sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Sociedade - Informação - Os brasileiros têm uma percepção equivocada da realidade?

Intervenção Militar
"É uma população com um perfil de mais acesso à informação, o que é contraditório se olharmos para a posição do Brasil no ranking
O Brasil está entre os primeiros países em que a população menos tem noção da realidade em que vive, segundo a pesquisa “Os Perigos da Percepção”.
No Brasil, acredita-se que a cada 100 pessoas presas, 18% são provenientes de outro país, quando o dado oficial é de apenas 0,4%. Assim como acredita-se que o percentual de garotas entre 15 e 19 anos que dão à luz anualmente é de 48%, mas na realidade é de 6,7%.
As comparações são da pesquisa “Os Perigos da Percepção”, divulgada nesta quarta-feira, 6 de dezembro, e realizada pelo Instituto Ipsos Mori, que mede do Índice de Percepção Equivocada. Dentre 38 nações, os brasileiros são a segunda maior população com uma percepção do contexto da sociedade diferente da realidade do País.

Segundo Danilo Cersosimo, diretor da Ipsos Public Affairs, o deslocamento da realidade a partir da percepção está relacionado à desigualdade no acesso à formação educacional e cultural. “Quando observamos os itens da pesquisa, como população carcerária, imigração e gravidez entre jovens, vemos que a população não se apropria desses temas”, afirma Cersosimo, cuja análise também aponta a falta de acesso à informação como um dos pontos estruturantes deste quadro.
“Existe uma questão crônica de falta de debate, que deveria começar na escola para formar pessoas com mais senso crítico. Qual modelo de sociedade estamos formando? Quais ferramentas o Brasil está provendo para seus cidadãos?”, questiona.
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Para realizar a pesquisa, entre setembro e outubro de 2017, mais de 29 mil pessoas ao redor do mundo responderam a perguntas sobre dados da realidade, posteriormente comparados aos números oficiais. Ainda que as perguntas fossem diferentes em 2016, naquele ano o Brasil alcançou a posição do sexto lugar.
“A mudança de perguntas é uma maneira de tornar a pesquisa dinâmica de um ano para o outro. Mas a lógica é a mesma: testar a percepção em relação à realidade, até porque nem todos os dados mudam anualmente. Existem informações do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) que serão atualizadas daqui a dez anos”.
Cersosimo explica que o perigo maior da percepção equivocada é o “tornar-se um cidadão vulnerável a qualquer tipo de discurso e informação que não necessariamente seja correta”, ainda mais em um contexto de novas tecnologias.
“Os Perigos da Percepção”
Segundo a pesquisa, no Brasil acredita-se que num universo de 100 pessoas do sexo feminino, entre 15 e 24 anos, 24% cometeram suicídio. O dado oficial é 4,3%. Quando analisadas pessoas do sexo masculino, a percepção sobe para 25% e o número real desce para 3,3%.
Quando do assunto é acesso a itens eletrônicos. Os brasileiros têm a percepção de que, num universo de 100 pessoas, 47% possuem smartphones. Quando na realidade, o dado oficial cai para 38%.
Quanto a homicídios, 76% dos entrevistados acreditam que atualmente a taxa é maior do que no ano 2000. No entanto, o percentual é igual ao daquele ano.
"Em todos os 38 países analisados, cada população erra muito em sua percepção. Temos percepção mais equivocada em relação ao que é amplamente discutido pela mídia, como mortes por terrorismo, taxas de homicídios, imigração e gravidez de adolescentes", afirmou Bobby Duffy, diretor de pesquisas do instituto, em entrevista à Folha de S. Paulo.
Na mesma esteira de percepção da realidade, uma pesquisa realizada pela Oxfam e o Instituto DataFolha mostra que para 46% dos brasileiros é necessário ter uma renda de pelo menos 20 mil reais para fazer parte dos 10% mais ricos do País. Quando o valor oficial é de apenas três salários mínimos, 2.811 reais.
Perfil
A pesquisa foi realizada online, o que limita o alcance do estudo à percepção da população com acesso à Internet no País. De acordo com a Pnad do IBGE (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), o Brasil alcançou 102,1 milhões de pessoas na Internet. Essa amostragem tende a ser urbana, estar mais presente em capitais e regiões metropolitanas. No entanto, “isso não significa que não tenham sido contempladas cidades do interior”, afirma Cersosimo.
Os números representam “o público conectado, ou seja, da classe A e B majoritariamente. É uma população, digamos, com um perfil de mais acesso à informação, o que é contraditório se olharmos para a posição do Brasil no ranking”.
Fonte: CARTA MAIOR

