domingo, 11 de março de 2018

UMA BATALHA QUE VENCEMOS CONTRA A GRANDE IMPRENSA E SUA GRITANTE TENDENCIOSIDADE

Protesto na porta da Folha por causa do editorial da ditabranda
O que há de novo? Muita galinha e pouco ovo.

Então, à falta de assunto melhor, resolvi publicar pela primeira vez neste blog o texto que escrevi especialmente para o Observatório da imprensa em março de 2008, sobre o que se podia depreender do episódio vítima & algoz, a polêmica travada entre o Elio Gaspari e vários ex-militantes da luta armada (inclusive eu) a respeito da indenização pleiteada por Orlando Lovecchio Filho e não concedida pela Comissão da Anistia do Ministério da Justiça.

Até se justifica: o assunto acaba de voltar à baila pelas mãos da Mônica Bergamo, está completando 10 anos e ainda são encontradas na internet várias peças dessa polêmica, cujos link forneço (em vermelho).

Afora que, pelo jeito, o comportamento da imprensa burguesa continua sendo exatamente o mesmo, uma década depois... 
 

ATÉ QUE PONTO UM GRANDE JORNAL RESPEITA O 
DIREITO DE RESPOSTA E DÁ VOZ AO OUTRO LADO?

Elio Gaspari inculpou organização errada e autores errados 
O episódio vítima & algoz é emblemático para aprofundarmos a questão acima, justificando a reconstituição um pouco extensa que farei, desde já pedindo desculpas aos leitores que porventura ficarem entediados no meio do caminho.

Na quarta-feira (12/3), o jornalista e historiador Elio Gaspari publicou em sua coluna na Folha de S. Paulo e outros jornais uma diatribe contra a União (‘Em 2008 remunera-se o terrorista de 1968‘), por ter decidido pagar ao suposto algoz Diógenes Carvalho de Oliveira uma indenização duas vezes maior do que a outorgada à sua suposta vítima Orlando Lovecchio Filho (ver, neste Observatório, O jornalista de 2008 não é mais o de 1968).

Como o primeiro era um militante da resistência à ditadura e o segundo, o cidadão que perdera a perna no atentado supostamente cometido por aquele, o assunto logo transbordou do circuito habitual de Gaspari para outros jornais, revistas semanais, sites de extrema-direita e correntes de e-mails neo-integralistas.
Na madrugada do mesmo dia da publicação, enviei uma nota ao ‘Painel do Leitor’ da Folha contestando Gaspari. No final do dia, a Folha me pediu que reduzisse o tamanho da nota, o que fiz prontamente. 

No entanto, nada saiu no ‘Painel’ dos dias 13 e 14. O que o jornal publicou foi uma notícia com o mesmíssimo enfoque distorcido da coluna do Gaspari, repercutindo-a: 
Vítima de atentado durante ditadura se sente injustiçado.

ANÓDINA E REFUTÁVEL – Nesse mesmo dia 14, pedi a intervenção do ombudsman, no sentido de que me fosse permitido apresentar o outro lado, já que sou, como Diógenes, ex-militante da VPR e ex-preso político anistiado pelo Ministério da Justiça, além de estar desempenhando há tempos o papel de defensor da minha antiga organização e dos ex-participantes da luta armada nas batalhas de opinião.

No sábado (15/3), a Folha se viu obrigada a reconhecer que, dos quatro militantes apontados por Gaspari como autores do atentado ao consulado estadunidense em 1969, uma era inocente e havia sido, portanto, duplamente caluniada. Então, publicou no ‘Painel’ o esclarecimento de Maurício Maia de Souza, além de um ‘Erramos‘.
A saudosa Dulce Maia sofreu um ataque descabido

No dia seguinte, domingo, o ombudsman já estava de volta das viagens que andara fazendo, mas não se referiu ao caso nem na coluna semanal, nem na coluna diária. 
Noblesse oblige, Gaspari pede desculpas a Dulce Maia.

No dia 17, é finalmente publicada no ‘Painel’ a nota que eu havia enviado na madrugada do dia 12. De tão cortada, fica anódina e facilmente refutável.

