quarta-feira, 5 de outubro de 2022

Mobilização total para eleger Lula e derrotar o bolsonarismo em 30 de outubro

 Foto: Ricardo Stuckert

Em reunião realizada no dia 4 de outubro de 2022 a Direção Executiva Nacional da CTB debateu a conjuntura e aprovou a seguinte resolução política:

1- O pronunciamento das urnas no último domingo, 2 de outubro, significa uma grande vitória para o candidato das forças progressistas, cujo adversário teve a seu favor o orçamento secreto e o poder governamental, que usou de forma despudorada e ilícita, ao lado da campanha de calúnias e Fake News nas redes sociais. O primeiro turno acentuou a polarização política do país entre as forças democráticas e de esquerda e a extrema direita;

2- Lula confirmou o seu favoritismo. Conquistou 48,43% dos votos válidos – faltando apenas 1,6% ponto percentual para decidir a parada já no primeiro turno – e teve mais de 6 milhões de votos que o principal rival. Vale ressaltar que Bolsonaro é o primeiro presidente brasileiro a ficar em segundo lugar no primeiro turno;

3- A esquerda ampliou sua representação na Câmara dos Deputados, mas a correlação de forças no Congresso Nacional não sofreu grande alteração e continua adversa à classe trabalhadora, que precisa ampliar a mobilização e a pressão para barrar e reverter o cenário de retrocessos;

4- A abstenção subiu a 20,9%, o maior percentual desde 1998. Foi provavelmente o principal fator que impediu a vitória definitiva de Lula em 2 de outubro. A campanha pela reeleição apostou na abstenção e
investiu pesado para levar a peleja ao segundo turno;

5- O pleito também revelou o avanço da extrema direita, especialmente na disputa pelo Senado. A legenda que abrigou o presidente (PL) foi a que mais cresceu e fez o maior número de deputados e senadores;

6- O desempenho dos partidos sugere que o bolsonarismo avançou à custa da desidratação da direita tradicional;

7- É preciso compreender que a polarização política e o avanço da extrema direita não são fenômenos exclusivamente brasileiros. Manifestaram-se recentemente na eleição presidencial da Itália, no plebiscito sobre a Constituição do Chile e em muitos outros acontecimentos. São desdobramentos objetivos das crises geopolítica e econômica que perturbam a ordem capitalista mundial hegemonizada pelos EUA e que ainda parecem longe de um desfecho;

8- Diante deste cenário, a Direção Executiva Nacional da CTB orienta o conjunto da militância classista nos estados a se incorporar de corpo e alma na campanha para eleger Lula em 30 de outubro e derrotar as candidaturas da direita nos estados com segundo turno para governador. Simultaneamente é preciso trabalhar pela construção de uma frente ampla para deter a marcha sinistra da extrema direita e defender a democracia, a soberania nacional, os direitos sociais, as políticas públicas e os trabalhadores e trabalhadoras no serviço público;

9- A eleição do dia 30 é decisiva para o futuro da nação brasileira e deve ser vista como a batalha central do sindicalismo classista ao longo deste mês;

10- A continuidade do Clã Bolsonaro no Palácio do Planalto não significaria apenas a preservação da agenda reacionária inspirada no ultraliberalismo, no racismo, no machismo, na homofobia e no isolamento internacional. Seria um aval popular para o avanço da barbárie neofascista em nosso país. Derrotar o líder da extrema direita é vital para o movimento sindical e as forças democráticas e progressistas. Será o primeiro passo na direção de um novo projeto nacional de desenvolvimento focado na reindustrialização do país, na valorização do trabalho, na universalização dos serviços públicos, na democracia e na soberania.

Fonte: CTB NACIONAL

ELEIÇÕES 2022: Ciro segue PDT e diz que Lula é a “última saída”. Tebet também sinaliza apoio ao líder petista

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT), quarto colocado no primeiro turno da disputa presidencial de 2022 com 3% dos votos, declarou apoio à candidatura do ex-presidente Lula (PT) para o segundo turno do pleito.

“Acompanho a decisão do meu partido, o PDT. Frente às circunstâncias, é a última saída”, afirmou Ciro em vídeo publicado nesta terça-feira (4). “Espero que essa decisão ajude a oxigenar, temporariamente que seja, a nossa democracia.”

