SOU FORTE, SOU GUERREIRO, SOU BRASILEIRO!

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sábado, 29 de agosto de 2015

Há 32 anos nascia a Central Única dos Trabalhadores (CUT)

 Fundada em meio à efervescência da luta por democracia, a entidade foi protagonista na queda da ditadura militar
Neste 28 de agosto de 2015, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) completa 32 anos. Fundada em meio à efervescência da luta por democracia, a entidade foi protagonista na queda da ditadura militar, com milhares de trabalhadores organizados indo às ruas contra o governo.
Foi durante o 1º Congresso Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), em São Bernardo do Campo, em São Paulo, que a CUT foi criada. Intensas discussões marcaram a formação da primeira Executiva, que culminou com a nomeação do metalúrgico Jair Meneguelli como primeiro presidente da Central.
A CUT se consagrou como a grande representante da classe trabalhadora brasileira, tornando-se a maior central do Brasil e da América Latina e a quinta do mundo. Com quase quatro mil entidades filiadas, a CUT representa mais de 24 milhões de trabalhadores e trabalhadoras em todo o País.
Durante seus 32 anos, a CUT teve seis presidentes, à frente de inúmeras conquistas à classe trabalhadora brasileira. Confira agora, por período, os principais avanços capitaneados pela Central:
Jair Meneguelli (1983-1994)
Uma recessão econômica, aliada ao desemprego profundo, eram os maiores desafios da classe trabalhadora nos idos de 1983. Delfim Netto e o presidente à época, o militar João Batista Figueiredo, insistiam no curvar de cabeças ao Fundo Monetário Internacional (FMI), que ditava as regras no Brasil.
No dia 6 de julho de 1983, os petroleiros organizaram um dia de paralisação contra os rumos da economia, a submissão ao FMI e por garantias de direitos à classe trabalhadora. Em resposta, o regime militar interviu em diversos sindicatos, destituindo suas diretorias e entregando a administração das entidades para representantes dos patrões.
Até mesmo sindicatos que prestaram solidariedade aos petroleiros, como os metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema, foram alvos de ataques dos militares e intervenções.
A Comissão Nacional Pró-CUT foi protagonista na construção da greve geral do dia 21 de julho de 1983, que parou o País. Ao todo, mais de dois milhões de trabalhadores e trabalhadoras cruzaram os braços.
A greve geral sedimentou o caminho e trouxe força política para a criação da CUT, pouco mais de um mês depois. Desde o princípio, a Central demonstrava seu compromisso com a classe trabalhadora, organizada a partir da base e consolidando um sindicalismo classista.
Vicentinho (1994-2000)
Eleito presidente da CUT em 1993, o então metalúrgico Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, foi responsável por comandar a Central durante a ascensão do sociólogo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) ao poder. Com o tucano, veio também o avanço do neoliberalismo, que intensificou o desemprego, com políticas favoráveis aos empresários e cumprindo a cartilha do FMI.
Em 1997, Fernando Henrique Cardoso se isolava na política nacional, entregando o País às multinacionais, por meio de privatizações, que seguem mal explicadas até os dias de hoje, e cumprindo as metas estabelecidas pelo FMI. Foi quando a CUT encabeçou o “Fórum Nacional de Lutas”, que uniu diversos movimentos sindical e sociais.
Na pauta, a defesa pela retomada dos empregos, a redução da jornada de trabalho, aumento de salários, reforma agrária, o fim das privatizações, auditoria nas empresas já privatizadas e a suspensão do pagamento da dívida externa.
João Felício (2000-2003) e (2005-2006)
Ainda na esteira do neoliberalismo promovido por Fernando Henrique Cardoso, o mandato do professor João Felício conseguiu uma das mais importantes vitórias contra o governo do tucano, que queria flexibilizar a CLT.
Com atuação importante do presidente da Câmara dos Deputados à época, Aécio Neves (PSDB-MG), FHC tentou aprovar o projeto – de sua autoria – que alterava o artigo 618 da CLT, em 2001, permitindo modificações em direitos básicos dos trabalhadores, como as férias e o 13º salário.