Então, logo aparece quem a refute: um leitor que alega ter participado da resistência, mas sem haver aderido à luta armada – e evidenciando hostilidade a quem dela participou. Este tem tratamento VIP, recebendo mais espaço do que eu e sendo publicado de imediato.

ACUSAÇÕES FALSAS – Nessa mesma terça-feira (18/3), envio à Folha e ao seu ombudsman, bem como a O Globo (que também publica a coluna do Gaspari) e às revistas Veja eÉpoca um artigo que expressava o outro lado, em função de uma importante evolução surgida no caso: outro dos incriminados por Gaspari, Sérgio Ferro, admitiu sua culpa, relatou o episódio e desmentiu a participação de Diógenes de Carvalho e Dulce Maia.
Diógenes Oliveira, alvo principal dos ataques direitistas

[Ferro também revelou ter sido processado por Lovecchio e obtido a vitória na Justiça graças aos dois relatórios médicos que apresentou como prova. O primeiro dá conta de que o ferimento de Lovecchio era grave, mas existia possibilidade de recuperação. Depois, o socorro a Lovecchio foi interrompido pelo Deops, que quis interrogá-lo, provavelmente para saber se ele era vítima do atentado ou um participante azarado. Quando os policiais afinal o liberaram, sua perna já havia gangrenado e teve de ser amputada (2º relatório).]

Ora, se o algoz não era algoz, então o texto inteiro do Gaspari perdia o gancho e desabava, bem como as matérias da Veja e da Época. O que fizeram os veículos, face à evidência de haverem informado mal seus leitores, além de caluniarem dois cidadãos e acusarem falsamente a VPR (Ferro esclareceu que a ação foi, na verdade, da ALN)? Deram desmentido com o mesmo destaque? Nem remotamente.

PROTAGONISTAS DO ARBÍTRIO – A Folha relegou os esclarecimentos do único participante vivo do atentado ao ‘Painel‘, contrapondo-os a uma nota em que Lovecchio recorre ao ‘Auto de Qualificação e de Interrogatório’ de Ferro no Deops para tentar desmenti-lo, como se os inquéritos conduzidos com a prática generalizada da tortura, numa nação sob ditadura e terrorismo de Estado, fossem aceitáveis para respaldar seja lá o que for quando o Brasil voltou à civilização.
Sérgio Ferro botou os pingos nos ii

Depois a Folha publicou, no ‘Painel’, esclarecimentos do presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, mostrando quão demagógica havia sido a comparação que Gaspari fizera sobre reparações concedidas por duas instâncias diferentes do Estado brasileiro.


Finalmente, Gaspari 
voltou ao assunto na sua coluna de domingo (23/3), comprovando o que, desde o primeiro momento, eu afirmara: suas únicas fontes, ao fazer as capengas afirmações de que ‘o atentado foi conduzido por Diógenes Carvalho Oliveira e pelos arquitetos Sérgio Ferro e Rodrigo Lefèvre, além de Dulce Maia e uma pessoa que não foi identificada’ e de que se tratava de ‘um atentado contra o consulado americano, praticado por terroristas da Vanguarda Popular Revolucionária’, foram os famigerados inquéritos inquéritos policiais-militares da ditadura.

Destrambelhado, voltou a atacar Dulce Maia, a quem pedira humildes desculpas no domingo anterior, quando acreditara que a polêmica marchava para o fim. Que credibilidade espera ter, agindo com tanta incoerência?

