SOU FORTE, SOU GUERREIRO, SOU BRASILEIRO!

SOU FORTE, SOU GUERREIRO, SOU BRASILEIRO!
Enquanto Houver Razões Eu Não Vou Desistir

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Todo cidadão decente deve exigir anulação do impeachment


Note bem, leitor: na Câmara, o impeachment venceu com 63% dos votos; no Senado, com 67%.

Maiorias tão parecidas podem decorrer de processos de corrupção iguais, ou melhor, idênticos.

Supõe-se, então, que nem mesmo todos os que apoiaram o impeachment serão contra a devolução do mandato de Dilma. Certamente pessoas que apoiaram o impeachment pensando estar agindo corretamente ficarão contra o uso de suborno para conseguir tirar a presidente do cargo.

Estamos falando, claro, dos que apoiaram o golpe sem saber o que estavam fazendo e que o fizeram de boa fé. Não estamos falando dos bandidinhos do MBL e assemelhados, e muito menos dos peemedebês, demos, tucanos e tantos outros que apoiaram o golpe sabendo que estavam cometendo um crime.

Diante dessa enormidade, é exigível, pois, que cada cidadão consciente, honesto e democrático apoie a luta da ex-presidente Dilma para recuperar seu mandato. E mesmo se o STF não cumprir sua obrigação, nós cumpriremos a nossa.

Leia a íntegra do artigo no Blog da Cidadania.

MÃE DO FILHO DE BATTISTI APELA A CARMEN LÚCIA: SOZINHA, NÃO TERIA RENDA SUFICIENTE PARA O CRIAR.

Está na coluna desta 4ª feira (18) da Mônica Bergamo:
"A ex-mulher de Cesare Battisti enviou carta de próprio punho à presidente do Supremo Tribunal Federal, Carmen Lúcia, fazendo um apelo para que a magistrada permita que ele continue neste país etenha o direito de continuar exercendo sua paternidade de maneira integral.
Priscila Pereira tem um filho de quatro anos com o italiano, ameaçado de extradição pelo governo de Michel Temer. Tenho vivido nesses últimos dias o limite de minha angústia, diz. Se Battisti for enviado à Itália, ela e o garoto viveriampraticamente um luto.
Ela afirma ainda que, sozinha, não teria renda suficiente para arcar com a minha subsistência e a de uma criança. Priscila é professora do ensino fundamental".
O Cesare já declarou que, acontecendo o pior, ele preferirá que a criança permaneça aqui: 
"Meu filho tem quatro anos, filho de brasileira, portanto, ir para a Itália significaria afastá-lo de sua cultura e de seus afetos. Aliás, é óbvio que na Itália nenhuma pessoa relacionada comigo tem muita segurança ou será bem-vinda"
Mas, tal possibilidade é das mais remotas. Ou muito me engano, ou a Priscila não tem mais motivo para aflições, pois tudo se encaminha para a confirmação, por parte da 1ª Turma do Supremo, de que as leis brasileiras não mais possibilitam a entrega do Cesare à Itália.

Quando até uma Folha de S. Paulo sugere isto em editorial, é porque se trata do chamado óbvio ululante em termos jurídicos. Entre vários outros motivos, porque a decisão do então presidente Lula, referendada pelo STF, foi um ato jurídico perfeito e já expirou o prazo para contestações; porque a sentença que a Itália quer fazer cumprir prescreveu em 2013; e, claro, pela própria existência de um filho brasileiro, do qual o Cesare é arrimo.

Dallari pede que as leis brasileiras sejam respeitadas
PETIÇÃO – De resto, espero que os leitores e amigos deste blogue não deixem de firmar a petição contra a extradição do Cesare lançada pelo companheiro Carlos Lungarzo, que pode ser acessadaaqui. Há tantos signatários ilustres que, para não me alongar em demasiado citarei apenas um, o maior jurista brasileiro da atualidade: Dalmo de Abreu Dallari. Vossas assinaturas ficarão em ótima companhia. 

