terça-feira, 16 de junho de 2015

NOVA CRUZ/RN: I FÓRUM MUNICIPAL DE COMBATE AO TRABALHO INFANTIL FOI REALIZADO HOJE


 Prefeito CID ARRUDA saudando os participantes do I FÓRUM MUNICIPAL DE COMBATE aAO TRABALHO INFANTIL



 Nossas competentes assistentes sociais/pedagogas - Juliane Borges e Dreyd Karla
 Cerca de 80 participantes estiveram no evento

 Esquerda: Articulador do Selo Unicef, Eduardo Vasconcelos ao lado da Coordenadora, Iris e Vereador João da Praça
 Secretária da SMAS, Márcia Valéria na abertura falando da importância do Fórum







 Belíssima apresentação das crianças do SEMEAR
 Profissionais super competentes: Juliane Borges e Dreyd Karla - SEMEAR
 Professores/as, assistentes sociais, entre outros participaram do FÓRUM

 Presenças dos vereadores: Valdo, Aluisio Sena e Antonio Gomes
 Momento prazeroso: Apresentação das crianças do SEMEAR








 Estudantes do Curso de Assistente Social da UNOPAR marcaram presença

 Micaline do NUCA ao de uma criança assistida pelo SEMEAR
 Dreyd Karla - SEMEAR, ações de 2014/2015
Juliane Borges - SEMEAR, ações de 2014/2015
 Palestra: "A Importância do Trabalho em Rede para o Enfrentamento do Trabalho Infantil" - Palestrante: Célia Maria Galvão de Menezes - Técnica do Ministério do Trabalho e Integrantes do Fórum Estadual de Combate ao Trabalho de Criança e Proteção ao Trabalhador Adolescentes - FOCA/RN

A Prefeitura de Nova Cruz por intermédio da Secretaria de Assistência Social realizou nessa terça-feira (16), o I Fórum Municipal de Combate ao Trabalho Infantil, que aconteceu no auditório da Câmara Municipal. As discussões realizadas no encontro foram focadas nas ações de efetivação do trabalho em rede como solução de enfrentamento desse problema social.
Após a formação da mesa ouviu-se o Hino Nacional e em seguida a palavra da Secretária de Assistência Social, Márcia Valéria e em seguida a do Prefeito CID ARRUDA CÂMARA, que enfatizou a importância do Fórum e assegurou todo apoio as ações do Fórum, garantindo a execução do Plano Municipal de Combate ao Trabalho Infantil em etapas a serem discutidos entre o Fórum, Sociedade, Poderes Executivo e Legislativo, garantindo assim a eficaz do plano..
Na parte cultural Grupo de Crianças vinculadas ao SEMEAR - Centro e de Lagoa Limpa apresentou-se cantando uma musica inédita feita pelo facilitador, Lucas D'vinno e as crianças, como uma peça teatral sobre Trabalho Infantil, levantando aplausos dos presentes.
A programação do evento iniciou com uma discussão sobre a execução do Plano Municipal de Combate ao Trabalho Infantil, que foi produzido pela prefeitura. O tema vai ser orientado pela secretária de Assistência Social de Nova Cruz, Márcia Valéria de Morais. “Nossa intenção foi expor o Plano ao público participante do Fórum com o intuito de maximizar as ações da melhor maneira possível”, explicou a secretária.
Antes de iniciar a palestra o Articulador do Selo Unicef 2013/2016, Eduardo Vasconcelos aproveitou para divulgar a realização do II Fórum Comunitário, que ocorrerá dia 09 de julho no Plenário da Câmara e o Fórum Municipal da Primeira Infância, onde discutirá o Plano Municipal da Primeira Infância, também no Plenário da Câmara de Vereadores, dia 16 de julho pela manhã.
O Fórum seguiu com uma palestra  sobre a Importância do Trabalho em Rede para o Enfrentamento do Trabalho Infantil,  administrada pela técnica do Ministério do Trabalho, Célia Maria de Menezes, e pelo integrante do Fórum Estadual de Combate ao Trabalho da Criança e Proteção ao Trabalho Adolescente, Nilson Alves.
O encontro foi concluído com uma apresentação da segunda palestra onde foi  debatido o assunto referente às Implicações do Trabalho Infantil no Desenvolvimento da Criança e do Adolescente. Na responsabilidade da orientação sobre a temática que ficour a cargo da médica do Centro Estadual de Referência em Saúde do Trabalhador, Ariluce Fernandes.
O I Fórum Municipal de Combate ao Trabalho Infantil foi encerrado após a conclusão dos ciclos de debates.
Participaram do I Fórum, várias estudantes de Serviço Social; vereadores: João da Praça - Vice Presidente da Câmara - Valdo - Antonio Gomes e Aluisio Sena; Presidente do CMDCA - Pastor José Vieira de Sousa; Conselheiras Tutelares: Zenaide Toge e Grécia Sousa; diretores de escolas e creches; Lucas D'vinno - AMES, entre outros.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