Como um mero araponga, ele se pôs a revolver o lixo ensangüentado da ditadura, dando grande importância ao fato de que havia congruência entre os depoimentos extorquidos dos torturados e omitindo que os torturadores forçavam todos os presos a coonestarem a versão oficial, a síntese elaborada pelos serviços de inteligência das Forças Armadas, para que o resultado final tivesse alguma aparência de veracidade.
Inquéritos militares eram só lixo ensanguentado
Já no meu artigo para o OI eu me referira a esse fenômeno:
"E era muito comum os torturados simplesmente admitirem o que os torturadores pensavam ser verdade, ganhando, assim, uma pausa para respirar. Então, ao ler a versão dos algozes, eu sempre noto que, em cada ação da resistência, são relacionados muito mais autores do que os necessários para tal operação.
‘Para alguém que estava pendurado num pau-de-arara, recebendo choques insuportáveis, é desculpável que respondesse `sim´ quando os carrascos perguntavam se fulano ou sicrano participara de determinado assalto a banco. Fazíamos o humanamente possível para evitar a prisão e/ou morte dos companheiros, mas não estávamos nem aí para o enquadramento penal nos julgamentos de cartas marcadas da ditadura".
A última intervenção de Gaspari no debate foi, de longe, a mais desastrosa. Colocou-o ao lado dos torturadores, defendendo o entulho autoritário. Se a inicial arranhou sua imagem de historiador, a final disse muito sobre seu caráter. Afinal, não é qualquer cidadão que desfruta de tal confiança de personagens como Ernesto Geisel e Golbery do Couto e Silva, a ponto de ser por eles escolhido para trombetear suas desculpas esfarrapadas pelo papel histórico que desempenharam como protagonistas do arbítrio.

VERDADE OPERACIONAL – Se esse episódio deplorável serviu de algo, foi para comprovar que o entulho autoritário deve ficar no lugar a que pertence: a lixeira da História.
Advogado podia ser laçado em plena sessão para nos defender

Um regime de exceção utilizou práticas hediondas para investigar a ação dos resistentes que a ele se opunham e os inquéritos assim produzidos serviram para condenar patriotas, heróis e mártires em tribunais militares, com oficiais das Forças Armadas fazendo as vezes de jurados, o que atropelava flagrantemente o direito de defesa.


O quadro era tão kafkiano que, num julgamento em que fui réu, o advogado de ofício designado para um companheiro apresentou-se completamente embriagado e começou sua peroração não falando coisa com coisa. O juiz auditor o expulsou da sala e mandou que outro advogado de ofício improvisasse a defesa, imediatamente, mal tendo tempo para ler os autos. O julgamento prosseguiu.

A Lei da Anistia de 1979 sustou os efeitos concretos desses julgamentos e as ações seguintes do Estado brasileiro, como a constituição das comissões de Anistia e de Mortos e Desaparecidos Políticos, evidenciaram que os antes tidos como criminosos passaram a ser considerados, oficialmente, vítimas.

Enfim, os IPMs foram, tão-somente, a versão que um inimigo apresentava do outro, para dar aparência de legalidade ao que não passava de arbitrariedade, sem compromisso nenhum com a verdade e a justiça.

Qual a credibilidade de um regime que fez afixarem-se em logradouros públicos do país inteiro, em meados de 1969, cartazes me acusando de ‘terrorista assassino’ que teria ‘roubado e assassinado vários pais de família’, embora eu fosse um dirigente e nunca um homem de ação?

Mas, para aqueles militares, a verdade não existia em si. Só lhes interessava a verdade operacional, as versões mais adequadas a seus objetivos na guerra psicológica que travavam.

DIREITO DE RESPOSTA – Passadas quatro décadas, essas versões unilaterais, fantasiosas e espúrias infestam a internet, chegando até a impregnar textos jornalísticos – por má-fé dos seus autores ou por preguiça de profissionais que preferem colher subsídios nos sites de busca do que nos arquivos de seus próprios veículos, acabando por comer na mão dos Brilhantes Ustras da vida.
Um direito de resposta épico: o do Brizola contra a Globo
Então, é mais do que tempo de a imprensa se compenetrar que, sem uma sentença lavrada por um tribunal na vigência plena do Estado de direito, ninguém pode ser apontado taxativamente nos textos jornalísticos como ‘terrorista’ ou autor de tais ou quais crimes com motivação política.

Os repórteres, comentaristas, articulistas e editorialistas que agirem de outra forma, estarão coonestando a prática de torturas e os julgamentos realizados por tribunais de exceção.


E, já que nada do que Gaspari contrapõe pode ser aceito pelos homens decentes que não aceitam mancomunar-se com práticas hediondas, subsiste o fato de que uma versão distorcida e panfletária do episódio teve enorme destaque editorial e, conseqüentemente, ampla repercussão, enquanto as novas informações que repuseram a verdade dos fatos ficaram, quando muito, jogadas na seção de cartas.

