SOU FORTE, SOU GUERREIRO, SOU BRASILEIRO!

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Enquanto Houver Razões Eu Não Vou Desistir

terça-feira, 22 de maio de 2018

Operador de fake news confessa que ajudou a eleger Richa e Greca


Fake news ajudaram a eleger Beto Richa em 2014 e Rafael Greca em 2016, segundo confessa em vídeo e áudio o dono da empresa Gestor Político, Eduardo Carmona. Ele disponibiliza para clientes interessados um sistema capaz de multiplicar infinitas vezes mensagens falsas via Whatsapp, Facebook e outros mecanismos das redes sociais para desconstruir adversários.


O vídeo foi gravado pela Band TV, programa do apresentador Datena, assim como o áudio (reproduzido abaixo) em que Carmona diz como ajudou Beto e Greca, transmitindo falsas informações contra os concorrentes principais. No caso da eleição para prefeito de Curitiba, o alvo, obviamente, foi o adversário Ney Leprevost, que as pesquisas indicavam como vencedor do pleito mas que, nos dias finais da campanha, sofreu forte desgaste em razão das fake news.


Pela Internet, a página da Gestor Político se apresenta como prestadora de serviços de assessoria, controle da agenda do parlamentar e de gabinete, gerenciando reuniões e compromissos. Também produz relatórios das atividades semanais de seus assessores com alertas programados via e-mail, assim como oferece um prático acesso aos aniversariantes do dia.


Este é o lado claro e “inocente” da empresa. Mas há outra atividade que a Gestor Político exerce no “lado B”, como confessa seu dono, Eduardo Carmona. Ouça:


No Contraponto

MDB aceita esconder Temer na campanha

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Foto do Google
Por ROBSON PIRES
Com dificuldade de encontrar um nome viável que aceite o rótulo de “candidato do governo”, o MDB discute com aliados esconder Michel Temer na campanha presidencial, relata a Folha.
A ideia é que o candidato apoiado pela sigla defenda as iniciativas da atual gestão sem diretamente o presidente ou colocá-lo em palanques e propagandas na TV.
Segundo amigos e aliados, Temer –cuja rejeição é de 70%– já se conscientizou de que seu apoio é tóxico.

Orientação sexual não causa doença mental. Mas falta de apoio sim


A probabilidade de um jovem homossexual se suicidar é cinco vezes maior do que a de um heterossexual. A informação é de uma investigação realizada pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.
Acontece que, alguns anos depois, pesquisadores da Universidade Nacional Australiana descobriram que a elevada taxa de doenças mentais no grupo LGBT não tem nada a ver com a sexualidade em si. O que conta mesmo é a falta de apoio da família e dos amigos.
estudo acompanhou 5 mil pessoas por oito anos — um dos grandes diferenciais da nova pesquisa. Autor do artigo, Richard Burns explica que muitas análises focam em um curto período da vida dos participantes, além de agrupar todas as pessoas não-heterossexuais em um só balaio de gato, algo bastante simplista.
Isso pode prejudicar as conclusões finais, já que existiam evidências apontando que bissexuais sofrem mais com depressão e ansiedade do que os homossexuais. Foi só fazendo essa distinção que os especialistas conseguiram concluir que, na verdade, essas questões não fazem diferença.
“Quando ajustamos os fatores de risco para a saúde mental, não encontramos probabilidade maior associada à própria orientação sexual”, disse Burns em comunicado à imprensa.
Ou seja, depressão e ansiedade são mais comuns entre gente com pouco apoio emocional e interações negativas nos círculos mais próximos. Ponto. Pela mesma linha de raciocínio, pessoas que não são heterossexuais apresentam uma maior incidência de distúrbios psicológicos por falta de ombro amigo — e não por sua orientação sexual. Segundo a pesquisa, os não-LGBT descreveram mais atitudes positivas vindas das pessoas com quem conviviam. Passou da hora de balancearmos esse panorama.
Da SUPER INTERESSANTE

sábado, 19 de maio de 2018

Apenas três mulheres sobrevivem à queda de avião em Cuba

Um homem também chegou a ser resgatado com vida, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu; mais de 100 pessoas morreram na hora
A TV estatal cubana afirmou que três mulheres sobreviveram ao acidente aéreo desta sexta-feira (18) em Havana e que se encontram em estado grave. Um homem também chegou a ser resgatado com vida, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu.
O avião pertencia à companhia mexicana Global Air, mas era operado pela estatal Cubana de Aviación. Os números de ocupantes ainda são contraditórios, mas vão de 105 a 113. Segundo o diário oficial Granma, havia a bordo pelo menos cinco crianças.