Tebet

“Acompanho a decisão do meu partido, o PDT. Frente às circunstâncias, é a última saída”, afirmou Ciro em vídeo publicado nesta terça-feira (4). “Espero que essa decisão ajude a oxigenar, temporariamente que seja, a nossa democracia.” O PDT decidiu nesta terça-feira pelo apoio a Lula.

A senadora Simone Tebet (MDB), que ficou em terceiro lugar na disputa com 4,2% dos votos, também sinalizou ao líder petista. De acordo com o jornal O Globo, Tebet e Lula conversaram por telefone em uma ligação intermediada pela esposa do petista, a socióloga Rosângela da Silva, conhecida como “Janja”. Um encontro entre eles, porém, só deve acontecer após o MDB definir oficialmente sua posição.

Fonte: CTB NACIONAL

segunda-feira, 3 de outubro de 2022

O que têm em comum as eleições presidenciais de 2022 e 2006 e o que podemos aprender com elas

 

Além dos nomes de Lula e Alckmin, que participaram das duas, há estranhas coincidências entre as eleições presidenciais de 2006 e está de 2022. 

Em 2006, Lula e Alckmin não eram companheiros de chapa, como este ano, mas adversários: Lula pelo PT e Alckmin -- tratado como Geraldo -- pelo PSDB.

No dia anterior ao primeiro turno daquele ano, o Datafolha dava 50% das intenções de voto para Lula. Todos esperavam uma vitória do petista já no primeiro turno, como hoje. Que não veio, como hoje.

Em 2006, Lula teve 48,61% dos votos, em torno de sete pontos de vantagem sobre Alckmin. Este ano, no momento em que escrevo, com 99,75% das urnas apuradas, Lula tem 48,36%, em torno de cinco pontos de vantagem sobre Bolsonaro.

Em 2006, no segundo turno Lula deu uma surra nas urnas em Alckmin: 60,83% a 39,17%.

Mas há uma diferença fundamental nessas semelhanças: em 2006, Lula era presidente e buscava a reeleição. Tinha a caneta na mão, além das qualidades politicas que ninguém lhe nega. Este ano Lula é o adversário do presidente, que tem apenas a caneta na mão e a passividade do Judiciário, que permitiu o uso e abuso do ilegal "Orçamento Secreto", que apenas no mês de setembro liberou R$3,5 bilhões a políticos para usarem sem dar satisfação a ninguém -- o que, pela lei não poderia fazer, por ser ano eleitoral.

Basta olhar os resultados das eleições proporcionais para entender como esse dinheiro elegeu a turma do Bolsonaro de norte a sul, todos eles podendo gastar a fundo perdido com cabos eleitorais e com promessas de emprego.

Só que, agora, eles já se elegeram. Os cabos eleitorais já receberam ou aguardam a posse de seus candidatos eleitos para receberem sua parte do acordo.

Bolsonaro vai ter que liberar mais dinheiro, ilegalmente, nas barbas da lei. Mais orçamento secreto vai ser retirado da saúde, da educação, da ciência e até da merenda das crianças para comprar apoio à reeleição. Vão permitir ou perceberam o tamanho do estrago?

Outra coisa atrapalha Bolsonaro: no segundo turno, ele vai ter que enfrentar debate cara a cara com Lula, apenas os dois, sem ajuda de Ciro, do candidato do Novo ou do padre de festa junina.

O trabalho de quem quer que Lula vença as eleições é fazer sua parte, não esmorecer, não desanimar -- afinal não foi no primeiro turno, mas vencemos um presidente que busca a reeleição, o que nunca aconteceu antes no Brasil. Procurar os erros de campanha, corrigi-los e partir para a vitória, que virá fatalmente no segundo turno. Porque não há termo de comparação entre Lula e Bolsonaro.

É levantar, sacodir a poeira e dar a volta por cima. Vamos lá. Ganhamos uma vez e vamos ganhar a segunda, dessa vez definitivamente, e eleger Lula presidente.

Fonte: https://www.blogdomello.org

2º Turno é uma segunda chance para Bolsonaro - "MERECE SIM, UMA REFLEXÃO!" - OLHO NELLE! - EDUARDO HENRIQUE

Diante da gravidade da situação do país, não há dúvida que devemos respeitar, conversar e nos unir com todas e todos que lutam contra o pior governo da história brasileira, independente de qualquer diferença.

Quem é contra o atual presidente sabe que colocar fim a este governo é nosso principal objetivo. Então, é preciso perguntar: 

A QUEM INTERESSA UM 2° TURNO?