Que cada um tire suas conclusões acerca dessa praga que cada vez mais se alastra pela imprensa brasileira: a burla do direito de resposta e a tendenciosidade no tratamento editorial, não se expondo convenientemente o 
outro lado ou omitindo-o por completo.
Observações: 
1) afora os esforços para que aFolha me permitisse apresentar o outro lado a seus leitores, dei ampla divulgação à polêmica nas redes sociais, noticiando cada novidade que ia surgindo (os próprios textos que escrevi para o OI são exemplo disso, pois serviram para atingir outros jornalistas, formadores de opinião, capazes de darem maior quilometragem ao assunto); e 
2) para fechar com chave de ouro este post, nada melhor do que a mensagem de Dulce Maia, publicada pelo Luís Nassif em 2012, quando ela ganhou a ação que 

Fonte: https://naufrago-da-utopia.blogspot.com.br/

Partidos aliciam deputados prometendo bancar campanha com dinheiro do contribuinte

Resultado de imagem para imagem das eleições 2018
Imagem Google
A garantia de financiamento de campanha preside as negociações da “janela” que permite a deputados federais trocar de partido sem o risco de perda de mandato.
Os deputados estão sendo aliciados por outros partidos com a garantia de financiamento integral de sua campanha de reeleição. O valor é o limite máximo de R$2,5 milhões para campanha de deputado federal, definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Além do fundo partidário de R$1 bilhão, os partidos retirarão ao menos R$1,7 bilhão dos cofres públicos para financiar a campanha deste ano.
Pelo critério definido no Congresso e avalizado pelo TSE, o povo é que vai pagar campanhas de tipos que freqüentam as páginas policiais.
Por Robson Pires

Projetos da bancada feminina ganham mais espaço no Congresso Nacional

Por ROBSON PIRES
A semana no Congresso Nacional foi marcada por um esforço de Câmara e Senado para votar projetos da chamada pauta feminina, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher.
Apesar da aprovação de leis voltadas para garantir mais segurança para as mulheres, ainda é necessário avançar na aplicação efetiva da legislação, disse a assessora técnica da Organização Não Governamental Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), Masra de Abreu.

ENCONTRO DA MULHER PROMOVIDO PELO CPC/RN TERMINA EM RODA DE CONVERSA!

 I ENCONTRO DA MULHER - EM 10-03-2018 - E. E. ROSA PIGNATARO - NOVA CRUZ-RN
Ontem (10) o Centro Popular de Cultura - CPC/RN promoveu encontro da mulher, alusivo ao Dia Internacional da Mulher, que melhor dizendo transformou-se em uma ROSA de CONVERSA. Os temas abordados  foram> "As necessidades das mulheres negras são muito peculiares e sem que seja  feita uma profunda análise do racismo brasileiros;  FEMINISMO X MACHISMO; Redação sobre a Importância do dia Nacional da Mulher e encaminhamentos.

O encontro terminou em uma roda de conversa para uma imediata integração dos presentes, que em pouco se conheceram e se fortaleceram para ampliarem mais conhecimentos, juntando-se aos demais dirigentes do CPC para o fortalecimento da luta e defesa das mulheres, como também propor rápidas ações por parte dos poderes judicial, legislativo e executivo, como políticas e leis mais firmes em prol da mulher brasileira. Ao mesmo tempo foram discutido o machismo na sociedade.

Ao final todos/as se comprometeram-se em elaborarem cada cada dos presentes uma redação sobre a Importância do DIA INTERNACIONAL DA MULHER e também valeu para unirem forças para levar a semente do CPC/RN para seus municípios e contribuir para identificar novos talentos.

Também foram aprovados nomes de alguns presentes para participarem dos dois próximos eventos do CPC;RN nos meses de  abril e maio nas cidades de Nova Cruz e Parelhas;

No final do evento houve sorteios de exemplares da Lei Maria da Penha, entre outros brindes.

