segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

CORRUPÇÃO: MP denuncia caixa 2 milionário de deputados que fizeram campanha para Aécio no Rio

Aécio Neves, e os filhos de  Jorge Picciani; Leonardo e Rafael Picciani
Jorge Picciani em cerimônia de diplomação para o cargo legislativo: R$ 1 milhão em material gráfico "por fora"
por Helena Sthephanowitz
O grosso da denúncia envolve caciques do PMDB dissidente que apoiaram o voto 'Aezão', ou seja, Luiz Fernando Pezão (PMDB) para governador e Aécio Neves (PSDB) para presidente
A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) do Rio de Janeiro representou contra oito deputados eleitos, sendo quatro federais e quatro estaduais, por fazerem material gráfico da campanha de 2014 "por fora" do que consta das notas fiscais, segundo os procuradores, caracterizando caixa 2.
O grosso da denúncia envolve caciques do PMDB dissidente que apoiaram o voto "Aezão", ou seja, Luiz Fernando Pezão (PMDB) para governador e Aécio Neves (PSDB) para presidente. O deputado estadual e presidente do PMDB fluminense, Jorge Picciani, e seus dois filhos, o deputado federal Leonardo Picciani e o estadual Rafael Picciani, gastaram mais de R$ 1 milhão cada um em material gráfico "por fora", sempre segundo a PRE-RJ.
O deputado estadual André Lazaroni, do PMDB e do Aezão, também teve mais de R$ 1 milhão em material gráfico "por fora". O deputado federal Otávio Leite (PSDB) teve mais de R$ 500 mil "por fora". O deputado federal Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, R$ 100 mil. Assim, os apoiadores de Aécio Neves usaram mais de R$ 4,6 milhões em material de campanha não contabilizado, vulgo caixa 2.
Completam a representação da PRE, mais de R$ 100 mil do deputado federal Pedro Paulo (PMDB), principal aliado do prefeito Eduardo Paes (PMDB), que não aderiu ao "Aezão", e R$ 90 mil do deputado André Ceciliano, do PT.
O esquema era feito com a empresa de comunicação visual High Levels e uma rede de gráficas, onde a quantidade de impressos declarados nas notas fiscais eram menores do que a produção real. Uma planilha "de gaveta" apreendida por fiscais do TRE discrimina os valores pagos “por dentro” e “por fora” de cada um dos deputados.
O governador Luiz Fernando Pezão também consta desta planilha e foi denunciado em outro processo à parte, junto ao vice Francisco Dornelles, presidente de honra do PP e primo de Aécio Neves. Foi quem nomeou o senador tucano diretor da Caixa Econômica Federal durante o governo Sarney, quando era recém-formado.
Como agravante, a High Levels prestava serviços de produção gráfica para a prefeitura do Rio e para o governo estadual, o que leva a outras linhas de investigação muito além das irregularidades de campanha eleitoral.
As investigações foram iniciadas quando a juíza Daniela Barbosa Assumpção de Souza, responsável pela fiscalização da propaganda, estranhou a pequena tiragem declarada diante da quantidade de placas espalhadas do deputado federal Pedro Paulo (PMDB) e da deputada estadual Lucinha (PSDB). A juíza determinou a verificação do endereço da gráfica e descobriu que no local funcionava apenas um salão de beleza. A poucos metros funcionava a High Levels Signs, que impressionou pelo parque gráfico e pelo volume de propaganda política.
Os fiscais do TRE-RJ simularam ser assessores de candidatos interessados na produção de material de campanha, desde que a gráfica concordasse em fazer constar das placas uma tiragem inferior à efetivamente entregue. "Claro que fazemos, essa é uma prática muito comum", respondeu a recepcionista, que passou a elencar nomes de candidatos que encomendam material com tiragem adulterada, sem saber que tudo estava sendo gravado.
Uma operação conjunta da Justiça Eleitoral com a Polícia Federal em 8 de agosto de 2014 lacrou a empresa e apreendeu documentos e materiais que comprovariam fraudes e provável caixa 2, como ordens de serviço com tiragem de placas, banners e panfletos menor do que a quantidade realmente entregue aos candidatos.
Além dos oito denunciados, na operação foram encontrados material de campanha de Rodrigo Bethlem (PMDB), desistente ao ver sua candidatura abatida por um escândalo de propinas na prefeitura quando foi secretário municipal, e Sávio Neves (PEN), não eleito e, coincidentemente, também primo de Aécio Neves.
Nas ações, a PRE pede a perda dos mandatos. O procurador regional eleitoral Paulo Roberto Bérenger disse: “Houve verdadeira prática de conduta ilícita pelos políticos, na medida em que a não declaração dos gastos em campanha se comprova pelos documentos alcançados pela Polícia Federal, pelo relatório do TRE que apurou a existência de diversas irregularidades, bem como pelas conclusões da Receita Federal, que constatou a omissão de receitas pelas empresas (...) A ausência de declaração de todas essas despesas na prestação de contas é uma omissão relevante na contabilização de gastos eleitorais, indicando que houve gastos ilícitos de recursos para fins eleitorais”.
Apesar dos deputados do Aezão terem feito campanha para Aécio em seus materiais impressos, o senador tucano não foi denunciado pois, a princípio, as irregularidades teriam sido cometidas à sua revelia e por campanhas de terceiros, mesmo o favorecendo.
A notícia enfraquece politicamente a candidatura do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB) à presidência da Câmara dos Deputados, pois mesmo sem seu nome estar envolvido, atinge seu entorno e sua base política no PMDB fluminense.
Fonte: Rede Brasil Atual - RBA

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

BAÍA FORMOSA - RN - BRASIL - POUSADA E RESTAURANTE ARATIPICABA - " ONDE A NATUREZA TE ESPERA "

 Piscina
 Fachada da Pousada a 500 metros das praias 

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Olhem a Maravilha que espera por vocês!









