

Mas não existe fronteira pra minha poesia, pai.

Afasta de mim a biqueira, pai

Afasta de mim as biate, pai

Afasta de mim a cocaine, pai

Pois na quebrada escorre sangue, pai.

Pai

Afasta de mim a biqueira, pai

Afasta de mim as biate, pai

Afasta de mim a coqueine, pai.

Pois na quebrada escorre sangue”

Cálice (1973), de Chico Buarque e Gilberto Gil, na versão de Criolo, em 2010

PEC 32 - Reforma Administrativa privatiza o serviço público e abre espaço para corrupção

A população brasileira será a mais prejudicada se a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 32 da Reforma Administrativa, do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL), for aprovada pelo Congresso Nacional. E mais, a proposta tem potencial para facilitar a corrupção ao tirar a estabilidade do servidor e abrir caminhos para contratação de pessoas apadrinhadas por políticos sem compromisso com a qualidade do serviço prestado e a ética pública.

“A estabilidade garante que os servidores sigam o que diz legislação em vigor, serve para não se curvarem a nenhum chefe ou a nenhum propósito governamental, que podem ser até espúrios, sem risco de demissão”, alerta o Coordenador-Geral do Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Estado de Pernambuco (Sindsep-PE), José Carlos Oliveira.

Para ele, o governo manipula a opinião pública apontando o dedo para o servidor, alvo de governos sem compromisso com a classe trabalhadora e os mais vulneráveis, que dependem dos serviços públicos em áreas fundamentais como saúde, educação, fiscalização da água, do meio ambiente e até a produção de vacinas contra o novo coronavírus, como é o caso dos servidores da Fundação Oswaldo Crus (Fiocruz).

Em resumo: a reforma Administrativa nada mais é do que uma proposta de sucateamento e privatização do serviço público. Se aprovada, serviços que hoje são totalmente gratuitos podem ser privatizados e, portanto, pagos como em qualquer atendimento feito por empresas. Veja abaixo os principais pontos da reforma.

Quem vai pagar é você

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG), um dos opositores da reforma, diz que a PEC permitirá ao governo repassar todas ou quase todas as ações que hoje são prestadas pelo Estado brasileiro, para entidades privadas. Isto significa que os serviços de saúde, educação, poderão ter cobranças de mensalidades, basta o governo decidir por lei ordinária.

“A reforma Administrativa vai deteriorar todo sistema público. Sem estabilidade, o serviço público que restar poderá ser de péssima qualidade, por que não valoriza o profissional, e o serviço que for privatizado tende a ser mais caro e também de péssima qualidade”, afirma o deputado Rogério Correia.

"Todos nós devemos lutar contra a reforma Administrativa. Ela é tão perversa como foi a reforma Trabalhista que prejudicou os trabalhadores, retirando direitos da CLT e a da Previdência, que prejudicou os aposentados e, agora, na sequência, o governo quer aprovar essa reforma que privatiza o serviço público e prejudica o povo brasileiro" - Rogério Correia

Diga Não à reforma Administrativa

O site Na Pressão disponibiliza canais de comunicação com deputados e senadores, é fácil e rápido lutar contra a reforma como pede o deputado. E você pode mandar seu recado de qualquer lugar pelo WhatsApp, e-mail ou telefone. Participe da luta e pressione os parlamentares para que votem NÃO à reforma Administrativa (PEC) nº 32.

Deterioração dos serviços

A advogada Clara Lis Coelho de Andrade, assessora técnica do PT na Câmara, que acompanha os debates da reforma Administrativa, reforça que, com menos garantias, a qualidade do serviço prestado pode sofrer uma deterioração ao permitir que os gestores do poder Executivo ( presidente, governador e prefeito) possam estabelecer contratos de gestão para que os serviços públicos sejam feitos por particulares, amplamente e sem qualquer restrição.

“Fica mais difícil achar responsáveis pelo mau atendimento. A população vai reclamar pra quem?”, questiona Clara, que complementa: “ A precarização do serviço público aumenta a desigualdade também por que quem mais precisa do serviço público, não terá acesso ao que hoje é gratuito”, diz.

A volta do toma lá, dá cá

Tratada por Bolsonaro e o ministro da Economia, o banqueiro Paulo Guedes, como proposta que vai “modernizar o Estado”, porque traria economia aos cofres da União e dos entes, a PEC nº 32 , na verdade, nada mais é do que colocar cargos públicos à disposição do toma lá dá cá dos interesses eleitoreiros país afora, já que tira a estabilidade do servidor que poderá ser demitido, caso suas decisões técnicas não agradem ao chefe de plantão, seja ele prefeito, governador ou presidente, além de sofrer pressões políticas de todos os lados.