Os destroços do avião estão perto de Havana, na localidade de Santiago de Las Vegas, a 13 km do centro da cidade.
Fonte: Revista Fórum

Zé Dirceu: ‘Subestimamos a direita e politizamos pouco a sociedade’

Em entrevista ao Brasil de Fato, ex-ministro analisa conjuntura brasileira e avalia deficiências de governos petistas
Por Rafael Tatemoto, no BdF
Apesar da convicção de que seria preso em breve, José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil no governo Lula e um dos principais formuladores políticos do Partido dos Trabalhadores (PT), se mantinha calmo quando recebeu o Brasil de Fato, na segunda-feira (14), para a última entrevista formal que daria antes de ter sua prisão determinada pela segunda vez.
Dirceu se apresentou à Polícia Federal (PF) na tarde desta sexta (18) para cumprir a pena de 30 anos e nove meses de prisão confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) na última quinta (17).
Quatro dias antes do prazo para, mais uma vez, ser encarcerado, o petista expressou apenas preocupações pessoais em relação à sua família. A grave situação não o impediu de realizar uma autocrítica em relação aos governos de que participou. Para ele, as questões centrais foram “subestimar a direita” e a “pouca politização e pouca disputa política” por parte do PT.
De outro lado, um diagnóstico otimista: “Não é impossível derrotar os golpistas nesta eleição”. Para isso, é necessário ter “um candidato único no segundo turno”. A conversa abordou também temas como junho de 2013, a relação do PT com a mídia e as opções políticas tomadas nos últimos anos. Confira a íntegra abaixo.
Brasil de Fato: A conjuntura atual é marcada pela queda de Dilma Rousseff. Quais deficiências da esquerda permitiram que isso acontecesse?
Zé Dirceu:  O golpe tem razões estruturais. Se você olhar a História do Brasil, vai verificar que de tempo em tempo –conforme o nível de organização, politização e, principalmente, ocupação de espaços institucionais, no sentido eleitoral, de governo e parlamentar, como também de auto-organização das classes populares— sempre há uma interrupção do processo. Foi assim em 1964 e se repetiu em 2016. Em outros momentos houve tentativa de golpe, como em 1955, tentativa de impedir a posse de Juscelino. Em 1945, Getúlio foi deposto por um golpe da cúpula das Forças Armadas, elegeu Dutra, voltou nos braços do povo e foi “suicidado” em 54.
O golpe foi dado pelo que representavam histórica e estruturalmente a médio prazo as transformações que estávamos fazendo e o empoderamento político. As classes trabalhadoras criaram muitas vezes partidos, entidades, movimentos, mas foram abortadas pela repressão. Se você olhar a questão do pré-sal, dos bancos públicos, a política externa. A capacidade que o Brasil estava adquirindo, de ter autonomia, soberania e crescimento. As bases que estavam sendo criadas para um mercado interno, através da distribuição de renda. Participação nos Brics. Aqui a Unasul. O processo de crescimento de governos progressistas. Tudo isso pesou no golpe.
Nós estamos em uma situação muito diferente de outros momentos. Nós temos um candidato que ganharia as eleições, temos partidos políticos, movimento social, seja rural, urbano ou sindical. Tem um nível de organização. A correlação de forças é desfavorável a nós, mas temos uma base social e política, um legado. Há um nível de conscientização razoável para travar a luta, até mesmo a luta institucional. Tanto é que eles, para fazer a eleição, têm que inabilitar o Lula. Já fizeram outras vezes. Os militares cassaram Jango, Juscelino, Jânio, Lacerda, Magalhães Pinto, Adhemar de Barros. Eles perderam as eleições em 66 e perderem de novo em 74, para o MDB. E perderiam no Colégio Eleitoral em 78.

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Em encontro no Recife, governadores do NE formalizam posição contra a privatização da Eletrobras

Por Robson Pires
O governador Robinson Faria, os governadores de outro cinco estados do Nordeste e o de Minas Gerais discutiram, nesta sexta-feira (18), pautas importantes que afetam diretamente todos eles. Os gestores estaduais se reuniram no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo pernambucano, na área central do Recife.
Ao final do encontro, todos assinaram uma carta na qual se posicionam contra a privatização do sistema Eletrobras e, em particular, da Chesf. No entendimento do grupo, isso pode afetar milhares de famílias nordestinas que têm, com a conclusão do canal de transposição do Rio São Francisco, um importante meio para o abastecimento de água e para a agropecuária.
“Se a água pertence ao povo, usada por agricultores e em atrações turísticas, como privatizá-la? Não podemos privatizar um setor tão estratégico como esse”, disse o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria.
O encontro ainda tratou de temas importantes, como estruturação do sistema de segurança Pública e obras de convivência com a seca – o que inclui a conclusão da obra de transposição.
Além do anfitrião, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), e do governador Robinson Faria, estiveram presentes os governadores da Paraíba (Ricardo Coutinho – PSB), Ceará (Camilo Santana – PT), Piauí (Wellington Dias – PT), Bahia (Rui Costa – PT) e Minas Gerais (Fernando Pimentel – PT).