 Fonte: eduagreste.blogspot.com

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

9ª Bienal da UNE debate diversidade linguística do Brasil no Rio de Janeiro

Até 18 de janeiro, inscrições custam R$ 60. Interessados podem submeter trabalhos até quarta-feira (7)


A União Nacional dos Estudantes (UNE) se prepara para receber mais de 10 mil estudantes na 9ª Bienal de arte, ciência e cultura. O evento, maior festival estudantil da América Latina segundo a entidade, será realizado no Rio de Janeiro entre 1º e 6 de fevereiro e se integrará às comemorações dos 450 anos da cidade. O evento será feito ao longo dos Arcos da Lapa, e mais de 10 mil estudantes são esperados

Neste ano, a bienal se baseia no tema "Vozes do Brasil" e faz um convite à reflexão sobre a linguagem no Brasil, a variabilidade linguística e seus diferentes registros, a relação da fala e da escrita com os diferentes lugares sociais do país. "Nosso principal objetivo é abrir um debate a favor da diversidade do povo brasileiro e contra qualquer preconceito regional e de língua que houver no nosso país", diz André João da Costa, vice-presidente regional da UNE no DF e estudante de ciências naturais na Universidade de Brasília (UnB). 

Aberta a qualquer estudante, a bienal está com inscrições abertas até 18 de janeiro, e o ingresso custa R$ 60. Após essa data, o valor é de R$ 120. As inscrições vão até o dia do evento. Os participantes poderão se integrar a oficinas, shows, debates e outras atividades. Estudantes podem inscrever trabalhos nas áreas de música, artes visuais, literatura, audiovisual, artes cênicas, ciência e tecnologia e projetos de extensão até quarta-feira (7). Os selecionados para a mostra selecionada estão isentos de pagamento, bem como cotistas de instituições federais e beneficiários do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e do Programa Universidade para Todos (ProUni) na rede privada.

Caravana do DF
A regional local da UNE espera levar pelo menos 300 alunos do DF em caravana para o evento. Para tanto, o vice-presidente Andé João da Costa solicitou quatro ônibus da UnB para realizar o transporte. Os interessados em participar podem entrar em contato pelo telefone (61) 9253-0474 ou enviar um e-mail para unedodf@gmail.com.

Fonte> Correio Braziliense

Robinson deixa de usar a foto oficial de governador

Em seu instagram, o governador Robinson Faria fez um post destacando que deixa de usar a foto oficial do governador. Em seu gabinete, trocou a foto oficial por um quadro que ganhou de um artista potiguar.

Por  Robson Pires

Delação premiada viola a Constituição, diz jurista

20150113020358_cv_VANAPEQUENOimagesCAYATV4T_gdePremiar a traição é a forma mais imoral e antiética do agir estatal. Esta é a opinião do jurista João Bernardo Kappen em artigo no jornal O Globo desta segunda-feira, tratando do atual tema da delação premiada. Para ele, a delação premiada instituida no Brasil viola a Constituição.
‘Por exemplo, o delator, para gozar da premiação por sua traição, há, por lei, de abrir mão de seu direito fundamental ao silêncio e de não produzir prova contra si mesmo’, explica.
De acordo com o advogado, ‘a valorização que se dá à delação premiada hoje representa o mais claro sintoma da incompetência das instituições de investigação e de acusação — polícia e Ministério Público — que não conseguem por conta própria desvendar a autoria de crime’.
Fonte: Robson Pires

Ministério da Educação disponibiliza notas do Enem nesta terça-feira

As notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) do ano de 2014 vão estar disponíveis para consulta a partir desta terça-feira, 13. A informação foi divulgada pelo Ministério da Educação. O resultado é utilizado como critério para a seleção através do Sistema de Seleção Unificada (SiSU). Para acessar o resultado, o estudante precisará do número de inscrição ou CPF e da senha criada na hora da inscrição.
Já a quantidade de vagas que a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) oferece neste ano pelo Sistema de Seleção Unificada (SISU), pode ser acessada de forma on-line nesta segunda-feira, 12. Dividida por curso e cidade, a lista completa pode ser visualizada através do endereço http://sisu.mec.gov.br/cursos?tipo=ies&valor=570. As inscrições iniciam na próxima segunda-feira, 19, e se estendem até as 22h59 do dia 22, através do site sisu.mec.gov.br
Fonte: Robson Pires

