sábado, 6 de janeiro de 2018

Política - Entrevista: Guilherme Boulos: "A diversidade não impede a unidade da esquerda na defesa da democracia”


Wanezza Soares
Guilherme Boulos
'Deixemos o pensamento único e a intolerância para a direita', propõe Boulos
A existência de diferentes candidaturas do campo progressista não invalida uma aliança no segundo turno, emenda o líder do MTST
Cotado como candidato do PSOL à Presidência da República, Guilherme Boulos recusa-se a alimentar a inútil polêmica sobre a desunião da esquerda em 2018. A existência de diferentes candidaturas do campo progressista não representa uma ameaça à unidade e tampouco invalida uma aliança no segundo turno, avalia o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, em entrevista a CartaCapital.
“A esquerda precisa ter maturidade para estar junta naquilo que une a todos e, ao mesmo tempo, reconhecer sua própria diversidade. É preciso cerrar fileiras no enfrentamento ao golpe, às reformas de Temer e aos retrocessos democráticos, bem como na defesa do direito de Lula ser candidato”, diz. “Mas é preciso ter a mesma maturidade para compreender que a diversidade de posições não é um problema”.
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Da mesma forma, o líder dos sem teto rejeita surfar na onda do antipetismo. “Achar que o caminho para a construção de um novo projeto de esquerda é a destruição de Lula e do PT é uma ilusão monstruosa. Basta olhar em volta: quem tem crescido com esses ataques é a direita.” Isso não quer dizer que Lula e o PT não possam ser criticados por seus erros, enfatiza Boulos. “A tentativa de reeditar em 2018 um caminho de conciliação é também uma ilusão. Mas não se enfrenta isso com antipetismo. Converso muito com dirigentes do PSOL e tenho a segurança de que não cometerão esse erro.”
CartaCapital: Você é cotado como candidato do PSOL à Presidência da República. Caso esse projeto se concretize, que papel a sua candidatura representaria nas eleições de 2018? Que bandeiras pretende puxar?


Guilherme Boulos: Primeiro, é importante ressaltar que não há ainda nenhuma definição. Houve um convite do PSOL, que está sendo debatido com a coordenação do MTST e com companheiros do próprio PSOL. Mas, independente de ser ou não candidato, penso que a esquerda tem três desafios no debate eleitoral deste ano. 


O primeiro deles é centrar suas forças no enfrentamento ao golpe e a seu projeto antipopular. Há um verdadeiro desmonte nacional, conduzido por Temer, Meirelles e o PSDB. Este projeto não ganhou nas urnas em 2014 e precisa ser sepultado em 2018. Parte deste enfrentamento ao golpe é a defesa decidida do direito de Lula ser candidato. A tentativa de inviabiliza-lo é expressão da continuidade do golpe.
O segundo desafio é enfrentar as falsas alternativas, que tentam capturar o sentimento de rejeição à política e consolidar uma onda conservadora. A principal expressão disso hoje  é a candidatura de Jair Bolsonaro. Bolsonaro é uma farsa, deputado há três décadas e representante da política mais atrasada. Essa farsa precisa ser desmontada.
Marcelo Freixo
'Tenho por Freixo um grande respeito' (Adriana Lorete)
O terceiro é aprender com as lições do golpe. O golpe representou uma radicalização da Casa Grande e de seus políticos. Fechou qualquer possibilidade de termos avanços sem conflito. Se foi possível garantir mais direitos sem enfrentar os grandes privilégios na sociedade e no Estado brasileiro, hoje não é mais. Isso se expressa em termos de programa e de alianças. Não se trata apenas de querer ser mais radical, quem radicalizou foram eles. É preciso apresentar um projeto que coloque o dedo na ferida.
CC: Em entrevista à Folha de S.Paulo, o deputado estadual Marcelo Freixo se apresentou como idealizador de sua candidatura e descreveu um encontro que promoveu na casa de Paula Lavigne, mulher do Caetano Veloso. Foi assim mesmo que tudo começou?


GB: Marcelo Freixo é meu amigo, tenho por ele grande respeito e não li em sua entrevista que o debate sobre uma eventual candidatura minha tenha começado apenas ali. O relato que ele fez é de como a proposta surgiu para ele. Evidentemente, não foi naquele momento que a hipótese apareceu. Que essa possibilidade esteja colocada é resultado do processo de construção do MTST. Sou um dos representantes de uma construção coletiva, com milhares de pessoas em todo o Brasil, que se dedicaram ao trabalho de base nas periferias nos últimos 20 anos. Tenho o maior orgulho de ser parte desta experiência política.