"Acabar com o trabalho infantil é fundamental para mudar o mundo", diz Rogério Nunes

Em pleno século 21, segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), pelo menos 168 milhões de pessoas com menos de 17 anos ainda trabalham, 11% da população infanto-juvenil no mundo, sendo que mais da metade, 85 milhões, em funções extremamente perigosas. Por isso a OIT impulsiona a campanha “Não ao Trabalho Infantil e Sim à Educação de Qualidade”, a partir desta sexta-feira (12), Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, instituído pela entidade em 2002, justamente para conscientizar as pessoas para a importância de se respeitar o desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças e adolescentes. O Brasil é signatário das convenções 138 e 182 da OIT que defendem o fim do trabalho infantil. “Além da constatação da OIT da existência de quase 170 milhões de crianças trabalhando no mundo, é importante lembrar que somente no trabalho doméstico são 258  mil crianças entre 5 e 17 anos, apenas no Brasil”, analisa Delaíde Miranda Arantes, ministra do TST (Tribunal Superior do Trabalho).
Em 2007, o governo brasileiro instituiu também o 12 de junho como o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Infantil e intensificou políticas públicas para esse fim. “Desde a promulgação da Constituição de 1988, ficou proibido o trabalho para menores de 14 anos. Os adolescentes entre 14 e 15 anos apenas como aprendizes. Já de 16 e 17 podem trabalhar desde que não sejam prejudicados nos estudos”, explica Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da CTB. Para ele, essa é uma questão cultural da sociedade brasileira e, portanto, precisa ser combatida com políticas que possibilitem novas perspectivas de vida para os mais jovens. “as famílias precisam entender que é mais importante que seus filhos estejam na escola do que ajudando no orçamento doméstico”, acentua.
Segundo Delaíde, “o TST tem uma Comissão  de Erradicação do Trabalho Iinfantil presidida pelo ministro Lelio Bentes que em entrevista para a TV TST considera que a Lei de Aprendizagem (10.097/2000) é a forma de inserção de criançaas muito carentes que tenham necessidade de trabalhar no sistema de aprendizagem. O TST desenvolve experiência com o programa do menor aprendiz bem positiva”. Mas ela defende que "criança não deve trabalhar e sim brincar e estudar. O trabalho infantil compromete o futuro da nação, agrava a situação  de pobreza e prejudica os estudos e a educação. Dados comprovam que crianças trabalhadoras têm defasagem escolar ou abandonam a escola ainda no ensino fundamental", complementa.
trabalho infantil ministerio saude
O Brasil é visto como referência no combate ao trabalho infantil. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome divulgou nesta sexta-feira dados mostrando que o Brasil é o país que mais retirou crianças e adolescentes do trabalho infantil. São 58,1% a menos de crianças e adolescentes trabalhando. “Isso é fruto de campanhas e de políticas exercidas no país”, reforça Nunes. Já em 1994, foi criado o Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil que ganhou impulso com a posse de Lula em 2003. "A erradicação do trabalho infantil é meta da OIT, do governo brasileiro, da Comissão do TST, das entidades sindicais e da sociedade civil e de cada um dos cidadãos e cidadãs", define a ministra do TST.
Mesmo assim,de acordo com a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), em 2013 ainda existiam 3,5 milhões de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil. Para a juíza da Vara da Infância e da Juventude de Aparecida de Goiânia, em Goiás, Stefane Machado, “observamos às vezes crianças no sinaleiro pedindo dinheiro, e a sociedade sustentando aquele vício do crack, em vez de ligar para um conselho tutelar, o Ministério Público, a imprensa”, afirma.
“A CTB continuará empreendendo todos os esforços que visem a erradicação do trabalho infantil. A sociedade precisa entender que lugar de criança é na escola e os governantes têm obrigação de criar políticas públicas que possibilitem que isso ocorra. Estamos avançando, mas queremos mais. Queremos extirpar o trabalho infantil de vez do país”, concatena Rogério. "Acabar com o trabalho infantil é fundamental para mudar o mundo", diz.
Por Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB - Atualizada às 17h12