Participaram dos evento: Os diretores do CPC/RN, Eduardo Vasconcelos, Claudio Lima e Washington Baraúna, a Conselheira Tutelar de Nova Cruz, Zenaide Toge. Gildene de Andrade Silva, Juliana Cruz, , ambas estudantes universitárias e de Nova Cruze , Rosineide Gomes de Sousa - Passa e Fica e aluna da UNOPAR, Tayane da Silva Cândido de Nova Cruz e , aluna da UNOPAR  e, Tatiane Santos - estudante secundarista em Nova Cruz, Mariana Gomes e Alfa Rodrigues ambas da cidade de Santo Antonio e alunas da UNOPAR e Micalerne Rodrigues de Oliveira Medeiros de Montanhas e aluna da UNOPAR.

sexta-feira, 9 de março de 2018

Por que as mulheres vão às ruas neste 8 de março?

Diretoras da UNE e presidentas de UEEs da falam sobre as reivindicações feministas em 2018

A composição da diretoria da UNE e também das Uniões Estaduais de Estudantes Brasil afora refletem o avanço feminista dos últimos tempos com muitas meninas ocupando cargos importantes e pensando o rumo do país e da educação sob a ótica das mulheres.
Todas elas estarão nas ruas neste 8 de março para fortalecer a luta contra o machismo e dizer não aos retrocessos na educação, na aposentaria, no trabalho. Perguntamos à essas jovens estudantes das mais diferentes universidades de todo o país o que elas querem para este dia internacional da mulher. Quais suas esperanças e anseios para as mulheres neste ano?
Confira o que elas tem a dizer:
Marianna Dias, presidenta da UNE
Para esse 8 de março, queremos uma mudança na cultura social que ainda naturaliza a violência contra a mulher no nosso país. Por isso, o investimento em educação é fundamental para alcançarmos essa mudança.Só uma educação libertadora pode andar lado a lado com a emancipação das mulheres. Também queremos mais mulheres na política para que tenhamos mais voz e poder nas instâncias de decisão que regem o país.
A nossa luta é todos os dias. Seguimos juntas resistindo pelos nossos direitos.

Marianna Dias
Jessy Dayane vice-presidenta da UNE
Nesse 8 de março o grito das mulheres é por democracia. Lutamos historicamente pela igualdade, pela vida das mulheres e contra a violência que mata todos os dias. Lutamos também para que as mulheres tenham o direito de estudar, de ter uma profissão, com salários iguais entre homens e mulheres para a mesma função. Lutamos para que os direitos trabalhistas e previdenciários sejam garantidos para nossas mulheres. Tudo isso está ameaçado com o golpe que sofremos no Brasil, e para termos capacidade de assegurar os direitos que ainda temos, resgatar o que nos foi tirado e conquistar mais direitos para as mulheres, reestabelecer a democracia é um passo fundamental.
Jessy Dayane

NAYARA SOUZA, PRESIDENTA DA UEE-SP

Acredito que vivemos o início de um novo ciclo pra luta das mulheres, acompanhando o ciclo político, social, econômico e digital ao qual nossa sociedade vem passando e se transformando. As lutas de hoje são muito diferentes das pioneiras sobre o tema. Antes lutávamos para poder votar, entrar na universidade e poder trabalhar. Hoje, votamos, estudamos e trabalhamos. Mesmo nesta fase, as condições não alcançam a independência e equidade que queremos. Entramos na universidade, mas precisamos nos formar, neste sentido, para as mães estudantes lutamos pela creche universitária. Trabalhamos, mas com salários e condições diferentes de outros gêneros. A moral ainda nos coloca em um patamar de opressão estrutural que estamos distantes ainda de superar. Por isso, é necessário nos introduzir nos espaços de poder e tomada de decisão. Ter mais mulheres nos conselhos universitários, organizações estudantis e no poder institucional. Este 8 de Março pertence ao ano de 2018, cheio de incertezas políticas, portanto é necessário disputar. Disputar a narrativa, as ideias, os espaços e sobretudo, ocupar o poder, pra alcançar de fato, uma sociedade emancipada, passando pela emancipação de nós, mulheres.
Nayara Souza

MANUELLA MIRELLA, PRESIDENTA DA UEP

As mulheres precisam ocupar de fato os espaços de poder, podemos lembrar do golpe de cunho machista que retirou primeira mulher presidente do Brasil do seu cargo, mesmo sem ter cometido crime. No 8 de março vamos ocupar as ruas do país com muita unidade para dizer que não aceitaremos nenhuma a menos e que lugar de mulher é onde ela quiser, inclusive na política.
Manuella Mirella