Esta preocupação foi levantada pelo presidente da Associação Nacional dos Advogados Públicos Federais, Lademir Gomes da Rocha, num audiência pública realizada na semana passada, pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ), sobre a PEC 32. Segundo reportagem do PT na Câmara, Lademir disse que a sua categoria se preocupa pelas restrições à liberdade de trabalho, com a proposta de ingresso na carreira somente após um período de experiência.

“Entre os problemas que podem surgir, um advogado público, por exemplo, que acesse informações confidenciais e não venha a ser selecionado, poderá ser alvo de tentativa de cooptação, ou mesmo um policial envolvido em atividade de investigação, que não venha a ser efetivado, poderá ser cooptado pelo crime organizado”, explicou.

Ele também criticou as nomeações em funções estratégicas que correm risco de virar clientelismo e servir de captura do Estado pelos governantes, com agravamento no processo de seleção, risco de uso de informações privilegiadas, tráfico de influência e cometimento de crimes contra administração pública.

“Imaginem um advogado encarregado da execução de um grande devedor, tendo suas atividades gerenciadas e orientadas por um chefe estranho aos quadros da advocacia pública, sendo por ele avaliado com base em critérios subjetivos como hierarquia, deveres de urbanidade, capacidade de iniciativa e responsabilidade”, advertiu.

A advogada Clara Lis dá outros exemplos preocupantes de como esta reforma é prejudicial aos interesses de todos os brasileiros. Uma delas é a ampliação do poder do presidente da República em fechar fundações e autarquias, sem passar pela aprovação do Congresso Nacional, que representa o povo brasileiro. Bolsonaro pode mandar fechar a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), se quiser. A Fiocruz hoje produz a vacina AstraZeneca contra a Covid-19, em parceria com a Universidade Oxford, do Reino Unido.

Defensores públicos advertem que dar mais poder a Jair Bolsonaro pode ser o fim de os órgãos de controle, de proteção e de norteamento de políticas públicas no Brasil. Entidades como Ibama, IBGE, Anatel, Anvisa e universidades públicas, podem deixar de existir por um simples decreto.

Estado proibido de promover políticas públicas na área econômica

Uma das mais aberrantes medidas contidas na PEC 32 é a constitucionalização da proibição de que o Estado promova políticas públicas na área econômica que interfiram na “livre concorrência”, impedindo utilização de ferramentas fundamentais ao nosso desenvolvimento, como políticas industriais, valorização do conteúdo nacional, compras governamentais, subsídios financeiros, exploração soberana do pré-sal, etc.

“Lula obrigou a Petrobras a contratar empresas brasileiras durante a expansão do pré-sal, que gerou milhares de empregos na indústria naval e outras. Caso esse ponto da PEC seja aprovado, nenhum governo poderá mais intervir em favor da indústria nacional e do emprego, se o mercado considerar interferência na área econômica“, explica a advogada.

Análise do texto da PEC da reforma Administrativa

- Preserva privilégios de membros dos Poderes como magistrados, procuradores e militares, incidindo essencialmente sobre servidores públicos que não gozam de altas remunerações ou privilégios funcionais, como professores, médicos, enfermeiros, etc.

- Concentra na figura do chefe do Executivo, de maneira autoritária, da prerrogativa de extinguir via decreto órgãos, autarquias e fundações, cargos e carreiras públicas fundamentais para as políticas públicas nacionais.

- Ampla e generalizada permissão para execução de serviços públicos por órgãos e entidades privadas, num pretenso regime de “cooperação”. Precarização do serviço público com estabelecimento de novas formas de contratação, reduzindo direitos, quebrando o Regime Jurídico Único, diferenciando servidores entre vínculos temporários, cargos com prazo indeterminado e carreiras típicas de Estado.

- Graves riscos de autoritarismo, discricionariedade, aparelhamento e perseguição política tanto nos processos “simplificados” de seleção de servidores temporários, quanto na investidura (sem critérios claros) somente dos servidores permanentes “mais bem avaliados” durante o chamado vínculo de experiência. Futura regulamentação acerca da demissão por insuficiência de desempenho, sem discussão e definição prévia de critérios claros e objetivos para avaliação, poderá afetar atuais servidores, abrindo espaço para perseguições políticas.