Eis como justifiquei meu apoio:
"A Itália insiste em fazer cumprir uma sentença decidida num momento de histeria anticomunista e caça às bruxas, no qual algumas práticas democráticas subsistiam, mas outras resvalavam para o arbítrio. Tarso Genro estava certíssimo ao declarar que havia áreas cinzentas na democracia italiano durante os anos de chumbo
Pretender, quatro décadas depois, atirar um homem numa masmorra pelo resto da vida (a promessa de reduzir a pena de Battisti para 30 anos não passa de um engana-trouxas), a partir tão-somente dos depoimentos interesseiros de delatores premiados, é uma aberração. 
Itália de hoje = país do Berlusconi
Outra é a Itália tentar passar por cima de uma decisão soberana do Brasil, pressionando o governo atual a consentir num rosário de ILEGALIDADES. 
Orgulhava-me de ser descendente de Dante e Garibaldi. Mas agora me envergonho da ascendência italiana, pois hoje me parece ser, principalmente, o país do Berlusconi".
 por 

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Governo Temer quer substituir médicos cubanos mesmo com desistência de brasileiros

Foto: Marcos Correa/PR
Jornal GGN - O governo Michel Temer está tentando substituir os cubanos do Mais Médicos mesmo sabendo que há alto índice de desistência entre os brasileiros que se inscrevem no programa. É o que informa a jornalista Mônica Bergamo, nesta segunda (16).
Segundo a colunista, o Ministério da Saúde pretende abrir em novembro um novo concurso para selecionar brasileiros para o Mais Médicos. Na rodada de fevereiro, apenas metade dos brasileiros inscritos apareceram para trabalhar e, deste total, 30% já abandonaram o programa. O salário e a necessidade de atuar em postos de saúde no interior dos estados são as principais dificuldades.
"Apesar da intenção declarada de substituir os médicos cubanos por profissionais do país, a dependência deles ainda é grande já que boa parte dos doutores brasileiros abandona o posto depois de seis meses. Quando isso ocorre, Cuba é acionada para enviar seus médicos", apontou.
"No último concurso, em fevereiro, 6.285 médicos brasileiros se inscreveram, para 2.320 vagas. Só 1.626 se apresentaram para trabalhar. Destes, cerca de 30% já deixaram seus postos", acrescentou.
Além disso, a comunicação com o governo cubano tem sido diferente com Temer no poder. A administração da ilha está "incomodada com a falta de clareza sobre o número de médicos do país que ainda serão chamados para vir ao Brasil", disse a colunista. O ministro da Saúde Ricardo Barros já recebeu até uma reclamação oficial.
Fonte: https://jornalggn.com.br

Dono do bunker dos 51 milhões disse que irmão de Geddel é que tinha a chave, mas PF não o prendeu



O dono do imóvel que abrigava a fortuna de R$ 51 milhões atribuída ao ex-ministro Geddel Vieira Lima (PDMB), Silvio da Silveira, afirmou à Polícia Federal que entregou as chaves do apartamento nas mãos do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) no começo de 2016.

A administradora do prédio, Patrícia Queiroz dos Santos, em depoimento à PF, confirmou as informações de Silveira.

Segundo documentos a que a Folha teve acesso, ela disse também que já presenciou uma ligação do empresário, do ramo da construção, para "os irmãos" pedindo ajuda para a pavimentação de vias na Bahia.

Silveira disse à polícia que tem relação de amizade com Lúcio há dez anos.

Os depoimentos de ambos foram alguns dos elementos da investigação que embasaram as buscas no gabinete e no imóvel do parlamentar Lúcio Vieira Lima nesta segunda-feira (16).


“Formação de quadrilha, corrupção ativa”, diz placa em frente ao Congresso,


Na véspera da votação da denúncia contra Michel Temer (PMDB) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), uma placa em frente ao Congresso com os dizeres: “Formação de quadrilha, corrupção ativa – O grande acordo nacional”, amanheceu nesta segunda-feira (16). O adesivo foi colado em cima da placa oficial com indicação do Congresso Nacional.

O padrão utilizado pelo autor desconhecido é o mesmo empregado pelo governo do Distrito Federal nas placas indicativas oficiais. Com a mesma tipologia e o padrão da cor de fundo.

O deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) se manifestou de forma contrário a aceitação da denúncia contra Temer em seu relatório.

Fonte: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br

sábado, 14 de outubro de 2017

PARABÉNS, GUERREIRA!

A imagem pode conter: 1 pessoa, sorrindo, comida
NIZIA MARIA BARBOSA
Hoje é um dia muito especial para mim! Pois é o aniversário de Nizia, mãe dos meus filhos: HEITOR e HELOIZA! Quem ganha presentes somos nós! Você é o nosso presente! Desejo-lhe muita saúde, paz, fé e amor! És uma verdadeira guerreira! Nós ti amamos! Beijo em teu coração!