O falso moralismo do juiz pança-cheia. Por Eugênio Aragão

Moro e Alzugaray, dono da Istoé, na festa dos “Brasileiros do Ano”
POR EUGÊNIO ARAGÃO, ex-ministro da Justiça
O país se vê assaltado, neste fim de ano, de recomendações políticas inapropriadas daquele que deveria evitar a política partidária e se concentrar na interpretação equidistante, imparcial e equilibrada das leis. Sérgio Moro, o juiz de sempre.
Viaja a nossas custas para cima e para baixo, mexe e se remexe, para proselitar contra os legítimos interesses da maioria da população. Ganha, para isso, fartas diárias, prêmios, sem contar que deixa de jurisdicionar e ganha subsídios muito acima do razoável para uma massa de brasileiras e brasileiros cada vez mais desprovida de meios e de direitos.
Do alto da cadeia alimentar do serviço público ousa dar lições de sua gorda, empanzinada moral para os que nada têm: “repensem em quem vocês vão votar!”, prelecionou, mesmo metido em controvérsias sobre o papel que exercia o amigo do peito em negociação milionária de delação mais que premiada junto a sua vara.
Não bastasse a advertência ao eleitor, claramente destinada a refrear o maciço apoio que Lula vem mostrando nas pesquisas de voto, o Sr. Moro ainda tem o desplante de pedir de público ao Sr. Michel Temer, aquele que chama de presidente, que use seu cargo para pressionar o Supremo Tribunal Federal para que não reveja sua equivocada jurisprudência sobre a execução provisória da pena após o duplo grau de jurisdição.
Não se enxerga. Pretende que a mais alta corte do país receba pressões do chefete do executivo para satisfazer seu discurso moralista punitivista. Se o Sr. Temer se arvorasse a atender o esdrúxulo pedido, estaria, tout court, cometendo mais um grave ilícito para sua coleção. Afinal, atentaria descaradamente contra a independência dos poderes, o que implica crime de responsabilidade. E o Sr. Moro entraria junto, por instigação à prática do crime.
Na sua cegueira, não consegue o juizinho de província disfarçar seu profundo mal-estar com o sucesso de Lula, que, como governante, mais mudou o quadro de exclusão social no país. Deve ter se contorcido de bronca ao saber, pelo DataFolha, que seu índice de rejeição foi para as nuvens, prestes a superar ao daquele que elegeu seu réu-inimigo. Mudar a jurisprudência, deve pensar, pode frustrar seu intento de tornar Lula inelegível e de encarcerá-lo aos aplausos de seu público fascista iludido.
Moro se tornou, com seu moralismo punitivista, a principal fonte do ódio político que se disseminou na sociedade. Um juiz que, ao invés de pacificar conflitos, os acirra e direciona contra seu inimigo eleito. Falar em imparcialidade desse indivíduo seria piada de mau gosto, pois a cada discursinho mequetrefe pelos palcos da direita política mundo afora, faz questão de pré-julgar e conjecturar sobre feitos por decidir. Adora ingressar na seara reservada à política, para desfiar suas opiniões de lege ferenda sobre o que pretende serem debilidades sistêmicas para o “combate à corrupção”, sua obstinação compulsiva.
O Sr. Moro, ao se lançar sem trégua contra o réu que elegeu ser seu inimigo, se tornou cego para o estrago que causou à paisagem econômica e social do Brasil. A quebradeira da indústria naval, da construção civil, da produção petrolífera com tecnologia nacional, do esforço de criar capacidades próprias na energia nuclear – tudo isso causado pela falta de estratégia de sua gana persecutória. Sem contar o impacto direto dessa lambança na fiscalidade estadual. É só ver a deterioração das finanças do Rio de Janeiro para se ter uma ideia sobre os efeitos desastrosos dessa quebradeira.
Mas quem sofre os efeitos da irresponsabilidade do judiciário que jurisdiciona implacavelmente contra um inimigo é quem está na ponta da processo produtivo: os empregados da indústria quebrada, agora massivamente desempregados, sem condições de prover as necessidades básicas de sua família; os funcionários estaduais que deixam de receber seus pagamentos; os sistemas de saúde e de educação pública, que sofrem forte desinvestimento por conta da falta de receitas para sua manutenção – e por aí vai.
Isso tudo, porém, não mexe com a gordice dos ganhos do juiz de piso, que lava suas mãos a jato. Para ele, a preservação da moral justifica toda essa destruição. A moral do Sr. Moro tem, assim, um custo duplo: o da destruição que causou e os gastos com sua autopromoção. Mas tudo isso, na sua moral, está justificado e que se dane a fome alheia.
Por isso, não se envergonha em pedir aos desempregados e aos servidores sem pagamento que pensem bem em quem vão votar. Devem esquecer sua fome e lutar por sua moral. Por isso, também, que pede ao Sr. Temer que impeça que o Supremo reveja sua jurisprudência; os direitos devem ceder ao seu “combate à corrupção”: uma guerra total em que nada é mais importante que sua bem remunerada “missão”.
Fica o aviso: o aumento significativo de sua rejeição nas pesquisas de opinião é fruto dessa alienação. E a tendência é ascendente. Talvez ainda haja tempo de repensar sua ação e controlar seu ego, tempo para aprender a lição de Bertolt Brecht, que Lula sabiamente praticou e que o juiz insiste em ignorar: “Erst kommt das Fressen, dann die Moral” – primeiro vem o rango, depois a moral – esta lhe veste como uma luva!
Fonte: diariodocentrodomundo.com.br