NOVA CRUZ/RN: MORADORES DO XIQUE XIQUE CRIAM ASSOCIAÇÃO

 Moradores da Comunidade do XIQUE XIQUE - Nova Cruz/RN fundam associação

 Moradores da Comunidade do XIQUE XIQUE - Nova Cruz/RN fundam associação
Moradores/as da Comunidade do Xique Xique, município de Nova Cruz/RN reuniram-se no último sábado, 13 no PSF para discutirem a criação de uma associação, que os defendam, como também elaborar projetos em prol da comunidade, como eletrificação, perfuração de poços, projetos de criação de animais, entre outros.

Após os debates, foi criada a Associação dos Moradores do Xique Xique, criando uma Comissão Provisória, que irá discutir os estatutos, convocar Assembleia Geral para aprova-los e eleger sua primeira diretoria.

Estiveram presentes na reunião o Assessor de Comunicação do STTR/NOVA CRUZ/RN, Eduardo Vasconcelos, o representante do Fórum Social de Debates das Políticas Públicas do município de Nova Cruz, Luiz Antonio de Oliveira Damião Corcino de Araújo, presidente da Associação do Sítio Catolé.

Acertado uma nova reunião para o dia 21 de junho, ás 8h no PSF da comunidade para discutir proposta de estatuto.

ELEIÇÕES DO SINTE/RN TRANSCORRE NORMALMENTE


 Professores cumprindo com seu papel de associado

 Mesários 
Acontece nesta segunda-feira (15), das 7h30 às 22h, nas escolas públicas e regionais do Sindicato de todo o estado, a eleição para a direção estadual do SINTE/RN. A apuração acontece na terça-feira 16. O resultado será divulgado no dia 17, nas mídias do SINTE. Quatro chapas vão concorrer. A vencedora ficará à frente do Sindicato durante o biênio 2016-2018.
A Chapa Um, “Direção do Avanço”, é encabeça pelos atuais coordenadores do Sindicato Fátima Cardoso, José Teixeira e Rômulo Arnaud e é ligada à CUT (Central Única dos Trabalhadores).
“Muda SINTE” é o nome da Chapa Dois, que tem à frente Luciana Lima da Silva, Maria do Socorro Alves Ribeiro e Francisco Lindenberg de Oliveira. Este grupo é vinculado ao movimento CSP- Conlutas (Central Sindical Popular).
“Por um Sindicato Independente dos Governos, com Base na Ação Direta e na Unidade dos Trabalhadores” é o nome da Chapa Três, ligada ao POR (Partido Operário Revolucionário) e que tem com candidatos à coordenação geral, Francenilda Nogueira da Silva, Osmar de Holanda Neto e João Maria Fernandes da Silva.
Já a Chapa Quatro “Unidade Classista – Oposição SINTE”, ligada à CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) é encabeçada por Renier Luiz Martins Mendes, Marta Geruza da Costa Oliveira e o Antônio Geovanio de Souza.
Veja abaixo os locais de votação da Regional de Nova Cruz.
Urnas volantes
1- Nova Cruz, zona urbana e zona rural;
2-Montanhas, zona urbana;
3-Espírito Santo, zona urbana e rural;
4-Várzea, zona urbana e rural
5- Jundiá, zona urbana e rural;
6- Brejinho, zona urbana;
7-Passagem, zona urbana;
8-Santo Antonio, zona urbana;
9- Serrinha, zona urbana e zona rural;
10-Lagoa de Pedras, zona urbana;
11-Lagoa de Salgada, zona urbana;
12-Boa Saúde, zona urbana;
13-São José do Campestre, zona urbana;
14-Lagoa D'Anta, zona urbana;
15-Passa e Fica, zona urbana;
16-Serra de São Bento, zona urbana;
17-Monte das Gameleiras, zona urbana;
Urnas fixas
1-Nova Cruz, Sede do SINTE/RN
2-Montanhas, Escola Estadual Carlos Gomes.