- Veda a concessão de benefícios que já não existem, há muitos anos, no serviço público federal, como licença-prêmio, férias superiores a 30 dias e incorporação de remuneração dos cargos em comissão.

Em resumo, na direção contrária da “modernização” alardeada, a PEC nº 32 ataca o Estado brasileiro, enfraquece, desestabiliza, precariza e desvaloriza órgãos e carreiras que prestam serviços públicos e implementam políticas públicas garantidoras de direitos, fundamentais para desenvolvimento justo, sustentável e soberano do país.

Fonte: Assessoria Técnica da Liderança do PT na Câmara dos Deputados

Paulo Guedes deve prestar esclarecimentos na Câmara Federal

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) aprovou requerimento de autoria do deputado Rui Falcão (PT-SP), de convocação do ministro da Economia, Paulo Guedes, para prestar esclarecimentos acerca da proposta da Reforma Administrativa. A convocação, por acordo, foi transformada em convite ao ministro, o que o desobriga de ir à Comissão, mas, a princípio, Paulo Guedes está sendo aguardado pelos deputados, a partir das 11h desta terça-feira (4).

(CUT Brasil, 04/05/2021)

Com CNTE

quarta-feira, 5 de maio de 2021

Paulo Gustavo, ator e humorista, morre de Covid no Rio, aos 42 anos

 

Foto: Paulo Gustavo, em foto de novembro de 2016 — Foto: Daniela Ramiro/Estadão Conteúdo/Arquivo.

O ator e humorista Paulo Gustavo morreu no Rio nesta terça-feira (4), aos 42 anos, de complicações da Covid-19.
 
O criador de Dona Hermínia — e de outros personagens inesquecíveis — estava internado desde 13 de março no Hospital Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul.

A piora no quadro de saúde do ator aconteceu na noite de domingo (2). Paulo Gustavo vinha apresentando melhoras significativas, chegou a ter redução de sedativos e bloqueadores e interagir com médicos e também com o marido, Thales Bretas. À noite, no entanto, sofreu uma embolia pulmonar.
 
Nesta terça, novo boletim disse que o ator estava com quadro irreversível, mas mantinha os sinais vitais. Às 21h12, no entanto, foi constatada a morte de Paulo Gustavo.

Biografia

Paulo Gustavo Amaral Monteiro de Barros nasceu em Niterói em 30 de outubro de 1978 e estudou teatro na Casa das Artes de Laranjeiras, no Rio, na mesma turma de Fábio Porchat.
 
A primeira peça da qual participou foi “O surto”, em que dividia a direção com Fernando Caruso, em 2004. Foi no espetáculo que apresentou pela primeira vez a personagem Dona Hermínia, que marcaria sua carreira para sempre.

A mãe superprotetora e hilária ganhou peça própria em 2006 e chegou ao cinema sete anos depois.

Recorde de bilheteria

Somados, os três filmes de “Minha mãe é uma peça” venderam mais de 26 milhões de ingressos entre 2013 e 2020. O terceiro filme teve a maior arrecadação da história do cinema brasileiro, com R$ 182 milhões de bilheteria.

Além do sucesso de Dona Hermínia, o ator se destacou pelos filmes “Minha Vida em Marte” (2018) e “Os Homens São de Marte... e é para lá que eu vou” (2014), nos quais contracenou com a atriz e amiga Mônica Martelli. Ele interpretou o personagem Aníbal em ambas as comédias.

Carreira na TV

Na televisão, Paulo apresentou em 2011 o programa “220 Volts”, do Multishow. Dois anos depois, no mesmo canal, ele passou integrar o elenco da sitcom "Vai que cola", vivendo o malandro Valdomiro Lacerda. O personagem foi um sucesso também na adaptação para o cinema, em 2015.

Ainda no Multishow, o ator protagonizou, ao lado de Katiuscia Canoro, a série "A vila". Na produção, ele interpretou o ex-palhaço Rique.

Ele também foi o apresentador de várias edições do Prêmio Multishow.

Fonte: https://www.potiguarnoticias.com.br

Paulo Coelho enumera os ‘assassinos’ de Paulo Gustavo e vai parar nos TT’s - Por PAULO COELHO

 

De acordo com o escritor, os assassinos são quem dizia ‘é só uma gripezinha’ – ‘não passa de 200 mortes’ – ‘cloroquina resolve’ – ‘gente morre todo dia’ – ‘Lockdown destrói o país’ – ‘máscara nos faz respirar ar viciado’ – ‘eu obedeço o comandante’, e por aí vai. Canalhas da pior espécie”, escreveu.