Zenaide Maia presente no Seminário Reforma Tributária Solidária

Por Robson Pires
Na manhã desta sexta feira (18), a deputada federal Zenaide Maia participou do Seminário Reforma Tributária Solidária, na sede do Sindicato dos Auditores Fiscais do RN – Sindifern.
O seminário debateu sobre a carga tributária, as desigualdades tributárias, o novo Pacto Federativo, com fortalecimento dos estados e municípios, além da reforma tributária para um Brasil mais justo e a ampliação dos impostos diretos sobre renda.
Na oportunidade estiveram presentes o presidente da Sindefern, Fernando Freitas, os
Senadores Garibaldi Filho e Fátima Bezerra, os deputados estaduais Fernando Mineiro, Getúlio Rego e Albert Dickson, representantes das classes empresariais, judiciário e fiscal norte rio-grandense.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Nathali Macedo sobre Marielle: “Lutar por direitos humanos não é invenção de esquerdista maconheiro”

Fonte: diário do centro do mundo - dcm

Zenaide terá palanques próprios no RN

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Foto: Google - Dep. ZENAIDE MAIA
Apesar da dobradinha com a senadora governadorável Fátima Bezerra (PT), a senadorável Zenaide Maia (PHS) terá palanques independentes em diversos municípios do RN. O PR, que não apoiará Fátima, votará em peso em Zenaide para o Senado.

"Acreditamos ser um BOM nome para o Senado Federal, como Deputada Federal mostrou-se atuante na defesa de direitos garantidos e votou contra as reformas do governo Michel Temer, merece uma oportunidade e MULHER de FIBRA! Merece nosso APOIO!" - Eduardo Vasconcelos - radialista - blogueiro e presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN.

Lava Jato reacende debate sobre encarceramento de pessoas com idade avançada

Por Robson Pires em Notas
“Estraçalhado”. Assim, o médico Miguel Srougi, do Hospital Sírio Libanês, descreveu a situação do ex-prefeito da capital paulista Paulo Maluf após o político passar três meses preso, em regime fechado, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
Hoje, Maluf, com 86 anos e diagnóstico de câncer de próstata, cumpre sua pena por lavagem de dinheiro em casa – após decisão, em abril, do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou a detenção em domicílio mais adequada à condição de saúde do político.
Mas Srougi, em entrevista à colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo , defendeu que, para idosos, a pena de prisão seria o equivalente à pena de morte.

Quase 300 procedimentos apuram “notas frias


A Receita Federal instaurou 298 investigações – chamadas de procedimentos fiscais – contra empresas citadas nos acordos de colaboração premiada de executivos e acionistas do Grupo J&F, dono da JBS. Os procedimentos apuram se as empresas foram emissoras de notas fictícias para mascarar repasses a agentes públicos e partidos políticos. O objetivo do Fisco é rastrear os recursos, identificar os beneficiários finais desses repasses e mapear possíveis crimes tributários na emissão das notas falsas. Ainda não há um valor total envolvido nas operações.
As investigações começaram na esteira da Operação Patmos, que completa um ano hoje e foi o primeiro desdobramento da delação da J&F. A colaboração mirou em aliados do presidente Michel Temer e políticos do MDB e de outros partidos.
Fonte: ROBSON PIRES

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Paulo Preto decide não fazer delação premiada

Paulo Preto. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Paulo Preto, operador do PSDB, decidiu que não buscará, por enquanto, nenhum acordo de delação premiada com as autoridades, informa Mônica Bergamo em sua coluna.
Diante do ritmo acelerado das investigações contra ele, Souza, que foi diretor da Dersa (a empresa responsável por obras rodoviárias de São Paulo) em governos do PSDB, vinha refletindo sobre a possibilidade de colaborar com a Justiça. 
Ele chegou a ser preso em abril, sob a suspeita de desviar R$ 7,7 milhões destinados ao realojamento de pessoas deslocadas para a construção do trecho sul do Rodoanel, em SP. As irregularidades teriam ocorrido durante as gestões dos governadores José Serra e Geraldo Alckmin.
Acabou sendo solto na sexta, 11, depois de passar mais de um mês na prisão. Em reunião com a família e advogados, comunicou que decidiu não delatar e afirmou que vai enfrentar as acusações que pesam contra ele.
O engenheiro é investigado também por manter o equivalente a R$ 121 milhões em contas secretas na Suíça.
Serra e Geraldo podem dormir sossegados. Por enquanto.
Fonte: DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO - DCM