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Indecisão no STF faz Senado querer mudar constituição

Min. Carmem Lúcia - STF
O resultado do julgamento do Supremo sobre o afastamento de parlamentares não aplacou por completo o temor do Congresso. Ainda que a maioria da corte tenha decidido, após amplo e exaltado debate, encaminhar ao Legislativo sanções que interfiram no exercício do mandato, há no Senado a tese de que a questão precisa ser esmiuçada por meio de uma emenda à Constituição. A nova lei garantiria ao Parlamento a última palavra a respeito do que, no entender dele, cerceia o legislador.
A tentativa da presidente do STF, Cármen Lúcia, de contemplar aspectos divergentes em seu voto foi alvo de críticas generalizadas. Foi por buscar solução ambígua, disseram integrantes do tribunal, que ela acabou intensamente pressionada a explicitar que ala, de fato, sairia vencedora.
Por Robson Pires

Caçada humana


A perseguição a Lula e a sua família atingiu níveis de uma caçada humana selvagem e sem regras. Não se trata apenas de algo ilegítimo e ilegal, tornou-se uma obsessão doentia, uma enfermidade moral que acomete boa parte da nossa mídia e do nosso sistema judiciário. Algo só comparável à perseguição que judeus sofreram no nazismo ou que comunistas ou supostos comunistas sofreram, ao longo do macarthismo.

Não bastasse a morte de Dona Marisa, precipitada pela lawfare que atinge Lula injustamente, agora nos deparamos com uma operação abusiva da Polícia Civil, que invadiu o lar de Marcos Lula da Silva, filho adotivo do ex-presidente, com base apenas numa suposta "denúncia anônima" sobre suposto consumo de drogas no local.

Denúncia anônima ou simples perseguição política? Será que a polícia de São Paulo invadiria a casa de algum filho ou filha de FHC com base numa suposta "denúncia anônima"? Algum juiz autorizaria? Duvidamos. Duvidamos também que fosse autorizada a invasão do lar de algum graúdo tucano, como Aécio Neves, por exemplo, em circunstâncias semelhantes.

Trata-se, desse modo, de mais um caso de medida autoritária, injustificada e arbitrária de autoridades empenhadas em agredir, caluniar e intimidar o melhor presidente da história do país e o favorito para vencer as eleições de 2018. Trata-se de mais uma demonstração de truculência do Estado policialesco que o governo golpista ergueu no Brasil.

Esse Estado policialesco que não persegue apenas Lula e sua família. Ele ameaça sistematicamente movimentos populares, trabalhadores, professores, reitores de universidade, artistas e todos aqueles que ousam se opor ou questionar o golpe e sua agenda socialmente regressiva.

Esse Estado policialesco, também chamado de Estado de exceção, torna a distinção entre democracia formal e ditadura muito tênue e turva.

Com efeito, a situação do Brasil hoje lembra, de forma muito inquietante, a situação do Brasil de 1964. Com efeito, o golpe e a Lava Jato criaram uma onda reacionária e autoritária que varreu a democracia brasileira, criminalizou a política e golpeou direitos fundamentais, como o da presunção da inocência, por exemplo. A cassação do voto popular e a luta hipócrita e partidarizada contra a corrupção "abriram a porteira" para tudo que se vê hoje no Brasil: a ascensão meteórica do protofascismo, o ressurgimento da censura pela via judicial, os linchamentos midiáticos, a repressão aos movimentos sociais, a enganação ideológica da "escola sem partido", o surgimento de juízes "justiceiros", o atropelamento sistemático dos direitos individuais, a rejeição furiosa a qualquer agenda progressista, a sanha punitivista contra qualquer um que não se enquadre nos cânones hipócritas do moralismo de ocasião e uma cultura omnipresente da delação.

O reacionarismo é tão profundo e massivo que setores das forças armadas já prometem até um novo golpe militar. O Brasil do golpe parlamentar é tão conservador quanto o Brasil do golpe militar de 1964, e a classe média paneleira sucumbiu a um neoudenismo que faria corar Carlos Lacerda.

Em 1964, como hoje, os delatores, ou melhor, os "dedos-duros" tinham uma agenda política: denunciar e perseguir qualquer um que fosse progressista ou perigoso para o regime. Como hoje, o sujeito (um diplomata, por exemplo) podia perder o seu cargo público se publicasse um artigo de opinião contra o governo. Como hoje, exposições de arte eram proibidas ao sabor de um moralismo hipócrita. Como hoje, havia pessoas que se "suicidavam" ao serem vítimas de perseguições autoritárias. Como hoje, a proteção aos direitos e garantias individuais era relativizada ou simplesmente suprimida, em nome do combate aos "subversivos" e aos "corruptos".