Em relação à Paula Lavigne, acho muito importante reconhecer o valor de movimentações que ocorreram no último ano. Paula, junto com Pablo Capilé e a Mídia Ninja estimularam o Movimento 342, que ajudou a aglutinar artistas em pautas progressistas, como o “Diretas Já” e o enfrentamento ao movimento de censura às artes pelo MBL. Construímos uma aproximação a partir disso. Essa aproximação levou Caetano a ir em uma ocupação e se apresentar para os sem-teto. Levou vários artistas a empenharem seu apoio e solidariedade à ocupação de São Bernardo do Campo. Parece-me estranho que alguém de esquerda ache isso ruim.
Aliás, ampliar as pontes da esquerda com o debate de cultura e comunicação é fundamental. A direita tem feito uma ofensiva nas redes que, se ignorarmos agora, pagaremos o preço depois. A Mídia Ninja ajudou a colocar este debate num novo patamar e se tornou uma das principais parceiras do MTST, além de estar conosco na construção da Frente Povo Sem Medo. Há ainda outras lideranças que propuseram e propõem este caminho. Não é uma definição fácil, por isso está sendo debatida com cuidado no MTST, com o PSOL e com parceiros nossos.
CC: Nessa mesma entrevista, Freixo demonstrou ceticismo sobre a capacidade de a esquerda se unir nas eleições, além de prever uma pulverização de candidaturas do campo progressista no primeiro turno.

GB: A esquerda precisa ter maturidade para estar junta naquilo que une a todos e, ao mesmo tempo, reconhecer sua própria diversidade. É preciso cerrar fileiras no enfrentamento ao golpe, às reformas de Temer e aos retrocessos democráticos, bem como na defesa do direito de Lula ser candidato. Mas é preciso ter a mesma maturidade para compreender que a diversidade de posições não é um problema. Deixemos o pensamento único e a intolerância para a direita, que sempre viveu disso.


É legítimo que hajam diferenças programáticas, isso não é divisionismo. O que divide a esquerda é o sectarismo, de onde quer que ele venha. Um tipo de sectarismo é aquele incapaz de fazer unidade porque só consegue falar das diferenças. É, neste caso, não reconhecer nenhum avanço nos governos petistas e falar em nome da pureza salvadora. Isso não se aplica a Freixo, que, em sua própria entrevista, deixou claro a recusa ao discurso antipetista. Mas se aplica a alguns na esquerda.
Caetano Veloso
Caetano prestou solidariedade à ocupação do MTST em São Bernardo (Roberto Parizotti/Fotos Públicas)
Outro tipo de sectarismo, igualmente rebaixado, é aquele que tenta interditar qualquer tipo de diferença. É incapaz de reconhecer erros nas experiências de governo do PT e apressa-se a taxar qualquer crítica ou projeto alternativo como divisão. Lamentavelmente, há uma parte da militância de esquerda que alimenta isso. Saber evitar estes sectarismos é o melhor caminho para construir unidade efetiva na esquerda no longo prazo. De imediato, acho que todos devemos nos esforçar para uma grande unidade de ação em defesa da democracia.
CC: No segundo turno há espaço para uma aliança?

GB: Acho natural que, num segundo turno, toda a esquerda se una em torno de qualquer candidatura do campo progressista e de enfrentamento ao golpe. Não fazer isso seria suicídio político.

CC: Setores do PSOL têm críticas muito contundentes às gestões petistas, sobretudo no que diz respeito às alianças com partidos conservadores e à política de conciliação de Lula. Em 2018, o ex-presidente será um dos alvos do PSOL?


GB: Não respondo pelo PSOL, mas o maior erro que alguém de esquerda possa cometer em um momento histórico como este é embarcar na onda do antipetismo ou do anti-Lula. Já vimos que deste caldo não sai coisa boa. Achar que o caminho para a construção de um novo projeto de esquerda é a destruição de Lula e do PT é uma ilusão monstruosa. Basta olhar em volta: quem tem crescido com esses ataques é a direita.


O antipetismo visceral de setores da sociedade e da mídia não é só contra o PT, é antiesquerda, antigreve, antiocupação. Isso não quer dizer que Lula e o PT não possam ser criticados por seus erros, é evidente. A tentativa de reeditar em 2018 um caminho de conciliação é também uma ilusão. Mas não se enfrenta isso com antipetismo. Converso muito com dirigentes do PSOL e tenho segurança de que não cometerão este erro.
'Parte do enfrentamento ao golpe é a defesa do direito de Lula ser candidato' (Ricardo Stuckert)

CC: Diante da pulverização de candidaturas, tanto da esquerda quanto da direita, é possível arriscar algum palpite sobre as eleições?

GB: Se há algum consenso sobre as eleições deste ano é que serão as mais imprevisíveis desde 1989. Ocorrem após a consumação de um golpe e em meio a novas ameaças ao que resta de democracia por aqui. As tentativas de Temer e de Gilmar Mendes de impor um semiparlamentarismo por meio de uma emenda constitucional, em pauta no Supremo Tribunal Federal, expressam isso. As manobras escandalosas do Judiciário para retirar Lula das eleições, após uma condenação sem provas, também. São a continuidade do golpe. Tudo isso torna o cenário ainda muito incerto.