Situação da Fortaleza dos Reis Magos será discutida por conselheiros de turismo


A segunda reunião do Conselho Estadual do Turismo (Conetur/RN) em 2018 acontecerá nesta quinta-feira (17) no Centro de Convenções de Natal, a partir das 9h. Entre os assuntos discutidos está a situação atual da Fortaleza dos Reis Magos, que recentemente voltou à administração estadual após curto período sob a gerência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. A reunião é aberta à imprensa.
“A Fortaleza é um dos nossos principais equipamentos turísticos e históricos; fonte de renda e divulgação para nosso Estado. Queremos discutir o melhor uso e gerência para que possamos preservar sua estrutura e explorar de forma sustentável e inteligente o prédio para potencializar nosso turismo”, comentou o titular da pasta de turismo do estado e presidente do Conselho, Manuel Gaspar.
Na ocasião também será tratada a divulgação e participação do Estado e trade na oitava edição do Festival do Turismo de João Pessoa, que acontece entre 19 e 20 de outubro próximo. A palestra do secretário nacional de Estruturação do Turismo sobre o Prodetur e outros assuntos relacionados ao Ministério do Turismo foi cancelada em razão de compromissos do secretário.
O Conetur/RN é um órgão de caráter consultivo vinculado à Secretaria Estadual de Turismo do RN, responsável por propor diretrizes, oferecer subsídios e contribuir para a formulação e implementação da Política Estadual de Turismo. A Setur RN tem mantido a regularidade bimestral das reuniões do Conetur/RN desde o início da atual gestão.
Reuniões dos polos turísticos – Além das reuniões do Conetur, a Setur RN também tem mantido a regularidade do ciclo de reuniões nos cinco pólos turísticos. Ontem (15) a reunião aconteceu no município de Encanto, pelo Polo Serrano. Nos próximos dias 28 e 29 acontece em Florânia (Pólo Seridó) e Sítio Novo (Polo Agreste/Trairi). E dias 5 e 7 de junho, em Natal (Pólo Costa das Dunas) e Guamaré (Pólo Costa Branca).
Por ROBSON PIRES

STF autoriza proselitismo em rádios comunitárias

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Estadão informa que, por 7 a 2, o STF derrubou veto ao “proselitismo de qualquer natureza” na programação de rádios comunitárias – que poderão ser usadas para a conversão dos ouvintes em prol de uma causa, ideologia ou religião.
A decisão do Supremo partiu de ação ajuizada pelo Partido Liberal (PL), hoje PR, contra dispositivo da lei 9.612, sancionada por FHC.
Aprovaram a medida os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Cármen Lúcia.

PARA QUE SERVE A RÁDIO COMUNITÁRIA?

“As liberdades de pensamento são prerrogativas fundamentais”, disse Celso de Mello.
1) É um veículo da expressão social da comunidade.
2) Divulgar temas que não têm espaço em outros meios: a cultura, a educação, a saúde, a segurança, a organização política e o meio ambiente.
3) A comunidade pode, através da rádios comunitárias, fazer sua própria comunicação, mais concreta e real, mais próxima da sua realidade.
4) Há possibilidade de diálogo no plano público, explicitações e produção de consensos para a resolução das dificuldades individuais e coletivas.
5) Aumenta a solidariedade social, a segurança coletiva, a cidadania, a democracia.
6) Aperfeiçoa a democracia. É um exercício da liberdade de expressão!
7) A Democratização da Mídia prioriza a diversidade cultural no lugar da massificação, o controle cidadão no lugar de escolha corporativa, o desenvolvimento cultural e social no lugar da concentração de lucro e informação.
Eixos relevantes:
1) Educação – o entendimento de como a mídia molda o nosso mundo e a democracia.
2) Protesto – contra um sistema de mídia baseado na comercialização e na exclusão.
3)Mudança – clama por reformas que respondam aos interesses públicos, promovam a diversidade e que assegurem a representação e a responsabilidade comunitária.
LEGISLAÇÃO SOBRE AS RÁDIOS COMUNITÁRIAS
Apresentamos alguns pontos específicos da lei que regulamenta os serviços de radiodifusão comunitária .
Lei nº 9.612 de 19/02/98
* Art. 1º Denomina-se Serviço de Radiodifusão Comunitária a radiodifusão sonora, em freqüência modulada, operada em baixa potência e cobertura restrita, outorgada a fundações e associações comunitárias, sem fins lucrativos, com sede na localidade de prestação do serviço.
§ 1º Entende-se por baixa potência o serviço de radiodifusão prestado à comunidade, com potência limitada a um máximo de 25 watts ERP e altura do sistema irradiante não superior a trinta metros.
Comentário : As rádios comunitárias questionam já este parágrafo primeiro:
  1. Porque 25 wats representa muito pouca potência, suficiente para cobrir no máximo 1Km, dependendo das condições geográficas da localidade. Por exemplo: se esta localidade tiver morros, como é o caso de várias regiões do estado do Rio de Janeiro, o alcance será ainda mais reduzido.
  2. Antena com apenas 30m de altura . As rádios questionam a razão de estabelecer estes 30m para todo o território Nacional, sem levar em consideração as especificidades geográficas de cada região do Brasil, um país de dimensões continentais.
§ 2º Entende-se por cobertura restrita aquela destinada ao atendimento de determinada comunidade de um bairro e/ou vila.
Comentário: O segundo parágrafo também é questionável, já que inúmeras rádios comerciais, apesar terem autorizadas suas veiculações a determinadas localidades, não estão situadas em suas cidades de origem, ou seja, várias cidades do país não são cobertas por nenhum tipo de radiodifusão que atenda ao conjunto dos seus interesses, a sua unidade territorial como um todo.
  1. De um lado estão muitas rádios comercias – guiadas exclusivamente por seus interesses financeiros – que mudam de cidade e perdem o vínculo com o município de origem da sua concessão. Muitas vezes, há casos de rádios transmitirem de outro lugar, não falarem sequer da sua cidade de origem, não empregarem funcionários da localidade, não divulgarem sua cultura, seus artistas, ou nem mesmo veicularem notícias locais.
  2. E, por outro lado, a própria legislação impede que as rádios comunitárias aumentem a sua potência, impedindo que alcancem todo o município. Resumindo: a legislação é falha porque não atende ao seu principal objetivo: proporcionar uma programação de qualidade que atenda aos interesses públicos locais.
* Art. 3º O Serviço de Radiodifusão Comunitária tem por finalidade o atendimento à comunidade beneficiada, com vistas a:
I – dar oportunidade à difusão de idéias, elementos de cultura, tradições e hábitos sociais da comunidade;
II – oferecer mecanismos à formação e integração da comunidade, estimulando o lazer, a cultura e o convívio social;
III – prestar serviços de utilidade pública, integrando-se aos serviços de defesa civil, sempre que necessário;
IV – contribuir para o aperfeiçoamento profissional nas áreas de atuação dos jornalistas e radialistas, de conformidade com a legislação profissional vigente;
V – permitir a capacitação dos cidadãos no exercício do direito de expressão da forma mais acessível possível.
Comentário: A lei determina muitas finalidades importantes para as rádios comunitárias, mas não lhes oferece condições de viabilizar estes princípios. Determina apenas restrições de alcance e viabilidade econômica. No artigo 18, por exemplo, a lei diz: “As prestadoras do Serviço de Radiodifusão Comunitária poderão admitir patrocínio, sob a forma de apoio cultural, para os programas a serem transmitidos, desde que restritos aos estabelecimentos situados na área da comunidade atendida”.
* Art 4º As emissoras do Serviço de Radiodifusão Comunitária atenderão, em sua programação, aos seguintes princípios:
I – preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas em benefício do desenvolvimento geral da comunidade;
II – promoção das atividades artísticas e jornalísticas na comunidade e da integração dos membros da comunidade atendida;
III – respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família, favorecendo a integração dos membros da comunidade atendida;
IV – não discriminação de raça, religião, sexo, preferências sexuais, convicções político-ideológico-partidárias e condição social nas relações comunitárias.
§ 1º Á vedado o proselitismo* de qualquer natureza na programação das emissoras de radiodifusão comunitária.
§ 2º As programações opinativa e informativa observarão os princípios da pluralidade de opinião e de versão simultâneas em matérias polêmicas, divulgando, sempre, as diferentes interpretações relativas aos fatos noticiados.
§ 3º Qualquer cidadão da comunidade beneficiada terá direito a emitir opiniões sobre quaisquer assuntos abordados na programação da emissora, bem como manifestar idéias, propostas, sugestões, reclamações ou reivindicações, devendo observar apenas o momento adequado da programação para fazê-lo, mediante pedido encaminhado à Direção responsável pela Rádio Comunitária.
De imediato é também importante você saber que o projeto “Nas Ondas do Ambiente” atende o Artigo 20 da lei 9.612 que diz:
Art 20 – Compete ao Poder Concedente estimular o desenvolvimento de Serviço de Radiodifusão Comunitária em todo o território nacional, podendo, para tanto, elaborar Manual de Legislação, Conhecimentos e Ética para uso das rádios comunitárias e organizar cursos de treinamento, destinados aos interessados na operação de emissoras comunitárias, visando o seu aprimoramento e a melhoria na execução do serviço.