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Devemos responder de forma honesta essa pergunta, sem meias verdades. E a resposta é: apenas um candidato será beneficiado caso aconteça um 2° turno nessas eleições, e o nome dele é BOLSONARO.

Não adianta se iludir com outras possibilidades, com todo respeito às outras candidaturas à presidência.

A candidatura de Ciro Gomes (PDT), a terceira colocada nas pesquisas, já está fora de um 2° turno, sem nenhuma chance de ultrapassar Bolsonaro. É preciso que se diga a verdade, o voto em Ciro não é mais para elegê-lo como presidente, é um voto para que se tenha 2° turno.

Mas quem ganha com isso? Bolsonaro, que terá mais 28 dias para abrir sua caixa de maldades e mentiras e fazer de tudo para se manter na presidência. Quem pode garantir que o atual presidente não irá atentar mais uma vez contra a verdade e a democracia? Quem duvida de uma nova “facada”, um novo ato golpista ou até mesmo mais um incentivo à violência contra quem pensa diferente dele? Ninguém; porque ele já provou ser capaz de tudo.

Estas eleições não estão ganhas e o segundo turno só serve para dar uma nova chance para Bolsonaro, para nada mais. Tudo que Bolsonaro quer e precisa é de um 2° Turno. Mas, por que?

Por duas razões

A primeira, ocorrendo o 2° turno, a extrema-direita se fortalece, demonstrará peso eleitoral e procurará manter o padrão de polarização e disputa que eles precisam para existir na vida política brasileira. Mesmo não vencendo as eleições, o fascismo se consolidaria como a segunda força eleitoral no Brasil, trazendo para o seu entorno, as demais frações políticas e sociais conservadoras.

A segunda razão, no 2° turno são apenas Lula e Bolsonaro, por não haver as demais candidaturas, Bolsonaro estará ainda mais motivado a questionar o resultado das urnas, usará a mentira já pronta, “o PT fraudou as eleições com o apoio do TSE”. Ao difundir a ideia de fraude, criará o terreno e as condições para aprofundar o discurso golpista, a mobilização dos seus seguidores e o ataque às instituições de estado. Já vivemos situação parecida em 2014 e o resultado é a degradação política que observamos hoje. Um 2° turno não é outra coisa senão o fortalecimento da extrema-direita e aprofundamento da instabilidade política.

Faltam poucos votos para que Lula seja eleito no 1° Turno, esses votos não virão dos eleitores de Bolsonaro, as pesquisas já mostraram. Sendo assim, os eleitores e eleitoras de Ciro e das demais candidaturas à presidência devem fazer aquilo que seus candidatos não tiveram a grandeza de fazer. Devem retirar qualquer chance de Bolsonaro ir ao 2° turno, isso significa votar em Lula no dia 02 de outubro.

As eleições deste ano não são sobre preferências e identidades; são sobre derrotar um genocida. Nossa melhor oportunidade para fazer isso é agora, no 1° turno votando em Lula.

Bolsonaro não pode ter uma 2° chance. Vamos todas e todos decidir no 1° Turno, concentrando votos em Lula, para demonstrar que é na democracia que queremos construir unidades e debater nossas diferenças.

São Paulo, 13 de setembro de 2022

Secretaria Geral, Intersindical Central da Classe Trabalhadora.

domingo, 2 de outubro de 2022

ELEIÇÕES 2022 Alto Comando do Exercito descarta golpe e deixa Bolsonaro rosnando sozinho. “Quem ganhar leva”

Jair Bolsonaro não se cansa de vomitar ameaças de golpes caso seja derrotado nas urnas, como indicam todas todas as pesquisas de opinião, Mas o líder do neofascismo no Brasil late muito, mas não tem dente para morder. Está a cada dia mais isolado e, embora tenha o apoio de alguns generais de pijama, não tem o respaldo dos comandantes do Exército, que não vão respaldar aventuras golpistas.

Foco de tensão permanente nos últimos anos, alimentado pelo presidente da República, o meio militar parece inclinado a reduzir sua presença no processo eleitoral e simplesmente respaldar o resultado que sair das urnas no próximo domingo. Reportagens publicas pela Agência Pública e pelo jornal O Estado de S. Paulo sustentam essa visão e apontam para um momento de reflexão nas Forças Armadas, após anos de exploração política por parte do atual governante.

