sábado, 7 de novembro de 2015

Ajuste tucano em SP afeta em cheio a vida de milhares de pessoas


A pretexto de pre­parar es­co­las para atender a “demandas específicas” conforme as faixas etárias, e em tese melhorar o ensino na rede pública, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), resolveu fechar 94 escolas em 36 municípios distribuídos pela Região Metropolitana, litoral e interior, e extinguir o ensino noturno, inclusive dedicado à suplência, no conjunto da rede. Isso sem consultar quaisquer setores da sociedade, apenas algumas diretorias de ensino.

A salvação dessas unidades está agora nas mãos de prefeitos. A decisão de Alckmin prevê que parte da lista já está liberada para ser assumida por prefeituras – se isso não acontecer, a escola será fechada.

Para justificar o desmonte, a Secretaria da Educação pretende fazer funcionar, já no começo do próximo ano, 2.197 escolas em ciclo único. Dessas, 799 receberão apenas o ensino médio, 832, os anos iniciais do ensino fundamental e 566, os anos finais. Há 315 que continuarão oferecendo ensino fundamental e médio. Nessa primeira etapa, não serão “reorganizadas” 2.635 unidades. Deverão ficar para as próximas fases do processo de “reorganização”, a partir de 2017, colocando em risco grande parte delas.

Alckmin alega que as escolas serão “cedidas” aos municípios porque “sobram vagas no ensino fundamental e médio e faltam em creches e Emeis (escolas municipais de educação infantil)”. Mas ensino infantil não é responsabilidade dos estados, conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), e sim dos municípios. O governo que se omite em repassar recursos aos municípios para complementar o financiamento do setor, conforme determina a Constituição, ainda não procurou os prefeitos para discutir o destino das escolas, que teriam de ser adaptadas às necessidades de crianças de até 5 anos.

“Acompanhamos tudo pelos jornais, pelo Diário Oficial. Não fomos procurados. Temos grande demanda por creches e pré-escolas, mas as escolas que deverão ser transferidas, segundo noticiado, não atendem à nossa necessidade. São grandes, para atender a alunos do ensino médio. E as condições desses prédios são as piores no município, que teria de investir pesado para atender de forma digna a população”, diz o secretário da Educação de Santo André, Gilmar Silvério.

Desmentidos

Era de se supor um momento de desmobilização dos professores, voltados à reposição de aulas após uma greve de três meses, e dos alunos, preocupados com o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem. Pode ter sido esse o raciocínio do secretário estadual da Educação, Herman Voorwald, quando anunciou, em 23 de setembro, o projeto autoritário. O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) começou a divulgar informações recebidas das escolas que estariam na lista de Herman. Assim como escondeu a crise no abastecimento de água e a violência de sua polícia durante a campanha eleitoral, Alckmin negou o fechamento. Não colou.

O estado foi tomado por manifestações estudantis e de professores apoiadas pela comunidade. O movimento começou com debates internos e protestos no entorno de escolas da capital, da Região Metropolitana e do interior, e ganhou grandes centros. A mais recente, em 29 de outubro, o Grito pela Educação, levou milhares de pessoas à Avenida Paulista. Duas semanas antes, o Ministério Público abriu inquérito. Iniciativas começaram a ser tomadas também nas Câmaras Municipais e na Assembleia Legislativa.

Santo André, no ABC paulista, tinha seis escolas na lista de Herman. A grande pressão estudantil não comoveu o governo, que vai fechar a Professor José Augusto de Azevedo Antunes, na região central, e a Valdomiro Silveira, no Jardim Silvana, próximo ao município vizinho de Mauá. Mas foi vitoriosa ao impedir que o Américo Brasiliense fosse transformado em posto do Poupatempo. Os colegas Fernanda Donegá, Alice Rodrigues, Érica de Oliveira e Paulo Roberto dos Santos, todos do 3° ano do ensino médio, estiveram nos atos, inclusive no “abraço” ao edifício tradicional. “Estamos de saída, indo para a faculdade, mas nos preocupamos com aqueles que precisam trabalhar e ter uma escola como esta, no centro”, resume Paulo Roberto.

Quando o projeto se tornou público, era cogitado o fechamento de mais de mil escolas em todo o estado. Com a pressão nas ruas e o debate acirrado nas redes sociais, em que estudantes e professores estampavam cartazes com as frases “Alckmin inimigo da educação” e “Alckmin exterminador do futuro”, circulou entre as diretorias de ensino a suspeita de que o governo retiraria o pacote impopular para reverter essa imagem. Acabou oficializando 94.

Com apoio crescente, os manifestantes temem o agravamento da superlotação de salas, a piora do ensino e a evasão. De acordo com a Apeoesp, a situação foi agravada a partir do início deste ano, quando foram fechadas cerca de 3 mil turmas – que o governo chama de “ociosas” e que estaria reativando com seu pacote. Não é difícil entender o que significam classes com mais de 50 alunos espremidos.

Os professores têm perda média de 15 minutos por aula, no esforço de atrair a atenção da turma e fazer chamada. Os conteúdos são comprometidos pela falta de tempo e espaço para a atenção individual, reflexões e debates. Em uma suposição mais otimista, com turmas de 40 alunos, um professor que dá aula para 16 turmas – o que não é raro – tem 640 alunos. Como a correção e comentários de uma prova toma cerca de dez minutos, ele necessitaria de mais de 100 horas somente para essa atividade.

“Mesmo trabalhando em finais de semana, feriados, e sem receber, não temos como avaliar o aluno adequadamente”, diz o professor de Geografia Maurício Costa, da Escola Estadual Calhim Manoel Abud, na Vila Califórnia, zona sul da capital.

Em vez de justificar a desativação de prédios, a propalada “queda na demanda por questões demográficas” poderia ser convertida em melhora da qualidade do ensino. “Se é verdade o que diz o secretário, que o governo pretende melhorar a qualidade da educação, devia aproveitar para diminuir a superlotação”, diz o deputado Carlos Giannazi (Psol), da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia paulista. “Pelos critérios atuais, classes com 35 alunos são consideradas superlotadas. Imagine com mais de 50.”

Localizada no valorizado bairro da Chácara Santo Antônio, zona sul da capital, a Escola Estadual Padre Saboia de Medeiros esteve na lista. Com aproveitamento de mais de 100% no Idesp – indicador de qualidade do ensino do governo estadual – e histórico de sucesso de seus alunos em vestibulares disputados, a comunidade escolar resistiu.