Lava Jato torra R$ 140 bi para recuperar R$ 650 mi


Nesta quinta-feira (7), o Ministério Público Federal (MPF) fez um grande estardalhaço, com direito a fotos posadas do procurador Deltan Dallagnol para a mídia, sob o pretexto de “devolver à Petrobras” R$ 653,9 milhões desviados da estatal pelo esquema investigado na Operação Lava Jato.

Os valores devolvidos teriam sido obtidos através de 36 acordos de colaboração premiada e cinco de leniência firmados com empresas. Entre os acordos, Dallagnol citou as delações relativas à Odebrecht, Braskem, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.
Seria motivo de comemoração, se não fosse o custo exorbitante da “recuperação” dessa dinheirama.
Segundo estudo elaborado pelo Grupo de Economia & Soluções Ambientais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), só em 2015 os impactos diretos e indiretos da Operação Lava Jato na economia reduziram o PIB brasileiro em R$ 142,6 bilhões, o equivalente a uma retração de 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto).
O estudo estimou, só em 2015, uma queda de R$ 22,4 bilhões na massa salarial, uma diminuição de R$ 9,4 bilhões em arrecadação de impostos e uma perda de até 1,9 milhão de empregos.
É evidente que a investigação de toda irregularidade deve ser feita. Mas a questão central é conduzi-la de forma a maximizar seus benefícios em aprimoramento das instituições e minimizar seus custos em produção e emprego”, diz o professor da FGV Gesner de Oliveira no editorial do relatório.
O estudo alerta, ainda, que a “publicidade excessiva” das delações premiadas tem “efeitos devastadores” sobre o valor das empresas e a disponibilidade de crédito, e que a paralização de obras tocadas por empresas investigadas gera custos e diminui a concorrência.
O estudo também diz que “Uma parcela desse prejuízo é inevitável diante do imperativo de conduzir uma investigação abrangente e minuciosa”. Porém, parcela majoritária desse custo poderia ser evitada se os devidos cuidados tivessem sido tomados pelos investigadores, ou seja, pelo MPF.
O objetivo deveria ser o de proteger o emprego e, para tanto, a capacidade de investimento sem descuidar do rigor da investigação”, diz o estudo.
Após mais de três anos e dezenas de fases deflagradas em todo o País, a Operação Lava Jato contabiliza mais de 200 prisões. Dezenas de empresários estão ou estiveram na cadeia, principalmente os donos e os executivos de grandes empreiteiras, além de diretores da Petrobras.
O resultado do alarde em torno da Lava Jato, porém, foi a paralisação das obras de infraestrutura no país. Sem obras, a cadeia industrial e de serviços ligada à construção pesada e ao setor de óleo e gás parou de gerar emprego e renda, o que provocou uma das maiores recessões da história brasileira, se não a maior
A economia brasileira teve agudo desemprego em 2015, 2016 e 2017. O principal motivo foi o efeito maligno da operação Lava Jato. Hoje, temos mais que 12 milhões de desempregados, segundo o IBGE.
A queda abrupta das atividades da Petrobras e das empreiteiras envolvidas pela operação, nos últimos anos, fechou direta ou indiretamente, inúmeros postos de trabalho na indústria e na construção civil.
São quase 3 milhões de trabalhadores demitidos nesses dois setores só em 2015 e 2016.