A jornalista Hildegard Angel seguiu na mesma linha e afirmou: “hoje perdemos maior ator de humor brasileiro da atualidade, maior bilheteria do teatro, maior bilheteria do cinema. Não foi COVID. Foi assassinato frio desse governo gelado, monstruoso, sem gota sentimento e amor, q recusou 11 oferecimentos de vacinas e assina milhares de mortes”

Hilde lembrou também que “são tantos os comentários atribuindo ao governo responsabilidade pela morte de Paulo Gustavo, que Bolsonaro, que se omitiu quando morreram de COVID Nicete Bruno, Aldir Blanc e tantos outros, agora manifesta pesar por sua morte nas redes sociais. Alguém acredita nesse sentimento?”

Fonte: https://revistaforum.com.br/cultura

Bolsonaro e Pazuello fogem da CPI como baratas em pânico

 

As atitudes desafiadoras contra a pandemia e o desafio às medidas de proteção contra o vírus estão ficando para trás diante de um exterminador potente para Bolsonaro e Pazuello - a CPI do Genocídio. Estão como baratas acuadas, como bem define Ruy Castro na Folha hoje:  
Baratas em pânico
Certa vez escrevi que a vida de uma barata não valia nada no Brasil. Em pânico, sem ter para onde fugir, elas estavam morrendo em massa por uma campanha de dedetização então em curso por algum governo. De Jair Bolsonaro em diante, a frase precisa ser outra: o que não vale nada é a vida do brasileiro.

Diante de uma pandemia que acabara de surgir e já assombrava o mundo, Bolsonaro classificou-a como uma "gripezinha", que pouparia quem tivesse "histórico de atleta" e só mataria os velhos, o que, segundo ele, não era nada demais. Nos meses seguintes, à medida que a peste se espalhava e o Brasil enterrava pais e avós, Bolsonaro continuou a fomentá-la, exibindo-se sem máscara, promovendo aglomerações e debochando dos mortos e de suas famílias.

Em seguida, saiu à praça como camelô da cloroquina, droga tão eficaz no tratamento precoce da doença quanto no da ejaculação precoce. Obrigou o Exército a fabricá-la e médicos e hospitais a prescrevê-la, o que resultou em ainda mais mortes, agora também de nossos filhos e netos. Não satisfeito, Bolsonaro desdenhou das vacinas, sabotou sua importação e suspendeu compras. Muitos que estariam hoje se beneficiando delas já foram para o cemitério.

Bolsonaro pôde fazer o que quis porque, livre dos profissionais que tentavam impor as medidas adequadas, escalou como ministro cenográfico um palhaço de farda, Eduardo Pazuello, pronto a trocar a chefia da faxina de um quartel pela de executor de uma política de extermínio.

Nunca uma CPI teve tantos e tão bem documentados crimes a investigar. Afinal, tudo o que Bolsonaro, Pazuello e seus asseclas disseram e fizeram foi gravado —até por eles mesmos, certos da impunidade. Trataram os brasileiros como se fôssemos baratas, mas, agora, num surto de covardia que só não causa mais repugnância porque esperado, quem busca buracos para se esconder, como baratas em pânico, são eles.

Fonte:  https://www.blogdomello.org

terça-feira, 4 de maio de 2021

O livro ´O ar que me falta` de autoria de Luiz Schwarcz - Por Dr. EVANDRO BORGES - Advogado

Dr. EVANDRO BORGES

O leitor assíduo da minha geração gosta de visitar as livrarias, cada vez mais escassas pelo avanço dos livros eletrônicos e com o domínio da internet  que tornou o acesso praticamente gratuito, pois, mais uma vez visitei a Távola Livraria situado no aprazível Shopping Cidade Verde, e encontrei o livreiro Francisco, um verdadeiro empreendedor, capaz e de muita persistência, quando as grandes livrarias fecham  ele abriu e vem enfrentando o curso da trajetória da pandemia do coronavírus, obrigado em muitas ocasiões, apenas ao trabalho delivery. 

Comentamos sobre os lançamentos, o sucesso de algumas obras e chegamos ao livro “O ar que me falta, uma História de uma curta infância e de uma longa depressão”, de autoria de Luiz Schwarcz, do editor bem sucedido da editora Companhia das Letras, uma obra autobiográfica de muito fôlego e franqueza, um testemunho com conotação histórica da família de origem judaica e húngara.