Não aceitou a desativação de um colégio público prestigiado, com sala de recursos para alunos surdos e projetos de sustentabilidade em parceria com empresas, como reservatórios de água de chuva, coleta seletiva e horta comunitária, curso de fotografia, sala de leitura que tem como voluntária Sônia Mindlin, filha do bibliófilo e empresário José Mindlin (1914-2010), treinamento de rúgbi com atleta de seleção.

Os 800 alunos do Saboia, a maioria trabalhadores, moradores da favela Real Parque, Capão Redondo e Guarapiranga, foram às ruas com apoio da direção. “Devemos continuar mobilizados, alertas a quaisquer manobras do governo para tentar fechar o Saboia nas próximas etapas de seu projeto”, diz a diretora Denise Elisei.

Luta de classes

Para Denise, o temor se justifica pelo fato de não poder abrir novas matriculas para 2016 e o Saboia estar no centro de uma luta de classes. Os moradores antigos ou que herdaram suas casas naquele que foi um bairro operário defendem a escola e matriculam ali os seus filhos. “Para os que se mudaram depois da valorização da região, com prédios de alto padrão, melhor fechar e fazer aqui um shopping”, diz.

A parceria com a especulação imobiliária é outra aposta dos críticos do governo. De acordo com o professor da Universidade Federal de São Carlos Gilberto Cunha Franca, autor da tese Urbanização e Educação: Da escola de bairro à escola de passagem, defendida em 2010 na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, o governo de Mário Covas – Alckmin era o vice – extinguiu as escolas José Alves de Camargo Vila Mafra, na Vila Formosa, e a Martim Francisco, na Vila Nova Conceição. Os terrenos foram vendidos para a construção de prédios de alto padrão.

Franca pesquisou as escolas desativadas a partir de 1995, quando foi baixado o chamado Programa de Reorganização das Escolas da Rede Pública Estadual, imposto pela então secretária da Educação de Covas, Rose Neubauer. Ainda não se sabe ao certo quantas escolas foram fechadas. Fala-se em 148 entre 1995 e 1996. Se forem consideradas as que o estado deixou de manter, transferindo para municípios, o número é de 864 apenas entre 1995 e 1999. No período, o número de professores caiu de 237 mil para 209 mil.

Entre 1995 e 2007, os governos tucanos de Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra desativaram 34 escolas na capital paulista. Algumas foram transformadas em unidades administrativas da Secretaria da Educação ou em unidades da Polícia Militar.

Agora, Alckmin vai transferir para a gestão municipal 25 prédios, a maioria em regiões periféricas ou de grande vulnerabilidade social. Apenas na favela de Paraisópolis serão três, mais duas em conjuntos habitacionais populares, e outras distribuídas por Itaquera, Parada de Taipas, Pirituba, Jardim São Luís e Piqueri, entre outros bairros. Muitas dessas unidades ofereciam classes de suplência.

Risco de evasão

O presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo, entende que o desmonte na periferia expõe o lado nefasto do atual projeto quando comparado ao de 1995, quando foram desativadas escolas em regiões mais centrais. “A medida de Alckmin vai aumentar em médio prazo a evasão escolar. Ao ter de se deslocar para estudar em outros bairros ou mesmo municípios, como deverá acontecer principalmente nas cidades pequenas do interior, muitos estudantes vão acabar deixando a escola.”

O abandono escolar, segundo ele, é outra face do cerceamento ao direito à educação. O aluno expulso do sistema educacional terá dificuldade para reingressar. “A educação de jovens e adultos tem sido desmontada com o fechamento de salas, sobretudo no período noturno. Com o fechamento de escolas que ofereciam EJA (Educação de Jovens e Adultos), os alunos vão sendo jogados de um polo para outro, mais longe, até que desistem novamente de estudar”, afirma.

Professor de Geografia e de Sociologia na rede estadual, Douglas lembra que a primeira “reorganização”, há 20 anos, deixou marcas profundas. Na época o discurso era o mesmo: adequar os espaços para melhorar a educação.

“Junto com a reorganização vieram o fechamento dos centros de formação de professores, a aprovação automática, que nada mais é que a política do desocupar banco para economizar, e a superlotação. Não houve nenhum avanço. E agora querem piorar o que já estava ruim”, diz o dirigente. Para ele, as manifestações, crescentes, refletem a crise de credibilidade do governo que esconde informações da população e não assume os graves problemas na educação, transportes, segurança e gestão da água.

Na Vila Sabrina, zona norte da capital, a aposentada Maria de Lourdes Ramos, 80 anos, viu a Escola Estadual Professor ­Victor dos Santos Cunha ser construída, há cerca de 40 anos, e ser sucateada nos últimos 20. Ali estudaram suas filhas, que depois fizeram faculdade e passaram em concursos públicos. “Não faltavam professores e o prédio não tinha a aparência degradada, de presídio, que tem hoje, cheia de grades. Nestes 20 anos, o governo abandonou a escola, que foi ficando feia e violenta, que nem os professores querem vir. Os pais foram tirando os filhos. Ficaram só os mais pobres”, desabafa.

O Victor Cunha foi poupado, mas não a escola Professora Laís Amaral Vicente, nas imediações.“É muito triste ouvir que vão fechar, deixar as crianças soltas na rua sem ter escola para estudar. Se com a escola já está difícil, imagina sem”, diz a dona de casa Maria José Siqueira, 65 anos. “Deviam procurar outra alternativa que não o fechamento.”

Moradora do Jardim Peri Alto, também na zona norte, a aluna Lesleiany Mithelle de Sousa critica o projeto que quase fechou sua escola, o Francisco Vocio. Para ela, é um retrocesso incompatível com o estado mais rico da federação. “O projeto é a volta ao passado, ao tempo de nossos pais e avós, que tinham de andar muito para poder estudar.”

A presidenta da Apeoesp, Maria Izabel de Azevedo Noronha, a Bebel, acredita que o governo anunciou uma lista reduzida de escolas a serem fechadas para desmobilizar estudantes e professores. “Ele recuou momentaneamente. Mas vai querer levar o fechamento adiante. E a reação popular vai prosseguir.”