Tudo isso poderia ter sido evitado com investigações sigilosas. Porém, a sede de fama e poder dos golden boys da República de Curitiba está acarretando esse desastre ao país.
Na esteira do estrelismo desses playboys de Curitiba, vidas destruídas e dezenas de milhões de brasileiros amargando desemprego e privações.
Um dia o Brasil terá que fazer Justiça impondo a essas pessoas o castigo por terem feito tanto mal ao Brasil. Politizar o combate à corrupção e usá-lo para autopromoção pessoal é pior do que não combater essa corrupção.
Fonte: Blog da Cidadania - (https://blogdacidadania.com.br/2017/12/lava-jato-torra-r-140-bi-para-recuperar-r-650-mi/)

Moro desbloqueia dinheiro de aposentadoria de Lula

Por Robson Pires
O juiz Sergio Moro decidiu nesta quinta-feira (7) retirar o bloqueio sobre R$ 63.702,54 do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O valor está em uma conta bancária usada por Lula para receber sua aposentadoria.
A defesa de Lula havia apresentado à Justiça os extratos bancários da conta, comprovando que o dinheiro era de aposentadoria. O juiz responsável por processos da Operação Lava Jato na Justiça Federal do Paraná disse que foi “razoavelmente demonstrado” que a conta em questão “era utilizada para recebimento de valores de aposentadoria do condenado e que o saldo bloqueado, de R$ 63.702,54, foi formado, principalmente, por valores desta natureza.”

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

DEPUTADO, O SENHOR SABE O QUE É UMA UNIVERSIDADE E O QUE ELA FAZ?

CAMPUS DA UERN, UFRN E IFRN (NOTURNO) NA REGIÃO DO AGRESTE PORTIGUAR, JÁ!

Por José Ronaldo -UERN

Alguns deputados estaduais do RN, felizmente uma minoria, não fazem a menor ideia do que é uma universidade, o que ela faz ou o que representa para um estado. Para se convencer dessa triste realidade, basta ouvir o que falam sobre a UERN. Vejamos alguns relatos e prestemos alguns esclarecimentos. 

1. O governo estadual deve financiar a UERN.

Um deputado disse em entrevista que o governo do RN não deveria financiar a UERN porque não é obrigado a fazê-lo. Na verdade o governo tem essa obrigação. Ele assumiu essa responsabilidade quando a UERN foi estadualizada há 30 anos e isso é um fato concreto. E nesse particular, ele é só mais um porque não tendo nada de excepcional nisso.

Somente o estado do Paraná tem sete universidades estaduais e região Nordeste tem 15 universidade estaduais. Dessas, quatro estão na Bahia e três estão no Ceará. Os estados de Alagoas e do Maranhão tem, cada um, duas universidade estaduais. Exitem inclusive vários municípios que financiam universidades, como por exemplos, Rio Verde, cidade do interior de Goiás (UNIRV) e Linhares, cidade do interior do Espírito Santo (FACELI).

2. Qual é o investimento do estado na UERN?

O mesmo deputado aparece em um vídeo nas redes sociais dizendo que a UERN custa R$ 33 milhões/mês ao contribuinte, ou seja, quase R$ 400 milhões/ano. Como não acreditamos que o deputado se arriscaria deliberadamente à vergonha pública, vamos trabalhar com a hipótese de que sua assessoria seja medíocre, ou no mínimo muito preguiçosa.

No ano passado o estado investiu pouco mais de R$ 263 milhões na UERN. E isso é muito para manter uma universidade? Vamos fazer uma comparação entre a UERN e universidade estadual da Paraíba, não apenas porque está na moda comparar os dois estados, mas também porque até pouco tempo eram economicamente bem parecidos. Pois bem, o governo da Paraíba investiu R$ 307,5 milhões na sua universidade estadual, a UEPB, ou seja, R$ 44,5 milhões a mais. 

Esses dados estão disponíveis ao público no portal da transparência de ambas as universidades. Um assessor menos preguiçoso teria encontrado facilmente esses números.

3. Quanto é o salário do professor da UERN?

O mesmo deputado novamente expõe sua assessoria quando diz em outra entrevista que o salário de um professor da UERN é 15, 18, 20 mil reais e nas federais é R$ 6, 8, 10 ou 12 mil. Pela quantidade de valores, vê-se quanta certeza ele tem sobre o que fala.

O salário médio de um professor da UERN é cerca de R$ 9 mil, perfeitamente compatível com o salário médio pagos pelas universidade federais sendo que estes, inclusive, são levemente superior. Em 2016, o governo do RN pagou R$ 241 milhões de reais em salários na UERN. O governo da Paraíba pagou R$ 260 milhões na folha de pagamento da UEPB e atenção, a folha da UERN também paga seus aposentados, a da UEPB, não. Uma dica elementar para a assessoria do deputado é olhar os recentes editais de concurso na UERN e nas federais. 

4. Na UERN tem estudantes de outros estados. 

Outro deputado se queixou de que na UERN há vários estudantes de outros estados. Ele não sabia dizer quantos, mas pareceu achar isso um absurdo.