sábado, 13 de junho de 2015

Projeto torna crime hediondo a ofensa religiosa

O Brasil é um dos países de maior diversidade religiosa do mundo. Além de católicos e evangélicos, que juntos representam 86% da população brasileira, há também aqueles que seguem outras religiões como a espirita, budista, judaica, umbandista e diversas outras, todas permitidas pela Constituição.
Na recente manifestação ocorrida na última parada do orgulho LGBT de São Paulo, a Parada Gay, em que uma modelo transexual simulava uma crucificação, uma parte cristã da sociedade brasileira ficou incomodada com a encenação, por entenderem que o ato era um ataque direto às religiões que cultuam Jesus Cristo.
Com intuito de evitar que cenas desse tipo voltem a ocorrer, o deputado Rogério Rosso (PSD-DF) apresentou um projeto de lei (1804/15) que torna crime hediondo a ofensa religiosa e aumenta de quatro para oito anos o período de reclusão daquele que cometer esse tipo de delito.
Gilv@n Vi@n@

Pesquisa mostra queda da confiança no Judiciário, no governo e nos partidos

pesquisa1Pesquisa divulgada ontem (12) pela Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV) mostra que a confiança do brasileiro no Poder Judiciário, no governo federal e nos partidos políticos caiu no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o último relatório lançado, feito no mesmo período de 2014.
Segundo a pesquisa Índice de Percepção do Cumprimento das Leis, a maioria das instituições analisada tem confiança de menos de 50% da população. O percentual de pessoas que confiam nos partidos políticos caiu de 7% (2014) para 5% (2015) e, no governo federal, de 29% para 19%. Os que disseram confiar no Congresso Nacional permaneceram em 15% e os que confiam no Poder Judiciário caíram de 30% para 25%.
Na polícia, o índice aumentou de 30% para 33%; nas emissoras de TV, de 31% para 34%; nas grandes empresas, caiu de 38% para 37%. As instituições mais bem avaliadas foram a imprensa escrita, cujo índice aumentou de 42% para 45%; a Igreja Católica, de 54% para 57%, e as Forças Armadas, de 64% para 68%.
Gilv@n Vi@n@

Governo antecipa 40% do 13º salário dia 19 de junho

O Governo do Estado vai pagar antecipadamente em 19 de junho a primeira parcela do 13º salário aos servidores estaduais. O montante equivale a 40% do benefício para o funcionalismo, o dobro do percentual pago em agosto de 2014. A antecipação do 13º vai significar no mês de junho uma injeção de R$ 411.937.771,00 na economia do Rio Grande do Norte num momento em que o país atravessa uma grave crise econômica.
Os dados são da secretaria estadual de Planejamento e das Finanças (SEPLAN), somados o benefício (R$ 143.324.082,12) e a folha de maio (R$ 268.613.689,00). Ao todo, 102.984 servidores da ativa, aposentados e pensionistas, da Administração Direta e Indireta, receberão o adiantamento.
“A antecipação do 13º salário é mais um compromisso assumido e cumprido pelo nosso governo. Não medimos esforços para atender as necessidades dos servidores estaduais. O desenvolvimento do nosso Estado passa, antes de tudo, pela valorização do funcionalismo”, afirmou o governador Robinson Faria.
Gilv@n Vi@n@