Depois do frango, europeus anunciam embargo às importações de pescado do Brasil


Depois de bloquear a entrada de frango produzido em 20 frigoríficos brasileiros, a maior parte deles da BRF, por causa de suspeitas de deficiência no controle sanitário do produto, a União Europeia comunicou ao governo do Brasil que vai impedir também a entrada de pescado. A informação foi confirmada ao Estado pelo secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Luís Eduardo Rangel.
“Estamos seguros que no caso dos pescados não há problemas de controle sanitário”, afirmou. O problema, dessa vez, é que o controle das embarcações que se dedicam à pesca no Brasil não está em conformidade com as regras adotadas na Europa.
Ciente da incompatibilidade das regras e dos problemas que isso poderia trazer ao comércio, o próprio governo brasileiro tomou a decisão, em dezembro passado, de fazer um auto-embargo das exportações de pescado para a Europa. Ou seja, o Brasil suspendeu voluntariamente suas exportações para adequar os controles e as embarcações ao padrão europeu.
“Avançamos bastante nesses cinco meses, e isso foi reconhecido por eles”, disse Rangel. Pelo menos três embarcações já estão com o novo certificado – o que, em tese, os autorizaria a produzir peixe a ser exportado para o mercado europeu.
No entanto, a União Europeia informou que vai descredenciar as plantas produtoras de pescados do Brasil a exportar para seu mercado. Com isso, explicou o secretário, fica a critério deles, e não do governo brasileiro, a retomada das compras do produto brasileiro. “Acreditamos que esse é um posicionamento político, tal como o que eles adotaram no caso do frango”, disse.
De acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), as exportações de pescados brasileiros para a Europa somaram US$ 24 milhões no ano passado, uma queda de 26% em comparação com 2016. É um valor baixo, considerando-se que o total de vendas de carnes em geral foi de US$ 952 milhões no período e o total exportado, considerando todos os produtos, atingiu US$ 35 bilhões.
O governo brasileiro já anunciou que pretende acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) por causa das barreiras impostas pelos europeus ao frango.