“Diante de um cenário de desgaste para o setor, o Alto Comando do Exército, formado na maioria por oficiais da ativa promovidos ao topo da carreira nos últimos quatro anos, considera que a contestação do resultado das eleições e o questionamento da legitimidade das urnas eletrônicas devem ficar circunscritos a Bolsonaro e aos militares da reserva da campanha da reeleição ou que ocupam cargos políticos no governo”, diz o Estadão na edição desta sexta-feira (30).

Mensagem às tropas: respeito ao resultado

Ainda de acordo com o jornal, o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, deverá assinar relatório a ser entregue ao presidente da República. Não será um documento para chancelar ou contestar o resultado da votação, apenas informações sobre a totalização.

O jornal sustenta ainda que os 16 oficiais - generais, em reunião no Quartel General do Exército (QGEx), em Brasília, já asseguraram o respeito ao processo eleitoral, independentemente do vencedor. “Quem ganhar, leva”, teriam dito os militares. “A frase é disseminada na tropa desde a primeira semana de agosto”, relata o Estadão.

Funções no Estado democrático

Já a reportagem da Pública aborda em detalhes o processo de renovação no Alto Comando do Exército, com entrevista do general Sergio Etchegoyen. O general foi chefe do Estado Maior e ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República. Mas também faz considerações sobre a questão militar no governo.

“Até a chegada à presidência de Jair Bolsonaro – cuja origem militar ele sempre fez questão de alardear – temas como as discussões no Alto Comando do Exército (ACE) despertavam pouco interesse na imprensa”, diz o texto, assinado pela jornalista Monica Gugliano. “Considerava-se que, após 21 anos no poder durante a ditadura, os militares haviam reencontrado seu lugar e suas legítimas funções em um Estado democrático. Não foi bem assim. Interesses de ambos os lados, tanto de Bolsonaro como de militares, estreitaram as diferenças entre uma instituição de Estado e o governo. Se as urnas levarem à derrota de Bolsonaro, o Alto Comando do Exército terá que rever o papel da Instituição na vida pública. Continuará como as demais instituições de Estado. E o que possivelmente acontecerá, segundo a avaliação de acadêmicos e estudiosos do tema, é que deixará de ter a exposição pública outorgada por Bolsonaro.”

A reportagem lembra que existem diferentes visões sobre a participação na vida política do país. E que, internamente, muitos receiam que o fracasso do governo Bolsonaro “acabe no colo” das Forças Armadas. Mas, ao tempo, descartam qualquer tipo de intervenção, ao contrário do que esbraveja o mandatário. “Eles garantem, porém, que não haverá nenhum tanque na rua, seja qual for o resultado das eleições.”

Com informações da RBA

Foto: Centro Com. Social Exército

Fonte: CTB NACIONAL

ELEIÇÕES 2022: Plataforma “Quem foi Quem” permite consultar parlamentares que mais votaram contra os trabalhadores

O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) lançou o site “Quem foi Quem”, que reúne um perfil dos parlamentares da legislatura atual (2019-2023) do Congresso Nacional de acordo com como cada um deles e seus partidos votaram em temas relevantes para os trabalhadores e a sociedade.

Entre as votações levadas em conta pela plataforma, estão a aprovação do auxílio emergencial de R$600, a continuidade do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), a tributação de lucros de dividendos, o auxílio gás para famílias de baixa renda, o Auxílio Brasil, o piso salarial da enfermagem e medidas para manutenção do emprego, renda, cultura e agricultura. 

A plataforma “Quem foi Quem” é apoiada por dez centrais sindicais, incluindo a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), além de outros sindicatos e entidades sindicais. Ela avalia o perfil dos parlamentares somente de acordo com suas posições nos temas de interesse da classe trabalhadora, indicando se foram favoráveis, contrários ou se abstiveram/ausentaram.

Um total de 295 parlamentares, dos 594 que ocupam Câmara e Senado, votaram por matérias que implicaram na supressão ou diminuição de direitos dos trabalhadores em 100% das vezes. Dentre eles, estão os ex-ministros do governo Bolsonaro Tereza Cristina (PP-MS), Osmar Terra (MDB-RS) e Onyx Lorenzoni (PL-RS), além de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Carla Zambelli (PL-SP), Bia Kicis (PL-DF), o presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) e o presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG). 

Os partidos que mais votaram contra os trabalhadores são o Podemos (95,15%), Republicanos (95,06%), PP (94,89%), Patriota (93,5%), PSC (93,23%) e PL (91,07%), todos do chamado “centrão” que compõe hoje a base parlamentar do governo Bolsonaro. 