Também podemos fazer uma comparação com o Brasil do golpe com outro período ainda mais sombrio da história. De fato, o país vive situação similar a que Alemanha viveu na década de 1920, nos estertores da República de Weimar. Uma situação de grave crise econômica e política e de falência institucional generalizada, que compromete a agenda dos grandes interesses econômicos nacionais e internacionais. Lá, a esquerda ficou isolada, e os partidos tradicionais de centro e direita, interessados apenas em conter a "ameaça bolchevique", foram incapazes de fazer frente à ascensão da extrema direita nazista.

Por isso, a luta principal hoje no Brasil é a luta contra o fascismo ascendente e o Estado de exceção e pela redemocratização real do país, com a realização de eleições livres com a participação de Lula, o único candidato capaz de opor à agenda reacionária, antissocial e antinacional do golpe. O "fora Temer" é tão irrelevante quanto a lamentável figura homônima. O fundamental é a defesa da democracia e dos direitos civis e políticos, que a geraram, assim como dos direitos sociais, que a sustentam.

Assim, a defesa de Lula e de sua família se confunde com a luta maior pela democracia e pela defesa dos direitos de todos nós.

Confunde-se também com a luta contra a agenda ultraneoliberal do golpe e da onda reacionária que tomou conta do Brasil, a qual extingue direitos sociais, desmancha o Estado de Bem-Estar e vende a soberania nacional e a dignidade do país.

Em todo o mundo, o conflito entre o neoliberalismo concentrador e excludente e a democracia está dolorosamente exposto, como denuncia Picketty. Mas, no Brasil, esse conflito tornou-se aberto e agudo. No nosso país, o golpe e sua agenda reacionária e concentradora exigem explicitamente o sacrifício da população, especialmente dos mais pobres, bem como o sacrifício da democracia real. No Brasil, o nosso neoliberalismo selvagem exige o sacrifício do humano.

Portanto, não é apenas Lula e sua família que estão sendo caçados. A caçada aos direitos civis e sociais atinge toda a população. Essa mistura tóxica de golpe, fascismo ascendente e neoliberalismo selvagem caça tudo que é humano e civilizado.

A caçada humana é, pois, contra todos nós.

Felizmente, Lula não será detido por essa campanha judicial e midiática vergonhosa contra ele e sua família. A população já começa a entender que Lula é vítima de juízes e procuradores partidarizados que, incapazes de comprovar qualquer crime cometido pelo ex-presidente, constroem uma barreira de falsas acusações e mentiras convictas para impedir sua candidatura vitoriosa. A população já começa a entender que é ela que está sendo realmente perseguida.

Contra nossas oligarquias selvagens e míopes e contra a pressão avassaladora de interesses externos do grande capital financeiro, nossa humanidade talvez tenha outra chance de ser recomposta.

Talvez em 2018, o Brasil possa ter uma chance de cessar essa caçada insana ao humano e investir, de novo, na construção de um país inclusivo, justo e soberano. Um país generoso e humano como seu povo. Como Lula.

Com voto decisivo de Cármen Lúcia, STF decide que Congresso precisa dar aval para afastamento de parlamentar

Imagem relacionada
 Foto: Google (Min. Carmem Lúcia
Do BuzzFeed:
Com voto decisivo da presidente do STF, Cármen Lúcia, o STF disse hoje que a última palavra sobre afastamentos cautelares de parlamentares não é do Supremo, mas sim do Congresso.
Com isso, a presidente da corte arrefeceu o clima de crise entre os Poderes e abriu caminho para que o Senado salve o mandato de Aécio Neves (PSDB-MG), que está afastado de suas funções devido ao recebimento de R$ 2 milhões do empresário preso Joesley Batista.
O julgamento, que acontece desde 9h30 da manhã, teve início com o voto do ministro relator, Edson Fachin, que acabou derrotado.
Ele defendeu que o Congresso só deve ser ouvido em casos de prisão em flagrante de parlamentares, sendo permitida aplicação de cautelares.
De acordo com o ministro, o afastamento de mandatos e medidas como recolhimento noturno, para evitar que congressistas cometam crimes ou atrapalhem investigações, deveriam ser permitidas e aplicadas pelo STF sem a necessidade de se ouvir o Parlamento.
Logo depois dele, foi a vez do ministro Alexandre de Moraes votar. Ele abriu a divergência e disse que é preciso se preservar mandatos e o próprio Congresso.
Em sua compreensão, como o Parlamento deve votar prisões em flagrante, também deve fazer o mesmo para autorizar cautelares, uma vez que há prejuízo no exercício do mandato e consequentemente na representação popular.
(…)
Fonte: DCM