Sem projeto econômico

O projeto tucano de “reorganização”não consta do Plano Estadual de Educação de São Paulo, em tramitação na Assembleia Legislativa. Foi tirado da cartola menos de dois meses depois de o Tribunal de Contas do Estado apontar ressalvas às contas do governador. Pelo quarto ano seguido, os conselheiros apontaram déficit orçamentário. Só no ano passado, os gastos superaram as receitas em R$ 355 milhões. Em 2013, R$ 994 milhões; em 2012, R$ 982 milhões; em 2011, R$ 1 bilhão. O tesouro estadual viu seu cofre minguar de R$ 7,9 bilhões, em 2012, para R$ 1,8 bilhão no ano passado. Caiu também a arrecadação estadual, de R$ 136,2 bilhões para R$ 131,5 bilhões.

Nos seis primeiros meses deste ano, a arrecadação foi menor do que em igual período de 2014. O PIB paulista recuou 1,8% no ano passado, quando o PIB nacional ficou estável, com variação de 0,1%. A falta de investimentos em infraestrutura abala a economia do estado. Dados da Fundação Seade mostram que, em 1995, a riqueza produzida no estado correspondia a 37,8% do PIB nacional. No ano passado, caiu para 28,7%. Mesmo assim, ainda é a maior entre as unidades da federação, e contribui para puxar para baixo o PIB nacional. 


Fonte: RBA
vermelho.org.br

Em crise, Veja não segura seus reacionários

A revista Veja demitiu nesta sexta-feira (6) a apresentadora do seu canal de vídeos (a TVeja), Joice Hasselmann. Esta é a terceira demissão de comentaristas e blogueiros direitistas só neste semestre. Antes dela, os blogueiros Rodrigo Constantino e Ricardo Setti já haviam sido desligados. Mais recentemente, Caio Blinder, colunista do site em Nova York, foi também despachado.



Joice foi denunciada por 65 plágios de veículos como Gazeta do Povo, Bem Paraná e G1 pelo Conselho de Ética do Sindicato dos Jornalistas do Paraná (Sindijor-PR), que comprovou a cópia dos conteúdos. Ela tinha amplo espaço no canal de vídeos, mas vinha perdendo espaço desde a denúncia (aqui).

Rodrigo Constantino é um entre vários discípulos do ultraconservador Olavo de Carvalho que foram colocados no site da revista nos últimos tempos. Sua demissão não sinaliza uma mudança na linha editorial de direita da Veja. Confirma, apenas, que as coisas estão realmente ruins para a Abril. Pouco tempo atrás, a Veja não conseguiu segurar um de seus mais conhecidos jornalistas, Lauro Jardim, da seção Radar. Lauro foi para O Globo.

Pouco depois de sair da revista, Constantino atacou a publicação Ele não gostou de ler em Veja um editoral contra mudanças no Estatuto do Desarmamento. Então, ele disse que a revista aderiu “a teses da esquerda” e terá “morte horrível”.

É óbvio que a Veja não chegou nem perto de qualquer tese da esquerda. Mas em uma coisa o Constantino pode ter razão: a publicação caminha para uma "morte horrível".

2015 tem sido um ano particularmente difícil para a publicação. Suas versões regionais de Belo Horizonte e de Brasília foram canceladas. No primeiro semestre, foram 49 demissões (lembre aqui). 

O encolhimento de Veja é a última etapa do enfraquecimento da Editora Abril, que já teve metade do seu imponente prédio devolvido, várias revistas descontinuadas e seu braço educacional, a Abril Educação, vendido (aqui).

Abaixo análise do jornalista Paulo Nogueira, do DCM, sobre o declínio da Veja no campo jornalístico:

A Veja não chegou a este grau de miséria jornalística expressa no caso Romário de repente.

Foi uma longa jornada.

O marco zero foi a substituição, no final dos anos 1990, de Mario Sergio Conti por Tales Alvarenga na direção da redação.

Ali, Roberto Civita deixou claro que era ele que iria editar a revista.

Foi uma ocupação de espaço progressiva. O primeiro diretor da Veja, Mino Carta, tinha carta branca.

Em seu contrato, estava acertado que os Civitas só comentariam a revista depois que ela chegasse às bancas.

Era um acerto que refletia o espírito do patriarca da Abril, Victor Civita, à época no comando, mas não o de seu filho e herdeiro, Roberto.

VC não competia com seus editores: era apenas um empreendedor. Jamais se teve na conta de editor, ou jornalista, e muito menos um intelectual.

Com VC já se despedindo das funções executivas da Abril, Roberto pressionou pela saída de Mino.

Queria mais espaço. E teve.

O segundo diretor da Veja, José Roberto Guzzo, representou a entrada de Roberto nas decisões editoriais da Veja.

Era impensável um contrato nos moldes do de Mino.

Eu era um jovem repórter quando entrei na Veja, em 1980, no início da Era Guzzo.

Já houvera uma transferência efetiva de poder, mas as aparências eram mantidas.

RC raramente aparecia na redação. Nas noites de quinta, véspera do fechamento, Guzzo descia da redação no sétimo andar do prédio da Marginal do Tietê e ia para o sexto, onde ficava a sala de RC.

Ali, despachavam. Quase sempre Guzzo estava acompanhado de seu adjunto, Elio Gaspari, jornalista marcante na Veja de então.

Uma alteração de forte caráter simbólico veio na Carta do Editor. Mino, desde o início, a assinava com as iniciais MC.

Com sua saída, Guzzo passou a assiná-la com JRG. Em suas férias de janeiro, você encontrava as iniciais EG na carta. Era Elio Gaspari.

Não demorou muito e as iniciais desapareceram. A carta deixou de ser assinada, embora Guzzo a escrevesse.

Era uma mensagem. Nela, estava a opinião da Abril, e não dos diretores de redação da Veja.

Mesmo sem os poderes de Mino, Guzzo ainda tinha mais autonomia do que RC desejava.

Guzzo, nos anos 1980, levou a Veja rumo a quase 1 milhão de exemplares. Mas mesmo assim quando ele disse a Roberto que gostaria de sair da direção este não opôs resistência nenhuma.

“Ele logo gostou”, me disse, anos depois, um diretor da Abril que participou da sucessão de Guzzo. “Depois de alguns minutos, o Roberto perguntou ao Guzzo quando ele gostaria de sair.”

Mario Sergio Conti, o sucessor de Guzzo, deveria ser um passo a mais na tomada de poder por RC.