Atualmente, cerca de 15% dos estudantes da UERN são de outros estados. Ora, os potiguares também estudam em universidades da Paraíba, Ceará, Pernambuco, além de outros. Em se tratando de universidades, isso é um fato natural, até porque os cursos oferecidos variam muito de uma instituição para outra. O RN não é uma ilha e como qualquer outro estado da federação, ele importa e exporta estudantes universitários o tempo todo. 

Há inclusive universidades em cidades de fronteira, como a Unipampa, no Rio Grande do Sul, que recebe centenas de estrangeiros (uruguaios) todo ano. 

O fato de a UERN ser procurada por estudantes de outros estados atesta que seus cursos têm qualidade. De fato, em 2015, ano em que a UERN adotou o ENEM-SISU, mais 61 mil inscritos disputaram uma vaga nos seus cursos.

5. O que a UERN faz.

O deputado também afirmou que não “sabia direito o que a universidade faz”.

Primeiro é necessário dizer que além do campus de Natal (Zona Norte), a UERN desenvolve suas atividades nos campi de Mossoró, Pau dos Ferros, Patu, Caicó e Assu. Tem núcleos avançados em São Miguel, Alexandria, Umarizal, Caraúbas, Apodi, Areia Branca, Macau, João Câmara, Touros, Santa Cruz e Nova Cruz. E o que ela faz nesses locais?

- Ela forma pessoas.

A UERN faz o seu papel enquanto universidade e faz bem feito. Ela tem sob sua responsabilidade a formação de mais de 11.485 estudantes de graduação e 1.167 estudantes de pós-graduação. Para isso, abre anualmente mais de 2.000 mil vagas aos potiguares nos seus 69 cursos de graduação presenciais, três cursos de graduação a distância, 20 cursos de mestrados acadêmicos e 2 cursos de doutorado. Esses cursos estão em sua quase totalidade no interior do estado potiguar e cerca de 70% da sua clientela provém de famílias de baixa renda.

A UERN formou quase 100% dos professores da Rede Básica de Ensino que atuam na região oeste do estado. Além disso, forma enfermeiros, economistas, cientista da computação, advogados, médicos e diversos outros profissionais que passam a atuar nas cidades em que se formam ou no seu entorno. Ela já formou mais de 40 mil profissionais no interior do estado e isso representa não apenas melhoria dos serviços das cidades do RN, mas também e principalmente a inclusão social dessas pessoas.

- Ela atua nas comunidades.

A UERN atua diretamente junto às comunidades executando mais de 170 projetos de extensão. Esses projetos capacitam e promovem a melhorias na produção, serviços e na vida das pessoas, no campo e nas cidades. Além da prática jurídica, que presta assessoria a dezenas de cidadãos diariamente, a universidade mantém clínicas e ambulatórios odontológicos, que atendem centenas de pessoas de baixa renda. O projetos de extensão nas escolas incentivam a leitura e promovem a cultura. Além disso, são oferecidos diversos cursos para a população, somente na Zona Norte de Natal, são mais de mil pessoas participando de atividades realizadas no seu Complexo Cultural. 

- Ela capacita e faz pesquisas científicas.

A UERN promove pesquisas voltadas para a solução dos problemas do estado. Só em 2016 seus programas de pós-graduação matricularam mais de 600 estudantes de mestrado e doutorado. Nesse mesmo ano, seus pesquisadores publicaram 342 artigos científicos, 362 capítulos de livros e registraram 23 patentes como resultados de suas pesquisas. Esses pesquisadores analisaram e apresentaram soluções para os mais variados problemas. Um outro dado relevante desses programas, é que em 2016, seus estudantes receberam do governo federal cerca de R$ 3,4 milhões de reais em bolsas, recursos esses injetando das cidades do interior do estado. 

6. O estado do RN precisa fortalecer a UERN

Por fim, alguns deputados precisam entender que o debate sobre uma universidade não se limita a uma simples questão contábil. Ao andar pelo interior do estado, em particular na região oeste potiguar, os deputados podem perguntar às pessoas onde elas se formaram. Ao encontra uma das mais de 40 mil pessoas formadas pela UERN, pergunte o que elas pensam da universidade que a formou. 

Perguntem o que a UERN representou na vida delas e de suas famílias. Perguntem ao médico nascido e radicado na cidade do interior o que lhe possibilitou o diploma. Perguntem ao professor onde ele teve a sua licenciatura. Pergunte ao comunicador social que fala nas rádios, na TV ou escreve nos jornais como surgiu sua oportunidade para se capacitar. 