FUJIMORI É CONDENADO POR COMPRAR Á MÍDIA


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Olha que caso interessante.
A notícia que nos chega do Peru revela claramente que a briga entre governantes e mídia, na América Latina, vai além de uma simples luta ideológica entre “bolivarianismo” e “imprensa livre”.
A tal imprensa livre acostumou-se, ao longo das últimas décadas, a vender seu apoio aos governos.
Quer dizer, primeiro apoiou toda espécie de ditadura. Em seguida, aliou-se promiscuamente ao neoliberalismo corrupto e antipopular que dominou o continente a partir da década de 90.
Com o advento de governos populares, a mamata acabou.
Daí o ódio ideológico se soma ao desespero por dinheiro.
Condenado por “corromper” jornais
Por Altamiro Borges, em seu blog.
Não ocorreu no Brasil nem se refere ao ex-presidente FHC, ao cambaleante Aécio Neves ou a outros direitistas que sempre mantiveram relações promíscuas com os donos da mídia. O fato aconteceu no Peru na semana passada. A Justiça do país vizinho condenou o ex-presidente Alberto Fujimori a mais oito anos de prisão pelo desvio de dinheiro público para a “compra” de jornais que deram apoio à sua candidatura no ano 2000. Além de bajularem o neoliberal peruano, estes veículos fizeram campanhas sujas contra os seus rivais políticos. O golpe não deu resultado e Fujimori perdeu as eleições, após ser vencido três pleitos seguidos. Na sequência, ele foi acusado de inúmeros escândalos de corrupção e de cruéis atentados aos direitos humanos – e segue preso até hoje.
Segundo a agência de notícias EFE, Fujimori ordenou o desvio de 122 milhões de sóis (cerca de US$ 40 milhões) para a compra da linha editorial de jornais sensacionalistas, conhecidos como “chichas”. Ele foi condenado pelo crime de peculato doloso, foi multado em US$ 1 milhão e não poderá exercer cargos públicos por mais três anos. A sentença, a quinta contra o direitista desde a sua extradição do Chile, em 2007, deverá ser cumprida a partir de 2021. Aos 76 anos de idade, Fujimori está na cadeia desde 2009. Ele foi condenado a 25 anos de prisão por crimes contra a humanidade nos massacres de camponeses de Bairros Altos e La Cantuta. Ele também coleciona três penas por corrupção.
No Brasil, a mídia privada também manteve relações promíscuas com os neoliberais da plantão – que seguiam a mesma cartilha de Alberto Fujimori. Não se sabe, ainda, se isto ocorreu por dinheiro, numa corrupção direta, ou por razões políticas e ideológicas. A chamada grande imprensa deu total apoio ao processo de privatização das estatais imposto por FHC. Quase nada foi denunciado sobre o desvio de grana da “privataria” – inclusive com o desvio de recursos públicos para contas secretas em paraísos fiscais no exterior. Até o processo de reeleição de FHC, similar ao ocorrido no Peru, foi abafado pela mídia. A Folha tucana até denunciou a compra de votos, mas logo arquivou o escândalo.
Durante o reinado tucano, a mídia privada sempre foi subserviente e dócil. Tudo foi feito para blindar a vida “bastarda” de FHC e para satanizar as forças oposicionistas. “Calunistas” de aluguel atacaram os sindicatos, o MST e o movimento estudantil. A aliança do PSDB com o DEM – reunindo políticos mais sujos do que pau de galinheiro – sempre foi poupada. Nada de cruzadas moralistas pela ética e contra a corrupção. Na fase mais recente, o cambaleante Aécio Neves, esperança dos barões da mídia, também foi protegido. Nada sobre o “choque de indigestão” em Minas Gerais, sobre o “aecioporto”, sobre a sua nota zero no Senado ou sobre a badalada carreira do senador mineiro-carioca.
Fica a suspeita: será que os tucanos também “compraram” alguns jornais e emissoras de rádio e TV?
*Autor: Miguel do Rosário
PS Tijolaço: Leia também essa notícia, sobre o apoio da mídia peruana à filha de Fujimori, candidata nas últimas eleições presidenciais do Peru.

O CHORORÔ DOS COLUNISTAS : Merval faz Dilma chorar, Noblat tira lágimas de Lula

O jornalismo político Brasil, definitivamente, está precisando de um analista.
Os mais ilustres comentaristas da grande imprensa, um após outro, dedicam-se a analisar supostas emoções, muito menos que os fatos.
Dias atrás, Merval Pereira disse que Dilma, segundo seus informantes, teria chorado por sentir-se “abandonada” por Lula.
Agora, é Ricardo Noblat quem coloca Lula distante e apreensivo, porque Dilma – a mesma que disse Merval estava chorando sem Lula – não o ouve e consulta.
Lula, diz Noblat, “está nas mãos de Dilma”.
Não é preciso, convenhamos, nenhum divã de analista para verificar que ambas descrições são, em bom português, pura intriga.
Ajudada, é verdade, por uma visão “patrimonialista” (para usar a palavra da moda) do exercício do poder.
O espírito das intrigas palacianas serve, com certeza, para palácios habitados por príncipes, daqueles que se acham possuidores, por direito natural, do trono.
Não que precisem ser nobres para isso. Quem lembrar da cena política brasileira nos últimos anos verá que o príncipe José Serra achou um absurdo alguém tão preparado quanto ele não ser presidente e, estes dias, o dauphin Aécio Neves fez birra porque não aceitou que a plebe ignara o tenha preterido para reinar.
Foge a Merval e a Noblat a ideia de que, para algumas pessoas, a política não é como uma carreira de “medalhão” da grande imprensa, onde a regra para subir é invejar e derrubar quem ocupa cargos de mando.
Falta-lhes, porque não a têm, a ideia de que alguém possa fazer política com causas coletivas e um projeto político para a Nação. Com tudo o que as ambições próprias do ser humano possam interferir nos episódios do dia-a-dia, não compreendem que lideranças políticas possam ter outra relação com o poder senão a de ambição (de todas as naturezas) e do desejo de mandar.
Lula e Dilma, cada um deles, têm seu lugar na história assegurado, como presidente e presidentes reeleitos.
Podem ter suas vaidades, mas têm uma causa da vida inteira.
Por isso, não trabalham com a ideia – que Luiz XV da França tornou célebre com a frase “d’apres moi le deluge” – de que, fora de seus próprios interesses e vaidades pessoais nada mais lhes importa.
Nem que Lula, um simples operário vindo do Nordeste, possa ter as noções de ética que lhe permitam sugerir, ponderar mas não impor soluções a seus companheiros, inclusive e principalmente aquela que, de fato e de direito, detém o cargo de Presidenta.
Deve ser difícil aos que se transformaram em porta-vozes de uma elite miúda e sem classe como a brasileira entender o que é comportamento ético e ausência de mesquinhez.
Afinal, subir na vida é uma questão de ” invejar e derrubar”, não é?
Noblesse oblige.
Por Fernando Brito
O Tijolaço

