domingo, 23 de agosto de 2020
Dilma pede direito de resposta à Folha após editorial que a compara a Bolsonaro

“A
comparação feita pelo texto, desde o título, é falsa e indevida”, disse a
ex-presidente Dilma Rousseff, que foi alvo de um golpe de estado, em 2016,
apoiado pela Folha de S. Paulo, jornal que, neste sábado, a comparou a Jair
Bolsonaro.
Do blog de Dilma Rousseff - A ex-presidenta Dilma Rousseff enviou ontem, sábado, à direção de redação da Folha S. Paulo, pedido de direito de resposta, com base na lei 13.188, ao editorial “Jair Rousseff”. No pedido, Dilma cobra a publicação, pelo jornal, da íntegra da nota na qual contesta os termos do editorial.
“A comparação feita pelo texto, desde o título, é falsa e indevida. Assim, em nome da verdade, da pluralidade e do direito ao contraditório, solicito à Folha de S. Paulo a publicação do meu direito de resposta ao seu editorial”, diz o pedido.
Leia abaixo a íntegra do pedido de direito de resposta enviado à Folha:
À direção de redação da Folha de S. Paulo.
Venho por meio desta solicitar a V.Sa., com base nos artigos 3 e 4 da lei 13.188, que dispõe sobre o direito de resposta ou retificação do ofendido em matéria divulgada, publicada ou transmitida por veículo de comunicação social, que seja publicada por este jornal o texto em anexo, por meio do qual exerço o direito de responder ao principal editorial da edição de hoje, sábado, 22 de agosto, com chamada de destaque na primeira página, intitulado “Jair Rousseff”.
A comparação feita pelo texto, desde o título, é falsa e indevida. Assim, em nome da verdade, da pluralidade e do direito ao contraditório, solicito à Folha de S. Paulo a publicação do meu direito de resposta ao seu editorial. Em anexo, envio o texto a ser publicado, de acordo com a legislação.
DILMA ROUSSEFF
A/C do jornalista Sérgio Dávila.
c/c para a seção de editoriais.
Do blog de Dilma Rousseff - A Folha tem enorme dificuldade de avaliar o passado e, assim, frequentemente erra ao analisar o presente.
Foi por avaliar mal o passado que a empresa até hoje não explicou por que permitiu que alguns de seus veículos de distribuição de jornal dessem suporte às forças de repressão durante a ditadura militar, como afirma o relatório da Comissão Nacional da Verdade.
Foi por não saber julgar o passado com isenção que cometeu a pusilanimidade de chamar de “ditabranda” um regime que cassou, censurou, fechou o Congresso, suspendeu eleições, expulsou centenas de brasileiros do país, prendeu ilegalmente, torturou e matou opositores.
Os erros mais graves da Folha, como estes, não são de boa-fé. São deliberados e eticamente indefensáveis. Quero deixar claro que falo, sobretudo, do grupo econômico Folha, e não de jornalistas.
Quero lembrar, ainda, a publicação, na primeira página, de uma ficha falsificada do Dops, identificada pelo jornal como se fosse minha, e que uma perícia independente mostrou ter sido montada grosseiramente para sustentar acusação falsa de um site fascista. Mesmo desmascarada pela prova de que era uma fraude, a Folha, de forma maliciosa, depois de admitir que errou ao atribuir ao Dops uma ficha obtida na internet, reconheceu que todos os exames indicavam que a ficha era uma montagem, mas insistiu: "sua autenticidade não pôde ser descartada."
Quem acredita que as redes sociais inventaram as fake news desconhece o que foi feito pela grande imprensa no Brasil - a Folha inclusive. Não é sem motivo que nas redes sociais a Folha ganhou o apelido de “Falha de São Paulo”.
O editorial de hoje da Folha - sob o título “Jair Rousseff” - é um destes atos deliberados de má-fé. É pior do que um erro. É, mais uma vez, a distorção iníqua que confirma o facciosismo do jornal. A junção grosseira e falsificada é feita para forçar uma simetria que não existe e, por isto, ninguém tem direito de fazer, entre uma presidenta democrática e desenvolvimentista e um governante autoritário, de índole neofascista, sustentado pelos neoliberiais - no caso em questão, a Folha.
Todas as afirmações do editorial a respeito do meu governo são fake news. A Folha falsifica a história recente do país, num gesto de desprezo pela memória de seus próprios leitores.
Repisa a falsa acusação de que o meu governo promoveu gastos excessivos, alegação manipulada apenas para sustentar a narrativa midiática e política que levou ao golpe de 2016. Esquece deliberadamente que a crise política provocada pelos golpistas do “quanto pior, melhor” exerceu grande influência, seja sobre a situação econômica, seja sobre a situação fiscal.
A Folha, naquela época, chegou a pedir a minha renúncia, em editorial de primeira página, antes mesmo do julgamento do impeachment. Criava deliberadamente um ambiente de insegurança política, paralisando decisões de investimento, e aprofundando o conflito político. Estranhamente, a Folha jamais pediu o impeachment do golpista Michel Temer, apesar das provas apresentadas contra ele. Também não pediu o impeachment de Bolsonaro, ainda que ele já tenha sido flagrado em inúmeros atos de afronta à Constituição, e o próprio jornal o responsabilize pela gravidade da pandemia. A Folha continua seletiva em seus erros: Falha sempre contra a democracia, e finge apoiá-la com uma campanha bizarra com o bordão "vista-se de amarelo".
Um país que, em 2014, registrou o índice de desemprego de apenas 4,8%, praticamente pleno emprego, com blindagem internacional assegurada por um recorde de US$ 380 bilhões de reservas, não estava quebrado, como ainda alega a oposição. Na verdade, a destituição da presidenta precisou do endosso da grande mídia para garantir a difusão desta fake news. O meu mandato nem começara e o impeachment já era assunto preferencial da mídia, embalado pelas pautas bombas e a sabotagem do Congresso, dominado por Eduardo Cunha.
Os dados mostram que a “irresponsabilidade fiscal” que me foi atribuída é uma sórdida mentira, falso argumento para sustentar o golpe em curso. Entre 2011 e 2014, as despesas primárias cresceram 3,7% ao ano, menos do que no segundo mandato de FHC (4,1% ao ano), por exemplo. Em 2015, já sob efeito das pautas bombas, houve retração de 2,5% nessas despesas. As dívidas líquida e bruta do setor público chegaram, em meu mandato, a seus menores patamares desde 2000. Mesmo com a elevação, em 2015, para 35,6% e 71,7%, devido à crise que precedeu o golpe, elas ainda eram muito menores que no final do governo de Temer (53,6% e 87%) ou no primeiro ano de Bolsonaro (55,7% e 88,7%).
Logo ao tomar o poder ilegalmente, os golpistas aproveitaram-se de sua maioria no Congresso e do apoio da mídia e do mercado para aprovar a emenda do Teto de Gastos, um dos maiores atentados já cometidos contra o povo brasileiro e a democracia em nossa história, pois, por 20 anos, tirou o povo do Orçamento e também do processo de decisão sobre os gastos públicos. Criou uma “camisa de força” para a economia, barrando o investimento em infraestrutura e os gastos sociais, e "constitucionalizando" o austericídio. O Teto de Gastos bloqueia o Brasil, impede o País de sair da crise gerada pela perversão neoliberal que tomou o poder com o golpe de 2016 e a prisão do ex-presidente Lula. E, a partir da pandemia, tornará ainda mais inviável qualquer saída para o crescimento do emprego, da renda e do desenvolvimento.
Se a intenção da Folha é tutelar e pressionar Bolsonaro para que ele entregue a devastação neoliberal, que tenha pelo menos a dignidade de não falsificar a história recente. Aprenda a avaliar o passado e admita seus erros deliberados, se quiser ter alguma autoridade para analisar um presente sombrio de cuja construção participou diretamente.
Fonte: Brasil 247
sábado, 22 de agosto de 2020
Bolsonaro avança sobre Nordeste, onde quase 60% das famílias receberam auxílio-emergencial - "Não faz mais do que sua obrigação!" - Eduardo Vasconcelos

Foto: Sandro Vieira
Quase 60% das famílias nordestinas acessaram o auxílio-emergencial no mês de julho. O benefício, que varia de R$ 600 a R$ 1,2 mil, é um socorro financeiro aprovado pelo Congresso Nacional para os trabalhadores autônomos e desempregados impossibilitados de trabalhar durante a pandemia.
O Rio Grande do Norte foi o estado da região onde menos famílias acessaram o benefício. Ainda assim, 55,3% dos lares tiveram algum parente que recebeu o auxílio, uma renda média de 925.
Na outra ponta está o Maranhão, onde 65,8% da população acessou a verba, com um rendimento médio de R$ 1.034 por família. Alagoas (62,8%), Piauí (61,7%), Bahia (59,8%), Ceará (58,8%), Pernambuco (57,9%), Paraíba (57,1%) e Sergipe (56,5%) completam a lista.
Proporcionalmente, a região Norte foi quem mais acessou a verba. Ao todo, 61,7% dos lares contaram com algum morador beneficiado.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (20) pela pesquisa nacional por Amostragem de Domicílios do IBGE voltada para dados sobre a Covid-19. Ao todo, 64 milhões de pessoas receberam as cinco parcelas.
Desde o início do pagamento do auxílio-emergencial, Jair Bolsonaro avançou sobre a região Nordeste. Em 25 de junho visitou o Ceará. Um mês depois, em 31 de julho, cumpriu agenda presencialmente na Bahia e no Piauí. Na segunda-feira, em 17 de agosto, esteve em Sergipe. E ainda participou em 13 de julho de uma videoconferência para a inauguração de uma obra em Alagoas, representado presencialmente pelo ministro do Desenvolvimento Regional, o potiguar Rogério Marinho. Nesta sexta-feira (21), Bolsonaro cumpre agenda em Mossoró e Ipanguaçu, interior do Rio Grande do Norte, e já prometeu “para os próximos dias” uma visita a Paraíba. Apenas Maranhão e Pernambuco ainda não têm datas confirmadas ou prometidas na agenda presidencial

Popularidade de Bolsonaro está a reboque do auxílio-emergencial.
O auxílio-emergencial está sendo apontado como o principal motivo do aumento da popularidade de Jair Bolsonaro, especialmente entre a população mais pobre.
Segundo números apontados pelo Instituto DataFolha e divulgados em 14 de agosto, foi exatamente no período em que a população acessou o benefício que a rejeição ao presidente diminuiu e a aprovação ao Governo aumentou.
Nesta sexta-feira (21), Bolsonaro cumpre agenda no Rio Grande do Norte, onde estão previstas a entrega de 300 moradias e cinco veículos em Mossoró, além de poços de dessalinização, abertura de créditos e medidas de ampliação do acesso à internet em Ipanguaçu.
Embora venha capitalizando pessoalmente o pagamento do auxílio-emergencial, via Caixa Econômica Federal, Jair Bolsonaro se posicionou contra o pagamento no início e, quando recuou, defendeu que o valor máximo das parcelas chegasse a R$ 200.
Parlamentares de oposição na Câmara e no Senado se articularam para que a parcela mínima paga fosse de R$ 600 e R$ 1,2 mil, no caso de famílias chefiadas unicamente por mulheres.

Na primeira etapa do auxílio, estava previsto o pagamento de apenas três parcelas. Mais uma vez, Bolsonaro e o ministro da Economia Paulo Guedes tentaram evitar a continuidade do repasse, mas o Congresso aprovou a continuidade dos repasses no mesmo valor por mais dois meses.
Jair Bolsonaro percebeu a relação direta entre o auxílio e sua popularidade. Uma ala do governo já defende que o pagamento seja mantido até que o ministério da Economia coloque em prática o Renda Brasil, que unificará programas de transferência de recursos federais substituindo o Bolsa-família, uma das marcas dos governos petistas.
Na quarta-feira (19), durante agenda no Palácio do Planalto, o presidente defendeu o pagamento “talvez até o final do ano” com uma redução no valor:
– Os 600 pesam muito para a União. Isso não é dinheiro do povo, porque não tá guardado, isso é endividamento. É isso mesmo? Tô falando certo? Acho que tô, né? [olhando para Paulo Guedes] Pra não me criticarem depois. E se o país se endivida demais, você acaba perdendo sua credibilidade para o futuro. Então R$ 600 é muito. O Paulo Guedes… Alguém falou da Economia em R$ 200. Eu acho que é pouco. Mas dá para chegar num meio-termo e nós buscarmos que ele venha a ser prorrogado por mais alguns meses, talvez até o final do ano — disse Bolsonaro.
Fonte: https://www.saibamais.jor.br
Após 41 adiamentos, Fachin dá 72h para CNMP esclarecer caso de Lula contra Deltan

(Foto: ABr | Felipe L. Gonçalves/Brasil247)
UFRN realiza mais de 20 mil testes para detecção da covid-19

Foto: Foto: Anastácia Vaz
O Instituto de Medicina Tropical (IMT) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) ultrapassou a marca de 20 mil testes realizados em amostras de pacientes do estado enviadas a seu laboratório. Desse total, 41,51% tiveram diagnóstico positivo para a doença. Os testes utilizados foram adquiridos com recursos do Ministério da Educação (MEC) e alguns equipamentos financiados com verba destinada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). O IMT conta com o apoio de outros departamentos da UFRN para realizar esse trabalho que acontece de segunda a sábado.
Fonte: José de Paiva Rebouças - Agecom UFRN
C/ Potiguar Notícias
A necessidade da Reforma administrativa - Por Evandro Borges

Dr. EVANDRO BORGES - ADVOGADO
A administração pública precisa de aperfeiçoamento vem se reformulando lentamente, do ponto de vista histórico, desde o DASP, da ausência completa da meritocracia, para a contemporaneidade exigente pelos conhecimentos e ciência, da retidão e probidade, do devido processo legal, de se colocar o supremo interesse público, para as ações governamentais cheguem na ponta e atenda os seus objetivos de forma transparente e do domínio público.
Bolsonaro confirma golpe na Ufersa e nomeia como reitora a 3ª colocada na eleição

A curta passagem de Jair Bolsonaro pelo Rio Grande do Norte foi marcada pela confirmação de um golpe nas eleições da Universidade Federal do Semi-árido (UFERSA). O presidente anunciou em Mossoró, nesta sexta-feira (21), a nomeação da professora Ludmilla de Oliveira para o cargo de reitora.
A nova gestora da Ufersa obteve 18,33% dos votos na eleição e ficou na terceira colocação, atrás dos professores Rodrigo Codes, o mais votado, com 35,55% dos votos; e Jean Berg, o segundo, com 24,84%.
Ele desejou sucesso à nova reitora, que deve assumir em 8 de setembro. Assim que Bolsonaro fez o anuncio, várias manifestações contrárias à nomeação de Ludmilla foram publicadas nas redes sociais.
Apesar do desrespeito ao processo democrático, Bolsonaro se ateve aos nomes da lista tríplice enviados ao Ministério da Educação. Desde que assumiu, o presidente já afirmou em várias oportunidades que discorda da autonomia da comunidade universitária no processo de escolha dos reitores. O governo dele também vem tirando poder dos gestores das universidades.
“A senhora tem um grande papel pela frente. Quem liberta o homem e a mulher é o conhecimento”, declarou.
O caso na Ufersa remete à intervenção do Ministério da Educação no Instituto Federal do Rio Grande do Norte, nomeando o interventor Josué de Oliveira para o cargo de reitor. O escolhido sequer participou das eleições, indicado pelo deputado federal Girão Monteiro. A comunidade acadêmica elegeu o professor de Educação Física José Arnóbio de Araújo, que tenta reverter o golpe na Justiça.
Fonte: https://www.saibamais.jor.br
sexta-feira, 21 de agosto de 2020
Guedes vê ‘crime’ e diz que Senado deu ‘péssimo sinal’ ao derrubar veto a reajuste de servidores
A cúpula menor, voltada para baixo, abriga o Plenário do Senado Federal. A cúpula maior, voltada para cima, abriga o Plenário da Câmara dos Deputados.
O ministro Paulo Guedes, da Economia, criticou na noite dessa quarta-feira (19) a decisão do Senado de derrubar o veto do presidente Jair Bolsonaro ao reajuste de salários de servidores durante a pandemia do coronavírus. Ele disse que o Senado deu “um péssimo sinal” e classificou a decisão como “um crime contra o país”.
O tema ainda precisa ser analisado pela Câmara dos Deputados, em sessão adiada para esta quinta-feira (20) porque a base aliada do governo foi surpreendida com a derrubada do veto pelos senadores.
O congelamento dos reajustes até o fim de 2021 foi uma contrapartida definida pelo governo, como resultado de um acordo, para o pacote de socorro de R$ 60 bilhões a estados e municípios, cujos cofres foram abalados pela pandemia.
“Colocamos muito recurso na crise da saúde, e o Senado deu um sinal muito ruim permitindo que justamente recursos que foram para a crise da saúde possam se transformar em aumento de salário. Isso é um péssimo sinal. Temos que torcer para a Câmara conseguir segurar a situação.”, afirmou Paulo Guedes.
O ministro deu a declaração no Ministério da Economia, depois de uma reunião com Rogério Marinho, ministro do Desenvolvimento Regional. Guedes classificou a decisão dos senadores como “um crime”.
Segundo Guedes, há risco de uma perda de até R$ 120 bilhões. “É um desastre, é preocupante porque o Senado é a casa da República. É onde os representantes têm que defender a República. É um péssimo sinal”, declarou.
O ministro afirmou que seria “irresponsabilidade” se Bolsonaro não tivesse vetado. “Foi um veto importante que o presidente fez, justamente em um momento decisivo, justamente esse gasto extraordinário que tivemos este ano, para preservar vidas, preservar empregos, isso correr o risco de se transformar em aumento de salário. Seria um sinal de irresponsabilidade e o presidente justamente vetou”, declarou.
Casa Verde Amarela
Após a reunião com Guedes, o ministro do Desenvolvimento Regional afirmou que o governo lançará na próxima semana um novo programa habitacional que se chamará Casa Verde Amarela.
Segundo o ministro, com a redução da remuneração do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) será possível reduzir a taxa de juros e incluir quase 1 milhão de famílias no sistema habitacional.
Marinho afirmou que essa remuneração hoje é de cerca de 5%, e que a ideia é cortar essa taxa em meio ponto percentual.
“Estamos utilizando a própria gestão do fundo de garantias para diminuir a remuneração do fundo, porque nesse momento o fundo está pagando 5% contra uma taxa Selic de 2%. Não estamos reduzindo nada substancial, vai ser meio por cento mais ou menos”, afirmou.
Fonte: G1
C/ pontodevistaonline.com.br
UFRN adia início de aulas remotas para 8 de setembro e abre edital para oferecer internet a estudantes carentes
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Reitoria da UFRN, Universidade Federal do Rio Grande do Norte — Foto: Igor Jácome/G1
A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) decidiu adiar a retomada do período letivo 2020.1 para o dia 8 de setembro, segundo informou nessa quinta-feira (19). De acordo com a instituição, o adiamento foi necessário porque o programa de pacote de dados da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), do Ministério da Educação (MEC), não estaria implementado na data prevista para o início das aulas.
“Neste sentido, além do auxílio instrumental para aquisição de equipamentos, a UFRN vai também disponibilizar apoio financeiro para custear a contratação de internet dos estudantes prioritários da assistência estudantil”, informou a universidade.
A retomada do 2020.1, no formato remoto, havia sido planejada para 24 de agosto, porém, com a mudança, a Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) prorrogou até esta quinta-feira (20), o período de rematrícula para o 2020.1 (2020.6).
A instituição aprovou auxílio instrumento de R$ 1.200 para cerca de 3,2 mil estudantes que fazem parte do cadastro único para estudantes em vulnerabilidade social, com renda familiar de até um salário e meio mensais. O valor foi disponibilizado para que os alunos comprassem equipamentos de tecnologia da informação para poder acompanhar as aulas.
Segundo a UFRN, o novo edital da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proae), para Auxílio de Inclusão Digital, visa contratação de pacote de dados de internet – para este mesmo público. A divulgação do processo seletivo estará disponível no Portal da UFRN.
Fonte: G1RN
Deputado Ubaldo pede prioridade em renovação de outorgas de radiodifusoras

quinta-feira, 20 de agosto de 2020
Senado vota Fundeb e busca regulamentação diante da tentativa de Bolsonaro de reduzir recursos da Educação

O Senado vota nesta quinta-feira (20) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria o novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que o torna permanente e eleva de 10% para 23% em seis anos a obrigatoriedade os repasses do governo federal para a educação aos estados e municípios.
Armas contra livros: Bolsonaro prevê mais dinheiro para a Defesa do que para a Educação em 2021.
A votação ocorre sob pressão do governo e em meio à tentativa de Jair Bolsonaro de reduzir o orçamento do Ministério da Educação para privilegiar a pasta da Defesa.
Com estudos para taxar livros – que seriam “produto da elite” – e medidas para liberar o consumo de armas de fogo, Bolsonaro prevê reservar um orçamento em que a Defesa receba R$ 5,8 milhões a mais que a Educação em 2021. Será a primeira vez em 10 anos que os recursos destinados às armas pode superar ao da educação.
Segundo a previsão, a Defesa terá um acréscimo de 48,8% em relação ao orçamento deste ano, passando de R$ 73 bilhões para R$ 108,56 bilhões em 2021. Enquanto isso, a verba do Ministério da Educação (MEC) deve cair de R$ 103,1 bilhões para R$ 102,9 bilhões.
“Se já não bastasse Bolsonaro tentar boicotar o Fundeb, agora anuncia um dos menores orçamentos da história para educação brasileira. Já o orçamento para armas cresce. Bolsonaro tira livros das mãos dos nossos jovens e entrega violência. Revoltante”, disse o líder do PT no Senado, Rogério Carvalho (PT-SE).
Regulamentação
“Temos que ter não só a aprovação da PEC, mas várias regulamentações daquilo que aprovarmos dentro do Congresso Nacional. Esperamos que a promulgação seja o passo seguinte e urgente para que a sociedade fique mais segura e tranquila sabendo que a educação básica está sendo bem valorizada”, disse o senador Flávio Arns (Rede-PR), relator da PEC.
Arns deu parecer favorável, sem mudanças, ao texto aprovado pela Câmara dos Deputados. Segundo ele, o governo participou de todo o entendimento do texto.
O líder da Minoria, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou que a semana é decisiva para a educação brasileira. Randolfe afirmou ainda que vai defender a manutenção do Custo Aluno-Qualidade (CAQ) no Fundeb.
“Precisamos fortalecer a escola pública e garantir condições para o desenvolvimento dos nossos alunos! Mobilização total!”, disse ele no Twitter.
O CAQ cria parâmetros de financiamento baseado em qualificação dos professores, remuneração, aquisição, manutenção, construção e conservação de instalações e equipamentos necessários ao ensino, compra de material escolar, alimentação e transporte. No entanto, ainda há dúvidas sobre a definição e os critérios que serão utilizados.
Com informações da Agência Senado
Fonte: Revista Fórum
Orçamento sem compromisso. Por Fernando Brito

É realmente espantosa a falta que faz algum exercício de aritmética na análise jornalística.
O Globo publica hoje que o governo planeja o tal “Renda Brasil” para pagar R$ 300 mensais a entre 20 e 21 milhões de famílias: as 14 milhões já atendidas pelo Bolsa Família e mais seis ou sete milhões sem renda que teriam sido identificados no pagamento do auxílio emergencial.
Com isso, precisaria de R$ 60 bilhões diz o jornal, que engoliu o número sem fazer contas (pelo mínimo de 20 milhões, a 300 mensais, em 12 meses isto daria R$ 72 bilhões). Como o Bolsa Família tem um orçamento de R$ 29,5 bilhões para este ano, restaria arranjar outros R$ 30 bilhões (nas contas erradas do jornal) ou R$ 42,5 bilhões se prevalecerem o número de beneficiários e os valores mencionados no texto.
De qualquer forma, seria uma maravilha, não fosse o fato de que tudo o que se pretende distribuir aos pobres seja, literalmente, retirado dos próprios pobres.
Qual é o plano?
R$ 20 bilhões viriam do fim do abono salarial pago uma vez por ano a quem ganha menos de dois salários mínimos, que representam algo em torno de 24 milhões de pessoas de baixa renda. Como a proporção de beneficiários por família deve ficar pouco acima de 1, pode-se, com razoável certeza, afirmar que mais de 15 milhões, talvez mesmo 20 milhões delas sejam prejudicadas com a perda desta tenda, de perto de R$ 1 mil anuais.
Perto de R$ 4 bilhões, do salário educação (R$ 48 por filho menor) e do seguro defeso pago aos pescadores no período de proibição da pesca.
O que falta, como se vê, não é pouco e não há a menor indicação de onde vá poder ser tirado, uma vez que a receita da União caiu muito este ano e não há a menor expectativa de que venha, no ano que vem, voltar aos patamares pré-Covid.
O cobertor curto do Orçamento público, nem se fosse de elástico, daria para cobrir sequer esta despesa, quanto mais para compensar com bondades desoneratórias que compensem – ou pareçam compensar – a implantação da nova CPMF.
Muito menos para financiar projetos e investimentos para enfrentar o desafio de uma população que está em níveis inéditos de desemprego e perda de renda.
É óbvio que ninguém pode ser contra um programa de transferência de renda, mas é preciso que se saiba que, desta maneira, não se transferirá renda alguma se for o dinheiro que é dos pobres sendo rebatizado para ser distribuído aos pobres.
Neste caso, é melhor rebatizar o “Renda Brasil” para “Renda Voto”.
Fonte: Diário do Centro do Mundo - DCM
Congresso derruba veto de Bolsonaro ao uso obrigatório de máscaras

Imagem: Senador, JEAN PAUL PRATES - PT-RN
Deputados e senadores derrubaram nesta quarta feira, 19, um veto do presidente Jair Bolsonaro que desobrigava o uso de máscaras em escolas, comércios, indústria e igrejas. A obrigatoriedade havia sido aprovada pelo Congresso no último dia 4 de junho. O relator da proposta, no Senado, foi o senador potiguar Jean Paul Prates (PT-RN).
terça-feira, 18 de agosto de 2020
Jornada Potiguar de Leitura e Educação deste ano terá escritor Pedro Bandeira

Foto: Escritor Pedro Bandeira. Foto: SESC SP