Depois de mentir descaradamente, Globo altera reportagem na surdina

A Globo nunca foi conhecida pela isenção jornalística. Filha primogênita da ditadura, a emissora protagonizou episódios vergonhosos ao longo da própria história, mas desenvolveu o hábito de terceirizar o serviço sujo para veículos menos preocupados com a própria reputação, como a revista Veja. Nesta terça-feira (9), porém, ela decidiu sujar as próprias mãos, e estampou na capa do portal G1: “PT vai privatizar 95% do país”.
A matéria em si diz sobre as concessões anunciadas pela presidenta Dilma, a serem leiloadas no período de seu segundo mandato. Com previsão de investimentos de R$ 198,4 bilhões no total, o novo Plano de Investimento em Logística é uma das iniciativas do governo para tentar lidar com a crise econômica pela qual o país atravessa. Não há, em nenhuma das obras ofertadas, quaisquer menções às privatizações, apenas diferentes contratos de cessão para uso comercial por períodos de até 30 anos para rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. Não há, de igual forma, nenhuma menção aos tais “95%” descritos no título - este valor nunca chega a ser tocado ou explicado pelo corpo do texto.
A manchete absurda acendeu os ânimos dos leitores do portal, tanto dos que denunciaram o disparate quanto daqueles que absorveram a informação sem questionamentos. Depois de chegar ao primeiro lugar no ranking de leitura do G1 e viralizar nas redes sociais, o texto saiu do ar por alguns minutos, reaparecendo à noite com uma nova chamada: “Governo anuncia novas concessões e prevê investimentos de R$ 198,4 bi”.
noticia alterada globo
Apesar de ter sido alterada, a notícia foi conservada nos links das redes sociais com o título original
Vergonha, má-fé ou incompetência?
Na Internet, é possível alterar um texto ou até mesmo eliminá-lo a qualquer momento, de forma instantânea. Se não for copiado para outro portal, será como se nunca tivesse existido, e ao leitor comum é negado o direito de checar novamente uma versão excluída. Essa nova realidade cria um dilema ético: diante de um erro estridente, o jornalista deve deixá-lo como está ou corrigí-lo o mais rápido possível? Não há consenso formado, mas uma prática comum é que o editor responsável escreva um parágrafo de correção no início do texto, deixando a versão anterior na íntegra. Desta forma, garante-se a transparência da alteração.
A Globo não se prestou a essas satisfações, e preferiu adulterar o título e o corpo da matéria em silêncio, como se nunca tivesse acontecido. Nada fez quanto à impressão negativa passada às centenas de milhares de leitores pela primeira versão da reportagem, em que a emissora calunia Dilma e o PT de uma prática altamente condenável. Ao divulgar em seu canal digital mais poderoso que o governo iria “privatizar 95% do país”, a Globo tentou infectar a imagem do PT com o negativismo cujos governos do PSDB têm de lidar desde a privataria tucana.
Há apenas três possibilidades para explicar esse acontecido: em uma visão otimista, os profissionais responsáveis cometeram um erro factual aberrante, cuja correção foi feita pelo editor horas depois - neste caso, esse editor foi igualmente incompetente, pois encobriu o erro pelo silêncio ou não teve a coragem de assumir a própria demora. Em uma visão realista, a Globo calculou o impacto negativo que uma chamada sensacionalista traria ao Governo Federal, cujas verbas de publicidade foram reduzidas drasticamente depois do golpismo eleitoral de 2014. Em qualquer um dos casos, prevaleceu a covardia e a falta de ética jornalística - duas marcas que a Globo não deixou de carregar desde suas origens ditatoriais, aliás.
Por Renato Bazan - Portal CTB

sexta-feira, 12 de junho de 2015

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quinta-feira, 11 de junho de 2015

PAGAMENTO: Governo e prefeitura do Natal divulgam dia de pagamento da primeira parcela do décimo terceiro

O Governo do Estado e a Prefeitura do Natal divulgaram os dias de pagamento da primeira parcela do décimo terceiro salário. De acordo com as informações recebidas pelo Coordenador Geral do SINTE/RN, José Teixeira, os trabalhadores em educação do estado recebem os 40% no dia 19 de junho. Já os profissionais da capital recebem a antecipação do 13º no dia 20 de junho.
Gilv@n Vi@n@

CONQUISTA: Pagamento das Horas Suplementares foi enviado para publicação no Diário Oficial