ANA CLARA FRANCO, DIRETORA DE MULHERES DA UNE

Nesse 8 de março, nós mulheres, de todas as raças, povos e regiões marcharemos juntas. Ocuparemos as cidades e as ruas para que nossa voz seja ouvida. Denunciaremos toda opressão do patriarcado capitalista e colonialista, até que todas nós sejamos livres.
Estaremos nas ruas mais uma vez resistindo a esse contexto político e econômico que impõe formas de controle e medidas sobre os nossos corpos e nossas vidas. A bancada conservadora do congresso brasileiro e suas inúmeras tentativas de PEC faz uma política patriarcal que quer controlar o exercício da nossa liberdade e autonomia.
Seguiremos denunciando a retirada de direitos, os ataques a democracia, o avanço da militarização sobre nossos corpos, vidas e territórios.
Seguiremos lutando e denunciando toda e qualquer tipo de violência e silenciamento a nós mulheres. Estaremos nos movimento mais uma vez neste 8 de março, para mostrar que as mulheres em movimento mudam o Brasil, transformam o mundo inteiro.
Ana Clara Franco

LUIZA FOLTRAN, SEGUNDA DIRETORA DE MULHERES DA UNE

Não tenho a menor dúvida que a luta das mulheres é todos os dias, mas o 8 de março é aquele dia em que todas nós nos encontramos nas ruas e nos reconhecemos enquanto lutadoras. Este ano, pela segunda vez consecutiva, existe a articulação da greve internacional de mulheres no 8M, movimento que unificou as mulheres contra Trump nos EUA, o NiUnaMenos argentino, as mulheres que foram às ruas contra o fim da pílula no Brasil. Que este 8M fortaleça os laços entre nós, mulheres e movimentos do mundo todo para barrar os retrocessos e conquistar direitos.
*O que falta ser conquistado ?* Muita coisa. Precisamos dar um basta na violência contra mulher, expressa nos índices de estupros e feminicidio que só crescem. Lutar pela equiparação salarial, pelo nosso direito de amar, direito à participação política, pelo direito ao nosso corpo e pela legalização do aborto. E este é só o começo…
Luiza Foltran

LUANNA RAMALHO, PRESIDENTA DA UEE-MG

Eu quero que esse 8M reflita a construção que nós mulheres construimos todos os dias, que reflita o extenso debate que travamos não só pelo fim do machismo mas sobre tudo pela emancipação da mulher. Espero que nesse 8M consigamos passar a mensagem e convocar toda a sociedade para se somar a essa luta contra o Golpe colocado sobre os ombros das mulheres que mais uma vez são atacadas através de pautas como lei trabalhista que atinge principalmente a vida das mulheres e que consigamos unir forças para lutar por mais direitos e igualdade entre os povos!
Luanna Ramalho

IZABELA MARINHO, PRESIDENTA DA UPE

Esse 8M representa um passo muito grande na organização do coletivo de mulheres que hoje a gente tem porque a gente conseguiu confluir os diversos debates feministas que nós temos em torno de uma pauta que é a liberdade da mulher, a emancipação das nossas meninas. Que esse 8M possa fazer um debate muito profundo tendo em vista que a gente tem sido muito vítima de um jogo desleal que insiste em nos subestimar. Que a gente consiga debater nosso acesso e nossa permanência na universidade inclusive tornando a universidade um espaço acolhedor pras nossas meninas e que a gente debata profundamente a questão da creche universitária que tem sido uma pauta que tem impedido nossas meninas de acessar a universidade. Que a gente garanta sobretudo o direito das mulheres alçarem voos altos e mudarem a história do nosso país e da nossa educação.
Izabella Marinho