Perguntem aos prefeitos e empresários das cidades onde se formou a mão de obra especializada que consultam e contratam. Ou simplesmente perguntem a um colega, deputado na Assembleia Legislativa do RN, sim porque lá também tem estudante da UERN, o que pensa da universidade. 

Enfim, pergunte, informe-se e, se a sua motivação for de fato um futuro melhor para o nosso estado, irá sem dúvida reconhecer que no estado precisa fortalecer a UERN.

Nos enviado em 21/11/2017

EDUARDO VASCONCELOS - CPC-RN ENTREGA DIPLOMA DE HONRA AO MÉRITO AO SINDICALISTA HELENO FERNANDES


Na última segunda-feira (4) o Presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, Eduardo Vasconcelos entregou em o Diploma de Honra ao Mérito ao sindicalista de origem pernambucana, , HELENO FERNANDES DE LIMA, que veio para São Paulo jovem, mas com um objetivo: Vencer na VIDA!

Saiu de sua cidade natal, Garanhuns em Pernambuco aos seus 11 anos com destino a Recife, inclusive escondido dos pais.  Passou uns anos em Recife depois seguiu para a metrópole SÃO PAULO.

Foi jogador de futebol, apesar de amar o futebol, desistiu da carreira e foi trabalhar em setores comerciais, chegando a entrar no Movimento Sindical, se destacando como um dos líderes respeitado até hoje no Movimento Sindical. Aos longos dos anos consegui edificar-se no cenário do movimento sindical. Uma pessoa de caráter exemplar e de um coração sensível, gosta sempre de estender a mão a aquele que tem força de vontade de vencer na vida, colhendo assim o respeito, afeto e admiração de centenas de amigos.

Heleno Fernandes estava de bagagem pronta para ira a Natal/RN no dia 22 de setembro para receber o Diploma de Honra na I Noite das Homenagens, ocorrido no IFRN da Cidade Alta, mas por motivos superiores não pôde está presente e ai na ida do presidente do CPC/RN a São Paulo, surgiu a oportunidade de entregar o referido diploma pessoalmente. Um gesto singular, mas também de reconhecimento.

Na foto, Heleno Fernandes ao lado dos amigos de trabalho e do dia a dia: Irani Alcântara, Carlos Martins, Vanessa Alcântra, Suelly Cristina de Jesus Corrêa e José CÉLIO.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

ELE É POTIGUAR E ENTRA PARA A HISTÓRIA!16 anos, negro, nordestino: Pedro Gorki é o novo presidente da UBES

Congresso da maior entidade estudantil secundarista do Brasil terminou neste sábado (2) em Goiânia.

Terminou neste sábado (2), em Goiânia, o 42º Congresso da UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), a maior organização estudantil do país ao lado da UNE. Os milhares de estudantes do ensino fundamental, médio, técnico e preparatório escolheram Pedro Gorki, 16 anos, estudante do Instituto Federal do Rio Grande do Norte, como presidente da entidade pelos próximos dois anos.
A chapa de Pedro, “Secundas Em luta, em defesa da educação e do Brasil” obteve 2.101 votos de um total de 2.513 delegados, representando 83,7% da votação, Também participaram a chapa “Oposição UBES na rua”, que obteve 391 dos votos, contabilizando 15,5%, e “Articulação de Esquerda”, com 21 dos votos, totalizando 0,8% do pleito.
O Congresso da UBES reuniu cerca de 10 mil estudantes do ensino fundamental, médio e técnico do Brasil na capital de Goiás desde a última quarta (29). Foram realizados mais de 10 debates, com mais de 60 convidados das áreas da política, cultura e dos movimentos sociais.
Em uma grande passeata, os estudantes marcaram a sua posição contra a censura nas escolas e o projeto da Escola Sem Partido. A UBES também definiu a oposição da juventude às reformas do governo de Michel Temer e a adesão à greve geral convocada pelas centrais sindicais para o próximo dia 5 de dezembro.
Pedro Gorki durante manifestação pelas ruas de Goiânia