É fácil entender, hoje, de onde vem a conduta autoritária e antidemocrática do atual presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Aécio Neves não apenas trabalhou contra os trabalhadores como fechou as galerias, impedindo que os trabalhadores acompanhassem as discussões do projeto. Somente após a intervenção do STF, a Câmara foi aberta ao povo.
A CUT, aliada aos movimentos sociais, impediu a aprovação do projeto.
Luiz Marinho (2003 - 2005)
O ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC assumiu a Presidência da CUT em um momento singular na história da Central. Pela primeira vez, um governo apoiado pela CUT havia sido eleito, meses antes. O desafio era aproveitar o momento para implementar o máximo possível de propostas construídas ao longo de 20 anos e, ao mesmo tempo, manter a independência e cobrar quando preciso.
Nesse sentido, a principal marca do mandato de Luiz Marinho foi imaginar e concretizar as Marchas Nacionais do Salário Mínimo que, a partir de 2004, levam milhares de trabalhadores e trabalhadoras a Brasília para cobrar um mecanismo de aumento real do piso nacional.
Essa pressão, sempre ao final do ano, às vésperas da votação do Orçamento da União, serviu para que Lula passasse a aprovar aumentos acima da inflação, por meio de medidas provisórias. Começava ali a se consolidar a fórmula atual da política de valorização do salário mínimo: inflação + resultado do PIB = índice de reajuste.
Só depois, em 2007, a fórmula seria transformada em lei, em votação no Congresso Nacional. Luiz Marinho deixou a CUT em julho de 2005, após convite de Lula para assumir o Ministério do Trabalho, em meio à crise política instalada naquele ano.
Artur Henrique (2006 - 2012)
Resistência e diálogo podem ser duas palavras definidoras dos dois mandatos do trabalhador do setor elétrico Artur Henrique. Um dos momentos mais marcantes de sua gestão, e que teria reflexos positivos para o Brasil como um todo, foi a decisão da CUT de não participar de um acordo pretendido e anunciado pela Fiesp e pela Força Sindical para reduzir salários e suspender contratos em todos os setores de atividade, antes mesmo que os temidos efeitos da crise internacional de 2008 chegassem por aqui.
A recusa da CUT implodiu o acordo, defendido pelo empresariado e por setores da grande mídia. A partir daí, a CUT passa a costurar acordos com propostas para manter os empregos e os salários.
Não é exagero dizer que a posição da Central deu suporte para que o governo Lula enfrentasse com sucesso a crise financeira e impedisse que o desemprego contaminasse a vida brasileira.
Com Artur à frente, a CUT conquistou a ratificação da Convenção 151 da OIT- que garante negociação no setor público -; a aprovação da política de valorização do salário mínimo; a entrada em vigor de uma reivindicação histórica da Central, o fator acidentário previdenciário (FAP); uma legislação específica para garantir direitos trabalhistas às trabalhadoras domésticas, e a regulamentação do trabalho aos domingos no comércio, entre outros pontos.
Por intermédio do diálogo e da proposição, a CUT, junto com sua FUP (Federação Única dos Petroleiros) também deu importante contribuição para o atual marco regulatório de exploração do pré-sal.
Vagner Freitas (2012)
Sem dúvida alguma que a gestão do bancário Vagner Freitas se destaca pela atual disputa política, nas ruas, em defesa da democracia e da manutenção e ampliação dos direitos sociais.
A CUT tem sido protagonista na convocação e realização de atos nacionais para se contrapor à maior onda reacionária vista no Brasil desde a redemocratização.
Faz parte dessa onda a pauta reacionária do atual Congresso Nacional. A Central combateu o projeto de terceirização sem limites de diversas formas, conseguindo que o Senado, onde a proposta será analisada, se colocasse majoritariamente contra a ideia.
A resistência se intensifica à medida que a pauta do retrocesso sai da toca e apresenta projetos como redução da idade penal e a recém-apresentada Agenda Brasil, restritiva à classe trabalhadora.

