terça-feira, 2 de junho de 2020

Altamiro Borges: TSE vai cassar a chapa Bolsonaro-Mourão?

Charge: Zepa Ferrer
O maior temor do “capetão” é que o inquérito sobre fake news, liderado pelo ministro Alexandre de Moraes, acabe fortalecendo as ações que já tramitam no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e que pedem cassação da chapa Bolsonaro-Mourão na sinistra eleição presidencial de 2018.
Por Altamiro Borges*
Segundo vários juristas, o Supremo Tribunal Federal poderá compartilhar com o TSE as provas colhidas pela Polícia Federal nas diligências de quarta-feira (27). Alexandre de Moraes também quebrou os sigilos fiscal e bancário dos empresários que financiaram a fábrica de mentiras na campanha eleitoral – o que é ilegal.
Como observa a Folha, “as evidências encontradas pela Polícia Federal em endereços de aliados do governo podem ajudar a desvendar se o suposto esquema de propagação de fake news usado na campanha eleitoral foi mantido após a vitória de Bolsonaro e trazer novos elementos às ações do TSE”.
Durante o segundo turno das eleições presidenciais, a Folha revelou que apoiadores de Bolsonaro dispararam centenas de milhões de mensagens pelo WhatsApp, prática vedada pelo TSE. O esquema foi financiado por empresários sem a devida prestação de contas à Justiça Eleitoral, o que configuraria crime de caixa dois.
Com base nessas denúncias, vários processos pela cassação da chapa Bolsonaro-Mourão já tramitam no TSE. O inquérito do STF pode trazer novos elementos para essas ações, que ainda não tinham quebrado o sigilo dos empresários investigados na corte eleitoral. Um dos alvos é o picareta Luciano Hang, o “véio da Havan”.
Crise da vida anunciada
Para o jornalista Elio Gaspari, o destempero do capitão decorre desse temor. “Bolsonaro está encrencando com o Judiciário (‘Temos que botar limites’ ou ‘Chega!’) porque acordou para o fato de que tem um encontro marcado com o TSE no julgamento dos pedidos de cassação de sua chapa com o vice Hamilton Mourão”.
“Os processos são seis, dois podem morrer em poucos dias, mas quatro persistirão. Todos eles se referem aos disparos de notícias falsas na rede, tema da investigação conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes. Pelo andar da carruagem, o TSE julgará o caso ainda este ano. É a crise da vida anunciada”, acrescenta o colunista.
Carluxo Bolsonaro está na mira
Já Mônica Bergamo sinaliza que novas bombas explodirão nos próximos dias. “O ministro Alexandre de Moraes, do STF, já acumulou informações suficientes para operações policiais de potencial político mais explosivo do que as determinadas por ele na quarta-feira (27)”.
“Segundo interlocutores do magistrado, ele preferiu esperar pelo resultado das buscas feitas nesta semana para encorpar o material que já tem – e partir para ações mais contundentes no inquérito que investiga fake news. Como revelado pela Folha em abril, a PF identificou Carlos Bolsonaro, um dos filhos do presidente, como um dos articuladores de um esquema criminoso de fake news. A possibilidade de ele ser alvo de alguma ação no inquérito preocupa o pai”.
* Altamiro Borges é jornalista e membro do Comitê Central do PCdoB

Fonte: https://pcdob.org.br

Zenaide questiona presidente do Banco Central sobre inflação e juros altos

A senadora Zenaide Maia (Pros-RN) participou, na manhã desta segunda, da reunião da Comissão de Acompanhamento das Ações de Combate à Covid-19 com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.
 
Zenaide pediu transparência na prestação de contas à sociedade sobre o uso do R$ 1,2 trilhão destinados pela Emenda Constitucional do “Orçamento de Guerra”; e também questionou Campos Neto sobre o motivo pelo qual o brasileiro e a brasileira não sentem o efeito da queda da inflação e das taxas de juros tão comemoradas pelo governo.
 