CC: Devido à impopularidade de seu governo, Temer pode se converter em um cabo eleitoral involuntário de candidaturas de oposição?


GB: Temer é um presidente tóxico. Tem 3% de aprovação. Quem quer que sejam os candidatos que representem seu projeto terão que se afastar de sua imagem, como Alckmin já está fazendo, embora o PSDB seja um dos pais do golpe.


É evidente que isso abre um espaço para a esquerda. Mas é preciso estarmos muito atentos porque parte deste caldo expressa também uma rejeição à política. Rejeição bastante compreensível, na medida em que o sistema político está falido e não representa os anseios populares. O problema é o risco de enveredar para saídas autoritárias, ao estilo de Bolsonaro ou do general Mourão. A esquerda precisa ser capaz de se apresentar como alternativa ao establishment, não só a Temer.
Fonte: Carta Capital

Os efeitos de uma lata de Coca-Cola em seu organismo em uma hora


Do Huffington post (tradução minha). 


Primeiros 10 minutos

10 colheres de chá de açúcar atingem seu organismo. (Isto é 100% da ingestão diária recomendada.) Você só não vomita imediatamente com o excesso de doçura porque o ácido fosfórico corta o sabor.

20 minutos 

Há um pico de açúcar no sangue, o que provoca uma explosão de insulina. Seu fígado responde a isso, transformando qualquer açúcar que ele possa colocar as mãos em gordura. (Há bastante disso nesse momento particular)

40 minutos

A absorção de cafeína está completa. Suas pupilas se dilatam, a pressão sanguínea aumenta. Como resposta, o fígado despeja mais açúcar na corrente sanguínea. Os receptores de adenosina em seu cérebro agora estão bloqueados impedindo a sonolência.

45 minutos

Seu corpo aumenta a produção de dopamina estimulando os centros de prazer do cérebro. A propósito, isso é fisicamente semelhante ao funcionamento da heroína.

60 minutos 

O ácido fosfórico se liga a cálcio, magnésio e zinco no intestino grosso, proporcionando um aumento adicional no metabolismo. Isso é agravado por altas doses de açúcar e adoçantes artificiais, aumentando também a excreção de cálcio na urina.

Após 60 minutos

As propriedades diuréticas da cafeína começam a funcionar. (Isso faz com que você faça xixi.) Assim lá se vão pra privada o cálcio, o magnésio e o zinco, que deveriam ir para seus ossos, bem como sódio, eletrólito e água.

À medida que a excitação dentro de você abaixa, você começa a sofrer um choque de açúcar. Você pode tornar-se irritável e / ou lento. Você também agora, literalmente, mijou toda a água que estava na Coca-Cola, jogando fora junto nutrientes valiosos, que seu corpo poderia ter usado para hidratar seu organismo ou construir ossos e dentes fortes.


Arrought.

(Por isso o Blog do Mello não aceita anúncio de refrigerantes e bebidas açucaradas) 

Temer quer auxiliares candidatos fora até 15 de março


Aliados do presidente Michel Temer afirmam que ele externou recentemente, após a saída de três ministros que disputarão as eleições, que julga “mais saudável para o governo e para o país” que todos os auxiliares que desejem concorrer a cargos eletivos deixem os postos até 15 de março.
Com o recado, tenta antecipar a reformulação de sua equipe. O prazo para a desincompatibilização termina em abril. A dança das cadeiras tornou-se decisiva para a aprovação da nova Previdência.
Cargos de primeiro escalão podem ser um ativo poderoso para atrair votos no Congresso, mas quem já está com o Planalto alerta que, se não houver cuidado nas negociações, o tiro pode sair pela culatra.
Por Robson Pires

Gleisi, agora, critica ativismo político no Judiciário

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Gleisi Hoffmann, histérica, usa as redes sociais para ecoar o ataque baixo dos petistas à chefe de gabinete do presidente do TRF-4, desembargador Thompson Flores.
A senadora alega “ativismo político dentro do TRF”. Pela lógica de Gleisi, o Judiciário deveria ser varrido de toda militância política – menos a do PT, é claro.
Por Robson Pires

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Temer poderá se afastar da presidência da República

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Foto Google
Por Robson Pires
O estado de saúde do presidente Michel Temer alimenta os boatos sobre o futuro de Rodrigo Maia.
Diz a Veja:
“Em Brasília, especula-se sobre a gravidade dos problemas de Temer e chegou-se a cogitar, no Congresso, a necessidade de Temer afastar-se do cargo para cuidar da saúde.”

Rodrigo Maia está lambendo uma rapadura para assumir a presidência da República


O presidente da Câmara dos deputados Rodrigo Maia está lambendo uma rapadura para assumir a presidência da República. Michel Temer tem que repousar devido ao quadro de saúde.