Entre as conquistas para o trabalhador, a CUT registra neste período a isenção de imposto de renda para a participação nos lucros e resultados (PLR) recebida pelos trabalhadores, a manutenção da correção da tabela do imposto de renda e a continuidade da política nacional de valorização do salário mínimo.
Fonte: CUT

Encontro de Igualdade Racial da CTB debate avanços na luta por oportunidades para todos

O 2º Encontro Nacional de Igualdade Racial da CTB começou nesta sexta-feira (28), na Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg), em Belo Horizonte, com o tema “Dilemas e desafios da Igualdade Racial, as relações políticas e de trabalho”. Cerca de 200 representantes de diversos sindicatos e organizações sociais de vários estados do Brasil participam do evento que termina neste sábado (29). De acordo com a secretária de Formação e Cultura da CTB, Celina Arêas, o encontro pretende debater e deliberar sobre a luta antirracista e dar formação política. Ela coordenou a mesa de debates no primeiro dia do encontro e considerou “uma vitória, porque o debate a respeito da conjuntura política nacional e da luta contra o racismo dá um salto na formação da consciência política e do entendimento que a luta antirracista é também contra o sistema capitalista”.
A secretária de Promoção da Igualdade Racial da CTB, Mônica Custódio, também comemora o primeiro dia do encontro. “Estava previsto para terminar às 18 horas, mas o debate ficou tão intenso e dinâmico que só terminou às 20h30, sem que ninguém manifestasse desejo de sair do plenário”, acentua. Ao fazer uma intervenção durante o debate, Mônica destacou que, hoje, “a população negra, na sua grande maioria de trabalhadores formais e informais, constitui a massa de maior valor em nosso país e continua sendo a construção política e econômica da nossa nação. E nós da CTB conhecemos e reconhecemos a importância de trabalharmos na superação das diversas formas de discriminação e racismo e em parceria com outros setores do movimento social, em especial, o movimento negro”.
Para o vice-presidente nacional da CTB, Nivaldo Santana, não é possível falar em democracia com desigualdade racial e, principalmente, nesse momento de crise econômica mundial, que afeta também o Brasil, é necessário que toda a sociedade se preocupe com esta realidade. “A CTB tem clara compreensão que vivemos um momento complexo de radicalizado da luta política no país. As forças conservadoras não se conformam com a quarta derrota eleitoral seguida e procuram maquinar no sentido de inviabilizar a continuidade deste ciclo progressista inaugurado com o governo Lula. Nós da CTB defendemos a democracia, somos contra toda maquinação golpista, mas não abrimos mão da defesa dos direitos dos trabalhadores e dos direitos sociais e da luta pela retomada do crescimento econômico. O Brasil é um país de dimensões continentais, com mais de 200 milhões de habitantes, tem um conjunto de forças vivas na nação capazes de impulsionar o nosso desenvolvimento. O Brasil precisa crescer, se desenvolver com valorização do trabalho, com distribuição de renda e com democracia”, reforça.
De Belo Horizonte,
Nanci Alves para o Portal CTB

GAROTAS EXPOSTAS NA REDE TEM SUAS VIDAS PREJUDICADAS

Culpabilizar a vítima só agrava a situação
“Outro dia fui ao shopping e um grupo de meninos ficou me olhando, quando um deles gritou: olha lá a cachorra!”. O relato é de uma estudante de 16 anos, que há um ano teve sua vida destruída por conta de fotos íntimas que foram disseminadas nas redes.
O ocorrido com a estudante A. L. é apenas mais um entre tantos outros casos que acontecem diariamente nas escolas de todo o Brasil. Situações de sexting e revenge porn (prática de enviar mensagens, fotos, vídeos sexuais pelo celular ou expor alguém na internet sem seu consentimento) vem crescendo quase que instantaneamente no país. Só em 2014, o número de sexting aumentou 119,8% em comparação ao ano anterior, conforme pesquisa realizada pela SaferNet, canal de referência nacional que combate crimes e violações aos direitos humanos na internet.
Se para mulheres adultas já é difícil lidar com o atual cenário machista, que cobram incessantemente o alcance do sucesso profissional, do corpo escultural, por um relacionamento estável e pelo cuidado da casa e dos filhos, imagine como é para adolescentes que estão descobrindo sua sexualidade e formando sua personalidade vivenciarem esse processo, principalmente na era digital, em que todos tem acesso à internet em apenas um clique.
Muitas dessas jovens não suportam a humilhação e a vergonha de terem sua privacidade exposta covardemente e chegam até mesmo a cometer suicídio, como ocorreu com uma estudante da Serra Gaúcha em novembro do ano passado. No caso de A. L. a alternativa encontrada foi recorrer a um psicólogo. “Só quem me deu suporte foi meu psicólogo e Deus, porque nem minha família compreende. Frequentemente alguém aparece para me lembrar do ocorrido, inclusive parentes. É algo que ninguém entende”, afirma.
Ações covardes e machistas como essas não é novidade. A massoterapeuta L. C. de 28 anos também passou por situação muito similar quando estava na escola. “Eu tinha um namorado e enviei fotos minhas nuas pra ele, e quando terminamos ele criou uma conta falsa em uma rede social como se fosse eu e começou a postar minhas fotos com comentários agressivos”, relata.
Existe uma fixação de pensamento em culpabilizar essas mulheres como se elas que não devessem se expor de tal maneira e não em exigir responsabilidade da pessoa que à expôs sem autorização. Procurar satisfação sexual não deveria ser um problema para as mulheres, assim como também não é para os homens.