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

POLÍTICA - TEMER DENUNCIADO - Relator tucano da CCJ rejeita segunda denúncia contra Temer

andrada.jpg
Relatório de Bonifácio Andrada rejeita prosseguimento de denúncia contra Temer
Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil
Em parecer alinhado com a defesa de Temer, Bonifácio de Andrada defendeu "a impossibilidade de autorizar o seguimento da denúncia"
O deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) leu nesta terça-feira 10 seu relatório sobre a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e defendeu a rejeição da denúncia contra TemerRecomendação vale também para as denúncias contra os ministros.
Na ação, apresentada pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, Temer é acusado de liderar uma quadrilha que desviou 537 milhões de reais dos cofres públicos. A base da acusação, que também envolve o crime de obstrução de justiça, são as delações da JBS e de Lúcio Funaro. A defesa de Temer foi entregue à comissão na semana passada.
No texto, Andrada fez uma forte defesa do presidente, inclusive alinhada aos argumentos já apresentados pelos advogados de Temer, que desqualificaram os delatores e afirmam que as gravações, que se tornaram provas, foram obtidas de maneira ilícita. 
Ainda antes do início da sessão houve pedido de vista - com prazo de duas sessões plenárias. Com o pedido, a discussão da denúncia na CCJ só deve começar na próxima terça-feira 17. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, acredita ser possível votar em plenário o relatório da CCJ até o dia 23 de outubro. Caso o STF aceite a denúncia, Temer é afastado da Presidência por até 180 dias. Ninguém considera este cenário possível.
Leia mais:
Em seu relatório, Andrada criticou a atuação do Ministério Público (MP), da Polícia Federal (PF) e da imprensa. Afirmou que o MP tem "uma força sob certo aspecto até maior do que o próprio juiz". Criticou, ainda o comportamento da imprensa, que "fortalece" as ações "espetacularizadas" do MP.
Ainda criticando o MP, o relator afirmou que 
"espera-se que essa concepção policialesca, que em boa parte existe no MP, se traduza em posicionamento social pedagógico e que a instituição possa intervir pelo povo". Sobrou também para a PF, que teria "posições exageradas" de acordo com AndradaFalou, ainda, em "abuso sistemático" do MP e que é"estranho que juízes venham autorizar que a polícia invada domicílios".

Andrada defendeu que o conceito de organização criminosa não pode ser usado de forma banalizada. Para o relator,"é inadmissível considerar que o partido político constitua uma associação para fins criminais. Não é como uma organização criminosa." Lembrou, ainda, que o presidente não pode ser acusado por atos estranhos ao seu mandato. "Somente os fatos após maio de 2016 é que serão objetos de análise penal."
A sessão de leitura do relatório, marcada para às 10h desta terça-feira, chegou a ser iniciada, para logo depois ser adiada para as 15h e depois novamente adiada para após da Ordem do Dia, o que ocorreu por volta das 16h30.
Antes de suspender a sessão da manhã, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), presidente da CCJ, respondeu uma questão que foi proposta por vários deputados, para o desmembramento das votações em três, uma para cada acusado. “O que votaremos é um único parecer, mas ele pode tratar diferentemente tanto os acusados, quanto os dois crimes. Inclusive, um dos crimes é de organização criminosa, que só poderia ser analisado em conjunto”, explicou.
O relator passou o fim de semana em Brasília para trabalhar no texto. Aliado do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Andrada foi escolhido relator em um momento de união entre Temer e Aécio, que conta com a base do governo para se livrar de punição imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em troca, Temer espera que Aécio consiga manter o apoio do PSDB a seu governo.
Na semana passada, porém, a cúpula do PSDB destituiu Andrada da vaga de suplente da CCJ. Como o mineiro não abdicou da relatoria da segunda denúncia contra Temer, o partido sugeriu ao presidente do colegiado, Pacheco, que oferecesse uma das vagas dos partidos aliados para abrigar Bonifácio. Ele permaneceu no colegiado e na relatoria após o PSC ceder uma cadeira para o tucano. Sem uma dessas vagas, o tucano mineiro ficaria fora da comissão, o que obrigaria Pacheco a escolher outro relator.
Na ocasião, o presidente em exercício do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), e o líder da bancada, deputado tucano Ricardo Tripoli (SP), destacaram os conhecimentos jurídicos de Bonifácio, mas ponderaram que a sua permanência como relator numa vaga do PSDB causa constrangimentos e aprofunda divisão entre os tucanos.
Desde que chegou à CCJ a primeira acusação, já ocorreram 59 mudanças na composição da comissão de um total de 66 titulares. O objetivo é sempre o mesmo: garantir maioria a favor do Planalto. A comissão, portanto, deve aprovar o parecer e encaminhá-lo à apreciação dos deputados. É necessário que 342 dos 513 escolham acatar a denúncia para que o Supremo esteja autorizado a julgar o presidente.
Demais denunciados
Além dos três integrantes do governo, também foram denunciados os ex-presidentes da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) e o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). Eles não têm foro privilegiado.
As acusações têm como base a delação premiada de executivos da JBS e do operador Lúcio Funaro. As afirmações dos executivos já haviam embasado a primeira denúncia contra Temer, por corrupção passiva. A Câmara livrou Temer das acusações. Os governistas atacam o acordo e tentam tirar-lhe a validade. A PGR diz que ele vale mesmo se os benefícios aos delatores forem cancelados –a delação está sob escrutínio por suspeitas de omissão de informações.
*Com informações da Agência Câmara 
Fonte: CARTA CAPITAL