Por Robson Pires

Percentual de famílias endividadas sobe de 59% para 62,2%


O percentual de famílias brasileiras com dívidas fechou 2017 em 62,2%, acima dos 59% de 2016. Os dados, registrados em dezembro, são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgada hoje (5) no Rio de Janeiro.
As famílias inadimplentes, isto é, com dívidas ou contas em atraso, ficaram em 25,7% em dezembro, acima dos 24% de dezembro de 2016. Já o percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar as suas contas ou dívidas em atraso ficou em 9,7%, acima dos 9,1% de dezembro de 2016.
A proporção de famílias que disseram estar muito endividadas ficou em 14,6%, mesmo resultado de dezembro de 2016. O tempo médio de atraso para o pagamento de dívidas foi de 64,3 dias em dezembro de 2017, superior aos 63,8 dias do mesmo período do ano anterior.
Por Robson Pires

JEFFERSON, PREMIADO POR TEMER, É O AVÔ DO GOLPE

Ao nomear a deputada Cristiane Brasil como ministra do Trabalho, Michel Temer propicia ao pai dela, o ex-deputado Roberto Jefferson, a realização de seu projeto fisiológico de controlar a pasta em que sempre teve influência, especialmente na delegacia regional do Rio de Janeiro, onde foi acusado de manter um esquema de extorsão e corrupção. Jefferson é o avô do golpe. Foi ele, com a denúncia do que chamou de “mensalão” em 2005, que primeiro feriu o PT de morte, abrindo caminho para o golpe que viria em 2016, com a derrubada da presidente eleita Dilma Rousseff pelos que hoje estão no poder com Michel Temer.
Em 2005, depois que seu indicado nos Correios, Maurício Marinho, foi gravado cobrando propina em seu nome, Jefferson resolveu explodir o governo Lula denunciando a existência do “mensalão”, apelido corrosivo que deu ao esquema de caixa dois com que o PT socorria os aliados para manter a maioria parlamentar. Não se tratava de novidade na política. Novidade era o fato de o PT, apesar de sua intransigência ética, ter permitido que o mecanismo continuasse existindo. O “mensalão” foi um tiro de canhão na imagem do partido, embora seus governos, pelos resultados produzidos, e pela popularidade de Lula, ainda fossem durar mais dez anos, desfrutando de grande apoio popular. Logo depois da denúncia de Jefferson, a oposição, que hoje é governo, cogitou o impeachment de Lula mas esbarrou em sua sólida popularidade. O “mensalão” resultou na ação 470, que levou Dirceu e outros petistas à prisão, mas não impediu a reeleição de Lula nem as duas eleições de Dilma. Mas com o caso teve início o desgaste que foi se acumulando, contribuiu para a impopularidade de Dilma e criou, finalmente, as condições para o golpe de 2016.

Com sua entrevista bomba a Renata Lo Prete, na Folha de S. Paulo, Jefferson vingou-se do PT, que julgava responsável pela gravação de Marinho, e com o qual já vinha brigando por não ter recebido os R$ 20 milhões pedidos para a campanha municipal do PTB em 2004. Ele criou a lenda de que a política brasileira era um convento habitado por freiras virtuosas, até que o PT chegou ao governo e inventou a corrupção. Foi reconhecendo sua enorme contribuição para o futuro golpe, muito mais que o apoio à reforma da previdência com o fechamento de questão pelo PTB, que Temer o premiou com a nomeação da filha. “Foi um resgate”, como ele mesmo disse. Um resgate do crédito que acumulou com os golpistas ao inaugurar a era da caça a Lula e aos petistas.

Cristiane Brasil apareceu nas planilhas da Odebrecht como recebedora de R$ 200 mil em caixa dois. Não é nada, diante das acusações que pesam contra outros ministros que Temer mantém no governo, fora os que estão presos. Muito maiores são as façanhas do pai, e ele é que foi o premiado com a nomeação, em mais uma evidência de que Temer faz questão de governar com os grupos mais “carunchados” do sistema, os que melhor representam o fisiologismo e a corrupção.

Ainda no governo de FHC, Jefferson começou a controlar a Delegacia Regional do Trabalho no Rio. Manteve seu domínio no governo Lula, antes do rompimento em 2005, quando disse a Dirceu, numa sessão do Conselho de Ética, que ele lhe despertava seus “instintos mais primitivos”. Depois de ter alguns nomes recusados, ele emplacou na chefia da DRT seu apadrinhado Henrique Barbosa de Pinho e Silva, que seria depois investigado pelo Ministério Público por prevaricação. Agentes de fiscalização foram flagrados extorquindo empresários mas ele os considerou inocentes.

No governo Lula ele indicou Lídio Duarte para a presidência do Instituto de Resseguros do Brasil, o IRB. Em 2005, logo depois do escândalo envolvendo Maurício Marinho, seu preposto nos Correios, a revista Veja publicou matéria informando que Jefferson cobrava de Lídio uma mesada de R$ 400 mil mensais para o PTB, que era obtida junto a fornecedores do instituto. Em depoimento posterior Lídio inocentou Jefferson, o que levou os editores da revista a abrirem o “off” que ele mesmo havia dado falando da cobrança da mesada. Ou seja, para Jefferson não foi difícil forjar a expressão “mensalão”. Ele entendia de mesadas.