Um menino com o coração nos olhos

Pedro Lucas Gorki, natural de Natal, Rio Grande do Norte, é desses adolescentes que parece sorrir com a mesma frequência que respira. Quando conversa com os outros, quase sempre sobre política, transmite um otimismo improvável para quem vive um dos momentos de maior descrédito da população no futuro do país. Sereno, voz doce e sotaque nordestino, emociona-se facilmente no meio de um assunto e não tem medo de que o interlocutor veja os seus olhos quando as lágrimas chegam. Porém, os que apostam na tese de uma pessoa frágil não sabem que ali na sua frente está um dos principais líderes da ocupação radical de escolas no Brasil nos últimos anos e agora presidente da maior organização de juventude secundarista de toda a América Latina.
Negro, com a idade de apenas 16, nascido em um bairro de pescadores e operários na periferia da capital potiguar, o novo presidente da UBES é um prato cheio para quem busca um cardápio de quebra de expectativas. A idade e o rosto indisfarçável de menino trazem a ideia de alguém ainda inexperiente na vida e na militância. No entanto, Gorki começou – inacreditavelmente – aos sete anos, quando falou em solidariedade às crianças palestinas em um ato de repúdio aos violentos ataques de Israel aos territórios ocupados no Oriente Médio, no ano de 2008. Na mesma época, batizou seu cachorro com o nome de Lênin e juntou-se a uma companheira da mesma idade em um projeto de fundação da União das Crianças Socialistas.
Os pais, embora atuantes no movimento sindical e na política de Natal, enfrentaram o desafio de lidar com a precocidade do filho. Quando Pedro tinha 11, foram chamados ao Colégio Nossa Senhora das Neves para ouvir a preocupação da coordenação com um livro encontrado com o menino. Era “Assim falava Zaratrusta”, do filósofo alemão Friedrich Nietzche. Aos 12, já estava lendo “Casa Grande e Senzala”, do sociólogo brasileiro Gilberto Freyre, falando no microfone durante greves, manifestações e participando ativamente das jornadas de junho de 2013 que mudaram o país. Naquela época, pediu à mãe para ficar acampado na ocupação da Câmara Municipal de Natal, mas o pedido foi negado.
Gorki em marcha contra lei da mordaça

Porém, em 2016, quando tinha 15 e o Brasil começava presenciar a explosão da resistência nas escolas contra o governo Temer, a Reforma do Ensino Médio e o desmonte na educação do país, as ocupações e Pedro iriam finalmente se encontrar. Ele planejou e liderou centenas de outros jovens na tomada do Instituto Federal do Rio Grande do Norte, a maior instituição do gênero no estado. Em seguida, levou a mesma ação a dezenas de outras escolas da capital e transformou o Rio Grande do Norte em um dos pólos do movimento no país. A ação mais radical ainda estaria por vir: a ocupação da secretaria de Educação do estado, pelos estudantes, que tornou Gorki uma liderança nacional e chamou a atenção dos movimentos de juventude de todo o país. A ocupação durou dez dias e o grupo de Pedro conseguiu pressionar o governador Robinson Faria (PSD), que foi obrigado a se reunir e negociar com os estudantes.
A ocupação trouxe vitórias como a melhoria na rede pública estadual e a reconstrução da União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas de Natal (UMES), que estava desativada. Pedro foi eleito presidente da organização ainda no final de 2016 e, menos de um ano depois, já chegou a presidente da UBES, representando quase 50 milhões de estudantes brasileiros do ensino fundamental, médio, técnico e profissionalizante. “Acredito que a UBES é uma entidade histórica, que completa agora seus 70 anos e que já demonstrou com as ocupações que pode ser uma força capaz de mudar o jogo de forças no Brasil. Este será um novo período de muita luta nas escolas”, promete.
Entre as prioridades de Gorki está o combate à censura nas escolas, à lei da mordaça e projetos como o da Escola Sem Partido: “A sociedade brasileira está cansada e desanimada com tudo o que vem acontecendo. Em um momento assim, infelizmente aparecem projetos autoritários como esse, assim como foi na Alemanha antes do nazismo, na Itália antes do fascismo. Isso precisa ser combatido. A escola que queremos é democrática, transformadora, libertadora”, justifica. Ele também destaca a necessidade de revogar a PEC do congelamento dos investimentos públicos na educação e garantir o acesso dos jovens pobres à universidade.
Camila Lanes passa presidência para Pedro Gorki
Consciente de quem é, da sua cor e de onde veio, Pedro se lembra de apenas um momento quando a mansidão e a calma do seu temperamento ferveram e entornaram o caldo. Com um soco, atingiu um colega de escola que o chamou de “negro imundo”. Chegou a se arrepender, chorar e receber o pedido de desculpas do garoto nos dias seguintes, mas fortaleceu as suas convicções na luta contra o racismo no Brasil. Assumindo a UBES após três meninas na sequência (Manuela Braga, Bárbara Melo e Camila Lanes), ele diz que busca entender cada vez mais as conseqüências do machismo na sociedade e o desafio da igualdade entre os gêneros. Afirma que fará uma gestão com ampla participação feminina e LGBT.
Por incrível que pareça, Pedro ainda é um jovem normal, interessado em se divertir e aproveitar a sua idade. É apaixonado por futebol e torcedor aguerrido do América –RN, que hoje disputa a série D do campeonato brasileiro.Vai ao cinema e também assiste a seriados em casa, é fã de literatura e possui mais livros do que roupas no armário. Na música, gosta de muita coisa, do rock à MPB. Tem como um dos ídolos o cearense Belchior, cuja morte lamentou em 2017. É dele a autoria de uma das frases favoritas de Pedro: “Amar e mudar as coisas me interessa mais.” A partir de hoje, o que interessa a esse menino também interessa ao futuro de toda a juventude Brasil.
Por Artênius Daniel, de Goiânia.
Fotos: Nilmar Lage, Léo Souza e Gui Silva.
UBES