Curso de Direito da Ufersa alcança 92,3% de aprovação no exame da OAB

Resultado de imagem para imagens da ufersa
Foto: Google
Por Robson Pires
Foi divulgado no início da tarde desta terça-feira, 10, o resultado da segunda fase do Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Mais uma vez os alunos da Ufersa tiveram destaque e obtiveram um excelente resultado. O curso de Direito da Universidade conseguiu aprovar 92,3% dos alunos que participaram do Exame.
Segundo o coordenador do curso de Direito da Ufersa, o professor José Albenes Bezerra Júnior, o índice de aprovação da Universidade do Semiárido foi um dos maiores do país novamente e possivelmente deve ficar entre os 3 primeiros colocados no ranking. Nesta edição do exame da OAB, 14 alunos da Ufersa fizeram a prova e 12 foram aprovados.

Carlos Eduardo mal avaliado


A mesma pesquisa revela que o prefeito de Natal, Carlos Eduardo, também enfrenta sua maior desaprovação da atual administração, ainda nos seus primeiros nove meses: 31,9%.


O atraso de salários é apontado como ponto negativo de sua quarta administração.

Robson Pires

Geddel: não sei mais o que fazer para sair daqui

sadsadads.jpg
Para quem se destinava a fortuna de 51 milhões?
"Não sei mais o que fazer para sair daqui."
É assim que o ex-ministro Geddel Vieira Lima tem declarado sua atuação situação.
Ele diz que está chegando a seu limite e fará uma delação; ou seja: fechando o acordo de colaboração premiada, o político baiano pode revelar para quem se destinava a fortuna de R$ 51 milhões encontrada em dinheiro vivo em seu bunker em Salvador; revelação tem potencial para complicar ainda mais a situação de Michel Temer.
Fonte: CONVERSA AFIADA

terça-feira, 10 de outubro de 2017

FUTURO E SOBERANIA: Lula: 'Pensar investimento em educação como gasto é abdicar do projeto de nação'

outubro soviético.jpg
O que permeia a cabeça da elite brasileira é que universidade e educação são coisas para gente fina'
Ex-presidente criticou cortes no orçamento promovidos por Temer no encerramento de seminário em defesa das universidades e escolas públicas, realizado em Brasília.
São Paulo – “A hora que você passa a ideia de que investir em educação prejudica o orçamento do país, você abdica de construir uma nação. Pode construir um monte de gente, mas não uma nação que pressupõe soberania”, afirmou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o encerramento do Seminário de Educação Pública: Desenvolvimento e Soberania Nacional, realizado na tarde de hoje (9), em Brasília. O evento foi organizado pelas bancadas do PT no Senado e na Câmara, além da Fundação Perseu Abramo (FPA) e da Comissão de Assuntos Educacionais do PT.
Lula teceu críticas às políticas direcionadas para a educação conduzidas pelos governos neoliberais de Michel Temer (PMDB) e de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). “O que permeia a cabeça da elite brasileira é que universidade e educação são coisas para gente fina, para pessoas que moram na casa-grande. Na senzala, eles têm que trabalhar, comer mal e viver mal. Só a elite pode estudar. É a única explicação para nunca terem feito universidades em cidades como Osasco, Guarulhos, Santos e no ABC”, disse sobre os campi de universidades federais criadas durante seu governo.
“A universidade, que sempre foi tratada como gasto pela elite, passou a ser, em nosso governo, lugar de sonhos. Passamos a perceber que as pessoas entendiam a universidade como fábrica de conhecimento que gera mais oportunidades e empregos do que fábricas (…) Esse país tratava tão mal a educação que, quando aprovamos um piso salarial de R$ 950 para professores, mais de nove governadores não aplicaram na época”, disse lula.
O ex-presidente citou outros exemplos aonde são necessários investimentos para construir uma nação soberana. “Não é apenas na educação. Quando cheguei à presidência, o soldado do Exército era liberado as 11h, porque não tinha dinheiro para a comida. Os soldados eram liberados porque não tinha almoço. Imagina se o Paraguai soubesse disso. Teriam invadido o Brasil depois do almoço”, ironizou.
“Tenho orgulho de ter cumprido o investimento de R$ 41 bilhões na Ciência e Tecnologia. Acreditávamos que este era o caminho para um país que sonhávamos. Não basta ter riqueza, esse país tem que ter vergonha na cara e se respeitar. É disso que esse país precisa. Quando a elite fica quatro anos em Paris estudando isso é investimento. Quando criamos o Ciências sem Fronteiras era gasto”, disse.