Suas denúncias resultaram na instalação de duas CPIs, sendo que a mais importante delas, a CPI dos Correios – presidida por Osmar Serraglio, agora acusado de receber propinas pela Operação Carne Fraca - pediu a cassação de 18 deputados por recebimento de vantagens indevidas. Alguns renunciaram, alguns foram inocentados. Entre os cassados, Jefferson e Dirceu, que também foram condenados pela ação penal 470. Sem mandato, e ainda antes de ser preso, ele se dedicou a eleger Cristiane Brasil como vereadora. Agora, ministra do Trabalho, ela não disputará a reeleição como deputada federal. Seu pai é que tentará se eleger por São Paulo.

Temer nomeou sua filha, usando o ministério do Trabalho, em tempo de grande desemprego, como moeda de compensação a Jefferson pelos serviços prestados no passado e no presente às forças do golpe. Mas ele que se cuide. Se tiver que demitir Cristiane, terá que pensar duas vezes. Jefferson já deu provas de que é um exímio articulador de vinganças, afora a pulsão de seus instintos mais primitivos.


Fonte: http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

PRESIDENTE DO STRAF DE NOVA CRUZ CONVIDA A SOCIEDADE ORGANIZADA PARA UMA IMPORTANTE REUNIÃO

O Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares de Nova Cruz/RN - STRAFEdmilson Gomes da Silva (Negão), tem a honra de convidar a Prefeitura de Nova Cruz, EMATER, FETARN, BNB, Igreja Católica de Nova Cruz, CDL, CPC/RN, Representante da Agência da Previdência Social, sede de Nova Cruz, para uma reunião com os representantes das Associações Rurais e Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário de Nova Cruz/RN - CMDRSS, que realizará-se-a no dia 11 de janeiro do corrente ano na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares de Nova Cruz/RN, sito a Rua 13 de maio, 94 - Centro - Nova Cruz, a partir das 09:00 horas, Cuja pauta será após debates e discussões a elaboração de um calendário de Reuniões.  com a presença do Articulador do Território Terrasul.

Desde já nós que fazemos o STRAF de Nova Cruz agradecemos antecipadamente as presenças de todos e de todas.

Saudações sociais e sindicais,

Nova Cruz/RN, 03 de janeiro de 2018

EDMILSON GOMES DA SILVA (NEGÃO)
Presidente do STRAF - Nova Cruz/RN

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

O pobre de direita é um figurante de burguês


por José Menezes Gomes*


O pobre de direita se acha liberal mesmo não tendo capital e propriedade.

Ele é contra os direitos trabalhistas pois espera um dia ter capital e propriedade para ser um explorador da força de trabalho dos outros.

Ele é contra os direitos sociais pois acha que isto irá reduzir os seus lucros futuros, quando ele for capitalista e puder explorar os trabalhadores, sendo que ele é trabalhador mas não se reconhece como tal.

Ele é contra o Estado pois acha que quando ele tiver capital e propriedades não vai querer que o Estado estabeleça limites ao seu desejo de ficar rico explorando os trabalhadores.


O pobre de direita é o produto melhor elaborado pelos mecanismos de produção de ideologia burguesa para a defesa dos burgueses que tem capital, que tem propriedade e que estão na gestão do Estado para não pagar impostos, para receber subsídios e incentivos fiscais, para ganhar dinheiro comprando títulos da dívida pública e terem o controle dos meios de comunicação de forma a propor o mundo dos ricos como o objeto a ser defendido mesmo que a riqueza da burguesia fosse fruto da exploração dos também pobres de direita.

Ele passa a vida toda sonhando ser burguês, mas sem capital e propriedade e sendo explorado.

Entretanto, ele é muito útil para a burguesia, pois já que não tem nem capital, nem propriedade capitalista ele se torna o cão de guarda da classe que um dia sonha ser.

Sendo assim, ele vai para as ruas defender o capitalismo e vê nos trabalhadores esclarecidos e organizados os seus inimigos de classe.

O pobre de direita além de ser um figurante de burguês é terreno fértil para o fascismo.

Portanto, o pobre de direita é um figurante de Burguês que no momento de crise do capitalismo se comporta como um pitbull da burguesia na defesa de um governo de conteúdo fascista.

Como o pobre de direita tenta ser o espelho dos valores que ele acha que a burguesia tem, passa a ser machista, racista, homofóbico, etc.

Ele acaba sendo o portador dos principais preconceitos que a burguesia gerou e perpetuou como parte do seu sistema de dominação, porque precisa no racismo para pagar bem menos aos trabalhadores afrodescendentes.