Mas, no meio do caminho, aconteceu o caso Collor.

Conti se deixou inebriar. Achou que ele tinha derrubado Collor. Passou a se comportar como uma celebridade jornalística, e isso não estava no programa de RC.

O prédio todo comentou um dia em que RC, durante o caso Collor, foi com amigos à sala de Conti para mostrar “seus meninos” em ação.

Conti falava ao telefone com Claudio Humberto, fonte na história, e fez um sinal rápido para que RC e comitiva esperassem do lado de fora da sala enquanto ele estivesse ao telefone.

Roberto não se livrara de Mino e deixara sair Guzzo para enfrentar esse tipo de embaraço na frente de amigos.

De resto, a Abril, embora grande, era pequena demais para dois derrubadores de presidente.

Conti estava tão liquidado quanto Collor.

O sucessor de Conti, Tales Alvarenga, um apagado editor de carreira que subiu na hierarquia por inércia, significou um novo e enorme passo para que Roberto reinasse sem contraponto na Veja.

Tive um papel nesta sucessão. Na época, eu era diretor de redação da Exame. Durante um ano, em segredo, um pequeno grupo liderado por RC discutiu quem substituiria Conti.

Começaram com vinte nomes, e chegaram a dois, finalmente. Marcos Sá Corrêa e eu. Num encontro num hotel em Portugal (a Abril tinha montado uma editora lá) o grupo chegou a um nome. O meu.

Quando Conti soube que era eu, vazou para os editores da Veja. Foi um tumulto na redação.

Eu liderara um processo de renovação na Exame, e a velha guarda da Veja temia que eu pudesse mexer nela.

Tales Alvarenga, então adjunto de Conti, decidiu se demitir. Ele marcou uma conversa com RC na qual entrou demissionário e saiu diretor.

Roberto percebeu, ali, que Tales, um burocrata pouco brilhante, faria tudo que ele gostaria sem opor nenhum tipo de sombra.

Eu era uma incógnita para RC, neste sentido. Poderia ser controlado? Não era esta exatamente minha fama na Abril, a de um cordeiro.

Tales fez, como diretor, o que RC esperava. O papel do diretor de redação da Veja ficou ainda menor.

De Mino a Guzzo, de Guzzo a Conti, de Conti a Tales, o diretor foi progressivamente minguando.

O apogeu deste processo se deu quando Tales, já perto dos 60 anos e desgastado fisicamente por muitos anos de entrega desvairada à Veja, foi substituído.

O novo diretor, Eurípedes Alcântara, foi a etapa definitiva para a dominação de Roberto.

Ainda hoje no cargo, Eurípedes se prestou basicamente a transformar em capas, títulos, textos e legendas as determinações do patrão.

Roberto já passava a se apresentar publicamente como “editor” da Veja.

Seu sonho se realizara na plenitude, enfim, depois de um longo percurso.

Esta era a boa notícia.

A má é que Roberto jamais foi um jornalista, um editor. Era filho do dono, e ponto. Não sabia escrever, não sabia editar um texto, não sabia fazer uma legenda, não sabia fazer uma chamada de capa. Era um sujeito pessoalmente encantador, mas confuso e detalhista, e isso se refletiu em seu desempenho como empresário e como editor.

Sem contraponto de editores profissionais, a falta de noção de Roberto se esparramou pelas páginas da Veja.

Quando as limitações editoriais de RC se somaram a seu ódio por Lula, a Veja virou o que é hoje.

Numa aberração histórica, a revista publicou um dossiê que atribuía conta no exterior a Lula, como agora no caso de Romário.

No meio do texto, estava escrito que a revista não conseguira “nem confirmar e nem desmentir”. Mesmo assim, publicou.

Outro dia, ao ler o rumor de que a Abril estava prestes a pedir recuperação judicial, brinquei com a turma do DCM. “Só faltava a gente publicar isso dizendo que não conseguíramos confirmar ou desmentir.”

Mas é claro que esse tipo de coisa não faz parte de nossos valores editoriais. Era apenas uma piada.

Mas para a Veja tal procedimento tem sido uma realidade, com preço tenebroso para as vítimas dos assassinatos de reputação empreendidos pela revista.

Tinha que dar no caso Romário.

A destruição da cultura editorial da Veja não poderia se limitar ao PT e a Lula. Ela acabou se espalhando, como um câncer, por toda a revista.

Quando um redator-chefe manda que escrevam uma crítica laudatória de várias páginas sobre seu romance, é porque só sobraram ruínas editoriais. (O autor desse atentado contra a decência, Mario Sabino, levou sua cultura jornalística para o site Antagonista, que edita ao lado de Mainardi, outro símbolo da Veja desgovernada.)

A diferença, agora, é que o falso extrato de Romário foi parar na polícia e na Justiça da Suíça.

No Brasil, não aconteceria nada. Apesar das provas coletadas por Romário, a Veja continuou a agredi-lo.

Uma matéria na edição impressa que está nas bancas afirmou, no título: “A conta não fecha, Peixe.”

Blogueiros como Augusto Nunes e Felipe Moura Brasil também investiram contra Romário pouco antes do pedido de desculpa.

É possível agora, com o caso chegando à Suíça, que os donos da Abril comecem enfim a se preocupar com o passivo jurídico de uma revista sem o menor compromisso com a apuração dos fatos.

Não existe, a rigor, surpresa na história. Você poderia perguntar: por que a Veja não perguntou para o banco se Romário tinha mesmo uma conta? Foi o que ele mesmo, Romário, fez.

Mas não.

Este tipo de cuidado básico no jornalismo foi exterminado por Roberto Civita – com a contribuição milionária de Eurípides Alcântara. 