MARTA É DE MENOS. O DEGRADANTE É O ELOGIO À TRAIÇÃO

O velho Leonel Brizola, entre as centenas de frases memoráveis que criou, usava muito a que dizia que “a política ama a traição, mas abomina o traidor”.
Não que eu ache que dissentir de um partido político e deixá-lo seja um ato de traição. Ao contrário, corresponde à liberdade de consciência do indivíduo e não há ideologia que possa se sobrepor a isso.
Em geral, permanecer onde não se quer estar leva a um comportamento de ódio e rancores como este que exibe a senadora Marta Suplicy.
Afastar-se do PT é seu direito. Atacar os companheiros de uma vida inteira de quem, agora, “descobriu” divergir, é outra.
Se é, como se especula, a ideia de voltar a candidatar-se à Prefeitura de São Paulo o que a move, pior ainda.
Marta, infelizmente, já deveria saber que foi, como candidata,  desprezada  pela direita e agora caminha para sê-lo pela esquerda.
Deveria lembrar-se da derrota para Serra, em 2004.
Com uma boa gestão na Prefeitura, nem assim conseguiu, marcada pela “chaga” do petismo, alcançar boa votação entre a classe média alta e a elite paulistana, malgrado suas origens aristocráticas.
Lula não a hostilizou nas prévias petistas em 2006, onde ela foi derrotada por Aloízio Mercadante. Ao contrário, abrigou-a como Ministra do Turismo onde, afinal, sua gestão pouco produziu, senão a infeliz e notória frase do “relaxa e goza”.
Também não usou seu poder, no auge da popularidade, para impor outro candidato ao PT para o Senado, em 2010, numa eleição onde seu poder de influenciar estava ao máximo.
E, convenhamos, perder em simpatia e companheirismo partidário para Aloizio Mercadante, é algo que exige muito trabalho.
Agora, com suas atitudes, percebe-se publicamente o comportamento da senadora, o qual já deveria ser conhecido daqueles que mais proximamente convivem com ela.
Paradoxal que pareça, falta nobreza a Marta.
Muitas de suas opiniões podem até ser corretas, mas é inexplicável que utilize os métodos mais abjetos para exercer sua “vingança”.
Escrever uma carta de demissão com arestas quando todos os ministros já estavam (ou deveriam estar) demissionários pela mudança de Governo e, agora, acusar Juca Ferreira, seu sucessor, por irregularidades que teve anos e anos para apontar e não fez,  são atitudes que qualquer pessoa de boa-fé não pode acolher como gestos dignos, mas resultado  de um caráter fraco e flácido.
Se o problema foi o de Lula não a ter ungido como candidata, pelo que  que ela mostra ressentimento, vê-se que andou bem o ex-presidente em preteri-la, talvez pelas falhas morais que agora exibe.
O PT, realmente, precisa de muitas mudanças e uma delas certamente é deixar de viver este mundo de intrigas e favoritismos a que Marta Suplicy se entrega, onde princípios, coerência e seriedade começam a escassear.
Sim, de fato a frase que os jornais pinçaram de sua entrevista – “ou o PT muda ou se acaba” – pode ter sentido, para representar a necessidade do petismo de retomar suas origens populares.
Mas também vale, com uma pequena alteração, para a própria Marta.
Se ela muda para voltar às origens que tem na elite e deixa de lado o partido onde se tornou uma personagem nacional  e exerce ou deveria exercer sua autoproclamada capacidade política,, é quase certo que ela se acaba, depois do brilhareco que a mídia lhe proporcionará.
Porque é sábia a frase do velho Briza.
A política ama a traição e, logo a seguir, abomina o traidor.
Fonte: O Tijolaço

Petrobras: recorde de petróleo no mês, no ano, na História. E está “quebrada”?


Petrobras: recorde de petróleo no mês, no ano, na História. E está “quebrada”?