Ser machistas por que os salários das mulheres é bem menor que os salários dos homens. Enfim, ele nega sua origem social e tenta ser o que não tem, pois se trata de um trabalhador sem consciência de classe.

Por isso se endivida para ter uma imagem diferente do seu real poder de compra.

São chamados de emergentes porque querem negar sua classe assumindo a aparência de burguês.

Ele come sardinha e arrota caviar, enquanto late sempre mais alto para mostrar à burguesia que está protegendo a propriedade do burguês, enquanto dorme fora da mansão que sonha um dia ser sua.

Ao envelhecer não vai ter emprego e muito menos vai poder pagar um plano de saúde.

Desta forma vai precisar de proteção social, porém passou a vida toda defendendo que bastava deixar a mão invisível agir, que o egoísmo sendo potencializado se chegaria ao bem estar coletivo, onde todos teriam chance de um dia ser rico, bastando apenas seu esforço individual e sua capacidade de assumir riscos.

O pobre de direita é um figurante de Burguês que late como pitbull e se cala sobre sua própria exploração.

José Menezes Gomes Professor do curso de Economia e do Mestrado em Serviço Social da UFAL.

Fonte: http://contrapontopig.blogspot.com.br/2018/01/n-23140-o-pobre-de-direita-e-um.html

A prova definitiva contra a Globo


do Blog do Garotinho
Vejam documentos do Tribunal do Brooklyn no processo do Fifagate
Até há pouco tempo eu mesmo cheguei a duvidar se conseguiriam pegar Ricardo Teixeira, Marco Polo Del Nero, Marcelo Campos Pinto e os irmãos Marinho. Mas com o desespero que tomou conta dos advogados de José Maria Marin, após sua condenação, não há mais dúvida. Cairão um por um dos dirigentes das confederações sul-americanas, inclusive alguns ex-presidentes, entre eles o mais "notável" e esperto, Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, além de atingir a própria cúpula da FIFA. A investigação chegou na seguinte situação: 


Marin para não pagar a conta sozinho começou a acusar Del Nero, que por sua vez está entregando Ricardo Teixeira, que por sua vez está entregando seus antigos companheiros de longa data dos esquemas de propina que envolveram dirigentes de vários países do mundo. 
Agora com a delação de J. Hawilla e Alejandro Burzaco, mostrando o caminho do dinheiro até as contas da T&T e de Júlio Grondona, ex-presidente da Associação de Futebol Argentina, é hora da Globo parar de mentir. 



Nas reportagens que faz sobre o Fifagate, onde só para garantir o direito de exclusividade na transmissão das copas de 2026 e 2030, mais torneios sul-americanos, a Globo está pagando propina de R$ 50 milhões, é hora de parar com o cinismo de dizer que a empresa "não sabia de nada." 



Está tudo lá bem explicadinho nos documentos do Tribunal do Brooklyn (Nova Iorque): "Os direitos foram transmitidos à TeleGlobo no Brasil. Para isso a T&T Netherland recolheria da TeleGlobo e usaria parte dos fundos para pagar subornos". Essa é só uma das acusações de Alejandro Burzaco. Ele afirma ainda que os preços dos direitos de transmissão foram colocados abaixo do valor real de mercado, para que houvesse espaço para propina. O depoimento dele somado ao de Marin, junto com os documentos enviados pela Promotoria da Suíça são arrasadores para a Globo. Está bem detalhado como Ricardo Texeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero receberam milhões pela transmissão de jogos da seleção brasileira, da Copa do Mundo, da Copa América e outros eventos. Só na Copa América de 2015, Teixeira, Marin e Del Nero receberam R$ 10 milhões. 



Se os investigadores entrarem no trabalho feito pela Promotoria da Suíça vão chegar em João Havelange, aliás considerado o "pai da propina". O promotor suíço que investigou Teixeira e Havelange encontrou as empresas pelas quais os dois cartolas receberam milhões de dólares ao longo de pelo menos 20 anos. Como explica bem o promotor suíço, e agora confirmado pelas investigações americanas, não existe propina recebida sem pagador. Claro que Marcelo Campos Pinto, ex-diretor de Esporte da Globo, nunca comprou direitos de transmissão para si nem muito menos usando o próprio dinheiro. A Globo agora está lascada. O próximo caminho da Justiça dos Estados Unidos é fazer o que a Suíça infelizmente não fez. Lá a FIFA, sob o comando de Joseph Blatter, escalou um batalhão de advogados para defender Ricardo Teixeira, e ele deve pagar apenas uma multa de US$ 2,5 milhões. Já a Justiça americana deve indiciá-lo juntamente com Marco Polo Del Nero e mais uma gama de dirigentes esportivos. O indiciamento está muito próximo, e já prevendo que sua pena será longa, já que diversos delatores estão envolvendo seu nome e de seu ex-sogro João Havelange, Teixeira sabe que só escapará se fizer o que J. Hawilla fez, delatar e pagar uma multa bilionária. É bom lembrar que J. Hawilla, o ex-sócio da Globo está pagando uma multa de R$ 500 milhões para cumprir prisão domiciliar nos Estados Unidos. Dinheiro nunca foi problema para Ricardo Teixeira. Suas fazendas, apartamentos em Paris, mansão na Flórida e outros bens garantirão o cumprimento das obrigações que virão da Justiça americana. 