Depois de intensa pressão do SINTE/RN, finalmente o Governo do Estado dá um passo concreto para o pagamento das horas suplementares. A Secretaria de Educação informou na terça-feira (9) ao Sindicato que a relação dos beneficiados com o pagamento foi encaminhada para publicação no Diário Oficial.
O Coordenador Geral do SINTE/RN, professor José Teixeira, ouviu do Subsecretário de Educação, Domingos Sávio, que, caso haja tempo hábil para que a publicação fosse feita ainda ontem (10), é possível que as horas-suplementares seja pagas já na folha deste mês. O mesmo não ocorrerá se a publicação for feita somente hoje quinta-feira, dia 11. “Nesse caso a Secretaria Estadual de Educação, prometeu pagar o montante em folha suplementar, imediatamente após o pagamento do estado”, explica José Teixeira.
Teixeira comemorou a decisão: “É uma ótima notícia, mas para o Sindicato essa luta só acaba quando o dinheiro estiver depositado na conta dos colegas. Até lá, estaremos mantendo a pressão.”
Gilv@n Vi@n@

terça-feira, 9 de junho de 2015

Fernando Castilho: Darcy Ribeiro, Castells e Chauí. Verdades inconvenientes

O sociólogo espanhol Manuel Castells esteve no Brasil e concedeu uma entrevista à Folha de São Paulo em 18 de maio passado.

Entre as respostas à repórter Sylvia Colombo, Castells afirmou: ”A imagem mítica do brasileiro simpático existe só no samba. Na relação entre as pessoas, [o brasileiro] sempre foi violento. A sociedade brasileira não é simpática, é uma sociedade que se mata. Esse é o Brasil que vemos hoje na internet. Essa agressividade sempre existiu.
 
Dois anos atrás, em 17 de maio de 2013, a filósofa Marilena Chauí já havia afirmado: “A classe média [brasileira] é uma abominação política, porque é fascista, é uma abominação ética porque é violenta, e é uma abominação cognitiva porque é ignorante. Fim”.
Críticas não faltaram aos dois intelectuais, porém sobrou mais para Chauí porque a classe média vestiu a carapuça.
 
O que temos presenciado ultimamente é o aumento da intolerância, do preconceito, da violência verbal e até física não só na classe média, mas também na alta, a chamada elite.
Mas terá Castells razão em afirmar que o povo brasileiro sempre foi violento?

 


Pior foi com os negros trazidos de maneira cruel da África. Eram coisas, não gente. E para tudo encontrava-se uma justificativa: Na chegada já eram violentamente chicoteados para que soubessem o tamanho da dor que sentiriam, caso desobedecessem ou fugissem. Deus assim queria.

Mas, no mundo todo, qual povo nunca foi violento?
 
Observando aqui e ali, percebe-se uma certa bipolaridade em todos os povos, de acordo com períodos da História. A sociedade pode ser num momento fraterna e generosa, e num outro momento cruel e destrutiva.
O povo alemão era tão pacífico quanto qualquer outro em tempos de paz. Com a ascensão de Hitler, o ódio foi sendo incutido aos poucos pela mídia da época, comandada por Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda do Reich. Em pouco tempo os alemães, homens, mulheres, crianças, idosos, passaram a odiar os judeus e a aceitar as ações comandadas por Hitler.
 
Com algumas diferenças, o mesmo se deu na Itália e no Japão, braços do eixo.
 
E de povo subjugado e quase exterminado, os judeus passaram a subjugar e a quase exterminar os palestinos da Faixa de Gaza, enquanto que os alemães desfrutam de tempos de paz, numa completa inversão das situações.
 
Quem poderia imaginar que os americanos seriam os primeiros grandes terroristas da História, ao despejarem bombas atômicas em duas cidades japonesas, exterminando milhões de inocentes? E que agora fomentam guerras Europa afora?
 