Também é possível ver os estados cujas bancadas representativas eleitas são menos favoráveis aos trabalhadores — como no caso de Roraima (1,92%), Mato Grosso (4,15%) e Amazonas (5%).

A CTB acredita na importância de eleger bancadas representativas dos trabalhadores na Câmara, no Senado e nas Assembleias Legislativas dos estados. Por isso, o Portal CTB publicou uma série de entrevistas com candidatos e candidatas apoiados pela militância da Central ligados ao sindicalismo classista e à defesa da classe trabalhadora em cada estado. Elas podem ser encontradas aqui.

Fonte: CTB NACIONAL

Lula já é presidente na Austrália, Nova Zelândia, Coreia do Sul e outros países

O dia da eleição, domingo (2), mal começou e Lula (PT) já venceu a disputa pela presidência da República em países como Nova Zelândia, Austrália, Coreia do Sul e outros país que têm fusos horários com enormes diferenças do horário de Brasília.


Entre os brasileiros que votam na Nova Zelândia, onde as urnas foram abertas às 16h deste sábado (1º), horário de Brasília, 72,9% escolheram Lula, que conquistou 329 dos 451 votos válidos.


O presidente Jair Bolsonaro (PL) ficou em segundo lugar com 15,57% dos votos válidos, ou seja, apenas 17 eleitores que vivem na Nova Zelândia querem a reeleição do atual mandatário. A terceira colocação ficou com Ciro Gomes (PDT), com 5,1%, enquanto Felipe D'Ávila (Novo) teve 2,4%, à frente de Simone Tebet (MDB), com 1,8%. Padre Kelmon (PTB) foi a opção de três eleitores.


Na Austrália, Lula teve 54,8% dos votos válidos dados por 3.672 eleitores. Bolsonaro ficou em segundo lugar, com 1.917 (28%) dos votos. Foram 247 votos brancos ou nulos, de acordo com informações do site SBS.com.


Dos 15.390 eleitores aptos a votar no primeiro turno na Austrália, 44% (6.785) compareceram às urnas. Os eleitores brasileiros na Austrália foram às seções eleitorais em Sydney, Brisbane, Melbourne, Perth e Camberra.


Na Coreia do Sul, o petista conquistou 130 votos (62,8%) dos brasileiros residentes no país asiático e que foram às urnas para participar da disputa presidencial. Jair Bolsonaro recebeu 53 (25,6%). Ao todo, 207 pessoas saíram de casa para votar. Ciro teve 4,3% dos votos válidos, Tebet, 4,3%; Felipe D'Ávila, 1,9%. 


Em Bangkok, na Tailândia, Lula levou 46 votos, enquanto Bolsonaro teve 42. Também foram votados Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB) — ambos com cinco votos — e Felipe D'Ávila (Novo), com seis votos.


Em Shanghai, na China, Lula teve 93 votos válidos, Bolsonaro 48, Ciro 19, Simone 14, D'Ávila 3, Pd Kelmon e Sofia Manzana registraram 1, cada.


Em Beijing, também na China, Lula teve 48 votos válidos, Bolsonaro 19, Ciro 4, Simone 2 e D'Ávila, 3.


Os resultados acima não são oficiais, pois os votos dos brasileiros residentes no exterior serão divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) somente após o encerramento da votação no Brasil. 


Os dados foram obtidos por meio de boletins fixados na parte externa da embaixada brasileira no país.


Cerca de 4,4 milhões de brasileiros moram no exterior, de acordo com dados do Ministério das Relações Exteriores. Deste total, 697.084 estão aptos para votar para escolher o próximo presidente do Brasil.

O voto no exterior só é possível para o cargo de presidente. A votação acontece em embaixadas, consulados e repartições diplomáticas espalhadas por 159 cidades de 97 países.


Confira a lista dos países que finalizaram a votação até 11h, segundo o TSE:


Arábia Saudita
Armênia
Austrália
Azerbaijão
Barein
Casaquistão
Catar
China
Hong Kong (Província chinesa)
Coreia do Sul
Emirados Árabes Unidos
Estônia
Etiópia
Filipinas
Finlândia
Índia
Indonésia
Japão
Malásia
Nepal
Omã
Tailândia
Taiwan
Timor-Leste
Vietnam
Geórgia
Grécia
Irã
Iraque
Israel
Jordânia
Kuwait
Líbano
Myamar
Palestina
Paquistão
Quênia
Romênia
Rússia (federação russa)
Singapura
Sri Lanka
Tanzânia
Turquia
Nova Zelândia

Fonte: CUT NACIONAL

Dezenas de milhões de brasileiros — os com menos de 32 anos — vão ter o gostinho hoje de votar pela primeira vez em Lula, o melhor presidente da História

 


Milhões de jovens de 16, 17 anos (muitos incentivados por uma campanha que incluiu Anitta) irão votar pela primeira vez em Lula. 