“Os brasileiros continuam pagando juros altíssimos no cartão de crédito, no cheque especial. E outra: sou dona de casa e não vejo queda na inflação - os preços continuam altos nos gêneros alimentícios e nos medicamentos”, argumentou a parlamentar.
 
A senadora é autora da PEC 79/2019, que quer acabar com os juros abusivos no Brasil. No entanto, a proposta ainda não foi colocada na pauta do Congresso: “Existe uma resistência muito grande em colocar em votação”, observou Zenaide.

Fonte: Potiguar Notícias

VÍRUS: Rio Grande do Norte chega a 323 mortes por Covid-19

Foto: Sandro Menezes
 
A secretaria de Estado de Saúde Pública atualizou nesta segunda-feira (1º) o quadro epidemiológico após o final de semana. O número de mortes subiu para 323 e 69 óbitos estão sob investigação. Ao todo, 7.964 pacientes já foram diagnosticados com a Covid-19 e 16.573 pessoas estão sob suspeita de terem contraído a doença.
 
A fila por UTI no Rio Grande do Norte já conta com 34 pacientes. No somatório geral, 109 pessoas estão à espera de um leito. Desses, 75 pacientes aguardam leitos de estabilização e média complexidade.
 
O índice de isolamento social no Rio Grande do Norte subiu no final de semana, como é comum ocorrer nos dias não úteis, mas ainda é muito baixo para a expectativa das autoridades sanitárias. Segundo levantamento da empresa In Loco, 49% da população respeitou as medidas de distanciamento no domingo (31). Na região Nordeste, o Estado potiguar ficou à frente apenas do Maranhão (47,8%) e empatou com Sergipe (49%). Os especialistas estimam índices de pelo menos 60% para reduzir a curva de aceleração da transmissão do vírus.
 
O secretário-adjunto da Sesap Petrônio Spinelli lamentou as dificuldades para a abertura dos novos leitos e voltou a fazer um apelo para que a população não saia de casa.
 
Fonte: Com informações de Rafael Duarte/ Saiba Mais
C/ Potiguar Notícias

Quem segura as balas de borracha do bolsonarismo? Por Moisés Mendes

Polícia despeja chuva de bombas em manifestação antifascista na Paulista. Foto: Reprodução/Twitter
Publicado originalmente no blog do autor
Os estudantes chilenos aguardam o fim da pandemia para o desfecho do acerto de contas com Sebastián Piñera, iniciado em outubro. Eles querem derrubar Piñera.
No Chile, 340 pessoas perderam a visão de um olho e pelo menos quatro ficaram cegas por ferimentos produzidos por balas de borracha disparadas pela polícia.
Em novembro, depois da reação generalizada contra a repressão violenta, Piñera mandou que os carabineiros parassem de usar armas com balas de borracha.
Pela repressão que se vê agora nos Estado Unidos, é provável que tenhamos também lá os cegos pelas balas de borracha de Trump.
A extrema direita americana ainda usa a arma que a direita chilena abandonou. E aí é de se perguntar: a polícia brasileira, que reprime antifascistas e protege a mulher bolsonarista do taco de beisebol na Avenida Paulista, vai usar balas de borracha, se os movimentos pela queda do governo ocuparem as ruas, depois do ensaio de domingo?
Não seria a hora de as oposições, os liberais e as entidades que assinam manifestos alertarem para que as polícias não usem balas de borracha, diante da possibilidade de crescimento das manifestações de rua no próximo fim de semana?
É preciso começar a advertir em voz alta: não cometam o crime de usar bala de borracha contra os que saírem às ruas e ‘afrontarem’ o poder da polícia.
Em São Paulo, o uso das balas foi proibido em 2013. Mas nunca mais as balas foram usadas? Foram.
No ano passado, uma adolescente de 16 anos foi ferida no olho por um disparo de bala de borracha, em Guaianases, na zona leste. A polícia estava dispersando participantes de um baile funk.
E nos outros Estados? A polícia militar usou balas de borracha contra antifascistas domingo no Rio. Alguém disse alguma coisa? Talvez não digam nada, porque as balas de chumbo dos homens de farda continuam matando pobres e negros.
No Rio Grande do Sul, a Brigada atirou no rosto de um torcedor do Grêmio em 2013. O rapaz perdeu um olho. Nunca mais usaram balas de borracha?
A bala de borracha é a arma dos covardes, incapazes de controlar manifestações com recursos que não ofereçam o risco de cegar alguém. A espingarda com bala de borracha é por isso mesmo a arma do fascismo.
Sei que dirão que em situações excepcionais será preciso usar a bala de borracha. Pode ser, talvez seja, para salvar vidas, e não simplesmente para reprimir.
A bala que pretende ser mais ‘macia’ é apenas um arremedo da bala de chumbo, que sai das armas da polícia e mata seis cariocas por dia.
A bala de borracha, que também mata, é um instrumento de tortura nas mãos de uma polícia cada vez mais descontrolada e violenta.
Fonte: Diário do Centro do Mundo - DCM