O livro consiste sobre a depressão expondo a intimidade, com uma narrativa franca e sem medos. Um verdadeiro depoimento aberto, não é uma ficção, uma exposição pessoal e de familiares. É uma reflexão sobre a doença, as causas, retratando desde a difícil infância pelas relações pessoais, mas, não esconde a sua condição social, de filho único e frequentando o clube Hebraico e a prática da religiosidade judaica encaminhado pelas mãos do pai André Schwarcz.
 
A retratação do pai na sua culpa permanente e suas consequências, quando consegue pular e fugir do trem que levava judeus para o campo de extermínio de Bergen-Belsen, encorajadas e impulsionadas pelo pai, deixando o avó do autor, Láios no comboio para morte,  crimes praticados pelo nazifacismo na segunda guerra, que teve o seu principal palco a Europa matando milhões de pessoas e dilacerando famílias com muitas atrocidades. 
 
A narrativa conta o percurso da imigração da família e sua diáspora. A difícil relação conjugal entre André e sua mãe Mirta, colocando o filho único como protagonista do entendimento e da sustentação da unidade familiar com ‘responsabilidades descabidas para a idade’. As dificuldades da mãe comprometida com a maternidade e as tentativas de gerar um irmão para o autor sem obter sucesso, que levava ela para a cama, mas com a atenção redobrada do filho único na assistência.
 
As colônias de férias e seus infortúnios, os apelidos, a experiência de goleiro e seus êxitos, a convivência com os avós maternos Giuseppe e Mici, a convivência com o avô na gráfica de cartões denominada Cromocart, a iniciação da leitura incentivada pela mãe, à importância da música na sua vida, o detalhe da assistência televisa da final do festival de 1967 e a disputa das músicas: Ponteio, Domingo no Parque, Roda Viva e Alegria, alegria.
 
A influência da religiosidade judaica, as experiências com o pai André na frequência da sinagoga, o peso do manto (talit de lã) de Láios o avô paterno, a observação da tristeza do pai no Yom Kipur e no Kol Nidrei, a participação no Chazit e o encontro com o Rabino Sobel e na Europa com a oportunidade de conhecer Golda Meir e Menachem Begim, líderes do judaísmo israelita.   
 
A vida acadêmica na Fundação Getúlio Vargas, as leituras de Émile Durkheim, Weber, Marx, Florestan Fernandes, Fernando Henrique Cardoso, a dedicação aos livros de Michel Foucault, a editoria da Brasiliense, a importância da Companhia das Letras e da sua esposa e escritora Lilia Schwarcz, e as obras lançadas, como Chatô o Rei do Brasil de autoria de Fenando Morais e seus percalços no dia do lançamento. 
 
O enfrentamento a depressão, a descoberta da personalidade bipolar, o apoio dado incansável da unidade familiar, da esposa Lilia Sshwarcz e seus filhos Júlia e Pedro, os silêncios, a necessidade de chamar atenção e os atropelos, os remédios e estabilizadores de humor com as repercussões na personalidade, os médicos e especialmente a importância de  Drauzio Varela.
 
A leitura é enriquecedora e oportuniza o conhecimento sobre a depressão e da bipolaridade, principalmente para quem convive com familiares portadores destas doenças psiquiátricas. O livro é de fácil leitura lançado em 2020, recomendo a leitura e para facilitar é bom ver a entrevista dada por Luiz Schwarcz a Leandro Karnal no canal do you tube. 

Nota: MEC quer desmontar o Enem e prejudicar o acesso à universidade

A União Nacional dos Estudantes e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas construíram grandes mobilizações, cobrando o Ministério da Educação por um Enem justo, seguro e democrático nesse momento da pandemia da Covid-19. A pressão aconteceu tanto pelas redes quanto no debate com entidades e também judicialmente. As entidades estudantis alertaram insistentemente sobre o descaso do MEC, seja na organização, seja na condução do exame. Em entrevista ao jornal O Globo, publicada nessa segunda-feira, 3 de maio, o ex-presidente do Inep Alexandre Lopes, demitido do cargo em fevereiro, expôs a negligência do Ministério da Educação, com omissão do ministro Milton Ribeiro, diante do processo de aplicação do Enem. Ele prevê, ainda, que em 2021 o exame não aconteça por falta de recursos. Assim, o que já era denunciado, agora é declaradamente constatado.  O órgão foi totalmente omisso!