Fonte: Brasil 247
-vermelho.org.br

Justiça Eleitoral inicia campanha de incentivo aos jovens a fazer alistamento eleitoral

tre-rn-urna-eletronica-biometriaDurante todo este mês de novembro, a Justiça Eleitoral brasileira inicia uma campanha de incentivo aos jovens de 16 e 17 anos, para os quais o voto é facultativo, a fazer seu alistamento eleitoral e, assim, exercer o direito de voto nas eleições municipais em outubro de 2016.
A Campanha do Jovem Eleitor terá sua veiculação até 20 de Novembro em todo o país, pelas emissoras de rádio e TV , mídia impressa e online da Campanha Jovem Eleitor, desenvolvida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que tem o objetivo de fortalecer a cidadania e estimular o interesse dos adolescentes pela política.
Fonte: Robson Pires

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

CÂMARA APROVA POR UNANIMIDADE O PMPI - PLANO MUNICIPAL DA PRIMEIRA INFÂNCIA

 Inicio da Sessão

 Mesa que coordenou as votações (Fernando, Edson e Aluisio)
 Vereadores, Gelson, Thiago, Cesar, Dinho e Fátima
 Momento da leitura do Projeto 021/2015 - PMPI, feita pelo Secretário da Mesa Fernando Bezerra
 Intervenções favoráveis ao Projeto de Lei (Poder Executivo)

 Vereadores (da esquerda p/ a direita): João da Praça, Antônio Gomes, Valdo, Beto e João Catolé
Na Sessão de hoje (5) a noite a Câmara Municipal de Nova Cruz/RN, após a Apresentação e Discussão o Projeto de Lei de nº 021/2015, que trata do Plano Municipal da Primeira Infância - PMPI foi Aprovado por UNANIMIDADE pelos 13 (treze) vereadores presentes a sessão. Agora o Projeto será encaminhado para o Prefeito Cid Arruda Câmara Sancioná-lo.  Valeu a luta de todos, valeu a garra, a determinação, as inúmeras reuniões debatendo o PLANO, valeu o Fórum e o CMDCA, que aprovaram o PLANO e hoje é LEI!

O plano será implantado pelo período de 10 (dez) anos, ou seja, até 2025.  E a Comissão Intersetorial, o CMDCA, o CMAS, o Conselho Tutelar, a Câmara Municipal e a própria sociedade fiscalizar sua execução, principalmente na sua essência.

Foi aprovado também na mesma sessão os Projetos que cria o Sistema Municipal de Assistência Social e o que cria o Conselho Municipal de Assistência Social - CMAS, ambos também foram aprovados por unanimidade (13 votos), lembrando que a Câmara tem hoje 13 (treze) vereadores/as.

Ressaltamos os empenhos dos nobres vereadores; Thiago Vicente, Gelson Vitor, Beto Martins, Edson Moreira, Antonio Gomes e Fernando Bezerra pelo desempenho ressaltados na sessão na defesa pela sua aprovação.

Vereadores que participaram da sessão: Edson Moreira - Presidente;  Fernando Bezerra - 1º Secretário - Aluisio Sena - 2º Secretário (esses conduziram a sessão); João Pedro da Costa; Gelson Vitor; Thiago Vicente (Relator); Beto Martins (Presidente da Comissão de Justiça), Valdo Barbosa; Antônio Gomes; Fátima Morais; João Catolé; César Melo e Dinho.

Aviões do Forró lamenta morte e diz que dançarina fez teste na banda há 12 anos

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Ana Carolina
A banda Aviões do Forró lamentou, por meio de um comunicado oficial, a morte da dançarina cearense Ana Carolina de Souza Vieira, encontrada morta nesta quarta-feira (4) em seu apartamento na Rua Vergueiro, Sacomã, na Zona Sul de São Paulo. De acordo com a nota, ela fez testes por “pouco mais de um um mês”, há doze anos, para integrar a banda.
“Há 12 anos, a dançarina Ana Carolina Vieira teve uma breve passagem pelo ballet do Aviões. ‘Carol’ viajou pouco mais de um mês em teste mas não ficou efetiva na banda. Embora o vinculo dela com os nossos vocalistas Solange Almeida e Xand Avião tenha sido quase zero, eles ficaram horrorizados com a informação por se tratar de violência vitimando uma jovem com um futuro promissor”, diz o comunicado.
Anderson Rodrigues Leitão, de 27 anos, ex-namorado da dançarina cearense Ana Carolina de Souza Vieira, de 30 anos, confessou à polícia ter matado a bailarina por ciúmes. Preso no 95º Distrito Policial (Cohab Heliópolis), na capital paulista, Anderson confessou à polícia ter matado Ana Carolina por estrangulamento e disse ainda que tomou veneno de rato para morrer abraçado com a ex-namorada.
Formado em administração, ele vai responder por homicídio e ocultação de cadáver. Em entrevista exclusiva ao G1, Anderson deu detalhes do crime e sobre como tentou se matar depois de ter assassinado Ana Carolina. “Estrangulei com minhas próprias mãos. Comprei chumbinho, veneno de rato, porque eu queria morrer abraçado com ela. Fiquei com ela morta dois dias”, disse Anderson.
Segundo ele, o casal teve uma discussão na segunda-feira. “Ela foi pra cozinha e disse pra eu não mexer no celular dela. Eu mexi e vi umas fotos, umas mensagens de Whatsapp e não gostei. Fiquei com ciúmes”. Ana Carolina teria reclamado da atitude de Anderson. “Ela disse que eu era muito invasivo e começamos a discutir. Ela me arranhou e, como sou mais forte, inverti a situação. A gente estava na cama. Ela morreu estrangulada. Tentei reanimar, mas não tinha mais jeito.”
Fonte: Robson Pires

Juíza que autorizou busca em empresa de filho de Lula é substituída

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Juiza Célia Regina Orly Bernardes
O presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), Cândido Artur Medeiros Ribeiro Filho, determinou nesta quarta-feira (4) a saída da juíza substituta Célia Regina Orly Bernardes da condução da Operação Zelotes, que investiga suspeitas de fraudes no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), ligado ao Ministério da Fazenda, e também pagamento de propina para aprovar benefícios fiscais.
Célia Regina se tornou mais conhecida no fim de outubro, quando autorizou prisões de lobistas e a busca em empresas do filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão da juíza foi alvo de contestação da defesa de Luiz Cláudio Lula da Silva, que negou o envolvimento dele com o caso.
O caso, que até então vinha sendo supervisionado por Célia Regina, passará agora para o juiz Vallisney Souza de Oliveira. Titular da 10ª Vara da Justiça Federal no Distrito Federal, o juiz estava até então convocado para atuar no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Fonte> Robson Pires

BRASIL: Procuradoria denuncia agressão machista à deputada no Amazonas

A Procuradoria Especial da Mulher do Senado divulgou, nesta terça-feira (4), nota manifestando “apoio e solidariedade” à deputada estadual do Amazonas, Alessandra Campelo (PCdoB), que foi xingada quando discursava na tribuna do Plenário da Assembleia Legislativa na terça-feira (3). A procuradora da Mulher, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), anunciou a divulgação da nota em discurso no plenário do Senado. 