Na História do Brasil há inúmeros fatos que ilustram como um povo simpático e alegre pode de uma hora para outra se tornar extremamente violento. Basta ver o genocídio que Caxias cometeu no Paraguai durante a guerra. Basta observar a repressão violenta que Getúlio empreendeu contra as lideranças da Intentona Comunista, retratada de forma magistral por Graciliano Ramos em seu ”Memórias do Cárcere”, onde não faltou sequer o requinte de enviar Olga Benário, esposa de Luís Carlos Prestes, grávida, para a Alemanha nazista, onde seria executada numa câmara de gás do campo de extermínio de Bernburg, conforme nos ensina Fernando Morais na biografia ”Olga”. Basta conhecer que vinte mil matutos foram mortos pela repressão durante a Guerra dos Canudos em 1897, junto com seu líder, Antonio Conselheiro. Basta não se esquecer da ditadura militar que perseguiu e prendeu cerca de 50 mil pessoas, torturou no mínimo outras 20 mil e matou ou desapareceu com outros milhares. E mais, muito mais…
 
Mas percebamos que depois do fim do regime militar, o Brasil passou por um período de paz relativa, apesar das grandes dificuldades econômicas.
 
E depois do fim do primeiro governo Lula, o país passou por anos de crescimento econômico, redução das desigualdades, aumento de empregos. Esse período colocou sorrisos nas pessoas, otimismo e confiança no futuro.
 
O brasileiro voltou a ser simpático pois podia comprar carro novo, viajar de avião, comprar nos shoppings…
 
Porém, em 2013 as coisas voltaram a mudar (bipolaridade?).
 
A mídia, percebendo o tesouro que tinha nas mãos, após os protestos do Movimento Passe Livre, engajou-se de vez nas manifestações contra Dilma Rousseff, que não mais recuperou sua antiga popularidade.
 
Agora, em meio à Operação Lava Jato, o ódio subiu a patamares inimagináveis.
 
A oposição sem propostas para o país, a mídia que todos os dias publica manchetes para aqueles que só lêem manchetes, deputados federais eleitos para o Congresso mais conservador da História e pastores que vivem ainda na Idade Média, tentam de todas as formas ganhar para si os revoltados que se organizam em movimentos de marchadores para Brasília e de vendedores de camisetas a pedir impeachments e a admoestar imigrantes haitianos que buscam no Brasil solução para suas vidas e as das suas famílias.
 
E a todo momento as manifestações fascistoides ocorrem, cada vez mais ousadas nas redes sociais.
 
Não tenhamos dúvidas: o ovo da serpente está sendo chocado. E o máximo que os ainda não contaminados estamos fazendo é observar perplexos no que isso vai dar, exatamente como aconteceu quando Mussolini subiu ao poder na Itália.
 
Manuel Castells tem razão ao dizer que não somos simpáticos, mas sim agressivos.
 
Como todos os povos do mundo, inclusive os espanhois de sua terra natal.
 
E Marilena Chauí, com certa dose de premonição, acertou em cheio em 2013. Basta ver o que estamos vivendo hoje.
 
*Fernando Castilho é arquiteto urbanista, formado pela USP. Professor e blogueiro, mora no Japão e mantém no QTMD? a coluna “Em memória de Getúlio”.

Os 40 anos da Comissão Pastoral da Terra

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Por Antônio Canuto, membro-fundador da CPT
A CPT completa, neste ano de 2015, 40 anos. Ela não nasceu pronta e acabada. É fruto de todo um processo, que foi amadurecendo aos poucos e que foi se consolidando.
Em 1971, no dia de sua ordenação episcopal como bispo da Prelazia de São Félix do Araguaia, no Mato Grosso, Dom Pedro Casaldáliga lançou a Carta Pastoral “UMA IGREJA DA AMAZÔNIA EM CONFLITO COM O LATIFÚNDIO E A MARGINALIZAÇÃO SOCIAL”. Carta essa que denunciava a realidade dos indígenas, posseiros e peões numa porção da Amazônia, novo palco da expansão colonial do Brasil.
Este grito profético de Dom Pedro encontrou ressonância na igreja e na sociedade. Estava-se em plena ditadura militar. Ao mesmo tempo, um grupo informal de bispos começou a se reunir, provocado pela necessidade de criar laços de solidariedade entre as igrejas em tempos de repressão. Desta articulação foram produzidos três documentos que mostravam a realidade do povo, sentida e compartilhada pela igreja. Os documentos: Ouvi os Clamores do meu Povo; Marginalização de um Povo – Grito das Igrejas eY-Juca-Pirama – o Índio, aquele que deve morrer, desnudavama situação em que viviam os trabalhadores no Nordeste, no Centro-Oeste e a espoliação dos povos indígenas.
Ao mesmo tempo, alguns destes bispos, como lembra Ivo Poletto, “provocaram a CNBB a patrocinar um Encontro de bispos e Prelados da Amazônia”, para refletir sobre a realidade desta imensa região. Estes bispos, porém, não agiram sozinhos, “agiram motivados, às vezes provocados, e até empurrados por outros agentes de pastoral que também foram provocados pelos gritos, silenciosos, abafados, mas profundos e doloridos, do próprio povo”.
Entre 19 e 22 de junho de 1975, em Goiânia (GO), oficialmente convocado pela Comissão Brasileira de Justiça e Paz, realizou-se o Encontro de Bispos e Prelados da Amazônia, do qual participaram 67 pessoas, de 27 dioceses ou prelazias.
Depois da apresentação da realidade vivida pelos trabalhadores na Amazônia Legal e de alguns momentos tensos de debate, uma das decisões tomadas foi a de criar uma “Comissão de Terras”, ligada à linha Missionária da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Esta comissão, a exemplo do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), criado três anos antes, teria como objetivo “interligar, assessorar e dinamizar os que trabalham em favor dos homens sem terra e dos trabalhadores rurais, e estabelecer ligação com outros organismos afins”.