O TOP 10

O “top 10″ é um ranking que elege as garotas mais “rodadas” da escola e é visto como apenas como forma de diversão entre os colegas de classe. A brincadeira muitas vezes chega até mesmo à receber apoio da gestão da escola. Normalmente, os nomes são divulgados por meio das redes sociais (WhatsApp, YouTube, Facebook e Snapchat) e até cartazes colados nos muros das escolas.
De acordo com C. K., 34, dona de casa, é muito comum realizar listas com diferentes categorias com o intuito de zoar os colegas. “Eu tinha 18 para 19 anos, estava no último ano do colegial técnico de enfermagem, e todo final de ano os quartanistas faziam uma lista com várias categorias, todo ano a categoria mudava. No ano em que fui indicada foi como garota sinal verde e no ano seguinte como garota serrote, que não pode ver um pau. A direção da escola não fazia nada contra, muito pelo contrário até apoiava de certa forma, pois os indicados e as categorias eram pregados em destaque na parede do pátio principal durante semanas até a grande festa, aonde eram entregue os prêmios”, conta.

CAÍ NA REDE. E AGORA?

1. Assim que você souber onde a foto ou o vídeo foi compartilhado, salve o máximo de dados e informações que conseguir, como a url do endereço online, os prints da tela e das pessoas que tenham compartilhado o conteúdo, etc. Salve tudo em um CD virgem.
2. Se você for maior de idade, vá até um cartório e faça uma Ata Notarial de todos os documentos salvos. Essa Ata nada mais é do que uma forma de você autenticar os arquivos para que eles tenham alguma validade legal.
3. Depois que você já tiver tudo organizado, vá até a Delegacia de Polícia Civil mais próxima e faça uma denúncia. Você também pode procurar uma Delegacia Especializada em Crimes Cibernéticos.
4. Se você for menor de idade, salve todos os dados, mas procure algum maior de idade para te ajudar com a autenticação e com a denúncia. Também é possível acessar a central de denúncias da SaferNet e pedir ajuda para solicitar que o conteúdo seja removido da internet.
Débora Neves, da Redação.
Fonte: UBES

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Reforma política: PEC da Mulher é aprovada em primeiro turno no Senado

A PEC nº 98/2015 recebeu 65 votos favoráveis e sete contrários em histórica votação na noite desta terça-feira, 25/8, como parte da Reforma Política em discussão no Congresso.
“Vamos mudar o mapa da sub-representação política da mulher no Brasil”, afirmou a procuradora Especial da Mulher do Senado, Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Ela disse ainda que a luta pela igualdade na representação política entre os gêneros ganhou força nesse primeiro turno de votação graças ao empenho da bancada feminina do Congresso, que atuou unida desde março na campanha Mais Mulheres na Política, a reforma que o Brasil precisa e ganhou apoios de lideranças em todo o Brasil.
Senadores e senadoras de diversas legendas favoráveis à proposta ocuparam a tribuna para defender a PEC que reserva vagas para gênero de forma progressiva nas câmaras municipais e assembleias legislativas, na Câmara Legislativa do DF e na Câmara dos Deputados.
O texto modifica a Constituição e precisa ainda ser aprovado em segundo turno no Senado com o mínimo de 49 votos e depois ser apreciado também em dois turnos na Câmara dos Deputados, onde serão necessários 308 votos.
O aumento de cadeiras para mulheres passará a valer no pleito seguinte à promulgação, quando as casas legislativas dos três níveis do Parlamento brasileiro deverão reservar 10%, 12% e 16% de cadeiras para gêneros diferentes nas eleições seguintes.
A votação acontece quando a participação da mulher cresce e passa a ser valorizada como nunca no Brasil, a partir de uma liderança feminina à frente do maior cargo de representação política, a presidente Dilma Rousseff. O mapa da representação legislativa hoje é de 14 senadoras; 51 deputadas federais; 120 deputadas estaduais e 7.651 vereadoras, o que corresponde nacionalmente a uma média de 10% de mulheres.
Portal do Senado Federal e Portal da CTB