Gazeta do Amazonas
A parlamentar foi ofendida pelo deputado Abdala Fraxe (PTN) no momento em que discursava, defendendo as legítimas reivindicações dos servidores da polícia civil. A parlamentar foi ofendida pelo deputado Abdala Fraxe (PTN) no momento em que discursava, defendendo as legítimas reivindicações dos servidores da polícia civil. 

“A inaceitável ofensa partiu do deputado Abdala Fraxe (PTN) no momento em que a parlamentar defendia as legítimas reivindicações dos servidores da polícia civil, categoria composta em grande parte por mulheres”, diz a Nota de Solidariedade.


Para a Procuradoria da Mulher, “tal atitude merece firme e veemente repúdio, pois ao agredir a deputada com palavra machista e de baixo calão o parlamentar atenta contra a civilidade, desrespeita o estado democrático de direito e atinge todas as mulheres.”

A deputada Alessandra Campelo é apontada como exemplar pelas ações de compromisso com a luta das trabalhadoras e trabalhadores em favor da construção de uma sociedade sem violência em todas as suas formas de manifestação, diz ainda o texto da nota, acrescentando que “ofensa verbal é um tipo de violência psicológica e não pode ser tolerada, principalmente no Parlamento, que é a casa do povo e o lugar de excelência para o necessário debate de ideias em elevado nível.”

A Procuradoria Especial da Mulher também pede à presidência da Assembleia Legislativa do Amazonas imediatas providências, “pois entende que este lamentável acontecimento feriu o decoro parlamentar e precisa ser tratado com firmeza e rigor em nome da justiça”, conclui a nota.



De Brasília
Márcia Xavier 
Fonte: vermelhor.org.br

Lula processa Veja por abuso em capa "grotesca"

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu ir à Justiça contra a Veja. Na sua última edição, a revista publicou uma montagem ofensiva na capa, na qual o petista aparecia com roupa de presidiário. Na ação de reparação por danos morais, os advogados de Lula classificam a montagem como “uma sórdida mentira”, “grotesca”, que ”extrapola o direito de crítica, configurando abuso e campanha infamante”.

Os advogados do ex-presidente protocolaram a ação nesta terça (3), no Foro Regional de Pinheiros, contra a editora Abril, responsável pela publicação. Nela, apontam, a  “evidente manipulação e falta de critério jornalístico” da revista.
O processo destaca que, diferente do que a revista faz parecer, Lula não é réu em nenhuma ação. Segundo os advogados,  a revista buscou “usurpar o papel da Justiça”, ao associar indevidamente a imagem de Lula à de um condenado.

“A imagem que a capa da revista Veja pretendeu sugerir aos seus leitores e à sociedade em geral, portanto, não possui qualquer lastro na realidade fática ou jurídica. Independentemente das afirmações e críticas contidas no interior da própria revista – sempre com evidente manipulação e falta de critério jornalístico –, não poderia ela estampar em uma capa uma imagem falsa e ofensiva, como se verifica no vertente caso”, diz o texto da ação. 

De acordo com os advogados, a empresa jornalística não pode pretender lucrar com a venda de seus produtos “através da publicação de informação falsa”. O texto destaca ainda que a exibição da montagem não se deu apenas nas bancas de revistas, mas também em pontos de publicidade espalhados pelo país.

Segundo a ação, é de conhecimento geral que a revista dedica suas páginas à publicação de “afirmações mentirosas e aleivosias” envolvendo Lula, inclusive já tendo profissionais processados por isso. Os advogados afirmam que, com a divulgação da capa em questão, Veja “deixou ainda mais clara a sua torpe intenção de enxovalhar a honra e a imagem” de Lula, além de explicitar “seu desrespeito às instituições e à Constituição Federal”.


“Note-se, ainda, que no vertente caso não se está diante de qualquer situação que possa ser enquadrada como direito de crítica ou, ainda, a configurar mero animus narrandi. Simplesmente porque, insista-se, não há qualquer situação jurídica que possa permitir que a Ré [editora Abril] possa difundir à sociedade uma imagem do Autor vestindo trajes peculiares àqueles que foram condenados pela Justiça e estão cumprindo pena privativa de liberdade”, conclui a ação.

Os advogados do ex-presidente já entraram com outras duas queixas-crime, uma interpelação criminal e uma ação de indenização contra jornalistas da revista, além de queixa-crime específica contra a apresentadora da TVeja, Joice Hasselman, acusando a revista de atentar contra a honra do ex-presidente. 

A última capa da Veja já havia provocado diversas reações. Entre os que criticaram a montagem, está o sociólogo Robson Sávio Reis Souza, que classificou a revista como uma “publicação nazista”. Segundo ele, “em nome de uma pseudoliberdade de imprensa, [Veja] atenta contra direitos constitucionais, afrontado o estado democrático de direito, ao arrepio das leis”.

O jornalista Fernando Britto defendeu que a publicação fosse retirada das bancas pela Justiça. “É o exercício criminoso da propaganda, para criar um estado de comoção e preparação para medidas arbitrárias”, avaliou.


 
Do Portal Vermelho, por Joana Rozowykwiat

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Fátima Bezerra homenageia Djalma Maranhão, ex-prefeito de Natal

fatima_djalma
Senadora Fátima Bezerra - PT/RN
A senadora Fátima Bezerra (PT-RN) homenageou Djalma Maranhão, que tomou posse, no dia 5 de novembro de 1960, como o primeiro prefeito de Natal eleito pelo voto popular. Segundo a senadora, a administração de Djalma foi marcada pela atenção ao setor educacional, com a valorização da cultura popular e por meio da educação inclusiva.
Com a campanha “De pé no chão também se aprende a ler”, Djalma Maranhão conseguiu mostrar que não há nada que possa impedir que as pessoas tenham acesso à educação por meio de métodos que estimulem uma postura crítica e reflexiva do mundo a sua volta, lembrou a senadora.
“Não era a educação pela educação, não era apenas o ler, escrever e contar. A campanha ‘De pé no chão também se aprende a ler’, inspirada nas ideias de Paulo Freire, era uma campanha que alfabetizava para a vida”, disse Fátima. Como homenagem a Djalma Maranhão, Fátima Bezerra informou que o Senado fará uma sessão solene em 16 de novembro, às 9h da manhã. Além disso, a Gráfica do Senado imprimirá a cartilha usada na campanha “De pé no chão também se aprende a ler”.
Fonte: Robson Pires

Vamos voltar ao tempo da Pedra Lascada! Mais uma babaquice do PSDB!