Mas não apenas eles. Como o nome de Lula só esteve nas urnas pela última vez em 2006, quando se reelegeu presidente derrotando seu hoje vice, Alckmin, então no PSDB, muitos eleitores com até 32 anos (dependendo do mês em que nasceram) irão votar em Lula pela primeira vez. Que inveja!

Só não é tanta porque eu, que votei em Lula em 1989, 1994, 1998, 2002 (duas vezes) e 2006 (outras duas), num total de sete vezes, vou às urnas hoje contra esse governo nefasto de um presidente criminoso e genocida como se fosse meu primeiro voto em Lula pra fazer brilhar nossa estrela. O gostinho vai ser o mesmo de quem vai votar pela primeira vez nesta que é a mais importante eleição de nossa História. 

Lula, 13!
Fonte: https://www.blogdomello.org

sábado, 1 de outubro de 2022

TRE/RN disponibiliza contato exclusivo sobre dúvidas de novas sessões eleitorais

 Foto: Reprodução

Em entrevista ao Potiguar Notícias nesta sexta-feira (30), a coordenadora de direitos políticos e cadastro eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral no Rio grande do Norte (TRE/RN), Andréa Campos, fez um alerta aos eleitores sobre possível mudança no local de votação no próximo domingo (02). Até esta segunda (26), 136 locais de votação sofreram mudanças. Desse total, 18 lugares são na capital potiguar, 10 em Ceará-Mirim e sete em Mossoró.

Segundo Andréa, o TSE disponibilizou através de um servidor da Justiça Eleitoral, um atendente virtual com o objetivo de tirar dúvidas sobre a localização das sessões eleitorais. O eleitor poderá ligar ou ainda fazer contato através do WhatsApp pelo número 0800 084 6464. 

A coordenadora do TRE/RN destacou ainda que o contato divulgado não é um canal de denúncias sobre possíveis práticas indevidas durante o pleito, mas exclusivo para dúvidas relacionadas à localização do seu local de votação.

“O canal de denúncias é o aplicativo “Pardal”, ele - o eleitor - baixa no seu smartphone. Ou, o site do Ministério Público Federal”.

Da redação, do Potiguar Notícias, Layssa Beatriz

Edição: Marclene Oliveira

Ministério da Saúde recebe remédio de uso oral para tratamento da Covid

 Foto: Reuters/Jennifer Lorenzini

O Ministério da Saúde recebeu hoje (29) um lote de Paxlovid, antiviral de uso oral indicado para tratamento inicial da covid-19.

Em entrevista ao programa A Voz do Brasil, o ministro Marcelo Queiroga disse que o medicamento será distribuído para as unidades básicas de saúde e ficará disponível para pacientes acima de 65 anos de idade com alto risco de desenvolver formas graves da doença.

O remédio, composto por nirmatrelvir e ritonavir, é indicado para o uso nesses pacientes, assim que possível, a partir do resultado positivo para covid-19 e no prazo de cinco dias após início dos sintomas, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O medicamento foi aprovado pela Anvisa, para uso emergencial, em março deste ano.

Agora, com a chegada dessa medicação, teremos mais um medicamento para os médicos que, com autonomia, poderão prescrever naqueles casos que estão indicados dentro do manual do uso", disse Queiroga.

Poliomielite

Na entrevista à Voz do Brasil, Queiroga também falou sobre campanha de vacinação contra a poliomielite. Ele disse que apenas 6,2 milhões de crianças, de um total de 15 milhões de menores de cinco anos de idade, foram vacinadas contra a pólio, também conhecida como paralisia infantil. A meta do Ministério é imunizar pelo menos 14,3 milhões, ou seja, 95% do público-alvo, portanto ainda falta aplicar a vacina em cerca de 8 milhões para se atingir a meta.