TAÍRES SANTOS, DIRETORA DE MOVIMENTOS SOCIAIS DA UNE

Esse 8 de março servirá para reafirmar o importante papel das mulheres no combate ao golpe, em 2016 a primeira mulher eleita presidenta do Brasil foi retirada do seu cargo sem ter cometido nenhum crime, os processos de mobilização que movimentaram a conjuntura política mostraram as mulheres na linha de frente do combate ao golpismo. Passamos o ano de 2017 discutindo sobre o que irá acontecer em 2018, o quanto instável está a conjuntura política e as surpresas que poderemos nos deparar, mas de uma coisa eu tenho certeza, o processo de mobilização e organização das mulheres sem dúvida nenhuma continuará dando a linha nas mobilizações em defesa dos direitos da classe trabalhadora brasileira.
A liberdade e igualdade que tanto queremos, a opressão que sofremos diariamente é um fator estruturante para o sistema que vivemos, por tanto a luta em defesa do povo trabalhador está de mãos dadas com a luta das mulheres, e não vai haver uma sociedade sem opressão enquanto as mulheres, sobretudo as mulheres negras não conquistarem sua liberdade e uma vida digna.
Taíres Santos

Ouça “História Hoje” 09/03/: Saiba mais sobre a expedição de Pedro Álvares Cabral


No dia 9 de março de 1500 Pedro Álvares Cabral comandou uma armada de 13 navios e com uma tripulação de 1.500 homens, entre eles, navegadores experientes, além de cientistas, padres, soldados e comerciantes.
Apresentação Dilson Santa Fé
ANTES DE OUVIR O ÁUDIO DESLIGUE O SOM DA RÁDIO BRASIL CULTURA NO TOPO DA PAGINA
A esquadra zarpou de Lisboa, Portugal, com grande pompa. O destino em Calicute, sul da Índia.
Biografia de Pedro Álvares Cabral
Pedro Álvares Cabral (1467-1520) foi navegador português. No dia 22 de abril de 1500, capitão-mor de uma frota de 13 embarcações, chegou ao Brasil. Descendente de família nobre, estudou em Lisboa onde aprendeu literatura, história, cosmografia, artes militares e técnicas náuticas. Em 1499, foi nomeado pelo rei D. Manuel, capitão-mor da armada que partiria para às Índias, seguindo a rota recém inaugurada por Vasco da Gama, contornando a África, com missão diplomática e comercial.
Pedro Álvares Cabral (1467-1520) nasceu no Castelo de Belmonte, na Beira Baixa, Portugal, no ano de 1467. Foi o terceiro filho de Fernão Cabral e Isabel Gouveia de Queirós. De família nobre, famosa nas lutas contra os mouros e castelhanos, estudou em Lisboa onde aprendeu literatura, história, cosmografia e artes militares. Na corte de D. João II (1481-1495) aperfeiçoou-se em cosmografia e estudou técnicas militares.
No reinado de D. João II começaram as grandes saídas marítimas. Experientes no uso de caravelas, os portugueses passaram a explorar a costa ocidental da África. Em 1488 Bartolomeu Dias cruzou o cabo da Boa Esperança, extremo sul da África e, em 1498 Vasco da Gama chegou a Calicute, na Índia.
Na corte de D. Manuel (1495-1521), Cabral foi agraciado com o título de Fidalgo do Conselho do Rei e Cavaleiro da Ordem de Cristo. Em 1499, foi nomeado capitão-mor da armada que seguiria para a Índia, com missão diplomática, comercial e militar.
Pedro Álvares Cabral assumiu o posto de capitão-mor da frota, composta por dez naus e três caravelas, entregando o comando a navegadores experientes, entre eles, Bartolomeu Dias. Havia pessoas importantes em cada navio como fidalgos e religiosos, entre eles, frei Henrique Soares de Coimbra. Estava a bordo o escrivão Pero Vaz de Caminha e ainda cientistas e astrônomos.
No dia 9 de março de 1500, no porto de Lisboa, após uma missa, em meio a uma grandiosa cerimônia com a presença do rei e sua corte, Cabral recebe das mãos do rei o estandarte real, símbolo do seu poder, partindo em seguida para às Índias.
No dia 22 de abril a esquadra avista novas terras. No dia 23 ancoram na atual baía Cabrália, entre a ilha da Coroa Vermelha e a baía rasa de Santa Cruz, no Estado da Bahia. Pero Vaz de Caminha, na carta que envia depois ao rei D. Manuel, conta que Cabral, resolveu mandar um pequeno barco, com Nicolau Coelho, para ver o local de perto. Vinte homens pardos, todos nus se aproximaram do escaler. Os homens traziam arco e flecha, mas a um sinal dos portugueses baixaram as armas.
No dia 26 de abril, na ilha da Coroa Vermelha, é rezada a primeira missa no Brasil. Nos dias que se seguiram, Cabral organizou diversas excursões para conhecer melhor o lugar. No dia 1 de maio, uma cruz foi levada até as margens, tinha as armas de Portugal esculpidas, era o marco da soberania portuguesa. Foi colocada na entrada da floresta, diante de um pequeno altar, onde foi celebrada a segunda missa, sob os olhares dos indígenas, como cerimônia de posse das terras.
No dia 2 de maio a nau de Gaspar de Lemos retorna a Portugal, levando a carta de Pero Vaz de Caminha. Os demais navios seguem para às Índias. No dia 13 de maio, quatro embarcações, entre as quais a de Bartolomeu Dias, é destruída pela tormenta.
Pedro Álvares Cabral chega a Calicute, na Índia, no dia 13 de setembro de 1500, onde assina o primeiro acordo comercial entre os dois países. Retornou à Europa com um grande carregamento de especiarias e produtos locais. Em junho de 1501, seis navios remanescentes da grande esquadra chegam de retorno ao Tejo. Cabral é recebido com festas, era a consolidação do comércio com o oriente.
Em 1503, casa-se com D. Isabel de Castro. Recebe o título de Cavaleiro do Conselho Real. Em 1509, Cabral retira-se de Lisboa e passa a viver em Santarém.
Pedro Álvares Cabral faleceu em Santarém, Portugal, no ano de 1520. Seu corpo foi sepultado na Igreja da Graça.
História Hoje: Programete sobre fatos históricos relacionados às datas do calendário. Vai ao ar pela Rádio Brasil Cultura de segunda a sexta-feira.