Fonte: Estadão  (conteúdo)_

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Manuela responde a Pedro Bial: “Nós não silenciamos. Lutamos por justiça em voz alta há décadas”


Foto: Mídia NINJA
Pré-candidata à presidência rebate declarações do jornalista: em seu programa, ele disse que o PCdoB preferiu fingir que a guerrilha do Araguaia não aconteceu.
Manuela D’Ávila, pré-candidata à presidência da República pelo PCdoB, divulgou uma carta aberta a Pedro Bial, da Rede Globo. Durante seu programa na última terça-feira (15), o jornalista, em conversa sobre a guerrilha do Araguaia, disse que “o PCdoB preferiu fingir que aquilo não aconteceu”. A deputada estadual se disse perplexa: “Bial, nós do PCdoB não silenciamos e nem fingimos que não aconteceu. Lutamos por justiça em voz alta há décadas e por gerações”.
Acompanhe a íntegra da mensagem de Manuela a Bial:
Carta aberta ao jornalista Pedro Bial:
Oi Bial, tudo bem?
Em 1 de janeiro de 2005 tomei posse como vereadora de Porto Alegre.
Terminei o meu discurso de posse da mesma forma que já havia terminado outros tantos, afirmando que “tarda, tarda, tarda, mas não falha. Aqui está presente a juventude do Araguaia”.
Essa palavra de ordem me acompanha desde 1999, ano em que me filiei à União da Juventude Socialista e, mais tarde, ao Partido Comunista do Brasil.

Não por acaso, em 9 de dezembro, minha primeira agenda enquanto pré-candidata à presidência da República aconteceu justo em Marabá, no Sul do Pará, região marcada pela Guerrilha e pelo heroísmo dos camponeses e dos militantes comunistas.
Ontem lhe ouvi dizer que o PCdoB “preferiu fingir que aquilo não aconteceu”. Fiquei perplexa.
É verdade que a imprensa não tratou com a importância devida nossas caravanas à região do Araguaia em 2004 e 2014, quando levamos dezenas de jovens para conhecer a região e sua história. Também não deram a dimensão adequada às outivas dos torturados pela ditadura, na Comissão da Verdade, também em 2014.
Você viu o filme de Ronaldo Duque chamado “Araguaia, a conspiração do silêncio”? Foi lançado uma década antes, em 2004, num congresso da UJS.
Há também um documentário chamado “Camponeses do Araguaia – a guerrilha vista por dentro”. Foi produzido pela Fundação Mauricio Grabois a partir de depoimentos de moradores da região. É de 2010 e foi dirigido por Vandré Fernandes.

São partes da nossa luta justamente para que a história não seja esquecida.
A luta dos nossos camaradas no Araguaia está tatuada em nossos pensamentos.
A história se mostra na construção do nosso presente.
A fundação de nosso partido chama-se Mauricio Grabois, em homenagem ao principal comandante da Guerrilha, por exemplo.
No Rio Grande do Sul, a União Estadual de Estudantes (UEE-livre) é conhecida como JUCA, em homenagem à João Carlos Hass Sobrinho, estudante de medicina executado na guerrilha.
João Amazonas, fundador e presidente do partido, ao morrer, em 2002, teve suas cinzas jogadas no Araguaia. O pedido foi registrado em bilhete, em seus últimos momentos de vida. (a imagem é do bilhete escrito por ele).
Bial, nós do PCdoB não silenciamos e nem fingimos que não aconteceu.
Lutamos por justiça em voz alta há décadas e por gerações.
Ficamos felizes que você tenha finalmente escutado.
Afinal, nós sempre acreditamos que tarda, mas não falha.
Beijo,
Manuela

João Amazonas, fundador do PCdoB, ao morrer, teve suas cinzas jogadas no Araguaia; o pedido foi registrado em bilhete, em seus últimos momentos de vida – Foto: Reprodução/Facebook

Fonte: Revista FÓRUM

Sistema de propina da Odebrecht não tem menções sobre Atibaia, diz PF

Em novo laudo divulgado nesta quarta (16), peritos da Polícia Federal afirmam que não encontraram referências ao sítio de Atibaia nos sistemas Drousys e MyWebDay, utilizados pela Odebrecht para distribuir propina.
Segundo a força-tarefa da Lava-Jato, a propriedade pertence ao ex-presidente Lula.
Os peritos vasculharam 11 discos rígidos e dois pendrives com o conteúdo do chamado Setor de Operações Estruturadas, usado pela empreiteira para organizar as contribuições ilícitas.
A PF diz ter analisado 1,9 milhão de arquivos. Destes, 842 apresentaram sinais de adulteração. Dessa forma, 99,9% do conteúdo é íntegro.
“Não foram encontradas, no contexto da ação penal, até a data de emissão deste laudo, nas pesquisas efetuadas no material examinado (Sistema Drousys e Sistema MyWebDay), documentos ou lançamentos que façam referências a termos tais como Atibaia, Sítio e Santa Bárbara”, escreveram os peritos.
Fonte: DCM - Diário do Centro do Mundo