Soberania e entreguismo

Lula defendeu que o Brasil precisa se desenvolver de forma autodeterminada. “A turma dos golpistas está feliz dizendo que está entrando investimento estrangeiro no país. É mentira. O que está vindo para o Brasil é dinheiro para comprar ativos prontos. Nós gastamos muito para produzir e eles estão entregando de graça. É o desmonte na Petrobras, na Lei da Partilha, no passaporte para o futuro que era o pré-sal. Estão rasgando esse passaporte”, disse.
“Quando fui candidato em 1989 e 1994 tinha que viajar o mundo para conversar com representantes do setor financeiro. Jovens bem vestidos e bonitos que não paravam de criticar a Bolívia. E quando houve a crise de 2008 nenhum deles teve coragem de abrir a boca para falar como consertar a economia. Eles que quebraram a economia vendendo papel e comprando papel sem produzir um parafuso; essa gente que agora conversa com o Bolsonao (deputado Jair Bolsonaro – PSC-RJ)”, disse sobre recente visita do parlamentar aos Estados Unidos.
“Li uma notícia na Folha (Folha de S.Paulo) que diz que declarações de Bolsonaro agradaram o mercado. Vou dizer que se o Bolsonaro agrada o mercado, nós temos que desagradar. Não é possível. A economia brasileira não vai mais ficar subordinada a setores rentistas, vamos ter que nos focar em produção. Se querem ganhar dinheiro, que vão trabalhar, produzir, colher e vender”, completou o ex-presidente.

Números

Por fim, Lula afirmou ter orgulho do que o PT fez para o país, mas que ainda considera pouco. “Quero dizer para os letrados que governaram esse país: sintam vergonha. Um torneiro mecânico pensou mais em educação do que vocês. Temos que defender nosso legado porque tem muita gente de fora da educação que não sabe o que foi feito nesse país. Temos que contar. Vi muita gente falando que estava na universidade e que não devia nada ao PT. É verdade, não devem mesmo, devem apenas aos seus sacrifícios. Mas por que não tiveram sacrifícios quando o FHC era presidente? Por que não tinham oportunidades”, disse.
A fala anterior à de Lula foi do ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad. Ele trouxe números que deram sustentação para a fala de Lula. “O que aconteceu na Educação foi o começo de uma revolução. Começamos fortes e determinados e sem um foco para deixar uma marca. O Lula não deixou uma marca, deixou 30 e isso não é modo de falar”, disse.
“Dobramos vagas nas universidades federais e também dobramos o número de cidades atendidas. Eram 114 cidades e hoje são mais de 230. Demos passos largos para sermos uma potência regional de produção de conhecimento. Podemos também lembrar dos mais de 2 milhões de bolsas do Prouni. Isso é 1% da população que foi atingida por um único programa. O dobro disso foi atingido pelo Fies. Temer está cortando tudo isso. Espero que esse pesadelo chamado Temer acabe e que Lula recoloque o Brasil na linha de desenvolvimento”, disse.
Haddad completou ao sentenciar o fato de que a educação é um setor primordial para o desenvolvimento de uma nação. “Educação, junto com Ciência, Tecnologia e Cultura são áreas que dialogam com o futuro de um país. Um governo progressista da atenção para o futuro, olha para frente. Quem não cuida dessas áreas olham para outros lugares, são regressivos. E Temer está afundando essas três áreas. Áreas do futuro que dialogam com a juventude.”
Outro nome do PT que trouxe dados foi o senador Lindbergh Farias (RJ), que fez duras críticas à Emenda Constitucional 55, de autoria da base de Temer, que congela investimentos em áreas como educação e saúde por 20 anos. “A primeira medida do futuro governo Lula tem que ser convocar um referendo revogatório para anular essa emenda profundamente antidemocrática. Então, um candidato vai para as eleições sem poder aumentar recursos para a educação?”, disse.
“Lula pode e vai incendiar a juventude brasileira falando das universidades públicas. A política de Temer para os jovens é cortar na educação e aumentar o encarceramento com a redução da maioridade penal. O Lula vai fazer diferente. Ele já fez. Lula e Dilma fizeram 173 campi de universidades. Se fizer na mesma proporção, serão 60 campi em apenas um mandato”, completou o parlamentar.
Fonte: Rede Brasil Atual