Imagem - Divulgação - Google
Da Folha:
Após fazer uma auditoria sobre o resultado das eleições do ano passado, o PSDB divulgou um relatório no qual afirma que o sistema atual é impossível de ser auditado e faz recomendações de mudanças à Justiça Eleitoral, como a implantação do voto impresso.
Os tucanos, que foram derrotados nas eleições presidenciais do ano passado pela atual presidente Dilma Rousseff, afirmam no relatório que o sistema é “vulnerável” e possibilita a ocorrência de fraudes. Concluem, porém, que não tiveram elementos de verificar se houve ou não uma fraude, porque a auditoria teria sofrido restrições e limitações.
Do blogue: Tem cada babaquice! O sistema é vulnerável ou não é? Voto impresso? Vamos voltar ao tempo da Pedra Lascada?
Fonte. Robson Pires

terça-feira, 3 de novembro de 2015

PMPI - PLANO MUNICIPAL DA PRIMEIRA INFÂNCIA: RELATOR SE REUNIU COM MEMBROS DA COMISSÃO INTERSETORIAL DO SELO UNICEF

 Comissão Intersetorial e vereadores (Edson Costa - Presidente e Thiago da Costa Vicente)

 Momento da reunião

Hoje (3) pela manhã na Sala de Reuniões da Câmara Municipal de NOVA CRUZ/RN a Comissão Intersetorial do Selo Unicef - Edição 2013/2016, se reuniram com o Relator da Comissão de Justiça, vereador, Thiago da Costa Vicente para tirarem dúvidas sobre o Projeto de Lei 021/2015, que trata do PMPI - Plano Municipal da Primeira Infância.

Após uma hora e meia de reunião, a comissão ouviu do relator, que o seu relatório será favorável a aprovação do PMPI, mas que ainda terá o voto do Presidente da Comissão, vereador, Beto Martins.

Após a reunião o Articulador da Comissão/SELO UNICEF, Eduardo Vasconcelos tratou de manter contatos com o Presidente da Comissão de Justiça, Beto Martins e Vereador, Antonio Gomes, também membro da comissão e os mesmos se comprometeram não só assinar, mas encaminhar para a próxima sessão, que ocorrerá dia 05 (quinta-feira).

Eduardo agradeceu aos mesmos e prometeu acompanhar a referida sessão.

Participaram da reunião os Vereadores, Thiago da Costa Vicente (relator) e Edson da Costa Moreira - Presidente da Câmara e pela Comissão Intersetorial participaram, Eduardo Vasconcelos - Articulador, Márcia Valéria, Secretária Municipal de Assististência Social (SMAS), Pastor José de Sousa Vieira - Presidente do CMDCA, Grécia Vieira - Presidenta do CMAS, Zenaide da Costa Toge - Conselho Tutelar, Gabriel Toge - NUCA/AMES e as professoras, Maria José Torres e Maria das Graças - Representantes da Secretaria Municipal de Educação - SME.

domingo, 1 de novembro de 2015

“Eu já tomei tantos “nãos” que já estava na hora de um “sim””, diz nova vocalista do Calypso

A cantora Thábata Mendes foi apresentada oficialmente como a nova vocalista da Banda Calypso, durante coletiva realizada na manhã deste sábado, 31, em Belém, no Pará. Ela substitui Joelma, que saiu da banda após se separar de Chimbinha, que mantinha uma relação de 18 anos com o guitarrista.
A mossoroense demonstrou otimismo com o novo projeto, e relatou à imprensa paraense o novo momento que passa na sua carreira. “Estou tendo muita visibilidade até então eu era anônima e esse anônima está se acabando e só tenho a agradecer a Deus primeiramente e Chimbinha. Sinto uma energia muito positiva”.
Em seu perfil no Facebook ela declarou: “Se o cavalo manco estiver pronto para mim, estou pronta para ele. Eu só tenho a dizer que vou executar meu trabalho com muito carinho. São 16 anos de história. As pessoas vão perceber que sou uma pessoa de coração bom. Eu já tomei tantos “nãos” que já estava na hora de um “sim””.
Ainda na coletiva, Chimbinha disse que conheceu Thabata em Mossoró após produção de um disco da cantora. “Eu sempre acreditei no trabalho da Thábata. É uma artista pronta. Uma artista que vem com bagagem muito grande”, elogiou ele.
Chimbinha afirmou, durante a entrevista, que pretende manter a banda com mesmo nome Calypso. Para ele, a novidade foi aprovada pelos fãs que estão dando apoio ao novo projeto.
Ele também confirmou a nova turnê, que deverá acontecer em 2016. “Calypso é um ritmo, um movimento”, garante ele. “A Thábata tem um estilo de cantar. Eu quero reinventar a banda Calypso. Vai ser um estilo mais jovem”, disse o musico.
Mossoró Hoje
Robson Pires

Lula desafia Época e repete: “Vou sobreviver”

Em nota publicada neste sábado o Instituto Lula desafia mais uma capa da revista Época, do grupo Globo, contra o ex-presidente, feita a partir da quebra do sigilo bancário do ex-presidente Lula: “A revista não tem interesse em entender ou reportar os fatos de forma fiel, quer apenas construir ilações. Não .tem o que se chama de jornalistas investigativos: são apenas redatores sensacionalistas, operando documentos vazados ilegalmente”, diz a nota.
“Sobre a patética campanha de parte da imprensa tradicional e familiar brasileira contra Lula e sua família, que só esse mês rendeu 5 capas ofensivas de revistas semanais contra ele, o ex-presidente, com tranquilidade, declarou na última quinta-feira em Brasília: vou sobreviver”
Fonte: Robson Pires