Médica do trabalho “mela” conspiração para arquivar morte do reitor

assassinato

Esta semana, a Justiça (sic) de Santa Catarina encerrou o caso da morte do reitor da Universidade federal do Estado, Luiz Cancellier, determinando  o arquivamento do inquérito policial sobre o caso, a pedido do Ministério Público de Santa Catarina.
A Delegada que mandou prender o reitor, autoritariamente, a ex-lavajatista Érika Marena, censuradora de jornalistas, já está fora do estado, promovida para Superintendente da PF em Sergipe.
Estaria acabado o caso, mas uma médica acabou colocando uma trava na conspiração do silêncio que se fez em torno deste caso bárbaro, segundo o site dos Jornalistas Livres:
(…)uma médica do trabalho do Ambulatório de Saúde do Hospital Universitário notificou a morte de Cancellier ao Ministério da Saúde como fruto de assédio, humilhação e constrangimento moral relacionados ao trabalho. Com a notificação, o suicídio do reitor fica tipificado como acidente do trabalho e passar a constituir um importante instrumento para responsabilizar o Estado brasileiro pela sua morte.
A médica Edna Maria Niero, 55 anos, coordenadora da equipe do Ambulatório de Saúde do Trabalhador do Hospital Universitário da instituição não teve “nenhuma dúvida” do nexo entre o suicídio do reitor e a sua prisão arbitrária: “Quando foi violentamente alijado do local onde atuava no auge da sua gestão, o reitor foi também arrancado de sua própria vida”.
Abalos emocionais do tipo que e ele sofreu estão  incluído na lista de doenças de notificação compulsória do Ministério da Saúde como causas da morte de trabalhadores.
Embora sem uma atitude corajosa do Ministério Público ou do Judiciário o laudo da Dra. Niero não vá levar a um processo criminal, é base para um processo civil de responsabilização do Governo brasileiro pelo suicídio.
A reportagem dos Jornalistas Livres você lê aqui.
Fonte: http://www.tijolaco.com.br/blog/medica-do-trabalho-mela-conspiracao-para-arquivar-morte-do-reitor/

sábado, 2 de dezembro de 2017

Robinson Faria nomeia ex-prefeito


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CID ARRUDA CAMARA
Em ato publicado no Diário Oficial do Estado, o Governador Robinson Faria, nomeou o ex-prefeito de Nova Cruz, CID ARRUDA, para exercer as funções de Secretário Executivo do Gabinete Civil.

Serras do Agreste potiguar é o novo destino turístico do RN

Por Robson Pires
Os municípios de Passa e FicaSerra de São Bento e Monte das Gameleiras passam a integrar uma nova rota turística a ser intensificada pelo Governo do Estado através do projeto de Dinamização do Turismo neste pedaço do Agreste potiguar.
Os três municípios são conhecidos pelas serras, turismo de aventura, simplicidade e clima agradável. E o objetivo do projeto, coordenado pela Setur e com recurso do Governo Cidadão através de empréstimo do Banco Mundial, é levar desenvolvimento e sustentabilidade à região.
Na última quinta-feira (30), após várias discussões com a iniciativa pública, privada e turística, foi apresentado três opções de marcas para trabalhar a divulgação desses destinos. E foi o público dos três municípios quem escolheu a mais representativa.

Dallagnol “senta a vara”, indiretamente, em Gilmar Mendes… de novo

O Procurador da Republica Deltan Dallangnol usou seu Twitter para comentar, de novo, uma decisão do Ministro do Supremo, Gilmar Mendes.

Ele usou as palavras de outro procurador para criticar firmemente a decisão.


"Chega a ser constrangedor o acesso q esse acusado tem p/ obter decisão em último grau d jurisdição sem passar pelas demais instâncias...mesmo sendo acusado d destinar dezenas d milhões de reais aos maiores líderes políticos do Rio" - procurador José Vagos https://oglobo.globo.com/brasil/gilmar-mendes-liberta-pela-terceira-vez-empresarios-de-onibus-do-rio-1-22139644