Assassino de Marielle e Anderson pode ser um caveira do Bope


Um caveira do Batalhão de Operações Especiais, o Bope, tropa de elite da Polícia Militar, pode estar por trás das execuções da vereadora Marielle Franco, do PSOL, e de seu motorista, Anderson Gomes. A suspeita levou a Divisão de Homicídios, a DH, a solicitar ao comando do Bope a apresentação de todas as submetralhadoras HK MP-5 para a realização de exame de comparação balística, segundo duas fontes ligadas à investigação que falaram ao The Intercept Brasil sob a condição de anonimato. A iniciativa foi tomada na manhã desta quarta-feira, após a conclusão de peritos que atuaram na reprodução simulada do assassinato, iniciada na noite da última quinta-feira e que se estendeu até a madrugada de sexta.
Conforme The Intercept Brasil antecipou no dia 8, os investigadores da DH tinham dúvidas entre três modelos de submetralhadora que poderiam ter sido usados na emboscada. A única certeza é que por trás do gatilho havia um atirador de elite. A constatação de que a arma usada foi mesmo uma HK MP-5, somada ao trabalho de investigação, reforçou a hipótese de participação de um caveira, como são conhecidos os policiais que passam pelo treinamento do Bope, nos assassinatos.
Desenvolvida pela empresa alemã Heckler & Koch, a HK MP-5 é amplamente usada por equipes de elite da Polícia Militar (Bope e Batalhão de Choque), Exército e pela Polícia Federal. Contudo, apenas as armas desse modelo em uso pelo Bope foram solicitadas para exame de comparação balística. A explicação é que um dos PMs citados por uma testemunha sob proteção da Polícia Civil recebeu treinamento no Bope e, mesmo após ser transferido para outro batalhão, mantinha vínculo com policiais da unidade de elite.
O suposto envolvimento do caveira no crime foi levantado a partir de depoimentos da testemunha, que apontou como mandantes do crime o vereador Marcello Siciliano, do PHS, e ex-PM Orlando de Oliveira Araújo, que está preso desde outubro passado por envolvimento em outros dois assassinatos. Apontado pela testemunha como chefe de uma milícia que atua na Zona Oeste do Rio, o ex-PM foi ouvido nesta quarta-feira por uma equipe da DH no presídio Bangu 1.
Orlando Curicica, como o ex-PM é conhecido, estava preso em Bangu 9, unidade onde estão concentrados ex-policiais condenados e presos preventivamente, mas foi transferido para uma cela em Bangu 1, isolado dos demais presos. De acordo com o advogado Daniel Darlan, Orlando Curicica e sua família vêm sofrendo ameaças desde que seu nome foi divulgado como sendo um dos mandantes do crime. O advogado chegou a dizer hoje que o ex-PM foi alvo de uma tentativa de envenenamento.
As secretarias de Segurança Pública, de Administração Penitenciária e a Divisão de Homicídios não se pronunciam sobre a investigação, que está sob sigilo. Citados pela testemunha, o vereador Marcello Siciliano e o ex-PM negam envolvimento nas mortes de Marielle e Anderson.
Fonte: DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO - DCM