Maia não acredita em golpe e diz que generais do governo não representam Forças Armadas

Luis Macedo/Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara disse também que ainda não é momento para o impeachment de Bolsonaro
Maia disse ainda que “esses ministros representam a política do governo Bolsonaro, legítima. Eles não podem misturar o histórico, a carreira deles, uma posição política, com o que representam as Forças Armadas. Não podemos criticar as Forças Armadas pelo movimento de um ministro político que foi das Forças Armadas”, completou.
O presidente da Câmara disse ainda que não vê ameaça de ruptura. “Não vejo nas Forças Armadas nenhum movimento de politização ou apoio político ao governo. Elas têm papel de garantir o Estado, a nossa soberania, e assim deve ser de forma permanente”, afirmou.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que generais que estão no governo do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido-RJ) não representam as Forças Armadas.
“Um ministro que é general da reserva, ou ainda está na ativa e vira ministro de um governo, ele não representa as Forças Armadas. Elas representam o Estado brasileiro”, disse Maia.
Por outro lado, Maia afirmou que o impeachment de Bolsonaro é assunto que deve ser tratado com “cuidado” e que não deve se colocar mais lenha na fogueira.
“Eu acho que o tempo não é o tempo da política. A gente não pode colocar mais lenha na fogueira. Da mesma forma que eu acho que essas manifestações que atacam as instituições democráticas são gravíssimas, uma decisão de impeachment precisa ser muito bem avaliada para que a gente não gere mais conflitos e mais crise política no Brasil”, afirmou ele.
“Eu trato isso com o mesmo cuidado que eu tratei no governo do presidente Michel Temer. E eu faço da mesma forma agora, eu acho que no momento adequado vou decidir e não vou ficar tratando desse processo, que eu sou o juiz, eu defiro ou indefiro e não devo ficar dando muita opinião sobre esse assunto sabendo que a nossa prioridade deve ser tentar unificar esse país para ter mais força e melhores condições para enfrentar esse vírus em todos os seus aspectos”, completou.
Fonte: Revista Fórum

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Covid-19: Brasil tem quase 500 mil casos confirmados e 28.834 mortes

Atualização: O Brasil registrou 956 novas mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 28.834. O resultado representou um aumento de 3,4% em relação a última sexta-feira (29), quando foram contabilizados 27.878 óbitos provocados pela doença. Os números foram divulgados, no início da noite do sábado (30), no balanço do Ministério da Saúde.
 
Foram incluídas nas estatísticas 33.274 novas pessoas infectadas com o novo coronavírus, somando 498.440 casos confirmados. O resultado marcou um acréscimo de 7,2% em relação a ontem, quando o número de pessoas infectadas estava em 465.166.
 
Do total de casos confirmados, 268.714 (53,9%) estão em acompanhamento e 200.892 (40,3%) pacientes se recuperaram. Há ainda 3.862 óbitos sendo analisados.
 