Diante desse cenário, a UNE e a UBES defendem a tomada de medidas urgentes para que sejam dadas explicações sobre o processo de aplicação do Enem 2020, inclusive por meio de investigação e auditoria, com o objetivo de preservar esse programa e evitar que estudantes sejam novamente prejudicados ou que o acesso à universidade se torne ainda mais restrito. Não aceitaremos que esse exame, o principal mecanismo de ingresso dos estudantes ao ensino superior perca credibilidade e eficiência, diante de tantos tropeços e descaso.

A criação do Exame e sua ampliação foi uma bandeira de luta histórica do movimento estudantil e o seu processo de desmonte, que começou em 2019 a partir do “pior Enem de todos os tempos”, com erros na correção, conseguiu ser ainda pior em 2020, com tantas turbulências, falta de diálogo, em um momento de insegurança sanitária, candidatos barrados em salas lotadas, recordes de abstenção e também, novamente, problemas nas notas e falta de transparência na correção das redações. Diante disso,  uma geração inteira será afetada no acesso ao ensino superior.

Ressaltamos que o aparelhamento ideológico do MEC nesses pouco mais de dois anos do Governo Bolsonaro tem gerado danos ao futuro da educação, em todos níveis educacionais, que levarão anos para serem corrigidos. Não bastasse os efeitos de não ter projeto de investimento, os cortes orçamentários e a ausência de soluções, com o indefensável veto ao projeto de conexão aos estudantes de baixa renda para resolver a falta de acesso à internet durante a pandemia (PL 3477/20), o governo Bolsonaro coloca como prioridade – nesse momento de crise que atravessamos – , a pauta de costumes, o projeto de lei do Homeschooling, com total desconexão das urgência dos estudantes e dos brasileiros.

União Nacional dos Estudantes – UNE
União Brasileira dos Estudantes Secundaristas – UBES

O CHORO É LIVRE! ESTADÃO ENTRA EM SURTO APÓS MIRIAM DEFENDER LULA NA GLOBO!


Fonte: https://nogueirajr.blogspot.com

segunda-feira, 3 de maio de 2021

SERÁ? Ministro da Saúde diz que é possível vacinar toda a população ainda em 2021 - "ME ENGANA QUE EU GOSTO!" - E;V.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que o Brasil tem condições de vacinar toda a população até o fim deste ano. A declaração foi dada durante coletiva de imprensa com representantes da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Na ocasião, o titular da Saúde afirmou que o país tem “doses suficientes” para garantir a imunização dentro do prazo citado. Ele disse que o Brasil já adquiriu 500 milhões de unidades de vacinas contra a Covid-19. No entanto, a maior parte dos imunizantes ainda não está disponível e deve ficar para o segundo semestre.

“Temos doses suficientes para o segundo semestre e é possível se garantir que até o fim do ano de 2021 tenhamos nossa população inteiramente vacinada”, afirmou o ministro.

Fonte: POTIGUAR NOTÍCIAS

NÃO ME ENGANA QUE EU NÃO GOSTO: AS MORTES POR COVID JÁ ULTRAPASSAM MEIO MILHÃO E OS DESEMPREGADOS, 20 MILHÕES

Não são apenas as estatísticas da pandemia que mentem no Brasil. As do desemprego, também.

Quanto às de contaminações e óbitos da covid, os epidemiologistas não têm dúvidas de que o número real seja cerca de 40% maior do que o oficial, pois o Consórcio de Imprensa só consegue impedir o Governo Genocida de alterar as totalizações. Mas, se os dados já vêm viciados dos estados e municípios, não há como desmascarar o logro. 

Então, podemos dar de barato que a contagem de cadáveres já ultrapassou há várias semanas a casa dos 500 mil. Só que, como maquilagem nenhuma resolve um problema de feiura extrema, não há qualquer chance de, mesmo nas contas fajutas, o meio milhão deixar de ser atingido entre maio e junho. Triste Brasil...

Quanto aos nossos patrícios que estão na rua da amargura, os 14,4 milhões oficiais não esgotam a questão, porque são apenas aqueles que continuam procurando ativamente uma vaga.

Há, além deles, 5,9 milhões que já se curvaram à evidência dos fatos e não perdem mais tempo correndo atrás dos empregos que para eles deixaram de existir, seja porque estejam cansados de recusas, seja porque em suas regiões não vislumbram chances de recolocação. 

Então, para termos um quadro mais preciso da desgraça e da miséria brasileiras, devemos acrescentar, aos 14,4 milhões de desempregados reconhecidos pelo IBGE, os 5,9 milhões de desalentados da Pnad Contínua, cuja série histórica vem sendo apurada desde 2012 e cujo contingente chegou ao ápice neste terrível ano de 2021.   