"Ainda está muito aquém dessa meta e é necessário um empenho redobrado para trazermos essas crianças para a sala de vacinação. Essa doença foi erradicada no Brasil em 1994. E nós não queremos mais poliomielite".
A campanha nacional de vacinação contra a poliomielite foi estendida até amanhã (30).

Queiroga explicou, no entanto, que mesmo após o fim da campanha, as vacinas continuarão disponíveis nos postos de saúde. "É inaceitável que crianças sofram por doenças que são evitáveis por vacinas", disse.

Multivacinação

Junto com a campanha de imunização contra a pólio, também está sendo realizada uma campanha de multivacinação para crianças e adolescentes até 15 anos de idade, com o objetivo de aumentar a cobertura vacinal no país.

"O sarampo foi reintroduzido [no país] em 2019. Temos trabalhado fortemente para erradicar o sarampo no Brasil. A febre amarela também é motivo de preocupação", disse o ministro.

Queiroga afirmou ainda que 50 mil doses de vacina contra varíola dos macacos estão chegando ao Brasil, para serem aplicadas em um grupo específico de pessoas.

Fonte: Conteúdo Agência Brasil

Com POTIGUAR NOTÍCIAS

Mártires de Uruaçu e Cunhaú: um feriado santo no Rio Grande do Norte

 

Foto: Reprodução

O período colonial no Brasil foi marcado por invasões e disputas de países europeus nos territórios brasileiros, entre elas foi a briga entre Portugal e Holanda pela área que hoje é conhecida por Rio Grande do Norte e naquela época pertencia a Capitania de Pernambuco. 

O nordeste brasileiro era conhecido pela sua produção de cana-de-açúcar e por ser um ponto estratégico. Os holandeses dominaram a região entre 1630 e 1654. Uma das características desses novos invasores era o fato de serem Calvinistas, pessoas que seguiam a doutrina do Calvinismo que surgiu na europa logo depois da reforma protestante e que acreditava no acúmulo de bens, riqueza e na predestinação.

Em 16 de julho de 1645, durante a celebração da Santa Missa dominical, na Capela de Nossa Senhora das Candeias, no Engenho de Cunhaú, Jacob Rabbi, oficial do exército holandês, que comandava aquela região, ordenou que as portas da igreja fossem trancadas e que as pessoas presentes fossem assassinadas. 

No dia 3 de outubro, no mesmo ano do massacre de Cunhaú, aconteceu a segunda chacina, dessa vez em Uruaçu, atualmente município de São Gonçalo do Amarante. Os fiéis tentaram resistir, mas foram massacrados cruelmente. O ataque também foi mando pelo Jacob Rabbi.   

Segundo Hélio Marques Franco, professor de História. “Os massacres se inserem no contexto das Guerras de religião”  que ocorriam na Europa do Século XVII. Essas guerras eram motivadas pela expansão das religiões reformistas e os embates com os governos católicos e a própria Igreja católica”.

Os massacres ocorridos no estado se tornaram feriado pela Lei estadual  Nº 8.913/2006. No dia 3 de outubro, dia dos assassinatos de Uruaçu. “Sua importância se dá principalmente no contexto da memória coletiva e atua no fortalecimento dos laços identitários  do povo Potiguar”, comenta o professor Hélio Marques. 

No dia 5 de março de 2000, aconteceu a cerimônia de beatificação na Praça de São Pedro, no Vaticano, em que reconheceu o martírio de 30 pessoas presentes nas chacinas. O Papa Francisco em 15 de outubro de 2017, canonizou os mártires.

Da redação, Gabrielle Borges

Edição, Marclene Oliveira

Potiguar Notícias

No RN, consumo de bebidas alcoólicas está autorizado no domingo mediante comprovação de voto

 Foto: Marcos Santos/USP

Bares e restaurantes do Rio Grande do Norte poderão vender bebidas alcoólicas no domingo de eleição, mediante a exigência da apresentação do comprovante de voto, assim como o documento com foto.
 
A Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) editou uma portaria determinando que a venda e consumação de qualquer tipo de bebida alcoólica em locais públicos, bares, restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos afins no Rio Grande do Norte. 
 
O governo do RN atendeu ao pedido da Associação Brasileira de bares e restaurantes (Abrasel) e da Associação dos Supermercados (Assurn), que deverão orientar os consumidores com o compromisso de o setor ajudar a evitar que eleitores compareçam aos locais de votação sob efeito de álcool.
 

Fonte: g1

Com POTIGUAR NOTÍCIAS