A delação é que está deixando-o numa encruzilhada. Ele terá que entregar décadas de negociatas de bastidores com a família Marinho, iniciadas quando a Globo ganhou de João Havelange os direitos de transmissão da Copa do Mundo da Argentina de 1978, portanto há 40 anos atrás. Resta saber se a Justiça brasileira fará alguma coisa, ou ficará assistindo de camarote a Justiça americana mostrar a vergonha ocorrida durante décadas, que destruiu o futebol brasileiro. É bom lembrar que a Copa do Mundo foi o escândalo que todos nós sabemos. Até hoje o Brasil, especialmente o Rio paga a conta da farra que consumiu bilhões de reais. Como castigo terminou no vexaminoso 7 a 1 da Alemanha. É importante ressaltar que o julgamento nos Estado Unidos está sendo conduzido pelos departamentos de Justiça e do Tesouro, por meio do FBI, e revela crimes de extorsão, organização mafiosa, fraudes financeiras e lavagem de dinheiro. A juíza do caso, Pamela Schen, não está livrando a cara da Fox Sports americana, da Televisa mexicana, da MediaPro, da Espanha, por que livraria a cara da Globo? 



Nos depoimentos as afirmações contra a Globo são contundentes e não há escapatória para a empresa que só na última Copa do Mundo, enquanto governos estaduais e o governo federal ficaram mergulhados em dívidas, no caso do Rio sacrificando até salários de servidores, recebeu mais de R$ 2,853 bilhões em patrocínios, além de vergonhosos R$ 30 milhões, doados pelo Governo do Rio e Prefeitura do Rio, leia-se Sérgio Cabral e Eduardo Paes, para transmissão do sorteio dos grupos da competição, realizado na Marina da Glória. A Globo detém 57% das ações da Geo Eventos, e a RBS, sua afiliada no sul, outros 35%, ou seja 92% da Geo Eventos, que ficou com grande parte da grana da Copa também foi parar na mão da Globo. 



Não tem desculpa. Assim como a quadrilha liderada há 40 anos por João Havelange, que teve como sucessor Ricardo Teixeira, a Globo é propineira, e quem diz isso não é um juiz de primeira instância, mas investigações independentes feitas fora do Brasil, porque em terras brasileiras juízes decidem como numa escabrosa sentença onde o magistrado ao mandar trancar um processo que investiga a CBF termina com a seguinte pérola: "O que importa é que o futebol é a nossa paixão e agora somos penta". Acreditem, mas é verdade, está tudo nos anais da Justiça do Rio. 




Fonte: Luis Nassif Online

EM 2018 ANTES DE VOTAR LEIA O ANALFABETO POLÍTICO!!

O Analfabeto Político O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vid... Frase de Bertolt Brecht.
O Analfabeto Político

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.


terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Adesão do MTST amplia jornada de movimentos sociais em defesa de Lula

postado por 
Em resposta a entrevista polêmica de deputado do Psol, movimento defende que toda a esquerda deve manter-se unida na luta por direitos e em defesa da democracia
da Rede Brasil Atual

São Paulo – O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) divulgou no final de 2017 nota por meio da qual defende a presença da organização nas articulações sociais e populares em defesa da democracia e do direito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disputar a eleição presidencial deste ano.

A defesa do ex-presidente tem reafirmado reiteradamente que o julgamento-relâmpago em segunda instância, marcado para 24 de janeiro, é parte do processo de perseguição judicial com objetivos políticos – definido como lawfare no vocabulário jurídico internacional.

O texto do MTST vai ao encontro do vêm afirmando as principais organizações do país – como CUT, Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), União Nacional dos Estudantes (UNE), Frente Brasil Popular, Levante Popular da Juventude, entre outras – de que a operação é uma “clara tentativa” de retirar Lula da disputa.

“O MTST se coloca na luta em defesa do direito de Lula ser candidato. Trata-se de defender a democracia contra mais um passo do golpe, até porque esse julgamento tem se demonstrado profundamente antidemocrático, baseado mais em certas convicções do que em provas concretas. Por isso estaremos em Porto Alegre no dia 24 de janeiro construindo as manifestações”, afirma o movimento liderado pelo também presidenciável Guilherme Boulos.
A antecipação do debate eleitoral de 2018 tem sido tema de inúmeras discussões no campo da esquerda. A coordenação do MTST tem debatido o convite feito pelo Psol a Guilherme Boulos, para a disputa presidencial, com serenidade e respeitando os tempos da construção coletiva”, assinala a nota.