12 de janeiro de 2015 | 23:49 Autor: Fernando Brito
Saíram agora à noite os números consolidados da produção de petróleo e gás natural da Petrobras. Com todos os problemas que a empresa enfrenta, foram sensacionais. A empresa chegou à marca de média de 2, 863 milhões de barris de óleo equivalente por dia ( na soma de petróleo e gás), melhor resultado já alcançado na história da empresa. Só de óleo líquido (excluído o gás), ..

Barão de Itararé e o caso dos 9 chineses — uma obra do "corvo" da UDN


"Enquanto integrantes da delegação passeavam pela China, no Brasil, a situação política se complicava. E muitos, ao receberem as notícias do país pela imprensa chinesa, pegaram o avião de volta preocupados com o futuro do governo Goulart. O próprio Barão falara à imprensa já em janeiro de 1963: "Espero um golpe de Estado de um momento para outro, tanto assim que, quando saio à rua, sempre levo minha pasta, ostensivamente." Sua esperança — explicava — era ser nomeado ministro com pasta pelo novo governo, por achar "uma indignidade ser ministro sem pasta, por mais modesta e vagabunda que seja". Manifestando certo receio, explicou que dera ao governo "um crédito de confiança que pode ser pago a longo prazo". Achava apenas que as anunciadas reformas de base deveriam ser bem planejadas, "simplesmente porque se não forem muito bem craniadas, poderão sofrer uma fratura na base do crânio".

Os passos dados pelo governo Goulart e o desfecho da crise política confirmariam os piores temores do Barão, que mal teve tempo para relatar aos companheiros os detalhes da viagem. Em 19 de fevereiro de 1964, foi um dos convidados para a posse da nova diretoria da Sociedade Cultural Sino-Brasileira. Nos salões do palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, tendo ao seu lado nomes como Paiva Muniz (deputado pelo PTB e marido da prima Sílvia) e o senador Aarão Steinbruch, Apporelly fez um breve discurso registrado por um policial do DOPS que, ainda no governo Goulart, acompanhava as atividades promovidas pelos comunistas: "A seguir, falou o Sr. Apparício Torelly, que começou dizendo que não estava ali para pregar a revolução, porque revolução não se prega... vai-se fazendo. Ajuntando que não se deve pedir licença aos outros para fazer revolução porque, se pedir, ninguém dá."

Seria a última vez que falaria em público. O golpe de 31 de março de 1964, ocorrido cerca de três meses depois de sua volta ao Brasil, surpreendeu o Barão com amigos da missão comercial chinesa quando passavam de carro pela avenida Atlântica e presenciavam o movimento de tropas no Forte de Copacabana. Na euforia da vitória, muitos partidários do golpe tinham saído às ruas para comemorar. Alguns deles já olhavam de cenho franzido e expressão desconfiada para aquele automóvel cheio de chineses.

(...)

Nos dias seguintes ao golpe, Apporelly perceberia o risco que correra ao aparecer em público ao lado dos amigos chineses. Funcionários do governo de Pequim, eles tinham chegado ao Rio para abrir uma missão comercial depois da visita que João Goulart fizera à China em 1961, ainda como vice-presidente. Procurando dar início a um intercâmbio maior entre os dois países — na época ainda sem relações diplomáticas formais — eles estavam ocupados nos últimos tempos com negociações para a compra de algodão brasileiro e a organização de uma exposição sobre produtos industriais chineses. Entre jornalistas, diplomatas e funcionários da área de comércio exterior eram ao todo nove os chineses que integravam a missão. Os primeiros haviam chegado em 1961 e os últimos nos primeiros meses de 1964. Devido ao seu trabalho à frente da Sociedade Cultural Sino-Brasileira, Apporelly tinha mesmo ido ao aeroporto receber um dos grupos que havia chegado ao Rio. Instalados em dois apartamentos no Flamengo, não longe da casa de Apporelly, alguns naturalmente estabeleceram relações de amizadee com ele.

Pouco antes, o humorista falara sobre sua viagem à China diante de uma plateia de cerca de setecentas pessoas, reunida no auditório do Ministério da Educação, no centro do Rio, durante a posse da nova diretoria da Sociedade Cultural Sino-Brasileira, encabeçada por Adão Pereira Nunes como presidente. Não era surpreendente que Apporelly integrasse a diretoria dessa sociedade, da mesma forma que outras personalidades filiadas ou próximas ao Partido Comunista mantinham atividades semelhantes. Desse modo, Oscar Niemeyer era presidente do Instituto Cultural Brasil-Cuba, do qual faziam parte também Jorge Amado, Di Cavalcanti, Dias Gomes e até o radialista Sargentelli. Mesmo antes do golpe, durante o governo João Goulart, essas listas eram cuidadosamente registradas nos relatórios da Divisão de Polícia Política e Social. Depois de abril de 1964, os novos donos do poder fariam uso delas — e o nome de Apparício Torelly teimava em aparecer em quase todas.