São Paulo se mantém como epicentro da pandemia no país, concentrando o maior número de mortes (7.532). O estado é seguido pelo Rio de Janeiro (5.277), Ceará (2.956), Pará (2.900) e Pernambuco (2.740).
 
Além disso, foram registradas mortes no Amazonas (2.047), Maranhão (932), Bahia (638), Espírito Santo (583), Alagoas (424), Paraíba (347), Rio Grande do Norte (305), Minas Gerais (263), Rio Grande do Sul (218), Amapá (215), Paraná (181), Piauí (157), Rondônia (151), Distrito Federal (162), Santa Catarina (136), Sergipe (149), Acre (142), Goiás (122), Roraima (110), Tocantins (71), Mato Grosso (57) e Mato Grosso do Sul (19).
 
Já em número de casos confirmados, aparecem nas primeiras posições do ranking São Paulo (107.642), Rio de Janeiro (52.420), Ceará (46.056), Amazonas (40.560) e Pará (37.296). Entre as unidades da federação com mais pessoas infectadas estão ainda Permambuco (33.427), Maranhão (32.620), Bahia (17.626), Espírito Santo (13.437) e Paraíba (12.862).

Fonte: Potiguar Notícias

À Globo, Mourão garante que não vai ter golpe e diz que Bolsonaro usa “retórica inflamada”

Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão (Foto: Foto: Marcos Corrêa/PR)
Em entrevista de capa no Valor Econômico, Mourão sinaliza tutela em Bolsonaro e diz que é "preciso respeitar a liberdade de expressão, opinião e pensamento no país" sobre atos antifascistas pelo país.
Em entrevista destacada na capa do jornal Valor Econômico, do grupo Globo, o vice-presidente, general Hamilton Mourão (PRTB), se fiou como garantia de que não haverá um golpe no Brasil e, em demonstração de tutela ao presidente, disse que Jair Bolsonaro se “irrita” e por isso entoa o que ele chama de “retórica inflamada”.
“Falam de golpe. Isso está totalmente fora de propósito, fora de ordem e fora de foco”, disse Mourão, que foi enfático ao ser questionado se “totalmente”. “Totalmente! Totalmente! Pode ter certeza disso”.
Para o vice, tanto Bolsonaro quanto o general Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que em nota falou em em “consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional” ao criticar decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), usam “retóricas inflamadas” e, no caso do presidente, é dominado pelo ódio.
“Acho que muita coisa é só retórica inflamada. Acho não, é retórica inflamada de ambos os lados. Existe um clima de torcida organizada para tudo, desde o remédio [a cloroquina] até decisão…”, disse, sendo interrompido pelos repórteres do jornal sobre “a polarização assustadora”.
“Esse caso do Heleno já passou. Na sexta-feira [dia 22] ele fez um desabafo com aquele encaminhamento do [ministro do STF] Celso de Mello. E o presidente se irrita. Essa é uma característica pessoal dele. A gente procura conversar com ele para ele não se irritar porque quem te irrita te domina. Ele compreende, mas tem hora que ele faz os desabafos dele”, disse, mostrando tutela a Bolsonaro.
Atos antifascistas
A entrevista foi concedida na sexta-feira, mas em nota ao jornal neste domingo (31), após os atos antifascistas pelo Brasil, Mourão afirmou que “é preciso respeitar a liberdade de expressão, opinião e pensamento no país”.

“Enquanto as atribuições dos Poderes estiverem sendo respeitadas, as decisões das autoridades acatadas e a disciplina das Forças Armadas mantida, como vem acontecendo, não há qualquer ameaça ao Estado de Direito Democrático no Brasil. É preciso respeitar a liberdade de expressão, opinião e pensamento no país e, muito particularmente, não usar a defesa da Democracia para suprimir direitos e causar instabilidade”, diz a nota, segundo o jornal.
Fake News e impeachment
Mourão ainda afirmou que o impeachment de Bolsonaro por causa das fake news é “despropositado”, mas ressalta que isso “faz parte da pressão política”.