“Colocaremos nossa posição tão logo essa discussão se conclua internamente e junto com companheiros do Psol. Neste momento, porém, acreditamos que toda a esquerda deve se unir mais uma vez na luta por direitos e em defesa da democracia.”

A afirmação ocorre dias depois de o deputado estadual pelo Psol do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo, um dos principais expoentes da legenda em nível nacional, defender a filiação e candidatura de Boulos, mas, ao mesmo tempo, colocar em dúvida a necessidade e a possibilidade de união das esquerdas no embate eleitoral deste ano.

A mobilização pela democracia e pelo direito do ex-presidente a um julgamento imparcial e a ampla defesa começa o ano reforçada.

A CUT orientou todas as entidades sindicais filiadas a convocar suas bases a participar dos atos programados em defesa de Lula antes e durante o julgamento pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) em 24 de janeiro em Porto Alegre.

Estão previstas caravanas para a capital gaúcha e concentrações por todo o Brasil.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, afirmou que o processo contra Lula converteu-se em “linchamento político”, como parte de um “processo político de perseguição a Lula e ao que ele representa”.
Nos primeiros dias do ano, estima-se que o manifesto “Eleição sem Lula é Fraude”, com adesão de personalidades como a ex-presidenta da Argentina Cristina Kirchner, o filósofo norte-americano Noam Chomsky, o compositor Chico Buarque, os escritores Raduan Nassar e Milton Hatoum, os jornalistas Hildegard Angel e Mino Carta, o jurista Fábio Konder Comparato, o economista e ex-ministro Luiz Carlos Bresser-Pereira, e inclusive Boulos, ultrapasse a marca de 100 mil assinaturas.

NOTA DE FIM DE ANO DO MTST

Unidade contra os retrocessos e em defesa da Democracia
O ano de 2017 marcou o aprofundamento do golpe no Brasil: cortes de programas sociais, perdão de dívidas dos ruralistas, venda do Pré-Sal, isenção de impostos para petroleiras multinacionais, mudanças na legislação ambiental…

Enfim, o cardápio de retrocessos de Temer foi variado.
O ponto mais grave foi a aprovação da Reforma Trabalhista, proposta que foi propagandeada como um mal necessário para recuperar a geração de empregos e mostrou suas consequências já no primeiro mês de aplicação: 12,3 mil vagas formais fechadas no Brasil.
É claro que todos esses ataques enfrentaram resistência, especialmente no primeiro semestre.

Em abril, o povo se mobilizou em todo o país construindo a maior Greve Geral dos últimos anos, com 35 milhões de brasileiros e brasileiras em paralisação.
No dia 24 de maio, 200 mil pessoas ocuparam Brasília.

O MTST também esteve presente nas mobilizações e iniciou o ano com uma ocupação de 22 dias na avenida Paulista pela retomada do programa Minha Casa Minha Vida – Entidades.
Organizamos também grandes ocupações nas periferias, a exemplo da Povo Sem Medo em São Bernardo do Campo.
O ano de 2018 se aproxima com o anúncio de novos retrocessos.
O governo Temer já programou a votação de Reforma da Previdência para fevereiro.

Precisaremos novamente de muita unidade para a construção de mobilizações e paralisações.
Além disso, enquanto as discussões a respeito do Sistema Parlamentarista ou Semi-Presidencialista crescem em Brasília, o julgamento do ex-presidente Lula no TRF-4 em Porto Alegre foi marcado em tempo recorde, para 24/1, numa tentativa clara de retirá-lo da disputa presidencial através do tapetão.

O MTST se coloca na luta em defesa do direito de Lula ser candidato.
Trata-se de defender a democracia contra mais um passo do golpe, até porque esse julgamento tem se demonstrado profundamente anti-democrático, baseado mais em certas convicções do que em provas concretas.

Por isso estaremos em Porto Alegre no dia 24 de janeiro construindo as manifestações.
A antecipação do debate eleitoral de 2018 tem sido tema de inúmeras discussões no campo da esquerda.

A coordenação do MTST tem debatido o convite feito pelo PSOL a Guilherme Boulos, para a disputa presidencial, com serenidade e respeitando os tempos da construção coletiva.

Esta possibilidade, aliás, surgiu do acúmulo social e organizativo do MTST e de debates amplos como os promovidos pela plataforma Vamos, que desde sua origem busca construir a mais ampla unidade entre a esquerda.

Colocaremos nossa posição tão logo essa discussão se conclua internamente e junto com companheiros do PSOL.

Neste momento, porém, acreditamos que toda a esquerda deve se unir mais uma vez na luta por direitos e em defesa da democracia.
“Os caídos que se levantem!
Os que estão perdidos que lutem!

Quem reconhece a situação como pode calar-se?
Os vencidos de agora serão os vencedores de amanhã.
E o ‘hoje’ nascerá do ‘jamais’.”
Bertold Brecht – O elogio da dialética


COORDENAÇÃO NACIONAL DO MTST

Fonte: desabafopais.blogspot.com.br