Resumo da ópera: há 20,3 milhões de brasileiros aptos a trabalhar mas impedidos de o fazer  nos moldes capitalistas, como assalariados.  É este o verdadeiro total de desempregados hoje em nosso país.

Mas não contem para o Paulo Guedes, ou ele estudará formas de maximizar o cancelamento de CPFs de brasileiros, antes que essa realidade dilacerante gere uma explosão social capaz de cancelar o capitalismo no Brasil. (por Celso Lungaretti).

Fonte: https://naufrago-da-utopia.blogspot.com

Plantão 4:20. Com data prevista para votação na Câmara, PL da Cannabis é tema de Papo NINJA

  POR NINJA

Antiproibicionistas correm contra o tempo para reduzir danos do projeto de lei e avançar rumo à legalização


O Papo NINJA, série de debates ao vivo promovidos no Instagram da Mídia NINJA, iniciou hoje um circuito de diálogos sobre a regulação da cannabis no Brasil, tendo como mote principal o chamado PL da Cannabis (PL 399/2015), projeto de lei com votação prevista no Câmara dos Deputados no próximo dia 17 de maio. Até lá, serão realizados debates às segundas e sextas-feiras, às 16h20, com parlamentares, especialistas e o movimento antiproibicionista.

No primeiro dia de debates, o Papo NINJA reuniu o deputado federal Paulo Teixeira, presidente da Comissão de Regulação da Cannabis na Câmara; deputado Eduardo Costa, autor do Projeto de Lei 399; deputada Samia Bomfim, membra da Comissão; Nathalia Oliveira, co-fundadora da Iniciativa Negra por Uma Nova Política sobre Drogas e Marcela Mattos, da Articulação Nacional de Marchas. A mediação foi feita pelo advogado antiproibicionista Rodrigo Mesquita.

Com assunto polêmico na roda, parlamentares e ativistas posicionaram o PL 399 diante do acúmulo de avanços e retrocessos da luta pela legalização e descriminalização da maconha no Brasil. Com foco no uso medicional, o projeto autoriza o plantio da cannabis à indústria farmacêutica, universidades e farmácias de manipulação, conforme apontado pelo deputado federal Paulo Teixeira. Eduardo Costa, autor do projeto, lembra que sempre que a Câmara se omite de fazer essa discussão, o judiciário acaba legislando.

“Há pouco tempo tivemos a liberação das farmácias de manipulação a fazerem o manejo e uso de produtos a base de cannabis, que é algo previsto no projeto, mas estamos postergando demais. Há varias forças contrárias que não querem que esse projeto prospere”, disse.

Desde 2019 o tema tem agitado os movimentos proibicionistas e parlamentares do Congresso Nacional. A Comissão para tratar o tema foi criada, com uma agenda ampla de audiências púbicas, que resultou na formulação de um projeto que retirou o cultivo doméstico e restringiu a regulação a pessoas jurídicas. “Nós ainda estamos 10 passos atrás de um projeto democrático, mas é o avanço possível a se fazer hoje”, disse a ativista Nathalia Oliveira.

Marcela Mattos lembra que, em setembro de 2020, a Articulação Nacional das Marchas publicou um manifesto expressando seu receio diante deste projeto de lei, que beneficiaria a grande indústria em detrimento de pequenos produtores. “Muitas famílias já estão produzindo seu óleo e os pacientes não conseguem o benefício pelas associações. É inadmissível que o projeto de lei não contemple o autocultivo”. O cultivo doméstico foi a primeira forma de acesso ao uso da cannabis como ferramenta terapêutica no Brasil, especialmente por mães de crianças com graves epilepsias.

Conforme a deputada Samia Bomfim, há uma ala de deputados que prefere que não haja alteração nenhuma no PL para não ativar a base obscurantista e fazer com que ele não avance à aprovação. “Mas eu não acredito nessa hipótese”, disse a deputada. Ela defende emendas para que o projeto barre o monopólio da indústria farmacêutica. “Escamotear o PL ou não apresentar emendas de destaque não deixa de ativar a bancada mais convservadora, pois eles não estão preocupados com debate. Eles têm outros interesses. Seria uma perda não apresentar o projeto”, disse a ativista Nathalia Oliveira.