Com Cunha, gastos da Câmara sobem R$ 350 milhões

dinheiro_sacosNo ano de ajuste fiscal a Câmara dos Deputados não tem conseguido economizar. Presidida pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) desde o início de 2015, a Casa do povo custou R$ 3,6 bilhões neste ano. Em valores correntes, os números são referentes ao período de janeiro a setembro e representam aumento de quase R$ 350 milhões em relação aos nove primeiros meses do exercício passado.
Apesar do aumento geral não parecer significativo, já que equivalem a elevação de 6% nas despesas, o Contas Abertas realizou um raio-x das despesas da Câmara e verificou que alguns aumentos chegaram a mais de 150%. Com a desvalorização da moeda brasileiras os gastos com diárias no exterior, por exemplo, estão nessa lista. No ano passado, R$ 508,2 milhões foram gastos com esse tipo de despesa, contra o R$ 1,3 bilhão de 2015.
Fonte: Robson Pires

SEMINÁRIOS E DEBATES: O Brasil na segunda guerra mundial

Nesta terça-feira, 3 de novembro, às 18 horas, ocorre na sede do Barão de Itararé, à Rua Rego Freitas 454, o debate que lança o livro "o Brasil na segunda guerra mundial", de Teresa Isenburg, sobre a entrada do Brasil no grande jogo das potências mundiais com participação da autora italiana, de Valter Sorrentino (vice-presidente do PCdoB) e Palmério Dória (jornalista).

O Brasil na segunda guerra mundial
uma página de relações internacionais

Teresa Isenburg
Como escapamos do Nazismo, por Palmério Dória
Em 10 de maio de 1938 acontece um golpe sangrento, o Putsch Integralista. Um grupo tenta tomar o Ministério da Marinha e o Palácio Guanabara, residência de Getúlio. Sua família passa a noite se defendendo pessoalmente. As forças enviadas para defendê-la, a 100 metros dali, demoram cinco horas para chegar. O ministro da Guerra, Eurico Dutra, passa incólume pela barreira  golpista. O chefe do Estado Maior, Góis Monteiro, também. Alzira Vargas, a filha de Getúlio, acha estranho, muito estranho. Os Mesquitas, claro, não iam perder essa. Seus amigos, coronel Euclides Figueiredo e Otávio Mangabeira, também. Presos sob acusação de participação em mais este golpe, Julio de Mesquita Filho e companheiros saem da prisão pouco depois.“O Brasil na Segunda Guerra”, o novo livro de Teresa Isenburg, ajuda a entender as manobras de Getúlio e seu ministro das Relações Exteriores Osvaldo Aranha em meio a esse ninho de cobras, para isolar os grupos pró-Eixo quando o conflito militar global eclodiu em setembro do ano seguinte. Dutra e Góis Monteiro formavam com Filinto Muller, chefe da Polícia do Distrito Federal, a tríade policial-militar chegada aos governos nazifascistas, que se empenhava em manter uma neutralidade (que “na prática significava uma ajuda aos países do Eixo”, observa Teresa). Ou, como dizia Dutra, manter a casa trancada e o interior dela em ordem. Getúlio passa a planejar, cada coisa ao seu tempo, o que interessa ao esforço de guerra aliado na medida em que desarticula o que a autora define como “sonho de uma integração ideológica e racista” com Hitler e Mussolini: o envio de tropas brasileiras para lutar ao lado dos americanos na campanha da Itália, a instalação de base americana em Natal, trampolim para alcançar a África, e a mobilização de um exército de retirantes nordestinos para deslocar-se rumo à Amazônia e extrair o látex para suprir as necessidades das tropas aliadas na Europa. “Borracha para a Vitória”. Teresa, implacável e arguta, analisa com lupa todos esses acontecimentos, que nos deixaram sequelas terríveis. Mas, como italiana de coração brasileiro, se desdobra em resgatar a campanha dos 25 mil soldados da FEB na Itália. Volta a Montese, um dos teatros da guerra. Recupera cartas, ouve depoimentos carinhosos sobre a nossa presença, confirma que até hoje somos tidos como boas praças por lá. O mesmo não se pode dizer da alta oficialidade, entregue a um torneio de vaidades, lustrando sua biografia, incapaz de assumir seus erros. O olhar de Teresa contempla a fase de preparação dos combatentes, com desfiles e apresentações em que negros eram barrados, o que aconteceria também no continente europeu primeiro diante do rei Humberto, da Itália, depois do próprio Winston Churchill; a saída deles do porto do Rio, em sucessivas levas, para o porto de Nápoles, “entre o úmido outono de 1944 e o gelado inverno de 1945”, com temperaturas que chegavam a 20 graus abaixo de zero. Sempre sob a vigilância do anticomunismo histérico de Dutra. Ele sustentava que todos eles, vulneráveis, voltariam com ideias “exóticas” por causa do contato direto com os partisans, que de fato foi o melhor possível. O que levou o eterno Ministro da Guerra e futuro presidente a tratá-los como inimigos internos logo que voltaram ao Brasil, desmobilizando-os num passe de mágica, devolvendo-os aos seus Estados, sem chance de exibir, como seus colegas americanos, seu uniforme de herói. Aquele que tantas vezes foi confundido com o dos alemães nos campos de batalha.Quando Getúlio renunciou, em 29 de outubro de 1945, Dutra e Góis Monteiro já estavam afinados e alinhados, unidos e coesos com os  Estados Unidos e seu embaixador Adolfo Berle, que conspirou abertamente para o golpe. Quando o coronel Vernon Walters plantou-se no Brasil em 1963, para organizar o golpe do ano seguinte, encontrou 13 generais brasileiros que conviveram com ele na Itália. Entre eles Humberto de Alencar Castelo Branco. Todos  bateram continência para o coronel. Já estávamos sob nova gerência.  

Teresa Isenburg é professora titular de Geografia política e econômica na Universitá degli studi de Milão. Dedicou suas pesquisas a dois temas principais: a governança da água e a organização do território no espaço italiano em outro filão tratou dos aspectos da geografia política do Brasil. Sobre o Brasil escreveu diversos livros: Lo spazio agricolo brasiliano, Milano, Angeli, 1986; Naturalistas italianos no Brasil, São Paulo, Arquivo do Estado/Icone, 1990; Brasile: uma geografia política, Roma, Corocci, 2006; L’amazzonia e la foresta, Milano, Jaca Book, 2012. Além disso aprofundou o tema da construção do espaço pelas economias ilegais no livro Legale/Ilegale: uma geografia, Milano, Edizione Punto Rosso, 2000. Desenvolveu sempre atividade política nos partidos de esquerda, sindicatos e organizações da sociedade civil.
Fonte: Grabois