“Querer levar para as “fake news” e dizer que isso foi abuso do poder econômico na campanha como foi a do presidente Bolsonaro – e na minha eu gastei R$ 20 mil – é despropositado. Mas faz parte da pressão política. Querer desqualificar a eleição do presidente Bolsonaro por fatos dessa natureza é totalmente inadequado. Quanto ao impeachment, não vejo clima no Congresso para isso e, a partir do momento em que estiver azeitado o relacionamento com os partidos políticos do chamado Centrão, dificilmente evolui”, disse, em relação à cooptação que o governo tem feito de políticos do Centrão após Bolsonaro montar um balcão de negócios no Planlato.
“Agora o presidente mudou a forma de se relacionar com o Congresso e está buscando formar uma base. Aí sentam o dedo em cima nele: ‘Ah! Você está se unindo com o Centrão’. Com quem ele vai se unir? Aí todos criticam. Você fica entre a cruz e a espada. Se não faz está errado e se faz está errado também. O que acontece, eu vejo, é que a relação entre Executivo e Legislativo vai se harmonizar. ‘Ah, mas vai ter cargos!’ Isso faz parte, sempre fez”.
Fonte: Revista Fórum

EUA em chamas: Manifestantes invadem Casa Branca, que apaga luzes pela primeira vez; veja vídeo

Manifestantes em frente à Casa Branca, nos EUA (Reprodução/Twitter)
Por Plinio Teodoro

Os atos foram agravados na capital dos EUA após Trump dizer no Twitter que vai classificar o movimento antifascista como terrorista. A publicação foi compartilhada por Bolsonaro.
No sexto dia de protestos contra o assassinato de George Floyd, que foi morto asfixiado por um policial branco em Minneapolis, manifestantes tomaram as ruas de mais de 50 cidades dos Estados Unidos – em 25 delas contrariando toque de recolher – e entraram nos jardins da Casa Branca, sede do governo e residência oficial de Donald Trump, que teve suas luzes apagadas pela primeira vez na história.
Os protestos que tiveram início no domingo (31) entraram pela madrugda desta segunda-feira, 1º de junho, e remontam aos atos de abril de 1964 após a morte do ativista Martin Luther King, assassinado na sacada de um hotel em Memphis. O autor do disparo teria motivos supostamente racistas. Em dezembro de 1999, no entanto, um processo civil no Estado do Tennessee chegou à conclusão de que sua morte foi planejada por membros da máfia e do governo norte-americano.
No sexto dia de protestos contra o assassinato de George Floyd, que foi morto asfixiado por um policial branco em Minneapolis, manifestantes tomaram as ruas de mais de 50 cidades dos Estados Unidos – em 25 delas contrariando toque de recolher – e entraram nos jardins da Casa Branca, sede do governo e residência oficial de Donald Trump, que teve suas luzes apagadas pela primeira vez na história.
Os protestos que tiveram início no domingo (31) entraram pela madrugda desta segunda-feira, 1º de junho, e remontam aos atos de abril de 1964 após a morte do ativista Martin Luther King, assassinado na sacada de um hotel em Memphis. O autor do disparo teria motivos supostamente racistas. Em dezembro de 1999, no entanto, um processo civil no Estado do Tennessee chegou à conclusão de que sua morte foi planejada por membros da máfia e do governo norte-americano.


🔴 The White House went dark, turning off almost all of its external lights. Thousands of demonstrators gather near the White House, part of nationwide protests over the death of George Floyd.

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Trump acuado
Na madrugada desta segunda-feira (1º), manifestantes chegaram a entrar nos jardins da Casa Branca. Segundo a rede CNN, na sexta-feira (29), Trump e a família já haviam sido levados para um bunker por medo que os ativistas entrassem na residência oficial.