Em 4 de abril de 1964, ao passar os olhos pelas primeiras p[aginas dos jornais para se inteirar da confusa situação criada pelo golpe, o Barão se surpreendeu ao ver as fotografias de alguns chineses ao lado de quem, apenas três dias antes, passeara por Copacabana. "Espiões chineses iam assassinar Lacerda, Kruel e Castelo Branco", revelava o Diário de Notícias. "Presos nove agentes comunistas chineses que vieram matar Carlos Lacerda", anunciava a manchete de O Jornal. "Personalidades brasileira estavam marcadas para morrer", informava O Globo. Ao procurar detalhes, sob outro título do Diário de Notícias ("Mao Tsé mandou matar à chinesa"), Apporelly e milhares de leitores espantados puderam ler o seguinte:

A China de Mao Tsé mandou ao Brasil nove homens com a incumbência de assassinar o Sr. Carlos Lacerda e os generais Amauri Kruel e Castelo Branco. Iam usar no crime o chamado "processo chinês": uma injeção indolor que fulmina instantaneamente e que seria aplicada no momento em que o criminoso se aproximasse da vítima simulando um encontrão.

Até as agulhas de acupuntura encontradas em poder do grupo foram apreendidas: as técnicas de medicina oriental eram desconhecidas na época e suspeitava-se de sua possível relação com o assassínio "à chinesa". Na imaginação dos leitores mais ingênuos, as acusações talvez evocassem imagens de velhos filmes de mistério em preto e branco da série de Charlie Chan, nos quais Lacerda ou Castelo Branco desfalecidos e amarrados a uma mesa se veriam cercados por vilões chineses manipulando instrumentos misteriosos e de aspecto sinistro. No entanto, para os acusados — e para os brasileiros que se relacionavam com eles — a situação estava longe de ser cômica.

O quadro fantasioso era resultado das diligências realizadas pelos delegados do DOPS que, liderados pelo coronel Gustavo Borges, secretário de Segurança do Estado da Guanabara, invadiram, na madrugada anterior, os dois apartamentos ocupados pelos chineses, na rua Senador Vergueiro e na rua Almirante Tamandaré. Foram presos Wang Yao Ting, o chefe da representação comercial, e os oito funcionários: Wang Ei Chen, Chu Chin Tung, Hou Fa Tseng, Wang Chin, Su Tze Ping, Chang Pao Cheng e Sung Kuei. "No rico apartamento dos estrangeiros", continuava o jornal, foi apreendido um pequeno vocabulário chinês com palavras traduzidas para o português. Aquelas palavras, aparentemente inocentes, na verdade eram "senhas para realizar guerrilhas e agitação", explicou um dos delegados do DOPS.

As quantias em dólar encontradas ali eram destinadas ao aliciamento e à compra de favores de políticos — como o governador de Pernambuco, Miguel Arraes — e personalidades "colaboracionistas" — como o jornalista Samuel Wainer, do Última Hora. "Eles montaram uma máquina de corrupção e de traição como não conhecíamos nem na época do Eixo", revelou o coronel Borges. O mesmo militar informou à imprensa que com os chineses dora apreendida uma lista "com nomes de autoridades e de pessoas influentes no Brasil, todas com sentença de morte lavrada pelos agentes do comunismo internacional". E continuava: "Diante dos nomes em caracteres chineses, está a forma de execução, que varia do enforcamento ao fuzilamento". Abriam a lista os nomes de Lacerda e do general Kruel, "ambos com sentença de morte por fuzilamento". A missão comercial, posta sempre entre aspas, tinha, segundo a imprensa, outros objetivos. "Já está certo que os chineses eram membros do grupo de estrangeiros que na localidade de Sant'Anna de Japuíba, Estado do Rio, estavam preparando as guerrilhas para dominar o sertão daquele estado e os demais próximos". A polícia acreditava estar diante da ponta de um iceberg: "As autoridades do DOPS estão convencidas de que pelo menos 200 chineses atuavam na Guanabara a serviço de Mao Tse Tunh", dizia O Globo. O que os leitores dos jornais não poderiam saber (a informação ficaria restrita aos autos do inquérito militar) é que os funcionários chineses haviam sido espancados sistematicamente desde os primeiros momentos da sua prisão.

Como era de se esperar, os outros 192 chineses que estavam para ser presos "nas próximas horas" jamais se materializaram. Também não apareceram provas que dessem sustentação a acusações tão mirabolantes. No entanto, com a ajuda da grande imprensa, o clima de histeria estava criado. Um Inquérito Policial Militar (IPM), dirigido pelo coronel Luiz de França Oliveira, não demoraria a ser instaurado no Conselho Permanente de Justiça da 2ª Auditoria de Guerra, no quartel da rua Barão de Mesquita. A análise dos diários, cadernetas de endereços e anotações dos chineses mostrava que Apparício Torelly estava entre os nomes de brasileiros mais citados. Fosse em respeito à sua idade, ao seu prestígio ou devido ao caráter discreto da sua atuação política, Apporelly não seria incluído entre coréus ao lado de chineses, acusados de subversão e espionagem. Entre estes estavam comunistas politicamente próximos a Pequim, como João Amazonas e Maurício Grabois, além de nomes como Max da Costa Santos, o ex-deputado Adão Pereira Nunes, o presidente da Sociedade Sino-Brasileira, e Raquel Cossoy, secretária da entidade.

A flagrante injustiça no tratamento concedido aos chineses conferiu ao episódio um caráter emblemático das truculências jurídicas que se acumulariam a partir de 1964, e, provavelmente por isso, o caso atraiu a atenção do advogado Sobral Pinto, que assumiu a defesa do grupo sem qualquer remuneração; os réus brasileiros foram defendidos por Raul Lins e Silva. Presos, ainda esperariam o julgamento por nove longos meses.