SÃO PAULO/SP: Professores são derrotados e Plano Municipal de Educação é aprovado sem incluir a palavra “gênero”

Os educadores do município de São Paulo sofreram uma derrota relevante nesta terça-feira (25) durante a votação do Plano Municipal de Educação, em que a Câmara Municipal ficou dividida entre conservadores e progressistas. Por pressão religiosa, os vereadores retiraram a palavra “gênero” de todo o texto, conforme os católicos e evangélicos pediam desde o início do ano.
Também foram removidas do Plano a menção ao Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), de 2010, e à Lei Orgânica do Município - ambos os documentos são explícitos quanto ao combate à homofobia. 
“Somos contrários ao que aconteceu, lamentamos que numa capital como São Paulo ainda aconteça um incidente dessa natureza”, disse a secretária da Mulher da CTB-BA e vice-coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia (APLB), Marilene Betros. “Queremos denunciar que esses grupos conservadores estão contribuindo para o aprofundamento da violência que existe, seja dentro das unidades escolares, nos bairros ou nas residências”, denunciou.
Para Betros e a ampla maioria dos educadores brasileiros, a identidade sexual deve ser tratada como objeto pedagógico, e não como meta de patrulhamento religioso. Isso faz parte de um entendimento formalizado na 2ª Plenária Intercongressual da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE): o combate à violência nas escolas só pode ser feito através da capacitação dos educadores.
Para que eles tenham capacidade de identificar qualquer tipo de violência, seja ela psicológica, física ou sexual, é necessário, em primeiro lugar, introduzir no PNE o tema da diversidade sexual. “Precisamos colocar para os alunos o que significa igualdade e o que significa diferença, educá-los contra qualquer tipo de discriminação, pontuar essas coisas, para criarmos um mundo de respeito. Historicamente, a omissão serviu apenas à manutenção de práticas de violência”, concluiu Betros.
Nem tudo foi derrota, felizmente. O foco na questão do gênero facilitou a negociação de outros temas no texto substitutivo, que aumentou a verba destinada para a educação no município para 33% - cerca de R$ 700 milhões a mais por ano. Além disso, determinou que o número máximo de alunos por sala no ensino infantil passe a ser de 25.
Entenda a polêmica
A palavra “gênero” tem enfrentado resistência na discussão dos planos de educação, seja na esfera nacional, estadual ou municipal. Apesar de ter a adoção amplamente defendida por associações de educadores, pelos movimentos sociais e até pelos própios estudantes, o termo tem sido atacado por religiosos, que vêem na inclusão da palavra uma questão “ideológica” - o que eles chamam de “ideologia de gênero”. Os ataques foram suficientes para que o próprio Plano Nacional de Educação omitisse o termo no ano passado, assim como na versão anterior do Plano Municipal da Educação de São Paulo.
Alterações no texto
META 1: Como era:
"Ampliar o investimento público em educação incorporando por acréscimo, quando da regulamentação federal, os recursos provenientes da previsão do financiamento da Educação determinado na Meta 20 do Plano Nacional de Educação, objetivando o atendimento ao disposto no artigo 203 da Lei Orgânica do Município de São Paulo."
Como ficou:
"Ampliar o investimento público em educação, aplicando no mínimo 33% (trinta e três por cento) da receita resultante de impostos em manutenção e desenvolvimento do ensino e em educação inclusiva."
O que muda: Retirou a referência ao artigo 203 da Lei Orgânica do Município de São Paulo, que diz o seguinte: "É dever do Município garantir a educação igualitária, desenvolvendo o espírito crítico em relação a estereótipos sexuais, raciais e sociais das aulas, cursos, livros didáticos, manuais escolares e literatura".
META 3.13: Como era:
"Implementar a Educação em Direitos Humanos na Educação Básica e as ações educacionais previstas no Programa Nacional de Direitos Humanos – PNDH-3 e no Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos, observando as diretrizes curriculares nacionais."
Como ficou:
"Implementar a Educação em Direitos Humanos na Educação Básica, com ênfase na promoção da cidadania e na erradicação de todas as formas de discriminação e preconceito, em consonância com o inciso III do art. 2º do Plano Nacional de Educação, aprovado na forma da Lei Federal nº 13.005, de 25 de junho de 2014."
O que muda: retirou a menção ao Programa Nacional de Direitos Humanos – PNDH-3 e no Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos, que traziam a palavra "gênero", e colocou a referência ao Plano Nacional de Educação, que não traz a palavra.
Por Renato Bazan, com informações do El País e Portal da CTB