Marcela, que também atua na Marcha da Maconha de Santos, apontou a corrida contra o tempo feita por diversos movimentos para apresentar, até amanhã, as propostas de emendas ao projeto para reduzir danos e trazer avanços rumo à legalização. “Até 2011, a nossa briga era pra poder marchar e ter o direito a falar a palavra ‘maconha’. A gente avançou 10 anos desse debate, temos uma sociedade mais madura e não dá mais pra gente não pontuar o que conhecemos sobre a maconha e os benefícios que ela traz”, disse.

Confira o Papo NINJA completo no IGTV da Mídia NINJA

domingo, 2 de maio de 2021

Andifes e INEP tratam sobre pautas de interesse da educação superior pública

 

A diretoria da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) esteve reunida remotamente com o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), Danilo Dupas Ribeiro, para tratar de assuntos de interesse da educação superior pública brasileira, na manhã dessa sexta-feira (30).

Segundo o presidente da Andifes, reitor Edward Madureira (UFG), a reunião foi bastante positiva para, além dos encaminhamentos propostos, estabelecer um primeiro contato com a nova gestão do INEP, com vistas a aprimorar os instrumentos e tratar de demandas cotidianas das universidades federais no que diz respeito à avaliação.

“Externamos nossa preocupação sobre o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), que não foi realizado no ano passado e havia uma previsão de realização nesse ano de, pelo menos, dois conjuntos de cursos. Ao que tudo indica, será realizado exame somente do conjunto de cursos que era para ter sido avaliado no ano passado e, no ano que vem, teremos os dois outros grupos de curso sendo avaliados”, detalhou.

Ainda de acordo com o reitor, a data para realização do Enem em relação aos calendários acadêmicos e a necessidade de aprimoramento dos indicadores da qualidade da educação superior também estiveram na pauta. “As universidades federais são um parâmetro desses indicadores e, como os calendários estão alterados em função da pandemia, poderia haver um prejuízo na avaliação”, salientou.

A coordenadora do Colégio de Pró-reitores de Graduação das IFES (COGRAD), professora Maria do Socorro Lima (UFRPE) aproveitou para convidar o diretor de avaliação da Educação Superior, Luís Filipe de Miranda Grochocki, e a diretora de Estudos Educacionais, Michele Cristina Silva Melo, que também estavam na reunião, para participarem da próxima reunião do Cograd, com o objetivo de aprofundarem na pauta apresentada hoje ao INEP.

Participaram ainda da reunião a vice-presidente da Andifes, reitora Joana Angélica Guimarães (UFSB) e o secretário executivo, Gustavo Balduino.


Fonte: https://www.andifes.org.br

sábado, 1 de maio de 2021

Docentes da UFRN elegem nova diretoria do ADURN-Sindicato para a Gestão 2021-2024

Com 95,7% do total de votos, a chapa 1 (+Juntos pela UFRN) se consolidou como vencedora da eleição para a diretoria do ADURN-Sindicato, Gestão 2021-2024. Em branco, foram registrados 2,2% dos votos, enquanto outros 1,9% foram de votos nulos. O resultado foi anunciado em reunião da Comissão Eleitoral, realizada às 11h desta quinta-feira, 29 de abril de 2021.

A votação aconteceu de forma online nos dias 27 e 28 desse mês e, de acordo com a presidenta da Comissão Eleitoral, Angela Ferreira, todo o processo se deu de forma muito tranquila, sem intercorrências. "O resultado atende ao que o estatuto estabelece”, avalia a presidenta da Comissão.

Para o atual presidente do ADURN-Sindicato, Wellington Duarte, que está encerrando sua segunda gestão, a participação dos professores e professoras da Universidade Federal do Rio Grande do Norte no pleito demonstra “respaldo e legitimação do trabalho que vem sendo realizado pela Entidade nos últimos anos".

Já o presidente eleito do ADURN-Sindicato, Oswaldo Negrão, destaca que um dos principais desafios para a Gestão 2021-2024 será o enfrentamento à agenda de desmonte dos serviços públicos que está sendo implementada pelo Governo Bolsonaro. "Hoje a gente precisa pensar desde a questão orçamentária, pois a Lei Orçamentária aprovada no último dia 22 trouxe novamente cortes tanto na Saúde, quanto na Ciência e Tecnologia, e Educação, até as questões das perdas salariais e da própria carreira docente, que está ameaçada pela Reforma Administrativa", disse.  

A solenidade de posse da chapa eleita será realizada no dia 17 de junho, em formato a ser definido pela atual diretoria e de acordo com a situação da pandemia.

Fonte: Ascom ADURN-Sindicato