Em dezembro de 1964, arrolado como uma das testemunhas de defesa, Apporelly depôs diante do Conselho, acompanhado por Sobral Pinto e por Lins e Silva que o observavam, sentados no fundo da sala de audiências. A rigor, o Barão falava como testemunha de Raquel Cossoy, que também esra funcionária da Assembleia Legislativa, mas sua intervenção favoreceria todos os acusados, uma vez que o principal objetivo do depoimento era confirmar o caráter puramente cultural da associação de que participava e o sentido exclusivamente comercial e diplomático das atividades dos chineses."

(in "Entre sem bater — A vida de Apparício Torelly — O Barão de Itararé, Cláudio Figueiredo, Casa da Palavra - 2012)

1964: O JULGAMENTO DE DEUS [Impressões de Leitura]

Por Prof. DiAfonso

 
Tendo como pano de fundo a “ditadura que ainda engatinhava” ou a “gloriosa e vitoriosa Revolução Redentora” – como os militares golpistas e os bajuladores de plantão chamavam a quartelada de 1964 - e ambientado na“cidade pernambucana de Boi Pintado”, o romance “1964: O Julgamento de Deus” [Recife: Bagaço, 2014, 302 p.], do publicitário e escritorJosé Nivaldo Júnior, seduz não só pela capacidade que o autor revela ter de "costurar" a narrativa [coisa de quem incorporou o espírito de saber contar histórias e estórias], mas também pela maestria com que ele desenha e redesenha os personagens e constrói o papel que cabe a cada um deles no universo narrativo engendrado.

Com habilidade, José Nivaldo Júnior recria fatos históricos [o Golpe de 64, a onda de prisões que se seguiram a partir do endurecimento do regime ditatorial, a resistência ao golpe] e personagens históricos e não históricos alinhavando-os na teia ficcional em que o grotesco, a ironia, a intertextualidade bíblica, a presença da cultura nordestina com seu rico universo linguístico [notadamente no tocante ao aspecto vocabular: “bregueço”, “mulé”, “cabra safado”, "gota serena", "febre tifo do rato", “chamegar”, “falcudade”, “óidio”, “fela da puta”], com seus costumes e com seu misticismo latente não se insinuam, mas integram, de forma decisiva, a trama narrativa e com ela interagem.

Um a um, os personagens vão surgindo, compondo e contribuindo para que a tessitura narrativa desemboque no grande e incomparável evento, porque nunca antes registrado “em qualquer lugar do mundo”: o julgamento de Deus. Evento que traz em seu bojo um contraponto e uma crítica ao conservadorismo da Igreja Católica Apostólica Romana e ao próprio Golpe Militar.

Desse modo, personagens como seu Binoca, Mané Tiro Certo [beato Elias], Monsenhor Afonso, Továrish Lói, Cumpade Deca, Natércio Pai dos Burros [os Tetéus], o Xerife, a Dama de Ouro, coronel Honorato Francisco das Chagas, o Delegado, Honorato Meu Doutor, Francisquinho Pai Mandou, Jota França, “a bela irmã Maria do Espírito Santo” e Garapa vão sedimentando a trilha narrativa e sendo “cúmplices”, direta ou indiretamente, de um final dramático e surpreendente.

Para baixar a obra em pdf, com o consentimento do autor, cliqueaqui.

Fonte:saraiva 13

domingo, 4 de janeiro de 2015

Conheça a pesquisa que revela que menos de 1/6 da população brasileira pensa em ser professor