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Droga para impotência pode vir de aranha

Pesquisas mostram que medicamento para ereção sintetizado do veneno da aranha-armadeira (Phoneutria nigriventer) é eficaz. Esse assunto foi destaque na revista Nature Reviews Urology, dirigida aos urologistas e afiliados. Em Belo Horizonte, um grupo de pesquisa coordenado por Maria Elena de Lima Perez Garcia, professora titular do Departamento de Bioquímica e Imunologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG, apresentou, por meio de técnicas de bioinformática, uma forma menos tóxica de melhorar a ereção.

Fruto de um estudo sobre os efeitos da picada do aracnídeo, que vem sendo realizado há 10 anos, a pesquisa mostrou que, com menos da metade dos aminoácidos presentes no peptídeo (pequena proteína) do veneno, foi possível sintetizar um remédio eficaz.
Gilv@n Vi@n@

Foi aprovado a PEC que prevê participação das mulheres na política

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O Plenário aprovou ontem (25), em primeiro turno, com 67 votos favoráveis e sete contrários, a proposta de emenda à Constituição (PEC) 98/2015, que garante às mulheres percentuais mínimos de participação na Câmara dos Deputados, nas assembleias legislativas, na câmara legislativa do Distrito Federal e nas câmaras municipais.
Pelo texto, que passou pela Comissão Temporária de Reforma Política, 10% das cadeiras serão destinadas às mulheres na primeira legislatura subsequente à promulgação da emenda. Na segunda legislatura, o percentual mínimo será de 12%. E na terceira legislatura, as cadeiras destinadas às mulheres serão pelo menos 16% do total das casas legislativas. O texto contou com o relatório favorável da senadora Marta Suplicy (PMDB-SP).
Gilv@n Vi@n@

Comissão do Senado aprova projeto sobre financiamento de campanhas

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Senadora Fatima Bezerra - PT/RN e Senador Garibaldi Filho - PMDB/RN
A Comissão Especial da Reforma Política no Senado aprovou nessa terça-feira um projeto de lei para regulamentar o financiamento privado de campanha. A proposta prevê um limite de doação por empresa de R$ 10 milhões, sendo que cada partido pode receber, no máximo, 25% da doação total da companhia. Assim, a doação máxima que um partido poderá receber de uma pessoa jurídica será de R$ 2,5 milhões.

A proposta foi motivo de polêmica na comissão, que tem vários parlamentares que defendem o financiamento público exclusivo de campanha ou o financiamento privado limitado às pessoas físicas. “Esse modelo de financiamento existente nas campanhas político-eleitoral. Todos nós sabemos que é ele que leva a influência do poder econômico para dentro do processo eleitoral. De um lado, causa a assimetria que torna essa disputa político-eleitoral cada vez mais desigual. E por outro lado, é fomentador dos grandes escândalos de corrupção eleitoral”, disse a senadora Fátima Bezerra (PT-RN).
Gilv@n Vi@n@

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

614 ossadas de possíveis desaparecidos na ditadura são recebidas pelo MPF. " AINDA TEM GENTE QUE PEDE A VOLTA DA DITADURA"


MPF recebe 614 ossadas de possíveis desaparecidos políticos da ditadura militar no Brasil. Os restos mortais estavam em vala clandestina e serão analisados em laboratório da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A universidade já conta com centenas de ossadas, sendo que, do total já analisado, 85% são do sexo masculino e 5% de crianças.