Dia Mundial do DJ: comemoração em SP no Largo da Batata!

Hoje, sexta-feira, 9/3, a Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo realizará uma ação no Largo da Batata, em comemoração ao Dia Mundial do DJ.
Das 12h às 19h, DJ’s de diversas vertentes da música eletrônica se apresentarão em frente à estação Faria Lima do metrô. O objetivo do evento é destacar a dar maior visibilidade à profissão. As apresentações serão realizadas em um soundtruck (caminhão-palco) estacionado no local, com a presença dos DJ’s Mau Mau, Paula Chalup, Ryonn, Andy, Roger Jordan e a dupla Jay P & Vini Pistori.
PROGRAMAÇÃO
12h – Roger Jordan (dj sound music)
Durante mais de uma década, Roger Jordan desbravou o mercado DJing no Japão onde tornou-se residente de clubs renomados. De volta ao Brasil, envolveu-se em produção musical e sound design, além de percorrer diversos clubs e eventos. Atualmente é A&R de gravadora e descobre novos talentos nacionais e os lança para o mundo.
14h – Ryonn (dj sound music)
15h – Andy (soundfactory)
16h – Paula Chalup (dj sound music)
17h – Jay P & Vini Pistori (dj sound music)
18h – DJ Mau Mau (smartbiz)
Fonte: BRASIL CULTURA

quinta-feira, 8 de março de 2018

PRÓXIMO SÁBADO (10) NO AUDITÓRIO DA E.E. O CPC/RN PROMOVERÁ ENCONTRO DA MULHER!


Próximo sábado (10) a direção do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, promoverá no Auditório da Escola Estadual ROSA PIGNATARO - Nova Cruz/RN ENCONTRO DA MULHER, momento importante para as/os convidadas/os possam debater, confrontar idéias e encaminhar a luta!

O evento contará com cerca de 50 convidados, que irão discutir, propor e encaminhar idéias e propostas para juntas com o CPC/RN possamos colocá-las em práticas e ao mesmo tempo exigir dos governos o cumprimentos das leis voltadas para as mulheres.

Os temas serão: "Dia Internacional da Mulher e sua História e a Importância da DATA; PENSAMENTO FEMININO X MASCULINO, entre outros.  Todos os participantes receberão CERTIFICADOS de participação e não haverá cobrança de taxas.