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), em parceria com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), divulga estudo realizado pelo Data Popular e que revela a opinião da população sobre a educação e os profissionais de educação. A pesquisa foi lançada durante a segunda Conferência Nacional de Educação (CONAE), na sexta-feira (21/11), em Brasília.
De acordo com o levantamento, segurança é o fator mais importante para que a escola seja de qualidade, seguida de valorização dos professores e funcionários. A falta de perspectiva na carreira é outro ponto a ser analisado: a população considera a profissão de professor o ofício mais importante para que o país tenha um bom futuro, mas apenas 15% gostariam em virar educador.
Para o presidente da CNTE, professor Roberto Franklin de Leão, os números refletem a triste realidade da escola pública brasileira: "Consideramos fundamental ter um instituto de pesquisa qualificado comprovando as informações que os trabalhadores em educação vivenciam no dia a dia da escola. Esse documento revela dados que há tempos a CNTE aponta para a sociedade".
A pesquisa também levou em consideração aspectos relacionados à valorização, formação (capacitação) e remuneração dos professores e dos profissionais da educação. O estudo mostra também que 99% dos brasileiros acreditam que a educação é muito importante para o futuro do Brasil.
Na avaliação do coordenador do Fórum Nacional de Educação e da CONAE, Francisco das Chagas Fernandes, a valorização dos profissionais de educação passa por três caminhos: salário (ganho real do Piso), Diretrizes Nacionais de Carreira e a formação inicial e continuada. "Esse tripé é necessário para garantir um sistema de formação de professores no país", resumiu o coordenador.
Valorização do professor - Os entrevistados também entram em consenso quando o assunto é valorização dos professores, já que 98% avaliam que a profissão deveria ser mais valorizada. Na opinião dos brasileiros, oferecer uma educação de qualidade está ligada diretamente à valorização do professor. Por isso, boa parte dos entrevistados acredita que a saída para uma educação de qualidade é ter professores qualificados, bem preparados e com melhores salários. Para 76%, os professores são menos valorizados do que deveriam pela população, enquanto 85% acham que os professores são menos valorizados do que deveriam pelo governo.
Melhores salários - O salário oferecido aos professores da rede pública é considerado ruim ou péssimo para 66% dos consultados. Apenas 8% disseram que é bom. Quando questionados sobre os salários dos professores das escolas privadas, 49% disseram que a remuneração é ótima ou boa. Sendo assim, 98% consideram importante que professores e funcionários das escolas tenham bons salário para que a escola seja de qualidade.
Os entrevistados também reconhecem que o professor deveria ser a profissão com a melhor remuneração. Por outro lado, a maioria acredita que são os médicos, engenheiros e advogados que recebem os salários mais altos. Como forma de valorização, 85% dos brasileiros acreditam que os profissionais da educação deveriam ter um piso salarial nacional que valorize o salário.
Educação de qualidade - Entre os principais benefícios que a educação pública de qualidade pode trazer para a sociedade brasileira, os entrevistados destacaram: redução da violência, combate à pobreza, melhores empregos e formação de bons profissionais. E a maioria (59%) avalia que as escolas públicas estão longe de ter uma educação de qualidade. Outro aspecto abordado no estudo está relacionado ao futuro profissional. Para 48%, os alunos de escolas particulares têm mais chances de ter um bom emprego do que alunosque estudaram na rede pública. Como forma de melhorar a qualidade da educação, 94% são a favor da educação em tempo integral.
Papel dos governos - A responsabilidade dos governos federal, estadual e municipal também alvo da pesquisa. Para 43%, o governo federal é responsável pela educação pública em geral, enquanto 27% atribuem a responsabilidade ao governo municipal. Para melhorar a educação, 87% são favoráveis ao governo destinar 10% do PIB para educação. Hoje, são 6,5%. O tema educação também é levado em consideração na hora de escolher o candidato, já que 72% dos brasileiros se informar sobre educação antes de votar.
Metodologia da pesquisa - A pesquisa foi realizada em setembro de 2014, com 3 mil pessoas com mais de 16 anos, em 100 municípios, nas cinco regiões do País.
Fonte: CNTE

sábado, 3 de janeiro de 2015

EM BAÍA FORMOSA/RN, EDUARDO VASCONCELOS ENTREVISTA O SURFISTA ITALO FERREIRA CAMPEÃO BRASILEIRO, RUMO AO MUNDIAL






Na última quinta-feira, 02 no Chalemar em Baía Formosa/RN eu tive o prazer de entrevistar o jovem surfista formosense, Italo Ferreira CAMPEÃO BRASILEIRO de 2014, um jovem inteligente, humilde e muito talentoso em cima de um prancha!  Me concedeu 10 minutos do seu precioso tempo e fui logo perguntando qual a sensação de ser CAMPEÃO BRASILEIRO DO SURF antecipado do Circuito Brasileiro de Surf Profissional, após o 3º lugar na 2ª etapa do CIRCUITO em Santa Catarina/SC, que aconteceu em dezembro de 2014 na Prainha.

ITALO FERREIRA: Muito legal, mas estive bastante focado no título e treinei muito, agora já no final de janeiro viajo para São Paulo para treinar depois faço um curso de inglês na Austrália, onde acontecerá o Campeonato Mundial na primeira quinzena de fevereiro. Muito feliz, pois estou entre os 32 melhores surfistas do MUNDO!

ITALO FERREIRA também foi destaque no site da globoesporte.com, (Natal) veja matéria:

Após acesso ao WCT, Ítalo Ferreira festeja título brasileiro profissional

Aos 20 anos, surfista potiguar é campeão por antecipação do Circuito Brasileiro de Surf Profissional, após terceiro lugar na segunda etapa do Circuito Catarinense

Após conquistar o acesso para a elite do Circuito Mundial, o potiguar Ítalo Ferreira comemora mais um feito em 2014. Ele é o novo campeão brasileiro de surf profissional. Aos 20 anos, o surfista de Baía Formosa garantiu o inédito título após o terceiro lugar obtido na segunda etapa do Circuito Catarinense de Surf Profissional, válido pela penúltima prova do Circuito Brasileiro. A competição, vencida pelo pernambucano Luel Felipe, foi encerrada na tarde de quarta-feira, na Prainha, em São Francisco do Sul, em Santa Catarina.


Com a pontuação da terceira colocação na Prainha, Ítalo Ferreira assegurou o título brasileiro por antecipação. No ranking da Associação Brasileira de Surf Profissional (Abrasp), o potiguar soma 5.073 pontos, à frente do baiano Bino Lopes - 3.980 - e do paulista Odirlei Coutinho - 3.945.



Foto divulgação: Basílio Rui

Estou muito feliz. Este ano deu tudo certo e consegui conquistar quase todos os meus objetivos, graças a Deus.  Agora é descansar um pouco e focar na próxima temporada - declarou.



Com o título, Ítalo se iguala a Joca Júnior, até então único potiguar a ser campeão brasileiro profissional, em 1996.


http://globoesporte.globo.com/rn/noticia/2014/12/apos-acesso-ao-wct-italo-ferreira-festeja-titulo-brasileiro-profissional.html