Ministério Público Federal (MPF) recebeu no último sábado (15) as 614 ossadas que estavam em vala clandestina do cemitério de Perus, na zona noroeste da capital paulista. Os restos mortais de possíveis desaparecidos políticos da ditadura ficarão armazenados em sala-cofre no subsolo do MPF em São Paulo até que a reforma no laboratório da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) esteja concluída, e as ossadas possam ser transferidas para a instituição.

No laboratório da universidade, já há 433 ossadas, o que fez atingir a capacidade máxima do local, que só deve ser ampliada após a reforma. O conteúdo de 385 caixas já foi aberto e verificado. Por meio de análise antropológica, arqueólogos estimaram o perfil biológico das ossadas, como sexo, estatura, faixa etária e possíveis traumas.

Do total já verificado, 85% são ossadas do sexo masculino. Existe também um percentual de 5% de crianças. Em 22% das caixas havia mais de um indivíduo, o que significa que o número de pessoas a serem identificadas pode ser maior que o estimado. Participam do trabalho de identificação arqueólogos, médicos, dentistas e geneticistas da Unifesp.

Laboratório

Segundo o ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República Pepe Vargas, o ministério está em processo de contratação de um laboratório internacional que também se dedicará à análise genética das ossadas. O valor a ser gasto gira em torno de R$ 2 milhões.
O Cemitério Público Municipal de Perus foi usado durante a ditadura para enterrar secretamente militantes políticos assassinados e outras vítimas de violência no regime. “O direito à memória é fundamental e deve ser garantido pelo Estado e pela própria sociedade. A busca da verdade é tarefa fundamental de um estado democrático. Isso é fundamental tanto para que a sociedade compreenda a forma como a repressão se estabeleceu, quanto para que isso não se repita”, declarou o ministro.
O cemitério foi inaugurado em abril de 1971. Algumas ossadas foram descobertas na década de 1990 pelo Departamento de Medicina-Legal da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Em 1992, foram identificados dois presos políticos cujos restos mortais estavam na vala clandestina de Perus: Dênis Antônio Casemiro e Frederico Eduardo Mayr. Naquela época, foram encontradas mais de mil ossadas enterradas na vala clandestina, colocadas em 1.049 caixas.
Em 2014, foram transferidas 433 ossadas para o laboratório da Unifesp, mas a permanência das 614 ossadas no cemitério ainda preocupava o Grupo de Trabalho de Perus. Na sala-cofre do MPF, segundo a procuradora regional da República Eugênia Gonzaga, que também é presidente da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, as ossadas ficam seguras e armazenadas com a climatização e umidade adequadas.
A estimativa é que a identificação dos restos mortais feita pela Unifesp e pelo órgão internacional a ser contratado termine até o final de 2016.

NOVA CRUZ/RN GANHA MAIS 3 DELEGADOS PARA A CONFERÊNCIA ESTADUAL DE JUVENTUDE!



Delegados que irão estarão em Natal na Conferência Estadual de Juventude 2015

Após revisão feita pela Coordenação Estadual da Conferência de Juventude/RN, a mesma chegou a conclusão de que NOVA CRUZ com aproximadamente 40 mil habitantes e 44 delegados eleitos para a Conferência Municipal de Juventude, realizada no último dia 07 de agosto no Plenário da Câmara de Vereadores de Nova Cruz tinha sim DIREITO a 7 (sete) Delegados para a Conferência Estadual de Juventude.

Ou seja, além do Delegados: Eduardo Henrique Félix de Vasconcelos (Poder Público), Gabriel Costa Toge, Jéssika  da Silva Nascimento e Fernanda Cassiana Chacon Costa (Sociedade Civil),passam a ser também Delegados NATOS: Zenaide Costa Toge (Poder Público); Maria Aparecida de Lima Silva e Rafael Freitas (Sociedade Civil).

Nova Cruz agora de fato estará muito mais forte na Conferência Estadual para defender suas propostas aprovadas na Conferência Municipal.  E é claro lutar também que elas sigam para a Conferência Nacional em Brasilia, como também lutar para que Nova Cruz tenha pelo um ou dois Delegados Eleitos para a Conferência Nacional.  Vamos acreditar que em breve uma nova mudança irá acontecer!