Com as luzes da Casa Branca apagada, as imagens aéreas mostravam vários focos de incêndio na capital dos Estados Unidos. Os atos foram agravados na cidade após Trump dizer no Twitter que vai classificar o movimento antifascista como terrorista. A publicação foi compartilhada por Jair Bolsonaro em meio aos atos antifascistas ocorridos em várias cidades do Brasil.


Desde a meia-noite desta segunda-feira (1º) a capital americana também entrou em toque de recolher. Bombas de gás foram lançadas contra manifestantes que atearam fogo em carros e objetos. Todas as luzes da Casa Branca foram apagadas por medidas de segurança.
Em Minneapolis — cidade estopim para a onda de protestos nos EUA —, um motorista avançou o caminhão sobre grupo de manifestantes que protestavam contra a morte de Floyd.
Segundo a Associated Press, somente o motorista teve ferimentos leves. Manifestantes tentaram agredi-lo após acelerar contra o grupo, mas o homem acabou detido em seguida.
Em todo o país, mais de 300 pessoas foram presas. Ao menos cinco mortes foram registradas desde o início dos atos.
A maior parte dos protestos ocorreu de maneira pacífica. Em diversas cidades dos Estados Unidos, policiais se recusaram a combater os atos e se ajoelharem diante dos manifestantes — um dos símbolos das manifestações, uma vez que Floyd morreu após ser visto com um policial prensando seu pescoço com o joelho.
Floyd
George Floyd morreu no dia 25 de maio, depois de ser asfixiado por 8 minutos e 46 segundos pelo policial branco Derek Chauvin em Minneapolis, no estado de Minnesota.

Na sexta-feira (29), Chauvin foi detido e acusado de homicídio. Documentos obtidos pela rede americana CNN mostram que a fiança do policial foi estabelecida em US$ 500 mil (cerca de R$ 2,7 milhões).
Fonte: Revista Fórum

CELSO DE MELLO, O DECANO DO STF, ALERTA: BOLSONARISTAS QUEREM INSTAURAR "UMA DESPREZÍVEL E ABJETA DITADURA MILITAR".


"Guardadas as devidas proporções, o ovo da serpente, à semelhança do que ocorreu na República de Weimar (1919-1933) , parece estar prestes a eclodir no Brasil! 

É preciso resistir à destruição da ordem democrática, para evitar o que ocorreu na República de Weimar quando Hitler, após eleito por voto popular e posteriormente nomeado pelo presidente Paul von Hindenburg, em 30/01/1933, como chanceler (primeiro ministro) da Alemanha (Reichskanzler). 

Não hesitou em romper e em nulificar a progressista, democrática e inovadora Constituição de Weimar, de 11/08/1919, impondo ao País um sistema totalitário de poder viabilizado pela edição, em março de 1933, da lei (nazista) de concessão de plenos poderes (ou Lei Habilitante) que lhe permitiu legislar sem a intervenção do Parlamento germânico!!! 

Intervenção militar, como pretendida por bolsonaristas e outras lideranças autocráticas que desprezam a liberdade e odeiam a democracia, nada mais significa, na novilíngua bolsonarista, senão a instauração, no Brasil, de uma desprezível e abjeta ditadura militar!!!"(Celso de Mello, ministro do Supremo Tribunal Federal).
"o ovo da serpente parece estar prestes a eclodir no Brasil"
Toque do editor — aos 74 anos de idade, ministro do STF há três décadas, Celso de Mello dá uma lição de coerência e coragem, ao enviar a seus colegas do colegiado esta mensagem, certamente sabendo que vazaria para a imprensa.

Em si tal diatribe não traz nada de novo, eu a qualificaria até de óbvio ululante, como diria Nelson Rodrigues. Importante é o peso institucional e moral do seu autor. Celso de Mello merece nosso aplauso e gratidão! (Celso Lungaretti).


Filme de Ingmar Bergman que trata o nazismo 
como ovo da serpente. Leia sobre ele aqui