A esta Comissão foram apontadas algumas tarefas concretas:

– Traduzir em linguagem popular o Estatuto da Terra e a Legislação Trabalhista Rural para que o trabalhador tivesse consciência dos direitos que a lei lhes garantia.

– Promover campanha em favor dos direitos dos sem terra.

As dioceses e prelazias foram incitadas a assumir este trabalho criando equipes que se dedicassem a conhecer em profundidade a problemática da terra, e a promover campanhas de conscientização dos trabalhadores, além de organizar assessoria jurídica adequada.

Dom Moacyr Grechi, bispo responsável pela linha missionária da CNBB, que em nome da Presidência da CNBB participara do encontro, encaminhou à mesma Presidência e ao Conselho Episcopal de Pastoral (CEP) as resoluções da reunião de Goiânia, que foram aprovadas em reunião de 26 de agosto.

Dom Aloísio Lorscheider, presidente da CNBB, comunicou a Dom Moacyr:

“venho manifestar-lhe o nosso encorajamento, dentro de uma linha de simplicidade, para que vá se concretizando com segurança e tranquilidade o que os bispos decidiram”.
 
Para dar forma a esta Comissão de Terras, um grupo, indicado no encontro de junho, se reuniu de 20 a 22 de outubro. Coube a ele definir o nome desta comissão. Depois de muitas idas e vindas, chegou-se à conclusão de que, por se tratar de uma ação ligada à Igreja, era importante ressaltar seu aspecto pastoral. Assim passou a se denominar Comissão Pastoral da Terra.

Em carta enviada aos bispos, em 20 de novembro, Dom Moacyr comunicava a criação da Comissão Pastoral da Terra e a escolha do Padre Ivo Poletto para secretário executivo. Comunicava também que o grupo presente na reunião de outubro constituía a Comissão formada de presbíteros e leigos, “amparados por outros representantes regionais”.

A urgência da realidade provocou a urgência das respostas. Já em dezembro era publicado o primeiro número do Boletim da Comissão Pastoral da Terra, fazendo circular as informações sobre os primeiros passos dados, e sobre ações das igrejas e alguns conflitos que afetavam o povo do campo.

Lua de mel entre Robinson Faria e o eleitor está prestes a acabar

 Não bastam as qualidades pessoais do atual governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, nem as boas intenções. Nenhum atributo moral próprio, por mais luminoso que seja, será capaz de fazer da máquina pública um modelo de gestão que atenda as expectativas do eleitor e do cidadão.
 Seis meses
Prestes a completar seis meses a frente do Executivo Estadual, o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, começa a sentir na própria pele  o movimento, ainda inicial, mas presente, das cobranças e reivindicações da população. Cauteloso na tomada de algumas posições, vacilante em outras, o fato é que a lua de mel entre o cidadão e o governo começou a esfriar.
O povo quer mais resultados. Robinson se esforça. Faz o que pode. Mas, reclamam da morosidade de algumas de suas secretarias.

Fonte: SINDSPUMC