terça-feira, 15 de maio de 2018

Sobre Bolsonaro, gozo e poder

Por Raphael Silva Fagundes
Os eleitores de Bolsonaro sentem prazer com o que ele diz, exultam-se com palavras que emanam de um campo que atualmente vem despertando fúria e fascínio.
Se o poder fosse somente repressivo, se não fizesse outra coisa a não ser dizer não você acredita que seria obedecido?
Essa pergunta, feita por Michel Foucault, é imprescindível para que possamos compreender a ascensão do deputado federal Jair Bolsonaro. O poder, para o filósofo francês, “não pesa só como uma força que diz não, mas que de fato permeia, produz coisas, induz ao prazer, forma saber, produz discurso”.1 Os eleitores do pré-candidato à presidência, sentem prazer com o que ele diz, exultam-se com palavras que emanam de um campo (o político) que atualmente vem despertando fúria e fascínio.
Em uma entrevista, Bolsonaro mostra no que se diferencia de seu companheiro de direita, João Doria:
Agora eu tenho uma coisa importantíssima ao meu lado: eu tenho o povo ao meu lado e tenho propostas que, se o Doria for assumir em nome do PSDB, ele será impedido. Como a questão do desarmamento, o tratamento a ser dado ao encarcerado, a questão de família e ideologia de gênero. Em algumas questões nós não estaremos alinhados, infelizmente, porque eu o considero um bom nome para o futuro do Brasil”.2
Ou seja, quatro pontos o diferencia do candidato ao governo estadual de São Paulo: a questão do desarmamento, o tratamento a ser dado ao encarcerado, a questão da família e a ideologia de gênero. No entanto, em um vídeo em que rebate o prefeito por chamá-lo de extrema direita, diz: “se ser de extrema direita for defender o livre mercado, eu sou de extrema direita”, dentre os outros pontos citados acima. Esta é justamente a questão que faz com que Bolsonaro tenha mais popularidade entre as classes populares que o seu estimado companheiro do PSDB.
O livre mercado é o ponto de confluência entre os dois, no entanto, este assunto só é de interesse para a burguesia. Os trabalhadores (os enriquecidos, que costumeiramente chamamos de classe média, e os pobres de uma maneira geral) não se veem tão atraídos por esse setor. Eles nunca terão posse sobre o mercado, e convencidos disto estão. Nunca irão usufruir dos lucros e dividendos. Mas Bolsonaro oferece ao cidadão comum algo supostamente tangível. Um poder que pode ser real, que pode produzir nesse indivíduo despossuído de fortuna, prazer, dando a ele um discurso plausível que supostamente entende (saber), além de, forçosamente fazer crer que foram as suas próprias proposições que o fizeram chegar a determinadas conclusões e não uma condução de premissas estipulada pelo orador.
Ele se sentirá poderoso por poder portar uma arma em um país com um alto índice de violência e criminalidade. Sentir-se-á realizado ao ver o encarcerado sofrer na cadeia, pois justiça é, para muitos, sinônimo de vingança como era no Antigo Regime.3 Esse cidadão de bem, que vive em uma segunda modernidade, onde a mulher se liberta cada vez mais das estruturas industriais alimentadas pela divisão de gênero4, passa a acreditar que a razão da “pós-modernização” da família (a qual é contra) é mais simples. Daí surgirá o prazer em ver sua identidade heterossexual como a dominante, assim como demanda os mandamentos da fé que o conduz em contradição aos seus atos. É difícil disputar com esse discurso populista em meio a uma população que não se vê como produtora de poder.
A retórica consiste em casar os interesses do falante com os do ouvinte. O objetivo do político é chegar ao poder, e o que Bolsonaro faz é saciar a fome de poder de uma sociedade que, por excesso de opção (igualmente de problemas), se encontra angustiada. É a crise existencial que Sartre explicita em A Náusea. É o retorno a um passado distorcido pelo presente, usado simplesmente para manter tudo no lugar. O trabalhador, inebriado pelo aroma sedutor da alienação, não está interessado nas relações do mercado, ou se está sendo usado para combater grupos políticos (Bolsonaro é um personagem extremamente útil para o governo golpista e para o mercado, pois usa os seus seguidores para “criminalizar” e estigmatizar toda a esquerda e transformar, por conseguinte, a luta por liberdade e justiça social uma falácia), ou se as privatizações são boas ou ruins para a sua relação familiar, ele quer algo que lhe dê poder, assim como os que o dominam.
O poder sobre o corpo do detento, sobre o corpo do homossexual, sobre o corpo da mulher e dos filhos. Tudo para um bem maior. O moralismo clássico. O saber produzido por esse poder é igual a todos os outros saberes. No entanto, parece ser mais popular, pois sua aparência, sua maneira de dar nome às coisas, fascina. Seu objetivo é somente fazer funcionar a sociedade burguesa através das mesmas tecnologias que reproduzem as relações de poder.
Há nisso tudo uma apropriação do gozo típico da cultura da punição, uma necessidade de punir aqueles que acreditamos possuir em extremo todo o mal que achamos não ter.5 É preciso que uns sofram para que eu goze. Algumas pessoas não devem ter direito ao gozo. Transferimos a razão de todo o mal para os sujeitos supostamente saqueadores e os colocamos fora do muro, como os zumbis do filme Guerra Mundial Z estrelado por Brad Pitt.
O mesmo pode se dizer sobre os partidos de esquerda, como o PSOL que pretende garantir poder às minorias? Talvez, embora, nesse caso, o poder está em relação ao próprio corpo e não ao corpo alheio. Mas a partir do momento em que a discussão não parte da questão da classe, do conflito entre operários e burgueses, e se prende apenas à liberdade de usufruir os produtos do capital, o PSOL acaba por prometer poder àqueles que (socialmente falando) não o tem. Por isso, as questões que a esquerda levanta devem estar atreladas a uma transformação da lógica do poder, e não da sua distribuição. Logo, as condições materiais de existência não devem ser excluídas do debate, pelo contrário, delas deve partir todo o clamor das massas que, embora não queiram somente pão, terra e trabalho, não poderão viver sem eles.
1  FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. 23 ed. Rio de Janeiro: Graal, 1979. p. 08
2  https://br.sputniknews.com/brasil/201704208204445-bolsonaro-doria-juntos-2018-video/
3  FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão. 16 ed. Petrópolis: Vozes, 2014. p. 104.
4  BECK, Ulrick. Sociedade de risco: rumo a uma outra modernidade. Trad: Sebastião Nascimento. São Paulo: Editora 34, 2011. p. 166.
5  AMARAL, Augusto Jobim do. A cultura da punição: estética da “mais-valia” penal. In: PINTO, Luciano Rocha. (org.). Histórias Revistas: sobre instituições, corpos e “almas”. Rio de Janeiro: Multifoco, 2013. p. 308.

Fonte: Revista Fórum