PAÍS À VENDA: Desmonte da Petrobras e entrega do pré-sal estão nas mãos do Judiciário

Petrobras
Posto da Petrobras na cidade de Rosário (Argentina) mostra importância econômica da gigante BR Distribuidora
“Esperamos que o judiciário se posicione a favor do país e, no caso da BR Distribuidora, impeça essa venda. Se vender, é um prejuízo imensurável ao país", diz dirigente da FUP. TRF-5 julga nesta terça-feira (10) recurso sobre a venda do campo de Carcará;
São Paulo – Algumas das principais questões relativas aos campos do pré-sal e à agressiva política de privatizações de setores da Petrobras pelo governo Michel Temer e o presidente da estatal, Pedro Parente, estão nas mãos do Judiciário. É previsto para amanhã (10) o julgamento, pela 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (Pernambuco), do agravo de instrumento interposto pela estatal norueguesa Statoil, que pleiteia a autorização judicial para a venda do campo de petróleo de Carcará, na bacia de Santos, por irrisórios US$ 2,5 bilhões.
A briga judicial decorre de ação movida pela Federação Nacional dos Petroleiros (FNP). Em abril, o juiz da Segunda Vara Federal de Sergipe, Marcos Antônio Garapa de Carvalho, concedeu liminar suspendendo o negócio. Em maio, o presidente do TRF-5, desembargador Manoel de Oliveira Erhardt, derrubou a liminar.
Raquel Sousa, advogada da FNP e do Sindipetro-AL/SE, explica que a decisão suspendendo a liminar foi dada dentro de um “processo de suspensão de segurança da União Federal, onde se analisa apenas o aspecto político da venda”. No julgamento do agravo de instrumento, a 4ª Turma terá de dizer se a venda é de fato legal ou ilegal. Independentemente da decisão, ainda caberá recurso, seja no pleno do próprio TRF-5, seja nos tribunais superiores, Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF), segundo a assessoria de comunicação do TRF-5.
A decisão sobre Carcará se dá paralelamente ao acelerado processo pelo qual a atual gestão da Petrobras, comandada por Parente, promove a venda da gigante BR Distribuidora. No final do mês passado, o conselho de administração da companhia aprovou a abertura de capital da BR. Aparentemente, a oferta será de 25% a 40% das ações em bolsa. Consultorias estimam o valor da BR Distribuidora em cerca de R$ 30 bilhões.
Mas o que está em jogo é maior do que o próprio valor, na avaliação do diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP) João Antônio de Moraes. “O valor pode ser R$ 30 bilhões, mas se fosse R$ 300 bilhões seria pouco. O debate principal não é sobre o valor, porque vender a logística é um prejuízo muito grande, não importa quanto se arrecade. Você está transferindo setores estratégicos para outros países. Para a estratégia de uma nação soberana, o valor não é o mais importante.”
Tanto na questão de Carcará quanto no caso da BR, afirma o dirigente, a principal aposta é no posicionamento do Judiciário. “Esperamos que o judiciário se posicione a favor do país e, no caso da BR, impeça essa venda. Se vender, é um prejuízo imensurável ao país, e afeta não apenas a logística de distribuição de petróleo como também a questão econômica.”
Carcará, na área do pré-sal, é citado em todos os meios econômicos, incluindo a mídia tradicional, como “uma das joias da coroa”. Em novembro de 2016, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) aprovou a venda de 66% da participação da Petrobras no campo. Ironicamente, a compradora foi uma estatal, a Statoil, da Noruega.
No final de setembro, o governo realizou a 14ª Rodada de Licitações de blocos exploratórios de petróleo, oferecendo 287 blocos em 29 setores de nove bacias sedimentares.
No final de outubro, o governo realizará dois leilões da segunda e terceira rodadas do pré-sal das bacias de Santos e Campos. 
Leia mais: