sábado, 16 de abril de 2016

‘Não escrevo para jornal golpista’, diz sociólogo em resposta ao ‘Estadão’


Laymert Garcia dos Santos, da Unicamp, recusa proposta do jornal para enviar texto que seria publicado em edição sobre “o atual andar da carruagem” no país na segunda-feira.
Por RBA
O sociólogo Laymert Garcia dos Santos recusou convite para escrever um artigo para o jornalO Estado de S.Paulo, que prepara edição para a segunda-feira, já esperando que a Câmara dos Deputados aprove o impeachment da presidenta Dilma Rousseff no domingo (17). Por meio da Universidade de Campinas, o sociólogo recebeu e-mail do diário propondo o envio de um texto que seria publicado no contexto de “um material sobre o atual andar da carruagem” no país. “Agradeço seu convite, mas não leio e muito menos escrevo para um jornal golpista, como é O Estado de S.Paulo”, respondeu.
A pauta do jornal pergunta: “O que significa a derrubada da presidente tanto para o cenário político (como um todo) como para o PT?”.
Abaixo, a troca de e-mails na íntegra:
“Olá.
O jornal prepara um material sobre o atual andar da carruagem. Caso o processo avance em direção ao Senado, e parece que é o que vai ocorrer, pergunto se o senhor faria um artigo de 1.800 caracteres sobre tal contexto. O que significa a derrubada da presidente tanto para o cenário político (como um todo) como para o PT?
Seria para uma edição especial de segunda-feira, com prazo de entrega no domingo meio-dia.
O que acha?
Cordialmente,
Alexandra Martins
Jornal O Estado de S. Paulo
”
Resposta de Laymert Garcia dos Santos:
“Prezada Alexandra,
Agradeço seu convite, mas não leio e muito menos escrevo para um jornal golpista, como é O Estado de S. Paulo.
Contando com a sua compreensão,
Atenciosamente,

Laymert Garcia dos Santos”
Fonte: Revista Fórum

Mais uma vez, Temer se adianta e faz pronunciamento como se fosse presidente

Depois do áudio vazado, o vice-presidente fez postagens no Twitter afirmando que manterá programas sociais
Por Redação
O vice-presidente Michel Temer (PMDB) mais uma vez se adiantou e fez declarações como se fosse presidente da república. Depois do áudio vazado em que faz um discurso como se fosse o mandatário de um novo governo, o peemedebista fez postagens no Twitter, na manhã deste sábado (16), sugerindo que ele assumirá o cargo da presidenta Dilma Rousseff antes mesmo da votação do processo de impeachment na Câmara dos Deputados, marcada para este domingo (17).
“Leio hoje nos jornais as acusações de que acabarei com o bolsa família. Falso. Mentira rasteira. Manterei todos programas sociais”, escreveu.
Em outros tweets, Temer defende a Lava Jato e a “pacificação dos brasileiros”.
Não demorou muito para que o vice-presidente fosse alvo de críticas. Também pelo Twitter, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) respondeu.
“MichelTemer está falando como Presidente? Como assim vai acabar? O senhor não é Presidente e não vai ter golpe”, escreveu.
Fonte: Revista Fórum

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo organizam coletiva em Brasília

As frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo concederão uma entrevista coletiva à imprensa no próximo sábado (16) às 14horas no Acampamento Nacional pela Democracia, que está localizado no Ginásio Nilson Nelson, no estádio Mané Garrincha, em Brasília.  
Na pauta, as orientações para a grande marcha contra o golpe e pela democracia deste domingo (17) e a apresentação da agenda de lutas pelos estados.

De acordo com a organização, a expectativa é reunir, em Brasília, mais de 200 mil pessoas.
Serviço:

Coletiva dos Movimentos Populares Contra o Impeachment
Data: 16 de abril – às 14 horas
Local: Ginásio Nilson Nelson

Contatos:

Adilson Araújo, presidente da CTB: (11) 97475-2068
Joanne Mota, assessoria da presidência: (11) 98442-9245

Portal CTB 

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Câmara adota nova regra para chamada dos deputados na votação do Impeachment

O deputado Beto Mansur fez a leitura da nova decisão sobre a ordem de chamada na votação do impeachment
Em nova decisão, lida em Plenário pelo 1º secretário da Câmara, deputado Beto Mansur (PRB-SP), o presidente da Casa, Eduardo Cunha, reviu nesta quinta-feira (14) a ordem de chamada dos deputados a ser adotada no próximo domingo (17) durante a análise, em Plenário, do pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidente da República, Dilma Rousseff, por crime de responsabilidade.
A nova decisão determina que os deputados serão chamados para declarar oralmente seus votos a favor ou contra o pedido começando por um estado da Região Norte e, em alternância, seguido por um estado da Região Sul e vice-versa, continuando-se assim, sucessivamente, passando pelos demais estados.
A ordem de chamada dos estados será a seguinte: Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Amapá, Pará, Paraná, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Rondônia, Goiás, Distrito Federal, Acre, Tocantins, Mato Grosso, São Paulo, Maranhão, Ceará, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Piauí, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Sergipe e Alagoas. Dentro de cada estado, a chamada de deputados será feita por ordem alfabética.
Interpretação do Regimento
Cunha justificou a decisão argumentando que a melhor opção é interpretar o Regimento Interno, segundo o qual “a votação nominal será feita pela chamada dos deputados, alternadamente, do Norte para o Sul e vice-versa, (...).” Ele explicou que pessoalmente sempre teve esse entendimento, mas que havia seguido, na sua decisão de quarta-feira (13), a tradição da Casa como critério.

Em sua nova decisão desta quinta-feira, Cunha deixa de considerar como jurisprudência outras votações por chamada nominal ocorridas em 2001 e 2005. “A primeira premissa equivocada [da última decisão] foi considerar essas votações como parâmetro”, disse o presidente.
Ele lembrou que na sessão de 28 de novembro de 2001, que analisou o Projeto de Lei 5883/01 – sobre mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) –, a votação foi desconsiderada e o resultado sustado. Já as duas chamadas nominais ocorridas de 2005 foram ignoradas por envolverem eleição, no caso do ex-presidente da Casa, Severino Cavalcanti. “Revendo os anais da Casa, vejo que foram adotados procedimentos distintos para eleição e votação”, argumentou.
Por fim, o entendimento de Cunha foi o de que, após 1988, o procedimento de chamada nominal aconteceu uma única vez, durante votação de requerimento de urgência para o Projeto de Lei 518/95, quando a chamada se deu sem alternância, começando do Norte para o Sul. “Como esse procedimento só ocorreu uma vez, não há que se falar em tradição da Casa, sendo esta a segunda premissa equivocada.”
Para Cunha, a nova decisão assegura equilíbrio entre as regiões do País e evita dúvidas ou suspeitas de eventuais direcionamentos na colheita dos votos. “Não será a ordem de votação que determinará o resultado no domingo, mas sim o voto individual e pessoal de cada deputado”, disse.
Repercussão entre deputados
Logo após o anúncio, o deputado Mendonça Filho (DEM-PE) disse que o Regimento foi respeitado e que não há razão para questionamentos. “Está claro no Regimento. Se o PT espalha por aí que tem 200 votos contra o impeachment, então por que está com medo? Por que não encara a votação?” perguntou.

Já o deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB-MA) disse que a decisão inicial foi “absurda” e não tinha amparo no Regimento nem na tradição da Casa. “É uma invencionice do presidente Eduardo Cunha. Esse sistema nunca foi usado na história desta Casa”, disse Pereira, que é um dos autores de mandado de segurança que questiona, no Supremo Tribunal Federal (STF), a ordem de chamada adotada na quarta-feira.
Ele defende que seja considerada a votação de 2001, seguindo a orientação do Norte para o Sul, ou repetindo o rito de 1992 em ordem alfabética.
O líder da Rede, deputado Alessandro Molon (RJ), acusou Cunha de escolher as regras conforme a sua conveniência. “Ontem ele tomou a decisão de seguir o Regimento e fazer a chamada do Sul para o Norte, porque em 2005 teria sido de Norte para o Sul. Mas em 2005 houve dois turnos: no primeiro, a ordem foi Norte-Sul, mas no segundo foi do Sul para o Norte. Ou seja, agora teria que ser do Norte para o Sul”, disse Molon.
Em entrevistas ao longo da semana, Eduardo Cunha considerou como “bobagem” a tese de que a ordem de chamada dos deputados poderia influenciar o placar final da votação.
Por sua vez, o deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) disse que a nova decisão de Cunha é correta por prever a alternância de estados dentro da mesma votação e não entre votações: “É o que está no Regimento”.
Já a deputada Maria do Rosário (PT-RS) disse que a revisão da decisão anterior não aconteceu por acaso. “Esse expediente nunca foi usado antes”, criticou a deputada. Segundo ela, a chamada deverá ser feita de Norte a Sul ou, no caso de alternância, deverá ser Norte-sul/Norte-Sul, e não Norte-Sul/Sul-Norte, como prevê a decisão de Cunha.
A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) antecipou que, se permanecer, a decisão será questionada na Justiça. “Há uma inovação casuística. Por toda a análise da lei, olhando o rito de 1992, deveria ser adotada a ordem alfabética”, defendeu.
Reportagem – Murilo Souza
Edição – João Pitella Junior

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'

terça-feira, 12 de abril de 2016

A ofensiva da Burguesia contra a democracia

Não tenhamos ilusões: a ofensiva conservadora, comandada pelo núcleo duro da burguesia brasileira e seus braços de comunicação, unificou as camadas médias contra o governo, o PT e a esquerda em geral, como ficou demonstrado nas manifestações antidemocráticas que pedem o impedimento da presidenta Dilma.

Todas nossas forças e energias devem estar voltadas para trazer os trabalhadores e as trabalhadoras, do campo e da cidade, para que cumpram um papel protagonista na resistência contra a escalada golpista.
Os partidos de esquerda, os movimentos sociais, a intelectualidade e a 

juventude, mas sobretudo o governo e a presidente Dilma, precisamos todos entender que não há mais tempo e espaço para a vacilação contra as forças restauradoras.

É tudo ou nada.
Por Diógenes Allende Júnior

Fonte: Desabafo Brasil

domingo, 10 de abril de 2016

Leonardo Boff: Dez lições da crise brasileira

Toda crise acrisola, purifica e faz madurar. Que lições podemos tirar dela? O teólogo Leonardo Boff elenca algumas delas
Por Leonardo Boff, na Carta Maior
Toda crise acrisola, purifica e faz madurar. Que lições podemos tirar dela? Elenco algumas.
Primeira lição: o tipo de sociedade que temos não pode mais continuar assim com é. As manifestações de 2013 e as atuais mostraram claramente: não queremos mais uma democracia de baixíssima intensidade, uma sociedade profundamente desigual e uma política de negociatas. Nas manifestações os políticos também os da oposição foram escorraçados. Igualmente movimentos sociais organizados. Queremos outro tipo de Brasil, diverso daquele que herdamos que seja democrático, includente, justo e sustentável.
Segunda lição: superar a vergonhosa desigualdade social impedindo que 5 mil famílias extensas controlem quase metade da riqueza nacional. Essa desigualdade se traduz por uma perversa concentração de terras, de capitais e de uma dominação iniqua do sistema financeiro, com bancos que extorquem o povo e o governo cobrando-lhe um superávit primário absurdo para pagar os juros da dívida pública. Enquanto  não se taxarem as grandes fortunas e não submeterem os bancos a níveis razoáveis de lucro o Brasil será sempre desigual, injusto e pobre.
Terceira lição: prevalência do capital social  sobre o capital individual. Quer dizer, o que faz o povo evoluir não é matar-lhe simplesmente a fome e faze-lo um consumidor mas fortalecer-lhe o capital social feito pela educação, pela saúde, pela cultura e pela busca do bem-viver, pré-condições de uma cidadania plena.
Quarta lição: cobrar uma democracia participativa, construída de baixo para cima com forte presença da sociedade organizada especialmente dos movimentos sociais que enriquecem a democracia representativa que, por causa de sua histórica corrupção, o povo sente que ela não mais o representa.
Quinta lição: a reinvenção do Estado nacional. Como foi montado historicamente, atendia as classes que detém o ter, o poder, o saber e a comunicação dentro de uma política de conciliação entre as oligarquias, deixando sempre o povo de fora. Ele está aí  mais para  garantir privilégios do que para realizar o bem geral da nação. O Estado tem que ser a representação da soberania popular e todos os seus aparelhos devem estar a serviço do bem comum, com especial atenção aos vulneráveis (seu caráter ético) e sob o severo controle social com as devidas instituições para isso. Para tal se faz necessária uma reforma política, com nova constituição, fruto da representação nacional e não apenas partidária.
Sexta lição: o dever ético-político de pagar a dívida às vítimas feitas no processo da constituição  de nossa nacionalidade e que nunca foi paga: para com os indígenas quase exterminados, para com os afrodescendentes (mais da metade da população brasileira) feitos escravos, carvão para o processo produtivo; os pobres em geral sempre esquecidos pelas políticas públicas e desprezados  e humilhados pelas classes dominantes. Urge políticas compensatórias e pro-ativas para criar-lhes oportunidades de se autopromoverem e se inserirem nos benefícios da sociedade moderna.
Oitava lição: fim do presidencialismo de coalizão de partidos, feito à base de negócios e de tráfico de influência, de costas para o povo; é uma política de planalto desconectada da planície onde vive o povo. Com ou sem Dilma Rousseff à frente do governo, precisa-se, para sair da pluricrise atual, de uma nova concertação entre as forças existentes na nação. Não pode ser apenas entre os partidos que tenderiam a reproduzir a velha e desastrada política de conciliação ou de coalizão mas uma concertação que acolha representantes da sociedade civil organizada, movimentos sociais de caráter nacional, representantes do empresariado, da intelectualidade, das artes, das mulheres,  das igrejas e das religiões a fim de elaborar uma agenda mínima aceita por todos.
Nona lição: O caráter claramente republicano da democracia que vai além da neoliberal e privatista.  Em outras palavras, o bem comum (res publica) deve ganhar centralidade e em seguida o bem privado. Isso se concretiza por política sociais que atendam as demandas mais gerais  da população  a partir dos necessitados e deixados para trás. As políticas sociais não se restringem apenas a ser distributivas mas importa serem  redistributivas (diminuir de quem tem de mais para repassar para quem tem de menos), em vista da redução da desigualdade social.
Décima lição: inclusão da natureza com seus bens e serviços e da Mãe Terra com seus direitos na constituição de um novo tipo de democracia sócio-cósmica, à altura consciência ecológica que reconhece todos os seres como sujeitos de direitos formando um grande todo: Terra-natureza-ser humano. É a base de um novo tipo de civilização, biocentrada, capaz de garantir o futuro da vida e de nossa civilização.
Foto de capa: Valter Campanato (Agência Brasil)
Fonte: Revista Fórum

“Repudiaremos sempre qualquer atentado à liberdade de expressão e à autonomia universitária”, diz nota do Conselho da UFG sobre censura do MPF

Nota do Conselho Universitário da Universidade Federal de Goiás (UFG) é uma resposta à recomendação do Ministério Público Federal de Goiás (MPF/GO), que quer proibir atos político-partidários sobre impeachment em instituições federais. Confira a íntegra
Por Redação
Nota do Conselho Universitário
Documento foi elaborado em resposta à Recomendação Nº 75, de 4 de abril de 2016, do Ministério Público Federal (MPF/GO)
O Conselho Universitário (CONSUNI) da Universidade Federal de Goiás (UFG) reunido na data de 08/04/2016 considera que a dinâmica acadêmica demanda, em suas práticas de ensino, pesquisa, inovação e extensão, o diálogo aberto com a sociedade em sua totalidade. Entendemos que o cenário de instabilidade política requer que a Universidade se antecipe, dialogue, investigue e realize debates públicos em busca de respostas para os problemas sociais, evitando a construção de saber enviesado e distante da sociedade.
Assim, o Consuni repudia a recomendação do MPF/GO de que a Universidade se abstenha de promover ou participar de atividades cujo tema se relacione ao debate político em torno do impeachment. Entendemos ainda que tal recomendação fere a autonomia e a liberdade para aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber como bens necessários para que se desenvolva o conhecimento científico conforme garante a Constituição Federal, a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e o Estatuto da UFG.
Do mesmo modo repudiaremos sempre qualquer atentado à liberdade de expressão e à autonomia universitária.
Foto: Ato em defesa da democracia realizado no mês passado na UFG (Foto: UFG)
Fonte: Revista Fórum

sábado, 9 de abril de 2016

STF concede liminar favorável ao RN suspendendo devolução de repasses ao Fundeb

Uma liminar deferida pelo Supremo Tribunal Federal na tarde desta sexta-feira (8) concedeu ao Rio Grande do Norte uma vitória na área de educação.  O despacho do ministro Marco Aurélio Mello impediu a compensação de R$ 192.404.582,50 referentes ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação.
A ação recomendava que o RN teria de devolver os valores dos repasses do exercício 2015 oriundos do Fundeb, de acordo com cálculos realizados à época. Devido a um novo entendimento foi verificado que o estado não teria direito a complementação do Fundo e deveria ressarcir os quase R$ 200 milhões já neste mês. De acordo com a Procuradoria Geral do Estado, a defesa apresentada alegou que o RN agiu de boa fé ao receber os repasses do Fundeb, bem como questionou os critérios utilizados na elaboração dos cálculos realizados pela União.
O governador Robinson Faria, que liderou uma comissão formada por pastas do Governo, bancada federal e prefeituras potiguares nas reuniões em Brasília, falou sobre a decisão do STF favorável ao RN. “Esse foi um parecer muito importante para continuarmos evoluindo na educação. O entendimento do Supremo nos deixou muito felizes porque poderemos manter o planejamento traçado com muito cuidado desde o início da nossa gestão”, afirmou o chefe do Executivo Estadual.
Fonte: Robson Pires

Brasil é exemplo em política de combate à violência contra mulheres, diz ONU

O Brasil tem sido exemplo para o mundo em políticas de combate à violência contra mulheres, aponta a representante no Brasil da Organização para as Nações Unidas para Mulheres (ONU Mulheres), Nadine Gasman. Ao fazer essa avaliação, Nadine Gasman também disse que a presidente Dilma Rousseff é um liderança importante na definição dessas ações.
“Realmente, a presidência do Brasil deu um exemplo de políticas públicas que são importantes não só para o Brasil, mas para o mundo todo”, disse. As declarações de Nadine foram realizadas nesta sexta-feira (8),  em Brasília (DF), no lançamento da “Diretrizes Nacionais para Investigar, Processar e Julgar com Perspectiva de Gênero as Mortes Violentas de Mulheres – Feminicídios”, elaboradas pelo governo brasileiro e pelas Nações Unidas (ONU).
Robson Pires

Pré-candidatos pegam a estrada

Faltando 176 dias para a escolha dos novos prefeitos e vereadores, os pré-candidatos procuram maior visibilidade, já que a campanha será mais curta esse ano – 45 dias. Vale qualquer evento, o importante é o contato com o eleitor.

Robson Pires

TSE não tem verba para fazer novas eleições para presidente

Apontadas como possível solução para a atual crise política pela ex-senadora Marina Silva (Rede) e pelo senador Valdir Raupp (PMDB), novas eleições gerais não poderiam sair do papel em 2016 por falta de verba. Consultada pela equipe de reportagem de O Financista, a Secretaria de Comunicação Institucional do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) indicou que não teria recursos para realizar eleições gerais em 2016.
“Estimamos que uma nova corrida eleitoral a nível nacional obrigaria o TSE a desembolsar R$ 800 milhões”, informou o órgão por telefone. O TSE disse ainda que o orçamento da Justiça Eleitoral para as eleições municipais deste ano sofreu um corte de cerca de R$ 250 milhões. Para realizá-las, o TSE pediu um crédito suplementar ao Ministério do Planejamento.
Fonte: Robson Pires

quinta-feira, 7 de abril de 2016

IFRN: COMISSÃO SE REÚNE PARA ESTRUTURAÇÃO DA AUDIÊNCIA PÚBLICA DIA 27 - ENSINO NOTURNO NO IFRN

 Comissão Organizadora da Audiência Pública
 Discussões avançam!


Ontem (6) o Coordenador da Comissão em Defesa dos Campus da UERN e UFRN, Eduardo Vasconcelos se reuniu com comissão de funcionários do IFRN - Campus NOVA CRUZ, em pauta a Audiência Pública dia 27 de abril, 9 horas da manhã no Plenário da Câmara Municipal de Nova Cruz - "Ensino Noturno e Rotatividade de Cursos nos Turno Diurnos.

A reunião foi muito proveitosa, pois todos os membros da reunião aderiram a Comissão em Defesa dos Campus, onde  Eduardo é o coordenador. Após discussões em torno da estruturação da audiência foi aprovado a criação de uma Comissão Especial para elaboração do documento que  será entregue ao Reitor recém eleito, Wyllys Abel Farkatt Tabosa na referida audiência, documento esse mostrando a necessidade e a viabilidade do Curso Noturno.

Foram aprovados nomes de autoridades que irão ser convidas para participarem da audiência, bem com o número de participantes, que é 150 (cento e cinquenta).

A Comissão também fará uma pesquisa no comércio na Região Agreste com jovens que estão trabalhando e não estudam, com o proposito de se elaborar um diagnóstico da realidade desses jovens, que será apesentado na referida audiência.

É bom lembrar que muitos jovens matriculados no IFRN no turno diurno trancaram suas matriculas, justamente para trabalhar.

Próxima segunda-feira (11), ás 9 horas haverá reunião para repassarem o formulários para pesquisa, convites, entre outros.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Ministro do PMDB segue no cargo e diz que saída do partido foi precipitada

A reunião que definiu a saída do PMDB do governo, no último dia 29, foi precipitada e não deveria ter ocorrido naquela data, disse hoje (4) o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, que é filiado ao PMDB do Pará e permanece no cargo, apesar da decisão do partido de entregar os cargos que ocupa na administração federal.
Após uma reunião de 40 minutos com o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, Braga disse que continuará trabalhando como ministro para “servir ao país”. “Fui um daqueles que, desde o início, falei que imaginava, acreditava e continuo acreditando que aquela reunião do dia 29 [de março, em que o PMDB confirmou a saída do governo] não deveria ter acontecido nesse dia. Que era uma precipitação, e continuo defendendo isso”, afirmou Braga.
Fonte> Robson Pires

domingo, 3 de abril de 2016

Nota Pública de Bibi Ferreira

Todos me conhecem e sabem que nos meus 93 anos de vida nunca fui dada a emitir opiniões de cunho político.

Contudo, enquanto cidadã brasileira e mulher sinto obrigação de alertar as pessoas sobre o que está acontecendo.

Muito do que vemos é o mais puro e repugnante machismo, pois tristemente muitos conseguem cultivar a ideia de que as mulheres não são capazes de ocupar cargos de importância e por isso na primeira dificuldade já querem substituí-la. Só assim pode se explicado a falta de respeito não só com uma presidenta que obteve nas urnas mais de 54 milhões de votos e com toda população.

Querer retirá-la da presidência sem que ela tenha praticado qualquer crime é inaceitável.

É muito triste constatar que muitas pessoas não conseguem enxergar que as emissoras de TV são empresas, e como qualquer empresa, o seu compromisso maior é com quem lhe garante vultuosos recursos financeiros e não com o povo.

Confio que a presidenta representa hoje os valores da Democracia e do Estado Democrático de Direito no só não nosso querido Brasil como no mundo.

Viva a Democracia e abaixo o golpe.

Bibi Ferreira

Fonte> Contexto Livre

Nem a filha atende Temer e fica com cargo no governo do PT


Por Luiz Antônio Novaes, n’O Globo de hoje
Fonte> Robson Pires

sábado, 2 de abril de 2016

UBES lança campanha pela democracia, voto aos 16 e mais participação

No momento em que a democracia brasileira tem sofrido duros golpes, o mais importante para o jovem é se informar, participar das discussões e entender a importância de exigir o respeito ao seu voto e de outros milhões país afora.
Nesse contexto, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas bota na rua a partir do mês de março a sua já tradicional campanha“Se Liga 16!”, uma série de ações para incentivar o jovem a fazer o seu título de eleitor e participar mais diretamente da vida política do país.
O voto aos 16 anos foi conquistado após uma forte campanha do movimento estudantil para que esse direito fosse incluído na Constituição Cidadã de 1988, elaborada após o país se livrar de uma violenta ditadura militar que durou 20 anos (1964-1985).
Desde então, a campanha ‘’Se Liga 16’’ é realizada todos os anos pela UBES junto a  grêmios estudantis, entidades estaduais e municipais do movimento estudantil e uma parceria com os Tribunais Regionais Eleitorais.
O objetivo é levar informação para dentro das escolas com debates sobre a democracia, os males da ditadura militar, o direito ao voto e a participação política.
“Foi com a democracia que nós conquistamos o direito do voto aos 16 anos, que é uma das coisas mais importantes que existe para aparticipação do jovem na vida política do país. Se queremos melhorar o país, essa luta começa nas eleições, com a gente exercendodemocraticamente o nosso direito de cidadão”, explica a presidenta da UBES, Camila Lanes. “Nosso voto é nossa força e nossa voz. Tem que ser respeitado!”, pontua.

PASSO A PASSO DA DEMOCRACIA
  1.  Tem 16 anos ou completa até o dia 2 de outubro? Você pode solicitar o seu título de eleitor até o dia4 de maio.
  2. Descubra qual o cartório eleitoral mais próximo da região em que você mora.
  1.  Você precisar levar os originais e cópias dos seguintes documentos:
> Carteira de identidade (RG) ou certidão de nascimento
> Comprovante de residência recente
  1.  Pronto! O seu título eleitoral fica pronto na hora.
  1. Se tiver dúvidas, ligue para o Disque-Eleitor: 0800-648-0005. Ou procure aqui o telefone e e-mail do tribunal eleitoral do seu Estado:www.tse.jus.br/eleitor/disque-eleitor/disque-eleitor

MATERIAL PARA DOWNLOAD

1º de abril, relembrar um golpe para evitar outro

Há 52 anos, militares tomavam o poder e, hoje, um processo ilegal de impeachment ameaça nossa democracia

Os estudantes brasileiros se lembram bem daquela noite de terça-feira entre 31 de março e 1º de abril de 1964, apenas dois dias após o domingo de páscoa daquele ano. Na sede da UBES e da UNE, localizada na Praia do Flamengo número 132, Rio de Janeiro, um grupo de jovens acompanhava apreensivo os desdobramentos do pronunciamento do general mineiro Olympio Mourão Filho. Segundo ele, suas “tropas estavam nas ruas” para tomar o poder do presidente eleito João Goulart. Um desses jovens era o poeta Ferreira Gullar, que atuava no Centro Popular de Cultura da UNE (CPC).
“A certa altura da noite, senti fome e convidei o Armando Costa, nosso colega de CPC, para comermos alguma coisa. Ele sabia de uma lanchonete no Largo da Carioca que ficava aberta até tarde”, descreve Gullar no seu livro “Antes do Golpe”, publicado em 2014, 50 anos depois daquele episódio. O relato prossegue: “Estávamos lá quando o rádio informou que o general Amaury Kruel, comandante do II Exército, sediado em São Paulo, havia aderido ao golpe, o que nos deixou surpresos e preocupados”.
Gullar e Armando retornaram rapidamente para a sede das entidades estudantis, onde encontraram os colegas apreensivos. Reunidos, começaram a discutir a situação do país perante essa notícia, quando ouviram tiros: “Corremos até a janela e vimos, parada, uma caminhonete para a qual correram dois homens armados com revólveres. Entraram no carro, que partiu em seguida. Logo ouvimos vozes e gemidos de dois companheiros nossos, junto à porta de entrada do prédio. Um deles havia sido atingido por uma das balas disparadas contra o edifício”.

DITADURA NUNCA MAIS

Começava ali o pior pesadelo político do Brasil desde a proclamação da sua república, a ditadura militar que caçou liberdades individuais, perseguiu, torturou e matou aqueles que pensavam de forma diferente, em especial os estudantes e o movimento estudantil. Ferreira Gullar e outros conseguiram escapar do prédio mas, naquela noite, a sede da UBES e da UNE foi completamente incendiada. A caçada aos estudantes continuou, a partir daquele momento, por 21 anos.
As entidades estudantis foram postas na ilegalidade, encontros foram invadidos e violentamente reprimidos – como o Congresso de Ibiúna, em 1968 – líderes presos e mortos como Honestino Guimarães, ex-presidente da UNE que tornou-se símbolo da resistência democrática. Edson Luis, secundarista paraense que morava no Rio de Janeiro foi assassinato durante protesto no restaurante estudantil Calabouço. Sua morte levou milhares às ruas em 1968.
A ditadura também perseguiu jornalistas, artistas, intelectuais, invadiu as universidades, exterminou os partidos políticos, sindicatos, associações de moradores ou qualquer forma de organização.
Hoje, 1º de abril de 2016, cinquenta e dois anos depois daquela terrível data, os estudantes estão novamente nas ruas, denunciando outra tentativa de golpe contra a democracia do país. Segundo a presidenta da UBES, Camila Lanes, ‘os setores conservadores e golpistas da sociedade, os mesmos que apoiaram a ditadura, querem agora novamente impor as suas vontades diante do ascensão social do povo, diante da possibilidade do negro pobre da periferia poder estudar nas melhores escolas e universidades do país.”
Por Artênius Daniel
Fonte: UBES

Presidente da UBES destaca crescimento de jovens negras no movimento estudantil

Camila Lanes lembrou que a própria UBES conta hoje com uma maioria feminina em sua direção, sendo muitas delas negras

Durante o lançamento da campanha Mulher na Política, ocorrida nesta quinta-feira (31) à tarde no Plenário do Senado, a presidente da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES), Camila Lanes, chamou atenção para o expressivo aumento da participação de jovens, especialmente negras, no movimento estudantil por todo o país.
Lanes lembrou que a própria UBES conta hoje com uma maioria feminina em sua direção, sendo muitas delas negras. Também a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Associação Brasileira de Pós-Graduandos (ABPG) são presididas por mulheres.
— Todas jovens. Nunca houve tantas meninas em grêmios estudantis, DCEs (Diretórios Centrais de Estudantes), CAs (Centros Acadêmicos) e representações municipais como temos hoje — afirmou.
Ela disse ainda que essas jovens vêem a política como algo que vai “muito além do institucional”, e que ocuparão a Esplanada dos Ministérios hoje “em defesa da democracia”, contra o impeachment de Dilma Rousseff.
Também presente ao lançamento da campanha, a primeira-dama e colaboradora do governo do Distrito Federal (GDF), Márcia Rollemberg, disse acreditar que as mulheres tem uma participação “menos personalista” na política, e que a efetivação de políticas públicas feministas só se dá quando há “uma consistente união das mulheres em torno de pautas específicas”.
Agência Senado

segunda-feira, 28 de março de 2016

Bob Fernandes: Temer busca montar o novo consórcio do velho poder

Em seu comentário, no jornal da TV Gazeta (SP), analista político destaca que muitos dos parlamentares e líderes partidários que atuam pela queda da presidenta Dilma Rousseff são citados em escândalos de corrupção
O jornalista Bob Fernandes diz que a decisão do PMDB de abandonar o governo, que deve ser oficializada nesta terça-feira (29/03), é parte do esforço do vice-presidente Michel Temer de montar “com a oposição novo consórcio do velho poder”.
Para ele, “envolvidos em corrupção presente ou passada tentarão usar o desembarque do presente e embarque no futuro como moeda. Para nos bastidores buscar salvar o pescoço”.
“Há mais de um ano repetimos aqui: os computadores dos empreiteiros não são monotemáticos, obviamente. Não tratavam apenas do “Petrolão” e Petrobras. Guardavam também as relações com atuais e ex- governadores, prefeitos, senadores, ministros etc. Estranhíssimo, ou impossível, seria não existirem Listas suprapartidárias de propinas e corruptos”, afirma.
Fonte: Revista Fórum

Henrique Alves entrega o cargo: o diálogo entre o governo e o PMDB “se exauriu”

Ex-presidente da Câmara diz que deixa o governo em razão do momento nacional que “coloca ao PMDB o desafio de escolher o seu caminho”
O ex-presidente da Câmara dos Deputados Henrique Eduardo Alves divulgou na noite desta segunda-feira (28/03) o seu pedido de demissão do cargo de ministro do Turismo. Em carta endereçada à presidenta Dilma Rousseff, ele diz que sempre prezou pelo diálogo, mas o “diálogo se exauriu” entre o PMDB e o governo.
Segundo Alves, sua saída não é fruto de uma decisão pessoal. “O momento nacional coloca agora o PMDB, (…) diante do desafio de escolher o seu caminho, sob a presidência do meu companheiro de tantas lutas Michel Temer”, explica.
O ex-ministro diz que a decisão de deixar o governo foi difícil, “mas consciente e coerente. Por fim, ele afirma que espera que a presidenta entenda a sua decisão, por ser alguém “que preza acima de tudo a coerência ideológica e a lealdade ao próprio partido”.
Alves chegou a ter uma busca e apreensão em sua casa autorizada pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, no âmbito das investigações da operação Lava Jato em dezembro do ano passado.
Fonte: Revista Fórum